domingo, 28 de março de 2021

Xuxa compactua com fascistas ao sugerir que presos sejam cobaias para pesquisas científicas, no lugar de animais

Xuxa Mengele? Pelo que parece sim. A sugestão dada por Xuxa tem muito a ver com o cientista nazista de sobrenome semelhante ao dela, que fez experiências cruéis e que foragido, veio para o Brasil para cometer mais das suas. Em uma conversa nas redes sociais, uma declaração infeliz da apresentadora e ex-modelo causou revolta em muita gente. A declaração que causou revolta foi esta:

"Na minha opinião, existem muitas pessoas que fizeram muitas coisas erradas e estão aí pagando seus erros para sempre em prisões, que poderiam ajudar nesses casos aí, de pessoas para experimentos. Acho que pelo menos serviriam para alguma coisa antes de morrer, para ajudar a salvar vidas com remédios e com tudo. Aí vem o pessoal dos Direitos Humanos e dizer que não podem ser usados. Mas se são pessoas que está provado que irão passar sessenta, cinquenta anos na cadeia e que irão morrer lá, acho que poderiam usar ao menos um pouco da vidas delas para ajudar outras pessoas. Provando remédios, vacinas, provando tudo nessas pessoas".

Xuxa, que é ativista em prol dos animais e não come nenhum tipo de carne ou alimentos de origem animal, entendeu que seria melhor proteger os animais, colocando pessoas encarceradas como cobaias de pesquisas científicas. Por serem, para ela, "pessoas más", caso morressem, "não iriam fazer falta". É bom nos ater a este detalhe.

A cidadã nascida como Maria da Graça Meneghel (Seu nome de pobre não conseguiu esconder sua dondoquice) expôs um pensamento típico da elite de nosso país, fato que foi revelado nos últimos anos, pois sempre acreditarmos impossível haver ideais fascistas em nossa sociedade, estigmatizada como alegre e humanista.

Para ela, quem está na prisão são pessoas perversas que merecem desaparecer da face da Terra e que estão presos de forma justa por, nas palavras dela, "pagando seus erros para sempre". Um pensamento típico de quem nunca sai dos seus ambientes de luxo, fugindo de tudo de ruim que puder haver na realidade.

Xuxa se esquece que o que menos existe na prisão são pessoas "más". Na verdade, esse conceito de pessoas boas e más é muito subjetivo, pois não existe pessoas que sejam 100% boas e nem 100% más. Quem pode ser boa ou má são as atitudes, não as pessoas. E o que pode parecer bom para um pode parecer mau para outro. Xuxa, em sua ganância capitalista, não seria uma mulher má?

Quem é ela para dizer isso? Na condição de celebridade hiper bem remunerada, ela pode se achar "a tal". Mas como ricaça ela não conhece o mundo da pobreza e das injustiças sociais. Até finge conhecer. Entretanto, o comentário dela é uma comprovação de sua ignorância diante da realidade fora de suas mansões, salões e outros ambientes luxuosos que lhe servem de esconderijo do mundo real.

Como falei, o que menos há nas prisões são pessoas más. Prisão não é para quem comete crimes. Prisão é para quem desafia o sistema. Prisão é para quem ameaça os interesses das classes dominantes. Prisão é para quem ganha pouco ou nada, quem tem a pele escura e mal frequentou alguma escola.

Os verdadeiros homens maus, se é que se pode usar este conceito, estão livres e no comando. Os empresários e magnatas de todos os tipos com a ganância ainda maior que seu ego já gigantesco, alimentado por rios de fartíssimo dinheiro, seguem cometendo as suas atrocidades sem o menor medo de irem em cana. Fora da lei? Como se eles é que fazem as leis, graças aos políticos que os representam?

O que é curioso que Xuxa deu a declaração infeliz no último dia 26, na véspera de seu aniversário. De presente, ganhou uma multidão de manifestações indignadas com a sua cruel sugestão. Preocupada muito mais com a repercussão e com medo evidente de perder fãs (o tal "cancelamento"), tratou de se retratar, de forma meio hesitante e nada convincente.

De noite, lançou em seu perfil oficial, um vídeo onde só haviam crianças negras e pobres lhe parabenizando pelo aniversário. O que não ajuda muito, pois tais crianças estavam num contexto onde o negro é aceito: felizes com a pobreza, sem ameaçar os interesses das classes mais abastadas. 

Ou seja, tais crianças eram fofas porque estavam na dela, sem ameaçar os interesses particulares de uma dondoca como a "Rainha dos Baixinhos", que se sente mais que confortável na sua condição de majestade midiática, a iludir legiões de fãs irracionais que enxergam nela a melhor pessoa do mundo.

No seu falso arrependimento, não de suas ideias, mas de sua declaração igualmente infeliz, mostra uma preocupação maior com a sua própria imagem. Danem-se os pobres. Eles só existem para se ajoelhar diante dela e comprar seus produtos, engordando ainda mais o já lotado cofre de Xuxa.

Bom lembrar que sua filantropia praticada no passado nunca conseguiu tirar os pobres de sua triste condição. Aliás como toda a filantropia desejada pelos mais ricos e assinada embaixo pelas religiões, cumplices de um sistema que pretende legitimar e proteger a ganância, enfiando nas cabeças de todos que certas pessoas merecem ter mais que os outros, não interessa como.

Ultimamente, Xuxa tem fingido seu progressismo e se mostrado contra Bolsonaro. Mas engana-se quem pensa que Xuxa virou esquerdista. A apresentadora, ex-eleitora de Aécio, já se manifestou sua vontade de ver Luciano Huck na presidência, a ponto de chamar a sua sucessora Angélica, de trajetória parecida com a sua, de "primeira dama" em conversa recente.

Muito feio para Xuxa considerar que os seres humanos presos nas cadeias por não terem a sorte na vida sejam inferiores aos animaizinhos que deseja proteger. Se já é humilhante ser um encarcerado, ser desprezado desta forma, como se nem animal fosse, é crueldade. É fascismo legítimo.

Porque Xuxa não sugere usar seus amiguinhos da elite, grandes empresários e celebridades sem importância, para serem cobaias de experiências pela cura da covid? Sinceramente, ninguém precisa de grandes empresários. As empresas podem seguir administradas pelos próprios funcionários.

Mas ela não está nem um pouco arrependida. Sabe que não será punida. Basta passar o espanador em sua declaração e todo mundo esquece. Ela é rica, famosa, é rainha e possui súditos dispostos a defendê-la até a morte. Mesmo que estes tenham que morrer para defendê-la. A Rainha tem que permanecer no trono. Reinando sabe-se lá o quê...

Que aniversário triste este, dona Maria das Graças! Tudo porque resolveu tirar a sua máscara de boazinha.

quinta-feira, 18 de março de 2021

A contradição das causas identitárias

As causas identitárias, aquelas que envolvem a representatividade e a defesa da liberdade e do hedonismo (prazer a qualquer custo), tem sido prioridade para as esquerdas brasileiras. Tanto é que jogaram as causas trabalhistas, estas fundadoras do pensamento de esquerda, para o escanteio, tornando-as quase supérfluas e coadjuvantes nas lutas por direitos.

As esquerdas brasileiras agora são formadas pela classe média relativamente bem remunerada. Portanto, para estas, as causas trabalhistas não interessam. Com as esquerdas deixando de lado assuntos relativos a emprego e salário, se perdeu diálogo com as classes trabalhadoras, que não enxergam nas causas identitárias algo que esteja presente em seu cotidiano.

Esta falta de diálogo com os trabalhadores e a conquista das classes médias através de assuntos que interessam mais a estas do que para aquelas, tem dado um caráter de conservadorismo enrustido às esquerdas brasileiras, que desistiram de brigar contra o sistema e lutam agora por um Capitalismo mais inclusivo, com todas as instituições intactas, incluindo os postos de poder. 

A luta não é mais derrubar as instituições e sim colocar pessoas outrora excluídas nelas. Algo como, por exemplo, colocar um negro na presidência da filial brasileira de uma multinacional. Louvável, até certo ponto. Um detalhe normalmente esquecido entre os identitários se apresenta com alta possibilidade: mudada a situação do excluído, muda-se a mentalidade do excluído.

Será que não sabem os identitários que uma pessoa, antes em miséria, quando ocupa uma confortável - e bem remunerada - posição de liderança, abandona seu passado e suas convicções e passa a raciocinar como burguês? As esquerdas, que adoram futebol, não observaram os inúmeros casos de jogadores de futebol, que vieram de lugares miseráveis e hoje agem como magnatas, com estilo de vida como tais?

Sem contar que as causas identitárias nunca resolvem os conflitos de classe, pois a ideia é criar uma espécie de burguesia mais diversificada, que inclusive pode se virar contra os antigos companheiros de classe desses novos burgueses. 

Os esquerdistas ingenuamente acreditam que a medida pode acabar com as desigualdades sociais, pois colocando excluídos nas lideranças das instituições podem fazê-las funcionar a favor das classes oprimidas. 

Mas há tempos que temos mulheres, negros e gays, mesmo em pouca expressividade, no comando de instituições e nunca vemos mudanças na justiça social. Ao ocuparem estes cargos, estes ex-excluídos passam a defender causas individuais deles e de seus conhecidos, sem mexer um dedo para que o sistema passe a ser mais justo. Há exceções, mas impotentes para mudar o sistema como um todo.

Mas mudar o sistema não é mais interesse das esquerdas. É torná-lo mais inclusivo, mesmo funcionando da maneira como sempre funcionou e com as mesmas regras. É criar uma nova burguesia que seria mais justa em tese mas que com o tempo se mostraria igualzinha a qualquer outra classe dominante, com algumas características de postura e aparência da burguesia tradicional.

A defesa de causas identitárias acaba se mostrando um erro que pode cobrar seu preço no futuro, pois, como todo brasileiro, as esquerdas brasileiras não são prudentes e se esquecem que contribuem para que as injustiças sócio-econômicas sejam ainda mais difíceis de serem combatidas, por fugirem de seus tradicionais estereótipos.

Um grave erro esquecer as causas trabalhistas, estas de fato capazes de eliminar a disputa de classes. Criar uma burguesia diversificada de nada irá adiantar. Somente irá diversificar a luta de classes, colocando irmão contra irmão para brigarem por uma ganância que ninguém se empenhou em combater. Enquanto as injustiças sociais se perpetuam, apenas mudando de protagonistas. 

terça-feira, 16 de março de 2021

Esquerdistas confundem críticas ao "funk" com críticas aos pobres

Apesar de malfeito, ridículo e extremamente comercial, o "funk" se tornou um gênero com uma peculiaridade: a sus defesa apaixonada se tornou militante a ponto de fazer o gênero musical de características irritantes ser o primeiro gênero que usa o coitadismo como publicidade.

Toda vez que o "funk" é criticado, muitos comentários surgem em defesa ao gênero, como se o mesmo fosse muito melhor e superior do que realmente é. O que de fato é um lixo sonoro, independente de gosto, é ignorado em nome de uma defesa de um suposto anti-elitismo que não é o verdadeiro motivo para as críticas.

Para os defensores do "funk", o que está sendo criticado não é a sua péssima qualidade auditiva e sim o fato de ser associado frequentemente ao povo pobre. Como se fazer e ouvir "funk" fosse um direito tão importante quanto comer e dormir. Mas esta defesa é carregada de ignorância de muitos fatores que nunca são levados em conta nas discussões, nem mesmo pelos que criticam.

Para começar, o "funk" não é a "legítima expressão das periferias". Longe disso. É uma música criada em laboratório, nos escritórios de gravadoras e produtoras. É inspirada no Miami Bass, gênero controverso que possui até casos de escravidão e prostituição em seus bastidores. Pode ser um meio de alienar o povo pobre através da catarse (manifestação de instintos) e impedi-lo de se inssurgir contra o sistema.

Apesar de defendido por esquerdistas, o "funk" tem características que permitem abusos tipicamente de direita. Suas danças são ridículas, as letras sem pé nem cabeça, seus cantores tem vozes horríveis, as batidas são irritantes e as intenções comerciais são evidentes. Nenhuma característica que permita definir o "funk" como "arte superior, como querem seus defensores.

Mas a ignorância de seus defensores, a apoiar um gênero que transforma o povo pobre em um bando de patetas, acaba por soar como um ato falho, pois muitos dos defensores são de classe média alta e enxergam o povo pobre como macaquinhos de realejo a lhes alegrar com as suas danças, independente dos pobres estarem ou não bem de vida.

É um retrato cruel que coloca os pobres como "bobos da corte" a entreter as elites muito bem acomodadas e que colocam as causas identitárias acima das trabalhistas, como se os problemas relativos a desemprego e salários baixos estivessem resolvidos. Para esta classe média que enxerga os pobres como macaquinhos de realejo, estes problemas estão resolvidos. Afinal salário digno e emprego esta classe média de esquerda de fato tem.

Defender que pobres tenham como "sua música" algo de péssima qualidade que ainda por cima os ridiculariza esconde uma crueldade não-intencional que só agrava os problemas insolúveis das classes oprimidas, que não somente são separadas do resto da humanidade pelo dinheiro, como também pela cultura, já que não tem direito a consumir e produzir algo que tenha realmente boa qualidade.

Defender o "funk" é que é o verdadeiro elitismo, jogando para o povo pobre o lixo cultural para que o acesso à cultura de qualidade possa ser exclusivo de portadores de diploma e de salários bem remunerados. O que se critica no "funk" não é o povo pobre e sim as características de ruindade do gênero. 

Pelo contrário, deseja-se que o pobre volte a consumir e produzir cultura boa, digna, bem feita. Como era no passado remoto com Cartola, Jackson do Pandeiro, Dona Ivone Lara, Nelson Cavaquinho, Luiz Gonzaga e vários outros. Um passado saudoso em que pobre não era sinônimo de ridículo e burro. Ser pobre apenas significava ter pouco dinheiro e não ter boas condições de vida. Apenas isso.

Triste saber que há um empenho em ridicularizar ainda mais a classe pobre. E mais triste saber que esta iniciativa vem de quem se assume "de esquerda". Se esquecendo que a esquerda deveria ter o dever de defender a honra e a dignidade dos mais pobres. E não se é honrado e digno ficar descendo até o chão ao som de um troço malfeito e irritante.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Jennette McCurdy abandona profissão de atriz justo quando reboot de ICarly é anunciado. Fãs se revoltam

Foi anunciado o retorno da série ICarly, onde mostrará alguns dos principais personagens na vida adulta. Muita gente se animou em ver uma série que prenunciou a onda de programas produzidos exclusivamente para a internet e ver como seria agora, quando a prática se tornou rotina a ponto de enriquecer e tornar famosos os influenciadores que produzem videos para serem assistidos fora dos televisores.

Três dos principais atores do elenco se apresentaram para o chamado "reboot" (religada: quando uma série finada resolve retornar em novo contexto): Jerry Trainor, Nathan Kress e Miranda Cosgrove. Miranda, por sua vez ainda no ar como apresentadora e co-produtora de um programa que estimula assuntos científicos para jovens mulheres: Mission Unstoppable. O programa científico, que entrou agora em sua nova temporada, dá a entender que vai manter Miranda no comando, mesmo com ICarly, fazendo a atriz ficar nos dois programas simultaneamente. 

Mas anunciada a volta de ICarly, os comentários, mais do que a simples comemoração, demonstraram uma preocupação: e a personagem Samantha "Sam" Puckett, interpretada por Jennette McCurdy, não vai voltar? A participação de Jennette está sendo excessivamente cobrada e a provável ausência está se tornando motivo de revolta dos fãs, que enxergavam excelente interação entre esta e Miranda, que interpretava a Carla "Carly" Shay. Muitos consideram a interação das duas a graça da série.

Mas não somente a ausência de Sam Puckett foi mantida como um fato anunciado jogou mais lenha na fogueira  de que não teremos a interação das duas na versão ressuscitada da série: Jennette anunciou que pretende deixar de atuar. Prefere escrever, produzir, dirigir e se envolver em outras atividades.

O anúncio caiu como uma bomba e aumentou ainda mais a já grande revolta dos fãs em relação à ausência da personagem Sam. Para piorar ainda mais, Jennette justificou a sua decisão argumentando que tem vergonha de seus trabalhos como atriz, incluindo a interpretação da grotesca Sam Puckett.

“Minha experiência como atriz é, estou tão envergonhada das partes que fiz no passado. Eu me ressinto da minha carreira de várias maneiras. Eu me sinto tão insatisfeita com os papéis que desempenhei e me senti como se fosse o mais extravagante, embaraçoso. Fiz os shows que estava no ar dos 13 aos 21, e aos 15 já estava com vergonha. Meus amigos de 15 anos não dizem, 'Que legal, você está nesse programa da Nickelodeon'. Foi constrangedor. E imagino que haja uma experiência muito diferente na atuação, se você estiver orgulhoso de seus papéis e se sentir realizado por eles.” - justificou Jennette. Apesar da decisão irredutível, Jennette considera voltar a atuar no futuro, mas em outro contexto, com trabalhos de melhor qualidade.

Jennette tem dado sinais bem claros de que estava insatisfeita com a carreira que a consagrou. O trabalho que estava mostrando em suas redes sociais é muitíssimo diferente do estilo abobalhado quase pastelão de Sam Puckett. Dirigiu inclusive um curta-metragem inspirado na linguagem do cinema alternativo europeu, altamente intelectualizado. Intelectualizado a ponto de não agradar aos antigos fãs da atriz, que não entenderam a proposta, definindo o trabalho novo - de altíssima qualidade - como "pior" do que as macaquices que fazia na pele da infantiloide Samantha Puckett.

Jennette havia feito um reboot de seu personagem em outra série, Sam & Cat, que era ainda mais sem graça que ICarly, apostando no misto entre o gênero besteirol e as comédias pastelão. A produção foi tão ruim que gerou uma certa inimizade entre ela e Ariana Grande (co-estrela do seriado que coincidentemente faz aniversário junto com Jennette). 

Após o fim de Sam & Cat, Ariana preferiu seguir como cantora bem sucedida de músicas para adolescentes, aparentemente abandonando a carreira de atriz. Mas não com a qualidade musical do trabalho de Jennette, que tentou uma carreira de cantora de country sem muita repercussão, mas com boas canções e com Jennette mostrando que tem uma belíssima voz como cantora. Depois de Sam & Cat, Jennette ainda atuou em uma série dramática, Between, que parece ter previsto a pandemia atual.

Mas infelizmente, a birra dos fãs meio abilolados de ICarly terá que se manter ad infinitum. Jennette confirmou que não integrará o reboot, nem mesmo considerando uma participação. Para Jennette, Sam Puckett morreu e seu descanso eterno deve ser respeitado. Além disso, ICarly entra em novo contexto e a interação dos três remanescentes com outros atores e personagens deverá compensar. Aguardemos.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Quando elas só te querem como amiguinho

 Nada mais triste para um homem sensível do que ser tratado apenas como amiguinho pelas melhores gatas que consegue encontrar. Eu sei, é doloroso para mim também, pois me encontro nesta situação, mas é uma realidade triste e que tem muito a ver com as convicções sociais do mundo atual, principalmente numa sociedade modista como a brasileira.

Como eu havia postado antes, caráter e gentileza masculina, por incrível que pareça, nunca são critérios que coloquem os homens em vantagem perante os outros na disputa pela conquista feminina.

Numa sociedade como a brasileira, que ainda não se evoluiu e se encontra numa infindável crise financeira que mantem a mesma numa baixa autoestima, é normal, embora não aceitável, que as mulheres sejam interesseiras, pois ainda se encontram presas ao instintivo costuma puramente animal de escolher os machos pela capacidade de proteção e sustento. Isso é o que - ainda - interessa para elas. Realmente não evoluímos nada diante dos trogloditas. Há muito o que aprender para sermos realmente humanos.

Em sociedades mais desenvolvidas como a do norte europeu, as mulheres já superaram isso. Independentes, já escolhem os homens pela personalidade, pelo que eles podem oferecer de bom no cotidiano. Ao invés de procurarem um protetor/provedor como as brasileiras, procuram um companheiro.

As brasileiras, apesar de independentes financeiramente, ainda escolhem os homens pelo aspecto de proteção e sustento. Até porque além de quererem ser defendidas das possíveis investidas de outros homens, sempre é bom acumular lucros financeiros junto aos que elas já ganham em suas profissões. Afinal, ser dona de casa não traz prestígio social e é esse motivo que faz com que as ainda dependentes mulheres se tornem "independentes".

Com isso, a personalidade do homem se torna um aspecto supérfluo na conquista, a não ser quando está relacionado diretamente a função de protetor/provedor. Mesmo que um cara seja gentil, se a mulher sentir que não se satisfaz como ele nos aspectos de proteção e sustento, ele não chega a ser exatamente descartado pela mulher, mas ganha o prêmio de consolação de ser um mero amiguinho dela. Como se ela realmente valorizasse as qualidades dele, apesar de reconhecer que elas são insuficientes para a função de namorado ou marido, posto que exige a perfeita satisfação do aspecto de proteção e sustento, que a maioria esmagadora das mulheres não consegue abrir mão.

Aliás é muito comum ver homens sem qualidades pessoais que se dão bem na vida afetiva, se casando com as melhores mulheres que encontram pela frente. Muitos caras até tentam entender porque certos caras se dão bem na vida afetiva sem possuírem nenhuma qualidade marcante como seres humanos. A explicação se encontra na satisfação plena dos aspectos de proteção e sustento. Mesmo não sendo um ser humano exemplar, consegue oferecer segurança física e financeira a sua mulher, que não está nem aí se o marido delas é bondoso ou não.

É uma das aberrações que caracterizam a nossa atrasada sociedade brasileira, que pensa que está na dianteira mundial, quer ser "exemplo" de civilidade para o resto do mundo mesmo não possuindo a verdadeira civilidade. Somos ainda trogloditas que, só por saber fazer plec-plec no computador, nos achamos os mais avançados do mundo. E ainda conquistamos as mulheres como os velhos gorilas dos tempos das cavernas! Até quando isso vai parar?

Não sabemos. Ainda continuaremos aguentando por muitos anos, ver belas e doces donzelas trocando os futuristas cavalheiros por um bando de trogloditas engravatados que pensam que ser gentil é obedecer rigorosamente regras de etiqueta, que nunca substituem a personalidade firme e subestimada de quem realmente consegue entender a alma feminina, apesar de serem desprezados com constância.

Com isso tudo, quem perde são as mulheres, que não cansam de reclamar que nunca estão sendo compreendidas pelos maridos. A razão do problema só pode estar dentro delas mesmas, que nunca sabem escolher marido. Dedo podre contamina.

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