É mais do que necessário que se diga duas coisas: 1) de que existe um conflito entre classes (ricos x pobres) e 2) que os ricos brasileiros são gananciosos, preconceituosos e sádicos, apelando ao prejuízo alheio para preservar seus interesses nababescos.
Parece coincidência o fato de que muitas celebridades e empresários tenham apoiado o candidato fascista Jair Bolsonaro, o mesmo que vive exaltando a violência e que queria matar no minimo 30000 pessoas, além de exigir que se comemore a ditadura militar, numa versão brazuca da negação ao holocausto feita por neonazistas pelo mundo.
Nos governos fascistas antigos, como o de Mussolini na Itália, o de Hitler na Alemanha e o de Pinochet no Chile, o apoio das elites era grande, fiel e intenso. Imunes aos danos do fascismo, os ricos sempre apelaram para forças violentas para afastar os pobres de ameaçarem seus privilégios, preservando a ganância, esta disfarçada em direito essencial para as classes abastadas.
Os brasileiros mais ricos que vivem ou não no Brasil não estão se importando com os gravíssimos danos a serem gerados por uma gestão fascista. Sabem muito bem que o Fascismo existe para eliminar os mais fracos, que atrapalham a ganância capitalista defendida pelos mais ricos. Isso explica a adesão em massa da burguesia e da classe média alta brasileiras ao Fascismo.
Embora muitas celebridades finjam estar a favor do povo (sua popularidade garante a fama que lhes rende dinheiro através da publicidade e de trabalhos que exigem audiência e repercussão), a adesão ao Fascismo lhes dá uma sensação de segurança de que seus bens e privilégios nababescos não serão repartidos. A boa vida dos ricos e famosos está protegida detrás da guarita fascista.
Para justificar a adesão ao Fascismo - que não é rotulado como tal, pois pega muito mal - as celebridades e empresários inventam qualidades ao gestor fascista, alegando ser ele um "heroico altruísta e patriota a lutar em prol do país e do povo", mesmo que esta definição não passe de conversa fiada a defender a opinião em prol do fascismo.
O medo que as elites tem das forças progressistas é que estas defendem o fim das injustiças o fim da sociedade de classes e os direitos repartidos com justiça entre os seres humanos. O fim das desigualdades é o maior medo das elites pois tira a exclusividade dos privilégios adquiridos. As elites adoram se considerar melhor que o "resto" da humanidade e seus privilégios representam a comprovação disto.
Isso explica a raiva que as elites tem dos esquerdistas. Esta raiva é disfarçada por falsas acusações de corrupção e autoritarismo contra personalidades de esquerda. Embora estas acusações não tenham fundamento real, elas são consagradas na opinião púbica devido ao prestígio que as elites tem perante a opinião púbica. Estamos acostumados a pensar que tudo que vem dos ricos é sábio e está correto.
Mas as coisas estão começando a virar. Os ricos que se assumem bolsonaristas estão sendo humilhados nas redes sociais. Muitos vão perder fãs e consequentemente patrocínio. Ser bolsonarista virou uma grande gafe que pode custar um preço muito caro aos seus defensores.
Afinal quem gosta de quem defende líderes que vivem dizendo que a humanidade deve ser assassinada em massa?


