Os mais sensatos classificam o governo Bolsonaro, que se instalará a partir do primeiro dia de 2019 como o de um regime de extrema-direita, ou seja, neo-fascista. Fascismo é o sistema político que pretende resolver os problemas matando parte da população.
Os pobres, os excluídos e os políticos que ajudam os menos favorecidos já estão preocupados, pois perderão com o novo governo. Mas existem classes que serão muito bem poupadas e que demonstram não apenas otimismo em relação ao governo Bolsonaro como se sentem livres e impunes para agredir e se possível, matar.
Fora os integrantes mais sensatos da burguesia e a parte mais altruísta da classe média, aqueles que se encontram em relativa estabilidade financeira não estão um pouquinho preocupados com a chegada de um neo-fascista ao poder no Brasil. Bolsonaro não vai perseguir os bem-nascidos.
Grande parte da burguesia, incluindo os maiores empresários nacionais e a classe média financeiramente estabilizada já começam a despejar mensagens otimistas em relação a Bolsonaro, ignorando os danos que o ex-militar neo-fascista vai causar na maior parte da população.
O otimismo se explica pelo fato de que Bolsonaro não irá prejudicar os mais ricos. Óbvio, pois o fascismo surge como uma força auxiliar do Capitalismo, eliminando os mais pobres para que a fortuna e os privilégios dos mais ricos não possam ser repartidos.
A ideia é que fazer que o Brasil, com menos pessoas habitando o território, preserve a qualidade de vida já alcançada pelos ricos e tornando-a imune às crises econômicas mundiais que a ganância dos maiores magnatas do mundo causam para poder mexer na política como quem mexe em um tabuleiro de xadrez, obtendo lucros exorbitantes às custas do prejuízo alheio.
Enquanto que para grande parte da população tempos difíceis se iniciam, com menos renda, educação censurada, soberania nacional ameaçada e problemas que não irão se solucionar, para a minoria de prósperos, vai se iniciar uma época de esperanças e felicidade. Época banhada com o sangue, suor e lágrimas das classes oprimidas.










