sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Quem não contesta, o mal o favorece

Nos dias de hoje, onde o discernimento é pouco ou nada usado e onde a confiança cega nas instituições ou em pessoas de prestígio substituiu o bom senso, ser contestador é um objeto de discriminação. Quem contesta acaba tendo fama de chato, de esquisito, de antipático e até de mal. O que piora se o alvo da contestação for uma ideia estabelecida, defendida por grande maioria ou alguma instituição ou pessoa de "respeito" (mesmo que esse respeito não seja merecido, devido as atitudes irresponsáveis do "respeitado").

Se esquecem todos que são sempre os contestadores que geram as grandes mudanças sociais. Se contestar fosse errado, estaríamos na pré-história até hoje. Se não estamos, é porque sempre apareceu alguém em cada e´poca para dizer que o sistema estava errado.

Cícero, cuja foto e a frase no título ilustram essa postagem, havia dito que o mal favorece a quem não contesta. Verdade. No Brasil de hoje, onde a contestação é quase nula, só vemos as coisas piorarem. Melhorias, só na aparência, para enganar os incautos.

Tradicionalmente, o brasileiro não é um povo contestador. Nunca participamos de uma guerra de verdade, protestos somente em clima de carnaval e com motivações que não causem mudanças radicais. Aliás, mudanças radicais nem pensar. Toda a vez que fazem pesquisas sobre isso, as mudanças radicais - muitas vezes necessárias ao país - sempre perdem. Como bom povo acomodado e não-contestador, deixar tudo como está é confortável.

Para piorar, as religiões dão uma gigantesca contribuição ao comodismo de nossa população estipulando que a fé é melhor que a razão. os brasileiros, de religiosidade alta, resolveram também usar a fé em assuntos não-religiosos. Acreditar não exige esforço e não muda nada. 

E por tudo isso, o brasileiro criou uma aversão doentia pela contestação, pelas ideias intelectualizadas e por tudo que possa mudar as estruturas podres que insistem em manter tudo errado na nossa sociedade.

Contestação permitida só a da baixaria, como se pensassem que o grotesco pudesse melhorar as coisas e na verdade acaba não melhorando, se tornando por isso mesmo, a única forma de "contestação" permitida pela sociedade.

Eu sou contestador. Eu não aplaudo erros. Se algo está errado, eu digo mesmo. Pode ser que eu não mude nada agora, pois não tenho o nível de prestígio necessário para formar opiniões alheias. Mas sei que um dia, mesmo distante, se lembrarão do que estou dizendo agora. 

Somente os contestadores tem a capacidade de fazer as coisas avançarem. E quem não contesta, fica na pior. Não é, Cícero?

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Jovem ator de Two and a Half Man dá uma aula do que significa "fé cega"

O ator Angus T Jones, que desde criança interpreta Jake, o filho de um dos protagonistas do seriado humorístico Two and a Half Man, criou uma polêmica danada nesta semana.

O jovem ator resolveu seguir a uma religião - provavelmente protestante - não mencionada e postou uma mensagem claramente fanática, com aquele papo sem pé nem cabeça tão comum aos fanáticos religiosos. Uma palhinha da "mensagem" de Jones:

"Se eu não estou fazendo o trabalho de Jesus, Deus pode me levar agora, já posso morrer. Não quero contribuir para o plano dos inimigos. Eu até poderia pensar, 'posso ser um cristão e trabalhar na série', mas, não. Não posso. Você não pode ser um bom cristão estando em um programa de televisão como esses. Eu sei que não posso" 

Jones acredita que ouviu uma conversa de um amigo que, segundo o ator, estava "incorporado" por Deus (o das religiões, não o Criador). Jones andou fazendo pela internet várias campanhas contra o seriado em que atua, acreditando não estar adequada a fé profanada pelo ator. Ué, cuspindo no prato que comeu? Enriqueceu por causa do seriado e agora quer endemoniá-lo? Coisa típica de fanático religioso. Além do mais, o seriado nada tem demais, levando em conta a nossa sociedade prioritariamente lúdica dos dias de hoje, sem responsabilidade e sem valores, sobretudo intelectuais.

Sinto tristeza em ver que a religiosidade cresce entre os jovens. Apesar de frequentemente associadas a bons valores e consideradas reguladoras exclusivas da moral humana, as religiões são na verdade um mal que atrofia o raciocínio, pregando a fé como substituta da razão, além de estimular a crença em lendas (ficção) e personagens fictícios como se fossem verdades e fatos reais.

A religião tem sido um mal terrível, já que em nome de interesses particulares de líderes (mas usando o nome de Deus, responsabilizando o Criador, que nada tem a ver com isso), muita gente deixa de raciocinar e passa a acreditar no que dizem, algo que já acontece em vários assuntos não-religiosos, já que virou moda acreditar em coisas ditas por pessoas prestigiadas, sem verificar se o que ela diz está correto ou não. No Brasil, quase todos, passaram a acreditar mais e raciocinar menos. É mais cômodo.

Triste saber que ainda estamos presos na Idade Média. E que estamos muito longe de sairmos dela.

domingo, 25 de novembro de 2012

O que a Regina Casé precisa saber sobre Educação

Durante a posse do ministro Joaquim Barbosa, a apresentadora e atriz Regina Casé, um dos nomes responsáveis pela divulgação de tendências musicais que estão arruinando com a cultura brasileira, deu uma declaração a respeito da Educação. Não me lembro a frase exata, mas ela demonstrou desejo pela melhoria na educação da população brasileira.

Uma coisa que esta distinta senhora deveria saber: se fosse ela, não desejava isso. Desejaria que tudo ficasse como está. Ela não sabe que com a melhoria da educação, tudo aquilo que ela e seus semelhantes - vários "intelectuais" pagos por projetos patrocinados por empresas americanas, principalmente Hermano Viana, antropólogo que é o maior entusiasta da destruição cultural de nosso país - defendem, cairão em completa impopularidade. Casé á ardente defensora do popularesco e da estagnação cultural do povo pobre. Estagnação que é infelizmente - e erradamente - vendida como "avanço".

O popularesco (também chamada de "cultura" do povão, integrante da mass culture, conhecida lá fora como uma forma mercenária de difusão "cultural"), depende que a população esteja em completa ignorância para que seja bem sucedido. Todas as tendências ("funk", axé, pagode, "sertanejo", brega e similares), sem exceção, exploram bem a burrice da população e quando são associadas a intelectualidade, isso não passa de um forçamento de barra, como uma prótese mal colocada.

Melhorar o sistema educacional de nosso país não é só pagar professores e construir escolas. É mudar o sistema educacional como um todo, subestimando carga horária e colocando um currículo que esteja de acordo com a realidade do aluno, estimulando o discernimento e o senso crítico, não aceitando facilmente o que lhe empurram goela abaixo.

Mas isso nunca é feito, pois é de interesse das autoridades e da elite que as patrocina que tudo fique como está, que os problemas sejam mantidos, resolvidos apenas superficialmente, através de paliativos e que reforce a absurda tese de que a burrice (sem usar essa palavra) é a nova forma de inteligência. Povo burro é povo submisso e as autoridades fazem o que fazem graças a isso. Educação ruim é o objetivo de toda autoridade.

Mas tem que se enganar o pobre para que pense que ele se "evoluiu. O povo pobre hoje, "manda" na sociedade. Graças a essa população que apesar de ter ganho acesso ao consumismo (que não é sinônimo de qualidade de vida), está ainda mais burra a cada geração, passou a ser bajulada pela elite, como nova forma de imobilização, mas mantendo-os na sua tradicional ignorância, ensinando valores distorcidos para uma sociedade já sem valores, que por piedade, assimila o que os pobres - chamados de "nova classe média", dizem, fazem e pensam.

Graças a essa ignorância, que já começa a contaminar as classes de melhor poder econômico, é que o popularesco segue fortalecido, com ídolos mercenários, músicas de qualidade inferior e a construção de uma "cultura" postiça que serve como uma verdadeira mordaça social, já que falar besteira é muito melhor do que dizer coisas que possam mudar as estruturas de poder. Não, o povo não está no poder. Pensa que está - para a elite é bom que seja assim - mas não percebe que tudo continua na mesma há mais de 100 anos.

Dona Regina, continue fazendo seu programinha e defendendo seu gosto musical. Mas pare de lutar por uma educação melhor. Se a Educação melhorar de fato, você será uma das primeiras pessoas a se arrepender de ter desejado isto.

sábado, 24 de novembro de 2012

Site que analisa letras de música sonha revolucionar a navegação na web

OBS: O texto em si comenta ele mesmo. Tem gente que gasta tempo e ganha dinheiro fazendo isso aí. Fazer o quê, né?

Pelo menos serve para confirmar que o rap e o hip hop atuais não passam de puro lixo escrito por trogloditas analfabetos ianques.

Criado por três amigos, o Rap Genius atrai mais de 2 milhões de visitantes todo mês

GUILHERME PAVARIN - Revista Época

Aos 26 anos, o iraniano Mahbod Moghadam detestava seu emprego. Formado em Direito pela Universidade Yale, nos Estados Unidos, considerava torturantes as horas passadas dentro de um escritório de advocacia, no centro de Nova York. Quando foi demitido, em agosto de 2009, não reclamou. Passou a gastar as tardes do jeito que gostava – jogando conversa fora e ouvindo hip-hop. Com o tempo, seus dois grandes amigos de faculdade, Tom Lehman e Ilan Zechory, ambos com 25 anos, começaram a ficar preocupados. Moghadam estava obcecado. Seu único assunto era rap. De iPod na mão, ansioso, ele explicava cada verso com detalhes. Por horas. Lehman, um programador habilidoso, teve então uma ideia: criar um site terapêutico para o amigo. Nele, Moghadam colocaria suas letras prediletas e comentaria os trechos que quisesse. O nome seria uma referência ao rapper Notorious B.I.G., um de seus favoritos: Rap Genius.

Para a surpresa de Moghadam, o site ficou ótimo. Após alguns ajustes, o trio começou a convidar colegas a visitar e participar dele. O modo de operação era típico da interatividade da internet. Primeiro, um usuário inseria uma letra de canção e analisava alguns versos. Depois surgia outro para comentar trechos diferentes. A seguir, novos visitantes esclareciam gírias, contextualizavam canções e subiam mais músicas. Crescia, assim, uma espécie de Wikipédia do rap. Qualquer um que entrasse ali poderia, ao mesmo tempo, ouvir a música, compreender a letra e ampliar o conhecimento sobre o tema. Até mesmo rappers consagrados, como os americanos Nas e 50 Cent, viraram frequentadores. Hoje, são mais de 2 milhões de visitantes todo mês.

No capítulo mais recente da história de êxito de Moghadam e seus amigos, em 3 de outubro o site recebeu um investimento de US$ 15 milhões. A quantia veio do fundo de capital de risco Horowitz Andreessen, que leva o sobrenome de dois dos principais empresários do Vale do Silício: Ben Horowitz, ex-dono da Opsware, companhia de software vendida à Hewlett-Packard por US$ 1,6 bilhão em 2007; e Marc Andreessen, o criador do Mosaic, o primeiro navegador de internet. No comunicado que anunciou o negócio, Andreessen explicou que o Rap Genius deverá se tornar um dos maiores sites do mundo num futuro próximo. O trunfo dos jovens criadores, disse ele, foi permitir o debate colaborativo no mesmo espaço do entretenimento. Algo similar ao que ele mesmo tentou fazer, sem sucesso, em 1993, ao lado do desenvolvedor Eric Bina. “Nossa ideia era que cada página da web pudesse ser uma plataforma de debates sobre seu próprio conteúdo”, escreveu Andreessen. Agora, com a internet mais madura e o crescimento do Rap Genius, ele quer retomar o plano. Acredita que, no futuro, todo conteúdo on-line ganhará anotações dos visitantes, proporcionando navegações aprofundadas.

De alguma forma, a expansão do Rap Genius já vem ocorrendo. Os internautas hoje colocam músicas de outros gêneros, como rock e country. Também analisam discursos presidenciais e até artigos acadêmicos. No ano passado, um professor de inglês pôs no site um trecho de O grande Gatsby, romance do escritor F. Scott Fitzgerald, para seus alunos debater. Um professor de Direito da Universidade Stanford dissecou leis de direitos autorais americanas. As aplicações para a plataforma, dizem os criadores do Rap Genius, são infinitas. “Agora estamos contratando pessoas para liderar comunidades de indie rock, leis, poesia e textos religiosos”, disse Moghadam a ÉPOCA. Ainda dominado por conteúdo em inglês, o site busca se popularizar em outros idiomas. De acordo com Moghadam, a comunidade brasileira, ainda pequena, ganhará força nos próximos meses.

Até o início de 2013, o grupo deverá lançar um aplicativo de Rap Genius para smartphones. Depois, a missão do trio será criar o Medical Genius, que servirá para tratar de questões de saúde. “Isso mudará o conhecimento humano”, diz Moghadam, sem esconder a ambição. Rico aos 29 anos, ele se diz enfim realizado. “Tem sido uma terapia.” E comemora como um bom fã de rap. “O dinheiro não importa. Serve só para o champanhe.”

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Paciente em estado vegetativo se comunica em ressonância

OBS: Esta descoberta vai revolucionar a maneira de entender o comportamento do cérebro, este órgão tão útil para nós e ainda cheio de mistérios a seres descobertos. Também pode revolucionar a maneira de nos comunicarmos e até de entender a espiritualidade, já que para que houvesse a comunicação com um corpo nestas condições, o espírito prova estar atuante.

Doente que estava em estado vegetativo mostra “estar bem” com exame neurológico

13.11.2012 - 13:47 - Do jornal português Público

Os exames de ressonância magnética podem ajudar a avaliar o estado de consciência de pessoas que sofreram danos cerebrais durante acidentes Os exames de ressonância magnética podem ajudar a avaliar o estado de consciência de pessoas que sofreram danos cerebrais durante acidentes (New England Journal of Medicine)

Durante anos os médicos pensavam que Scott Routley estava num estado vegetativo. Agora, este doente canadiano conseguiu comunicar através de exames de ressonância magnética e mostrou estar bem.


Apesar de Routley continuar a ter as características que estão associadas aos doentes em estado vegetativo, esta descoberta mostra que está consciente, refere o investigador britânico Adrian Owen, que liderou a equipa no Instituto Cérebro e Mente, na Universidade do Ontário Ocidental, no Canadá.

“Scott foi capaz de mostrar que tem uma mente consciente, que pensa. Fizemos vários exames e o padrão de actividade do cérebro mostra claramente que está a escolher responder às questões. Acreditamos que ele sabe quem é e onde está”, disse o cientista à BBC, que nesta terça-feira vai passar um programa sobre situações semelhantes que andou a acompanhar.

Há 12 anos, o doente canadiano teve um acidente de carro que provocou danos profundos no cérebro. Apesar de os familiares defenderem que ele tinha consciência e podia comunicar mexendo o polegar ou fazendo movimentos com os olhos, a equipa médica nunca acreditou.

Os doentes em coma podem passar para um estado vegetativo em que abrem os olhos, têm os ciclos normais de sono e de vigília, mas não têm consciência do seu redor e não dão sinais nenhuns de comunicação.

Para Adrien Owen este é um momento único. “Perguntar a um doente uma informação que seja importante para ele é um objectivo que temos há muitos anos. No futuro, podemos perguntar o que é que pode ser feito para melhorar o seu bem-estar. Pode ser qualquer coisa como entretê-lo ou mudar as horas a que é alimentado ou que a higiene é feita”, explica. 

Imaginar jogar ténis   

As respostas de Scott Routley não foram simples “sim” ou “não”. Para a técnica de ressonância magnética funcionar, os médicos pedem aos doentes para pensar em duas actividades distintas, imaginar-se a jogar ténis ou a caminhar por casa. Este esforço imaginativo tem duas representações diferente no cérebro e é detectado pela ressonância magnética que lê o fluxo de sangue rico em oxigénio em regiões diferentes do cérebro. Depois, estabelece-se que uma das imagens é um “sim” e a outra é um “não”.

O médico que seguia Routley há dez anos explica que os exames mudam todas as avaliações feitas previamente sobre o estado do canadiano. “Ele tinha o quadro clínico de um doente vegetativo típico”, disse Bryan Young, neurologista do Hospital Universitário de Londres, Ontário, no Canadá. “Fiquei muito impressionado e surpreendido que fosse capaz de mostrar estas respostas cognitivas no exame de ressonância magnética”, admitiu, citado pelo diário britânico Guardian.

Young referiu ainda que esta técnica de Adrien Owen deveria passar a constar nos livros científicos. O cientista já tinha publicado um estudo que mostrava a capacidade desta técnica em 2010, na revista The New England Journal of Medicine.  

domingo, 18 de novembro de 2012

Jovem cria exame de câncer no pâncreas 168 vezes mais rápido

OBS: Apesar de estarmos evoluindo lentamente, sempre aparece de um canto a outro alguém um pouco mais interessado em melhorar o mundo através do intelecto e de ações práticas. Este jovem deu, por conta própria uma gigantesca contribuição para o bem estar social, ao descobrir uma forma fácil, rápida e barata de se evitar doenças graves e fatais. É de gente como este jovem que a humanidade precisa para se desenvolver e criar condições melhores de bem estar para todos.

Jovem cria exame de câncer no pâncreas 168 vezes mais rápido

Por Vinícius Cherobino - Revista Galileu

Aos 15 anos, o americano Jack Andraka está US$ 100 mil mais rico. E isso é o fato menos interessante na vida dele. A grana veio dos prêmios que ele venceu, incluindo o primeiro lugar no Gordon E. Moore Award, feira de ciências da Intel que avalia projetos de jovens estudantes do mundo. Os reconhecimentos foram pela maneira revolucionária de diagnosticar câncer de pâncreas criada pelo garoto. O método também funciona para a doença no ovário e pulmão.

Jack combinou papel-filtro com nanotubos de carbono. Com a mistura, é possível identificar a presença de mesotelina, proteína presente em pacientes com essas doenças. A detecção é 168 vezes mais rápida do que a atual, tem sensibilidade 400 vezes maior e seu custo é uma fração mínima do preço atual —
US$ 0,03 contra US$ 800. Ou seja, o atual é 26 mil vezes mais caro. “O mais importante do método é ajudar a identificar a doença quando há mais chance de cura”, disse o prodígio a GALILEU.

O desejo de estudar novas maneiras para diagnóstico de câncer surgiu quando o tio de Jack morreu por conta da doença no pâncreas. A taxa de sobrevivência nesses casos é baixíssima: 6% dos diagnosticados sobrevivem após 5 anos. Famosos como Steve Jobs e o ator Patrick Swayze morreram devido à doença.

Para chegar à solução, Jack precisou suar. Depois de desenvolver o método na teoria, estudando em casa, era preciso testá-lo em laboratório. Jack enviou, então, 200 e-mails pedindo apoio de pesquisadores, e só obteve recusas e silêncio. Até que Anirban Maitra, professor de oncologia na Universidade Johns Hopkins, cedeu o espaço e virou tutor do garoto.

A rotina de Jack então mudou: saindo do colégio, passava as tardes pesquisando sobre câncer no laboratório e criando a nova forma de detecção, em fase de patente. Com adaptações, ela também poderia ser usada no diagnóstico de Aids e salmonela, ajudando a salvar milhares de vidas. Missão honrosa para um garoto de 15 anos. “Só quero ter certeza de que essa invenção vai ajudar as pessoas.”

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Alga e peixe trocam sinais de emergência em recife

OBS: Cada vez mais percebemos que os animais, de acordo com o seu nível de evolução e sua necessidade de sobrevivência, possuem uma inteligência rudimentar. Uma prova da sabedoria da natureza e da existência de níveis diferentes de evolução.

Estudo: alga e peixe trocam sinais de emergência em recife

08 de novembro de 2012 • 17h06 - Portal Terra

Um estudo do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) feito nas ilhas Fiji achou indícios de que corais sob ataque de algas tóxicas mandam sinais químicos para que certas espécies de peixes as salvem. Segundo os cientistas, o sinal serve como uma "ligação para o 911 (número dos serviços de emergência da polícia em diversos países, como nos EUA)" e os peixes respondem em minutos. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira na revista Science.

O caboz é um tipo de peixe pequeno (cerca de uma polegada de comprimento) e que passa sua vida em corais específicos em relação simbiótica - eles protegem sua casa, enquanto os corais os defendem de predadores naturais. Os pesquisadores afirmam que esta relação é a primeira conhecida na qual uma espécie dá sinais químicos à outra para remover ameaças.

"Existe uma cuidadosa e matizada dança de odores que faz tudo isso ocorrer. O peixe evoluiu para perceber o odor liberado na água pelo coral e ele rapidamente cuida do problema", diz Mark Hay, professor do Georgia Tech.

Durante o estudo, os pesquisadores colocaram filamentos de Chlorodesmis fastigiata, uma alga especialmente tóxica para corais, em contato com um coral da espécie Acropora nasuta, considerada importante para o ecossistema, já que tem rápido crescimento e ajuda na estrutura dos recifes. Em poucos minutos, duas espécies de caboz apareceram e se livraram do invasor.

Os corais nos quais viviam esse tipo de peixe, a quantidade de algas tóxicas caiu 30% durante um período de três dias e o dano no coral caiu entre 70 e 80%. Nos corais sem o pequeno peixe, não houve queda na população de alga e os danos foram severos.

Os cientistas então coletaram amostras de água próximas de algas, de algas em contato com coral e de coral que teve contato com o invasor tóxico 20 minutos após este ser removido. Depois, eles liberaram as amostras em corais com esse tipo de peixe. Eles descobriram que duas últimas amostras atraíam o peixe. "Nós descobrimos que o coral emite algum tipo de sinal que atrai o peixe para remover a alga (...) (já que) o peixe não responde para a alga sozinha."

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Aumenta incidência de pessoas com doenças e deficiências raras

Está aumentando a ocorrência de pessoas que tem doenças que a maioria não tem. Uns não toleram certos tipos de alimentos comuns; outros enxergam de cabeça para baixo; terceiros não reconhecem rostos; outros tem músculos moles demais, outros músculos duros demais, entre outras anomalias que ajudam muito a excluir essas pessoas do rótulo de "pessoas normais" influindo atá na sociabilização.

Mas o que são essas pessoas? Seria uma tentativa da natureza de criar mutações? É interessante pois os cada mutação atinge uma quantidade pequena de indivíduos. O que aumenta é a quantidade de pessoas que tem mutações de qualquer tipo.

A foto que ilustra esta postagem mostra uma belíssima jovem que fica paralisada por um tempo, pois em seus músculos são desenvolvida ramificações de ossos, que dificultam os movimentos. por causa disso, ela foi apelidada de "Mulher Manequim". Curioso que ela tem o aspecto de uma modelo e se interessa por moda, pretendendo trabalhar na área ao conseguir a não garantida cura. 

Recentemente um menininho teve outro problema muscular que contraía todos os seus músculos, incluindo os da face, o que lhe impedia de se comunicar normalmente. Uma garota, também em caso recentemente relatado, era o contrário desse rapaz, tendo músculos bem frágeis que o vento poderia levá-la. Tanto esta como a "Mulher Manequim" são obrigadas a usar cadeiras de roda, sendo a segunda adaptada par poder ficar em pé, já que esta não conseguia sentar.

Há muitos casos estranhos, muito estranhos. Mas não se sabe porque começaram a aparecer numa mesma época. A hipótese de mutação não deve ser descartada.

É uma mostra que o nosso corpo ainda é um grande mistério e que sabemos pouco sobre ele. Estas pessoas são verdadeiras cobaias vivas que ajudarão aos cientistas e médicos a entender ainda mais o nosso corpo, possibilitando o aumento nas opções de curas para todos os males.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Uma experiência e sua consequência

Celso era um cara extrovertido e boa pinta. Bonitão, alto e relativamente robusto era uma pessoa amável. Altruísta ao extremo, adorava ajudar os outros. Celso nasceu com a ideia de que iria ajudar os homens a escaparem da solidão.

Nunca negava ajuda. Tinha uma namorada firme, quase noiva, que conseguiu graças a seu carisma e facilidade de conquista. Mas como não era egoísta, decidiu repartir essa facilidade e a felicidade de estar acompanhado com os homens que encontrava pela frente. E eram muitos solitários a lhe pedir ajuda.

Celso fazia de tudo para que nenhum homem ficasse solitário. Não se limitava a ensinar as táticas de conquista. Nem se limitava a seguir regras sociais. Procurava sempre analisar cada caso e agir ou aconselhar de acordo com o tipo de limitação do homem a ser auxiliado. Chegava até a fingir que era amigo intimo de alguns deles para que a conquista pudesse ser facilitada.

Celso se sentia feliz em fazer os outros felizes. Sua missão de "cupido encarnado" era o que mais gostava de fazer e com isso sempre procurava evitar lágrimas nos olhos de outros homens.

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Otávio nunca se dava bem com as mulheres. Não era feio, mas era desengonçado. Míope, com má coordenação motora, Otávio era muito tímido, tinha déficit de atenção e um leve autismo. Mas queria muito namorar.

Suas limitações e as exigências sociais lhe impediam de conquistar as mulheres que queria. Muitas delas eram comprometidas, pois outros homens lhe passavam a perna. Quando tentava conquistar alguma garota, Otávio sempre se dava mal, pois seus defeitos lhe faziam cometer muitas gafes que espantavam as mulheres. Uma pena.

E o pior, ninguém lhe ajudava a conquistar nenhuma mulher. Ninguém lhe apresentava alguma mulher ou lhe dava dicas de conquista. Quando davam, eram dicas falsas, que só atrapalhavam ainda mais. Parecia que os outros homens se divertiam com as gafes que Otávio cometia e com o fato de estar solitário. Havia bullying de sobra para Otávio se tornar uma vítima. Isso era bom para os outros homens. Afinal, sobrava mulheres para eles.

Ele foi assim por muito tempo na vida adulta. Até que um dia adoeceu (a depressão não lhe estimulava a cuidar da saúde) gravemente e ficou hospitalizado. Antes de morrer, cedo, com cerca de quase 50 anos de idade e totalmente solitário, jurou para si mesmo:

Se eu voltar a viver e for um conquistador, vou ajudar os outros a nunca
ficarem sozinhos. Farei o que nunca fizeram por mim.

Otávio falece dias depois de ter falado esta frase, após meses internado por causa dessa doença grave.

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Muitos anos depois, nasce Celso, um lindo bebê sorridente e cativante. Era um menininho alegre, que conquistava a todos com facilidade e sempre gostava de ver os outros sorrindo. Um menino que cresceria sempre ajudando os outros meninos, mesmo nas brincadeiras mais ingênuas.

E aí, o que vocês tiram dessas duas estórias? Elas estão relacionadas? Certamente, é difícil negar essa pergunta...

sábado, 3 de novembro de 2012

Canal Brasil entra para o pacote básico das operadoras

Antes tarde do que nunca. O canal que mais valoriza - mesmo que não perfeitamente - a cultura brasileira e tem o prosaico nome de Canal Brasil, finalmente agora faz parte do pacote básico de várias operadoras, atingindo um número maior de telespectadores. Não havia motivo para só fazer parte de pacotes avançados, já que o seu conteúdo é mais do que essencial para estimular o telespectador a valorizar o que é produzido em nossas terras. 

Não se trata de patriotismo (até porque não acredito em amor a territórios e a símbolos cívicos) e sim de valorização dos profissionais, seres humanos, que se esforçam para colocar alguma coisa que possa nos ajudar a divertir com um pouco mais de inteligência e variedade.

O canal tem muitas atrações interessantes, até mesmo para quem não é ufanista. Até porque não é apenas pelo fato de ter conteúdo 100% nacional, mas por produzir coisas que não vemos em outro país algum. Filmes, shows e programas de entrevistas e variedades (o canal tem excelente elenco de apresentadores) que estão ausentes em qualquer outra emissora de TV, sobretudo as que privilegiam produções estrangeiras.

Fiquei feliz com a iniciativa, com aquele gostinho de "até que enfim", "já era tempo". É mais uma opção para que possamos tentar encontrar algo de qualidade que seja produzido por brasileiros, ainda mais numa época de pleno - mas enrustido - mercenarismo cultural, onde se "vomita" um monte de bobagens sob o rótulo de "nova cultura brasileira", quando a prática prova que não é nada disso.

Seja bem vindo, Canal Brasil, aos pacotes básicos, torcendo para que o telespectador brasileiro aprenda a ter interesse em produções de qualidade, independente de serem brasileiras ou não.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Disney compra a Lucasfilm

Foi anunciada nesta semana a aquisição pela Disney da produtora de George Lucas, Lucasfims, responsável por produzir os filmes da saga Star Wars (Guerra nas Estrelas). No mesmo momento foi anunciada a produção de mais um filme da saga. Precisa?

Convém lembrar que em 1977, quando a saga foi lançada, Lucas era tido como um louco e quase todos apostavam em seu fracasso. O tempo confirmou o contrário, mostrando ser Star Wars uma das marcas mais rentáveis do cinema de entretenimento em todo o mundo.

A Disney percebe agora isso e ela, que já é dona da Marvel Comics, agora investe forte na ficção científica, após a bem sucedida empreitada que resultou em um monte de talentos juvenis como Selena Gomez e High School Musical, talvez na tentativa de não ficar marcada apenas como a "produtora do Mickey Mouse".

Mesmo muitas décadas depois do falecimento de seu responsável, Walt Disney, a marca quer ficar cada vez mais forte, como uma das líderes do entretenimento mundial. Muitas águas vão rolar após esta aquisição. É esperar para ver.

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