segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Encontraram (mesmo!) o Belchior!



Mal passou uma semana e finalmente encontraramo menestrel cearense. Foi numa vila pequena no Uruguai. Ele acabou dando uma entrevista ao programa Fantástico, se mostrando surpreso com as notícias sobre seu sumiço. Não quis falar dos verdadeiros motivos do desaparecimento.

Falou inclusive que está preparando um songbook blilíngue em português e espanhol eque vai gravar material inédito, confirmando a tese dita por um amigo de que ele "estaria preparando uma grande surpresa para os fãs". Há quem diga que esse sumiço é uma estratégia de marketing, já que ele, compositor da legítima MPB, sumiu literalmente das rádios, interessadas apenas na falsa MPB, em que fazem parte as nefastas tendências do popularesco (axé, pagode, "sertanejo", "funk" carioca, brega e forró-brega), que vêm destruindo a nossa cultura.

Até então, muitas piadas e especulações foram feitas ao episódio. Inclusive uma versão do famoso jogo "Onde está Wally" foi feita com o cantor no lugar do famigerado boneco.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Belchior sumiu, desapareceu, se escafedeu

Eu soube do acontecimento de uma coisa inusitada ontem no Fantástico. Belchior, importante compositor da música brasileira, famoso por suas letras intelectualizadas e por sua voz meio fanha e que teve composições consagradas por gente como Elis Regina (Como nossos pais), desapareceu sem deixar rastro, literalmente.

Tudo que ele tinha na vida foi abandonado: casa, carros, amigos. Estes últimos não tem mais notícias dele, tendo apenas como pistas, conversas anteriores em que o compositor havia dito que queria mudar de vida e que estava depressivo. Há quem diga que ele sumiu estratégicamente e que pretende voltar em grande estilo. Mas não há indícios disso.

Uma pena ele ter sumido. O trabalho dele é de grande qualidade artística, resultado de muita leitura de livros e sempre esteve à frente de seu tempo. À frente inclusive dos monótonos dias de hoje.

Talvez ele tenha sumido como forma de esquecer o desprezo que a juventude atual dá a ele, muito mais interessada nos chifres dos breganejos, nas bundas dos axezeiros e funkeiros e nas piruetas do Michael Jackson. Muitos desses jovens assumem odiar livros e textos longos (o lacônico Twitter faz sucesso entre eles). Belchior não foi feito para ser apreciado por burros.

Tomara que nada de ruim tenha acontecido com o cantor/compositor e que ele possa voltar com trabalho inédito e mostrar a essa "galerinha" que maravilhas os livros podem fazer pela música, tornando-a mais bela e educativa.

domingo, 23 de agosto de 2009

Crítico faz elogios equivocados ao "funk" carioca

Estava alegremente ouvindo a OI FM, para tentar ficar por dentro das últimas tendências músicais, quando me aparece um quadro apresentado via telefone por um crítico musical, José Flávio Júnior, que resolveu falar de um tal "ritmo" que estava fazendo 20 anos e que ele achava o máximo.

Ele foi fazendo um suspensezinho, falando que o tal ritmo "não era entendido por alguns", mas que "era muito importante para a cutura brasileira", patati, patatá. Já fiquei meio encafifado com o "não entendido", até que ele disse as palavrinhas mágicas: "funk" carioca.

E a partir de então, o renomado jornalista da respeitável revista Bravo soltou um verdadeiro desfile de asneiras como "o "funk" carioca é genuinamente brasileiro", ""funk" carioca está sempre em evolução", "tamborzão tem atabaques" e outras que nem me lembro, já que não quis ouvir tudo, pois já estava passando mal em ouvir tanta bobagem elogiosa sobre um ritmo que evidentemente mostra cenas de uma ridicularização explícita e inquestionável.

Evolução? Acho que é o contrário "Sr. jornalista". O "funk" carioca só dá sinais de piora, de pornografia barata e seus intérpretes são uns JECAS ANALFABETOS QUE MAL SABEM ASSINAR O PRÓPRIO NOME E NEM SABE FALAR DIREITO. Como é que um sujeitinho analfabeto que nem sabe direito quem ele é, tem a capacidade de criar alguma coisa feita para ser levada à sério? Estão destruindo a nossa música com essa coisa evidentemente ridícula! Estão fazendo vandalismo cultural!!!

Pelo jeito, "Sr. Jornalista", que não possui o senso do ridículo, deve ter aplaudido o fim da obrigatoriedade do diploma, pois analfabetos é o público alvo dessa porcaria rotulada equivocadamente de "funk" carioca, pois diploma vem de esforços em tentar aprender alguma coisa. Quem elogia o "funk" carioca é porque não aprendeu nada e está com vontade de entrar na moda. E muitos desses analfabetos poderão virar jornalistas e o caos vai se instalar definitivamente na cultura brasileira. O "Senhor" e um monte de jornalistinhas, antropólogos e historiadores de meia tigela que são pagos para ficarem elogiando tendências musicais de péssimo gosto, para se promoverem ou faturar mais trocados.

Até o rótulo é um erro pois para mim, funk sempre foi Earth Wind & Fire, James Brown, Tim Maia e... Michael Jackson, observando que este último morreu desassociado com o rótulo que ele ajudou a desenvolver, chamado equivocadamente de roqueiro só por causa de uma guitarrinha colocada em um... funk. "Funk" carioca não é funk coisa nenhuma, já que o rótulo ele roubou dos bailes que tocavam esses nomes que eu citei.

Não tente, "Sr. Jornalista" ensinar errado a essa juventude tão mal-educada, preguiçosa, modista e que odeia o passado. Elas já detestam ir atrás de informação, aí vem gente como você e bota um monte de minhoca na cabeça dessa juventude, capaz apenas de aumentar as besteiras que o "Senhor" disse em seu quadro.

Tenho a certeza que que esse modismo do "funk" carioca vai acabar e todos os seus responsáveis caiam em eterno ostracismo irreversível. Só permanece quem tem consistência e legitimidade, resultantes de conhecimento e muita dedicação e as rédeas da cultura nunca devem ficar nas mãos de aculturados, pois só resulta em desastre. Entregar a cultura aos jecas ignorantess, é como colocar uma criança de 3 aninhos na Presidência da República.

Que desserviço o "Senhor"prestou, hein? Um total desincentivo para o desenvolvimento da educação e da cultura brasileiras. Os analfabetos, os ignorantes teimosos e o esgoto cultural agradecem.

PS: o cérebro fica na cabeça e não na bunda das dançarinas, viu, "Sr. Jornalista"?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Não me peçam para dar dinheiro ao "Criança Esperança"


O título deste post pode até soar antipático para a maioria das pessoas, sobretudo para aquelas que só enxergam como caridade as esmolas que damos às ONGs e instituições de caridade, como se só fosse delas a responsabilidade de fazer alguma coisa pela humanidade.

O Criança Esperança surgiu em 1985, como, em tese, forma de incentivar as pessoas a ajudarem os mais carentes. Mas conhecendo a natureza de seu organizador/divulgador, a Rede Globo e os resultados pífios de sue projeto, visto que as desiguladades sociais e a miséria ainda continuam em sua plenitude, é coerente não confiarmos totalmente nesse projeto.

É muito fácil uma celebridade rica, bem-vivida, ir à frente da câmera e pedir para que os telespectadores, muitos ganhando bem menos que 10% que a tal celebridade ganha por seus "préstimos", doem R$15 para a campanha. Até porque, para quem ganha acima de R$10.000(salário dos iniciantes, tipo atores de malhação, imagine os grandes astros, que inclusive, possuem outras fontes de renda, como empresas), R$15 é nada.

Essa hipocrisia toda tira o incentivo de ajudar ao projeto. Nem a nítida participação da Unesco no projeto ajuda a dar credibilidade. Sabe-se lá o que a Globo vai mandar para a Unesco? E será que a Unesco vai realmente aplicar esse dinheiro nas instituições? Quando tem gente graúda das Organizações Globo envolvida, é melhor desconfiar.

O ideal seria que os empresários das Organizações Globo e seu nobre (de nobreza, como a realeza) elenco de patrícios, abrissem mão de seus lucros financeiros, reduzissem seu padrão de vida para o mínimo necessário (se todos ganhassem no máximo R$50.000, gastos de segurança, por serem pessoas públicas) e não tivessem empresas, aí sim , não estariam sendo hipócritas.

Além disso, as supostas conquistas sociais do projeto são muito reduzidas. Não dá para falar em "mudar o mundo". É apenas uma instituiçãozinha ajudada alí, outra acolá. Mas o sistema sócio/economico/cultural defendido pela Organizações Globo continua do jeito que está, tão injusta e tão egoísta. lembrando que em muitas entrevistas, astros globais nunca citam egoísmo como defeito.

Portanto, não contem com a minha ajuda para o Criança Esperança. Prefiro ajudar pessoalmente as intituições de caridade. Pelo menos vou ver o dinheiro chegando realmente às mãos de quem precisa.

Os Mitos de Michael Jackson

Para encerrar de uma vez por todas esse assunto chato, vou resumir aqui duas visões sobre o astro falecido neste ano e que faria 51 anos daqui a 9 dias. Uma é do mito, exaustivamente divulgada pela mídia e defendida pelo seus fãs com teimosia. Outra é do fato, o que ele realmente representou e o que ele fez para merecer seureconhecimento no show-business.

Claro que o mito corresponde à verdade, já que foi construído pela mídia mercenária, que achou necessário escolher alguém para o papel de "messias musical" da humanidade. Esse mito serviu para temperar mais ainda a histérica catarse de seus fãs, leigos em música e que vivem confundindo diversão com arte.

MITO: Um artista completo que revolucionou a música, que se envolveu com inúmeros gêneros musicais, sobretudo o rock (sic) e que mostrava preocupação social em suas letras e influênciou gerações com sua música. Era um rebelde e isso influenciava sua música.

FATO: Um talentoso hit-maker, oriundo da soul-music da Motown, que revolucionou, sim, a linguagem visual dos clips (por meio de diretores competentes) e lançou coreografias, fez mega shows recheados de dançarinos (prioridade em toda a sua carreira), representou como ninguém o auge da música comercial norte-americana, vendeu discos como ninguém, dominou paradas de sucessos. Sua música funk era mediana, mas ainda de bom gosto e suas letras simples e banais, falando em sua maioria de amor e de relações humanas, sob ponto de vista conservador, sem tocar em assuntos relevantes.

Curioso que, na descrição mítica, não aparece a parte visual (clips, coreografias), verdadeiro mérito do falecido ídolo.

Resolvi escrever isso porque ainda não consegui engolir aquelas asneiras histéricas ditas no Orkut sobre o ídolo, dignas de gente que não conhece gêneros e a história da música, e tem o hábito de ouvir as músicas preferidas com os olhos e não com os ouvidos e com a "cara bem cheia".

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

40 anos do festival de Woodstock

Hoje completa 40 anos do último dia do famoso festival de música que aconteceu numa fazenda no interior dos Estados Unidos e que marcou pela imensa quantidade de público e pela também imensa qualidade musical. Também pudera, a segunda metade da década de 60 é até hoje a melhor fase da história da música de todos os tempos e não há como ser superada.

Nesta época também era moda ser inteligente, ler livros, cultuar intelectuais, ficar por dentro de tudo de maneira aprofundada. Hoje, ao contrário, é moda ser boçal, cultuar futilidades, ser burro sem assumir o rótulo, nada fazer para melhorar o mundo, jogando a responsabilidade de melhoria apenas para as ONG's, e achar que os intelectuais são gente chata. Embora esses mesmos ignorantes achem os dias de hoje bem melhores que os anos 60. Pobres coitados. Saudades dos anos 60 em que eu não vivi (nasci em 1971, com todo o ideal da época reduzido às cinzas).

Voltando ao festival, ele, apesar do nome, não aconteceu em Woodstock, mas em Bethel, uma cidade vizinha. O terreno era maior e não havia vizinhança para ser incomodada. Era originalmente pago, mas as frágeis cercas foram derrubadas e muita gente acabou entrando de graça. Se não fosse por isso, talvez o festival não tivesse se destacado tanto.

Apesar de marcante, Woodstock não foi o festival com o melhor elenco de artistas (eu falei ARTISTAS. Não os entertainers "se vira nos 30" de hoje). Monterrey, ocorrido um anos antes, teve um número maior de artistas de qualidade. Mesmo assim, a qualidade musical estava ainda em sua plenitude em Woodstock.

Desde o violão "Speed Racer" do folk-man Richie Ravens, passando pela personalíssima interpretação de Joe Cocker (decadende desde os anos 80) para With a Little Help From My Friends, dos Beatles, transformando-a em uma outra música bem diferente, passando também pelo excelente folk-rock da infelizmente esquecida Incredible String Band, e , além de muitos outros, os famosérrimos Joan Baez, The Who, Carlos Santana, e claro, o mais-que-genial Jimi Hendrix, que aproveitou o evento para tocar à seu modo o hino dos Estados Unidos em protesto à Guerra do Vietnam. Sempre achei guerras um sinal de ignorância. Se os governantes se detestam, eles que vão dar sopapos um no outro pessoalmente. Precisa matar milhões de jovens que não têm nada a ver, por causa disso?

O festival foi o canto do cisne da época áurea da cultura mundial. E tudo acabou por aí. A partir dos anos 70, os valores morais, intelectuais, culturais, sentimentais, topdos foram caindo aos poucos para resultar numa época decepcionante em que se tornou o início do século XXI. Com a evolução das máquinas, a maioria das pessoas achou desnecessário se evoluir.

Resta-nos cultuar o que havia de bom no passado e tentar tirar alguma lição da lá mesmo. Porque hoje os burros e boçais estão no poder, dizendo o que deve e o que não deve ser feito. E ai de se desobedecer...

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