terça-feira, 30 de julho de 2019

Como seria o Brasil de Bolsonaro (de acordo com suas próprias palavras)

.OBS: Este texto tem um tempo mas mostra como é esta figura abjeta que aos poucos mostra a sua verdadeira face e suas verdadeiras intenções.


Ninguém deu ouvidos ao #elenao, mas deveria. Bolsonaro tem intenções claras de destruir o país e sua humanidade, incluindo adeptos, que ingenuamente continuam a apoia-lo sem medir consequências. Fora, Bolsonaro!

Como seria o Brasil de Bolsonaro (de acordo com suas próprias palavras)

Cynara Menezes - Blog Socialista Morena

Um exercício futurístico sobre o destino que nos reserva se o candidato de extrema-direita for eleito no próximo domingo.

Com a Câmara Federal presidida por um dos filhos do presidente da República e o Senado pelo outro filho, o Brasil virou uma dinastia militar-civil-teocrática desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder. A expressão “estado policial” é a exata tradução do que vivemos: violência, repressão e banhos de sangue se tornaram parte do cotidiano do brasileiro.

Depois que o presidente Jair liberou as armas de fogo para toda a população, os atentados a bala, antes raros no país, tornaram-se frequentes. A exemplo do que acontecia nos Estados Unidos de Donald Trump, que não foi reeleito, pelo menos um massacre por mês é perpetrado. O número de pessoas, muitas delas crianças, atingidas por tiros acidentais dentro de casa se multiplicou em 3000%.

A lista de animais em extinção já tem mais de 100 espécies desde que o ex-militar ocupou o poder e extinguiu o ministério do Meio Ambiente. Com a caça “esportiva” liberada em todo o território nacional, animais da fauna brasileira estão desaparecendo com uma rapidez nunca vista desde a colonização do país pelos portugueses. Os órgãos de meio ambiente nada fazem, até porque uma das primeiras ações de governo de Bolsonaro foi transformá-los em órgãos sem nenhum poder de fiscalização e punição.

A polícia e as Forças Armadas têm mantido os moradores das comunidades carentes acuados, com medo de sair de casa. O toque de recolher foi instituído em todas as regiões pobres das grandes cidades. De acordo com pesquisas clandestinas, já que o governo controla os dados oficiais, o número de jovens negros inocentes mortos em “autos de resistência” subiu 500% desde que Bolsonaro concedeu excludente de ilicitude para os policiais, uma espécie de salvo-conduto para matar. Parte da população, porém, não parece se solidarizar com as mães de família pobres que perderam seus filhos. “Se morreu é porque alguma coisa fez”, defendem os bolsonaristas.

O número de jovens negros inocentes mortos em “autos de resistência” subiu 500% desde que Bolsonaro concedeu excludente de ilicitude para os policiais, uma espécie de salvo-conduto para matar.

Mesmo com os cidadãos armados e a polícia matando “suspeitos”, todos eles negros, a rodo, os índices de criminalidade não param de subir, impulsionados pelo aumento da desigualdade social e da miséria. Expulsos de suas terras, índios e quilombolas engrossam a multidão de brasileiros desabrigados e sem casa para morar, vivendo em barracos na periferia das grandes cidades. Tampouco há quem os defenda, já que os líderes dos sem-terra e dos sem-teto estão presos acusados de “terrorismo” e as ONGs foram proibidas de atuar em território nacional.

Até mesmo as lideranças do agronegócio, velhos aliados de Bolsonaro, têm mostrado insatisfação com os rumos do governo, já que o país perdeu vários mercados após o ex-deputado assumir a presidência. Ao tirar o Brasil do acordo de Paris, Bolsonaro viu as portas da União Europeia se fecharem para nossos produtos. E graças à atitude do presidente de apoiar Israel irrestritamente, os pecuaristas perderam também as exportações para os países islâmicos, principais importadores da carne e do frango brasileiros. A China também reduziu o comércio conosco devido às críticas de Bolsonaro às empresas chinesas.

Ao tirar o Brasil do acordo de Paris, Bolsonaro viu as portas da União Europeia se fecharem para os produtos brasileiros. E graças à atitude do presidente de apoiar Israel irrestritamente, os pecuaristas perderam as exportações para os países islâmicos.

Mas as entidades ruralistas não podem reclamar, porque apoiaram a iniciativa do PSL, partido do presidente, de enfraquecer os sindicatos, acabando com a unicidade sindical. As empregadas domésticas voltaram a ser trabalhadoras de segunda classe, porque Bolsonaro revogou a lei que as igualava aos demais trabalhadores, com direito a carteira assinada, férias remuneradas e 13º salário. Aliás, nenhum trabalhador tem férias e 13º, e tampouco conta com os sindicatos para pressionar o governo: a lei de greve também foi revogada e os protestos nas ruas só podem ocorrer com autorização da polícia. Com o fim do 13º salário, o comércio natalino foi destruído e muitas lojas que apostavam no movimento da época fecharam, aumentando o número de desempregados.

Nas escolas, policiais militares chegam a algemar crianças pequenas que “se comportam mal” como forma de castigo, parte da “repressão democrática” imaginada pelos assessores educacionais do presidente. Nos livros escolares, a ditadura é chamada de “movimento” e aspectos positivos da prática da tortura em seres humanos são apresentados aos alunos. À frente do Ministério da Educação, um general concretiza o que a direita acusava o PT de fazer: doutrina criancinhas.

Professores que não aceitam os novos parâmetros curriculares são perseguidos e demitidos, como aconteceu nos EUA na época do macarthismo, graças à obrigatoriedade da aplicação do “Escola Sem Partido” em toda a educação pública. Estudantes são estimulados a gravar e denunciar docentes que fogem da cartilha. Os alunos também são obrigados a orar antes das aulas, de acordo com a Bíblia protestante. Outras religiões não são aceitas. Nas aulas de ciências, ensina-se o criacionismo.

Nos livros escolares, a ditadura é chamada de “movimento” e aspectos positivos da prática de tortura em seres humanos são apresentados aos alunos. Os alunos são obrigados a orar antes das aulas e ensina-se o criacionismo nas aulas de ciências.

O desmatamento atinge níveis recordes. As previsões são de que a Amazônia, após a permissão da exploração do parque Nacional do Xingu por uma mineradora dos Estados Unidos, seja reduzida a um quarto do tamanho nos próximos dez anos. O presidente também estabeleceu, via decreto, áreas para “desmate legal” de madeira. Com isso, muitas árvores amazônicas também entraram para a lista de espécies em extinção.

LGBTs são caçados nas ruas por “esquadrões bolsonaristas” e obrigados a se vestir de acordo com as “normas de conduta” baixadas pela presidência da República: para manter a “moral e os bons costumes”, a polícia pode enquadrar em “atentado ao pudor” quem se vestir “em desacordo” com o gênero de seu registro civil. Homossexuais não podem manifestar afeto abertamente nas ruas e, ao se assumirem, ficam impedidos de ocupar cargos públicos. Se continuarem no armário, tudo bem. Bolsonaro revogou a lei que dá o direito aos transgêneros de ter um documento de identidade de acordo com seu nome social, marginalizando-os da sociedade.

O presidente também revogou a lei do feminicídio, que tipificou o crime que atinge mulheres por sua condição de gênero. Com isso, este tipo de crime está cada vez mais em ascensão, dando o Brasil o triste recorde de campeão mundial em feminicídios. O fato de o presidente ter defendido que apenas armar as mulheres seria suficiente para diminuir mostrou-se falso, já que os ex-maridos e companheiros também andam armados.

Com a venda da Petrobras para uma estatal norueguesa, os preços do combustível e do gás de cozinha triplicaram em relação ao governo Dilma Rousseff, do PT. O litro da gasolina já custa 10 reais e o botijão sai por até 200 reais em algumas regiões, maior preço de toda a história. O preço do diesel também explodiu, mas os caminhoneiros não podem protestar porque Bolsonaro sancionou um projeto de sua própria autoria que pune com até 4 anos de cadeia quem obstruir estradas.

A Globo e a Folha, perseguidas por Jair Bolsonaro desde o primeiro dia no cargo, estão à beira da falência. Os outros jornais, TVs e revistas que apoiaram abertamente sua campanha mostram apenas os aspectos favoráveis do governo, aprovadas por um “supervisor” da própria empresa de comunicação. “É preciso transmitir otimismo, isso é bom para o país”, justificam os donos da mídia. Os veículos alternativos foram proibidos, acusados de disseminar “fake news”.

O litro da gasolina já custa 10 reais e o botijão sai por até 200 reais. O diesel também explodiu, mas os caminhoneiros não podem protestar porque Bolsonaro sancionou um projeto de sua própria autoria que pune com até 4 anos de cadeia quem obstruir estradas.

A perseguição a pessoas de esquerda é cotidiana, como prometeu o candidato durante a campanha: “ou vão para fora ou vão para a cadeia”. Uma reforma política extinguiu o PT e o PCdoB foi proibido de usar a palavra “comunista” em sua sigla. Um projeto do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, tornou crime o comunismo no país. Utilizar os símbolos da foice e do martelo já é motivo suficiente para ir para a prisão.

Líderes opositores e cidadãos comuns fazem fila diante das embaixadas de países europeus em busca de asilo, enquanto a propaganda governamental repete o slogan da ditadura, ops, do movimento militar: “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

Lá fora, o país já é conhecido pela alcunha de “as Filipinas da América do Sul”.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

História dos “hackers” é completamente inconsistente, diz Sérgio Amadeu, especialista em informática

OBS: É risível o caso dos hackers assim como foi o suposto plano "denunciado" pela Veja. A imprensa capitalista está desesperada com os erros de Bolsonaro e com  possibilidade da volta dos progressistas - que atrapalham a ganancia capitalista - ao poder.

Por isso lança mão de mentiras para que as forças progressistas sejam desmoralizadas, fazendo com que cheguem ao poder apenas quem trabalha em prol da ganância dos mais ricos. Mas com isso, a imprensa oficial acaba cometendo graves gafes e destruindo a sua reputação, ainda respeitada por quem ainda não usa internet.

Amadeu ainda alerta sobre a diferença entre hacker e cracker. O senso comum, alheio a parte técnica da informática, classifica o hacker usando o conceito de cracker.

Veja abaixo a explicação de Sérgio Amadeu, especialista em informática e colaborador do site progressista Nocaute (administrado pelo famoso escritor Fernando Morais), sobre o risível caso dos hackers, comprovando a sua impossibilidade.

Sergio Amadeu, sobre Operação Spoofing: "História é completamente inconsistente"
Equipe Rede Brasil Atual

Em participação por vídeo no site Nocaute, o sociólogo Sergio Amadeu, ativista do movimento do software livre, falou a respeito da Operação Spoofing, que prendeu os supostos hackers que teriam invadido o celular o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Ele diferenciou, inicialmente, os conceitos de crackers e de hackers. “Primeiro, a maioria dos hackers participa de comunidades de desenvolvimento de softwares compartilhados. O hacker não necessariamente é um criminoso, é uma pessoa que pode nem ter curso de computação mas tem grande habilidade para lidar com códigos, tem uma vocação, o que faz com que ele tenha paixão por desafios lógicos, por vencer esses desafios. Já o cracker, em geral, é individualista e usa suas habilidades para obter vantagens pessoais. É preciso fazer uma certa diferenciação.”

Amadeu lembra que, no mesmo período em que o ministro Sergio Moro alegou não ter como comprovar a autenticidade das mensagens, já que havia saído do Telegram em 2017, a revista IstoÉ “inventava” uma matéria afirmando “que existia uma conexão com a Rússia, passava por dentro do Telegram, uma coisa absolutamente sensacionalista, pirotécnica, que já abandonaram”, diz.

De lá pra cá, no entanto, a narrativa mudou. “Os hackers russos, altamente sofisticados, não passam de garotos de Araraquara. Agora, curiosamente, falam que não é bem um hacker, mas o que passou a circular é que seria um ataque de spoofing“, aponta. Amadeu explica que existem três tipos de ataque de spoofing, que significa mascarar, se fazer passar por outro: atacando o endereço de e-mail, IP ou DNS.

De acordo com o sociólogo, a explicação da PF sobre a metodologia da invasão é de que os celulares alvo recebiam ligações contínuas, com o aparelho ficando sem condições de receber a ligação e outra pessoa teria instalado o Telegram para se fazer passar pelo usuário original.Uma justificativa questionável.

“A instalação do Telegram em um computador é possível, mas o Telegram vai mandar ao celular registrado um código para validar a solicitação. Quando envia o código, o telefone está ocupado e o hacker conseguiria captar a mensagem na caixa postal”, explica Amadeu sobre a versão corrente na mídia tradicional. “Desculpe, isso é uma falácia. Mesmo com o celular estando ocupado, o Telegram não manda mensagem de voz, mas um SMS, que não compete com a voz. Essa narrativa é muito esquisita”, pontua.

“Essa história é completamente inconsistente e tem como objetivo anular denúncias gravíssimas que o The Intercept fez. Mesmo pegando quem eles queiram pegar, não se anula a denúncia nem a obrigação do jornalista de ter que divulgar aquilo que ele checou como verdadeiro. E as mensagens são verdadeiras”, diz Amadeu, que em seu perfil no Twitter ainda questionou: “Hacker de Araraquara é DJ e não usa proxy. Equivale a um jogador de futebol sem chuteira“.

domingo, 7 de julho de 2019

Perdemos João Gilberto, pai da moderna música brasileira

Após estar muito doente e quase incapacitado, além de estar e condições financeiras ruins, o criador da Bossa Nova, estilo musical que colocou o Brasil no mapa musical mundial, João Gilberto, faleceu ontem, por causa ainda não informada.

Membros de nossa equipe são fãs de João Gilberto. Mas a morte não nos chocou porque sabíamos sua luta pela saúde inalcançada. Infelizmente, ele morreria, cedo ou tarde. Mas não foi apenas ele que morreu. A música brasileira havia morrido antes. 

Há tempos que não aparece o Brasil algum jovem músico capaz de fazer algo que superasse o mediano. João Gilberto representou o auge de produção da música brasileira. Seus primeiros álbuns são verdadeiras obras primas. 

Por isso não consideramos João apenas como o criador da Bossa Nova, mas também o pai da música brasileira moderna. Podemos separar a fase da música brasileira em Antes de João Gilberto e Depois de João Gilberto. Nada seria o mesmo após o lanamento de Chega de Saudade.

Além o destilo único que interferia até mesmo nas músicas em que não compunha (Gilberto compunha pouco, mas criava os arranjos para as música que gravava), o cantor tinha um ouvido apurado, exigindo ambiente e técnica que fossem sonoramente adequados às suas performances. 

Esta e outra qualidades fizeram de João Gilberto um artista único, a ponto de ser mundialmente conhecido e admirado. Bandas e cantores estrangeiros como Style Council, Matt Bianco, Sade, Dream Academy, Prefab Sprout, etc., já gravaram canções claramente influenciadas pelo estilo do cantor baiano, criando uma espécie de modismo de New Bossa na Inglaterra da segunda metade dos anos 80.

Isso só foi um exemplo, por nós aqui sermos da geração que curtiu a música inglesa dos anos 80, mas a influência de Gilberto na música mundial foi muito maior que isso, a ponto do disco com o jazzista Stan Getz ser um dos melhores discos já gravados em todos os tempos no mundo.

Mesmo aposentado e doente, ficamos tristes com a morte de João Gilberto. Mais tristes ainda em saber que um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos se encontrava em situação deplorável no fim da vida. Um verdadeiro sinal de ingratidão dos brasileiros diante de quem melhorou a qualidade de toda a música em nosso país, além de te-la tornado famosa em todo o mundo.

Por isso, fica aqui o nosso abraço eterno aquele que nos ajudou a sermos mais felizes com suas canções. Valeu João Gilberto. E chega de saudade! Você é eterno.

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