sábado, 31 de outubro de 2009

Não é sertanejo mesmo. E é ruim pacas

Se não bastasse o tipo de som tipicamente breganejo-universotário das patricinhas Ana Elisa & Mariana, as duas ainda querem brincar de ser militantes tecnológicas, algo que nada, mas nada tem a ver com as raízes do campo. Mesmos as fazendas que possuem máquinas de tecnologia avançada estão mais para country-music do que para a autêntica moda-de-viola.

As dicas citadas neste cyber-panfleto são até corretas, mas se elas estão querendo ser a "voz do sertão" utilizaram a tática errada. Ouvi a música e é uma merda pura. Ruim de engolir. Medonho. Nem a beleza das duas consegue salvar a colossal ruindade. Lembra aqueles "cantores" de jingles do Silvio Santos (que já eram ruins de matar), só que cantando forró-brega. Direto para o lixo!!!

Sinceramente, essas patricinhas, bonitinhas, mas ordinárias estão querendo confundir as coisas. O que elas estão pensando em se associar com a tecnologia? Acham que associar com o mundo cibernético vai conseguir disfarçar a tosqueira? Porque não investiram em tecnologia para melhorar seu som? Até a mixagem é horrenda!

Não é sertão, não é universitário. Só brega mesmo. Cyber-brega, mas brega.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

This is Nothing: filme mostra que Jackson era Dance-Music

Só uma campanha intensa de massa para fazer uma multidão ir assistir um documentário. Ainda mais um documentário sobre um ensaio para uns concertos. Não há nada mais desinteressante que isso.

Michael Jackson, conhecido pelos tabloides de fofocas como Wacko Jacko, é endeusado pela mídia brasileira que não sabe diferir o que é arte do que é entretenimento. Jackson não fazia arte, mas ele era realmente o mestre do entretenimento. Eles acham que o fato de Thriller ter vendido zilhões tenha sido importante para a cultura mundial. Thriller pode até ter sido um bom álbum (e o melhor de Jackson, sem dúvida), mas o mérito é muito mais do produtor Quincy Jones (padrinho americano de New Order e de Ivan Lins) do que do astro. Uma prova é que quando Wacko Jacko se separou de Jones, a qualidade de seu trabalho caiu.

Mas com o Goebbels (patrono não-assumido da publicidade brasileira) dizia, "mentira multiplicada vira verdade", a mídia se encarregou de transformar o ídolo em deus. E aí a histeria coletiva, totalmente cega, descarta toda a verdadeira arte e põe Jackson acima até de muitos que são muito mais talentosos que ele. Claro, o povo, incauto e inculto, mede o talento pela quantidade de aparições na mídia.

Daí a histeria em torno desse documentário, que não mostra nada demais. É só um ensaio de um ídolo que colocou a dança e os clips para "temperar" sua música inócua. Se os brasileiros entendessem inglês e lessem as letras de Jackson, claramente saberiam que de gênio ele não tinha nada. Era apenas um cantor mediano fazendo seu trabalho com competência, dentro dos limites da música de mercado. Nada mais.

Mas o documentário pode servir para corrigir um grave erro: de que Jackson era "roqueiro". Só quem não entende de música classifica o ídolo como tal. Jackson era tão roqueiro quanto Paulinho da Viola e o maestro André Rieu. O tipo de som que ele cantava era totalmente diferente e dava prioridade à dança. Ele era a verdadeira dance-music. Os incautos costumam chamar de dance-music apenas aqueles intérpretes "sem-rosto" que trabalham para DJs-produtores. Mas quando o intérprete "ganha rosto" automaticamente vira "roqueiro" sem mexer uma palha do som que interpreta. Coisa de quem "ouve" a música com os olhos. Mas o excesso de dançarinos e de passos de dança no documentário, podem ajudar a corrigir o erro.

Vamos ler sobre música e parar de ser submissos a mídia obesa, que endeusa ídolos medianos em detrimento aos gênios de verdade (esses esquecidos pela mídia e público por serem considerados "chatos"). Jackson foi competente, mas dentro do que ele sabia fazer. Não vamos inventar qualidades para Jackson. E deixem ele (e nós, não-fãs, também) descansar em paz.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

G1 erra gênero musical de festival de moda



Ao anunciar a edição brasileira do festival de moda Fashion Rocks, o portal G1, das Organizações Globo, se refere a parte musical do evento como "festival de rock". Como, se na versão brasileira do evento não haverá nenhum roqueiro? Só nomes da black-music, do hip-hop e até a filha do breganejo Zezé di Camargo, que atende apenas pelo prosaico nome de Wanessa.

Tudo bem que em edições estrangeiras, vários roqueiros se apresentaram no evento. Mas o evento nada tem a ver com rock. O título do festival significa "A moda sacode", já que "rock" também significa "sacudir", "balançar" e também significa "rocha". É acima de tudo um evento de moda onde modelos desfilam com cantores e banda se apresentando ao vivo. Nem sei porque não incluiram algum sambista no evento.

É mais uma versão brasileira de um evento estrangeiro, já que o Brasil já desperta o interesse dos estrangeiros em setores ligados ao entretenimento. Enquanto isso, em setores sérios como educação, saúde, segurança, o país vive no mais tradicional abandono.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Brasil: potência do entretenimento


As desigualdades continuam, a educação, a saúde e principalmente a segurança vão mal das pernas, muita gente passando fome, o povo cada vez mais incauto e inculto, a corrupção política que nunca se acaba, enfim, o Brasil está bem longe de ter um cotidiano típico de um país bem desenvolvido.

Mesmo assim, todos sabem que o povo brasileiro é famosos por ser alegre e divertido, mesmo sofrendo (masoquismo?). E isso acabou por fazer com que atraisse olhares estrangeiros no setor de entretenimento.

Eventos tradicionais nos EUA vão ter a sua versão brasileira brevemente: O evento de moda Fashion Rocks e o festival "alternativo" Loolapalooza. Já temos filiais brasileiras da Google, do Yahoo, de gravadoras, produtoras, etc.. Desenhistas brasileiros trabalham na DC Comics, na Marvel. Os maiores artistas internacionais já se apresentaram aqui e continuarão a se apresentar. Nosso carnaval é famoso e para completar, teremos copa em 2014 e olimpíada em 2016. Dá a impressão de que tudo está bem, certo?

Errado. O povo brasileiro também é conhecido la fora (e não aqui) como um povo submisso e acomodado, que faz tudo o que mídia e autoridades mandam. E isso faz com que venham empresas estrangeiras para cá, oferecendo baixos salários e carga horária de trabalho alta (considero 8 horas por dia uma humilhação, mas é assunto para outro texto).

E enfim, nos setores considerados sérios da vida cotidiana, o nosso país continua sofrendo, esperando alguma atitude de autoridades e do próprio povo, que deve estar ilusoriamente feliz com as bugigangas e a sujeira (despejaram lixo, literalmente, no Brasil, lembram?) que os gringos irão jogar para a gente.

"Mas nos deram espelhos/ vivemos num mundo doente (...)"*

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* "Índios" - Legião Urbana. Composta por Renato Russo (1960-1996) e gravada no álbum Dois, em 1986, pela EMI-Odeon. A letra é uma metáfora sobre um povo que é enganado por quem vem de fora. As aspas são obrigatórias no título.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Orkut mostra que é perigoso entregar o poder a um ignorante


O Orkut está virando um celeiro de desentendimentos entre membros e moderadores. Os donos e administradores das comunidades bem populares estão abusando de seus poderes e fazendo o que querem nas comunidades.

Pseudo-profissionalismo (muitos moderadores querem dar uma cara "profissional" a suas comunidades, para isso impondo regras rígidas), misturado com atividades inúteis (como os joguinhos, por exemplo) são o que costumam ser propostos pelos moderadores dessas comunidades. Os moderadores são, na verdade, pessoas comuns e sem qualidades marcantes e muitos com pouco senso de responsabilidade, isso quando não está ausente. Esse poder dá a eles a sensação de que eles são "gênios" de que sabem tudo e podem fazer o que quiser, já que se sentem intocáveis e inatingíveis.

Os mecanismos do Orkut garantem ainda mais o poder a esses moderadores e não adianta nada reclamar com a administração do site de relacionamentos. Eles entendem que é mais democrático manter essas pequenas ditaduras do que limitar o poder dos moderadores, o que poderia evitar os abusos. Já tinha falado sobre esse assunto aqui.

Quando algum membro com senso crítico desenvolvido reclama com a moderação, ou o conselho dele não é seguido ou até ridicularizado, causando muitas vezes a expulsão deste membro. Muitos posts são deletados sem dó. Moderadores argumentam que só podem tomar uma iniciativa de melhoria se a maioria dos membros concordar. O que acontece é que essa maioria é composta por gente acomodada, gente que concorda com a moderação e ainda gente que nem participa da comunidade, estando nela apenas como referencial no perfil.

Com todas esses problemas apresentados torna-se difícil tomar uma atitude contra esses abusos. Até as opções do item "denunciar" não incluem nada que se possa referir a abusos de autoridade. Até referência a"direitos autorais" tem (para os capitalistas, infringir a lei de propriedade é bem pior que infringir direitos humanos: para a lei capitalista, baixar uma música é pior que fender ou até matar uma pessoa).

Infelizmente a única atitude é um membro insatisfeito sair de uma comunidade e criar outra. Se bem que a maioria dos acomodados e simpatizantes não irão largar a comunidade para se mudarem para outra "menos popular".

Fica a lição de que a democracia se torna uma utopia quando não acabamos com o egoísmo e o orgulho de nossos corações, já que estes dois defeitos juntos formam a matéria-prima da tirania e da ditadura. Que os moderadores reconheçam que não são perfeitos e passem a ouvir membros mais esclarecidos que eles. Como eu falei no tópico anterior, é preciso ouvir os mais esclarecidos , não os mais poderosos.

Um ignorante no poder sempre é ruim para a maioria das pessoas. A História já comprovou isso várias vezes.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

dete

dele

Olimpíada no Rio de Janeiro: Modalidades

Já que a Olim Piada acabou sendo mesmo no Rio, me lembrei que existem algumas modalidades "esportivas" que já estão prontinhas e que não precisam nem de infra-estrutura para serem praticadas. Está tudo pronto!

São modalidades que até mesmo o cidadão brasileiro comum já está preparado, pois ele já treina todos os dias com bravura e dedicação.

Vamos às novas modalidades:

- NATAÇÃO NO ESGOTO: Com a quantidade de valas de esgotos que temos em nossa cidade, e observando que boa parte dessas valas desemboca nas praias, é um esporte que pode ser praticado desde já e que não vai custar nadinha para a dupla dinâmica dos governos municipal e estadual.
- FUGA DE BALA PERDIDA: Conhecem aquele jogo de tiro ao álvo muito existentes em parques de diversões? Poisé. Imaginem no lugar dos patinhos e comecem a brincadeira, já que balas perdidas é o que mais há na Cidade Dispendiosa.
- CARREGAMENTO DE SACOLAS DE SUPERMERCADO: O povo sabe: é difícil carregar um monte de sacos para levar a comida para a casa. Já é difícil pagar e empacotar, imagine carregar. Ainda mais que muitos voltam para casa a pé ou em ônibus lotados.
- FULL FIGHTING BOXING: Ou simplesmente, porrada. Quem estava no meio do tumulto da Supervia ocorrido ontem sabe que "esporte" é esse. E salve-se quem puder!
- CAÇA AO MOSQUITO: Como o mosquito da dengue já virou cidadão carioca, vai ser fácil caçá-lo. Todo mundo com sua redinha!
- IDENTIFICAÇÃO DE ÔNIBUS: Além da pintura padronizada que deixou todos os ônibus de 50 empresas iguais, Paes mudou números, destinos, trajetos, pontos, empresas e agora pegar o ônibus certo ficou tão difícil quanto conquistar a medalha de ouro.
- A MARATONA STA CRUZ/CENTRO: Não é qualquer um que pode gastar as caríssimas passagens das linhas que ligam o bairro de Santa Cruz ao centro do Rio.
- ALPINISMO NOS MORROS CARIOCAS: Só tem que tomar cuidado com os tiroteios.
- "FUNK" CARIOCA: Poderia haver uma competição para quem aguenta mais tempo aquela merda que insistem em chamar de "cultura".

Foram as minhas sugestões. Quem tiver outras, é só escrever nos comentários. E uma boa Olim Piada para todos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Problema no sistema de trens é uma das provas de que o Rio não está preparado para as Olim Piadas

Só que costuma usar o serviço de trens suburbanos na região metropolitana do Rio sabe como é muito falho esse serviço, com péssima qualidade em todos os aspectos. Mas a dupla breganeja Serginho Cabral & Dudu se esqueceu desse e mais outros detalhes na hora de vender o peixe na hora de oferecer o Rio de Janeiro para sediar as tais olimpíadas de 2016.

Quem deveria ter vencido a "licitação" para a realização das olimpíadas deveria ser Madrid, pois toda a estrutura já estava pronta e não precisaria muito nem de obras e de gastos. Até o povo de lá seria poupado, pois pouca verba pública seria investida nas taís olimpíadas.

Mas não. Preferiram o Rio. Então tá. Mas assumam todos os gastos e erros que acontecerem. E um aviso importantíssimo: não deixem de investir dinheiro nas coisas realmente sérias que existem na cidade, como educação, saúde, infra-estrutura, segurança, etc., mesmo naquelas coisas cotidianas que não têm nenhuma relação com os jogos olímpicos.

Não devemos esquecer que nunca podemos usar a olimpíada como argumento para "não temos dinheiro para isso, para aquilo", pois se quiseram tanto que as olimpíadas fossem aqui é porque tem dinheiro. Ah, e ainda teremos copa dois anos antes. E haja dinheiro.

Portanto, senhoras autoridades: pela insistência de vocês, dá para ver que o dinheiro existe. Basta saber aplicar.

Mas quero que todos, autoridades ou não, assistam essa reportagem e procurem reportagens falando de outros problemas e vamos realmente saber se realmente temos razão em priorizar a realização de duas gigantescas festas ao invés de "arrumar a casa". Lembrando que toda festa termina com muita sujeira e bagunça.

domingo, 4 de outubro de 2009

A Gigantinha diz que "dá educação musical" ao filho



Não adianta encher o prato do menino com comidas nutritivas se ele vai comer cocô junto. Cocô (eu falei "cocô", não "côco") musical que a mãe sabe preparar muito bem.

Claudinha, minha filha, aprenda a separar o joio do trigo. Esse negócio de dizer que até música ruim é boa é uma incoerência sem tamanho.

Ou você vai continuar achando que Sinatra é igual ao boçal Bell Marques. Ou que New Order é tão bom que os trogloditas do Psirico. Ainda bem que Beethoven era surdo. Ele detestaria ouvir suas musiquetinhas de gente bocó.

Antes de ensinar errado ao menino, vá você mesma aprender o que é música e parar com a palhaçada fast-food que você empurra goela abaixo dos seus fãs.

sábado, 3 de outubro de 2009

Gigantona agora tem amiguinho para brincar



A mais arrogante e retardada "cantora" do país agora tem companhia para suas palhaçadas.

Mas uma coisa me intriga...

Será que não tinha outro nome para dar para o rebento? Saulete ou Ivaulo, por exemplo?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Comitê de Madrid diz que campanha brasileira é sentimentalista e marqueteira

O comitê de Madrid acusa os defensores da Rio 2016 de serem marqueteiros e sentimentais.

Ué, e não são? Os espanhóis estão certíssimos, pois há um quê de imposição ideológica nessa campanha. O engraçado é que os outros paises não querem sediar a Olim Piada, por terem cada país uma população esclarecida e que se preocupa com o que é realmente importante. Certamente há muitas prioridades acima de uma Olim Piada. Acho melhor mesmo é organizar o tal evento em Copenhagen. Já estão por lá mesmo.

Agora, se o Rio ganhar, como a maioria do povo idiota quer, como as autoridades vão tirar dinheiro para investir nessa pataquada toda?

Estou vendo que escolas, hospitais, polícia, obras e serviços públicos vão ficar sem dinheiro até 2016...

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