sábado, 31 de agosto de 2013

Forçando a barra, baixando o nível... Afinal, o que é isso, Miley?

Todos devem se lembrar de terem conhecido a Miley Cyrus, filha do cantor country Billy Ray Cyrus, através do (divertido) seriado e do filme da Hannah Montana. Mas pelo jeito quem quer esquecer mesmo a Hannah Montana é a própria Miley, que ultimamente tem forçado muito a barra para a vulgaridade, pensando com isso estar se libertando da imagem de "infantil".

Quase ninguém gostou da apresentação de Miley no último VMA. nem eu gostei. Apesar de mais linda e com um corpo perfeito, a atitude dela tem causado nojo e repulsa justamente por optar por uma vulgaridade que não combina com ela, que de fato nada tem de sensual. Para mim sensualidade é totalmente diferente de vulgaridade. E ser sensual é bom, é gostoso.

Mas a ex-estrelinha da Disney não está sendo sensual. Pelo contrário: eliminou a sensualidade em nome de uma atitude baixo astral que broxa qualquer homem. Miley demonstra estar sendo vadia, promíscua, sem noção do ridículo e ainda pensa que está sendo sexy com isso. Não houve quem gostasse. Até mesmo os que adoram danças sensuais reprovaram a performance da garota.

Pelo jeito, a ex-Montana está se divertindo com isso, pois age como se o que aconteceu tivesse que ter acontecido. Cyrus está perdendo uma oportunidade grande de se lançar como musa verdadeiramente sensual e em vias de lançar um novo disco, o primeiro fora da Hollywood Records, braço fonográfico da Disney (ela assinou com a Sony Music), manchou muito a sua imagem, espantando para longe antigos e novos fãs, mais interessados em uma musa que use charme e sensualidade com inteligência (como a também ex-Disney Selena Gomez, esta sim sensualizando com equilíbrio e bom gosto, tem feito) e não da forma ridícula e de mau gosto que ultimamente tem aparecido diante dos holofotes.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Papagaio come milho, periquito leva a fama

As pessoas perderam a noção do que é arte. Para a maioria, arte virou sinônimo de entretenimento e "artista" é todo aquele que aparece na televisão. Além disso, a submissão à televisão e a outros meios de comunicação faz com que as pessoas tomem como "mestres da arte" não os artistas que vazem a melhor arte mas os que aparecem mais nos meios de comunicação, com a reputação construída estrategicamente e artificialmente por estes meios.

Antes que digam que é coincidência, hoje é realmente o aniversário de Michael Jackson, tido erroneamente como "gênio" e "mestre" da música, quase como um semideus, uma quase unanimidade que só a falta de conhecimento musical (inclusive dos bastidores da indústria musical) e a falta de senso estético podem justificar.

Sabem aquele ditado famoso, que ilustra o título desta postagem? Significa que uma pessoa é responsabilizada naquilo que outra é que fez de fato. É quando alguém é substituído nos créditos de algum feito realizado por outro, que acaba caindo no esquecimento.

E justamente este é o caso entre Michael Jackson e Peter Gabriel, ambos em evidência nos anos 80, com carreiras iniciadas praticamente na juventude (Gabriel começou quando adolescente) e que disputam a alcunha de "Gênio da musica" defendido cada um por um lado da questão.

Gabriel havia lançado em 1986 o álbum So, que na opinião de quem realmente conhece e entende de música (e não apenas gosta), é o melhor disco lançado na década de 80. Eu concordo com esta conclusão. E só conhecendo mesmo as intenções e a trajetória de Gabriel para concordar com isso.

Gabriel, então com mais de 20 anos de carreira e 4 álbuns de grande qualidade musical, decidiu fazer um álbum mais acessível ao grande público. pelo menos o que ele julgava ser "acessível ao grande público", pois o álbum pode ser considerado um dos que chegaram ao extremo do que a arte pode fazer com o rock, um álbum produzido com esmero e muita informação musical. 

So é um álbum para ser dançado, sim (é a primeira vez que Gabriel aderiu a sons mais "black" como no carro chefe Sledgehammer e em Big Time), mas também ouvido e - o que é extremamente raro nos dias de hoje - pensado, raciocinado, pois suas canções mantém a intelectualidade genial consagrada por Gabriel, um dos maiores intelectuais da música.

Mas Gabriel, pelo menos para o grande público que ele queria atingir, foi esnobado. Mesmo com faixas sacolejantes, So caiu no esquecimento e o fundador do Genesis reduzido a um one-hit wonder como outros quaisquer. Tanto esmero para movimentar os cérebros das massas e nada. Uma pena.

Enquanto isso, um álbum sacolejante, mas nada intelectualizado, com letras falando sobre amenidades, se consagrou com a fama que seria merecida ao álbum de Peter Gabriel, gravado por um cantor dançarino que teve a sorte de ter uma grande equipe lhe apoiando. Gabriel também teve muita gente junto na produção de seu So, mas não dependia deles para ganhar visibilidade, como aconteceu com o jovem garoto de Gary, cidade do estado de Indiana.

Thriller é um álbum feito para dançar. me arrisco a classificá-lo como uma festa portátil, pois a distribuição das faixas é perfeita para ser tocada na ordem durante qualquer festa. Talvez isso é que tenha feito com quer Michael Jackson tivesse melhor aceitação popular: ele, por não ter compromisso intelectual com a arte, soa menos tedioso para as grandes massas.

Jackson teve como trunfos muita gente envolvida. Sem eles, Jackson não seria nada, pois como criador de músicas é mediano e claramente comercial, ganhando e torrando dinheiro até o último dia de sua vida, numa estranha momento de 2009. Mas tendo a assessoria de muitos produtores de renome e tendo clipes dirigidos não por diretores de clipes, mas por cineastas, somada a muita propaganda midiática, cresceu mitologicamente de maneira assustadora, parecendo muito maior do que realmente era, numa falsa imagem infelizmente consagrada até hoje.

Não que Jackson não tivesse seu valor. Mas sua missão estava direcionada a pura diversão, muito longe do estigma de "genialidade" que quase todos querem lhe dar, como se o intelectuial da música fosse ele. Sua música até tem qualidade, dentro do que se espera de uma música comercial. E a missão de divertir foi muito bem executada - a maior qualidade de Jackson foi saber aproveitar isso - se levarmos em conta sua verdadeira trajetória midiática que a mídia expôs até a exaustão. Podemos até que ele foi de fato um gênio nas relações com a mídia. O que nada tem a ver com criação musical e evolução cultural.

Jackson soube muito bem se utilizar de sua imagem, principalmente, nos seus clipes. Foi o fundador da nova fase da música de mercado, cada vez mais visual, onde a imagem se sobrepõe a musica, transformando esta em coadjuvante. Foi o primeiro a encher os palcos de seus shows com muitos dançarinos, algo banal e rotineiro na música atual. As suas coreografias - ele fazia música para dançar, mesmo! - nos clipes dirigidos por cineastas foram cruciais para a construção do mito de "gênio da música", já que a aparência é muito mais percebida do que a essência.

Gabriel também lançou mão de vídeos para promover So. Mas com o diferencial de que ainda a música era a protagonista, se valendo da imagem apenas para ilustrá-la, do contrário que Jackson, mais interessado em se promover através de sua imagem.

Mas o ex-Genesis é "complicado" demais para representar a genialidade musical para a maioria de pessoas de educação mal recebida, de discernimento atrofiado, muito mais interessada nos rebolados e nos escândalos, de Jackson, que até por isso, parece muito mais próximo da grande massa do que qualquer intelectual "distante". Jackson é o legítimo representante do povo, semelhante a qualquer cidadão em qualidades, defeitos e fazendo a música que todos podem cantar no chuveiro, sem ter nenhum talento especial.

Jackson, o bezerro de ouro moderno, o "gênio" que raciocina com os quadris, sendo ovacionado pelas grandes massas como o "gênio incontestável", consagrado artificialmente pela mídia. mesmo com um repertório e atitude típicas de um produto midiático que não tem muito a dizer de realmente relevante.

Peter Gabriel, desprezado como qualquer intelectual costuma ser, segue quieto no seu ramo, discreto como um verdadeiro gênio tem a sensatez de ser. Pois sabe que não precisa da consagração midiática, nem de popularidade ou dinheiro em excesso, para ser gênio de fato: sua riquíssima obra lhe permite essa consagração natural. 

E ainda vivo e atuante, Gabriel continua aproveitando muito bem o merecido sossego, enquanto as atenções populares seguem direcionadas a outro ídolo, que mesmo morto ainda atrai atenções.

O Google ainda quer que você jogue o Pacman

Lembra daquele doodle de muito sucesso em que havia o joguinho do Pacman, famoso videogame dos anos 80 no logo do Google? Você ainda pode jogar!!!

Neste endereço você encontra o doodle do jeito em que foi apresentado e já pronto para ser jogado, bastando para isso apertar o botão "insert coin" e aguardar alguns segundos.

O joguinho é muito legal, bastando para isso comer os pontinhos e fugir dos fantasmas. Não é legal?


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Brasil, a Casa da Mãe Joana

Um país problemático, em que os benefícios não são repartidos por igual entre seus nativos, nunca deveria permitir sem restrições, a instalação de estrangeiros para viver em nosso território. Se já é difícil competir por um lugar ao sol tendo apenas brasileiros na concorrência, imagine se acrescentarmos estrangeiros, que são mais concorrentes na prática?

O Brasil tem fama de ser excessivamente gentil com estrangeiros. Isso é tradicional e vem desde a época do achamento.Brasileiros sempre receberam estrangeiros sem qualquer tipo de restrição e todos no planeta sabem disso. Por isso mesmo é muito comum quando algo não vai bem em algum país, um estrangeiro dizer "vou me mandar para o Brasil". Ele sabe muito bem que será muito bem tratado, tomando para si o direito que deveria ser de fato reservado a um brasileiro.

Nações evoluídas, mesmo oferecendo vida digna para quase a totalidade de sua população, criam regras rígidas de restrições à presença de estrangeiros. Não é errado (embora muita gente confunda com xenofobia), pois faz parte da lei de sobrevivência e também da lei de soberania. Em primeiro lugar, a população local é detentora dos direitos que - em tese - lhe pertencem desde o nascimento. E esse direito tem que ser protegido, por motivos mais do que lógicos.

Mas porque os brasileiros são tão abertos a estrangeiros? Não sabem eles que os forasteiros chegam para lhes roubar os direitos? São seres humanos sim, mas o privilégio sempre é dos nativos. Se sociedades justas, que qualidade de vida bem distribuída, fazem restrições a estrangeiros, a nossa tem maior obrigação de restringir. Mas pelo contrário, abrem os braços - e com o perdão da palavra: as pernas também - para que os estrangeiros deitem e rolem fazendo com que muitos brasileiros fiquem na mão, tomando os bens e os direitos dos nativos

É um absurdo a mais numa sociedade a cometer erros sucessivos que só mantém eternos os problemas e a injustiça que impedem o acesso da maioria aos direitos mais básicos, pensando que agradando forasteiros estaremos sendo justos quando na verdade estamos sendo otários.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mediocridade aqui, e lá também!

Apesar da cultura estadunidense ainda abrir espaço para quem faz com qualidade e senso estético e intelectual, através da cultura alternativa que, do contrário do Brasil, ainda continua impermeável às influências do deus-mercado, a mediocridade ainda é presente por lá e ainda bem influente. 

Não tão influente quanto a daqui, pois em país com melhor educação, as pessoas são menos enganadas. Aliás, talvez até esse mainstream ianque seja feito justamente para enganar os povos de países menos escolarizados, que acabam pensando que esta é a forma superior de cultura, o que na prática e de fato não é.

Está havendo uma empolgação muito maior do que deveria com a volta da "boy band" (bandO de garotos, não banda - cadê os instrumentos? Dançarino é músico?) N'Sync. Quem tem a cabeça no lugar sabe muito bem que boy bands são fúteis, comerciais e só servem para divertit. Culturalmente são inócuos e inúteis. Ou você esperaria que o mundo mudasse e a cultura evoluísse com letras do tipo "oh, baby, como quero te beijar..." ilustrada por coreografias que mais parecem efeito de sarna?

Quando o Led Zeppelin, banda de MÚSICOS (dois integrantes com formação clássica, acreditem), infinitamente superior ao N'Sync, anunciou que iria se reunir para um - magnífico; eu vi em DVD - show, não houve tanta repercussão assim. Houve até quem não gostasse, chamando de "caça níqueis" ou alegando que eles estavam velhos demais para voltar. Velhos? O que o Led fez em sua longa carreira é que é adequado a homens com maturidade. Assista ao show e depois conversaremos melhor.

E porque tanta alegria pela volta de um grupelho que, independente de se gostar ou não, nada fez de relevante para a cultura mundial? Agora diversão virou "cultura superior"? Basta dar umas reboladas e acultura se evoluí automaticamente? Ficamos menos exigentes culturalmente? Ou agora é legal ser burro durante as audições musicais, mas com o rótulo de "inteligente"?

Sinceramente, é muito barulho por nada. É querer que a cultura se evolua cada vez menos. É, em curtas palavras, se contentar com pouco. Por mais que todos gostem das coreografias das boy bands*, será realmente necessário que essas verdadeiras futilidades sonoras feitas para menininhas em puberdade ficarem berrando, continuem nos enganando eternamente?

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*NOTA: Interessante que quase todos resolveram voltar, New Kids, Take That, Backstreet, todos com os mesmos integrantes, já meio velhos (todos), calvos e barrigudos em sua maioria. Se já é ridículo para garotos de 13 anos agirem como boy bands imagine trintões, quarentões e até cinquentões (parece que o New Kids tem um) fazendo essas dancinhas! A foto que ilustra esta postagem já mostra como ficou estranho ver senhores quase enrugados dançando desse jeito.

E o pior pode estar por vir. Se o Gugu, demitido da televisão, resolver ressuscitar o Dominó, com a mesma formação, todos esclerosados e reumáticos com suas musiquinhas e coreografias ridiculamente infantis? Argh!

sábado, 24 de agosto de 2013

Série Cosmos volta a ser produzida

A National Geographic (NatGeo para os íntimos), através da FOX, anunciou que voltará a produzir novos episódios da série Cosmos, aquela que explica astronomia para o público mais leigo. A produção  estará a cargo de Seth MacFarlane, criador de desenhos como Family Guy e American Dad (do canal FOX) e que apresentou o Oscar, gerando uma certa polêmica. Os roteiros serão da viúva de Carl Sagan, Ann Druyan, que participava da produção da versão original da série.

A apresentação será do físico Neil deGrasse Tyson, famoso por ter virado "meme" para o Facebook.  O fato de Tyson ser muito querido pelos nerds o fez participar de um episódio de Big Bang Theory, protagonizada por personagens que são físicos, onde o nome do futuro apresentador de Cosmos também chega a ser citado em outros episódios. 

A série Cosmos fez muito sucesso nos anos 80 (eu mesmo assisti a alguns episódios) e era apresentado pelo astrônomo Carl Sagan, falecido em 1996, que eu admiro bastante e que fazia parte do processo de produção e criação da série, junto com sua então esposa. Como Tyson, o Facebook tem colocado muitas mensagens usando fotos de Sagan para ser publicadas em feeds de notícias. A nova versão com Tyson está prevista para ir ao ar em 2014, inicialmente com 13 episódios.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Coletivos culturais: porque eles são nocivos à cultura brasileira?

As entidades tidas de "esquerda", mas que no aspecto de cultura, adotam posturas claramente de direita (embora estejam pensando que sejam posturas de esquerda), estão festejando a visibilidade que o Fora do Eixo vem tendo nas últimas semanas, seja através de seus pupilos musicais, seja através de sua mais recente empreitada, o Mídia Ninja.

Apesar de se assumirem como vanguarda e como representantes "autênticos" dos interesses populares, os integrantes de coletivos culturais como o Fora do Eixo, na verdade escondem muita coisa estranha em seus bastidores. Não é objetivo desta postagem relacioná-las, por isso vou me limitar a relatar sobre o que eles entendem como cultura e o que eles pretendem fazer com isso, além de seu papel na epidêmica mediocrização cultural que marca os tempos atuais em nossa sociedade.

"Evolução" cultural pela eliminação de qualidades

Os projetos que levam o carimbo do FdE são em geral compostos por híbridos entre culturas intelectualizadas com popularesco (a "cultura" dos incultos, em hegemonia na grande mídia), esta, caracterizada por produtos culturais de péssima qualidade. A ideia deles é tentar usar o verniz de vanguarda e de "intelectual" ao que foi produzido e lançado por gente sem informação cultural, de escolaridade baixa e que só resolveu fazer cultura para ganhar dinheiro, escapando do trabalho braçal e desprestigiado, normelmente destinado a pessoas desse nível sócio-intelectual.

O popularesco (a cultura do "povão" em suas mais diversas modalidades) é uma forma primitiva de cultura, pois ela se caracteriza apenas pelos aspectos mais básicos, renegando a evolução cultural ocorrida durante os tempos. A proposta dos coletivos é estimular produções puramente lúdicas e que desprezem o intelecto em prol de uma atitude que estimule a auro-ridicularização - sem assumir - das classes mais pobres.

É um tipo de"cultura" burra, que descarta o senso crítico, anula o senso do rídiculo e prioriza temas mais supérfluos em suas letras, além de dar tratamento tosco às suas gravações (e em alguns casos, pomposo só na aparência, como na produção de entretenimento hegemônica na atualidade, como por exemplo, nos shows ultra-produzidos das vaquejadas) e uma total falta de engajamento cultural de seus criadores.

Mas como ninguém discerne nada na sociedade brasileira que considera pensar como um defeito e crer como sua maior qualidade, estabeleceu que defender formas precárias de cultura seria uma forma de "altruísmo social", como se aplaudir o popularesco pudesse compensar a crônica má qualidade devida das classes pobres, que nem mesmo o crescente consumismo consegue eliminar.

Os integrantes do FdE, assim como muitos intelectuais de mentalidade semelhante, pensam desta forma. Sabe que o popularesco desestimula a verdadeira inteligência e o desenvolvimento das classes pobres. A dominação cultural se tornou a mais bem sucedida forma de domínio, por não despertar desconfiança, a não ser de pessoas muito bem informadas e de discernimento bastante desenvolvido. Como o discernimento dos brasileiros é atrofiado (mesmo que não esteja ausente) e a avalanche de informações não é selecionada, sendo aceita cegamente, conforme o interesse de cada um, o domínio cultural que domestica as classes pobres, transformando em "novos bons selvagens", tem sido muito bem sucedida e difícil de ser derrubada, apesar das constantes críticas que recebe pelas redes sociais.

Quem sustenta o Fora do Eixo quer  pobreza não-intelectualizada

Um fato a observar e reforça ainda mais o pensamento do FdE e de muitos defensores da deturpação cultural das classes pobres, é que as entidades conhecidas como "coletivos de cultura", apesar de negarem até a morte, são patrocinados por uma elite interessada em imobilizar as classes populares, mantendo-os na ignorância crônica. Ignorância disfarçada de inteligência, of course, já que para um plano maléfico funcionar ele tem que parecer benéfico.

Há muito tempo os Estados Unidos tem tentado dominar o Brasil. Como o nosso país tem características muito parecidas como os EUA, somos tidos secretamente como rivais em potencial. Se tentou de tudo para impedir que nossa sociedade se desenvolva e supere a deles. Até a ditadura militar foi feita (embora todos pensem que foi iniciativa dos milicos, isso é mito, pois a DM aconteceu no Brasil por ordem da CIA - ela continua atuante em nosso país -, como reação a sovietização de Cuba), para imobilizar a população, sem sucesso, apesar de durar exatos 20 anos. Através da cultura, no início dos anos 90, finalmente foi encontrada uma forma de dominação que fosse pacífica e invisível, tornando assim, a forma mais bem sucedida de dominação social.

Essa dominação, vigente até hoje é responsável pela mediocrização cultural que estamos cansados de ver ao nosso redor. Ela se caracteriza basicamente no seguinte: tentar melhorar a vida dos pobres apenas no aspecto consumista, estimulando a adquirir bens e ter acesso à tecnologia e à faculdade. quanto a isso, tenho que falar algumas coisas.

Diploma não é sinônimo de intelecto

Entrar na faculdade não garante um crescimento intelectual do povo pobre. Pelo contrário, já que nossos sistema de ensino, desde o mais tenro maternal até os pós-doutorados, é exclusivamente focado na formação de profissionais. O papo de que escola forma caráter e personalidade é mito que somente é derrubado quando você está dentro de uma sala de aula.

Mas mesmo ausente na prática, este mito de que educação forma cidadãos ainda é forte teoricamente, o que transforma títulos e diplomas em verdadeiros escudos de chumbo para essa massa de incautos que decidiu entrar na faculdade apenas para aumentar seu poder aquisitivo. Para quem tem um diploma, por mais ignorante que demonstre ser, tem no seu título, uma justificativa para evitar ser chamado de ignorante, já que legal mesmo é ter rótulos positivos. Mas só o rótulo, pois ser inteligente de fato, exige esforço e abnegação, incluindo a eliminação completa de muitas das crenças que para a maioria, oferecem um conforto irrecusável para avida de muita gente.

E o FdE e entidades similares sabem que é legal ser inteligente só na aparência. Ser inteligente de fato é perigoso para os interesses das elites. Por isso o FdE não mede esforços para dar um novo conceito de inteligência que seja apenas teórica, mas nunca prática.

E para isso, se aliou justamente a mesma CIA que mandou instalar a ditadura militar em nosso país, como prova de que a decadência cultural faz parte do mesmo pacote em que estava o golpe iniciado em 1964. Através da ajuda financeira de orgãos ligados diretamente ou não à CIA, que esses coletivos garantem o seu sustento e funcionamento, impondo a degradação cultural que domina a nossa produção cultural mais recente. Apesar de nunca assumirem, órgãos claramente ligados a CIA aparecem na lista de patrocinadores desses coletivos.

Não sabemos até onde pretendem esses deturpadores da cultura. Mas não devemos confiar cegamente neles. Observemos suas atitudes e seu ponto de vista e analisemos friamente, sem confiança cega, para que entendamos de uma vez por todas o malefício que esses coletivos fazem, matando aos poucos a nossa - até então - riquíssima cultura. 

Um povo sem cultura é facílimo de se manobrar e de ser explorado e o Fora do Eixo e muitos coletivos de cultura sabem disso e não medem esforços para chegar a este objetivo.

sábado, 17 de agosto de 2013

Série Cosmos volta a ser produzida

A National Geographic (NatGeo para os íntimos), através da FOX, anunciou que voltará a produzir novos episódios da série Cosmos, aquela que explica astronomia para o público mais leigo. A produção estará a cargo de Seth MacFarlane, criador de desenhos como Family Guy e American Dad (do canal FOX) e que apresentou o Oscar, gerando uma certa polêmica. Os roteiros serão da viúva de Carl Sagan, Ann Druyan, que participava da produção da versão original da série.

A apresentação será do físico Neil deGrasse Tyson, famoso por ter virado "meme" para o Facebook.  O fato de Tyson ser muito querido pelos nerds o fez participar de um episódio de Big Bang Theory, protagonizada por personagens que são físicos, onde o nome do futuro apresentador de Cosmos também chega a ser citado em outros episódios. 

A série Cosmos fez muito sucesso nos anos 80 (eu mesmo assisti a alguns episódios) e era apresentado pelo astrônomo Carl Sagan, falecido em 1996, que eu admiro bastante e que fazia parte do processo de produção e criação da série, junto com sua então esposa. Como Tyson, o Facebook tem colocado muitas mensagens usando fotos de Sagan para ser publicadas em feeds de notícias. A nova versão com Tyson está prevista para ir ao ar em 2014, inicialmente com 13 episódios.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Se dependesse da personalidade dos homens, a maioria dos homens casados estaria encalhada. E os encalhados de hoje estariam casados

Paulo Francis, polêmico jornalista falecido há anos, havia dito que as mulheres nunca escolhem seus maridos usando o caráter como critério. Isso é fato e pode ser provado de uma maneira muito simples: boa parte dos homens que estão casados, se fossem observados pelo seu caráter, humor, inteligência e senso crítico, estariam completamente encalhados, esnobados não só pelas mulheres com quem se casaram, mas pela mulherada como um todo.

O que favorece o fato deles estarem casados é que as mulheres nunca prestam atenção na personalidade de seus pretendentes. Os únicos atributos analisados estão ligados a proteção e sustento. Os outros fatores são minimizados ou considerados supérfluos. 

Os homens sabem disso e por este motivo muitos não se preocupam em desenvolver sua personalidade, apenas seguindo os padrões de comportamento exigidos pelas regras sociais ou pelas "leis" do machismo. Sabem que as mulheres querem um provedor/protetor e passam a maior parte do tempo desenvolvendo apenas atributos relacionados a esses aspectos, o que lhes tira o tempo para o auto-conhecimento. Mas isso não importa, já que não precisa auto-conhecimento para se adaptar aos padrões exigidos pela sociedade.

Muitos homens valorizadíssimos tem personalidade chata, conformista, de opiniões convencionais e em alguns casos, simpatizantes de opiniões vulgares. Muitos demonstram completa ignorância em assuntos alheios ao seu cotidiano do trabalho e se são bons maridos, agem apenas no que se espera deles, de acordo com o que a sociedade exige. São quase todos incapazes de ter gostos e opiniões originais, já que em uma sociedade que superestima a vida social como a brasileira, macaquear gostos e opiniões alheias é regra indispensável para quem quer obter amigos e favorecimento alheio.

Sorte desses homens que as mulheres não ligam para a personalidade masculina. Se ligassem, eles com certeza estariam encalhados, solitários e sem capacidade de cativar a menos exigente das mulheres. Enquanto isso, homens de personalidade mais marcante, opiniões e gostos próprios, hoje encalhados por não se adequarem às exigências sociais, seriam cobiçados e teriam maior facilidade de estarem casados. 

Os homens convencionais e "Marias vão com as outras" são valorizados porque se adaptam facilmente às regras sociais, que priorizam pessoas com opinião e gostos que sejam coletivos (como gostar de futebol e de boates, por exemplos) e não pessoais. Se fosse o contrário, os "esquisitos" é que seriam mais valorizados. Mas como os "normais", imitadores da maioria, são os mais valorizados, estes assumem a dianteira nas conquistas afetivas.

Infelizmente, a personalidade masculina ainda é subestimada. Quem realmente merece ter uma companheira e sabe como tratá-la (não confundir com o "sabe como satisfazer suas manias" dos maridos atuais), acaba ou encalhado ou desejado por mulheres carentes e sem personalidade que na verdade são a versão feminina dos homens chatos que se casam com as mulheres legais, na tentativa de "comprovar" aquela tese absurda de que "os opostos se atraem" (responsável pela infelicidade da maioria dos relacionamentos). Se os chatos só se casassem com as chatas, os legais poderiam se casar com as legais e todos seriam felizes. Não seria melhor?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Midia Ninja, Fora do Eixo, PT e a "necessidade" de lucrar com a destruição da cultura

"Estar nos eixos" significar estar em equilíbrio, em ordem, absolutamente sobre controle, sobretudo o auto-controle. "Sair dos eixos" significa o contrário: qualquer coisa que acabe em danos para quem se envolve com isso. 

Uma entidade muito comentada ultimamente é conhecida como Fora do Eixo. Superestimadíssima, ela esconde um lado bem triste da cultura brasileira e a atuação da entidade que leva esse nome tem levado a cultura, o jornalismo e o ativismo político para caminhos cada vez mais pantanosos, o que só piora - e muito - as coisas.

Não vou me alongar sobre esta entidade. O site Mingau de Aço, do jornalista Alexandre Figueiredo, já fala do FdE há muito tempo. Mas o que tenho a dizer aqui é que o Fora do Eixo, seu braço jornalístico Mídia Ninja, e suas subdivisões como o Farofa-fá, faz na prática exatamente o contrário do discurso que defende, pois ao invés de oferecer uma alternativa à grande mídia e tudo que é relacionado a ela, na verdade pretende tomar o lugar dessa grande mídia para fazer a mesma coisa, com a diferença que serão eles que estarão no comando.

Altamente contraditórios, os integrantes do FdE são altamente relacionados com o sistema. Há integrantes oriundos da grande mídia, recebem apoio de setores desta, sobretudo da Rede Globo, altamente interessada na ação do grupo, embora não assuma isso publicamente. Há dinheiro na mão dos integrantes (como é que eles iriam funcionar sem dinheiro num mundo capitalista?) vindo das forças capitalistas que eles vivem criticando em seus discursos, sobretudo do padrinho George Soros.

Vestidos ora como hippies, ora como estudantes universitários, os membros do FdE agem como magnatas capitalistas, não medindo esforços para que a cultura perca qualidade para que deixe de ser instrumento de conscientização social, impedindo as classes populares de se evoluírem intelectualmente e forçarem a melhoria da distribuição de renda que acabaria com a existência das elites. Elites que, sabendo muito bem disso, não hesita em sustentar o FdE com incontável quantidade de dinheiro, para que as suas ações nunca fracassem. 

Além do apoio de capitalistas, como o mega-especulador financeiro George Soros, aquele que vive desestabilizando as bolsas de valores para lucrar com o prejuízo alheio, sabe-se que petistas como José Dirceu (o líder dos mensaleiros) também patrocinam o FdE, o que pode justificar o repentino fanatismo pró-FdE por parte dos blogueiros "progressistas" (que de progressistas só tem o nome).

O objetivo real do FdE se resume basicamente em:
- Deturpar a cultura supervalorizando formas medíocres, mercenárias, menos elaboradas e menos intelectualizadas, produzidas por gente sem informação cultural e colocando-as no lugar da verdadeira cultura, como se estas formas deturpadas fossem inteletualizadas.
- Se infiltrar na mídia oficial, não para destrui-la, como alegam, mas para cooptá-la para futuramente tomar as rédeas desse grande mídia, promovendo a destruição cultural.
- Lucrar muito dinheiro com incautos que recorrem a entidade pensando em obter ajuda no sustento e na difusão de atividades culturais.
- E o mais importante: servir as elites na missão de desestimular o desenvolvimento intelectual das classes oprimidas, aprisionando-as na má qualidade de vida em que vivem, fazendo -as crer que é a vida que lhes pertence.

Estes pontos são bem claros, se observarmos - e analisarmos, principalmente - as atuações do FdE pelo país afora. No discurso, para convencer incautos e incultos, falam em "alternativas" e "independência", mas da boca para fora, pois quem tem a oportunidade de conhecer os bastidores do FdE sabe muito bem que o buraco é bem lá para baixo.

Para piorar ainda mais a atuação deste grupo, Já que ele age em nome do PT (para traí-lo a longo prazo, aguardem!), partido que se incomodou com a não-partidarização dos protestos de junho (os petistas queriam transformá-los em palanque eleitoral), o FdE criou a Mídia Ninja para cooptar os movimentos sociais para que estes ajam a favor de seus interesses e lhes sirva de promoção pessoal para tentar transformar o FdE em regulador cultural dos brasileiros.

Muita água vai rolar. Mas o que se sabe é que, se você ouvir falar em "Fora do eixo" e "Mídia ninja" ou em alguns de seus relacionados, pule fora, é fria! Eles não pretendem acabar com a estrutura de poder, mas de mudar a dinastia, para que possam sentar eles nos mesmos tronos para ditar as mesmas regras. Ou talvez regras ainda mais injustas das que temos hoje em dia.

domingo, 11 de agosto de 2013

'Companheiros' do Mídia Ninja desmascarados

OBS: Vi esta nota no site da União Libertária. Não sei se posso confiar neste site - pode até ser de direita - mas ele faz denúncias bem coerentes e graves contra essa esquerdinha frouxa que se encontra por aí. Não sou de direita, pois detesto o Capitalismo, mas também detesto o petismo, que vem aprontando muita sujeira às escondidas.

A Mídia Ninja é uma fraude. É uma organização que integra o Fora do Eixo, instituição de pseudo-esquerda patrocinada por órgãos da CIA e que tem o objetivo de usar o soft power (poder suave) para dominar e imobilizar os pobres, mantendo-os na ignorância e na má qualidade de vida. A apologia à pobreza, a supervalorização das favelas, o "orgulho" de ser pobre e a decadência cultural através de obras mais toscas, comerciais e menos intelectualizadas tem sido os sintomas claros desta dominação pelo poder suave que transforma o povo obre em modernos "bons selvagens", impedindo a sua intelectualização (como se a burrice fosse a "maior qualidade" do povo pobre).

Apesar de se afirmarem como "esquerdistas" os integrantes do Fora do Eixo e da Mídia Ninja vivem em constante contradição, defendendo na prática tudo aquilo que o verdadeiro socialismo condena em sua teoria. Esses integrantes e seu líderes, acabam por transformar a favela em um campo de concentração onde os pobres devem ficar isolados, aprisionados em sua burrice cultural, desprovidos de senso crítico e estético, resultando no claramente visível, mas negado apartheid cultural, que se torna marca infeliz de nossa atual sociedade brasileira.

'Companheiros' do Mídia Ninja desmascarados

Do blogue União Libertária

Desmascarada mais uma falsa bandeira que trabalhava para interesses políticos.

Foto ao lado: Na convenção do PT, Dirceu circula com Capilé, dono da ONG Fora do Eixo, patrocinador do 'Mídia Ninja'

Das primeiras manifestações do Movimento Passe Livre ao “casamento da dona Baratinha”, dos protestos na Copa das Confederações ao quebra-quebra no Leblon, milhares de pessoas têm acompanhado a crise por meio do Mídia Ninja, um coletivo de jornalistas que transmite tudo ao vivo e sem cortes, do olho do furacão, usando smartphones e redes 3G.

Ainda que sua audiência seja pequena, a novidade aponta para uma mudança de paradigma nas coberturas de acontecimentos de massa.

Ocupando o vácuo deixado pelos canais de televisão, os ninjas conquistaram espaço não pela qualidade técnica de suas imagens, mas pela ousadia com que se metem em situações de risco para entrevistar manifestantes e policiais, expondo sem filtros a ação (ou omissão) do aparato repressor e ensejando um inédito grau de controle social sobre situações que, se dependesse da mídia “tradicional”, sequer teriam sido divulgadas.


Isso posto, é preciso questionar a euforia com que muita gente se apressou a decretar o fim do jornalismo convencional, um morto sem sepultura atropelado pela revolucionária ação dos ninjas.

Para demonstrar a ingenuidade dessa tese bastaria lembrar que rigorosamente todos os escândalos que conspiraram para a insatisfação geral da sociedade foram investigados e denunciados por profissionais que apuram, ouvem diversas fontes, checam informações e passam pelos crivos da boa prática da profissão.

Mas a melhor lição para quem acha que nada disso importa e basta estar do lado certo para fazer bom jornalismo foi a entrevista de mais de uma hora que o Mídia Ninja fez com Eduardo Paes na última sexta-feira.

Uma coisa é interpelar PMs despreparados no calor de uma manifestação, outra é entrevistar um político profissional: desinformados e fazendo perguntas sofríveis, os ninjas foram simplesmente jantados pelo prefeito. É evidente que isso não tira o mérito da cobertura dos protestos, mas convém baixar um pouco a bola: a falta de humildade é a primeira cilada que se apresenta para os ninjas.

Em longo texto divulgado nas redes sociais no dia seguinte à entrevista, em vez de se desculparem por perguntar se a Aldeia Maracanã será removida (?) e outras baboseiras, eles se limitaram a atribuir à demagogia do prefeito a culpa pelo péssimo trabalho que fizeram.

Vale lembrar também que “Ninja” quer dizer “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”, ou seja, a independência é um componente fundamental da credibilidade e do capital simbólico do coletivo — em uma palavra, da sua imagem. Ser independente é também fator de potencial identificação com os milhões de brasileiros que foram às ruas, em parte, por não se sentirem mais representados pelos partidos constituídos.

Ora, no último programa “Roda Viva”, na TV Cultura, o presidente nacional de um partido se referiu aos integrantes da rede Fora do Eixo, berço do Mídia Ninja, como “companheiros” que estão “próximos à gente”, passando a impressão de que eles seriam uma ferramenta de articulação político-partidária. Nada haveria de errado nisso, mas a falta de transparência confunde as pessoas: esta é a segunda cilada.

Num momento em que muita gente vive a sensação de estar sendo manipulada por cima e por baixo, pela esquerda e pela direita, por trás e pela frente, parece importante esclarecer qual é o verdadeiro grau de independência das narrativas do Ninja, que tanto tem impressionado pelo jornalismo e pela ação.

Luciano Trigo é jornalista e escritor.

Depois dos vândalos do Black Bloc, agora está caindo a máscara do tal Coletivo Mídia Ninja, que alega estar fazendo “jornalismo de vanguarda”, ao incentivar a baderna e a violência nas ruas, prejudicando e desvirtuando totalmente um dos movimentos político-sociais mais importantes da História do Brasil.

O Coletivo Mídia Ninja se apresenta como se fosse uma espécie de “jornalismo de vanguarda”, uma iniciativa aparentemente interessante e viável para quebrar o monopólio das chamadas nove famílias que comandam a “grande mídia” no Brasil. Mas na verdade é apenas mais um instrumento político de baixo nível.

O PT, chegando ao poder, traçou uma estratégia para democratizar a mídia. E se passaram 12 anos e nada. O que fez? Fortaleceu a Rede Record, está criando mais duas redes evangélicas (R.R. Soares e Waldomiro Santiago) e inundou de dinheiro uma rede de blogs amigos, que inventaram o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e o transformaram em Partido da Imprensa Governista, defendendo tudo que o governo faz e demonizando a oposição.

São muitos blogs e sites hoje financiados pelo governo, através do Banco do Brasil, Petrobras, Caixa Econômica etc., e a fila está aumentando, porque muito jornalista também quer entrar nessa boca rica. E o tal Mídia Ninja, quem diria, é financiado pelo PT, via ONG Fora do Eixo.

TUDO SE SABE…

Acontece que a liberdade/liberalidade da internet abriga também outros tipos de sites e blogs, que não são financiados pelo governo e atuam com impressionante liberdade. Agora, ao pesquisar sobre o Coletivo Mídia Ninja, me surpreendo ao encontrar uma “Tribuna da Imprensa”, alternativa, que se diz livre. E foi nesse site que encontrei a verdade sobre os “jornalistas” que agem junto com os vândalos e baderneiros.

“O PT precisava de seus próprios mascarados. Não uma massa anônima, incontrolável e com um ideal. E sim bem identificáveis, confiáveis. Aliados e afinados. Talvez também com máscaras mas saídos das entranhas do financiamento público cultural: os “NINJAS”, diz o extenso artigo, acrescentando que o Mídia Ninja é um braço da ONG Fora do Eixo, protegida por José Dirceu.

“Cria do Ministério da Cultura, o Fora do Eixo arrecadou milhões em incentivos fiscais ao longo dos anos. Uma rede política abastecida por recursos públicos, mas empenhada em algo próximo a um “marxismo cultural” do que em prestação de contas. Seria injusto eu não dizer ao menos uma ou duas boas iniciativas criadas por eles. Mas digamos que eu seja injusto. Em seus mais de 10 anos de existência nenhum artista ou grupo musical conseguiu qualquer tipo de projeção ou relevância através dos serviços do Fora do Eixo. Conseguiram sim, que associações de produtores, selos e festivais fossem fechados, dessem prejuízo ou chegassem a bancarrota.”

“Quando o PT decidiu que deveria fazer parte das manifestações, não foi uma medida desesperada. Enxergaram um interesse político e eleitoral. Uma oportunidade. Paulo Henrique Amorim enquanto mais uma vez chamava o site Anonymous de “tucanonymous”, colocou um link ao vivo da Mídia Ninja em seu Conversa Afiada. A distinção estava clara, a dicotomia mais uma vez estabelecida”.

“Vieram as manifestações, o cenário mudou. A Mídia Ninja, gerida pelo Fora do Eixo com simplórios porém eficazes recursos, mostra semanalmente a falta de comando da PM nos já esvaziados protestos contra o governador, contra Deus e contra tudo. E veio a glória: detenção totalmente insólita, por alguns minutos, de seus jornalistas.”

“Com Cabral chegando aos incríveis 20% de aprovação e arrastando junto Pezão para o buraco, Lindbergh e o PT entraram no jogo novamente para a cadeira de governador.”

O pobre Dudu Paes, cujo vice é do PT, e que ainda tem pretenções eleitorais, não foi esquecido pelos seus aliados. O PT logo arranjou com a Mídia Ninja uma exclusiva com o prefeito, garantindo de que tudo saísse bem. Entrevista com muita água e açúcar, Paes se distanciou de Cabral, criticou a polícia, elogiou os manifestantes. Se mostrou um político jovem, antenado com o digital. Paes é Ninja. E o cara-pintada Lindbergh também”.
Carlos Newton

O comentarista Yuri Sanson, sempre atento ao lance, nos mandou essa demonstrativa foto de José Dirceu recebendo o ativista Pablo Capilé, diretor da ONG Fora do Eixo, que patrocina o equipamento de transmissão usado pelos cinegrafistas do Coletivo Mídia Ninja.

Ao contrário do que se pensa, para realizar a transmissão não basta um celular, como alegam muitos exaltados comentaristas. “Para as situações de rua, um ninja tem dois kits: o individual e o de equipe. No primeiro, um celular com internet, um laptop funcionando e outros que servem como bateria, todos levados numa mochila. O segundo consiste num carrinho rosa-choque carregado com duas câmeras, mesa de corte, microfones, gerador e caixas de som. Tudo da Apple e comprado coletivamente (menos o carrinho, apropriado de um supermercado)”, foi o esquema revelado pelos dirigentes do Coletivo Mídia Ninja à revista Piauí.

Yuri Sanson nos enviou também cenas do intelectual Pablo Capilé pedindo votos para candidatos do PT. Confiram a mensagem do nosso comentarista:

“Este é o criador do Fora do Eixo pedindo votos pro PT:
https://www.youtube.com/watch?v=zj2j925IY2A

https://www.youtube.com/watch?v=cs-EPX157wE
O cara ficou rico com dinheiro público, se cria obviamente uma dependência eleitoral.

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PS – São patéticas as imagens do suposto P-2 (agente secreto da PM) que teria lançado o coquetel. Uma forçada de barra ridícula. Se era um policial infiltrado, é claro que estaria com a camiseta do grupo de vândalos, para poder se misturar a eles.

Vejam os vídeos que supostamente mostrariam o PM P-2 infiltrado jogando o coquetel molotov…

http://youtu.be/7kkgK9eY7Lo

http://youtu.be/0vEnToPyex8

Via: Livre Imprensa - http://www.livreimprensa.com.br/tucanonymous-peteninjas-e-os-aliados-do-eixo/
e http://heliofernandes.com.br

Leia mais: http://www.libertar.in/2013/07/companheiros-do-midia-ninja.html#ixzz2bCNZAw1w

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Alex Mariano e o lado humano do radialismo rock

OBS: Não falarei muito sobre o já saudoso Alex Mariano, um dos integrantes da equipe da extinta rádio niteroiense Fluminense FM, que considero a melhor rádio do mundo, de todos os tempos. 

Liderada com absoluta maestria e rara competência por Luiz Antônio Mello, que tenho a honra de ter como amigo na minha lista do Facebook, a Fluminense FM era uma rádio como deveria ser, apesar das dificuldades financeiras. 

Seu formato deveria ser copiado por todas as rádios. Seus integrantes, incluindo Alex Mariano, vítima fatal de um assalto na loja em que administrava e trabalhava, eram conhecedores de rádio e de música, utilizando o vasto conhecimento para garantir a grande qualidade de sua programação, resultando no prestígio único que a rádio adquiriu.

Alex Mariano era um dos defensores da fidelidade à proposta da rádio e sua briga como Maurício Valladares, entusiasta da gororoba cultural que influenciou os defensores da decadência cultural que vemos hoje em dia (lavagem de porco cultural é caviar?) foi bastante coerente para evitar que a Fluminense se rendesse aos modismos feitos pelas outras rádios.

Mariano deixa saudades. Não estava envolvido com rádio, mas ainda amava o rock e amava seus amigos. Depois de Samuel Wainer Filho e Carlos Lacombe, a Fluminense FM (esta também falecida), perde mais um de seus guerreiros. A cada dia estamos cada vez mais órfãos.

Sem mais. Alexandre falou tudo no texto que reproduzo abaixo. Aí vocês entenderão a importância de Alex Mariano não só para a Fluminense FM, mas também para a cultura rock.

Alex Mariano e o lado humano do radialismo rock

Alexandre Figueiredo - O Kylocyclo

Na noite de ontem, morreu assassinado num assalto o comerciante Alex Mariano Franco. Ele encerrava o expediente de sua loja Fênix, na Rua Visconde de Sepetiba, no Centro Norte de Niterói, quando foi rendido e depois baleado por assaltantes. O Centro Norte é considerado uma das áreas mais perigosas de Niterói.

Mas ele seria apenas um dos cidadãos covardemente mortos pela violência urbana se não fosse o fato de que, nos anos 80, Alex Mariano tivesse sido um dos integrantes da equipe fundadora da Rádio Fluminense FM. É a terceira morte entre os membros fundadores, depois de Samuel Wainer Filho, morto em acidente de carro em 1984, e Carlos Lacombe, também vítima de assalto, em 2002.

Alex vivia o espírito da época, quando jovens brasileiros ainda sentiam o gosto da Contracultura dos anos 60 que, naquele Brasil sufocado pela ditadura militar, foi tragada aos poucos, só acabando às vésperas do Rock In Rio, em 1984.

Mas o aparente atraso, no entanto, revelava uma criatividade. Afinal, tivemos mentes brilhantes que fizeram o Rock Brasil, o cinema juvenil brasileiro, o radialismo, o teatro e as artes plásticas que marcaram a década de 80. Se os jovens brasileiros ainda eram meio hippies quando até o punk parecia passado na Inglaterra, eles tinham jogo de cintura o bastante para se manterem modernos e atualizados.

E a Fluminense FM mostrava esse espírito, o lado humano do radialismo rock que hoje é apenas um baú de recordações. É pena que hoje o radialismo rock, reduzido a uma piada de dois números consecutivos (89), é mais uma questão de logotipo, de departamento comercial e parcerias promocionais do que um estado de espírito, impossível de ser assumido por locutores imbecilizados de fala tresloucada.

Há trinta anos atrás - e eu, aos 12 anos, começava a "mergulhar" fundo nas audições da Fluminense FM - , Alex Mariano dava seu sangue junto a Luiz Antônio Mello, Mylena Ciribelli, Monika Venerabile, Amaury Santos, Sérgio Vasconcellos, Liliane Yusim, Selma Boiron, Maurício Valladares, o citado Carlos Lacombe, entre outros.

Tempos em que rádios de rock tinham locutores que falavam feito gente, tinham inteligência e não arrogância, e respeitavam o rock antigo e o rock novo. Nada a ver com os tempos boçais de hoje, de uma 89 FM que tanto ignora os Beatles quanto o Beady Eye e acha que tudo que Mark Knopfler fez na vida foi "Sultans of Swing" e o álbum Brother In Arms.

E as rádios de rock eram mais abrangentes. Os vários produtores da Fluminense FM, com um pouco de sua bagagem musical, contribuíram para o vasto repertório que a "Maldita" tocava, e a anos-luz da Internet, havia muito mais liberdade de repertório roqueiro do que hoje, tempos de informação globalizada. Luiz Antônio Mello marcou não só pelo seu grande talento de coordenador, mas também pela cumplicidade de uma equipe que compartilhava com ele esse talento, amor e dedicação à rádio.

É porque, entregue à mesmice empresarial e aos interesses meramente comerciais, o radialismo rock hoje é um hit-parade robotizado e acéfalo montado praticamente pelas gravadoras, já que basta apenas ao programador hoje "distribuir" as músicas previamente lançadas.

Não há mais amor nas "rádios rock", não há mais espontaneidade nem talento nem criatividade. Há até ódio e rancor nas rádios ditas roqueiras hoje. Muita arrogância, muito fascismo, baseado apenas na "virtude" de não tocarem grupos vocais adolescentes e ídolos do "pagode romântico" e "sertanejo". Mas ter defeitos a menos não é o mesmo que ter qualidades a mais.

Alex Mariano entendia de tropicalismo e música brasileira. Mas também apreciava o rock clássico, e como coordenador da Fluminense FM logo após a saída de Luiz Antônio Mello em 1985, ele adotou essa linha. E um episódio ficou célebre envolvendo a briga entre Alex e Maurício Valladares.

Por causa do Rock In Rio, Maurício Valladares, fotógrafo, jornalista e divulgador e amigo de bandas como Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, apresentava o Rock Alive (a princípio, junto com Liliane Yusim), pensava que a Fluminense FM deveria mudar seu rumo para a soul music, funk autêntico e world music.

Era uma época em que a etnografia musical não era corrompida pelo canto da sereia brega-popularesco pois hoje, em nome do "mundialismo cultural", misturam-se alhos com bugalhos enfiando o joio do "funk carioca", tecnobrega, axé-music no trigo da diversidade folclórica terceiro-mundista. Como deixou claro Hermano Vianna, antropólogo que surgiu como discípulo de Valladares.

MauVal, como era conhecido, chegou aos estúdios da Fluminense FM, no mesmo centro de Niterói que viu Alex Mariano morrer na noite passada, e, encontrando ele no seu trabalho, criticou a programação roqueira da emissora. Mariano não gostou das críticas, e afirmou que a linha da Fluminense era aquela, rock'n'roll, e MauVal, irritado, decidiu dar fim ao Rock Alive, que, reformulado, hoje corresponde ao programa Ronca Ronca.

Alex Mariano, através do episódio tardiamente divulgado na Internet, foi injustamente tido como radical e xiita. Mas ele apenas havia sido fiel ao caminho que a Fluminense FM tomou, que, do contrário que se imagina, ainda manteve a programação musical em bons termos até 1990, já que entre 1986 e 1988 a emissora chegou mesmo a divulgar novos nomes do rock alternativo estrangeiro, alguns inéditos até hoje no mercado brasileiro, como Weather Prophets e Rose Of Avalanche.

A imagem de radical vinha em tempos trevosos de 2001, quando a ditadura midiática estava no auge e, no lugar do brilhantismo da Fluminense, o radialismo rock era (muito mal) representado pelo reacionarismo de tinturas extremo-direitistas da Rádio Cidade (que um dia foi uma rádio pop boa), que transformou até Monika Venerabile em caricatura de si mesma (hoje, "castigada", ela apresenta programas popularescos na Nativa FM carioca, franquia de rádio dos mesmos donos da 89 FM).

Foi uma luta para mim, que escrevia textos sobre radialismo rock na Internet, provar que o radialismo rock representado pela 89 e Cidade era fajuto, quando a tendência (equivocada) era de muita gente acreditar que a Fluminense FM de 1986 que ousava tocar Durutti Column na programação normal era "pior" do que a Rádio Cidade de 1996 que tinha medo de tocar até Beck Hansen (sucesso na MTV na época).

Muito da relembrança da Rádio Fluminense FM se deveu nos meus textos da Internet, que apresentavam às gerações recentes caraterísticas que as ditas "rádios rock" hoje não têm, e pude expandir a recordação da emissora niteroiense que Luiz Antônio Mello descreveu no livro A Onda Maldita.

Hoje a Fluminense FM não existe mais, mas até mesmo a 89 FM de 1985-1987 está morta para sempre, e olha que nessa época a 89 estava mais para uma sub-equivalente paulistana da Estácio FM, perdia até para a Fluminense de 1986-1990. É de se lamentar que muitos apoiem a 89 FM e sua fórmula "Jovem Pan com guitarras" esperando, em vão, ouvir Frank Zappa e Violeta de Outono até na hora do almoço, enquanto seus ouvidos sangram ao som de bandas poser, emo e pós-grunge.

Há muito Alex Mariano não estava mais no radialismo rock. Foi sua opção pessoal largar o ramo. Tinha outros projetos. Gostava da cultura de povos primitivos, como os Maias, Incas e Astecas, adorava viajar e gostava muito de ler sobre Economia e transporte aéreo. E, até o lamentável desfecho de ontem, também adorava manter a loja Fênix.

Ver que, no país atolado pela medriocridade galopante (até a boa publicação Carta Capital se vende para um bando de jornalistas culturais que glamourizam a breguice cultural que arrasa com o Brasil) uma pessoa como Alex Mariano morrer da forma que morreu, é desesperador.

E nem tanto por apenas ele ter sido um grande profissional de rádio. Mas como figura humana e um exemplo para os tempos de hoje, movidos pelo mero pragmatismo das conveniências. Amigos, familiares e parceiros sentirão muita falta do convívio diário de Alex Mariano, deixando uma sombra na Fênix que nem se sabe se renascerá das cinzas da violência urbana.

Eu mesmo passava nas minhas andanças pelo centro niteroiense pela Rua Visconde de Sepetiba e não tinha a menor ideia que Alex Mariano trabalhava numa loja de lá. Só soube depois da tragédia. Se soubesse antes, quem sabe eu pudesse conhecê-lo e trocar ideias e conversar sobre vários assuntos na vida. Lamentavelmente, meu quase xará faleceu relativamente cedo, aos 59 anos de idade.

O que resta agora é a polícia identificar e prender os assassinos de Alex Mariano. Depoimentos estão sendo feitos neste sentido por diversas testemunhas. Quanto ao legado do radialismo rock, Alex já faz parte da história. E, sem uma rádio à altura da Fluminense FM, num dial FM que, em todo o Brasil, sofre uma crise catastrófica - até agora não-assumida por colunistas de rádio - , quem curte rock está a anos-luz longe da 89 FM e asseclas e monta sua seleção pessoal por MP3.

São outros tempos. Creio que mais sombrios.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Eles não desistem: turma do Fora do Eixo assina com portal de esquerda para continuar destruindo a cultura brasileira

Uma má notícia foi dada ontem. A revista de esquerda Carta Capital, esquerdista quanto a assuntos políticos e sociais resolver se "endireitar" nos assuntos de cultura e chamou o jornalista Pedro Alexandre Sanches e sua equipe de pupilos da CIA (a Agência Central de Inteligência dos EUA) para escrever uma coluna na revista, dando a ele a continuação de sua "missão" de destruir a cultura brasileira dando força a formas caricatas e burras de cultura feitas por gente sem referencias culturais e muito mais interessados em usar a cultura com,o fonte de renda para se sustentar ou até enriquecer.

Havia falado em outra oportunidade que a CIA está interessada em destruir a cultura brasileira, fortalecendo as suas formas de deturpação, desviando o foco para que manifestações legítimas possam desaparecer discretamente, sem que todos percebam, colocando a música de mercado em seu lugar.

Os EUA, que não tem uma cultura conhecida (lá a música de mercado é absolutamente hegemônica), descobriram que a deturpação cultural é a melhor forma de manipular a população, pois não desperta suspeitas. Criou instituições (como a Fundação Ford), sustenta organizações (como a Open Society, do especulador financeiro George Soros, de orientação direitista) e se instala em universidades brasileiras pagando bolsas, mas impondo temas de pesquisa (de preferência exaltando a estagnação intelectual e moral do povo pobre), procurando de todo o jeito de manobrar os brasileiros intelectualmente para que o Brasil não se desenvolva e assim, não se torne um rival a altura dos estadunidenses. E O Fora do Eixo de Sanchez e seus capangas é o mais atuante nessa missão destruidora da cultura nacional, estimulando formas cada vez mais ridículas, caricatas, alienadas e toscas de "cultura".

Portanto é de estranhar que uma revista de esquerda possa contratar como articulistas de cultura gente tutelada pelos EUA e de filosofia tão capitalista quanto a de Eike Batista, achando que deturpar a cultura brasileira para que o brasileiro se mantenha na crônica ignorância e eterna baixa auto-estima (complexo de vira-lata), é o que irá trazer dignidade a população de nosso país.

Tomara que fracasse essa iniciativa e que Sanches e CIA (e a CIA também!) possam cantar em outra freguesia. E que seja em um ambiente mais de acordo com a visão etnocêntrica enrustidamente preconceituosa ("pobre só deve produzir cultura de má qualidade"), que os capitalistas tanto adoram.

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