sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Fóssil de lagarto encontrado estimula discussão sobre evolução

Uma nota publicada no portal Terra, com informações da EFE, mostra uma descoberta científica que puxou um sério de bate em fóruns da internet e na parte de comentários do próprio portal.

Foi encontrado um pedaço de pedra âmbar com um fóssil de um lagarto com idade estimada de 23 milhões de anos. O lagarto se parece com muitos que existem até hoje.

O que intrigou as pessoas é que a descoberta serviu para os detratores da teoria da evolução de Charles Darwin defenderem seus pontos de vista. Lembrando que não tenho uma posição definida em relação a Darwin, não sendo nem contra, nem a favor, por não estar profundamente por dentro da teoria lançada por ele.

Se esquecem elas que a evolução é muito mais complexa do que são capazes de pensar e que cada caso é um caso, cada espécie se evolui da sua maneira, sem uma regra fixa para todas. 

Mesmo que este lagarto seja mais antigo que alguns dinossauros, isso não inviabiliza nada. 

Só o estudo cada vez mais aprofundado da pré-história pode acabar de fato com as polêmicas, já que muitas das opiniões divergentes n]ao passam de especulação ou de pura crença.

Peixe estranho

Esse foi visto há alguns anos no Fantástico. É o Macropinna microstoma. Além de ter a cabeça transparente, lembrando uma pequena nave espacial de desenho animado, seus olhos não estão na frente. São duas bolas verdes no interior da "cabine", viradas para cima. Os dois círculos pretos na frente, por incrível que pareça, são apenas as narinas.

Adoro os animais das profundezas, pois revelam a criatividade divina de fazer seres cada vez mais estranhos, em condições de vida ainda mais estranhas. Yes, os ETs vivem conosco... nas profundezas dos oceanos.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Epidemia de dança: há 495 anos, pessoas requebravam até a morte

OBS:  Interessante, uma epidemia de "dança". Apesar do texto não citar exatamente do que se tratava, creio ser um tipo de convulsão que obrigaria as pessoas a se moverem desta forma. Várias hipóteses aparecem no texto, mas o que eu creio é esta. Pode ser que nos dias de hoje não apareça devido a evolução da medicina que provavelmente curou o tal mal. Mas que é estranho, é. 

Epidemia de dança: há 495 anos, pessoas requebravam até a morte

Matheus Pessel - Portal Terra

No século 16, a cidade francesa de Estrasburgo (então Sacro Império Romano-Germânico) era um movimentado centro comercial. Suas feiras eram frequentadas por pessoas de toda a Europa. Contudo, em julho e agosto de 1518, o local teve muito mais movimento - e não foi por motivos econômicos.

Conforme afirmam historiadores, tudo teria começado com uma mulher. Ela saiu de casa, provavelmente em 14 de julho ou algum dia próximo, e começou a dançar. Os relatos da época dizem que ela não parou por seis dias. Em uma semana, outras 34 pessoas começaram a se mexer de maneira ininterrupta. Era a eclosão de um dos casos mais curiosos da história da medicina: a epidemia de dança de 1518.

A "praga" tomou conta das ruas da cidade francesa e se tornou um problema para a nobreza e a burguesia, que consultaram os médicos da época. Após as causas astrológicas e sobrenaturais (que eram levadas a sério) serem excluídas, os especialistas chegaram à conclusão que o problema era natural, causado por "sangue quente" (para a medicina ortodoxa da época, poderia ocorrer um aquecimento do cérebro que causaria loucura). O tratamento: dançar, dançar e dançar - até as vítimas recuperarem o controle do corpo.

Salões e mercados foram abertos para as vítimas. Dançarinos profissionais e músicos foram chamados para mantê-los mexendo. Dia e noite, as pessoas requebravam freneticamente, sem parar. Se o doente enfraquecia, desmaiava, cambaleava ou diminuía o passo, o ritmo da música era aumentado. "Em um mercado de grãos e uma feira de cavalos, as elites criaram espetáculos tão grotescos quanto telas de Hieronymus Bosch retratando a loucura humana ou os tormentos do inferno", diz em artigo John Waller, professor de história da medicina da Universidade do Estado de Michigan e autor de livros e outro textos sobre esta e outras pragas de dança.

"Em um mercado de grãos e uma feira de cavalos, as elites criaram espetáculos tão grotescos quanto telas de Hieronymus Bosch retratando a loucura humana ou os tormentos do inferno", diz em artigo John Waller Foto: Wikimedia "Em um mercado de grãos e uma feira de cavalos, as elites criaram espetáculos tão grotescos quanto telas de Hieronymus Bosch retratando a loucura humana ou os tormentos do inferno", diz em artigo John Waller Foto: Wikimedia

Não foi o primeiro caso de praga de dança registrado. Antes de Estrasburgo, pelo menos outros sete surtos ocorreram na Europa. Mas Estrasburgo teve maiores proporções. No final de agosto, seriam mais de 400 "infectados". Muitos mortos de tanto dançar - literalmente. "Nós não temos meios de saber quantos morreram - algumas crônicas dizem 'vários' e as autoridades da cidade foram suficientemente alertadas para parar toda a dança pública, tendo antes encorajado isso. É também plausível que as fatalidades resultaram de dançar sob o auge do calor do verão e raramente se parar para comer ou beber", diz o historiador ao Terra.

Após a primeira estratégia ter sido um desastre, as autoridades decidiram que o problema não era uma doença natural, e sim uma maldição enviada por um santo (para o pensamento do final da Idade Média, que persistia na região, os homens santos não apenas ajudavam contra certos males, mas também poderiam usar as doenças contra pecadores). O escolhido foi são Vito, conhecido por ajudar epilépticos.

A associação com o santo vem de outros casos de praga de dança. O primeiro conhecido foi na Suíça, quando dois surtos ocorreram em prédios religiosos no século 15, no dia seguinte ao de são Vito. Em 1518, a associação já estava bem conhecida.

As dançomanias são bem documentadas e foram descritas em numerosas crônicas medievais europeias que continham descrições de testemunhas. Além disso, diversos médicos do período escreveram sobre isso. Sendo assim, não há dúvida de que ocorreram - a questão mais relevante é: por quê?

As vítimas então passaram por uma espécie de cerimônia. Foram calçados nelas sapatos vermelhos e os dançarinos foram despachados para um santuário dedicado a Vito nas montanhas. Eles ficaram ao redor de um altar com as imagens do santo, da Virgem Maria e do papa Marcelo. Nas semanas seguintes, a epidemia perdeu força até exaurir, com os doentes recuperando o controle do corpo.

Mas fica um pouco difícil acreditar que, repentinamente, um grupo de pessoas seja afetado por uma "praga de dança". Dá para confiar nessas histórias? Segundo Robert Bartholomew, sociólogo da Universidade James Cook (Austrália) , "as dançomanias (como também são chamadas) são bem documentadas e foram descritas em numerosas crônicas medievais europeias que continham descrições de testemunhas. Além disso, diversos médicos do período escreveram sobre isso. Sendo assim, não há dúvida de que ocorreram - a questão mais relevante é: por quê?"

Causas e teorias

Diversas são as opiniões sobre o que levou centenas de pessoas a saracotear freneticamente pelas ruas de uma cidade francesa no início da Idade Moderna. Uma delas é de que o problema teria causa química ou biológica. O principal "suspeito" é a ferrugem dos cereais, um tipo de fungo que ataca plantações. Segundo Waller, essa possibilidade foi descartada, pois, apesar de o fungo causar convulsões violentas e ilusões, ele não leva a movimentos coordenados que duram por dias.

A praga de dança foi uma expressão patológica de desespero e medo religioso
John Waller Professor de história da medicina da Universidade do Estado de Michigan

Outra causa seria a peste negra. A dança seria uma resposta à dor extrema causada pela doença nas vítimas. Segundo Robert Bartholomew, o problema aí é que a data não encaixa com as de surtos da peste.

Para o historiador John Waller, é necessário entender o contexto da época. As décadas que precederam a epidemia, afirma, foram notáveis pela severidade - mesmo em um período em que a população era acostumada com o medo e a privação. Ocorreram momentos de grande penúria em 1492, 1502 e 1511. Invernos rigorosos, verões abrasadores, granizo e tempestades de neve acabaram com as plantações - desastres que atingem mais a população pobre da cidade. Além disso, os senhores de terra aumentavam os impostos agressivamente e decretavam diversas proibições à população - como pescar e caçar em suas posses, o que apaziguaria a fome.

Em 1516, um verão escaldante acabou com as plantações e o preço do pão disparou. As pessoas gastavam suas economias para pagar pela comida. O inverno que se seguiu foi rigoroso e muitas pessoas morreram de fome. Doenças afligiam o povo e eram consideradas castigos divinos. Um relato da época conta que um orfanato ficou lotado com filhos de vítimas da varíola.

Segundo o historiador, o medo e a angústia eram gerais na população mais pobre, que acreditava em qualquer rumor místico. Além disso, a maldição do santo já era bem conhecida na Europa. "Que são Vito venha para você" ou "que Deus lhe dê são Vito" eram maldições conhecidas na época.

A pressão física e mental, diz Waller, tornou as pessoas mais suscetíveis a sugestões. Quando elas viram pessoas "amaldiçoadas" por são Vito, acreditaram também que elas eram amaldiçoadas e se uniram inconscientemente. A ação das autoridades, de incentivar a dança das vítimas em locais públicos, fez com que a epidemia só se espalhasse ainda mais.

"A praga de dança foi uma expressão patológica de desespero e medo religioso", diz Waller. Essa explicação se aplicaria aos demais casos. Em 1374, por exemplo, antes de a praga ser atribuída a são Vito, as vítimas acreditavam terem sido amaldiçoadas pelo diabo ou por são João.

Bartholomew tem outra visão. "Em teoria, muitos especialistas pensam que (as dançomanias) foram uma resposta catártica reprimida por estresse associado a pragas, fome e a peste negra, especialmente a última. Eu discordo. Eu sou um dos pesquisadores que tem uma explicação diferente. A de que essas pragas são consequências de crenças religiosas nas quais as pessoas pediam favores divinos através da dança", diz.

O sociólogo diz que relatos da época afirmam que as pragas de dança começavam com grupos de peregrinos que chegavam às cidades atingidas. Essas procissões eram marcadas por gritos a santos e danças pelos participantes. Ao longo do percurso, os moradores acabavam se unindo à dança, que se tornava frenética por parte dos fervorosos.

Para Waller, há um problema com esta hipótese: as vítimas não demonstrariam prazer em seus atos. Elas implorariam a outras pessoas e padres por ajuda. As expressões em suas faces eram de medo e desespero.

O fim repentino

As pragas de dança ocorreram durante a época final da Idade Média e desapareceram. Estrasburgo foi o último grande caso e até o final daquele século teriam sumido por completo.

Gravura de 1587 mostra a cidade de Estrasburgo, que no período romano foi chamada de Argentoratum  Foto: Wikimedia Gravura de 1587 mostra a cidade de Estrasburgo, que no período romano foi chamada de Argentoratum  Foto: Wikimedia

"Não está inteiramente claro por que esses surtos pararam no final do século 16. É sensato assumir que como a crença nas maldições de santos enfraqueceram lentamente, elas não poderiam mais surgir. É também provável que com o estável crescimento do nível de instrução e o aumento, apesar de gradual, de uma mentalidade mais laica entre os educados, esses surtos não ficaram fora de controle porque as autoridades davam menor créditos às crenças populares", diz Waller.

Para o historiador, fica uma lição com a epidemia de dança. Por mais sobrenatural e inacreditável que o caso pareça, ele é um fenômeno psicológico que "nos lembra da inefável estranheza do cérebro humano".

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Chloe Moretz pode estar namorando há mais de um ano

Em tempos de mediocrização cultural, a vida afetiva se tornou o atrativo para os paparazzi e a mídia em geral. Relacionamentos deixaram de ser exclusivamente um direito particular de celebridades para fazer parte das carreiras das mesmas. Namorar agora faz parte da vida profissional das celebridades. 

Tanto é verdade que relacionamentos são forjados e outros são escondidos. O namoro de fachada de Neymar e Bruna Marquezine teve todas as características de um relacionamento forjado e após acabar foi comprovado que o mesmo surgiu para promover as carreiras de ambos (contratos publicitários forma rompidos após o fim do relacionamento). Mas foi difícil segurar a farsa por mais tempo, apesar da proximidade da copa que irá transformar Neymar em "herói cívico".

Mas outros relacionamentos surgem sem ninguém saber. Relacionamentos verdadeiros mas que são cuidadosamente escondidos, seja para promover celebridades como solteiras (como muitas dançarinas que fingem celibato para agradar aos fãs), seja para preservar a privacidade de tal celebridade (como no caso de Lacey Chabert, que anunciou recentemente seu casamento sem ninguém saber que estava namorando - a identidade do felizardo ainda foi preservada).

E neste segundo caso, do relacionamento que é escondido para preservar a privacidade do famoso em questão, está a Chloe Moretz, a adolescente mais desejada do mundo. Oficialmente solteira, foi revelado recentemente que a mesma pode estar namorando com o ator Cameron Fuller. E seu relacionamento como este ator pode estar durando a mais de um ano.

Esta notícia pegou todo mundo de surpresa, pois até então, todos achavam que Fuller era só um amigo e suas carícias na atriz seriam somente brincadeira. Mas fontes seguras garantem que o namoro é sério e duradouro, talvez esperando a maioridade da atriz para ser oficializado. O que para segundo muitos sites não pode ser aguardado, já que muitos confirmam o relacionamento.

Houve até um boato de que Moretz estava saindo com um brasileiro não-famoso, membro de uma influente família brasileira. Mas neste caso, tudo não passou de um boato supostamente para promover o tal brasileirinho. Na mesma época deste suposto namoro, Moretz estava com Fuller.

Resta aguardar algum pronunciamento dos dois atores, já que Moretz chegará à maioridade em seu próximo aniversário (consta que Fuller, sem idade revelada, já seja maior de idade). Mas tudo indica, para a tristeza dos fãs, que a ultra-amada Chloe Moretz é uma mulher muito bem comprometida. Resta a todos se conformarem com isso.

Bullying, uma forma particularmente danosa de violência

OBS: O Bullying arruinou a minha vida. Os problemas sociais afetivos e profissionais que tenho são sequelas de uma adolescência humilhante, onde fui ridicularizado por gente que pensava que era melhor do que eu (e claramente não era e nem é). Combater essa praga, incurável em uma sociedade competitiva e consumista, onde o objetivo de quase todos é um ser melhor que o outro, através de atitudes estereotipadas e acúmulo de bens e direitos, é quase impossível. Mas muita gente, felizmente, se esforça para acabar com este mal, denunciando e propondo soluções. A entrevista abaixo mostra um desses esforços.

Entrevista com Marcos Rolim: Bullying, uma forma particularmente danosa de violência.
Blogue Mundo em Colapso  

Marcos Rolim é jornalista formado pela UFSM, especialista em segurança pública pela Universidade de Oxford (UK)  e mestre em sociologia pela UFRGS, onde está concluindo seu doutoramento. É professor da Cátedra de Direitos Humanos do Centro Universitário Metodista (IPA) e coordenador da Assessoria de Comunicação Social do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS). Atua, ainda, como consultor em segurança pública. É autor, entre outros trabalhos, de "Bullying, o pesadelo da escola" (Dom Quixote) e "A Síndrome da Rainha Vermelha: policiamento e segurança pública no século XXI" (Zahar/Oxford University).

Entrevista concedida e publicada no dia 14 de Fevereiro de 2013.

MUNDO EM COLAPSO:  Você acredita que o acesso da população a armas de fogo é a principal diferença que evita aqui os ataques psicopatas que acontecem nas escolas Estadunidenses?

MARCOS ROLIM: As armas de fogo se transformaram em um problema de saúde pública nos EUA. Elas estão presentes em, pelo menos, 35 mil mortes e em mais de 100 mil ferimentos a cada ano nos EUA. Os Estados Unidos tiveram, em 1997,  34.436 mortes por armas de fogo. Deste total, 54% foram casos de suicídios (16.166), 42% foram homicídios (15.289) e 3% casos de mortes acidentais (981 casos).  Uma média impressionante de 88 mortes por arma de fogo ao dia, das quais 12 são de jovens (CSGV, 2001). Nos EUA, dois terços dos homicídios são praticados com armas de fogo e, entre os jovens de 15 a 24 anos que foram vítimas de homicídios, mais de 80% deles morreram por conta dos ferimentos causados por armas de fogo (Cook et al. 1995). Em sua história recente, os EUA tiveram vários atentados com armas de fogo contra seus presidentes, como John Kennedy e contra líderes da luta pelos direitos civis, como Martin Luther King.  Para piorar o quadro, os EUA têm convivido com uma seqüência de massacres praticados com armas de fogo envolvendo, basicamente, duas situações: atiradores perturbados mentalmente, munidos de armas automáticas, que alvejam aleatoriamente pessoas na rua, e jovens armados que descarregam suas pistolas dentro de escolas, matando alunos e professores.

Massacres em escolas já ocorreram em outros lugares, inclusive no Brasil. Em 1996, houve o Massacre de Dunblane, na Escócia, um sujeito de nome Thomas Hamilton, 43 anos, matou 16 crianças entre 5 e 6 anos e um professor, em apenas três minutos de disparos antes de se suicidar. No mesmo ano, ocorreu a Tragédia de Port Arthur, na Austrália, que resultou na morte de 35 pessoas e em sérios ferimentos em outras 37. A tragédia ocorreu nas ruínas da Prisão-colônia de Port Arthur, um lugar muito freqüentado por turistas.  O responsável pelos disparos, Marin Bryant, 29 anos, usou um rifle semi-automáico para atingir suas vítimas.  Antes destes dois casos, houve o Massacre de Montreal, no Canadá, em 1989, quando Marc Lepine, 25 anos, com uma mini metralhadora, atingiu 28 estudantes e professoras, matando 14 jovens mulheres na Escola Politécnica da Universidade de Montreal. O tema central nestes massacres foi o acesso a armas semi-automáticas e automáticas. A diferença é que na Grã Bretanha, Austrália e Canadá, a opinião pública pressionou os respectivos parlamentos que aprovaram leis que baniram as armas de fogo ou restringiram radicalmente o acesso a elas. Nos EUA isto nunca ocorreu. Agora, depois do massacre mais recente, Obama está tentando aprovar uma lei de maior controle. As propostas já anunciadas, entretanto, são muito tímidas e, mesmo assim, enfrentarão forte resistência.

No Brasil, o Estatuto do Desarmamento criou uma nova realidade a partir de 2004, tornando mais difícil o acesso às armas e praticamente inviabilizando o porte. Mesmo antes desta lei, entretanto, nunca tivemos a facilidade de comprar armas automáticas e semi-automáticas como ocorre na maioria dos estados americanos. Isto faz muita diferença quanto à letalidade potencial.

MUNDO EM COLAPSO: O bullying é uma prática que acontece apenas em ambiente escolar ou ela está presente no trabalho, nos espaços de convivência, pela polícia, políticas públicas e dentro dos lares? Hoje em dia a palavra "Bullying está na moda e sendo usada para muita coisa, o que caracteriza exatamente o bullying?

MARCOS ROLIM: O bullying é uma forma particularmente danosa de violência e suas conseqüências podem ser muito graves. Para que ele ocorra são necessárias duas características básicas: a violência (em qualquer das suas manifestações) deve ser praticada entre pares – vale dizer: entre pessoas que não estão submetidas por relações hierárquicas, e deve ser repetida.  É a repetição da violência sobre as mesmas vítimas que torna o bullying especialmente destrutivo e que costuma transformar a vida dos atingidos em um inferno.  Com a banalização da expressão, há muito emprego equivocado do conceito. Já ouvi falar, por exemplo, de “bullying” de professor sobre aluno, ou vice-versa. Ora, professores e alunos estão em uma relação hierárquica, não são “pares”, logo não há, conceitualmente, a possibilidade de bullying aí.  Pode haver – e há – bullying entre professores, assim como há entre alunos. Outras vezes, o bullying é confundido com o assédio moral, fenômeno muito diverso.  O bullying pode ocorrer em qualquer espaço, desde que entre pares e de forma repetida. Muito comumente, as agressões se prolongam por anos. Elas podem envolver agressões físicas ou não. Práticas de humilhação e de isolamento, por exemplo, são mais comuns e podem ser piores que as agressões físicas.

MUNDO EM COLAPSO: Como estão as iniciativas anti-bullying atualmente em seu estado? Que políticas públicas estão sendo realizadas ou projetadas?

MARCOS ROLIM: O RS saiu na frente e foi um dos primeiros estados a ter uma legislação anti-bullying, com o projeto de autoria do vereador Mauro Zacher (PDT) aprovado pela Câmara Municipal de Porto Alegre. Logo depois, uma iniciativa inspirada nesta lei municipal se transformou em lei estadual, por iniciativa do então deputado Adroaldo Loureiro.  Até hoje, entretanto, nem a prefeitura de Porto Alegre, nem o governo do estado, desenvolveram uma política pública com base nestas legislações. Para que isso ocorra seria preciso que os governantes se interessassem pelo tema e delineassem políticas específicas que envolvem, basicamente, investimentos na formação dos professores e das direções das escolas.

MUNDO EM COLAPSO: Em seu site existem alguns livros para encomendar, como autor você já conseguiu algum lucro?

MARCOS ROLIM: Meus livros costumam vender razoavelmente. A “Síndrome da Rainha Vermelha”, por exemplo, já vai para a terceira edição, o que é uma raridade em se tratando de literatura científica e sociológica no Brasil. Mas o que os autores recebem por conta de direitos autorais é, quase sempre, insignificante. Há outros trabalhos meus sobre os quais abri mão dos direitos autorais, como o estudo sobre as armas – “Desarmamento: evidências científicas (ou: tudo aquilo que o lobby das armas não gostaria que você soubesse)” - que está disponível para download em minha página (www.rolim.com.br).  O melhor de escrever livros é ser lido. Escrever para mim é uma forma de lutar.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O fim do AM e a volta da Rádio Cidade "roqueira"

Dois assuntos envolvendo rádio estavam em evidência nesta semana: a transferência de toda a programação AM para o FM e a volta da versão supostamente roqueira da Rádio Cidade do RJ.

Em ambas as notícias, mostram um retrocesso do rádio, que amarga audiências cada vez piores e é claramente ameaçado pelo mp3, este permitindo que cada ouvinte faça a sua própria programação. No desespero de alavancar as audiências, medidas como essas são tomadas.

A transferência para o FM pode sinalizar fim do AM

Foi anunciado que toda a programação de emissoras de rádio AM serão transferidas para a FM. Argumentam os que decidiram pela medida que é para favorecer a recepção em aparelhos de celular. Mas o verdadeiro motivo é algo que os empresários de rádio estavam ansiosos desde os anos 90: matar o AM.

Não vai adiantar o FM ser composto com toda a programação duplicada com o rádio AM. A ideia mesmo é matar o AM por ser este mais caro para manter e de sonoridade um pouco mais fraca. Apesar de ter um alcance maior que o FM, o AM gasta muito dinheiro com manutenção e aperfeiçoamento. Dá para ter uma sonoridade igual ao FM, mas um gigantesco investimento seria necessário para melhorá-lo, o que não é de interesse dos donos de rádio.

Desde os anos 90, os empresários de qualquer setor visam gastar menos possível para lucrar cada vez mais. E gastar pouco, em muitos casos, significa abrir mão de qualidade, fato favorecido pela mediocrização cultural que predomina nos dias de hoje. As pessoas passaram a ser menos exigentes e empresários abusam sempre deste fato.

Mesmo com a pouca potência, o FM é mais barato e sua sonoridade mais límpida, é atraente para os ouvintes. Os donos de rádio com certeza, não vão abrir mão de matar o subestimado AM, enterrando de vez uma preciosa historiografia radiofônica que orgulhou muito quem participou tanto das transmissões quanto das recepções das conhecidas emissoras do já saudoso AM.

Rock para quem se contenta com pouco

Outra notícia radiofônica da semana é a volta da Rádio Cidade. Embora não confirmado, a sua volta gerou um  festival de especulações. Uma delas é a volta da programação "rock" da Rádio Cidade. "Rock" está entre aspas porque  não é uma programação engajada e sim um mero vitrolão onde o gênero é hegemônico.

Quem conhece a história da Rádio Cidade, como eu, sabe muito bem que a vocação dela é o pop hit-parade. Tanto é que considero dois auges da emissora: a primeira metade da década de 80 e o ano de 1992. Neste último, a Cidade se tornou uma excelente rádio de dance-music, bastante informativa e com variedade dentro gênero, com direito a remixes raríssimos, muito hoje difíceis de se encontrar pela internet.

Mas em 1995, a rádio cismou em virar filial carioca da 89 FM, uma rádio que finge ser especializada em rock e que na verdade não passa de um vitrolão a executar apenas sucesso do gênero. Como uma espécie de rádio jovem que só toca aquilo que os jovens entendem como "rock". Ou seja, uma "Jovem Pan com guitarras", nas palavras de meu irmão Alexandre.

A volta dessa rádio infelizmente está sendo comemorada, já que muitos jovens, nesta época de mediocrização, se contentam com uma lista de músicas que possa se encaixar no gênero, sem representar algo realmente essencial. Para os fãs desse tipo de rádio, tocar apenas sucesso do rock está bom demais, o que não é coerente com a verdadeira atitude rock, questionadora, pesquisadora e exigente. A cultura rock perde com rádios como a Cidade. Lamentável.

Barry Kripke é o "Cebolinha" de Big Bang Theory

Para quem assiste o seriado The Big Bang Theory ouvindo o som original já deve ter percebido que o personagem Barry Kripke, brilhantemente  interpretado pelo comediante John Ross Bowie, tem o hábito de trocar o som do "r" por outras letras, sobretudo os sons do "l" ou do "u", dependendo da aplicação.

É um defeito conhecido de um personagem famoso dos quadrinhos brasileiros, Cebolinha, criação de Maurício de Souza, cartunista mais famoso do Brasil. O defeito foi eliminado na versão adolescente do Cebolinha, já que há menos humor nesta versão dos quadrinhos (mais focados em ação, aventura e romance).

A maioria dos episódios legendados não reparou neste detalhe de Kripke, deixando escapar do conhecimento dos brasileiros esta peculiaridade do personagem, pois os textos grafados nas legendas não enfatizam esta característica de Kripke (com exceção de um episódio, o que mostra Raj conversando com uma voz feminina gravada em seu celular).

 Somente quem presta bem atenção no áudio original percebe este traço, que só aumenta ainda o tom de humor deste seriado que melhor retrata o nerd na sociedade atual.



sábado, 22 de fevereiro de 2014

A evolução tecnológica como uma farsa

Pessoas precisam se alimentar e se sustentar. Num sistema onde quase todos os benefícios são comprados, necessitando de dinheiro para adquirir, é preciso estimular que a remuneração seja perpetuada, senão um dia para e o cara deixa de receber dinheiro, consequentemente, deixa de adquirir seus bens.

Por isso a indústria de tecnologia engana a população com supostas atualizações de seus produtos, sempre acrescentando um detalhe e outro, para forçar que as pessoas sempre continuem comprando. Mesmo que um produto alcance a funcionalidade ideal, é preciso transformá-lo, mesmo que seja inutilmente, para forçar a compra constante.

Muitos produtos já alcançaram o nível ideal de sua funcionalidade. Muita gente não percebe isso porque a publicidade sempre coloca na cabeça das pessoas que é "necessário" aprimorar os produtos, mesmo os que já estão aprimorados. Quando o produto não oferece oportunidade de upgrade, elimina-o do mercado e coloca-se outro, como fizeram com o disco de vinil e a máquina de escrever.

Eu utilizo o Windows XP no meu computador. Para mim, ele satisfaz plenamente. Isso até eu descobrir que as atualizações necessárias ao seu perfeito funcionamento não são mais fornecidas. Se já é estranho um programa ser obrigado a se atualizar para funcionar plenamente (o que já é um forçamento de barra), imagine quando nem essas atualizações estão sendo feitas.

A Microsoft, do "bom moço" Bill Gates, está obrigando todos os usuários do XP a abandonar este sistema e aderir ao Windows 8. Se fosse gratuito para quem já possui o XP original, como eu (paguei 250 babas por um simples disquinho, sem back-up, fácil de ser danificado), seria ótimo. Mas para obter o dito cujo, tenho que arrumar no mínimo 250 reais para obter um cd original do programa. 

Há a opção de download pago no site oficial por 70 reais. Mas a desvantagem é que a cada necessidade de formatação do HD, paga-se 70 reais para recolocar o programa, e isso para quem tem um computador pronto para fazer este download, pois para quem tem um computador sem qualquer sistema (como acessar a internet num HD vazio, sem sistema?), terá que se virar com um disquinho, nem que seja de uma versão anterior do programa.

Muita cara de pau não somente da Microsoft mas de qualquer empresa que lida com tecnologia. Por causa de gente desse tipo, outras pessoas estão indo à falência, sem condições justas e gratuitas para se adaptar as atualizações impostas.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cientistas encontram vírus gigantes com maiores genomas já vistos

OBS: Incrível esta descoberta. Um vírus 100 vezes maior do que o normal e com complexidade orgânica nos faz repensar todos os conceitos dos seres então mais simples que conhecíamos.

Cientistas encontram vírus gigantes com maiores genomas já vistos
Do G1, em São Paulo

Suas características contrariam ideia de que vírus são seres muito simples.

Dois tipos de vírus gigantes descritos na edição desta semana na revista “Science” podem representar um grupo totalmente inusitado na árvore da evolução dos seres vivos. Os dois foram identificados na Austrália e no Chile, e ganharam o nome de pandoravírus, porque os cientistas consideram que sua descoberta é como abrir uma caixa de Pandora, cheia de surpresas.

Na revista, os autores franceses Jean-Michel Claverie e Chantal Abergel, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS, na sigla em francês), apresentam suas descobertas destacando que os pandoravírus não têm "semelhança genômica ou morfológica com nenhuma família de vírus previamente definida".

Um dos pandoravírus foi identificado no mar, perto da costa central do Chile, e chega a ter 1 micrômetro de tamanho (1 milésimo de milímetro). O outro, um pouco menor, estava no barro de um lago de água doce perto de Melbourne, na Austrália.

Além de terem tamanho que chega a cem vezes o de outros vírus, os dois exemplares têm o DNA mais longo já visto entre seus pares, maior até que o de alguns tipos de bactérias. Isso é um forte argumento contra a ideia de que os vírus são seres simples demais para serem considerados vivos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O racismo na vida afetiva

Eu estava há muito tempo para escrever este texto, mas como ele é meio polêmico, hesitei muito. Mas com a data de hoje, que é a verdadeira data pela luta contra o racismo, resolvi encarar o desafio de desabafar sobre o assunto, com muito cuidado para evitar mal-entendidos graves.

Falarei do racismo contra homens não-brancos (negros, mestiços, indígenas, árabes, etc..). O racismo contra mulheres não será comentado. Primeiro porque não sou racista (adoro e respeito com muito carinho as  mulheres negras). Segundo porque a intenção desta postagem é dar o ponto de vista de vítima, já que sou mestiço. 

Apesar dos traços finos, minha testa é grande, minha cabeça redonda, meu cabelo é crespo e meu traseiro... deixa pra lá. Meu avô paterno, já falecido foi um misto de negro e indígena. Por parte de mãe, sou descendente de ingleses.

Escolher tipo favorito não é erro. Erro é rejeitar por erro de impressão

Antes de qualquer coisa, tenho que esclarecer algo. Não há nada de errado uma mulher optar por não namorar um não-branco por uma questão de preferência. Namoro, por ser algo bem subjetivo, permite que uma pessoa escolha quem quiser para ser seu parceiro.

O racismo na vida afetiva, na verdade é quando a pessoa recusa um não-branco por achar que ele corresponde a valores estereotipados que nem sempre condizem com a realidade. Aí sim, é cruel.

Por exemplo: achar que um mestiço é burro, grosseiro e cafona só porque não é branco. Um erro grave, já que numa sociedade diversificada como a nossa, muitos brancos são burros, grosseiros e cafonas, enquanto muitos negros e mestiços são cultos, educados e de bom gosto. Não há regra quanto a isso.

Julgar pela aparência algo que não condiz com a realidade, além de cruel, é danoso. Não só para o não-branco rejeitado como para a própria mulher que acaba levando gato por lebre, aguentando a as grosserias e a cafonice do branquelo que ela julgava culto e educado.

Brancos vencem na vida mais facilmente. Mulheres sabem disso

Outra coisa é que as mulheres, ao escolherem um branco para namorar, recusando um não-branco, na verdade está sendo interesseira. Sabem muito bem que brancos crescem muito mais facilmente na vida profissional que não-brancos. Já senti isso na pele, algumas vezes. E é horrível.

As mulheres que optam por namorar não-brancos apelam para outra crueldade: exigir mais de não-brancos. Negros e mestiços, por exemplo, tem a obrigação de serem fortes e/ou altos, isso quando não são ricos. O tipo "buiu" (negro baixinho e fracote), é automaticamente descartado, enquanto para brancos, ser baixo ou fraco, mesmo sendo um obstáculo, não é empecilho para respeito social e para conquista de uma mulher.

Para as mulheres é como se um homem, não sendo branco, tivesse deixado de preencher um importante requisito, tendo que compensar com o preenchimento de outros. 

No Brasil, sudestinas e sulistas são mais interesseiras e racistas

A minha experiência pessoal de vida indica que sofro mais racismo afetivo no Sudeste e no Sul (eu sou um sulista (SC) criado no Sudeste (RJ)). Mesmo sendo paquerado em Niterói (com muito maior frequência durante a adolescência, a Idade das Oportunidades), só quando fui morar em Salvador que pude mesmo ser valorizado como um homem atraente. 

Na Bahia, fui muito mais paquerado do que em Niterói. A qualidade das mulheres até melhorava na Bahia, pois mulheres cultas e de beleza chamativa já demonstraram interesse por mim. Só não namorei com várias delas por timidez ou falta de oportunidade de namoro (distância, falta de tempo, etc.). Lá em Salvador sou considerado atraente, enquanto para a maioria das niteroienses, me confundo com a paisagem, de tão sem graça que pareço ser.

Imagine na terra onde eu nasci, Florianópolis! Na minha viagem de1982, sofri uma xingação racista de um rapaz. Isso foi uma amostra, já que ainda era criança e não tive contato com garotas catarinenses na ocasião. Mas certamente teria dificuldades. Só mesmo a sorte poderia reverter, como no caso do pardo baiano que conquistou uma branquela catarinense neta de ingleses: meus pais, o casal que se uniu para dar vida a este que vos escreve.

O que deve ser feito para acabar com isso?

Somente uma educação maciça e duradoura fará com que o racismo desapareça da sociedade brasileira. O racismo ainda é bem forte, embora tenha havido avanços bem nítidos em combate a esta forma cruel e imbecil de preconceito que julga as pessoas pelos traços étnicos.

Educar as meninas desde cedo a valorizar os homens não pela etnia, pela posição social ou pelas posses materiais e sim pela capacidade de amar, respeitar e conviver ao lado delas. Isso é o que interessa.

O racismo é uma das piores coisas que surgiram em nosso mundo. É muito mais cruel do que qualquer pessoa é capaz de imaginar. Um desrespeito inaceitável ao ser humano, se esquecendo que o conceito de raças é equivocado e que todos nós somos muito mais parecidos do que pensamos. Na verdade somos todos de uma raça só: a raça humana. O resto é detalhe.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cientistas podem ter encontrado prova de vida fora da Terra

Os cientistas podem estar diante de uma prova de que existe vida fora do planeta em que vivemos. Um micro-organismo voador foi encontrado na atmosfera durante a passagem de vários meteoros parece ser a primeira prova de vida fora da Terra. 

Pesquisadores da Universidade de Sheffield, Inglaterra (cidade que nos deu bandas como Human League, ABC e Arctic Monkeys), que estão analisando o micro-organismo, afirmaram que há outros similares que teriam vindo nas mesmas condições. Esta foto foi tirada por uma sonda.

A provável pista de que este micro-organismo não é terreno está na altura da atmosfera onde ele foi encontrado, 27 quilômetros de altura da superfície terrestre. Afirmam os cientistas que para que esse micro-organismo chegasse a essa altura vindo da Terra, teria que ter havido uma erupção vulcânica de proporções colossais, o que não aconteceu na ocasião. A mesma equipe de cientistas garante que não houve nenhum tipo de contaminação em algum objeto que tenha estado nesta altura da atmosfera terrestre.

Críticos da descoberta ainda estão em dúvidas e exigem novos estudos para comprovar que sejam realmente provas de vida fora da Terra. De qualquer forma, a ideia foi lançada e continuaremos aguardando a confirmação. O que se sabe é que não faz sentido em um universo infinito e em constante expansão, haver vida apenas em um planetinha insignificante como o nosso.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"Penny, você não é romântica porque você é linda. Os homens chegam facilmente até você"

Esta frase apareceu no episódio mais recente de The Big Bang Theory, o meu seriado favorito e que mostra com fidelidade todo o cotidiano de nerds como eu. Ela foi dita pelo personagem Raj (Kunnal Nayar) para a Penny (Kaley Cuoco), durante uma conversa em que Penny tentava pedir dicas sobre como ser romântica com o namorado Leonard (Johnny Galecki). A foto que ilustra esta postagem não é desta cena, nem do episódio referido.

Curiosamente, eu tinha pensado sobre isso na tarde do mesmo dia. Sobre porque as mulheres hoje tem eliminado o romantismo verdadeiro (elas só admitem o aparente, estereotipado) e a capacidade de afeto (que elas guardam com exclusividade para amigos e para os filhos, quando tem). O comentário dito a Penny serviu como resposta: está tudo muito fácil para as mulheres.

A personalidade apática  das mulheres

Noto que a maioria das mulheres resolveu ficar mais exigente e insensível. Dá para ver nos olhos das mulheres que andam pela rua. Vão argumentar que é a vida cotidiana, o excesso de trabalho, etc.. Mas isso é insuficiente para justificar o semblante visto no olhar das mulheres, o que sugere que a apatia vem da alma e não do cansaço cotidiano. As mulheres estão perdendo a capacidade de sentir afeto.

As mulheres agem como se não gostassem mais de ninguém. Alguns homens já começam a achar que isso serve de confirmação para aquela lenda de que "mulher não gosta de homem". Mas o que se percebe mesmo é que as mulheres andam cada vez mais apáticas.

A falta de confiança em desconhecidos é outro argumento usado para justificar essa apatia. Mas duas coisas derrubam essa justificativa. Primeiro, que a sociedade brasileira não é tão malévola assim, como acontece no Oriente Médio. A maior parte dos desconhecidos não oferece perigo.

Prevenção não evita relacionamentos mal escolhidos

Segundo, essa atitude pseudo-preventiva das mulheres não garante relacionamentos com homens de índoles duvidosas. Está cada vez mais comum vermos verdadeiros "trogloditas polidos" se dando bem na vida afetiva e revelando bons profissionais (é para isso que os homens existem?), chegando até a se envolverem em matrimônios bem duradouros, mas sem esconder a falta de vocação para a vida em matrimônio, já que suas personalidades são um desastre. Chatos posando de Don Juans.

Isso sem falar que crimes passionais estão cada vez mais comuns, já que estes homens, incapazes de segurar naturalmente as mulheres (os que não conseguem segurar seu matrimônio com o dinheiro, seguram com a violência). E aí, mulheres: adiantou prevenir?

Na verdade, independente da qualidade da personalidade dos homens que as mulheres consegue pegar, elas estão cada vez mais tendo facilidade de arrumar homens. Isso é que tem feito as mulheres se tornarem mais apáticas. Claro, pra quê se esforçar em desenvolver uma aptidão se sem essa aptidão, as coisas vem facilmente? Por isso mesmo que o sofrimento e as dificuldades são úteis para que as pessoas possam se evoluir como seres humanos. A dificuldade em se obter algo é que nos faz desenvolver qualidades.

Está tudo muito fácil para as mulheres

As mulheres, salvo raras exceções, nunca se esforçam para arrumar homem. Atraem pela beleza, pela gostosura e por uma certa simpatia. Não precisam fazer nada além de esperar os homens virem (e eles sempre chegam). Isso é ruim, pois as mulheres, a cada geração, acabam eliminando a doçura que tanto combina com a índole feminina, criando mulheres cada vez mais robotizadas, além de fazê-las mergulhar em relacionamentos cada vez mais fracassados. 

Assumindo esse comportamento apático, vão afastando os homens mais evoluídos, que desejam mulheres cada vez mais doces e inteligentes, enquanto que atraem homens mais vulgares, que suportam a apatia feminina em troca de umas boas trepadas. Se as mulheres não mudarem, é apenas para isso que elas irão servir.

A Penny sabe muito bem o que é isso. Mas pelo menos ela teve a capacidade de aceitar como namorado, um nerd de personalidade gentil, capaz de ajudá-la a desenvolver seus sentimentos.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Adolescente descobre método rápido e barato para detecção de três tipos de câncer

Um adolescente com jeitão de nerd pode ser o grande responsável pela prevenção do câncer, uma das doenças que mais matam em todo o mundo. 

Jack Andraka descobriu um método rápido e barato de detecção de três tipos de câncer: de pâncreas, de ovário e de pulmão, e que pode ser diagnosticado em poucos minutos e precocemente, antes mesmo de se tornar invasivo.

Conta Andraka que o método foi descoberto quando ele investigava o motivo da morte de um amigo, que faleceu de câncer pancreático. Com a descoberta, Andraka recebeu um prêmio de um concurso de ciências promovido pela Intel e pretende usar o prêmio para investir na pesquisa que, segundo o próprio, tem como objetivo colocar no mercado a sua invenção daqui a 10 anos.

Andraka pretende seguir a carreira de patologista e pelo que se observou, ele leva jeito para a coisa. Isso sim é que é verdadeira caridade e heroísmo. Depois dizem que cientistas não merecem a admiração popular.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Estatuas da antiguidade eram coloridas

Quando olhamos para as estátuas da antiguidade, temos a impressão de que elas eram monocromáticas, maioria brancas e que foram esculpidas e pintadas para ficar dessa maneira. Nada disso.

Um arqueólogo, o alemão Vinzenz Brinkmann, descobriu as cores originais de estátuas e edificações da antiguidade, com base em fragmentos de pigmentos restantes nas mesmas, utilizando luzes ultravioleta e elementos químicos. Depois construiu réplicas das estátuas da mesma forma como era feito na Idade Antiga.

O tipo de tinta utilizado era orgânico, facilmente decomposto por micro-organismos. Mesmo assim, houve, no século XX, um interesse em acreditar que tais monumentos eram monocromáticos por causa de uma arrogância estética dominante na época que não queria saber  que as obras da antiguidade eram coloridas.

As obras recriadas foram mantidas com seus defeitos, já que Brinkmann estava focado na colorização das mesmas, que aparecem sem braços, pernas, etc.. Mesmo assim, um bom achado e uma forma de entender melhor a antiguidade. Eu, particularmente sempre acreditei que as estátuas eram coloridas, sabendo que sua pintura foi deteriorada. Mas só agora apareceu a explicação científica para tal fato.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Apenas um homem comum, não um mártir

É um cacoete tradicional do brasileiro transformar quem morre em santo, mártir ou coisa parecida. Muitas vezes o falecido nada fez de relevante em vida e apenas por ter se tornado um profissional competente, ao morrer recebe depoimentos onde pessoas vão catando qualidades para que o então recém falecido possa ser "canonizado" pela opinião pública e tratado como se fosse melhor do que é.

E não foi diferente com o cinegrafista morto durante os protestos, Santiago Andrade, que trabalhava na TV Bandeirantes (apelidada apenas de "Band").  Santiago era um profissional comum, um homem sem qualidades marcantes que apenas cumpria seus deveres profissionais e sociais, como outro qualquer. Mas ao morrer, a mídia tratou logo de transformá-lo em mártir para poder demonizar os protestos. 

Todos sabem que, mesmo negando, os barões da mídia, poderosos empresários que não representam o povo, sempre foram contra qualquer tipo de manifestação política e sempre vão tentar arrumar um jeito para que protestos sejam vistos de forma pejorativa. O único tipo de manifestação aceita pela mídia é o lúdico (carnaval, copa), pois não oferecem o "perigo" de tentar mudar o mundo e mudar as estruturas de poder.

Andrade foi tratado como mártir para que pudesse ser visto como uma espécie de "herói" contra aquilo que a mídia entende coimo nocivo. Amigos, parentes e colegas de Andrade foram levados a acreditar nisso, pois a ciência prova que em momentos de comoção extrema, o cérebro trava e começamos a imaginar e acreditar em absurdos. 

Isso mostra o poder de manipulação ideológica que a mídia possui, ao transformar um homem comum que não tinha pretensões de mudar o mundo em herói. Houve até a atitude de enfatizar o gosto dele por futebol, já que é o principal meio de manobra social que a mídia possui. 

Desnecessário falar em futebol numa hora como essa, mas como Andrade é carioca, falar em futebol passa a imagem de simpatia e descontração. No Rio de Janeiro, futebol é regra de etiqueta social e quem se assume torcedor de algum time passa a ideia, mesmo falsa, de que gosta de contato social. Dois "problemas" resolvidos de uma vez só: a "canonização" do jornalista e a propaganda pró-futebol em ano de copa.

Na verdade, Andrade é o que podemos chamar de homem comum: nem bom, nem mau e apenas cumpridor honesto de seus deveres. Não será a sua morte que o fará melhor do que era. E sua atitude não mudará o mundo, já que muitos morreram da mesma forma e a sociedade continua a mesma. Resta dar pêsames aos que conviviam com o cinegrafista (sim, para estes, Andrade tinha uma verdadeira importância) e dizer a eles que a morte não existe e que um dia todos se reencontrarão para um novo aprendizado. Pois quem se ama de verdade, o destino nunca separa.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Os tentáculos da pseudociência nas universidades

OBS: Esta denúncia grave sinaliza como está o nosso já bastante falho sistema educacional de nosso país. Se não bastasse a presença de um monte de burros nos meios acadêmicos, só porque conseguiram pontuar bem no Vestibular, Enem e similares (Vestibular e Enem não avaliam conhecimento, avaliam memória - decore um monte de fórmulas e definições que você passa com nota alta), ainda temos a presença da pseudociência, um monte de bobagens místicas e irracionais que, disfarçados de ciências, acabam enganando a todos, sobretudo quem tem o discernimento atrofiado, que acaba acreditando em qualquer bobagem que alguém prestigiado lance aos seus olhos. 

Isso é muito ruim e pode ainda mais contribuir para que o mundo nunca melhore, mantendo tudo na mesma: mesmos erros, mesmos problemas, mesmos preconceitos e mesmas injustiças. Tudo exatamente como tem sido em nosso cotidiano.

Os tentáculos da pseudociência nas universidades

Escrito por André - Blogue Ceticismo.net

Há um texto clássico do Widson Porto Reis, dono do finado blog Dragão da Garagem em que ele questiona como era endêmica a presença da Pseudociência nas universidades. A princípio, particulares, mas isso é um show à parte e eu sei como é que funciona lá, já que fui professor de uma (não me orgulho disso, por isso que ralei peito). E como estão nas universidades públicas? Sim, porque o bando de manés adora encher a boca para falar que estuda(ou) numa federal. Isso significa algo? Como anda a ciência no Brasil?

Está tudo uma sonora vergonha. Lembram quando eu falei que muitas pesquisas da UFPE foram pro ralo por causa de um freezer que queimou e ninguém tinha consertado? Imagino que alegaram falta de verba. Onde estava a verba? Nos cursos de extensão sobre Reiki. Sabem o que é Reiki? Reiki é a terapia onde o charlatão, digo, terapeuta coloca as mãos sobre você e evoca energias do espaço, poderes místicos ou os antigos espíritos do mal. Querem saber de algo mais engraçado, uma menina de dez anos desmistificou bobagem parecida. Seu nome é Emily Rosa.

Na UFES tem um Núcleo de Estudos em Ciência e Espiritualidade (Nece). Eu falei sobre isso AQUI., além de sabermos que a UFRJ tem um programa de cursos sobre terapias florais. Eu até pensei que esta seria a única tosqueira, mas a Universidade Federal do Rio de Janeiro também tem um curso de Fisiologia Chinesa e Práticas Energéticas. O Hospital Escola São Francisco de Assis — HESFA divulgou cursos de extensão que promoverá dois cursos de extensão no HESFA. São eles o II Curso Básico de Cromoterapia e o Curso Básico de Terapia Floral, destinados a estudantes e profissionais da área de saúde.

Vocês estarão sendo tratados com corzinha e extrato de planta. Podia ser pior? Que tal usar tratamento homeopático de água pura?

Detalhe: conheço gente no Instituto de Química da UFRJ e você será apedrejado, cortado, estuprado, enforcado, atropelado, retalhado e picotado (não necessariamente nessa mesma ordem) se mencionar homeopatia pra eles. Não há nada que um químico odeie mais que um homeopata. Talvez porque eles nunca conseguem explicar como sua água diluída com água cura alguém.

Claro, isso não é só na UFRJ. A (c)USP(e) também tem um departamento de Homeopatia. E por que não teria, se Homeopatia é especialidade médica reconhecida no Brasil? Existe até homeopatia para vacas. É tão generalizado que apresentam até teses de doutorado com o tema Práticas alternativas em gestão de pessoas: astrologia, feng shui, grafologia, numerologia, radiestesia, shiatsu; metafísica ou novas abordagens em administração?

Nisso, a Subsecretaria de Comunicação Social do governo do estado do Rio de Janeiro lança um press release falando da maravilhosa técnica de se usar cobertorzinho de led para "ajudar" pacientes. Na verdade, isso é cromoterapia, e a UFSC tem o Projeto Amanhecer, que traz diversas terapias alternativas, e Cromoterapia está listada. A UFPE não fica atrás. Deve ser porque seu freezer quebrou. O pessoal partiu para aromoterapia. Aliás, o Centro de Artes e Comunicação da UFPE recebeu 10º Fórum Holístico de PE. Pernambucano adora uma pseudociência, né?

Não podemos esquecer que a UNB é figurinha fácil na pseudociência. Eles até caçam UFOs. Aliado a isso tinha o já extinto núcleo de estudos sobre paranormalidade, mas os toscos cientistas pediram seu fechamento. Bando de cientistas que só se apegam a fatos. Bah! Pode-se provar qualquer coisa com eles! (apesar disso, ele ainda está listado entre os núcleos).

Espiritualidade é algo presente no meio acadêmico, seja em artigos, em Psiquiatria Clínica, Simpósios sobre tratamento de dependentes químicos e em núcleos interdisciplinares na UFRS. A espiritualidade é tão forte no Brasil, que ridículas cartas tidas como "psicografadas" são aceitas em tribunais no Brasil.

Ainda as colunas de astrologia são as mais lidas nos jornais. E por que não seriam, se astrologia é profissão? Isso é muito errado!

Qual a diferença destas práticas de ficar com um graveto remexendo em cocô para saber se amanhã dará bom tempo? Onde ficam os cientistas? Expulsos de seus ambientes de trabalho, achacados, ameaçados, humilhados, diminuídos e tratados como párias. O brasileiro odeia ciência e ainda faríamos sacrifícios tribais, se bem que os índios fazem e ninguém diz um "Ah". As religiões podem tudo. Pseudocientistas fazem de tudo. Médicos, engenheiros, químicos, físicos e biólogos são vistos com desconfiança. Chegará um dia que quem tiver um livro será considerado fora-da-lei, num reino de terror bárbaro, governado por fanáticos de todas as espécies e todos eles brigarão entre si.

Ver o que astros dizem pro seu signo não é insignificante, é jogar 2000 anos de pesquisa científica no esgoto. "Se não fizer bem, mal não faz" ao tomar gotinhas de florais de Bach é vilipendiar de nossa ciência médica e ridicularizar quem passa anos e mais anos para saber como o corpo funciona e qual remédio receitar, para que uma tia analfabeta, com galhinho de arruda nas zoreia, vaticinar que médico não sabe de nada.

Este mundo que criaram e dão prosseguimento é aterrorizante!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os 10 anos de Facebook

No último dia 4 de fevereiro, a rede social mais popular da atualidade, o Facebook, completou 10 anos de surgimento. Já a minha presença na rede social criada por Mark Zuckerberg e mais outros três caras (incluindo um brasileiro - tinha que ser!), se deu desde junho de 2011.

A ideia de fazer uma rede social é sempre boa, mas é muito mal aproveitada por seus usuários, por causa da má educação que recebem pelo sistema todo (pais, escola, amigos, chefes), onde são levados a defender valores cada vez mesquinhos ou retrógrados, muitas vezes com raiva, se recusando a aprender a usar a lógica e tentar corrigir seus erros. Isso tem causado muitas brigas em qualquer rede social e se não mudarmos os nossos valores (se livrando dos ruins do passado e do presente, não substituindo um pelo outro), as desavenças nunca vão acabar.

Porque eu falei nisso? Simples: porque acredito que as redes sociais, como o Facebook, foram criadas com a melhor das intenções. O Facebook inclusive é gratuito, presente até no seu lema ("é gratuito e sempre será), deixando claro que a intenção, mesmo que Zuckerman & CIA lucrem com o Facebook de outras formas, é facilitar o contato entre pessoas.

De qualquer forma, damos parabéns a Zuckerman (o único dos fundadores que continua no comando), pedindo desculpas pelos erros dos brasileiros, esse povinho que detesta pensar, se acha melhor que os outros e ainda acredita que o futebol trará dignidade e qualidade de vida para a população.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A inauguração da Kiss FM, a volta da Cidade "Roque" e a satisfação com o pouco

Esta semana duas notícias agitaram a cultura roqueira do Rio de Janeiro: a inauguração da Kiss FM e o anúncio da volta da fase "roqueira" da Rádio Cidade. Bom lembrar que em ambos os casos representam um tiro no escuro, pois até o mais alienado dos cidadãos sabe que rock está em baixa no Brasil de hoje.

Mesmo assim, as duas rádios não pretendem melhorar a cultura rock. Pelo contrário: ambas não passam de vitrolões a se limitar a um hit-parade roqueiro, desviando do espírito garimpeiro típico de um roqueiro de verdade. A Kiss pelo menos tem a vantagem de não focar o rock de péssima qualidade como faz a Cidade, onde o poser metal e o emocore são prioridades absolutas.

Mas um certeza é que ambas as rádios só agradam mesmo a quem se contenta com pouco na cultura rock. Se contentar com pouco virou moda. Medianidades como Spielberg e Michael Jackson são considerados gênios absolutos, mesmo tendo na cultura mundial gente capaz de fazer coisas muito melhores que os dois "gênios" superestimados eram capazes de fazer. E isso é só um exemplo, pois em tudo, se contentar com algo só porque não tem "aquele" defeito, virou um cacoete bem frequente.

E para a cultura roqueira, essa regra também é válida. Ninguém apareceu disposto a exigir o nível da Fluminense FM, essa sim, a melhor rádio de rock de todos os tempos. Mas como o bom senso costuma dizer: quem não conhece o melhor, exalta o mediano. 

Eu não sou roqueiro, embora goste bastante de rock. Mas quando quero ouvir rock em rádio, exijo o o melhor, por mais difícil que pareça ser. Se contentar com alguns hits de boas bandas, programadas por gente que não entende nada de cultura rock, é coisa de medíocre. Coisa de gente que tem o hábito de não reclamar dos problemas, de achar que tudo é porque tem que ser. E os brasileiros sempre gostam de acreditar que as coisas são porque tem que ser. Principalmente as ruins.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Brasil sofre com mitos da Direita e da Esquerda

OBS: Interessante este diagnóstico do Professor Chicão. Ainda mais na época onde "esquerdinhas" e capitalistas vivem trocando acusações sem sentido, esta observação que publico abaixo, veio a calhar.

Brasil sofre com mitos da Direita e da Esquerda

Professor Chicão, em História, Música e Sociedade

Radicalismo barato de ambos os lados choca e impede muitas vezes o debate saudável em torno dos problemas do país.

Ideias sem a mínima  comprovação empírica, sociológica ou totalmente afastadas da realidade. Arrisque-se a questionar um dos mitos e você será acusado de pertencer ao lado oposto

Mitos da Direita:

- Bolsa Família é para vagabundo
- Pena de morte resolverá o problema da criminalidade
- O Brasil é uma democracia racial
- Vivemos sob uma tirania gay
- A culpa dos problemas brasileiros  é dos políticos
- O aumento da produção resolve todos os problemas econômicos e sociais
- Todos os tipos de aborto são assassinatos de bebês
- Só a iniciativa privada é competente 
- Toda a mão de obra no Brasil deve ser de cunho privado  

Mitos da esquerda:

- Diminuir a maioridade penal não resolve o problema da criminalidade (ninguém diz o contrário, nem mesmo a Direita)
- A culpa da violência é da falência dos serviços públicos e da falta de acesso ao consumo
- A escola deve ser capaz de resolver as injustiças sociais
- Todos os políticos que não são de esquerda são iguais
- Educação universitária deve ser gratuita para todos (até para os milionários)
- Todo tipo de aborto deve ser legalizado, pois é a mulher quem deve decidir sobre o que fazer com seu corpo
- Só a estatização é boa para a população
- Um país dominado por funcionários públicos com estabilidade é a solução

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ser cafona agora é moderno?

Uma das coisas mais impensáveis em alguns anos atrás já começa a se enraizar na sociedade atual do Brasil: agora ser cafona ou ridículo é "ultramoderno". E ser sensato e elegante está fora de moda.

Graças ao popularesco, iniciado na década de 90, junto com a queda de qualidade de todas as formas de cultura no Brasil, hoje os ignorantes estão no poder cultural e ser ridículo virou a ordem. Músicas ridículas, gírias ridículas, rupas ridículas, e principalmente ideias ridículas.

Ao invés de se auto-criticarem e procurarem melhorar seu nível intelectual, os pobres e seus simpatizantes resolveram transformar suas limitações em "estilo de vida" e impor como novidade a todas as classes sociais. Se não bastasse que pobreza já nem deveria existir, pois não é nada bom uma pessoa ganhar menos que outras, agora não somente ser pobre "é legal" como todas as suas falhas também passaram a ser "legais", como se a burrice fosse a nova forma "mal compreendida" de inteligência.

Triste ver que assim, toda a população brasileira vai se emburrecendo (os ricos e graduados também estão emburrecendo, ao modo deles) e com absoluta certeza vai ver sociedades de outros países passarem a perna nos brasileiros, este um povo que pensava que iria "governar o mundo" no início do século XXI!

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