quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eduardo Cunha finge que não está encrencado

O prepotente Eduardo Cunha já foi acusado, por um dos delatores da Operação Lava-Jato, de dar a palavra final para o esquema de corrupção da Petrobras. Cinco depoentes já revelaram vários escândalos graves de corrupção envolvendo ativamente o presidente da Câmara dos Deputados.

Apesar disso, o parlamentar parece indiferente às acusações, às vezes tenta até fazer ameaças e imagina que ele não está encrencado, empurrando os problemas com a barriga.

Não bastasse isso, Eduardo Cunha leva às últimas consequências o autoritarismo conhecido do PMDB carioca, não bastasse o partido ser remanescente dos dois da ditadura militar e sobreviver nos tempos democráticos como um parasita político (sem perfil ideológico definido, o PMDB poderia significar Parasitas Mobilizados Destroem o Brasil).

Suas pautas-bombas incluíram desde a degradação do mercado de trabalho com a terceirização, da condenação criminal de meninos carentes com a redução da maioridade penal, com a redução da família a uma estrutura arcaica de marido, esposa e filhos, entre outras coisas. Cunha legisla em causa própria, como dizem seus críticos.

E aí ele quer que empresas mantenham participação no financiamento das campanhas eleitorais, de forma a garantir a corrupção e o "rabo preso" dos políticos, fazendo com que eles governem para seus próprios financiadores. Eduardo Cunha é um dos beneficiados com isso. E seus coleguinhas daqui do Rio também. Vide Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão, que parecem governar para os chefões da Rio Ônibus.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Ministério do Trabalho denuncia escravidão no Rock In Rio

Essa injustiça não aparece no "rardicór" que a rádio do "rock de verdade" adora tanto tocar, porque o mundo real é muito mais cruel do que supõe a Disneylândia das guitarras barulhentas dos últimos tempos.

O Ministério do Trabalho resgatou 17 empregados da empresa Batata no Cone, que estavam a serviço do Rock In Rio 2015 e trabalhavam em condições degradantes.

Eles recebiam apenas dois reais por produto vencido e não tinham direito à remuneração complementar. A jornada de trabalho era exaustiva e não era oferecida alimentação para os trabalhadores.

Os próprios empregados eram obrigados a pagar os custos das passagens de ônibus e pelos atestados médicos, tiveram documentos retidos pela empresa e alguns deles chegaram a pagar R$ 400 só para chegar à Cidade do Rock.

Um dos alojamentos vistoriados auditores fiscais apontou falta de condições de higiene e de conforto. Os contratos dos empregados foram rescindidos, eles serão indenizados pela empresa e ainda se inscreverão para o seguro-desemprego.

Enquanto isso, o tão engajado "rardicór" está muito mais preocupado em falar de pessoas legais...

Acidente na Av. Brasil com frescão deixa 26 feridos

Tem gente que acha legal esse modelo decadente de sistema de ônibus imposto no Rio de Janeiro, coisa que nem o histórico e histérico udenista Carlos Lacerda seria capaz de fazer, pois o jornalista e então governador da Guanabara realizou um sistema de ônibus muito mais humano e funcional que o do "progressista" Eduardo Paes, que vai criar prainha em Madureira e botar 474 para fins de semana e feriados para ver se os pobres votam no sucessor indicado por ele para o próximo ano.

Hoje de manhã houve um acidente de ônibus numa pista da Av. Brasil que envolvem também outros 11 veículos (um total de 12 veículos, portanto), que causou 26 feridos e ocorreu no sentido Zona Oeste - Centro, na altura de Parada de Lucas.

O trânsito ficou congestionado e a pista onde ocorreu o acidente foi interditada. Os feridos foram encaminhados para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Segundo informações obtidas até agora, o Clube de Regatas Vasco da Gama tem grandes chances de sair da zona de rebaixamento no Brasileirão, graças a uma ajuda $olidária de Eurico Miranda.

domingo, 27 de setembro de 2015

Modelo de transporte coletivo do RJ realmente está pegando fogo!!

Realmente é de bombar e fechar o trânsito esse modelo de transporte coletivo implantado no Rio de Janeiro nos últimos anos.

O sistema de ônibus marcado por dupla função de motorista-cobrador, pintura padronizada nas empresas de ônibus e redução de itinerários de linhas funcionais realmente está pegando fogo. Vide os acidentes e tantos outros desastres e tragédias que vieram a partir de 2010.

Pois hoje mesmo de manhã um ônibus da linha 315 Central / Recreio, da Transportes Santa Maria (ué, não era Real Auto Ônibus? Ou ao menos a Transportes Futuro?), sofreu um incêndio que obrigou os passageiros a deixar o veículo e esperar por um próximo ônibus. E, como a coisa pegou fogo, o incidente também foi de fechar o trânsito, daí o congestionamento da Linha Amarela.

Já pensou o que acontecerá com a drástica redução de ônibus nas ruas cariocas? Um ônibus desses queima e o pessoal terá que esperar, no mínimo, uma hora para a chegada do próximo veículo. Realmente a coisa pegou fogo e parou o trânsito, e os tecnocratas da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) é que saíram queimados...

sábado, 26 de setembro de 2015

Sexta-feira "otimizada"

Rafael Picciani, o secretário carioca dos Transportes que descobrimos ter apoiado Aécio Neves, deve adorar. A otimização do transporte teve dois grandes testes na última sexta-feira, dia 25 de setembro de 2015 (para o pessoal anotar na busca do Google).

Uma é a derrapagem de um avião da empresa aérea Gol - dos mesmos donos da Via Rio, empresa de ônibus que se esconde na pintura padronizada do Internorte - , nas 19 horas ao tentar decolar numa pista do Aeroporto Santos Dumont.

O avião, por pouco, não caiu na Baía da Guanabara, mas ninguém saiu ferido e foi apenas um grande susto, pois os passageiros ficaram em pânico. Todavia, eles tiveram que perder tempo, neste voo que ia do Rio de Janeiro para Belo Horizonte (nada a ver com o ramal particular de Aécio Neves), tendo que ser deslocados para o Galeão (leia-se Aeroporto Internacional Tom Jobim) e pagar outro avião naquele aeroporto.

Já o ônibus do Clube de Regatas Flamengo, time carioca de maior torcida (mais fanáticos e mais chance de poluição sonora - leia-se gritaria e, em certos casos, som de rádio - durante os jogos noturnos), entalou na tarde da mesma sexta-feira num limitador de altura, na altura da Av. Armando Lombardi, na Barra da Tijuca (próximo à Joatinga), sentido São Conrado, e causou um grande congestionamento no lugar.

O ônibus sempre passou pelo local sem problemas - como os torcedores que gritam com cada gol de seu time sem problemas, a não ser tirar o sono de quem tem que acordar cedo no dia seguinte para trabalhar - e ficou entalado deixando ônibus e automóveis presos no trânsito intenso. No ônibus só estavam a comissão técnica e segurança.

Bem, foram dois testes para a tal racionalização das linhas de ônibus comuns, embora tenham sido usados um avião de passageiros e um ônibus de time de futebol. Mas os dois testes foram bem sucedidos, para avaliar o impacto da "otimização" de linhas de ônibus que deixam de fazer ligação direta entre a Zona Norte e a Zona Sul, o que comprova que esse projeto a ser implantado no mês que vem pela SMTR (Secretaria Municipal de Transportes) é, literalmente, de fechar o trânsito.

Presidente da Câmara dos Deputados anuncia renúncia

Presidente da Câmara dos Deputados anuncia que vai se renunciar no final do próximo mês. De perfil bastante conservador, ele é considerado um dos homens mais poderosos do país.

A renúncia tem por fim evitar que seu desgaste político abale seriamente a imagem e o trabalho da casa legislativa.

"Minha opinião é que uma confusão prolongada na liderança provocaria danos irreparáveis à instituição. Por isso, renunciarei à presidência e à minha cadeira do Congresso em 30 de outubro", disse o deputado.

Estamos falando de Eduardo Cunha? Não. Trata-se do republicano John Boehmer, deputado dos EUA que preside aquela casa legislativa. Por enquanto, Eduardo Cunha não quer largar o osso, embora o desgaste dele seja até bem mais rápido. Afinal, John está no terceiro mandato como presidente da casa e Eduardo no primeiro. Eduardo "queimou-se" bem mais rápido.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Em São Paulo, Cynthia Benini antecipa experiência de passageiros cariocas

Como jornalista que é, Cynthia Benini viveu, em São Paulo, uma experiência que passará a ser comum com os passageiros de ônibus do Rio de Janeiro, depois da extinção das linhas diretas que ligam a Zona Norte à Zona Sul.

Ela se atrasou na chegada à emissora e, certa vez, faltou a um plantão na semana. Com isso, ela foi dispensada pelo SBT, o que quer dizer que a gatona, colírio para os olhos de muitos rapazes, não trabalha mais lá.

Cynthia não ia ao trabalho de ônibus, mas enfrentou um engarrafamento, algo que tanto passageiros quanto motoristas sejam de qualquer modal de transporte tem que aguentar nos últimos anos.

O seu atraso é, mesmo de automóvel, a experiência que os cariocas vão ter a partir de outubro (agora falam que é novembro), quando pegarão um ônibus da Zona Norte para o Centro e depois para a Zona Sul. E vice-versa.

Os coitados dos estudantes universitários de Copacabana, por exemplo, não poderão mais ir à UERJ, no Maracanã, a não ser que percam tempo e parte das aulas por conta do atraso. E quem mora na Zona Norte e trabalha na Zona Sul terão que se atrasar muito, porque o deslocamento ficará mais difícil.

Ou as pessoas viajam em pé no segundo ônibus, quase sempre superlotado, ou terão que esperar mais tempo para ter sorte de pegar um ônibus sentado (tem que deixar cinco ônibus passarem, porque quase sempre a fila é muito longa e todos os assentos ficam ocupados). Em todo caso, o Bilhete Único perde sua validade. E o congestionamento já é suficiente para sempre chegar atrasado, até porque, com a redução dos ônibus em circulação, haverá aumento vertiginoso de carros, por conta da sobreposição de comerciais de automóveis na TV (o SBT, como toda TV aberta, também pratica isso, com exceção das TVs educativas, que moderam nos comerciais).

Cynthia Benini também reclamou que não recebeu seu peru de natal e que não teve sua estrela pintada no estacionamento da emissora. Ora, as empresas de ônibus cariocas não podem mais mostrar sua identidade visual e ninguém fica reclamando (nem o Movimento Passe Livre), porque aqui a subserviência é tanta, mesmo. É o Rio de Carneiro, de janeiro a janeiro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Aécio viajou para o RJ usando dinheiro público. É para "otimizar"?

O senador mineiro Aécio Neves, que usa dinheiro público para investir em seu aeroporto particular (apelidado carinhosamente de Aécioporto), também usou o dinheiro do povo de Minas Gerais para pegar o jatinho do governo daquele Estado para visitar o Rio de Janeiro.

A propósito, Aécio aparece nesta imagem aí em selfie tirada pelo atual secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, tendo a seu lado também o irmão deste, Leonardo. Os três estão felizes da vida na ocasião, no ano passado.

Pois Rafael Picciani falou em "otimizar" o sistema de ônibus do Rio de Janeiro, obrigando os cariocas a pegarem mais de um ônibus - já se fala da temível linha Central X Praça da República, que só irá dali para pouco mais adiante - , e isso faz muito sentido porque seu amigo lá das "geraes" é um político otimizado, amigo do paulista naturalizado carioca Luciano Huck, detentor de ideias otimizadas e amigo do superotimizado Zé Perrella, um político lá das regiões "alterosas".

Daí que o uso do dinheiro público para Aécio Neves visitar o Rio de Janeiro deve ter sido uma iniciativa para "otimizar" a viagem, já que o ex-governador de Minas Gerais quer reservar sua fortuna pessoal para coisas "mais importantes", como comprar rádios no interior daquele Estado, cair na gandaia etc.

Mais inocentes mortos no Rio. É para "otimizar" as periferias?

As autoridades cariocas não resolvem o problema de Habitação, Educação, Saúde e outros setores. Fingem que fazem todo o possível, fingem que têm soluções prontas na mente, fingem que, se não fazem, é porque estão realizando estudos, enfim, fingem, mentem, fingem e mentem. Só fazem falar.

Pois um menino inocente foi morto por bala perdida no confronto entre traficantes e policiais no Caju, numa tal de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) que provou não trazer qualquer tipo de segurança para os moradores dos subúrbios.

O menino se chamava Herinaldo Vinícius de Santana. Era só um pequeno estudante de 11 anos, que poderia ser um adulto trabalhador, honesto, alegre, animado e um grande amigo de seus colegas, parentes e vizinhos. Tinha muito o que fazer, talvez sem saber na ocasião, porque o tempo é que lhe mostraria os dons e todo o seu potencial, mas infelizmente tudo foi interrompido. Morreu enquanto ele brincava alegremente no local.

Ele foi atingido nas costas ontem de tarde. Não chegou a ser socorrido, porque não aguentou os graves ferimentos das balas. Revoltados, moradores do Caju foram fazer protestos na Linha Amarela. O tiroteio continuava e quem percorria o viaduto que liga a Baixada Fluminense a São Cristóvão e ao Túnel Rebouças ficou em pânico. O trânsito ficou confuso no local.

Tantos inocentes morrem por causa de tiroteios e balas perdidas. E tantas pessoas boas, mesmo as de classe média, são mortas em assaltos. Por que será que essa "guerra" unilateral, em que os criminosos não são devidamente condenados, acontece? Será que é para "otimizar" a população carioca? E por que muitos pobres trabalhadores, estudantes e crianças brincalhonas, também morrem sob a "chuva" de balas perdidas? Será que é para "otimizar" as periferias?

A moda é "otimizar"?

Foi realizada ontem na Câmara dos Deputados uma cerimônia que premiou algumas figuras políticas destacadas por suas atividades de grande porte. Mas estranha a inclusão de certas figurinhas.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não conseguiu segurar o abastecimento de água e foi premiado por promover a "universalização" dos recursos hídricos.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, causou o caos e a desordem no Rio de Janeiro, em todos os sentidos, e foi premiado por promover a governabilidade e o progresso (?!) na (ex-)Cidade Maravilhosa.

O ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner - que poucos esqueceram ter sido um figurão da ditadura militar - destruiu o sistema de ônibus no Brasil e foi premiado por promover a tal da mobilidade urbana que é feita para "fechar o trânsito", literalmente falando.

A casa é presidida por Eduardo Cunha, deputado do PMDB carioca, o mesmo do xará Paes, que também quer destruir o Brasil eliminando conquistas sociais tradicionais e foi denunciado por um delator que disse que o chefe da casa legislativa dava palavra final nas indicações de corruptos na Petrobras. Havia sido premiado pelo voto de fé dado por seus eleitores carneirinhos.

Vai ver que esses quatro foram premiados pelo novo sentido de "otimizar" dado pelo secretário de Transportes da Prefeitura do Rio de Janeiro. Talvez "otimizar" ganhou o sentido de destruir...

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Secretário Rafael Picciani nega relação entre mudança em ônibus e arrastões. Então tá!

Trancado em seu escritório, o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, tentou nos convencer que a alteração de linhas de ônibus que põe fim à ligação direta entre a Zona Norte e a Zona Sul não tem relação com os arrastões que acontecem na área.

Certo. Rafaelzinho, coitado, anda jogando demais TheSims ou Grand Theft Auto com seu amigo e subsecretário de Planejamento, Alexandre Sansão e eles têm dificuldade de ver a realidade fora da realidade virtual de jogos eletrônicos produzidos por tecnologias Flash e similares. Vamos dar uma chance e mostrar aqui a declaração dele com suas palavras.

"Eu não vejo nenhum vínculo das mudanças no transporte com a questão da criminalidade e, muito menos, que isso fosse algum tipo de represália. É importante entender que essa racionalização é para dar um maior sentido de maior reunificação. O que nós estamos buscando agora é otimizar esse serviço e adequar a frota ao que de fato é necessário. Hoje, não existe mais uma lógica que justifique 64% das linhas se sobreporem", disse o secretário.

Então tá. Se otimizar o sistema de ônibus é o cidadão ir de bairros como Méier até a tumultuada Candelária sentado e ter de viajar em pé no BRT superlotado Centro X Zona Sul, então Rafaelzinho só sabe falar bonito. E ele garante que a linha 474 Jacaré / Jardim de Alah vai ter fim de linha para a Candelária. Prevê-se arrastões na Av. Pres. Vargas e na Praça Pio X. Segurem seus bolsos!

Rafael está tão certo nas suas convicções pessoais que, na próxima vez, possa declarar à imprensa que nunca viu nem conhece o político mineiro Aécio Neves a não ser pelos noticiários de televisão. Ou declarar também que o cara que aparece ao lado do corrupto tucano - ele também está ligado ao esquema investigado pela Operação Lava-Jato e uma série de desvios de dinheiro público, um deles para construir um aeroporto particular em Minas Gerais - não é ele, mas um sósia que havia sido eleitor do tucano.

Quanto aos arrastões, daqui a pouco Rafael também vai afirmar que as mudanças nas linhas de ônibus não têm relação alguma com o adormecimento de Branca de Neve ou com a destruição de duas das três casas dos Três Porquinhos.

Estado Violência

O PMDB carioca que atua na Prefeitura do Rio de Janeiro e no governo do respectivo Estado pode não ter o discurso escancarado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, mas tem seus surtos antissociais.

Pois, diante dos arrastões e da violência de justiceiros no bairro de Copacabana - último reduto antes intocado da baixização da cidade do Rio de Janeiro (não tem a ver com Baixada Fluminense, mas com baixaria mesmo) - , Eduardo Paes afirmou que a delinquência não é um problema social, mas um "problema de segurança".

Tudo começou quando, diante das ameaças de extinção das linhas diretas Zona Norte X Zona Sul, um projeto "racional" de transporte coletivo que esconde um perverso sistema de segregação social, adolescentes trabalhadores ou estudantes vindos de Jacaré foram detidos pela polícia pelo "crime" de frequentarem as praias da Zona Sul, como Copacabana e Ipanema.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que governa como se fosse síndico de condomínio de luxo da Barra da Tijuca e cujas medidas atendem ao interesse público dos... turistas de Barcelona, com sua declaração afirma que a questão do acesso do povo pobre às praias do Rio será vista como um caso de polícia. A não ser que a "galera" do Jacaré, de Lins, de Quintino etc se contente com a "prainha" que vão inaugurar em Madureira. Aí, sim, fica tudo "pelo social".

O que o senhor prefeito não sabe é que, se existe revolta dos moradores do Jacarezinho, é porque tudo começou com aquela prisão de jovens inocentes que só queriam curtir uma praia e, cariocas, tinham direito a ir para Copacabana e Ipanema, cada vez mais sujeitas à "limpeza étnica" que se esboça nas políticas das autoridades cariocas.

Além disso, o que se vê é que muitos dos arrastões que acontecem partem, na verdade, do bullying contra rapazes das periferias, partido de provocações de pitboys e mauricinhos que vivem na Zona Sul e que não aceitam ver gente pobre e trabalhadora frequentando suas praias. Eduardo Paes tenta dizer que a delinquência não é "privilégio da Zona Sul", e que jovem trepado em ônibus não é "questão de vulnerabilidade social".

Paes afirma que falta autoridade para resolver esses problemas que "não acontecem na Avenida Paulista nem nas praias de Alagoas e Pernambuco". Só que a realidade mostra que o problema que falta mesmo é Educação, Saúde e qualidade de vida, que as autoridades fingem se dedicar e não se dedicam.

A melhor forma de melhorar a imagem da Zona Sul carioca é investir em Educação, melhorar os salários dos professores, estimular o acesso dos jovens à escola e dar qualidade de vida para suas famílias. Algo que não basta fazer falar, mas fazer.

Autoridades e tecnocratas do RJ acham que sistema de ônibus está melhor hoje. Façam-nos rir!

O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, o secretário municipal de Planejamento, Alexandre Sansão, e o professor de Engenharia de Transportes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Alexandre Rojas, provaram ter uma coisa em comum, de acordo com o que disseram em reportagem recente do jornal O Globo.

Os três devem ter brincado demais de Grand Theft Auto e TheSims e usado demais Adobe Photoshop e Microsoft Power Point para pensar o sistema de ônibus no Rio de Janeiro. Pensam a cidadania e o interesse público através de suas convicções sociais diante da realidade virtual da Internet e dos "milagres" da computação gráfica.

Diante do problema das ligações Zona Norte e Zona Sul, eles agora querem repensar a redução de itinerários e extinção de linhas e bolar algo mais "racional". Eles tentam arrumar desculpas para dizer que estão "repensando o sistema", como se fossem pesquisadores sérios e competentes, coisas que eles não são. 

Eles tentam dar a falsa impressão de que "a prefeitura acerta em tentar racionalizar os ônibus" e usam desculpas "técnicas" para as besteiras que decidem. Criam o caos e acham que isso foi causado "de repente" ou era um "transtorno esperado, mas necessário". Falam em eliminar "sobreposição de itinerários de ônibus", mas não estão aí para a verdadeira sobreposição em comerciais de televisão, em que um mínimo de três comerciais de marcas concorrentes de automóvel chegam a aparecer num único intervalo de programa.

Sim, porque eles ficam falando bobagens de que "não há mais concorrência" para que linhas de ônibus diferentes tenham percursos idênticos, e aí vão pensar em criar "linhas de BRT" aqui e ali, diminuindo os ônibus nas ruas e estimulando o uso do automóvel, que eles fingidamente apelam para os passageiros não usarem.

Eles tentam usar um discurso racional para esconder ideias irracionais, falta de compreensão da realidade e desprezo absoluto ao interesse público. Fazem um discurso bonito para impor ideias retrógradas e impopulares. Tentam maquiar suas decisões atrapalhadas com retórica tecnocrática. E assim, nesse caótico e bagunçado sistema de ônibus imposto desde 2010, o único fluxo tranquilo é o das palavras que deslizam bonitas e arrumadinhas nas bocas desses demagogos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Rio de Janeiro prestes a se tornar um Estado segregatório

Tudo começou com uma medida "boba", como a pintura padronizada nos ônibus, anunciada no final de 2009 de forma arbitrária pelo prefeito carioca Eduardo Paes e implantada no meado do ano seguinte. Em vez de cada empresa de ônibus exibir sua identidade visual própria, elas seriam amarradas a uma espécie de camisa-de-força político-administrativa chamada "consórcios" e apresentariam uma mesma pintura correspondente a cada um destes grupos empresariais politicamente arrumados.

Já era uma discriminação por "ajuntamento", porque diferentes empresas não podiam mais exibir sua diversidade visual, que, longe de ser uma questão de estética ou publicidade, garantia maior transparência para o sistema de ônibus, porque permitia ao passageiro comum identificar a empresa de ônibus por sua própria pintura, podendo assim diferenciar empresas boas das ruins. Com a pintura padronizada, a identificação de empresa praticamente tornou-se um privilégio privativo de autoridades, políticos, tecnocratas e busólogos simpatizantes da causa. Até repórteres de TV e jornais passaram a confundir as empresas de ônibus, em noticiários sobre os diversos acidentes que acontecem hoje com os ônibus cariocas.

Mas isso é apenas a "cobertura do bolo". Junto ao "fardamento" dos ônibus que agora enfatizam em sua mesmice visual o logotipo da Prefeitura do Rio de Janeiro - com o Secretário de Transportes "turbinado" com poderes extraordinários, não mais o de fiscalizar mas de mandar e desmandar no sistema de ônibus - , vieram também a dupla função do motorista-cobrador e a mutilação de itinerários de ônibus funcionais.

A dupla função do motorista-cobrador traz desemprego às empresas, tirando o emprego de milhares de cobradores de ônibus e sobrecarrega o trabalho do motorista de ônibus, agora promovido a cobrador, sobrecarga esta que os deixa estressados e doentes, causando acidentes de ônibus que provocaram várias mortes e deixam uma média mensal de 30 feridos só em toda a cidade do Rio de Janeiro.

A mutilação dos itinerários, que causou incômodo aos passageiros com a extinção de trajetos funcionais e sem concorrência como 465 Cascadura / Gávea (antiga 755), 676 Méier / Penha, 910 Bananal / Madureira e 952 Penha / Praça Seca, substituídas por "alimentadoras" que só reproduzem parcialmente os trajetos originais, dependendo de baldeação para o BRT Transcarioca, já indica uma sutil segregação social na medida em que o fim desses trajetos já causa dificuldades no deslocamento da população suburbana, sem dinheiro para obterem o Bilhete Único e, na sorte de obtê-lo, não têm como arcar com a segunda tarifa, porque o cartão eletrônico só tem validade de duas horas e meia, praticamente o tempo médio de 95% do trajeto do primeiro ônibus.

A situação se agravará no próximo mês, quando o esquema será implantado para a Zona Sul e linhas tradicionais da Zona Norte, como 455 Méier / Copacabana, 474 Jacaré / Jardim de Alah e 484 Olaria / Copacabana passarão a ter fim de linha na Candelária, tumultuando as já bagunçadas estações de transbordo, que incluem também linhas intermunicipais.
Pode parecer coincidência que as ocorrências policiais contra moradores do Jacarezinho que embarcam em ônibus das linhas 474 e 476 (esta ligando o Méier ao Leblon pelo Túnel Rebouças e pela Lagoa) tenham se dado pouco após o subsecretário de Planejamento e ex-secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, ter anunciado as alterações que serão implantadas nos ônibus em outubro.

Nem o "consolo" da criação de uma praia artificial em Madureira - o que a prefeitura carioca arranjou para "compensar" a não ida da população suburbana para as praias da Barra da Tijuca e da Zona Sul - , projeto demagógico de Eduardo Paes alegando "melhorias" para os subúrbios, marcados por intensa insegurança e decadência urbana, conseguem mascarar o projeto de separatismo sócio-cultural de pobres e ricos no Rio de Janeiro, que a partir da própria medida de padronização visual nos ônibus (que discrimina zonas de atuação das empresas) e, antes, por meio da degradação sócio-cultural do "funk carioca" e do "pagode romântico" (que parodia o samba).

É o Rio de Janeiro de dois lados, dividido entre a legalidade política reservada apenas para a "gente boa" das áreas mais abastadas (Zona Portuária, Zona Sul, Barra da Tijuca e Recreio), enquanto as periferias e favelas (mesmo as da ZS, como Pavão-Pavãozinho e Rocinha) ficam desprotegidas diante da desordem de banqueiros de bicho, traficantes e milicianos e seus respectivos pistoleiros.

O "funk carioca" e o "pagode romântico" eram tentativas de promover o controle social através desses ritmos musicais caricatos que trabalham a imagem estereotipada do pobre feito um bobo-alegre e que "sentia orgulho de viver em sua favela". Já era um processo perverso de manipulação das classes populares e sua desmobilização social, isolando-as nas periferias degradadas  através de um ufanismo suburbano, um "orgulho de ser pobre" que fazia os pobres terem mais consumismo e entretenimento para que se esqueçam de que também merecem cidadania e qualidade de vida.

Muitos dos "geniais artistas" de "funk" e "pagode" são empresariados por pessoas ricas, com fazendas no interior fluminense, gente amiga de bicheiros e dirigentes esportivos (o fanatismo no futebol também é uma ideologia dominante no RJ), que não tem qualquer relação natural com as classes populares nem sequer como identificação paternalista com as suas necessidades.

E se os conflitos já começam a ocorrer em Copacabana, com os arrastões que colocam pobres e ricos em pé-de-guerra nas suas areias, e que já inserem justiceiros suburbanos na ação truculenta das ruas do bairro, já existe, no outro lado da poluída Baía da Guanabara - as autoridades querem "limpar" a Zona Sul, mas nunca agiram para limpar a Baía de seus entulhos sólidos e líquidos - , um movimento neo-nazista nos moldes do estadunidense Klu Klux Klan.

Os anúncios "revoltados" foram colados em vários pontos de Niterói, a apelavam para a "reação" contra comunistas, homossexuais, judeus e outros grupos sociais normalmente hostilizados por essas organizações de extrema-direita.

Ás vésperas das Olimpíadas de 2016, uma catástrofe pode acontecer no Rio de Janeiro, alvo de profundos retrocessos sociais, políticos, econômicos e urbanos nos últimos 25 anos. Tragédias podem ocorrer no período, e é estarrecedor que muitos cariocas, niteroienses e outras pessoas no Grande Rio permaneçam felizes e despreocupadas com os problemas ao seu redor, Jovens contam piadas no calçadão da praia e pessoas diversas brincam com o WhatsApp a procura de mensagens alegres e vídeos engraçados, sem saber do perigo que se aproxima.

Publicidade diz que BRT Rio é tendência mundial. Vá entender...

Muito legal o titio Roberto Medina dar de presente à criançada, além do Rock In Rio que de rock só tem o nome - nada muito diferente do "rock de verdade" que rola na Rádio Cidade (aquela rádio pop que "só toca rock"), cujo dono é BFF de Medina - , uma publicidade que diz que o BRT do Rio de Janeiro é "tendência mundial", o que quer dizer que o projeto segue a tendência dos países mais desenvolvidos do mundo.

A estrutura moderna e suas espetaculares superlotações devem ser também coisa de Primeiro Mundo, como ceifar trajetos de linhas de ônibus e colocar poucos ônibus nas ruas que já são cheias de automóveis (ninguém se preocupa com a sobreposição de propagandas de automóveis na TV - há cinco congestionando até um único intervalo de telejornal, pode?) - , como talvez seja também coisa de país próspero a cara-de-pau de nossos políticos segregacionistas que querem eliminar os ramais diretos Zona Norte-Zona Sul.

Mas, fazer o quê? Para a garotada - inclusive a gente miúda (que pensa pequeno) com mais de 30 anos de idade - que fica brincando com WhatsApp vendo vídeocassetadas e lê "livros para colorir", o que vale é a "verdade" trazida pela propaganda publicitária, e muitos acreditarão que os BRTs superlotados  são tendência vista até em países com maior desenvolvimento social e urbanístico.

Então tá. Se a publicidade que Roberto Medina fez de presente para o grupo político de Eduardo Paes, Pezão e Cabral Filho der certo, quem sabe a Artplan, que é a empresa do homem que investe no Rock In Rio, possa fazer uma propaganda dizendo que a "lama de 1985" do primeiro Rock In Rio é também coisa de Primeiro Mundo e é dotada dos mais plenos poderes de cura medicinal. 

Vão relançar a "lama" como "descoberta" de cura para as mais diversas doenças, da AIDS ao Mal de Alzheimer, para não dizer todo tipo de câncer. O Rio de Janeiro é tão maravilhoso...

domingo, 20 de setembro de 2015

Eurico Miranda é o maior craque do Vasco da Gama

Com um placar magro contra o Sport de Recife, o Clube de Regatas Vasco da Gama, time da Série B que joga na Série A do Brasileirão, venceu a partida por 2 a 1, saindo da "lanterna" do torneio.

Desde que o Vasco, ou melhor, Eurico Miranda FC, passou a ter de novo seu grande líder, o timeco saiu da segunda divisão com um desempenho medíocre, inclusive com a partida de despedida da Série B vaiada pelos próprios torcedores.

Até o técnico Jorginho está mais realista com o desempenho do time, mas a grande imprensa, sobretudo a populista, comemora demais e até se esquece que os maiores favoritos do Campeonato Brasileiro deste ano são o paulista Corinthians e o Atlético Mineiro que, como diz o nome, é mineiro.

Se depender da grande mídia, até parece que o Vasco da Gama já é campeão do Brasileirão e o pessoal fica comemorando placares magros e desempenhos sofríveis. E tudo isso coincide com o poderio de Eurico Miranda. Ah, claro, esquecemos que, no fundo, ele é o maior craque do time, com suas tradicionais boladas.

Sonhos de Morpheus, 20/09/2015


Hoje é mais um belo domingo para lermos o que há de interessante na internet. E tome mais links!

1. De onde vêm tantos refugiados? Conheça a situação real deles. Link

2. Salma Hayek continua sendo uma das mulheres mais lindas, mais gostosas e mais desejadas do mundo. Link

3. Às vezes a justiça aparece: Bolsonaro foi punido por ofensa a deputada. Bem feito! Link

4. O objetivo do Impeachement é a privatização de mais empresas. Link

5. A verdade por trás da suposta profecia de Data Limite. Link

6. Conheça o belo DD da Kaissara. E não é amarelinho! Link

7. Nova sessão: receitas da semana. Hoje, Bolo de Chocolate cremoso. Hummm... Link

8. Victoria Justice fode com o Fode, mas quer foder conosco. No pior sentido. Link

9. Álbum da vez: o excelente álbum de estreia do Tears for Fears. Recomendo. Link

10. Hailee Steinfeld entra para a lista das gatas com dono. Estamos de luto. Link

11. Psicografia mostra que "espíritas" brasileiros erram. Link

12. Fim da Revista da TV de O Globo mostra decadência das Organizações Globo. Link

13. Mais decadência das Organizações Globo: Fim das novelas ou fim da Rede Globo? Link

14. Para quem ainda duvida que Lupita Nyong'O é uma das mulheres mais lindas do mundo. Link

15. Regras de conquista existe para filtrar a concorrência. Felicidade não é para todos. Será? Link

16. Saudades dos tempos em que eu ia de Salvador a Feira de Santana. Olha só quem fará o percurso a partir de agora. Eu, como fã de Irizar e de Volvo, já estou pirando! Link

17. Se não bastasse ser xará de um homem, Joey King foi ao NYFW vestida de Ellen Page. Link

18. Pacote de Dilma mostra vícios de seu governo. Sensato. Link

19. Chico Xavier morreu no dia em que houve o pontapé inicial para a crise atual do país. Isso é que é "povo feliz"? Link

20. Rock in Rio não teve homenagem a Jimi Hendrix, que morreu na data. Mas teve para a Cássia Eller, que nada tem a ver com isso. Link

sábado, 19 de setembro de 2015

E aí, Rádio Cidade? Ivete Sangalo está sempre no Rock In Rio!

Fingiram que não ia ter Ivete Sangalo no Rock In Rio e ela teve. Veveta, como agora a axézeira é chamada, fez seu clima de micareta rolar no evento, agora acrescido com a necrofilia em torno de Tim Maia, cujo espírito, com toda a certeza, reage sempre se ausentando a tudo que ela faz em nome dele.

A cantora, que banca a dona da Música Popular Brasileira - alguns incautos tentaram espalhar o equivocado título de "rainha da MPB", quando MPB mesmo quem faz são Marisa Monte, Maria Rita Mariano e Roberta Sá - , sempre aparece nos últimos eventos da marca Rock In Rio desde que a cantora baiana entrou no auge de sua carreira.

Aí a gente se lembra da Rádio Cidade, que não aderiu ao rock por achar fofinhos os casacos e coletes de couro dos headbangers mas mediante a garantia de faturamento de uns trocados em cima dos eventos internacionais de rock. Ou seja, a Rádio Cidade "retomou o rock" visando o turismo, a Copa do Mundo de 2014, o Rock In Rio 2015, as Olimpíadas de 2016. Com aqueles locutores poperó (que estavam na rádio desde a franquia da Jovem Pan Sat), não há como ver na emissora - que já tem o nome de Cidade, muito bobo para rádio de rock - uma rádio séria e competente para o gênero.

E aí, não vão se lembrar da Veveta? Ela, se quiser, envenena seu som com uma guitarrinha distorcida, como é de praxe na máquina parasita da axé-music, que tentou um vínculo com o rock não muito convincente, mas convicto. Lembra a Rádio Cidade, não é mesmo? Rock de Veveta!

SMTR promete "melhorias" no transporte público para o Rock In Rio

Depois os busodiólogos ficam zoando na Internet quando falamos da realidade. Também, eles só admiram os ônibus de fora, vão de automóvel para fotografar ônibus e por isso não entendem por que os BRTs são tão problemáticos assim.

Pois os BRTs só vieram superlotados na chegada à Cidade do Rock, local do Rock In Rio 2015, e no fim do primeiro dia do evento, voltaram superlotados. A multidão se amontoava de maneira assustadora nas estações a ponto de muitos terem que esperar horas só para entrar em um ônibus.

"Fomos tratados como gado", disse uma passageira ao RJ TV, mostrando que tais declarações não são exclusivas de internautas indignados que sofrem represálias das milícias troll que costumam ser embriões de movimentos fascistas e revelam, para o futuro, aspirantes a Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro a rasgar a Constituição e violar os direitos humanos.

Fazer o quê? Troll não anda de ônibus, passeia de carro do papai e da mamãe - isso quando o próprio troll não se encoraja a dirigir um automóvel, geralmente sem entender o que é troca de marcha (ele costuma zoar com os professores de autoescolas porque acha isso uma bobagem; a única coisa que troll sabe é zoar) - e por isso responde à indignação dos passageiros de BRT com um único grunhido: "Kkkkkkkkkkkkkk".

Mas vamos ao que interessa, deixando busodiólogos e trolls serem atropelados pelas consequências de suas zoadas, já que a realidade não é algo que eles podem controlar com risadas, xingações ou o surrado "pare de falar besteira", refrão que repete feito disco riscado pela busologia de pavio curto.

Com BRTs superlotados, indo e vindo de suas estações, e a completa desorganização nas estações, o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani (de uma família de políticos), que só está aí para cumprir o receituário deixado por Alexandre Sansão e Carlos Roberto Osório, afirmou que promete fazer "ajustes" nos próximos dias do festival.

Ele se limitou a dizer que colocará mais catracas para os embarques e desembarques das estações, na tentativa (provavelmente vã) de garantir maior comodidade para os passageiros. Só que ele não falou coisa alguma a respeito do BRT.

Aí a gente fica perguntando. Será que eles vão resolver o problema diminuindo um dos itinerários das linhas, criando mais percursos mutilados da fórmula "alimentador e troncal" (tipo "Terminal Madureira" X "Taquara" e "Taquara" X "Cidade do Rock")? Do jeito que andam mutilando itinerários e a gente teme surgir, no futuro, linhas "alimentadoras" de BRT como "Candelária X Central" e "Candelária X Passeio" - para não dizer a temida "Central" X "Praça da República", isso faz sentido.

É esperar para ver. Secretários de Transporte costumam ver a realidade carioca através do Grande Theft Auto, TheSims e pela computação gráfica (tipo Photoshop e PowerPoint). Eles também não costumam usar ônibus.

Chegada dos fãs ao Rock In Rio foi "pau puro"

A chegada do público do Rock In Rio 2015 foi mó irado. Foi pau puro, brou. Maó adrenalina, galera!

Pois é, e aí chegar de ônibus - só BRT - para a Cidade do Rock foi uma grande aventura, devido à "cultura" imposta pelo Benito Muss... quer dizer, Alexandre Sansão, de que "mobilidade urbana" é pegar mais de um ônibus só para brincar com o Bilhete Único (que se esgota antes do primeiro ônibus chegar ao ponto final, a tempo do passageiro ter que arrumar outra grana para pagar a tarifa do segundo).

Aí o pessoal pega o primeiro ônibus, talvez até o segundo, antes de pegar o BRT, que parte todo lotado, com 800 pessoas lotando um ônibus feito para 200. O rock'n'roll é experimentado sobretudo pelas próprias mulheres, maldosamente assediadas silenciosamente por tarados apenas porque eles se excitam só se encostando nelas nesses articulados superlotados.

Além disso, mobilidade urbana, mesmo, está no fato de que, saltando no Terminal Alvorada, a patota tenha que mobilizar seus pés para uma longa caminhada, com várias pessoas fazendo sua procissão para a Meca dos grandes eventos musicais, o Rock In Rio. 

Difícil entender por que vários deles ainda puderam pular e se agitar nas apresentações, depois desse transporte público feito para boi dormir, porque a SMTR (Secretaria Municipal de Transportes) é o que mais trata os cariocas como bovinos, padronizando a pintura dos ônibus e botando o carimbo da prefeitura como se as frotas dos coletivos fossem gado de bois de uma fazenda (paciência, os caras do PMDB carioca são neo-coronelistas).

Talvez o pessoal até tivesse que chegar cedo para descansar, ou tirando a soneca abraçado a seus pertences (que têm alto risco de serem furtados livremente), depois das trevas púrpuras da viagem do BRT. Porque não é fácil pegar essas minhocas sobre rodas que o latifúndio carioca (leia-se Eduardo Paes, Pezão, Sansão, Carlos Roberto Osório, Cabral Filho e o "mais roqueiro" deles, Eduardo Cunha) oferece como cortesia, fingindo estar preocupado com os congestionamentos.

Esses políticos falam, como professores de jardim de infância diante de uma multidão de peraltas barulhentos, que as pessoas deveriam evitar usar automóvel para ir ao Rock In Rio. Falam sem muita convicção, mais parecendo uma forma de quererem bancar os bonzinhos. Isso porque, com a overdose de comerciais de automóvel na TV, difícil as pessoas não pensarem em usar automóveis. 

"Bigode do Queen" mostra que o rock virou uma palhaçada

O rock, no Rio de Janeiro, virou uma grande palhaçada. "Rock de mãozinha", com pessoas fazendo sinal de demo com as mãos, e além disso botando a linguinha de fora.

Até parece que o rock virou uma grande piada. A idiotização aparece em todo lugar, do Caldeirão do Huck à Rádio Cidade, passando pelo Domingão do Faustão e por gestos de não-roqueiros, como Cláudia Leitte, adepta do tal "rock de mãozinha".

"Tudo babaquice", como cantava Pedro Luiz (de A Parede e do Monobloco), no passado roqueiro da banda Urge. Pois o rock não é visto como música, mas como um espetáculo circense, como se o público fosse ver no palco um monte de palhaços, malabaristas e mágicos ilusionistas, não músicos de rock.

Já tem roqueiro de verdade passando a ouvir dance music pelo constrangimento de ver tanta gente tratando o rock de forma idiotizada. E como ninguém vai se lembrar dos 45 anos sem Jimi Hendrix - que foram ontem - , então não há como levar a sério essa "cultura rock" que está na moda na cidade e na Cidade.

O caso do "Bigode do Queen" é ilustrativo. As pessoas ficam usando um bigode postiço, como se o coitado do Freddie Mercury - que teria feito 69 anos este ano, no último dia 05, e quase ninguém se deu conta - fosse um palhaço de circo, ele que sofreu na carne todo o martírio da AIDS que fez o mundo perder um grande cantor, pianista e performer. Freddie liderava plateias como poucos.

E aí vemos uma foto de um fã do Queen colocando um bigode postiço, achando que Freddie Mercury era irmão gêmeo do Senhor Madruga do seriado Chaves. O coitado deve se esquecer de que Freddie Mercury nem sempre foi bigodudo, ele havia começado a carreira de cara limpa - ou quase, nos momentos de barba por fazer - e encerrou a vida sem o "caraterístico" bigode.  Mas se até a Fátima Bernardes caiu nessa cilada do "Bigode do Queen", é bom ficarmos preocupados.

Freddie estava de cara limpa até no disco que ele fez com a soprano Montserrat Caballé, que fez muito sucesso no Brasil (as rádios de pop adulto continuam tocando e devem tocar mais agora, com a lembrança saudosa do Queen). Da mesma forma, Freddie tinha o visual que vemos na foto acima, nos tempos em que lançou "Bohemian Rapshody", um dos clássicos da sua banda.

Portanto, ver que seu carisma se reduziu a um bigode transforma Freddie Mercury em mais um ícone cômico do porte de Groucho Marx. Completamente ridículo. E mostra o quanto a "cultura rock" que está aí no Rio de Janeiro é tão idiotizada quanto o "funk" e o "sertanejo universitário".

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Marchinha de Carnaval, ou melhor, do Rock In Rio

Quanto riso
Oh, quanta alegria!

Mais de mil roqueiros no salão!

O punkinho está chorando
Pelo amor da metaleira
No meio da multidão.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Rádio do "Rock de Verdade" tira sarro com Joy Division

 A Rádio Cidade e seus locutores engraçadinhos que tentam agora uma dicção calminha - mas não esqueceram o falar afescalhado dos locutores pop - agora tira sarro de tudo quanto é nome conhecido do rock, como se isso garantisse uma boa aceitação entre os roqueiros autênticos que passam milhas longe dos 102,9 mhz e do endereço http://www.radiocidade.fm.

A vítima da vez é o Joy Division e seu finado vocalista, Ian Curtis (1956-1980), morto lamentavelmente em plena ascensão na carreira, mas pelo menos livre de encarar tão vergonhosa cilada armada pela "Rádio Disney com guitarras" (já que a Cidade quer se livrar da sombra da JP, apesar de manter os locutores da última franquia carioca da rádio paulistana, usemos outra fonte de inevitável comparação).

Pois a ambiciosa emissora que se acha "dona" da cultura rock no Grande Rio, mesmo sem ter pessoal especializado em rock - quem tá lá são uns mauricinhos e patricinhas que tiram onda de roqueirões da pesada - veio com um programa de debate chamado "Debate Rock", um nome ambicioso demais que só mesmo rádios pseudo-roqueiras são capazes de enfatizar. Porque rádio de rock de verdade nem sempre batiza todo o programa com a palavra "Rock", só mesmo quando necessário.

Aí vemos a propaganda do tal programa - que parece calcado num noticioso da Jovem Pan AM (retransmitido em FM, antecipando a futura fusão das duas sintonias no rádio FM) que tem os reaças Reinaldo Azevedo e Rachel Sheherazade, em que a Rádio Cidade cinicamente usurpa o prestígio do grande cantor inglês e sua banda (que depois da morte dele se transformou em New Order), com livro biográfico e camiseta co a ilustração do álbum Unknown Pleasures, de 1979.

A atitude oportunista da Rádio Cidade tem dois motivos muito importantes para levar em conta, exceto entre os "roqueirões" de memória curta que ouvem a rádio bovinamente sem saber a diferença entre punk e metal e acham que a emissora "sempre foi rádio de rock".

Primeiro: entre 1977 e 1980, época em que o Joy Division existiu, nos primeiros meses com o nome de Warsaw, a banda inexistia para a Rádio Cidade, que optava por outra "praia", o pop descompromissado e eclético. Em 1980 nem para dizer que Ian Curtis morreu enforcado a Rádio Cidade se lembrou.

Por incrível que pareça, tudo bem que fosse sempre assim. Seria muito chato que todo mundo fosse roqueiro e a Rádio Cidade, sabemos, foi muito mais legal como rádio pop. Mas como se encanou desde 1995 - descontando alguns intervalos - em ser "rádio rock" pela dor-de-corno de não ter tido o prestígio da Fluminense FM, ela comete outros deslizes.

Segundo: a Rádio Cidade, se toca Joy Division, é lá no "escurinho" do programa Clássicos do Rock que, por incrível que pareça, não é um programa de clássicos do rock, mas de flash back comum.  Só vão tocar a "digestível" canção "Love Will Tear Us Apart", que até antecipa os arranjos que marcariam o som do New Order. Afinal, queiram ou não queiram, a Cidade é uma rádio de hit-parade, "só sucessos", estão ligados? 

Ou alguém tem esperança de ouvir, nos 102,9 mhz e sob a apresentação dos afrescalhados locutores engraçadinhos que tentam não fazer gracinhas, de que vai ouvir coisas mais sombrias como "Isolation", "Atrocity Exhibition", "Transmission" e "Wilderness", a agitada "Digital" ou a melancólica "Atmosphere", isso a qualquer hora da programação diária? Nem se fizer despacho na esquina da Estrada Francisco da Cruz Nunes com a Caetano Monteiro, em Niterói!


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Fanatismo do futebol carioca é isso aí!

No Estado em que as pessoas quando querem conhecer alguém perguntam primeiro o time para depois saber o seu nome, os torcedores ficam com raivinha só porque seu time teve umas derrotinhas de nada.

Pois os torcedores do Fluminense Futebol Clube foram à sede do clube, em Laranjeiras, para fazer protestos e agredir os jogadores, só por um punhado de derrotas que fez o time sair do G-4 do Brasileirão.

E olha que não foram derrotas humilhantes, mas os truculentos tricolores foram lá tirar satisfações. O Fluminense está em 11ª colocação, o que não é mal para um time carioca, mas o fanatismo descomunal do pessoal do Rio de Janeiro - não só da capital, diga-se de passagem - faz com que episódios grotescos como este aconteçam.

Com tanta coisa para protestar no Rio de Janeiro, eles se irritam com uma derrota de um time de futebol. Pode isso?

Os 30 anos do Rock in Rio e o que poderemos esperar da edição de 2015

Daqui a dois dias se inicia mais uma edição do Rock in Rio, um festival que apesar do nome e de toda a publicidade feita com o mesmo, não é um festival de rock. Nunca foi. É um festival multi-gênero que se tornou uma grife, uma marca lucrativa. Não vamos fazer um histórico sobre o festival porque há muita informação a respeito na internet. O verbete do Wikipedia é um bom ponto de partida para pesquisas sobre o festival.

A primeira edição, que completou 30 anos em janeiro deste ano, apesar de não ser exclusivamente rock e trazer majoritariamente nomes que na época já tinham saído de moda (agendar shows no Brasil naquele ano era complicado, pois não havia confiança nos organizadores brasileiros até então), foi um festival que marcou tanto fãs quanto os próprios artistas. Integrantes do Queen e o cantor James Taylor declararam que o festival mudou os rumos das carreiras de cada.

Mas desde a segunda edição, em 1991,  festival deixou de ter importância cultural e se imitou a ser uma simples grife para atrair dinheiro. Não que angariar dinheiro não tivesse sido a preocupação do primeiro festival. Mas a primeira edição foi a única que foi um pouco mais criteriosa, pois ate mesmo os não roqueiros tinham boa relação com outros músicos de rock.

Agora virou uma espécie de versão ampliada do Festival de Verão baiano, festival que ao mesmo tempo é influenciado e influencia o Rock in Rio em suas características. Uma mistureba de nomes do momento que é obrigatória para que pudesse atrair um número maior de pessoas.

Do contrário de muitos alienados, incluindo os administradores de uma rádio paulista e outra carioca, Roberto Medina sabe que o rock não está em sua melhor fase. Sabe também que se abrir mão do ecletismo e colocar somente rock no festival, iria atrair uma quantidade bem reduzida de pessoas. Transformar o festival em multi-gênero foi a solução para que o festival não fracassasse. "Rock" fica apenas na publicidade, no nome e nas caras, bocas e gestos (\m/) dos desavisados que irão ao festival esperando ouvir rock com duzentos dançarinos em cima do palco.

Eu não me iludo com este tipo de coisa. Não vou ao festival por ser bem caro, embora seja legal assistir a alguns shows. Em 2013, Bruce Springsteen fez um puta showzaço aos 65 anos de idade, em grande forma e com a energia e alegria de um moleque de 15 anos, mas com madura sabedoria digna de um veterano de sua idade. Resta saber de quem será o grande show dessa edição, que comemora os 30 anos da primeira e melhor edição de todas.

Eduardo Paes não quer legalização de churrasquinho de rua

Nem pelo fato do vereador Rafael Aloísio Freitas ser do mesmo partido de Eduardo Paes o convenceu a promulgar um projeto para a legalização e regulamentação dos churrasquinhos de rua na cidade do Rio de Janeiro.

Talvez Rafael não seja da ala autoritária que marca o PMDB carioca e tem até representante na Câmara dos Deputados, lá em Brasília, o famigerado Eduardo Cunha. Em todo caso, ele não conseguiu ver seu projeto de lei aprovado e pretende derrubar o veto do prefeito.

As argumentações de Paes quanto ao veto do Projeto de Lei nº 295/2015, decisão publicada no Diário Oficial do Município, edição lançada ontem, era de que a fiscalização seria mais difícil e havia serio risco à segurança sanitária (leia-se falta de higiene).

Paes acrescentou que já circulam os food trucks - caminhões que vendem comida - e a prefeitura autorizou a circulação de 38 veículos que atendem de forma itinerante a um total de 84 pontos espalhados pela cidade.

Só que não são todos os food trucks que garantem a tal segurança sanitária em 100%. E, além disso, eles vendem comida mais cara. Mas como Eduardo Paes governa para a população...de Barcelona, faz sentido adotar essa medida um tanto elitista. Eduardo Paes é um "coxinha" enrustido. Deve preferir coxinhas vendidas em caminhões de lanches.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Bandidos fizeram arrastão em Honório Gurgel

O grupo político de Eduardo Paes está no poder há sete anos e o superxerife José Mariano Beltrame há cinco anos inaugurou seu "revolucionário" projeto de segurança chamado Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

As autoridades cariocas juram que são experts em urbanismo, cidadania e segurança, porém não conseguem controlar o clima de insegurança que há muito assola o Grande Rio.

Dessa forma, permite-se que ocorrências como um arrastão que aconteceu de manhã - sim, a luz do dia - em Honório Gurgel, um dos bairros próximos à Av. Brasil, quando bandidos paravam carros para render quem estivesse dentro e roubasse seus pertences.

A polícia só depois foi avisada e está procurando os suspeitos.

O Pagodeiro Brega e o Arranjador Musical

OBS: Fomos agraciados com o antigo espólio do site Expobesta (que está retornando apenas com postagens inéditas) e o dono nos autorizou a publicação. Este é o primeiro dos textos do espólio - que serão devidamente creditados - e mostra como se constrói um mito do sambrega, esta praga que invade os fundos de quintais atuais, soterrando o verdadeiro samba.

O "PAGODEIRO" BREGA E O ARRANJADOR MUSICAL

Por Incrível Duck - Do Espólio Expobesta

Um certo cantor veterano de "pagode romântico" combina com um arranjador musical a tarefa para o novo disco do "pagodeiro".

- Olha, cara, você sabe que tenho mais de vinte anos de carreira e preciso dar uma recauchutada no meu repertório. Vê se você me ajuda, faz aqueles arranjos que façam minhas músicas soarem tipo Jorge Ben Jor e aquele cantor que só sei duas ou três músicas, sabe, o Wilson Simonal.

- Certo, certo. - disse o arranjador. - Você quer soar parecido com o Ben Jor e o Simonal, não é?

- Isso mesmo. Sabe como é, agora eu apresento em casas de shows mais de nível, já gravei com cantor de MPB, sou quase cidadão do mundo... Preciso de sua ajuda, oquei?

- Sim, não tem problema. Trabalho para a gravadora mesmo e vou fazer o meu trabalho. Não sou necessariamente seu fã, mas vou fazer o melhor possível.

- Ah, uma coisa. - alerta o "pagodeiro".

- Sim?

- Vê se coloca meu nome junto ao crédito dos arranjos.

- Mas por quê? - pergunta, espantado, o arranjador.

- É porque tenho que impressionar as pessoas, sabe. Eu não sou lá bom arranjador, talvez nem tenha jeito para isso, mas como quero passar uma imagem bacana na imprensa, preciso ser reconhecido também como arranjador. Você faz o trabalho, ganha os créditos mas põe meu nome como parceiro, oquei?

- Mas isso é como o freguês de um restaurante pedindo para o garçom para colocar o cidadão no crédito de cozinheiro assistente. Imagine, um freguês faz o pedido e ganha o crédito como parceiro do cozinheiro do restaurante!

- Por favor, vamos negociar, eu preciso dessa fama. Tenho apresentação marcada no próximo cruzeiro marítimo para Miami, daqui a um mês... - suplica o "pagodeiro romântico".

- Então tá. Eu faço todos os arranjos e ponho seu nome no crédito de parceria. Mas fica entre nós. E quero meu dinheiro por inteiro. - adverte o arranjador.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ruim, álbum de Thiaguinho é distribuído gratuitamente

O sambrega sempre força a barra para fazer sucesso. Auto-rotulado de "samba-pop", esse tipo de samba de má qualidade surgiu na década de 90 com o grupo Raça Negra e foi se ampliando a ponto de se tornar hegemônico. Muitos canastrões surgiram desde então para embarcar na onda e fazer dinheiro sem ter qualquer vocação musical.

Felizmente não conseguiu soterrar o verdadeiro samba, pois existem jovens como Diogo Nogueira, Casuarina, Família Roitman e Dudu Nobre, além da persistência de veteranos como Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola, e do apoio da Velha Guarda, que se esforçam para manter a chama do verdadeiro samba sempre acesa.

Mas claro que os picaretas do samba contam com muito apoio comercial, presença fácil na mídia e muita popularidade facilitada pelo baixo nível intelectual de seu público, já que a educação de nosso país é de péssima qualidade, pois o governo só está interessado em aplicar provas e mais provas com siglas como nome.

Mas aos poucos está ficando ate para este público aceitar a ridiculosidade do sambrega. Thiaguinho, ex-integrante de um dos mais famosos grupos de sambrega, o Exaltasamba, e que não passa de uma cópia cuspida e escarrada de Alexandre Pires, outro canastrão,  insiste com sua carreira fingindo renovar o samba quando na prática o destrói.

Ele lançou o ultra-pretensioso Hey, Mundo! (que poderia ser trocadilho com Raimundo, sabe-se lá por quê), cujo título mostra que ele, insatisfeito em enganar os brasileiros, quer também enganar os estrangeiros com seu sambinha malfeito com letras sem pé nem cabeça.

Mas ei que as vendas de seu álbum "cosmopolita" não agradam nem aos tupis, fazendo com que encalhasse nas prateleiras. Mas eis que a Som Livre, gravadora responsável pelo lançamento do disco, e braço das Organizações Globo, que estão em séria crise (que não e relacionada com a crise governamental em que vivemos e sim com a concorrência com a internet), a ponto de demitir uma gigantesca quantidade de profissionais, decide distribuir de graça o álbum, numa edição "especial" com uma mini embalagem que lembra as capas de disco de vinil.

Claro que de graça, até injeção na testa e com isso, as pessoas vão aceitando. Mas quem teve a oportunidade de ouvir Hey, Mundo! (as Lojas Americanas tocaram adoidado, para desespero dos funcionários, obrigados a ouvir) o álbum é o qe se pode chamar uma verdadeira porcaria. Um verdadeiro sintoma de que a nossa cultura está indo direto para o despenhadeiro.

Thiaguinho tem todo o direito de ter uma profissão, de viver bem, ser feliz e até de sustentar a bela atriz com quem se casou. Mas ele deveria procurar uma outra vocação profissional e parar de querer "revolucionar" o samba despejando lixo sonoro em cima dele.

Avenida de São Conrado abre buraco

O asfalto da Av. Niemeyer cedeu e não aguentou as pressões do tempo e a baixa qualidade de seu material, abrindo uma cratera que complicou o já complicado trânsito da avenida - que deve se tornar devagar quase parando com as alterações que o ditatorial subsecretário Alexandre Sansão irá impor para o próximo mês.

Isso ocorreu no último fim de semana, mais precisamente no sábado. Certo. Dia nublado, praia sem muito movimento, mas o problema é que buraco em avenida gera sempre algum problema no trânsito. E, por sorte, ainda estamos em setembro, porque os troncais Barra-São Conrado-Centro e uma infinidade de automóveis que a redução de ônibus nas ruas e o aumento de comerciais de automóveis na televisão vão despejar nos logradouros cariocas simplesmente transformarão os carros em potenciais barracas de camping, já que o trânsito naturalmente congestionado simplesmente pára nestas ocasiões.

Quanto à cratera, ela deve ser uma prévia para o "espetáculo" que está por vir, já que as rachaduras na Auto-Estrada Lagoa-Barra podem sugerir um desastre sem precedentes no caminho entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca. As autoridades cariocas, "zelosas" como são, só remendaram as rachaduras apontadas pelos peritos e ainda pensam em colocar metrô e ciclovias, cujas obras poderão causar impacto nas já fragilizadas pontes que ligam as duas regiões no entorno de São Conrado.

Para todo caso, as autoridades recomendam aos cariocas que vivem na Zona Sul que evitem ir para a Barra da Tijuca, para os moradores da Barra da Tijuca evitassem ir para a Zona Sul e que os moradores da Zona Norte evitem sair de sua própria área, indo apenas para os bairros dela pertencentes. A prainha de Madureira, que falaremos em breve, e as linhas "alimentadoras", farão esse trabalho de incentivar os moradores das periferias em ficarem nos seus lugares.

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