quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Gororock in Rio

Neste final de semana começará mais uma edição do Rock in Rio, que apesar do nome, sempre foi reduzido a uma verdadeira gororoba de ritmos a enganar os incautos musicais que pensam que este é um festival de rock.

Muitos artigos de jornais e revistas, reportagens e especiais de TV e campanhas publicitárias tentam bajular o rock para tentar se associar ao gênero que só faz parte do festival no nome. Se esquecem que o rock, o gênero, está em baixa, com franca e rápida queda de popularidade.

Me parece que só se lembraram do gênero agora, tentando se aproveitar do festival, como um modismo de temporada a durar apenas poucas semanas. Mesmo assim, o verdadeiro rock é minoria na escalação do festival. E por um bom motivo.

Com o rock em baixa, claro que os organizadores perceberam que se limitassem ao gênero que dá o nome ao festival, ia atrair apenas uns três gatos pingados. A grande massa humanitária não quer saber de rock. Quer dança, músicas cada vez menos cerebrais e se houver "rebeldia" só a estereotipada, aquela que não muda nada. Até porque os brasileiros de hoje, por mais que neguem, estão bem alegres com o país do jeito que está.

Com o fim do festival, ninguém mais falará sobre rock. Voltarão todos ou para as breguices superestimadas que monopolizam a mídia brasileira ou para os rebolativos intérpretes estrangeiros que vivem rodeados de 100 dançarinos e nenhum músico. Para o mal de quem espera uma música que lhes toque a alma, e não os quadris.

domingo, 22 de setembro de 2019

Profissionais prestigiados se dão melhor na vida afetiva

Vamos amadurecer e reconhecer: o amor ainda não é desse mundo. O amor, para a maioria, virou uma palavra bonita que todos sentem prazer em pronunciar. Já o sentimento em si, ah, como está tão ausente...

Casais ainda se unem por interesses. Não só financeiros como sociais, já que solitários, mesmo quando voluntários, não costumam ser bem vistos. É preciso estar casado para agradar a uma sociedade que colocou na sua inerte cabecinha que "estar casado" é sinônimo de "ser valorizado", quando a lógica mostra que nem sempre isso é verdade.

E quanto mais prestígio social se tem, mas forte é a obrigação de estar sob um matrimônio. Há cobrança, mas há facilidades também, já que pessoas prestigiadas tem obstáculos à vida afetiva arrancados de seu caminho.

Os homens que são profissionais prestigiados que o digam. Profissionais liberais (advogados, engenheiros, médicos e similares), diretores de diversos tipos, empresários, executivos, etc., sempre se deram melhor socialmente e sobretudo, afetivamente. Classicamente são profissionais prestigiados que possuem o direito, para eles irrecusável, de escolherem as mulheres com quem vão se envolver. Normalmente pegam as melhores, as mais intelectualizadas, elegantes e, claro, lindas e de bom gosto. As outras ficam para o restos dos homens, menos prestigiados.

E sinceramente, nunca ouvi falar de profissional prestigiado que viva chorando rotineiramente porque não consegue conquistar uma mulher. Porque se ele é um profissional prestigiado ele CONSEGUE, SIM! Ao menos que a religião dele proíba de se casar ou que ele seja gay. Se bem que, no Brasil, há muitos gays enrustidos que acabam se casando com mulherões, só para agradar a sociedade, fazer o quê?

E graças a isso, observa-se duas coisas: profissionais prestigiados que não conseguem ficar sozinhos e profissionais comuns que tem que se contentar com as mulheres que aparecem.

Mas que tanta magia os profissionais prestigiados exercem nas mulheres? Se lembrarmos que vivemos numa humanidade atrasada, ainda bastante instintiva, perceberemos o fato de que as fêmeas ainda procuram um protetor/provedor. E ninguém melhor que um profissional prestigiado para exercer essa função.

A vida afetiva numa sociedade injusta, tem que ser igualmente injusta. Não importa se há homens apaixonados. Importa é que hajam homens dispostos a proteger e sustentar as suas mulheres, como nos velhos tempos de irracionalidade animal. Dispostos como os profissionais prestigiados, excelentes profissionais, seres humanos medíocres e maridos da pior qualidade.

Ainda temos que aprender muito. Até lá, continuaremos batendo cabeça por aí. Inclusive na vida afetiva.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O Brasil ainda não percebeu que já tem a sua música de mercado

Para a maioria das pessoas, não interessa o que se passa nos bastidores de criação das músicas que gosta. O que importa é acreditar na lendária hipótese de que todo criador de música é poeta e cria de acordo com "inspirações divinas", músicas que, por mais medíocres que sejam, possam permanecer pela eternidade. Nem que essa "eternidade" dure apenas poucos meses, já que estas pessoas não conseguem enxergar o futuro, mas apenas o presente.

Esse desinteresse pelos bastidores da música facilita a má compreensão do que é música de verdade e música comercial, que nas palavras do estudioso da comunicação Umberto Eco é conhecida como canção de consumo.

A música de verdade é espontânea e mão segue padrões nem modismos. Mesmo que um criador desse tipo de música ganhe dinheiro com a sua venda, isso é apenas uma consequência e ele não condiciona a sua obra a uma garantia de lucro. Ele cria e grava o que realmente pensa não o que os outros - supostamente - querem.

O cantor/compositor comercial, mercenário, é o contrário. Ganhar dinheiro fazendo música é o seu objetivo. Segue literalmente a orientação de produtores e empresários, observa as "tendências" da moda e abusa de recursos tecnológicos e visuais para seduzir público, criando factoides para se manter em evidência.

A música comercial, ou canção de consumo, ou ainda música de mercado, surgiu provavelmente nos anos 40 e já vem sendo questionada por estudiosos estrangeiros desde então. É integrante da chamada mass culture, uma espécie de "cultura" estereotipada, voltada para o consumo, criada pelas empresas de comunicação e entretenimento para criar produtos supostamente culturais que possam garantir a renda dos envolvidos.

O Brasil já tem a sua música de mercado

O brasileiro é um povo ingênuo, que gosta de ser enganado sem saber que está. Acha que o mercenarismo só existe na política e que no entretenimento, sobretudo no esporte e na música, só existem "santos", "poetas" e "artistas". Gente que supostamente ama o que faz e tem o dom para aquilo quando na verdade deveria estar ganhando dinheiro de outra maneira (que diabos os brasileiros acham que as personalidades "bem sucedidas" só sabem fazer aquilo?).

Mas desde muitos tempos, discretamente tem se construído uma música de mercado para o Brasil. Impressionante, mas os empresários há muito não perceberam que a ingenuidade típica do povo brasileiro poderia facilmente fazer surgir consumidores em potencial da música de mercado.

Desde os anos 70, mesmo havendo tentativas anteriores - enfraquecidas pela cultura de verdade dos anos 60 - a música brasileira tem sofrido um declínio lento, que se acelerou nos anos 90, com o fortalecimento do Capitalismo com a queda do Muro de Berlin e do desenvolvimento tecnológico.

O popularesco, herdeiro da chamada música brega, caracterizada por um monte de ídolos sem vocação que entenderam que a música seria um modo fácil de ganhar dinheiro e sair da miséria financeira onde se encontravam, se fortaleceu justamente nos anos 90, com autênticos cantores de chuveiro e de churrascaria que acabavam se consagrando pela mídia, adquirindo uma espécie de "armadura moral" que os impede de serem criticados, passando a ser confundidos como "gênios da música" por um público sem o hábito de discernir as informações que recebe.

E os empresários de gravadoras, televisões, rádios e também os patrocinadores perceberam que, com a redemocratização do Brasil, precisavam, além de impedir o surgimento de novos subversivos, aproveitar o medo que a população tem - até hoje - das autoridades, que estimula uma passividade sem igual, para impor a "nova cultura", usando cantores e compositores medíocres e totalmente submissos aos meios em que trabalham.

Com a consagração da música de mercado e o enfraquecimento da música de verdade, o Brasil já começa a assimilar algo que já existe há tempos nos EUA, que há mais de 60 anos não possui uma cultura de verdade que seja típica e é totalmente refém da mass culture, produzindo uma música que sirva os interesses financeiros de quem as patrocina, visando chegar a posições privilegiadas nas paradas de sucesso que, embora para muitos sirva de "atestado de qualidade musical", na verdade é o diagnóstico de vendagem e popularidade de uma determinada música ou ídolo.

Os brasileiros agora tem que estar cientes de que a cultura está morrendo e que vemos surgir cada vez mais produtos e cada vez menos artistas. E que estes produtos, tentam, sob o disfarce de "artistas", convencer que a cultura brasileira sob as rédeas desses produtos e de seus tutores (empresários e patrocinadores), garantindo uma durabilidade de meros modismos fracos, ensinando errado a população, tão carente de heróis e de poetas, adotando como tais qualquer mercenário que lhes satisfaça os instintos.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Homens se casam só para sacanear os nerds

Para os machistas, a vida de casado não combina com a mentalidade e o estilo de vida deles. Porque diacho os babacas continuam se casando com as melhores mulheres se no cotidiano eles costumam traí-las com outras mulheres e com futebol, deixando-as em uma prateleira pegando poeira, feito troféus?

Para quê esses picaretas precisam de troféu? Eles fizeram alguma atitude honrosa? Pelo que sei gritar feito trogloditas pré-históricos durante jogos de futebol nada traz de honra para esses imbecis. Então porque se casam?

Simples: para sacanear a nós, os nerds. Porque os infelizes vão justamente naquelas mulheres que desejamos, que nos apaixonamos e que inspira romantismo e fidelidade. Os pilantras se casam justamente com mulheres que não combinam com o jeito truculento deles. Ah, mas aí vão dizer que as mulheres de trogloditas tem que ser meigas e femininas para criar um equilíbrio. Equilíbrio? O que resulta disso é briga, discussão e divórcio!

Tola é a mulher que escolhe um machista para se casar. Mas geralmente elas fazem isso por interesse, baseadas no decadente critério do protetor/provedor. Crêem que quanto mais rude ou rico for o homem, melhor marido será, tese que foi reprovada durante séculos, mas ainda serve de critério para a escolha de namorados/noivos/maridos.

E isso acontece não são só com os trogloditas tradicionais. Homens em cargos de liderança (empresários, executivos, diretores de tudo quanto é tipo e profissionais de status) também não deixam de ser "trogloditas polidos" pois a sua sisudez é na verdade uma forma macia de truculência. Mas dá no mesmo. Se não traem as esposas com futebol e gandaia, traem com "importantes" reuniões de negócio. para eles salvar a empresa é mais importante que salvar o casamento. Pior, mais importante que salvar a própria vida.

Portanto, eu peço para a maioria dos homens: NÃO CASEM! Trepem, transem, comam, pratiquem o coito, façam sexo, fodam-se, mas não casem. Não transformem as mulheres em suas propriedades privadas. Deixem-as para quem realmente as quer e tem condições de manter um relacionamento fiel, duradouro, romântico e respeitoso.

Porque quem não respeita a si mesmo, não respeita as mulheres. E merece ficar encalhado. Ao menos que prefira cheirar sovaco de outros machos, seja no futebol, seja nas reuniões de negócio.

sábado, 14 de setembro de 2019

Brega is not brega

No meu tempo de jovem, ser brega era ridicularizado. E com justiça, já que a "cultura" brega é tradicionalmente tosca, mercenária e burra. Merece mesmo ser tachada de ridícula.

Mas como é um tipo de "cultura" que estimula a estagnação intelectual, a mídia achou que tinha que criar um modo de fazer com que ela tivesse aceitação pela juventude e pelas elites. A solução: o "banho de loja" no visual e nos arranjos.

Colocam-se roupas modernas, consideradas elegantes, da moda em um jeca e constrói toda uma imagem de modernidade ao seu redor, incluindo cenários, posturas, gírias e até tatuagens. 

E não é somente no visual: melhora a articulação verbal, eliminando caipirismos e estimulando a boa pronúncia de palavras. Capricha-se na produção de músicas, com arranjos mais sofisticados (mesmo que toda a breguice esteja intacta, se disfarça com arranjos caprichados), vozes mais afinadas e tudo que para os leigos, possa soar como "melhoria".

Mas o que é realente importante: manter a essência brega, com letras e danças ridículas, defesa de valores decadentes e o apetite de ganhar dinheiro e ostentar riqueza, enganando plateias que iludidas com a origem supostamente miserável de seus ídolos, acreditam serem os mesmos o símbolo máximo da humildade, embora a prática vista nos ignorados bastidores mostre o contrário.

E é o entretenimento puro usando o nome de "arte" e "cultura" para destruir as mesmas através de ídolos fajutos do axé, "sertanejo", "funk", "pagode" brega e similares, "artistas" postiços de proveta que contribuem muito para que a nossa cultura nunca evolua, fazendo com oque ocorra o mesmo com toda a sociedade iludida com estas verdadeiras próteses musicais, disfarçadas de grandes gênios, graças às roupas de grife e os penteadinhos da moda.

sábado, 7 de setembro de 2019

O Patriotismo Teórico

Para os conservadores, o Brasil são dois países: O real, que eles ignoram, que tem o povo, seus problemas e injustiças e também as riquezas que não podem ser cedidas a outrem. E outro, o dos símbolos cívicos e do futebol, cujos únicos problemas são de ordem moral e que devem ser resolvidos com a adesão maciça à religiões consideradas cristãs.

O patriotismo defendido pelos conservadores é puramente teórico. É um patriotismo de fachada, limitado a cultuar símbolos, cantar o hino e achar que a vitória de um time de futebol (a "seleção" nunca passou de um mero time de futebol) vai trazer dignidade aos brasileiros.

Os patriotas teóricos não estão nem aí com soberania. Exigem que todos cantem o hino e declarem seu amor à bandeira, mas não se incomodam em ver a Petrobrás e Eletrobrás falindo e a Floresta Amazônica sendo entregue a estrangeiros. 

Aliás, os conservadores nem se importam se a nossa soberania está sendo violada, permitindo a invasão, mesmo secreta de estrangeiros a vigiar o que estamos fazendo para servir de motivo para usurpação e saques. Ignorar a soberania nacional é permitir que piratas modernos, fantasiados de "responsáveis investidores" entrem aqui para pegar o que quiserem e lavar para as suas nações-natais.

Mas aí nós perguntamos: de que adianta cantar o hino e cultuar a bandeira? Em quê isso irá trazer a nossa soberania de volta? Em quê isso acabará com as injustiças e problemas do país? Como as vidas dos brasileiros vão melhorar pelo simples fato de se enrolar em um pedaço de pano com as cores da bandeira?

Não estou aqui criticando os símbolos cívicos. Se todos os países têm os seus, o Brasil também deveria. Mas eles não foram feitos para serem cultuados o tempo todo. A vida exige ação e há muito o que fazer além de ficar parados diante da bandeira cantando uma música, mesmo que seja o hino. 

É fato comprovado em inúmeras oportunidades de que cultuar símbolos cívicos nunca ajudou a melhorar o país. E o fato dos conservadores desprezarem a soberania nacional, achando que amar a pátria é simplesmente amar os símbolos e ignorar os danos que gringos invasores fazem ao país é algo extremamente reprovável e mostra que os conservadores não são patriotas coisa nenhuma.

Pois o patriotismo exige prática, exige agir para proteger o país e dar qualidade de vida ao povo. Patriotas distribuem renda, lutam pelo fim das desigualdades, pelo fim dos preconceitos e enxerga o futuro, sem a histeria de sonhar com uma volta ao passado, verdadeira meta dos conservadores.

O verdadeiro patriota luta pela soberania nacional e pelo bem estar do maior número de brasileiros. Não foge para o exterior quando as coisas vão mal em nosso país. Fica e luta por direitos dos habitantes, por soberania nacional e pela proteção de nossas riquezas e das empresas que fazem o país progredir.

Se os conservadores acham que cantar hinos antes de um dia de trabalho/estudo é sinônimo de defender a soberania nacional, os conservadores estão errados. Enquanto cantamos o hino diante de uma bandeira sendo sacudida pelo vento, os corsários de terno e gravata entram livremente para saquear os nosso bens. 

Quando a entoação do hino acabar, será tarde demais: deixaremos de ser um país, para sermos um mero território, um mero almoxarifado de reservas para os gringos usurpadores. É isso que os conservadores querem?

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sim, Bolsonaro é um mito

OBS: Este texto escrito antes desta abominação tomar posse mostra que pelo menos os progressistas já conheciam este responsável pela destruição do país. Não entendemos porque todos ainda ficam esperando para tirar este monstro do poder. Ele já deveria ter saído após o primeiro escândalo. Não dá mais para aguentar. FORA BOLSONARO!

Sim, Bolsonaro é um mito

Thomas de Toledo - Extraído do blog Esquerda Caviar

Sim, Bolsonaro é um mito. Ele é um mito do ódio a tudo o que significa civilização. Um mito dos sentimentos mais sombrios, violentos e ignorantes que foram represados pelo avanço dos valores iluministas e do Estado democrático de direito.

Bolsonaro é um mito para o empresário sonegador e explorador que sonha voltar a comprar escravos por arroba, mas que tem que se submeter à CLT e à Receita Federal.

Bolsonaro é um mito pro latifundiário que quer tomar terras de índios, grilar áreas públicas da União, usar agrotóxicos indiscriminadamente e empregar mão de obra escrava, mas que tem que se limitar pela legislação ambiental, social e trabalhista.

Bolsonaro é um mito para o homem que odeia a mulher e a subjuga pela violência, mas que agora tem que se conter pela Lei Maria da Penha.

Bolsonaro é um mito para as viúvas da ditadura que têm saudade de torturar, estuprar e matar aqueles que odiavam, mas que não podem mais fazer por causa dos tais direitos humanos.

Bolsonaro é um mito para aquele nazista que guarda relíquias da Alemanha de Hitler e faz musculação para agredir quem odeia, mas que é bloqueado por um tal código penal.

Bolsonaro é um mito para aquele pastor evangélico fundamentalista que pretende expandir seus negócios, mas que sempre encontra barreiras no fisco.

Bolsonaro é mito para aquele brasileiro com complexo de vira-latas que bate continência aos Estados Unidos, mas que estava indignado em ver o Brasil virar a 6a economia do mundo na Era Lula.

Sim, Bolsonaro é um mito para todo aquele que deseja expressar livremente seu ódio a comunistas, mulheres, negros, gays, muçulmanos, religiosos afro-brasileiros e imigrantes, mas que sempre são contidos em seus impulsos bestiais pelos valores e legislações do mundo civilizado.

Bolsonaro é, portanto, um mito que emerge das entranhas do intestino grosso daqueles que desejam odiar mas são proibidos. Dos que querem explorar, sonegar, grilar e roubar e dos que almejam ter armas para matar, mas não podem.

Bolsonaro é um mito da sombra de tudo aquilo que o Brasil não quis olhar, que foi empurrando para debaixo do tapete, mas que agora encontrou um porta-voz. Ele expressa a ignorância, o anti-intelectualismo e o que de pior o senso comum é capaz de produzir. Assim, seduz incautos e inconsequentes que classificam-se como "cidadãos de bem".

O Brasil está doente e Bolsonaro é apenas um sintoma visível. Mesmo que não seja eleito, os fantasmas que o "mito" ressuscitou, necessitarão de um bom tempo para serem exorcizados. Ele tem o papel de didaticamente mostrar aquilo que precisa ser curado, extirpado e banido. Quando este mito e tudo o que ele representa for derrotado, o Brasil estará curado. No seu lugar, um mito que representa a solidariedade, a paz e a harmonia deve ser instalado.

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