quinta-feira, 27 de março de 2014

Fãs não se incomodam em ver um velho de 70 anos interpretando Indiana Jones


Está dando o maior chabu a declaração da Disney/Lucasfilms de substituir o setentão Harrison Ford pelo trintão Bradley Cooper no papel de Indiana Jones Se muita gente não gostou, nós adoramos.

Primeiro por que Cooper é bom ator, é simpático aos nerds (embora tenha perfil físico forte e viril que não o define como tal) e tem o perfil exato para ser um ator especializado em filmes de aventura (não confundir com filmes de ação - Cooper parece bom moço demais para filmes do tipo "Rambo").

Segundo, porque Harrison Ford está velho demais para o papel. Num mundo machista em que vivemos, todo mundo reclama quando uma mulher acima dos 50 (20 a menos que Ford, bom lembrar) faz papel de mocinha, mas ninguém estranha ao ver um homem idoso fazer papel de garotão. Harrison Ford fazendo Indiana Jones pode muito bem, mas a Jane Fonda de hoje fazendo Barbarella, nem pensar, não é, machistas?

A gente aqui apóia a escolha de Bradley Cooper. Deixe Ford para papeis mais adequados a sua idade (como o instrutor de Ender's Game, estava perfeito - um papel que exige alguém veterano) e aguardemos como ficará a aventura do arqueólogo mais famoso do mundo.

Mas somente o machismo para explicar porque quase todo mundo gosta de ver velho bancando um garotão quando uma mulher na meia idade não pode interpretar a mocinha.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Aprovado o Marco Civil da Internet. Entenda

Finalmente a internet, no Brasil, ganha a sua própria constituição: o Marco Civil da Internet. E o que no início assustou muita gente, se revelou uma lei democrática e que respeita a privacidade dos usuários. Muitos direitistas não gostaram pois acham que empresas - sempre elas - poderiam ser prejudicadas, o que de fato não confere. 

Mas pelo que eu entendi, o Marco Civil é mais benéfico a todos e achar que vai prejudicar alguém não passa de chilique dos retrógrados capitalistinhas puxa-sacos de empresários. 

Vamos aos pontos principais:

- Garantias de liberdade de expressão e manifestação de pensamento, nos limites estipulados pela Constituição Federal do Brasil;

- Proteção da privacidade de usuários e de administradores de sites e blogues;

- Proteção aos dados pessoais, na forma da lei; 

- Direito do internauta a inviolabilidade da intimidade e da vida privada, com direito a indenização por sua violação;

- Encerramento de perfis de acordo com a vontade do responsável deverá ser imediata e com a desgravação de todos os dados pessoais do usuário;

- Preservação e garantia de neutralidade na rede, ou seja, todos serão tratados da mesma forma, sem privilégios;

- Preservação da estabilidade, segurança e funcionalidade da rede, seguindo normas internacionais;

- Responsabilização dos agentes, de acordo com as suas atividades, nos termos da lei, ou seja, só serão responsabilizados se a responsabilidade dos atos cometidos for comprovada;

- Preservação da natureza participativa da rede;

- Do contrário que dizia o texto original da lei, as empresas estrangeiras estão desobrigadas a guardar os dados no Brasil, podendo fazer em seus países de origem.

Que venha o Marco Civil da internet, para o bem de todos.

terça-feira, 25 de março de 2014

"Nerds" brasileiros se incomodam com the Big bang Theory

No Brasil é sempre assim, quando lá fora lançam um conceito, os brasileiros querem logo mudar, preferindo ficar com o rótulo, que acaba definindo para os brasileiros algo totalmente diferente do conceito original. Foi assim com a cultura rock, com o Espiritismo, com a mobilidade urbana e está sendo com a cultura nerd.

Os brasileiros que pensam que são nerds estão irritados com o seriado The Big Bang Theory (o que mostra com maior fidelidade as características da tribo). Acham que o seriado está fazendo uma caricatura da tribo. Essa informação eu peguei de um principal site de falsos nerds.

E o que mais incomoda os brasileiros são as referências à dificuldade de sociabilização do nerds. Para os brasileiros, "nerd" é qualquer pessoa que goste um pouco mais de quadrinhos e tecnologia que os outros. As dificuldades sociais - na minha opinião a maior característica dos nerds, pois quadrinhos e tecnologia são na verdade compensações para a vida não-social - são rejeitadas pelos pseudonerds brasileiros, muitos com uma zaralhada de amigos (vários gente considerada normal) e uma considerável popularidade entre o sexo oposto.

Os brasileiros que pensam que são nerds não são nerds coisa nenhuma e isso eles se recusam a admitir. O simples fato de gostar mais de tecnologia e quadrinhos não faz de ninguém um nerd. Se um lutador de UFC como o Minotauro assumir que adora quadrinhos, ele é um nerd? Qualé?

O rótulo surgiu nos EUA de forma pejorativa para definir quem não se enquadrava nos padrões exigidos pela sociedade. Mudar o sentido de uma palavra, só para se promover através dela, realmente não faz sentido. Soa presunção. 

Acordem, falsos nerds. Vocês podem enganar a todos, mas não a mim.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Jim Parsons em ICarly


Vejam só: o nosso conhecido Sheldon Cooper, que carrega Big Bang Theory nas costas, ficou grande demais para o seriado dos nerds e esticou seus tentáculos para outros domínios, como no caso de ICarly. Em 2011, já consagrado por TBBT, Jim Parsons (que faz 41 hoje), o intérprete do problemático personagem, foi convidado para fazer um papel tão problemático quanto o famoso físico da trupe de nerds. A atuação é boa, embora os trejeitos do personagem Caleb sejam os mesmos de Shaldon Cooper. Mas como ambos são malucos, até que faz algum sentido...


A copa está chegando e os publicitários querem que você goste de futebol!

Não tem jeito. Escapamos da ameaça da nova ditadura militar, mas continuamos com a velha ditadura do futebol, aquela que obriga você a gostar desse esporte só porque para uns ignorantes, ele simboliza o suposto amor pelo país, o que não faz sentido nenhum. 

Os incautos ainda acreditam no futebol-pátria e os publicitários, sabendo que a transformação do futebol em obrigação rende mais dinheiro já se esforçam ao máximo para manter a aura do futebol como sinônimo de patriotismo. Os patriotas de copa, gente alienada que coloca a brincadeira acima das coisas sérias, alegram as elites que sabem que os brasileiros mais ingênuos não irão fechar suas carteiras diante dessa falsa obrigação cívica imposta pela mídia.

Enquanto isso, o Brasil, o país, continua sendo o pior em assuntos mais sérios do cotidiano. Realmente o povo brasileiro só quer brincar. Brincar de "O Mestre Mandou". Uma lástima.








domingo, 23 de março de 2014

Como nasceu a onda do "Lepo Lepo"

Com absoluta exclusividade, mostramos como nasceu a música  que está enganando os trouxas neste verão, Lepo Lepo, do projeto, troço, armação, embuste (ou sei lá que isso seja) que atende pelo estranho nome de Psirico, cuja imagem é associada a um pobre coitado que é conhecido pelo comum nome de Márcio Victor (nome muito mais bonito do que Psirico - mas por ser nome comum, não vende, não é?). 

O diálogo abaixo pode até não ter ocorrido exatamente, mas mostra o verdadeiro fato por trás do sucesso de qualquer música de Carnaval, feita apenas para servir de fundo para a bebedeira de muitos desocupados que pensam estar fazendo "cultura" com putaria feita ao ar livre. Por mais que neguem, desde os anos 80, todas as músicas do Carnaval baiano nascem desta forma.

Vamos à conversa, supostamente ocorrida na segunda metade de 2013:

COMO NASCEU O LEPO LEPO

Segunda metade de 2013, em um escritório de uma agência de entretenimento...

EMPRESÁRIO - Márcio Victor, precisamos de um novo sucesso para gerar renda!

MÁRCIO VICTOR - Mas eu não tô muito inspirado. Que curtir a minha vida, com o dinheiro que ganhei dos outros sucessos!

EMPRESÁRIO - Mas precisamos aumentar ainda mais a renda e você vai agora, imediatamente compor um novo sucesso!

MÁRCIO VICTOR - Mas não dá para adoar isso? Dá para fazer os shows só com as músicas antigas, que o povo não se importa.

EMPRESÁRIO - Mas precisamos de um novo sucesso para enganarmos a opinião pública para que ela pense que estamos inspirados. Aliás, a Bahia é famosa por lançar uma dança nova a cada verão.

MÁRCIO VICTOR - Tá, mas não sei se vai sair boa.

EMPRESÁRIO - Não precisa ser boa. Pode ser a pior merda do mundo, que a persuasão publicitária vai fazer o povo gostar. O povo é otário mesmo!

MÁRCIO VICTOR - Tá. aguarde um pouquinho.

Depois de algum tempo...

MÁRCIO VICTOR - Está aqui a música. 

EMPRESÁRIO - Nossa, mas está uma verdadeira merda!

MÁRCIO VICTOR - Mas é o que eu pude fazer.

EMPRESÁRIO - Tudo bem, é para ser uma merda mesmo, senão não faz sucesso. De uns tempos pra cá, o povo tem aprendido a gostar de música ruim. Já deu um nome para ela.

MÁRCIO VICTOR - O refrão tem algo que lembra o som da lavagem de uma xereca, lepo-lepo. Acho que vou colocar isso como nome. Mas não vai soar ridículo?

EMPRESÁRIO - Se soar ridículo, a gente pede a proteção de gente gabaritada como Luciano Huck e Faustão. A Globo sempre apoia coisas desse tipo e sabe que isso limpa a aura de ridiculosidade de qualquer bobagem. Se apareceu na Globo, fica sofisticado.

MÁRCIO VICTOR - Legal. Quer dizer que você gostou?

EMPRESÁRIO - O povo é que vai adorar. Boboca, cretino, mas dançante. É isso que o povo imbecil afogado no álcool espera ouvir. Quanto mais idiota, melhor.

MÁRCIO VICTOR - Então, chame os músicos que eu vou lá no estúdio gravar.

E enfim, com a música lançada, todo o aparato publicitário foi acionado para tentar embutir nas mentes incautas que Lepo Lepo é o mais novo respeitável clássico da MPB. Somente trouxas conseguem acreditar nesta falácia.

Turritopsis nutricula, uma água-viva imortal

OBS: O extremo fundo do mar possui as mais estranhas criaturas de nosso planeta, com formas de vida bem diferentes, o que faz a gente pensar se não se tratam de verdadeiros "ETs" vivendo entre nós. Ah! Esta água viva foi mencionada durante uma conversa entre os personagens de Big Bang Theory. Chique, não?

Turritopsis nutricula, uma água-viva imortal

Publicado no G1 e colhido do Tecno Underground

O mar, ainda muito mal conhecido e explorado devido à sua enormidade e profundidade que ocupa 2/3 da superfície terrestre, é onde estão as mais curiosas formas de vida na natureza, na maioria desconhecidas. Talvez por isso seja um dos ambientes mais ameaçados pela degradação ambiental e exploração indiscriminada feitas pelo Homem, ao lado das grandes florestas e seus ecossistemas. Os biólogos, a partir de observações  feitas em laboratório, investigam os mecanismos biológicos pelos quais a Turritopsis Nutricula, uma espécie de água-viva, ou medusa, atinge um estado de imortalidade biológica. Mais ou menos como a Fênix da mitologia, que renasce a partir de suas próprias cinzas. Porém eu diria que se parece mais com a lendária Fonte da Juventude.

Grande parte das águas-vivas, durante o seu ciclo de vida, se alterna entre dois tipos de indivíduos muito diferentes. No primeiro tipo, a medusa se parece mais com um coral, totalmente sedentário, que fica preso ao leito oceânico e agrupado em colônias. Neste ponto, ela se chama de pólipo e se reproduz assexuadamente. Então ela se transforma no segundo tipo, são os animais maduros, águas-vivas propriamente ditas, que nadam e se reproduzem sexuadamente. Medusas jovens, que acabaram de morfar se transformar são capazes de voltar à sua forma de pólipo quando a situação assim o exigir; alterações ambientais, como falta de alimento, queda na temperatura da água, redução da salinidade do mar e até mesmo ferimentos no animal, podem fazê-lo regredir ao estado inicial de desenvolvimento, quando ele literalmente se regenera e rejuvenesce. Águas-vivas mais velhas, no entanto, são incapazes disso. E o seu tempo de vida nessa fase normalmente é curto, voltado exclusivamente para a reprodução, após o qual elas vão para o caixa-prego. Animais cujos mecanismos biológicos são mais voltados para a procriação normalmente são menos favorecidos para a auto-preservação.

A diferença fundamental da Turritopsis Nutricula, que é o que intriga os biólogos e dribla muitas de nossas crenças sobre a inevitabilidade da morte na natureza, é que ela é capaz de voltar facilmente à sua forma de pólipo a qualquer momento de sua vida, mesmo quando completamente formada, o que a torna capaz de rejuvenescer indefinidamente quando assim fizer. Isto é o que a torna imortal, salvo, é claro, se for devorada por um predador ou morta por algum fator externo, pois não foi encontrado um único exemplar morto de morte natural dessa espécie. Trata-se de uma medida evolutiva mais do que extrema da espécie para a sua continuidade. Isto é possibilitado pelo fato de que as Nutricula depende tanto de células-tronco quanto, e principalmente, de células especializadas responsáveis pelo rejuvenescimento, que as auxiliam. É como se as células da nossa pele, totalmente amadurecidas e definidas, passassem a se comportar como células-tronco embrionárias, capazes de fabricar quaisquer outros tipos de células, como neurônios e tecidos de músculos.

Mesmo que isto não signifique a tão procurada Fonte da Juventude, com a qual pessoas poderiam viver para sempre, ou velhos se tornariam novamente jovens num passe de mágica, essa mistura de poderes metamórficos com a "volta à infância" das células, observado na Turritopsis Nutricula, parece ter possibilidades infinitas. Principalmente a nível terapêutico. Imagine poder recuperar neurônios de pessoas com danos cerebrais ou na medula espinhal, com isso poderíamos tratar efetivamente doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer e paralisias diversas, talvez até mesmo vítimas de AVC (derrame cerebral). E tudo isso poderia ser feito usando as próprias células adultas do corpo da pessoa, o que não bateria de frente com determinadas concepções religiosas que supostamente são "pró-vida", que fazem mimimimimi diante de qualquer nova descoberta científica que eles pensam (só pensam) que contradizem suas crenças. Mas se dependesse deles, ainda estaríamos na Idade Média, vivendo em cabanas imundas junto com ratos e pensando que a Terra é plana como uma bandeja. Agora só falta eles reclamarem que os cientistas estão tentando "enganar a morte", o que seria uma espécie de blasfêmia contra Deus. Por que raios então ele criou uma água-viva que não morre e a colocou em quase todos os mares da Terra ? Vamos proibir as pessoas de irem ao médico, tomar remédios e se tratarem de uma vez, então, já que o nosso destino é morrer de qualquer jeito.

Enquanto tais pessoas, que são de um materialismo intelectual sem tamanho, que não usam o cérebro, e só sabem reclamar, mas não levantam uma palha para melhorar a qualidade de vida das pessoas de forma significativa, cientistas estão pesquisando como o mecanismo de rejuvenescimento das Turritopsis Nutricula poderá ser usado para alavancar as pesquisas com células-tronco, cujos resultados tem sido um sucesso no tratamento de diversas doenças. Isso, só o tempo dirá, mas é certo que os nossos horizontes do conhecimento serão expandidos, pois, como disse Einstein, toda mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Como conquistar uma mulher - versão realista

Com absoluta exclusividade, vou mostrar a vocês a versão franca e realista dos conselhos de como conseguir uma mulher, obedecendo toda a  ritualística social exigida pela coletividade, quase com unanimidade.

Este manual mostra o que um homem comum deve fazer para dar certo em sua vida afetiva. "Dar certo", entre aspas, pois o bom senso nos diz que nada melhor do que uma atitude sincera, altruísta e afetiva para que um relacionamento possa dar certo. Mas como em nossa sociedade de valores decadentes e cultura destruída quase não existe alguém realmente sincero, altruísta e muito menos afetivo, é bom tomar algumas medidas "simples":

- Primeiro: no início da adolescência, arrume um jeito de desenvolver seu físico. Homens altos ou no mínimo proporcionalmente esticados são mais valorizados pelas mulheres.

- Segundo: estabeleça uma meta profissional. Ao chegar aos 18 anos já saiba qual será a sua profissão. É bom lembrar que esta dica é a mais importante de todas, podendo inclusive dispensar as outras dicas deste manual. Todo mundo está careca de saber que mulher gosta mesmo é de dinheiro e que marido não passa de um meio para obter uma garantia financeira. nem que seja para abastecer aquela fútil coleção de sapatos.

- Terceiro: Vá a festas. Mulher só dá mole mesmo em festas. A não ser que você seja suficientemente extrovertido e esperto para tonar iniciativa em qualquer lugar, até mesmo na fila da receita federal. Mas se você não é, não tem escapatória. festas, boates, bares, carnaval, quermesses e qualquer coisa que se pareça com isso tudo, são os únicos lugares onde as mulheres estão mais receptivas parta paqueras. Em outros lugares, as mulheres se retraem e ficam mais desconfiadas, achando que qualquer homem é estuprador.

- Quarto: Existe quarto? Bom. Depois de conquistadas, as mulheres não fazem muita questão que seus namorados e maridos tenham qualidades. Todo mundo sabe mas ninguém admite que depois que um relacionamento começa, o processo de conquista continua, mas com os papéis invertidos. Enquanto é o homem que conquista a mulher antes do início de um relacionamento, quando este começa, é a vez da mulher tentar conquistar o homem, já que após o "joguinho", o menininho em forma de homem se cansa e quer brincar de novo com outras "menininhas". Até porque é do joguinho que a maioria gosta, não da "presa" caçada.

Se você for realmente submisso ao sistema e às convenções sociais, recomendo que siga essas regras. Mas se você tem personalidade, deseja uma companheira em um relacionamento sem interesses fúteis e não se importa com padrões de atitude, rasgue esse manual, esqueça essas regras  e faça você mesmo as suas, conquistando a mulher com suas qualidades pessoais, sendo você mesmo, por mais difícil que seja, e não se preocupando com o que esta sociedade hipócrita irá pensar de você.

terça-feira, 18 de março de 2014

As melhores mulheres nunca ficam encalhadas

Um mito muito repetido como mantra na sociedade hipócrita em que vivemos é o de que as melhores mulheres sempre ficam sozinhas. Um mito falso, mentiroso e que só serve para prejudicar os homens que tem dificuldades de se adaptar as rígidas regras de conquista, definidas pelas convenções sociais (e reguladas pela mídia).

Ninguém é idiota estando com o privilégio de ter acesso ao melhor e preferir o pior. Faz parte do instinto humano querer sempre o melhor. Se for para passar a perna nos outros para obter vantagem, melhor ainda. Serve para massagear os egos, se sentindo melhor que os outros. Mesmo que de fato não seja (e ninguém de fato é).

Claro que um homem acompanhado com uma mulher linda, inteligente, de classe, que não seja chata, é sempre bom aos olhos de outras pessoas. E justamente por isso, as melhores é que arrumam primeiro.

E não se enganem que as melhores mulheres se casam com os melhores homens. Muitas vezes é o contrário. Acontece que as mulheres, quando muito desejadas, filtram o número de pretendentes exigindo requisitos ligados a proteção e sustento, integrantes do instinto feminino. E na maioria dos casos, os homens que cumprem esses requisitos, acabam não cumprindo outros. E é nesta situação que um excelente conquistador, pegador mesmo, se transforma num péssimo marido. Daqueles de ficar enterrado no sofá todas as tardes de domingo.

Mas elas nem, ligam. Se o cara sabe proteger, tem porte físico e grana na conta, já serve. O resto se resolve depois ou se conforma mesmo. Tendo segurança e dinheiro garantidos, o resto é detalhe. Inclusive o convívio, o amor, o carinho e o respeito. Por isso que muitos defeitos comuns a muitos homens são tranquilamente tolerados pelas mulheres e até mesmo pela sociedade.

Até porque para conquistar uma gata dessas, como as das fotos acima (todas muito bem casadas com caras bem chatos e com filhos), não é preciso ser nenhum gentleman. Basta satisfazer os critérios de proteção e sustento que tá bom. Os caras que tem muitas qualidades, mas não satisfazem nos quesitos de proteção e sustento, ficam na mão - literalmente.

segunda-feira, 17 de março de 2014

"Esquerdinhas" renegam masculinismo e acham que causa masculinista "já faz parte do feminismo"

causa masculinista é ainda bastante desconhecida das massas. Para quem não sabe, o masculinismo é uma reação masculina aos abusos do feminismo, já que muitas mulheres (e a sociedade como um todo em muitos aspectos) usam isso para "se vingar" dos machistas e para explorar os homens, sejam eles machistas ou não.

O masculinismo é muito diferente do machismo. Enquanto o machismo é uma forma de dominação e exploração do homem sobre a mulher, o masculinismo é uma tentativa de equalização dos direitos e deveres dos dois sexos, na tentativa de corrigir os abusos que surgiram com o feminismo. Os masculinistas alegam que os homens passaram a ser privados de seus direitos na suposta tentativa de frear e punir os abusos machistas. 

Lembrando que masculinismo não é machismo e entre os masculinistas há uma grande maioria de não-machistas, enquanto neo-machistas não se importam em ser explorados pelas mulheres (o que rendeu o apelido pejorativo "mangina"*), concordando alegremente com a exploração feminista.

Segundo o Wikipedia, o masculinismo possui entre seus membros, muitos simpatizantes de causas direitistas (capitalistas), embora o motivo disso não tenha sido explicado. Mas creio ser coincidência, pois eu não sou de direita e me simpatizo com a causa masculinista (embora eu me defina como humanista), embora note ideias de direita em sites masculinistas. Infelizmente, o que se observa no Brasil reforça, mesmo erroneamente, a tese do masculinismo ser direitista, o que me parece uma contradição (capitalistas não costumam sofrer graves e irreparáveis danos ao serem explorados pelas suas mulheres interesseiras). 

Partidos de "esquerda" são feministas

Os partidos ditos de esquerda (não existe uma esquerda de verdade no Brasil) são feministas. Defendem cegamente as mulheres, ignorando que o feminismo sem controle pode ser explorador. Muitas vezes acham até isso bom como forma de "vingança" e "indenização" pelos danos gerados pelo machismo. Eu concordo que o machismo gerou muitos danos (não somente as mulheres, mas também aos homens não-machistas, obrigados a seguir estereótipos para se afirmar socialmente como "machos"). Mas punir os homens não-machistas é uma crueldade sem razão!

Segundo os "esquerdistas", o masculinismo deve ser ignorado, já que - nas palavras deles - a causa masculinista já está embutida no feminismo. Onde, cara pálida?

As mulheres, pensando que estão compensando os danos gerados pelo machismo, resolveram tomar todos os lugares dos homens, passaram a adotar um comportamento menos sensível nas paqueras, aumentaram as exigências relacionadas ao provedor//protetor, e por incrível que pareça, passaram a ter uma vida promíscua e alienada, na crença de que deveriam se divertir da mesma forma que os machos estereotipados. Ou seja, o feminismo está destruindo aos poucos as mulheres, transformando-as em caricatura de homens.

E aí vem os "esquerdistas" achando tudo isso maravilhoso, como se finalmente a mulher tivesse encontrado a sua essência. E aí as mulheres reclamam que não conseguem arrumar namorado e não sabem porquê!

Masculinismo de direita não faz sentido

Mas não vou virar direitista por causa disso. Odeio o capitalismo, ideologia que estimula o egoísmo e a competição predatória. E também porque o masculinismo não combina com o capitalismo, ideologia típica dos manginas. Os capitalistas, por ganharem muito dinheiro, não sofrem os danos da exploração que sofrem por parte das mulheres, o que me faz concluir que capitalismo e masculinismo, apesar do que a aparência faz crer, são ideologias que divergem bastante. Talvez o masculinismo seja  apolítico, mais preocupado em defender os próprios indivíduos que sofrem com a exploração feminista.

O masculinismo, como falei, ainda é desconhecido das grandes massas, que em sua maioria, acha lindo ver homens sendo explorados pelas mulheres como "vingança" anti-machista. Mas os homens que nada tem a ver com o machismo e são até contra, ficam com a pior fatia do bolo, sofrendo sem culpa pelo erro alheio, cada vez mais indefesos numa sociedade disposta apenas a socorrer as mulheres, ignorando que muitas delas estão mais interessadas em tirar proveito disso.

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*NOTA: Mangina é o nome pejorativo dado pelos masculinistas para o tipo de homem que aceita tranquilamente ser explorado pela sua mulher. Esta exploração é aceita por dois motivos: 1) conformação e concordância com o papel de provedor/protetor que a sociedade dá aos homens; 2) Medo de ficar sozinho, sem mulher. O nome é uma junção em inglês das palavras "Man" e "Vagina", definindo o homem que faz tudo para ter uma vagina a sua disposição. Esse tipo de homem é muito comum e hegemônico na sociedade em que vivemos.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Duas gerações de "Spock" em anúncio da Audi

Uma interessante propaganda lançada justamente quando estréia a segunda parte da refilmagem de Star Trek, mostra Leonard Nimoy e Zachary Quinto indo se encontrar para jogar golfe, cada um em seu carro: Quinto num Audi e Nimoy em um Mercedes-Benz, ambos carros de origem alemã. Segundo o anúncio, apesar do Mercedes ser possante, lindo e novo, ele perde em vários aspectos para o Audi conduzido por Quinto.

A propaganda ainda explora um pouco o lado cômico de Nimoy, um excelente ator subestimado e que costuma ser muito simpático com os fãs. Lembrando que os dois viraram amigos na vida real, desde que Quinto procurou o ator veterano para lhe ensinar como interpretar o Spock, coisa que ele fez perfeitamente no primeiro filme com elenco jovem (que eu, como trekker digno, tenho em DVD).

Paz e prosperidade eternamente. Vejam o anúncio abaixo.


quinta-feira, 13 de março de 2014

Hoje, Cosmos está de volta!

Eu adoro documentários sobre ciência. E a cada dia estou adorando mais. Descubro cada vez mais que estou preferindo programas que possam me acrescentar algo a minha vida. O entretenimento fútil e puramente instintivo não me interessa mais. Mesmo no entretenimento, busco coisas que possam me servir de lição de vida, como o seriado The Big Bang Theory, que praticamente fala quase tudo sobre a minha vida.

E quão animado estou por ter que assistir hoje, no NatGeo, a volta de um dos seriados mais fantásticos que já existiu e que tive a oportunidade de ver no final da infância: Cosmos. Pena que o grandioso Carl Sagan não esteja mais entre nós (morreu em 1996). Mas ele me fez muita alegria em satisfazer a minha curiosidade não somente à Astronomia, mas a ciência em geral.

Para apresentar a nova versão de Cosmos (que é produzido pelo criador de Family Guy, Seth MacFarlane e da viúva de Sagan, Ann Druyan, que participava da equipe do Cosmos original), em sua volta, não poderia ser qualquer um: foi escolhido o físico Neil DeGrasse Tyson, famoso pela sua simpatia, o mais adequado a apresentar um programa que pretende não apenas apresentar ciência a quem não está costumado com ela, mas mostrar de forma simplificada e descontraída a informação que pode nos ajudar a entender o universo ao nosso redor.

O programa já estreou em Portugal, recebendo uma avalanche de elogios. Tyson tem intimidade com a mídia, aparecendo no citado The Big Bang Theory e servindo de famoso meme do Facebook. Foi uma escolha acertada e quem assistiu garante que Tyson está muito a vontade na apresentação da famosa série de documentários (pena que será dublado, com outro cara falando sobre a voz de Tyson). Teve direito até a homenagem ao saudoso Carl Sagan, com certeza vivendo em uma dimensão muito mais evoluída deste universo.

Estou ansioso por hoje a noite, às 22h30 estarei muito bem instalado diante da TV esperando o simpático Neil Tyson e a nova fase de um dos programas que marcaram a minha infância. Com certeza será um dos momentos mais prazerosos de minha vida.

Elenco de "The Big Bang Theory" renova para mais 3 temporadas

OBS: O meu seriado favorito está fazendo o sucesso e o elenco achou legal ganhar mais pelo sucesso. Talvez merecessem bem mais que o elenco de Friends, pois do contrário deste, Big Bang melhora a cada temporada. Aliás, do contrário que qualquer seriado.

O seriado que consagrou Jennifer Aniston estava bem nas primeiras  três temporadas mas se arrastou nas seguintes sem ter assunto para dizer. A sorte de Big Bang é que o universo nerd é engraçado por si só e possui uma gama de assuntos que podem muito bem enriquecer no mínimo 10 temporadas. Munição é o que não falta.

A propósito: site favorito do Henry Cavill? O galã que fez o último Superman e que quase traçou, sem sucesso a mocinha do seriado, Kaley Cuoco? Visualmente ele nada tem de nerd. Ou será que ele é um nerd e ninguém sabe disso? Se o Javier Bardem pode viver na vida real como nerd, pelo jeito não há problema nenhum de Cavill fazer o mesmo.

ATUALIZAÇÃO: Acabamos de saber que o seriado foi renovado para mais 3 temporadas, totalizando 10. Todo o elenco de protagonistas assinou a renovação, mas Kaley avisou que não gravará alguns episódios pois pretende engravidar durante o período. mas de qualquer forma, isso nos alegra e teremos mais TBBT até o final de 2015, no mínimo.

O elenco de 'The Big Bang Theory quer aquele dinheiro doente do elenco de Friends

Robert Kessler - Celebuzz

Um milhão de dólares por episódio, para ser exato.

O Hollywood Reporter confirma que Jim Parsons, Johnny Galecki e Kaley Cuoco estão negociando novos contratos em conjunto, e estão buscando um aumento de salário, talvez até US $ 1 milhão por episódio. O trio faz atualmente 325,000 dólares por episódio, cada.

A coisa é, eles podem obtê-lo. Programa favorito de Henry Cavill é um grande sucesso e Parsons ganhou dois Emmys por sua performance como Sheldon. Se os três forem bem sucedidos, seria elevá-los ao status de Friends: Courteney Cox, Jennifer Aniston, Lisa Kudrow, David Schwimmer, Matt LeBlac e Matthew Perry juntos fizeram um milhão dólar por cada episódio para sua última temporada no show.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Indiano cria microscópio mais barato do mundo

Uma invenção que pode salvar vidas ao identificar possíveis micro-organismos nocivos à saúde humana,  pode finalmente ser criada e a baixíssimos custos.

O bioengenheiro Indiano Manu Prakash criou o miroscópio mais barato do mundo, o Foldscope. As peças são impressas em papelão, e depois são destacadas e montadas como um origami, precisando apenas de uma bateria similar a dos relógios e de uma pequena lambada para funcionar.

O custo total é de cerca de R$1,50 e o equipamento é muito útil nas horas que se precisa de um diagnóstico imediato que possa ser feito a baixo custo. Ele pode ser montado em apenas sete minutos.

Prakash garante que o  microscópio não sofre danos, podendo até cair de grandes alturas e ser pisado. A praticidade da montagem do equipamento garante a sua fabricação em série.

Esse cara sim, é um dos que merecem nossa admiração. Uma pequena revolução que é de extrema utilidade para a ciência e a medicina mundial.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Psirico: quando a pior música faz sucesso

Antigamente (mas muito antigamente - nem meus pais eram nascidos), acreditava-se que a popularidade de uma música servia como atestado de qualidade musical pelo fato de que as pessoas só iriam procurar pelo melhor. Com o surgimento da música de mercado, na década de 40, esse tese foi por água abaixo, já que a publicidade transformou as músicas em produtos a serem impostos através de muita persuasão. A música não mais precisaria de qualidade para ser aceita. A publicidade se encarregaria de induzir as pessoas a aderirem ao modismo a ser vendido.

E a cada década a música vai piorando, para que o ruim da década anterior possa ser considerado bom. Por exemplo, Michael Jackson foi muito beneficiado pela decadência cultural: de símbolo do lixo cultural americano a ser despejado nos países emergentes nos anos 80, a símbolo máximo da "arte pura" nos dias de hoje. Só op parecimento de tendencias bem piores que o superestimado cantor para que ele passasse a ser visto como um "gênio", tendo uma obra que não fede nem cheira.

Marketing da exclusão e apologia da pobreza

Mas a música vai piorando cada vez mais eliminando de vez o senso do ridículo. Hoje temos os dois piores tipos de música do mundo, extremamente toscos, malfeitos e bem ridículos: o "funk" e o pagodão baiano. Nos atentemos a este último, já que o carnaval está tentando jogá-lo para o resto do país.

O pagodão baiano, em sua terra natal é considerado "samba", mas no país todo é vendido como axé music. Ele é caracterizado por uma discreta pornografia e danças ridículas e atitude bocó. Seus intérpretes costumam ter baixíssima escolaridade e não tem medo de fazer o papel de ridículo. Seu ritmo é pobre, com arranjos malfeitos e letras imbecis que nem mesmo uma criança de 5 anos é capaz de criar. Falando nisso, apesar de pornográfico, ele é jogado para a apreciação do público infantil, estimulando (sem assumir, pois é cadeia na certa) a pornografia infantil.

O maior nome deste estilo medonho de música atende pelo nome de Psirico, na verdade focado na imagem de Márcio Victor, seu cantor com aparência de estivador multicolorido.

Vindo das classes pobres, Victor sempre teve o apoio de empresários e gravadoras, com uma poderosa estrutura de entretenimento por trás. Mesmo assim, o cantor foi orientado a capitalizar sua origem pobre (como se isso melhorasse sua qualidade musical) para satisfazer o marketing da exclusão.

Sua atitude dá a entender, falsamente, que Victor é um "mendigo" que grava por conta própria e a compra de seus discos e ingressos seria uma forma de tirá-lo da suposta miséria, despertando a comoção coletiva que ajudará muito no aumento de sua popularidade. Ciente disso, Victor não hesitou em chorar diante das câmeras em um programa de TV, o que deve ter lhe trazido muitos novos fãs, comovidos com a suposta condição miserável do cantor.

É uma tática usada por quase todos os popularescos para despertar este tipo de comoção. Numa época de apologia da pobreza e de falsa nova classe média, isso vem a calhar. Como se ser pobre significasse ser mais espontâneo, embora se investigarmos fundo, espontaneidade que o que menos tem nesses intérpretes de proveta.

Desaparecimento do senso do ridículo


Embora muita publicidade tem sido feita para tentar vender a música do Psirico, Lepo Lepo como uma "obra prima revolucionária", quem ouviu a música e tem bom senso sabe muito bem que é uma cançãozinha fraca, improvisada, mal feita e sem qualquer tipo de qualidade que pudesse acrescentar alguma coisa de positivo à cultura brasileira. É uma típica musiquinha de farra para batucar no fundo de ônibus e só. Mas elogios e mais elogios estão sendo feitos para tentar elevar o prestígio do ridicularizante Psirico. Está dando certo para os incautos, mas quem é esperto sabe que tudo não passa de um fogo de palha, desaparecendo daqui a poucos verões.


Tentar colocar esta palhaçada de Lepo Lepo na lista das grandes obras da MPB é uma imbecilidade sem tamanho. Música de entretenimento foi feita para ser descartável, pois a sua finalidade é apenas distrair as pessoas que não te nada de importante para fazer. Se as marchinhas de carnaval, ainda tocadas hoje em dia, já deveriam ter desaprecido faz tempo, por estarem bem longe da realidade atual, op que dirá dessa tolice de Lepo Lepo, que serve para menos coisas ainda.

E um recado para Márcio Victor: há muito tempo você não é pobre, condição abandonada em seu remoto passado. Graças as tolices que você produz, você está podre de rico. E isso porque existe tolos dispostos a lhe dar dinheiro, sem verificar o conteúdo. Mas torça para que a sociedade nunca amadureça, pois uma sociedade esclarecida gosta de desprezar verdadeiros embusteiros como você e seus patrões, interessados em enganar a todos oferecendo cultura da pior qualidade como se fosse pérola cultural. O tempo, juiz justo, lhe trancafiará nos dias atuais, sem qualquer tipo de glória eterna.

Somente tolos podem valorizar uma tolice como Lepo Lepo. Até porque tolos só gostam de tolices.

O novo canto da sereia

OBS: O canal Animal Planet, que assisto muito fez um documentário de ficção (conhecido como mockumentary) sobre seres humanos que vivem no fundo do mar, conhecidos como "sereias". Não há mal nenhum em o canal fazer um documentário deste tipo, desde que deixe claro se tratar de uma ficção criada só para entreter e não para informar. Mas toda a publicidade em torno do mesmo está indo longe demais e devemos ficar atentos, pois nada do que é dito no documentário é verdade. Só mesmo para divertir. O texto abaixo foi extraído de um site lusitano, o que explica o estranho vocabulário.

O novo canto da sereia

Marco Santos - Bitaites

Considerem este ví­deo: é o trai­ler de um do­cu­men­tá­rio — «Mermaids: The New Evidence» – que o ca­nal Animal Planet an­dou a pro­mo­ver no YouTube e ra­pi­da­mente se es­pa­lhou pela rede.

Resultado: 3.6 mi­lhões de te­les­pec­ta­do­res vi­ram o do­cu­men­tá­rio mos­trando as pro­vas de que as se­reias exis­tem – um re­corde de au­di­ên­cias para o canal.

E agora a ver­da­deira sur­presa: não é um do­cu­men­tá­rio, é fic­ção dis­far­çada de do­cu­men­tá­rio. O Animal Planet chama-lhe fic­ção ci­en­tí­fica, mas só nos cré­di­tos fi­nais. Os ci­en­tis­tas não são ver­da­dei­ros ci­en­tis­tas, mas ato­res; e as se­reias não são ver­da­dei­ras se­reias, mas cri­a­ções fei­tas em com­pu­ta­dor. Tudo é feito de ma­neira a fa­zer com que as pes­soas acre­di­tem tratar-se de um do­cu­men­tá­rio, mas é tudo uma al­dra­bice. Ora, que deceção.

Já não é a pri­meira vez que o Animal Planet cria um falso do­cu­men­tá­rio so­bre se­reias e se es­força por criar um acon­te­ci­mento na Web, co­pi­ando a es­tra­té­gia que fez do ama­do­resco «The Blair Witch Project» um su­cesso co­mer­cial nos cinemas.

Há um ano, apre­sen­tara «Mermaids: The Body Found», lan­çara uns te­a­sers no YouTube e até cri­ara uma pá­gina com uma falsa men­sa­gem do Homeland Security Investigations afir­mando que o do­mí­nio fora apre­en­dido, só para agi­tar ainda mais os co­ra­ções conspiracionistas.

Agora vol­tou a re­pe­tir a es­tra­té­gia — e com mais su­cesso, ainda.

Um ca­nal com do­cu­men­tá­rios re­ais so­bre a Natureza tam­bém pre­cisa de pa­gar as con­tas com do­cu­men­tá­rios fal­sos — a gente per­cebe. Há quem te­nha le­vado a gol­pada na des­por­tiva, como o es­cri­tor de di­vul­ga­ção ci­en­tí­fica Brian Switek: «A to­dos os fãs de se­reias que de­se­jam que eu des­monte cada uma das ‘pro­vas’ apre­sen­ta­das no em­buste do Animal Planet», es­cre­veu no Twitter. «O meu preço é 10 mil dó­la­res à hora. Aceito pa­ga­men­tos por PayPal.»

Há quem te­nha me­nos pa­ci­ên­cia para esse tipo de brin­ca­dei­ras. Quando o pri­meiro do­cu­men­tá­rio se es­treou, o jor­na­lista Brad Newsome es­cre­veu no The Sydney Morning Herald: «Há gente que gosta des­tas coi­sas, tudo bem, mas tais pro­gra­mas são mais pró­prios de um ta­bloide sem pre­ten­sões ci­en­tí­fi­cas ou pre­o­cu­pa­ção quanto à cre­di­bi­li­dade.»

O Ulisses sabia-a toda

Eis uma in­for­ma­ção que po­derá ter cho­cado uma parte dos 3.6 mi­lhões de te­les­pec­ta­do­res do Animal Planet: as se­reias são se­res mi­to­ló­gi­cos, be­lís­si­mos fru­tos da ima­gi­na­ção do Homem.

Na Odisseia de Homero, por exem­plo, o he­rói Ulisses deixa-se amar­rar ao mas­tro do barco e co­loca cera nos ou­vi­dos para não es­cu­tar o canto das se­reias e re­gres­sar a casa são e salvo.

Os di­le­mas de Ulisses são muito atu­ais, so­bre­tudo se pen­sar­mos nas em­pre­sas de cré­dito fá­cil ou nos ban­cos como as se­reias do mundo mo­derno: a cada mo­mento do nosso per­curso, em ban­ners de pu­bli­ci­dade ou anún­cios de te­le­vi­são, cantam-nos bo­ni­tas can­ções so­bre car­ros, te­le­vi­so­res, com­pu­ta­do­res e fé­rias de so­nho – só com a es­per­teza de Ulisses (e da fei­ti­ceira Circe, que lhe deu as di­cas) po­de­mos es­ca­par às me­lo­dias que nos fi­cam no ou­vido e fu­gir à ten­ta­ção de com­prar dinheiro.

O pre­si­dente do Animal Planet não vê o canto das se­reias como uma me­tá­fora do con­sumo: «Estes ex­tra­or­di­ná­rios pro­gra­mas es­pe­ci­ais de te­le­vi­são ele­tri­fi­ca­ram, de­sa­fi­a­ram e en­tre­ti­ve­ram au­di­ên­cias e fãs on­line», gabou-se ele.

Bem, afi­nal se ca­lhar até as­so­cia o canto das se­reias ao con­sumo. Mas usa pa­la­vras diferentes.

Seja como for, é inad­mis­sí­vel que em pleno sé­culo XXI al­guém se atreva a pen­sar que as se­reias não exis­tem. Existem, pois claro, e até co­nhe­ce­mos o nome de uma: Mirella Ferraz.

Segundo as úl­ti­mas no­tí­cias, esta bra­si­leira tem feito as de­lí­cias dos ma­ri­nhei­ros de água doce que têm vi­si­tado o aquá­rio em São Paulo. Quando é que o Animal Planet faz um do­cu­men­tá­rio so­bre esta se­reia?

sábado, 8 de março de 2014

Mesmo "independentes" mulheres ainda são interesseiras

Parece que a maioria das pessoas não sabe o que significa "mulher interesseira". A imagem que eles tem é de uma loira boazuda (daquelas que posam para a Playboy americana) casada com um velho ricaço. Pode ser sim, mas não é o único tipo de interesseira.

Mulher interesseira é aquela que usa o relacionamento para favorecer um interesse que é apenas dela. É como se o fato dela ser a escolhida para um relacionamento pudesse ser recompensado materialmente. Qualquer homem que possua uma fonte de renda, muita ou pouca, por qualquer que seja, pode ser alvo de cobiça das interesseiras.

Mas aí aparece a pergunta que nunca quer se calar: se a mulher atual trabalha, porque ela ainda continua interesseira?

Simples. Melhor ter duas fontes de renda que uma só. Geralmente o ganho dela vai para o necessário ou para possíveis filhos. O ganho do namorado ou maridão vai para os supérfluos dela (que não são poucos, graças a fama de gastadoras que as mulheres possuem). Ou até para o necessário também, se o ganho dela não for suficiente.

O interesse material é um ato instintivo, vindo do reino animal. Por isso que a maioria das mulheres, infelizmente, é interesseira. É sinal de atraso espiritual. Quanto mais evoluído, mais altruísta. Como altruísmo é o desejo do bem estar de outro, o altruísta acaba por não explorá-lo, por entender que isso o prejudicaria. O curioso que apesar desse fato denunciar atraso espiritual, muitas seguidoras do espiritismo são interesseiras.

Outra coisa. Interesse não é só dinheiro. Pode ser por um favor, automóvel, promoção no serviço (levante o dedo a mulher que nunca desejou um homem em cargo de "liderança"), residência no exterior (testemunhei um caso assim, justamente com uma espírita) e até por proteção. Por exemplo: uma atriz que se casa com um poderoso diretor só para ficar com os melhores papéis. Não envolveu dinheiro, mas envolveu interesse.

Outro tipo de interesse é o físico. Ultimamente as mulheres tem se tornado mais exigentes quanto ao porte físico do homem, usando o físico dos jogadores de vôlei e basquete como parâmetro. Como se só um grandalhão pudesse protegê-las de um perigo.

Como perceber que uma mulher é interesseira

Um dos sinais fáceis de perceber que uma mulher é interesseira é o fato dela tocar em assunto de emprego na primeira conversa. Se ela quer saber o que o cara "faz na vida" logo no início, pode crer, é interesseira. Ênfase no porte físico também é um bom sinal, principalmente se mulheres muito baixas só quererem se envolver com caras bem altos. Toda diferença (idade, classe social, renda, nível de escolaridade e altura) sempre gera atrito nos relacionamentos, pois tenho a certeza que afinidade equilíbrio são a garantia do sucesso de um relacionamento, embora muita gente negue.

E o que o homem deve fazer quando perceber que uma mulher é interesseira? Simples: recusá-la. Ao menos que o cara esteja desesperado (atenção, vovôs tarados por jovens! Porque não se isolam em um asilo?), é bom recusar as interesseiras porque elas, de tanto serem negadas, vão acabar percebendo que tal atitude é um sinal de mau-caratismo, baixa autoestima e falta de amor ao próximo. Além de preguiça, claro.

Antigamente era legal fazer alguma gentileza com uma mulher. Mas hoje essas gentilezas viraram obrigação e perdeu a graça.

Somente otários não acreditam na existência das mulheres interesseiras. Ou Don-Juans de noitadas, que preferem acreditar que as mulheres estão com eles por amor (coitados, nem sabem o que é isto). Para eles, essa crença de que não existem interesseiras serve para manter elevado o nível da autoestima dos mesmos caras, pois dá a impressão que eles são "bons conquistadores". Só espero que não se desesperem quando souber que duendes não existem.

Nenhuma mulher tem o direito de estragar a minha vida por causa de interesses mesquinhos. Prefiro ser rotulado de mão-fechada do que ver meus pertences indo esgoto abaixo. Antes de qualquer mulher, eu gosto mesmo é de mim.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Tecnólogo recomenda o enxugamento de amigos na rede social

OBS: Nos dias de hoje é regra que o verdadeiros amigos sejam minoria. Num mundo onde as regras sociais e a mídia regulam os costumes, é muito difícil, sobretudo para quem é diferente da maioria, conquistar os outros. Esse negócio de ir adicionando qualquer um se mostra, com o tempo, uma inutilidade, provando que amigos mesmos no máximo são uns 10. Passou disso ou é apenas um conhecido ou é alguém que adicionou por adicionar, só para fazer número para impressionar os outros.

Ter mais de 200 amigos no Facebook é problema, diz guru de tecnologia

Da EFE - Publicado no G1

Ter mais de 200 amigos no Facebook significa um problema, pelo menos na opinião do guru de tecnologia Shelly Palmer, que recomenda um tratamento para “limpar” amizades na rede social sem gerar inimigos. A exclusão necessária, segundo o autor de “Digital Wisdom”, permite um uso mais racional do Facebook e previne problemas como a perda de tempo na qual se transformou a rede social para muitos usuários.

“Se você tem 600 amigos, provavelmente tem cerca de 400 em excesso. É impossível tanta gente interessar alguém”, disse Palmer em entrevista à agência EFE. Segundo o consultor, este processo de enxugamento faz parte da evolução natural do Facebook, apesar de ser comum usuários se “assustarem” na hora de reduzir sua lista de amigos.

“Mas isso não é o importante. O principal é para o que se usa esta rede social. Com o tempo a gente se dá conta que o Facebook só tem valor se for para manter contato com um grupo reduzido de pessoas”, explicou o analista, que já foi indicado a um Emmy por seu programa de televisão “Hi-Tech”, exibido pela rede “Fox”.

Métodos

“Há uma razão para ter perdido contato com teus amigos do colégio e o fato de encontrá-los no Facebook não significa que tenha muitas coisas em comum com eles”, explicou. Sua receita para apagar contatos tem duas fases, uma mais educada e outra mais drástica.

A primeira medida é publicar na rede social uma mensagem para todos seus seguidores avisando que irá realizar um enxugamento de amigos e que só ficarão os que clicarem em “curtir” ou fizerem um comentário. Realizado este filtro inicial, Palmer sugere que o usuário analise as amizades restantes para ver se elas trazem algo de positivo. Se não, o consultor afirma que também devem ser apagadas.

O autor admite que embora a iniciativa não seja “prazerosa”, ela tem “benefícios reais” porque faz da rede social um espaço dinâmico de troca de conteúdos com pessoas que “realmente importam”. O número de amigos adequado depende de cada pessoa, embora Palmer situe um limite razoável em 200 contatos.

“O parâmetro que eu uso é se compartilharia as fotos dos meus netos aprendendo a usar a privada com todas essas pessoas do Facebook. Se considerar que alguém não deveria ver, então não deve manter essa pessoa como amigo”, argumentou.

Outra alternativa

O Facebook oferece ferramentas para impedir usuários listados como amigos de verem determinadas publicações, mas para Palmer isto é uma incongruência. “Se não quer que alguém veja suas coisas, por que ela é seu amigo? Se te perguntarem por qual razão você desfez a amizade, pode dizer que seu Facebook estava impossível de ser manejado e espera que possa te perdoar”, aconselhou Palmer.

Outra alternativa para realizar a limpeza de amigos seria abrir uma segunda conta no Facebook com outro nome e para uso mais privado, opção pela qual, segundo Palmer, escolheram muitos usuários, enquanto outros preferiram eliminar seu perfil atual e começar do zero.

A medida de enxugamento da conta na rede social (“Facebook cleanse”, em inglês) já foi adotada por várias pessoas, e uma busca na internet revela isso, pois é possível encontrar diversos métodos para esta “desintoxicação” de amigos.

O livro “Digital Wisdom” foi apresentado na feira de tecnologia CES, em Las Vegas, e começará a ser vendido em 5 de fevereiro. Na obra, além de tratar sobre as redes sociais, Palmer analisa a acelerada mudança que as novas tecnologias estão causando no mundo, uma transformação que não pode ser detida e difícil de acompanhar para “muitas pessoas”, que não têm solução a não ser “se transformar de novo em estudante” para não ficar para trás.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A surpreendente desenvoltura de Gillian Gilbert

Estava procurando vários videos no YouTube com os projetos paralelos de integrantes de uma das minhas bandas favoritas, o New Order, e, aproveitei para conhecer o projeto do baterista Stephen Morris e de sua esposa, a multi-tecladista Gillian Gilbert, o Other Two. O Electronic de Bernard Sumner e o Monaco de Peter Hook (um dos melhores baixistas do mundo!) eu já conhecia há muito tempo. Faltava conhecer mesmo o Other Two.

Me surpreendi com o som do grupo. Achava que ia ser algo soturno e que os vocais ficariam a cargo de alguma outra pessoa. Nada disso. A sonoridade é alegre e a vocal ficou mesmo a cargo de Gillian.

Gillian costumava assumir uma postura bem discreta na banda. Entrou no grupo logo no início, graças ao namorado baterista. Ficou como principal tecladista da banda, tendo como único registro vocal algumas falas em Doubts Even Here, do primeiro álbum. Quem acreditava que a discrição de Gilbert sugeria uma mulher fechada, tristonha, errou feio. Gilbert se mostra bem solta, alegre e com uma belíssima voz que faz muita gente perguntar: porque ela não foi logo escolhida como a vocalista do New Order?

Após um longo periodo de férias por causa da gravidez, o casal retoma a carreira em 2007 e lançou no ano passado uma trilha sonora, Swing, por um selo fundado pelo casal.

Tomara que Gillian continue a explorar sua bela voz e sua surpreendente simpatia.


terça-feira, 4 de março de 2014

Buscador da Microsoft traduz textos para idioma Klingon

OBS: Nossa, o Sheldon iria ficar muito feliz! Vamos todos aprender a língua da nova geração de Jornada nas Estrelas. Ou seja, Ha' chu' bovvam Hov trek Hol ghoj Hoch. Ah, moleque!

Bing inclui língua de Jornada nas Estrelas no tradutor

Portal Terra

Klingon, língua oficial da saga, seria a língua inventada mais usada no mundo, de acordo com Bing Foto: 

Bing, buscador da Microsoft, estreou na ferramenta de tradução o idioma klingon, falado por personagens da saga Jornada nas Estrelas. A tradução funciona de qualquer idioma para o klingon, e vice-versa, e chega aos fãs às vésperas da estreia nos cinemas de Star Trek into Darkness, nova produção da sequência. As informações são do Mashable.

"Apesar de o filme estar chegando em breve, já estávamos com essa ideia há algum tempo", afirma ao site especializado o cientista comportamental do Bing Matt Wallaert. "Jornada nas Estrelas sempre olhou para o futuro da tecnologia e (o klingon) é a língua inventada mais falada, mesmo que apenas algumas pessoas sejam realmente fluentes", pondera.

​Para criar a ferramenta de tradução, o Bing trabalhou em conjunto com o criador do idioma, Marc Okrand, além de convocar a ajuda de outras 10 pessoas fluentes para treinar os sistemas de tradução. O Instituto da Língua Klingon também participou do processo. O klingon quebra algumas regras típicas de idiomas tradicionais, como o espanhol ou o italiano, e por isso às vezes é mais difícil de aprender.

"Já houve esforços para criar dicionários, mas até o momento não havia um serviço de tradução de verdade com toda a estrutura gramatical", aponta Wallaert. "Isso é algo bem geek para fazermos, mas também é um desafio divertido para os nossos times melhorarem as traduções e trabalharem com uma língua com um padrão distintivo", aponta.
Nave Enterprise é o símbolo da saga Jornada nas Estrelas Foto: Reprodução Nave Enterprise é o símbolo da saga Jornada nas Estrelas Foto: Reprodução

A ferramenta permite traduzir páginas de internet, textos inseridos e tem a opção de exibir caracteres kronos. O recurso está disponível na web e no aplicativo do Bing Translator para dispositivos móveis com Windows Phone.

domingo, 2 de março de 2014

Porque as mulheres não gostam de homens diferentes?

A mente feminina é difícil de entender. Não se sabe exatamente o que as mulheres querem. O que se sabe pelo menos é que elas são mais vulneráveis às regras sociais. É quase impossível encontrar uma que esteja disposta a negar valores defendidos pela maioria, seja em gostos, ideias ou hábitos. Por usarem mais a emoção, acham mais seguro aderir aos valores defendidos por ampla maioria da sociedade.

Só que os homens, mais racionais, podem romper com alguns valores sociais. Podem, mas não é comum acontecer isto, pois na sociedade brasileira, onde as regras sociais são rígidas e quase todos são induzidos a pensar como a maioria, até mesmo entre os homens é extremamente difícil achar quem prefira viver totalmente diferente da maioria. Tá, e se aparecer?

As mulheres procuram segurança. Segurança inclui a previsibilidade. Ou seja, a capacidade de saber o que irá acontecer com ela. É desta forma que as mulheres regem suas vidas, sobretudo suas escolhas. Escolher aquilo que, mesmo não sendo tão bom, não cause danos ou que pelo menos gerem danos que possam ser revertidos ou suportados. Isso inclui a escolha de seus namorados/maridos.

Justamente baseadas nessa previsibilidade, as mulheres preferem se envolver com um homem que tenha um defeito previsível do que uma qualidade surpreendente. Antes que você pergunte sobre o mito das mulheres adorarem surpresas, já vou lhe adiantando: elas ODEIAM surpresas.

Mulher não quer surpresa. Quer aquilo que elas esperam e não é feito

Há um mito que diz que mulher adora surpresa. Mas não é bem isso assim. O que as mulheres chamam de "surpresa" na verdade é algo esperado, desejado, mas que na prática não está sendo feito. Mas surpresas de verdade, elas detestam. É inseguro.

Uma coisa é, por exemplo, comprar uma passagem para Paris, sonho de qualquer mulher, assim de repente, após um longo tempo de relacionamento. Outro é, nas mesmas circunstâncias, comprar passagens para ir conhecer a Sibéria, um lugar que a maioria das pessoas não gosta de viajar. Viajar para a Sibéria não se encaixa em nenhuma regra social. Então, nada feito.

Defeitos previsíveis não parecem danosos

As mulheres normalmente não fazem muita questão de qualidades na hora de escolher seus parceiros. Se o cara sabe proteger e tem condições de sustentar, já é o suficiente para ser "o escolhido". Mesmo que haja alguns defeitinhos.

Claro que tem que ser aqueles defeitos comuns na maioria dos homens. Daqueles que dá para se contornar, suportar, quando são difíceis de resolver. Desistir de tardes românticas por causa de futebol é até aceitável. Mas criticar outros homens que fazem isso é ir contra as regras sociais, e isso é beem reprovável.

O que as mulheres querem na verdade é algo previsível. Aquilo que se espera dos homens, seja de bom, seja de ruim. Qualidades ou defeitos surpreendentes estão descartados.

Por isso, amigo esquisitão, que adora "remar contra a correnteza". Pegue a sua boneca inflável e curta bem ela. Esta pelo menos aceita homens com opiniões próprias.

Mulheres brasileiras consideram bêbados mais confiáveis que sóbrios

Uma longa pesquisa de campo ainda não divulgada (e talvez nem seja, para preservar interesses) e um estudo dos costumes sociais feito a partir de observações por um longo tempo, comprovaram uma tese que parece meio absurda, mas surpreendentemente é um fato a ser notado na sociedade brasileira: as mulheres brasileiras confiam mais em alcoólatras do que em sóbrios.

A tese pode parecer contraditória. Afinal, a lógica e o bom senso mostram que sóbrios, por saberem usar melhor o cérebro, por razões óbvias, deveriam ser mais confiáveis que os que estão sob o domínio do álcool, que altera a percepção e a capacidade de raciocínio.

Mas num país de absurdos onde futebol é patriotismo, onde pessoas conversam com estátuas e onde a cultura deve ser burra, tudo é possível.

O que levou a essa conclusão foi na verdade uma associação entre dois fatos. As mulheres alegam que não paqueram em lugares comuns (ruas, ônibus, praças, bibliotecas, etc.) porque não confiam nos homens que encontram nesses lugares. mas as mesmas mulheres estipularam como lugares de paquera apenas os lugares onde se possa consumir livremente bebidas alcoólicas (boates, Carnaval e todos os tipos de festas e reuniões onde se possa beber), onde a presença de embriagados é maciça. Apenas as religiosas preferem não paquerar em lugares desse tipo. Mas aí é outra história (e outro tipo de bebedeira).

Se as mulheres acham que nos lugares comuns os homens não são confiáveis, mas paqueram em lugares ébrios, o raciocínio lógico conclui que as mulheres acham os bêbados mais confiáveis. Que tipo de confiança os bêbados despertam, ainda não se sabe, mas é fato a ideia absurda de que homens sob o domínio do álcool transmitam confiança a grande parte das mulheres brasileiras.

E aí se casam e depois reclamam porque os maridos preferem ficar nos bares do que em casa.

Porque as mulheres não gostam de homens diferentes?

A mente feminina é difícil de entender. Não se sabe exatamente o que as mulheres querem. O que se sabe pelo menos é que elas são mais vulneráveis às regras sociais. É quase impossível encontrar uma que esteja disposta a negar valores defendidos pela maioria, seja em gostos, ideias ou hábitos. Por usarem mais a emoção, acham mais seguro aderir aos valores defendidos por ampla maioria da sociedade.

Só que os homens, mais racionais, podem romper com alguns valores sociais. Podem, mas não é comum acontecer isto, pois na sociedade brasileira, onde as regras sociais são rígidas e quase todos são induzidos a pensar como a maioria, até mesmo entre os homens é extremamente difícil achar quem prefira viver totalmente diferente da maioria. Tá, e se aparecer?

As mulheres procuram segurança. Segurança inclui a previsibilidade. Ou seja, a capacidade de saber o que irá acontecer com ela. É desta forma que as mulheres regem suas vidas, sobretudo suas escolhas. Escolher aquilo que, mesmo não sendo tão bom, não cause danos ou que pelo menos gerem danos que possam ser revertidos ou suportados. Isso inclui a escolha de seus namorados/maridos.

Justamente baseadas nessa previsibilidade, as mulheres preferem se envolver com um homem que tenha um defeito previsível do que uma qualidade surpreendente. Antes que você pergunte sobre o mito das mulheres adorarem surpresas, já vou lhe adiantando: elas ODEIAM surpresas.

Mulher não quer surpresa. Quer aquilo que elas esperam e não é feito

Há um mito que diz que mulher adora surpresa. Mas não é bem isso assim. O que as mulheres chamam de "surpresa" na verdade é algo esperado, desejado, mas que na prática não está sendo feito. Mas surpresas de verdade, elas detestam. É inseguro.

Uma coisa é, por exemplo, comprar uma passagem para Paris, sonho de qualquer mulher, assim de repente, após um longo tempo de relacionamento. Outro é, nas mesmas circunstâncias, comprar passagens para ir conhecer a Sibéria, um lugar que a maioria das pessoas não gosta de viajar. Viajar para a Sibéria não se encaixa em nenhuma regra social. Então, nada feito.

Defeitos previsíveis não parecem danosos

As mulheres normalmente não fazem muita questão de qualidades na hora de escolher seus parceiros. Se o cara sabe proteger e tem condições de sustentar, já é o suficiente para ser "o escolhido". Mesmo que haja alguns defeitinhos.

Claro que tem que ser aqueles defeitos comuns na maioria dos homens. Daqueles que dá para se contornar, suportar, quando são difíceis de resolver. Desistir de tardes românticas por causa de futebol é até aceitável. Mas criticar outros homens que fazem isso é ir contra as regras sociais, e isso é beem reprovável.

O que as mulheres querem na verdade é algo previsível. Aquilo que se espera dos homens, seja de bom, seja de ruim. Qualidades ou defeitos surpreendentes estão descartados.

Por isso, amigo esquisitão, que adora "remar contra a correnteza". Pegue a sua boneca inflável e curta bem ela. Esta pelo menos aceita homens com opiniões próprias.

sábado, 1 de março de 2014

Falta de sensatez e de informação elege canção tola composta por empresários como "de protesto" por causa de verso roubado de outra música

 

Quando digo que o brasileiro virou um povo burro, ninguém acredita. E dos mais burros, capaz de asneiras gigantescas resultantes da falta de discernimento, da falta de informação e da preguiça em investigar e verificar a veracidade de uma tese, que infelizmente é aceita automaticamente como uma comida que é engolida sem ser mastigada.

Tenho lido bobagens colossais escritas ou faladas na internet. Coisas que uma criança bem educada de 5 anos de idade não seria capaz de dizer. São tolices dignas de um louco no hospício e que me faz perceber porque o Brasil nunca consegue resolver seus problemas. Peço perdão aos asnos, pois as bobagens ditas são tão grandes que envergonham o menos racional dos animais.

Axé despretensiosa confundida como "autêntica canção de protesto"

Meu irmão foi surpreendido com uma postagem onde uma deslumbrada "esquerdista", integrante daquele movimento intelectualoide liderado pelos antropólogos do Fora do Eixo, patrocinado pelo especulador financeiro George Soros, que defende a degradação cultural como forma de "evolução" (???!!!) da mesma, considera que uma musiquinha de um grupinho efêmero de axé-music, totalmente desprovido de engajamento socio-político, e composta por um empresário, o famoso Wesley Rangel, é uma canção de protesto de linha "socialista".

Vários deslumbrados começaram a concordar com a tese, mas com argumentos bastante superficiais. Também aproveitaram para citar outras músicas alienadas como exemplos de "canções de protesto". É interessante que só citaram músicas dançantes e alegres, dando um sinal de que existe uma aversão silenciosa a verdadeira música de protesto, considerada chata, triste e "complicada", fazendo muita gente sair a procura de uma canção "de protesto" que não tivesse os tais "defeitos" alegados.

Para piorar, o trecho da letra que serviu como "prova" de que a música era "socialista" (repare que o trecho nada cita  sobre a teoria de Marx - eu li O Capital - mas apenas faz um comentário óbvio a cotidiana injustiça social) é na verdade um plágio descarado de um trecho da música A Cidade, do saudoso músico pernambucano Chico Science, este sim, engajado com causas sociais e com vocação para escrever canções verdadeiramente de protesto.

Falta de lógica, análise e discernimento favorece aceitação de absurdos

Como se pode ver, o deslumbramento só foi permitido porque vivemos num tempo de nítida imbecilização cultural, estimulada pela má qualidade da educação, pela avalanche de informações mal selecionadas e pelo anti-cabecismo que desestimula as pessoas a serem mais racionais, preferindo acreditar no que dizem.

Ao invés de checar a informação recebida, as pessoas, sobretudo os mais jovens, preferem aceitar cegamente, confiando no prestígio do emissor de tal ideia, tentando criar associações que não fazem sentido e que ferem a historiografia de um fato, tentando inventar inclusive fatos do passado que nunca aconteceram na tentativa de viabilizar um absurdo.

O citado grupo de Axé, As Meninas, nunca foi engajado socialmente e gravou a música como uma brincadeira. Não teve a intenção de mudar o mundo e nem de defender teses socialistas (que as integrantes do grupo não assumiram publicamente o seu conhecimento). Além de ter sido composta por um empresário musical (de mentalidade capitalista), o trecho "esquerdista" inserido na música foi sim, escrito por um cara engajado, Chico Science, morto em um acidente causado por um defeito em um carro então recém adquirido.

As pessoas deveriam investigar mais, se informar mais, antes de defender qualquer besteira. A polêmica desnecessária só se deu porque existe muita gente ignorante em nosso país, ao mesmo tempo crédula e preguiçosa. Somente dois tipos de pessoas aceitaram de bom grado a tese de que a música gravada pelo grupo As Meninas é uma canção de protesto: quem quer enganar e quem quer ser enganado.

E sinceramente: como eu havia falado em outro texto, eu prefiro escutar uma canção "alienada" gravada por um autêntico artista engajado do que uma música "de protesto" gravada por uma alienado como é o caso do único sucesso de As Meninas e muitas outras canções de pseudo-protesto que andam fazendo por aí, sem qualquer compromisso de mudança social.

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