quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O assassinato de Lewis Skolnick

Os brasileiros já bateram o martelo. Está decidido que Lewis Skolnick, o protagonista de Vingança dos Nerds, deve morrer. E trataram logo de enfiar a faca bem no peito do desajeitado personagem, para que ele nunca mais viva e incomode a sociedade "nerd".

Metaforicamente foi justamente isso que aconteceu. Aquele "nerd" que conhecíamos através do citado filme, se não bastasse os problemas que enfrenta no cotidiano, foi plenamente rejeitado pela sociedade brasileira, que lhe roubou o rótulo e deu a qualquer um que seja viciado em informática e quadrinhos. Skolnick está finalmente morto, para a alegria dessa turma que nada tem de estranha ou desajeitada.

Com a popularização da informática e a consagração dessa popularidade através do Campus Party, muita gente que nada tem a ver com o perfil de Skolnick resolveu se assumir como "nerd de carteirinha", alterando radicalmente o significado da palavra outrora pejorativa que definia jovens desajeitados com dificuldade social que encontravam na informática e nos quadrinhos a compensação da solidão crônica. O que aliás os novos "nerds" desconhecem por completo.

Aliás, os que eram conhecidos como "nerds", vítimas tradicionais e cotidianas dos bullyings feitos pelas outras "tribos", acabaram por encarar o pior ato de bullying: o roubo de seu rótulo, de sua identidade, pelas mesmas tribos zombeteiras que riam da cara dos discípulos de Skolnick por muitas décadas.

É chato, pois para aqueles que se identificaram com o perfil do famoso personagem interpretado com maestria por Robert Carradine, ficaram mais isolados ainda, já que o rótulo de "nerd" servia como forma de reivindicação e organização. Os desajeitados tinham um grupo para se enquadrar e lutar junto pelos seus direitos, negados pela sociedade "linda" e "espertalhona".

Mas os lindos e espertalhões resolveram tomar o rótulo e deixar ainda mais os antigos nerds ainda mais isolados.

Hoje o rótulo, antes pejorativo (significava otário, segundo a cultura ianque), agora virou um modo dos "perfeitos" dizerem que "não são perfeitos", numa espécie de status às avessas onde posar de "coitado" pode abrir muitas portas e gerar privilégios.

Mas Skolnick, tido pelos brasileiros uma versão caricata daquilo que eles entendem como "nerd" (embora não seja, apesar de alguns aspectos terem sido hiperbolizados), finalmente está morto. Com direito a uma pá de cal em cima, mas sem cerimoniais de cortejos e velórios.

Aqueles que eram conhecidos como "nerds", que já não tinham vida social satisfatória, agora que não terão mesmo, piorando ainda mais a sua situação social.

Os picaretas, uma espécie de alcoólatras cibernéticos, tomaram seu lugar.

Skolnick, descanse em paz. A luta continua.

O assassinato de Lewis Skolnick

Os brasileiros já bateram o martelo. Está decidido que Lewis Skolnick, o protagonista de Vingança dos Nerds, deve morrer. E trataram logo de enfiar a faca bem no peito do desajeitado personagem, para que ele nunca mais viva e incomode a sociedade "nerd".

Metaforicamente foi justamente isso que aconteceu. Aquele "nerd" que conhecíamos através do citado filme, se não bastasse os problemas que enfrenta no cotidiano, foi plenamente rejeitado pela sociedade brasileira, que lhe roubou o rótulo e deu a qualquer um que seja viciado em informática e quadrinhos. Skolnick está finalmente morto, para a alegria dessa turma que nada tem de estranha ou desajeitada.

Com a popularização da informática e a consagração dessa popularidade através do Campus Party, muita gente que nada tem a ver com o perfil de Skolnick resolveu se assumir como "nerd de carteirinha", alterando radicalmente o significado da palavra outrora pejorativa que definia jovens desajeitados com dificuldade social que encontravam na informática e nos quadrinhos a compensação da solidão crônica. O que aliás os novos "nerds" desconhecem por completo.

Aliás, os que eram conhecidos como "nerds", vítimas tradicionais e cotidianas dos bullyings feitos pelas outras "tribos", acabaram por encarar o pior ato de bullying: o roubo de seu rótulo, de sua identidade, pelas mesmas tribos zombeteiras que riam da cara dos discípulos de Skolnick por muitas décadas.

É chato, pois para aqueles que se identificaram com o perfil do famoso personagem interpretado com maestria por Robert Carradine, ficaram mais isolados ainda, já que o rótulo de "nerd" servia como forma de reivindicação e organização. Os desajeitados tinham um grupo para se enquadrar e lutar junto pelos seus direitos, negados pela sociedade "linda" e "espertalhona".

Mas os lindos e espertalhões resolveram tomar o rótulo e deixar ainda mais os antigos nerds ainda mais isolados.

Hoje o rótulo, antes pejorativo (significava otário, segundo a cultura ianque), agora virou um modo dos "perfeitos" dizerem que "não são perfeitos", numa espécie de status às avessas onde posar de "coitado" pode abrir muitas portas e gerar privilégios.

Mas Skolnick, tido pelos brasileiros uma versão caricata daquilo que eles entendem como "nerd" (embora não seja, apesar de alguns aspectos terem sido hiperbolizados), finalmente está morto. Com direito a uma pá de cal em cima, mas sem cerimoniais de cortejos e velórios.

Aqueles que eram conhecidos como "nerds", que já não tinham vida social satisfatória, agora que não terão mesmo, piorando ainda mais a sua situação social.

Os picaretas, uma espécie de alcoólatras cibernéticos, tomaram seu lugar.

Skolnick, descanse em paz. A luta continua.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Porquê as "mais desejadas" do país não são tão desejadas

Nosso país é cheio de absurdos e contradições. De uma sociedade que acha que uma vitória em um campeonato de futebol é mais importante do que qualidade de vida, se pode esperar tudo.

Existe um tipo de mulher programado propositadamente para virar musa. Ou seja, elas são criadas com a finalidade de serem "símbolos sexuais". Elas não são símbolos sexuais porque possuem qualidades para tanto. Elas são símbolos sexuais porque elas são criadas para isso. Podemos chamá-las de "símbolos sexuais de proveta".

Também conhecidas como "popozudas" ou simplesmente "boazudas", elas nada fazem além do que é proposto: estimular a excitação masculina. Como exemplos desse tipo temos as dançarinas de "funk" e "pagode", BBBs e ex-BBBs, paniquetes, "ring girls" e outras que só vivem de mostrar seus corpos. É claro que para despistar, é criado todo um aparato para parecer que elas estão sendo valorizadas "por acaso", como se elas não tivessem sido criadas para serem "símbolos sexuais".

A estranha solidão das "boazudas"

O que é estranho neste tipo de mulher é que a maioria esmagadora delas admitem estar "solteiras". Como as mulheres"mais desejadas do país" estão sozinhas, curtindo uma solidão crônica? Há várias hipóteses para isso.

A mais plausível é que, por serem símbolos sexuais programados - e elas ganham salários para tal - elas são obrigadas a permanecerem sozinhas. Há exceções, como a Gracyanne Barbosa, que assumiu publicamente o romance com o pagodeiro Belo (normalmente quando assumem um namoro, sempre é com um homem com pinta de "peão", mesmo que tenha enriquecido posteriormente), mas no geral, tem que assumir publicamente que estão sozinhas. Por contrato, elas tem que estar "casadas com os fãs".

É muito chato para os fãs de mulheres saber que a sua musa é comprometida. Isso prejudica vendagens e lucros em geral. Uma paniquete, ao ser descoberta casada, teve que ser demitida (e depois readmitida, ao ser descoberta a manobra - pegou mal). Estranhamente, várias musas dão a entender que são casadas, tem filhos e tudo, mas escondem os maridos para não prejudicarem suas carreiras.

Há outra hipótese, menos provável, já que ainda existe muito machismo por aí (elas são musas perfeitas para machistas), é que elas estão realmente encalhadas porque sua vulgaridade espanta dos homens. É até possível que aconteça em alguns casos, mas não é uma regra geral. Para quase todas estarem numa mesma situação, deveria haver um número quase zero de machistas. Além disso, o motivo que faz com que homens "de classe" (principalmente executivos e profissionais liberais) recusem essas mulheres pode não ser a vulgaridade e sim a facilidade desse tipo de musa de cometer gafes por causa desta vulgaridade. Sem falar que a maioria dessas boazudas vem das classes pobres, fazendo a rejeição dos executivos ser praticamente automática.

O que se sabe é que este tipo de musa está começando a entrar em decadência, agravada por essa pseudo-solidão forçada. Muitos homens já não se interessam por essas musas sem conteúdo e começam a eleger símbolos sexuais mais naturais, que não sejam criadas só para isso. Mulheres que além da beleza física possam mostrar outras qualidades, além de servirem para um relacionamento mais duradouro, o que não é o caso das boazudas, feitas apenas para algumas trepadas, para serem descartadas logo em seguida.

sábado, 25 de outubro de 2014

Site de relacionamentos para feios e esquisitos existe. Só falta ter versão brasileira

Finalmente apareceu um site para pessoas estranhas como eu. Eu não me considero feio, mas vivo num país habitado por gente teimosa, onde é tudo padronizado (Eduardo Paes, iurru...), desde o gosto musical até a maneira que você espirra, passando pela obrigatoriedade de gostar de futebol, as mulheres cismaram que homem bonito tem que ser branco, ter mais de 1,80m, barriga tanquinho e profissão de status (a palavra "empresário" soa como música no ouvido das mulheres, mas "devogado" serve). Como eu não sou nem tenho nada disso, sou considerado feio por elas.

Para homens como eu, cujo único tipo de fêmea que tem facilidade de atrair é fêmea de pernilongo, foi criado o The Ugly Bug Ball, o Orkut dos excluídos. Mulheres desprezadas pelos cafajestes-pilantras-infelizes também se associam no site.

O site, infelizmente é só para os principais países de língua inglesa. Mas já está mais do que na hora de lançar a versão brasileira. Muita gente solitária poderia se dar bem. Ainda mais no país em que a tribo dos excluídos perdeu seu rótulo para um bando de alcoólatras mulherengos, em que o bullying ainda é ignorado (e, pasmem, estimulado) e as rígidas regras sociais (estimuladas pelo hábito tipicamente brasileiro de ser submisso a leis e a líderes, tendo a falsa sensação de organização) parece condenar os esquisitos à solidão crônica.

Ô pessoal do Bug Ball, criem uma versão brasileira, pô. Estamos precisando!

Agora, cantem junto a música de nossa tribo sem-rótulo, conhecida como "nerd" nos EUA:


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Bridget Jones Morreu! Quem é essa aí? Renee Zellweger? Não pode ser!


Um assunto foi destaque nos últimos três dias no mundo das celebridades. Sabem aquela atriz fofinha, Renee Zellweger, cuja beleza meiga chamava a atenção e atraia uma legião enorme de fãs masculinos, todos desejosos de se casarem com ela? Esqueçam! A fofura não existe mais.

Em um evento recente, uma loira linda, mas de beleza óbvia, parecendo muito mais uma versão mais jovem da atriz sueca Liv Ullman (será que se parecer com a veterana atriz foi a intenção de Renee? Ou a Liv fez um grande procedimento de plástica e fingiu ser a Renee?), eternizada pelos filmes de Ingmar Bergman, se apresentou como sendo a Renee Zellweger. Todo mundo ficou boquiaberto, pois Renee não somente fez plástica como virou uma mulher totalmente diferente! Outra pessoa, outra identidade. Poderia até mudar de nome, se quisesse.

Claro que mudanças radicais de rostos não são assim tão raras. Mas o caso de Renee não somente impressionou como também decepcionou um pouco. A atriz era considerada uma das mais desejadas justamente pela beleza peculiar que ela tinha, um rosto que transparecia candura, como uma eterna menina que se recusava a crescer.

Agora virou uma loira comum. Ainda linda, mas igual a qualquer mulher considerada linda. A beleza rara que era o diferencial da atriz desapareceu. Continua desejável e até arrumou namorado. Mas deixou de ter uma beleza única, que agora fica nas fotos.

Curioso. Até parece esta mania das prefeituras atuais de padronizar os ônibus com logomarcas da prefeitura, ficando todos iguais, confundindo passageiros e entediando entusiastas de ônibus. Padronizaram a Renee para ela ficar igual às outras mulheres. Lamentável.

Não sei o que deu na cabeça dela para ela acabar com a sua apaixonante beleza única. Ela continua sim, uma linda mulher. Mas não tão apaixonante quanto a Renee que aprendemos a amar vendo O Diário de Bridget Jones. Continua linda, mas perdeu muito em beleza. Renee era muito mais do que linda.

Adeus, doce Bridget Jones. Essa loira que tomou o teu lugar não se parece nada como você...

Símbolos sexuais de proveta

Para quem ainda insiste em se manter preso à convicções machistas, mantendo a retrógrada ideologia em alta, apareceram as musas perfeitas. meros objetos criados única e exclusivamente para satisfazer os instintos de quem só raciocina com aquele "cano" que se encontra entre as pernas de qualquer homem.

Apesar de não ter nome próprio (incluem-se neste grupo, dançarinas de "funk" e pagode, mulheres frutas, BBBs, paniquetes, musas de brasileirão, rainhas do bumbum, oportunistas, ou simplesmente desocupadas que ganham dinheiro para mostrarem seus corpos), vou reuni-las sobre o rótulo de "boazudas" para facilitar a compreensão desta postagem.

Uma característica comum em todas: como são criadas exclusivamente para satisfazer a libido masculina, elas nunca são vistas em revistas femininas ou artigos sobre moda que possam ser direcionadas ao público feminino. As mulheres obviamente não curtem as boazudas, a não ser as muito grotescas, de reduzidíssima escolaridade, que as tem como "heroínas feministas". O que as boazudas não são nem de longe.

Embora elas se auto-rotulem de "mulheres sensuais", mesmo que a sensualidade mostra por elas seja vazia, grotesca e estereotipada. Eu consigo ver muito mais sensualidade nas lutas da Hit Girl (interpretada pela nossa amada Chloe Moretz, que mesmo adolescente, representa a mulher ideal, pela personalidade madura e postura elegante) no filme Kick Ass, do que nas dancinhas chochas da paniquetes no humorístico sem graça Pânico na Band.

Tidas como "as mais desejadas" (na verdade uma confusão entre a palavra "desejada" com "admirada"), acontece algo muito estranho com elas. Ou são solitárias ou quando arrumam um relacionamento, normalmente pegam homens desprestigiados. 

Há uma suspeita que o celibato delas é compulsório, já que, com a finalidade focada na satisfação dos instintos machistas, elas tem que ficar "casadas com os fãs". Um episódio ocorrido com uma paniquete que tinha se casado deixou vazar uma pista de que isso é verdade.

Mas com certeza, muitas se encalham por estarem rejeitadas por boa parte dos homens, sobretudo os de personalidade (como eu), que detestam vulgaridade (sinal de atraso e submissão aos instintos), que preferem mulheres que não se vendam feito carne de açougue.

Aliás, o surgimento dessas musas de proveta acabou por dispensar as verdadeiras musas de posarem para sessões sensuais. Parece coisa de comédia surreal: as mulheres verdadeiramente sensuais não posam mais em sessões sensuais (com nudez ou não) porque existem mulheres criadas para isso. Mulheres sem o mínimo de sensualidade, substituída pela vulgaridade e pela pose de "eu sou a tal".

Por isso tem diminuído a presença de atrizes, jornalistas, modelos ou celebridades femininas mais consistentes, em ensaios com ou sem nudez. Sites especialistas em ensaios sensuais se limitam a colocar as musas criadas para esta finalidade. Isso tem afastado grande parte do público masculino e provocado a extinção de vários sites dedicados a ensaios sensuais, além do encalhe de revistas como a Playboy. 

Para mim, sensualidade não é o que os defensores dessas musas de proveta entendem. Sensualidade é uma capacidade que uma pessoa seduzir outra com uma leve malícia e charme. Não ficar pelado o tempo todo até quando não existe contexto para isso, fazendo poses ridículas.

Para estas musas vazias, só resta a admiração de homens mais broncos e que conservam o machismo no seu auge. Ou se preparar para a solidão e o ostracismo, já que com a evolução da sociedade e o desaparecimento gradual do machismo, não haverá mais espaço a essas mulheres que ganham a vida expondo seus sacos de silicone que nada tem de útil. Nem mesmo para elas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Quer aprender a conquistar uma mulher? Não conte com a internet!

Cada dia que passa está cada vez mais difícil um cara tímido arrumar uma namorada. Se não bastasse a cara sisuda que as mulheres interessantes mostram ao sair na rua e quando muito, se limitando a dar aqueles sinais sutis, imperceptíveis aos tímidos e que só conseguem ser percebidos por espertalhões, a internet nada faz para melhorar as chances dos mais tímidos.

Tente procurar alguma dica. Nada. Todas as dicas esquecem de que cada caso é um caso e se baseiam em padrões estabelecidos de conquista. Se você não curte bares, boates e afins e nem segue alguma religião, você está condenado a solidão eterna, pois as mulheres interessantes só dão mole para desconhecidos nestes lugares. Fora isso, somente em grupos estáveis como vizinhos, colegas de alguma atividade ou amigas dos amigos. Não apareceu nenhuma em alguma destas situações. Ih, prepare a corda para enfiar o pescoço.

A sociedade brasileira não é muito democrática em matéria de paquera. Impõe padrões de aparência, de comportamento e até de situação financeira. Se você for um profissional liberal, daqueles que vão à praia de terno-e-gravata, mesmo com a timidez terá direito a algumas chances. Mesmo sendo baixinho, gordinho e com cara de garoto.

Mas de qualquer forma, do contrário que muitos homens vivem espalhando, o amor tem regras sim, e das mais rígidas. Só faltava terem sido incluídas na Constituição Federal de 1988. Muitas dessas regras são criadas pelas mulheres, na tentativa de filtrar demanda e "melhorar" o critério. 

Se bem que isso nunca dá certo pois normalmente os mais sacanas é que conseguem passar pelo filtro feminino, conquistando a gata que se tornará infeliz num relacionamento modorrento, cheio de traições - principalmente a pior delas, aquela em que o marido trai a sua esposa com um time de futebol, trocando uma bela gata por 11 fedidos e feiosos analfabetos. O mundo é injusto.

Você, amigo solitário que está a procura de companhia e não quer aquela manicure feiosa que vive olhando para você, desejando as gatas que te tratam como se você fosse uma vassoura usada, um conselho. Esqueça as dicas da internet, aprenda um idioma estrangeiro, vá a um consulado e peça asilo em um país onde as regras sociais são mais flexíveis e justas. Aí sim você terá chances melhores de se unir a quem você deseja.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Como fazer uma vagina artificial caseira

OBS: Tenho ouvido falar de coisas absurdas em relação a sexo, mas essa é novidade. Vamos todos tentar fazer.

Como fazer uma vagina artificial caseira

Posted by Santo krall - Nerd Virgem Portugal

Aqui vai uma coisa interessante e muito útil para quem está com eles cheios, e já usou de todo tipo de técnica ninja na hora de “bater uma”: Uma vagina artificial. Nas sex-shops estas são facilmente encontradas, mas o preço é um pouco puxado. Então aqui vai esta solução fácil e barata para aqueles momentos de solidão.



Vais precisar de:

- 1 recipiente vazio de nutela (no meu caso um tubo de batata Pringles resolve, haha).
- 2 esponjas sintéticas (daquelas de lavar a louça).
- Sacos plásticos transparentes (aqueles de carregar verdura, mais finas).
- Um pênis, no teu caso o teu (daahhh).

Modo de preparação:

- Agarre nos sacos plásticos e coloque as esponjas sintéticas em cada um deles, de forma a que elas fiquem completamente envolvidas pelo plástico.

- Depois ponha as duas almofadas dentro da lata, com o lado amarelo (o macio) voltado para a parte interna, de forma a fazer o formato de uma vagina.

Se preferires, podes cortar a boca da lata de nutela para ficar maior (ou usar a lata de Pringles, lol²).

Também podes aquecer um pouco de água e colocar dentro da vagina, para ficar numa temperatura semelhante.

- Agora colocas algum tipo de lubrificante, como creme hidratante, Loreal, etc. Mas cuidado, se sentires alguma irritação na tua ferramenta “amiguinho” para imediatamente com o uso artificial da tua pussy.

Como fazer uma vagina artificial caseira

OBS: Tenho ouvido falar de coisas absurdas em relação a sexo, mas essa é novidade. Vamos todos tentar fazer.

Como fazer uma vagina artificial caseira

Posted by Santo krall - Nerd Virgem Portugal

Aqui vai uma coisa interessante e muito útil para quem está com eles cheios, e já usou de todo tipo de técnica ninja na hora de “bater uma”: Uma vagina artificial. Nas sex-shops estas são facilmente encontradas, mas o preço é um pouco puxado. Então aqui vai esta solução fácil e barata para aqueles momentos de solidão.



Vais precisar de:

- 1 recipiente vazio de nutela (no meu caso um tubo de batata Pringles resolve, haha).
- 2 esponjas sintéticas (daquelas de lavar a louça).
- Sacos plásticos transparentes (aqueles de carregar verdura, mais finas).
- Um pênis, no teu caso o teu (daahhh).

Modo de preparação:

- Agarre nos sacos plásticos e coloque as esponjas sintéticas em cada um deles, de forma a que elas fiquem completamente envolvidas pelo plástico.

- Depois ponha as duas almofadas dentro da lata, com o lado amarelo (o macio) voltado para a parte interna, de forma a fazer o formato de uma vagina.

Se preferires, podes cortar a boca da lata de nutela para ficar maior (ou usar a lata de Pringles, lol²).

Também podes aquecer um pouco de água e colocar dentro da vagina, para ficar numa temperatura semelhante.

- Agora colocas algum tipo de lubrificante, como creme hidratante, Loreal, etc. Mas cuidado, se sentires alguma irritação na tua ferramenta “amiguinho” para imediatamente com o uso artificial da tua pussy.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Comunidades de namoro são predominadas por mulheres burras

Um conselho para os homens inteligentes e de bom gosto que querem ter uma mulher para conviver, trocar ideias e utilizar o relacionamento para um aprendizado pessoal: não arrumem namorada em comunidade de namoro do Orkut.

Estou a perceber que nos últimos anos os homens têm preferido mulheres inteligentes. O verdadeiro motivo ainda não se sabe, mas acredito que seja pelo estilo de vida movimentado que as mulheres de bom nível cultural possuem. Se aparece uma mulher culta sozinha, pode crer, não é por falta de pretendente.

Mulheres cultas sempre têm pretendentes, sabem como arrumar um namorado e por isso, não se associam em sites e comunidades de namoro e nem paqueram a toda hora do dia. Fazem isso em horas e lugares pré-determinados. O chato é que limitando situações, se limita também o leque de escolha delas, fazendo-as se conformar com o primeiro endinheirado forte e alto que aparece na frente delas. Mas as mulheres cultas não ligam para isso. Se o cara chatear, é só elas darem um chute nele e pegar outro. Sempre tem um esperando a sua vez para namorar uma mulher culta.



E com isso, quem sobra são as burras. Existem dois tipos: as vulgares e as carolas. Os motivos que fazem um e outro tipo serem rejeitados são diferentes. Mas ambos os tipos parecem condenados à solidão.

Os homens cultos têm evoluído muito ultimamente na hora de escolher uma mulher como companheira. As burras acabam tendo como pretendentes apenas os homens broncos, rudes, que muitas vezes elas rejeitam, sem saber que eles são o único tipo que consegue suportar as gafes e as atitudes cretinas que eles são capazes de fazer.

Infelizmente as mulheres cultas, por saberem que são as mais desejadas (embora a mídia esconda isso) e terem um estilo de vida mais oneroso, tendem a ser muito mais exigentes no lado material do homem, fazendo questão do protetor/provedor. Estranho as mulheres cultas serem mais atrasadas nos critérios de escolha do macho do que as burras. Mas um estilo de vida que exige muito dinheiro e segurança (muitos eventos são noturnos, em lugares de difícil acesso) explica isso.

Mas porque as burras querem caras inteligentes? Com certeza não é pela inteligencia deles, já que elas nunca abrem mão dos valores cretinos que sempre acreditaram. É aquele negócio: elas rejeitam os homens broncos para namorarem, por exemplo, nerds inteligentes, para com o relacionamento, transformar esses nerds em homens broncos. mais um sinal de burrice. Para quê querer caras superiores a esas jecas, se elas desejam transformá-los nos mesmos jecas que elas rejeitam?

E é esse tipinho que está dominando as comunidades de namoro do Orkut. Nota-se que em comunidades de temas mais intelectualizados, o número de solitárias é extremamente raro, e se há, dá para perceber que é por opção própria. Nas comunidades de namoro há um número quase total de burraldas, garotas que se associam em comunidades fúteis, demonstram péssimas referências culturais, fazem poses ridículas em fotos, usam linguajar bobo (quando não é chulo).

Muitas até tem boa aparência. Mas ninguém é idiota de conviver o resto da vida com uma chata sem cultura só porque ela é "bonitinha". Quem tem a cabeça no lugar sabe que o que segura o casamento é a personalidade dos cônjuges, não a aparência. Quem acha que é aparência que segura casamento, tadinho, ainda vive no tempo da pedra lascada.

Essas solitárias do Orkut mostram que são pessoas sem a menor vontade de se evoluir. gente puramente emocional, imatura, despreparada para os desafios que a vida adulta oferece. Elas se comportam como se pensassem que todo casamento é conto-de-fada, que os pretendentes são príncipes e que sairão da solidão em uma carruagem alada toda feita de ouro. Sinceramente, detestaria ter que conviver com alguém tão lunático.

Prefiro esperar mais um pouco e tentar encontrar a provável companheira em situações que valorizem o intelecto, em uma biblioteca, museu, show de música de qualidade... Tenho a certeza que o sucesso de qualquer relacionamento está na afinidade. Se unir com alguém oposto a mim só irá gerar conflitos, brigas mesmo.

Esse negócio de "opostos se atraem" só dá certo em eletricidade. Nos relacionamentos isso significa pesadelo. E por isso mesmo, muitos casamentos estão indo a falência. Só não percebe isso, quem não quer.

sábado, 11 de outubro de 2014

Fundador da Campus Party tem cara de Pit-boy

Nunca achei que a Campus Party fosse uma espécie de congresso de nerds. O evento é sobre tecnologia e atrai pessoas interessadas no assunto. Como a tecnologia é obrigatória hoje em dia, creio que não apenas nerds sejam interessados em estar no evento. Concluindo o evento é para todos: nerds ou não.

Mas a mídia encanou de classificar o evento como "congresso nerd", talvez na tentativa de desarmar os verdadeiros nerds, gente acostumada a ser vítima de bullying e ter os seus direitos básicos negados. Dá-se o direito aos nerds falsificados para que não se dê aos nerds verdadeiros ("aquela gente ridícula que quer mostrar seu valor", diriam as pessoas "normais"). Ah! Nerds falsificados nunca cometem gafes.

Achei mais um detalhe que pode jogar um balde de gelo em cima dos que acreditam que o Campus Party é um evento de nerds. Um de seus fundadores, Paco Ragageles, têm aquela aparência estereotipada dos lutadores de jiu-jitsu, com direito até a orelha peculiar dos lutadores deste esporte, conhecidos pejorativamente como pit-boys. Se ele é um pit-boy ou não, não sei dizer, mas nerd ele não é mesmo. Nem na China dos produtos falsificados.

Aliás, cá para nós: dizer que pit-boy é nerd é o mesmo que dizer que nazistas são judeus. É unir tribos contrárias e mutuamente hostis.

Então está certo: vamos combinar de nunca nos referirmos ao Campus Party como evento de nerds, certo? É mais fácil classificar um retiro espiritual, daqueles que se fazem durante o Carnaval, como evento nerd. Não é a melhor comparação (religiosidade nada tem a ver com nerds, "tribo" onde a maioria é ateia), mas faz algum sentido.

Fundador da Campus Party tem cara de Pit-boy

Nunca achei que a Campus Party fosse uma espécie de congresso de nerds. O evento é sobre tecnologia e atrai pessoas interessadas no assunto. Como a tecnologia é obrigatória hoje em dia, creio que não apenas nerds sejam interessados em estar no evento. Concluindo o evento é para todos: nerds ou não.

Mas a mídia encanou de classificar o evento como "congresso nerd", talvez na tentativa de desarmar os verdadeiros nerds, gente acostumada a ser vítima de bullying e ter os seus direitos básicos negados. Dá-se o direito aos nerds falsificados para que não se dê aos nerds verdadeiros ("aquela gente ridícula que quer mostrar seu valor", diriam as pessoas "normais"). Ah! Nerds falsificados nunca cometem gafes.

Achei mais um detalhe que pode jogar um balde de gelo em cima dos que acreditam que o Campus Party é um evento de nerds. Um de seus fundadores, Paco Ragageles, têm aquela aparência estereotipada dos lutadores de jiu-jitsu, com direito até a orelha peculiar dos lutadores deste esporte, conhecidos pejorativamente como pit-boys. Se ele é um pit-boy ou não, não sei dizer, mas nerd ele não é mesmo. Nem na China dos produtos falsificados.

Aliás, cá para nós: dizer que pit-boy é nerd é o mesmo que dizer que nazistas são judeus. É unir tribos contrárias e mutuamente hostis.

Então está certo: vamos combinar de nunca nos referirmos ao Campus Party como evento de nerds, certo? É mais fácil classificar um retiro espiritual, daqueles que se fazem no Carnaval, como evento nerd. Não é a melhor comparação (religiosidade nada tem a ver com nerds, "tribo" onde a maioria é atéia), mas faz algum sentido.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Falsos nerds fazem "funk" sobre video-game

Se eles dizem "está tudo dominado", eu digo que está tudo errado. Parece que além da cultura brasileira estar morrendo para dar lugar a um bando de picaretas popularescos (axé, pagode, "sertanejo", "funk", brega e afins), semi-analfabetos, a cultura nerd brasileira, que nem nasceu direito, já é sufocada por um bando de farsantes que só por não terem o porte físico de um jogador de vôlei, já se acham os maiores nerds, como se ficar mais de 4 horas na frente de um computador fosse a única condição para se tornar um nerd.

Esses bestalhões do Sub Zero (deve ser primo do NX Zero - a cara de emos sem maquiagem não engana) criaram uma porra chamada de "Funk do Mortal Combat", que parar mim soa como algo criado por quem não tem mais o que fazer. Brega é a palavra que se encaixa com perfeição nessa idiotice.

Se acham que arrumar mulher está difícil - e está mesmo! - porque não aproveitam o tempo livre para fazer algo de mais produtivo, ao invés de estragar a nossa já finada cultura, repleta de gente sem talento e de baixíssima escolaridade,encarregada de destruí-la em troca de alguns trocados.

Sub Zero, assumam: vocês não sabem fazer música, como nenhum funqueiro de meia tigela não sabe. Tentem ganhar dinheiro de outra forma, vendendo video game, ora. Com isso, ficarão bem mais ricos e não estragarão a nossa cultura.

E vão catar mulher que é melhor! Como vocês não são nerds, vão conquistar mulher rapidinho.

Procurem o tal vídeo. Não coloco aqui porque terei que pedir licença parar ir ali no cantinho para poder vomitar....

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NOTA: Ainda bem que os infelizes declararam em uma entrevista que não são nerds. Dá para ver que não são. Nerd legítimo não faz isso. Funk (legítimo), para os nerds, é isso aqui. 

Se os mauricinhos do Sub-Zero continuassem insistindo nesse papo de "ser nerd", eu chamaria os seguranças da Lambda, Lambda, Lambda para dar uma boa sova nesses filhos de uma égua!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Bridgit Mendler se considera uma nerd


A mais nova musa deste blog, a estonteante, deliciosa, charmosa e lindérrima Bridgit Mendler, quem diria... se considera um tipo de nerd. Ela disse isso em uma entrevista anos atrás.

Uma loiraça como Mendler se considerando nerd? Com muitos nerds apaixonados por ela?

Tomara que ela, que está namorando (raios!) não se case com um empresário ou algum jogador de vôlei imbecil. Muitas garotas que se diziam nerds acabaram sequestradas por tipinhos repugnantes, que só sabem beber cerveja e berrar em eventos esportivos e que foram convertidos em "maridos", para a tristeza das iludidas esposas e dos admiradores das esposas desses inúteis privilegiados.

domingo, 5 de outubro de 2014

Número de machos no Brasil não para de aumentar. E poderá ficar pior

Nerds* tímidos que vivem no Brasil e tem dificuldade de conquistar mulheres, ou por serem comprometidas, ou apenas por não estarem a fim ou as duas coisas juntas, podem se desesperar!

O mito de que o Brasil é o país das solitárias está caindo vertiginosamente depois que o IBGE divulgou empate técnico entre o número de homens e mulheres. Quanto a isso, temos algumas coisas a observar:

- É empate, sim senhor! Ou vocês acham possível haver 0,5 homem para cada mulher?
- Entre o "excesso" de mulheres há idosas, crianças e tetraplégicas, além de muitas mulheres que nenhum homem quer. Topam encarar?
- Muitos homens não são contabilizados pelo IBGE por estarem viajando ou não viverem no local onde foi feita a pesquisa.
- Faz parte da ética do IBGE anotar o que é dito, não importa o que aparente. Mesmo que o homem esteja em casa, se quem responder disser que tal homem não existe, ele não existe e pronto.

E agora, uma novidade. Tenho observado que há muitas crianças do sexo masculino rondando por aí. A maioria. O IBGE daqui a pouco virá com uma novidade que fará com que o mentiroso mito do paraíso afetivo para os homens vá direto para o ralo.

Ué, mas não diziam sempre que o Brasil é um país varonil? No dicionário, varonil quer dizer macho.

Precisaremos importar mais mulheres. Que tal as gatas da Escandinávia?

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* NOTA: Me refiro aos nerds verdadeiros. Os falsos, aqueles gordinhos barbudos alcoólatras e machistas que só porque ficam mais de 4 horas na frente de um computador, se acham os maiores discípulos de Lewis Skolnick, não têm dificuldade de conquistar as mulheres. Quando as mulheres dizem que gostam de "nerds" é dos falsos que elas se referem, pois os verdadeiros nerds ainda são considerados inseguros demais para namorar com elas.

Número de machos no Brasil não para de aumentar. E poderá ficar pior

Nerds* tímidos que vivem no Brasil e tem dificuldade de conquistar mulheres, ou por serem comprometidas, ou apenas por não estarem a fim ou as duas coisas juntas, podem se desesperar!

O mito de que o Brasil é o país das solitárias está caindo vertiginosamente depois que o IBGE divulgou empate técnico entre o número de homens e mulheres. Quanto a isso, temos algumas coisas a observar:

- É empate, sim senhor! Ou vocês acham possível haver 0,5 homem para cada mulher?
- Entre o "excesso" de mulheres há idosas, crianças e tetraplégicas, além de muitas mulheres que nenhum homem quer. Topam encarar?
- Muitos homens não são contabilizados pelo IBGE por estarem viajando ou não viverem no local onde foi feita a pesquisa.
- Faz parte da ética do IBGE anotar o que é dito, não importa o que aparente. Mesmo que o homem esteja em casa, se quem responder disser que tal homem não existe, ele não existe e pronto.

E agora, uma novidade. Tenho observado que há muitas crianças do sexo masculino rondando por aí. A maioria. O IBGE daqui a pouco virá com uma novidade que fará com que o mentiroso mito do paraíso afetivo para os homens vá direto para o ralo.

Ué, mas não diziam sempre que o Brasil é um país varonil? No dicionário, varonil quer dizer macho.

Precisaremos importar mais mulheres. Que tal as gatas da Escandinávia?

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* NOTA: Me refiro aos nerds verdadeiros. Os falsos, aqueles gordinhos barbudos alcoólatras e machistas que só porque ficam mais de 4 horas na frente de um computador, se acham os maiores discípulos de Lewis Skolnick, não têm dificuldade de conquistar as mulheres. Quando as mulheres dizem que gostam de "nerds" é dos falsos que elas se referem, pois os verdadeiros nerds ainda são considerados inseguros demais para namorar com elas.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Minduim, o verdadeiro nerd!!!

OBS: No Brasil, convencionou-se a considerar "nerd" apenas pessoas aficionadas em tecnologia. O significado original, lançado nos EUA, se não está se perdendo, deverá cair em desuso. Os desengonçados de outrora, que eram chamados de "nerds", após se acostumarem com o rótulo antes pejorativo, terão agora que procurar outro rótulo para se definirem.

Lembrando do antigo sentido da palavra "nerd", facilmente nos remetemos a Charlie Brown (o personagem, não a banda pós-Mamonas e pré-emo formada por playboys metidos a humilhados), o Minduim (Peanuts no original), uma espécie de herói dos fracassados de todo o mundo. Reparem se as descrições citadas pelo famoso autor de O Nome da Rosa, não encaixam em um legítimo nerd?

O Mundo de Minduim

Trecho escrito por Umberto Eco, com tradução de Pérola de Carvalho e extraído do livro "Apocalípticos e Integrados", 1969, Ed Perspectiva

O mundo dos Peanuts é um microcosmo, uma pequena comédia humana para todos os bolsos.

No meio está Minduim: ingênuo, cabeçudo, sempre inábil e, portanto, votado ao insucesso. Necessita até a neurose de comunicação e "popularidade", e recebendo em troca, das meninas matriarcais e sabichonas que o rodeiam, o desprezo, as alusões a sua cara de lua-cheia, as acusações de burrice, as pequenas maldades que o ferem profundamente. Minduim, impávido, procura ternura e afirmação em toda a parte: no beisebol, na construção de "papagaios", nas relações como o seu cão Snoopy, nos contatos de jogo com as meninas.

Fracassa sempre. Sua solidão torna-se abissal, seu complexo de inferioridade, esmagador (colorido pela suspeita contínua, que também atinge o leitor, de que Minduim não tenha nenhum complexo de inferioridade, mas seja realmente inferior). A tragédia é que Minduim não é inferior. Pior: é absolutamente normal. É como todos. Por isso, caminha sempre à beira do suicídio ou, na melhor das hipóteses, do colapso.: porque busca a salvação segundo as fórmulas comodamente propostas pela sociedade em que vive (a arte de fazer amigos, como tornar-se um solicitado animador de reuniões sociais, como conseguir cultura em quatro aulas, a busca da felicidade, como agradar as meninas... obviamente, o Doutor KinseyDale Carnegie e Lin Yutang o arruinaram).

Mas como o faz com absoluta pureza de coração, e nenhuma velhacaria, a sociedade está pronta a rejeitá-lo, na figura de Lucy, matriarcal, pérfida, segura de si, empresária de lucro certo, pronta a comercializar uma prosopopeia falsa de fio a pavio, mas de indubitável efeito (são as suas aulas de ciências naturais ao irmãozinho Linus, uma mixórdia de idiotices que dão náuseas a Minduim - "I can't stand it", não posso aguentar isso, geme o desgraçado, mas com que armas se pode deter a má-fé impecável, quando se tem a desventura de ser puro de coração?...)

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