terça-feira, 30 de março de 2010

Volta do Abba não vai dar certo

Os compositores do ABBA, Benny Anderson e Bjorn Ulvaeus, disseram recentemente que não são contra a volta do grupo e se uma oportunidade aparecesse, voltariam sem hesitar. Voltar? Não sei, não.

Para quem não sabe, o ABBA era uma grupinho romantico-dançante surgido nas entranhas do programa Eurovision (O "Fama" europeu, que existe há várias décadas e dura até hoje) e que teve seu auge na era das discotheques. Ah! O grupo era da Suécia, país até então desconhecido no mundo da musica pop mundial.

O som do ABBA sempre foi bastante pueril, embora tivesse qualidade (dentro dos limites da múisica de entretenimento - nunca espere algo "dylaneano" deles). Vai soar estranho ver quatro velhinhos de bengala e picinês cantando letras de temas bobocas e dançando feito criança. Quem entende inglês (apesar de suecos eles cantavam em inglês, segundo a lenda, músicas compostas com dicionários na mão)

No filme funcionou por causa do romantismo

Há poucos anos foi produzido um filme musical baseado em canções do ABBA, chamado Mamma Mia. O filme até é bom e o grande trunfo foi usar uma história bem romântica, açucarada, piegas até, para ilustrar as letras de Benny e Bjorn (que escreveram a peça que serviude inspiração para o filme - Anderson é um dos produtores do filme, junto com Tom Hanks. Romantismo tem tudo a ver com um grupo que surgiu a partir de dois casais.

Bola fora para quem, nos anos 90, achou que o piegas grupinho era uma clássica banda de rock alternativo. Rock e ABBA? Pô, nada a ver. É como misturar água e óleo. Nunca dá certo.

Que eles fiquem quietinhos no seu canto, curtindo a polpuda aposentadoria via direitos autorais de suas canções antigas. O tempo deles já passou (música de entretenimento normalmente é descartável ou apenas para ser ouvida em festas) e não dá para ser criança duas vezes.

sábado, 27 de março de 2010

Tributo a Renato Russo através de duetos fictícios

Detesto esses "duetos" póstumos em que se coloca um cantor para cantar com uma gravação de um artista morto. Para mim, isso é uma forma de remix, e bem picareta. No Brasil, a primeira picaretagem deste tipo se deu com o cantor brega Paulo Sérgio. Mas no brega, tudo bem, já que neste caso a picaretagem está até mesmo na própria música. Brega é uma música picareta por excelência. Mas fazer o mesmo com o grande compositor-intelectual Renato Russo é uma ofensa sem tamanho.

A coletânea de duetos deveria ter sido limitada aos queforma gravados com ele vivo. Mas pessoalmente, eu acho que é uma forma tosca de homeageá-lo. Lançar um caixote-coletânea com todas as raridades que ele gravou, sozinho ou acompanhado (sobretudo com a Legião urbana) seria melhor. Até o lançamento que aconteceu ano retrasado das gravações da fase "Trovador Solitário" é uma homenagem muito mais dignificante. Já esse tri-puto, francamente. Renato não merecia isto.

É uma forma mesquinha e desonesta de lucrar às custas de um verdadeiro artista que nos deixou uma obra única (literalmente, diga-se de passagem) e que muitas vezes nos ensina como deveríamos enxergar as coisas que estão ao nosso redor.

Russo deve estar chateado no mundo espiritual, com esse verdadeiro insulto travestido (eu disse, travestido) de homenagem.

terça-feira, 9 de março de 2010

A vitória de um Nerd

Seth Green, o ator baixinho com cara e jeitão de nerd e que atua em muitíssimos filmes (difícil achar um em que ele não faça sequer uma pontinha) e que fez par romântico com um monte de atrizes bem gatas, anuncia que está noivo dessa gata aí. Finalmente um integrante do time dos nerds se dá bem na vida afetiva, coisa rara!

Parabéns para Green. Seu noivado é um ato de heroísmo, para nós, que só vivemos levando fora da mulherada.

Lá nos EUA ainda dão espaço para baixinhos (Tom Cruise - que não é nerd, mas é baixinho - que o diga) serem considerados galãs. Aqui no Brasil, se um homem tem rosto bonito, mas tem menos de 1,75 de estatura, é imediatamente jogado para fazer papel de saco de pancada em humorísticos chinfrins tipo Zorra Total.

Por essa e outras, que as coisas nunca mudam neste país.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Enquanto isso, no Brasix...

Sandy, filha do Xororó (embora ela insista em posar de herdeira de Elis Regina, com o aval até de Maria Rita, filha da falecida cantora), portanto com DNA breganejo, resolveu compor uma letrinha e cantar para um grupo brasileiro desconhecido de música eletrônica chamado Crossover.

Sabem o nome da música (cantada toda em inglês)? Scandal. Escândalo? Se uma coisa que essa garota menos entende é de escândalo. Vamos ver o que deve ser escândalo para ela:

- Tirar nota 8 em provinha de Português (como o idiota que escreve neste blog, ela é formada em Letras).
- Ir para a cama com o maridão (tão normal para todo mundo, mas para ela...)
- Ouvir os outros duvidarem da masculinidade do irmão (mas que é suspeita, é! Ô se é...)
- Chamarem seu pai de destruídor da música caipira (isso não é escândalo. É verdade)
- Compararem excesso de vibratos dela com o som de uma cabra (beéé...)
- Convidarem mais uma vez para posar nua para a Playboy (se ela nem topa posar de biquini, vocês acham que ela iria posar nua? Bom, isso é REALMENTE escândalo para ela).

Bom, procurem pelo vídeo. Até que ficou legalzinha a música, embora não passe de uma dance-music convencional (o título de melhor cantora nunca vai ser seu, Sandy). Bom tirem suas conclusões.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Linda musa usa visual "nerd" para comercial

Maria Fernanda Cândido, mulher-símbolo das mulheres classudas e cultas no Brasil,aparece com visual "nerd" em propaganda da Ford. E não é que ela ficou uma gracinha com os óculos?

É uma prova de que mulher, que é naturalmente linda e charmosa, mantêm toda a beleza e seu charme, até mesmo quando acorda de manhã.

Onde está a qualidade musical?

Esse clipe que une as duas cantoras mais populares (hello! pop significa popular, povão, sabiam?) da atualidade, segue todas as normas que o irrit-parade estadunidense e o capitalismo cultural exigem para se fazer sucesso.

Que sucesso nada tem a ver com qualidade musical (em muitos casos é o oposto) isso eu sei. Mas a maioria não sabe.

Vão alguns fanáticos teimosos a dizer que, por causa do sucesso, a música desse clipe é a melhor de todos os tempos. Para quem tem o senso crítico atrofiado, pode ser. Até o tempo despejar uma imensa duna sobre essas distintas jovens senhoras.

Se alguém viu qualidade musical nesse clipe, me avisem, porque eu vi o clipe na íntegra e não achei nada que se caracterizasse como boa qualidade musical.

terça-feira, 2 de março de 2010

Até que ponto a decadência do rock brasileiro pode chegar

Desde que aquele bando de comediantes que pensavam que eram músicos e que atendiam pelo nome de Mamonas Assassinas surgiu, o rock nacional entrou num declínio sem medida, como um caminhão que desce a ladeira sem freio.

Aí vieram tosqueiras como Raimundos, Baba Cósmica, Virgulóides, Charlie Brown Jr., CPM 22, Detonautas, e a turma do pederasta estilo emocore como Fresco, Hateen, Strike e agora o nu-emo do Glória e os neo-polegar do Cine. Vamos comentar sobre esta última, que é uma das piores coisas que já ouvi falar em matéria de rock nacional em minha vida.


Os caras da banda Cine capricharam na ruindade. Nem os menudos do NSync conseguem ser tão ruins. Convém lembrar, em termos de comparação, que os Jonas Brothers têm alguma qualidade musical, ofuscada pelo rótulo de idolos infantis.

Tudo que é chato está contido na banda Cine: a voz irritante de pirralho com vocação para bicha revoltada, com visual de cabelereiro juvenil e uma músiquinha super chata com letra mal feita e clipinho clichê e pose de "mamãe, eu sou far-down".

Pô Cine, vê se desaparece! Para confrontar a Cine em matéria de ruindade só a trilha medonha da minissérie global Geral.com, com uma bandeca descartável que atende pelo nome de Banda www. Ainda bem que o tempo é justo e vai varrer esses fedelhos para o túnel do esquecimento e então eles, crescidos e pais-de família, nem gostarão de lembrar que um dia colaboraram para piorar ainda mais a já decadente música brasileira.


Para quem tiver pulso forte e estômago de chumbo, aí vai o clip para vocês verem e ouvirem que merda é esse tal de Cine.


segunda-feira, 1 de março de 2010

Brega Pai e Emo Filho

Depois do Júnior levar as lições de breguice do Xororó para o seu 9 mil anjos, agora é a vez do Fábio Júnior ver um rebento seu se alternando na música e na atuação, com muita breguice e encheção de saco.

É o Fiuk, ator que faz o protagonista da atual temporada de Malhação e que lidera a banda emo Hóri. Deu para perceber que a breguice passou pelo DNA.

Ainda bem que temos a estonteante Cléo Pires para perdoar o clã. Com ela, nem tudo está perdido.

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