sexta-feira, 29 de junho de 2012

Empresário casado com Juliana Paes diz que "é ótimo ter uma mulher gostosa em casa"

Quem nasce com o traseiro virado para a lua pode viver tranquilo. Se uma bigorna estiver ameaçando cair na cabeça de algum sortudo desses, pode ter a certeza que se desviará para cair na cabeça de algum pobre mortal, que não teve o privilégio de... vocês sabem.

O privilegiado que se casou com a bela atriz Juliana Paes, um empresário (tinha que ser!), cujo nome estou com preguiça de dizer, declarou que "é ótimo ter uma mulher gostosa em casa". Só para ele?

Que ricaços são geralmente alienados, vivendo numa dimensão bem diversa da real, isso todos sabem (embora o politicamente correto obriga  atualmente todo rico a agir feito favelado, imitando gírias, gestos e ouvindo o mesmo lixo musical, para poder fingir que é um "ser humano normal" e não um "deus" vivendo distante no Olimpo). Mas esse empresário foi um pouco longe na sua redundância. Quem não acha bom ter um mulherão em casa? 

Das duas uma: ou ele é burro e acha que não é vantagem para a maioria dos homens ter uma bela mulher em casa, ou ele está querendo rir da nossa cara, sabendo que, obviamente, empresários, por terem controle absoluto do dinheiro que ganham (não recebem salário e sim lucros gerados por eles mesmos), têm muito mais facilidade de conquistar uma mulher bela que os homens normais. Não faltam pistoleiras dispostas a abrir as pernas para empresários. Ou alguém conhece algum empresário encalhado? Muito mais fácil nascer sardinha com chifre e frango com barbatana do que haver empresário encalhado.

Esse babaca que fique com a boca calada, pare de falar besteira e curta os seus privilégios, o de ser rico, o de ser patrão e o de ser casado com uma das mulheres mais cobiçadas do país. Com todos esses privilégios, creio que para ele - e todos os empresários metidos, ser respeitado é supérfluo. Respeito é um luxo que só os humildes merecem ter.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rio+20 decepciona ao não traduzir discursos para a prática

OBS: Muito barulho e muito dinheiro por nada. Um turismo de autoridades  no Rio de Janeiro e o ensaio para as duas grandes bobagens esportivas dos próximos anos. Isso foi tudo que aconteceu de concreto na parte oficial da Rio+20. O resto são promessas, promessas.

Rio+20 decepciona ao não traduzir discursos para a prática

Angela Chagas - Portal Terra - Direto do Rio de Janeiro

Enquanto ambientalistas e ONGs faziam protestos pedindo aos chefes de Estado que apresentassem propostas mais ambiciosas ao documento final da Rio+20, o que se viu no Rio de Janeiro nos três dias da cúpula dos líderes foi uma sucessão de discursos para exaltar seus governos e criticar opositores. O texto de 49 páginas intitulado "O Futuro que Queremos" foi aprovado no final da tarde de sexta-feira sem nenhuma objeção.
O líder das negociações em torno do documento, que apresenta as propostas para promover o desenvolvimento sustentável nas próximas décadas, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, já havia alertado os setores mais críticos de que a reunião dos chefes de Estado seria apenas uma formalidade. "Eles não vieram ao Rio de Janeiro para analisar um texto feito pelos burocratas, e sim para fazer discursos, apresentar posições políticas e avançar em encontros bilaterais", disse em uma coletiva à imprensa.

Um dos maiores opositores ao que considerou de fracasso total, o diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, afirmou ao Terra que, apesar da pressão da sociedade, não tinha esperanças em um avanço na última hora. "Os presidentes não têm a menor condição de discutir isso. Foram as delegações dos seus países que aprovaram o texto da forma como está". Segundo ele, o documento não apresenta nenhuma meta, apenas termos burocráticos. "Tudo o que defendíamos sobre metas, números e compromissos desapareceram. A única coisa que temos hoje é uma promessa de um processo, que poderá ser desenvolvido até 2015".

A embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti concorda que os avanços vão depender de discussões até 2015. "Para estabelecermos os objetivos do desenvolvimento sustentável precisamos colher subsídios técnicos, científicos, de um relatório que aponte o que realmente precisa ser feito. Hoje não temos esses dados sobre a água, sobre oceanos. Até temos alguma coisa sobre energia, mas ainda é pouco. A construção de toda essa base será trabalhada posteriormente entre a ONU, a academia e a sociedade civil. Ainda temos muita luta pela frente", disse a embaixadora ao destacar que o arcabouço técnico será discutido entre os países durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, ainda este ano.

Avanços - Para o ex-ministro e atual secretário estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o que se viu de melhor nesse período de Rio+20 foram as propostas apresentadas pelas maiores cidades do mundo para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa. "As ferramentas que as cidades apresentaram são palpáveis, tem resultados práticos. Cortar 25% das emissões dos transportes e da construção civil e acabar com os lixões até 2014 são questões práticas, que mostram como essa escala local e regional tem muito mais poder de ação do que os chefes de Estado, que caminham a passos muito lentos".

Ele destaca que na reunião da cúpula da Rio+20, os avanços ficaram por conta do fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com mais recursos financeiros, e também no incentivo às tecnologias limpas. Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a conferência do Rio não pode ser tratada com um fracasso. "Aqui estamos sinalizando um novo caminho da sustentabilidade e da biodiversidade" disse ao destacar que foi mantido o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas entre nações ricas e pobres.

Fracassos - Um dos pontos mais criticados pelos especialistas e até por algumas delegações, como Alemanha e Islândia, foi em relação à proteção dos oceanos. O tema foi minimizado no texto final após pressão dos Estados Unidos, Japão e Austrália. Segundo Minc, o documento aprovado apresenta apenas algumas generalidades sobre a preservação da biodiversidade marinha, mas sem propor o controle das águas que estão fora dos limites de cada país. O secretário também destacou que não foi apresentada nenhuma proposta para acabar com os subsídios destinados à produção de combustíveis fósseis, responsáveis pelo aumento nas emissões de CO2.

Para Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia da ONG WWF, um dos maiores problemas é que a conferência não apontou de onde virão os recursos financeiros para custear o desenvolvimento sustentável. "Sem indicar a fonte dos recursos, não tem resultado nenhum". Os países que compõe o grupo do G77, que inclui o Brasil, propuseram a criação de um grande fundo para financiar as ações, mas a medida foi vetada por algumas nações ricas. O documento final cita a participação do setor privado, do mercado financeiro, mas não aponta quanto cada nação terá de arcar para garantir as mudanças no padrão de produção e consumo.

Outro fator de grande discussão é a retirada da expressão "direitos reprodutivos", que se refere à liberdade da mulher de decidir se quer ou não ter filhos, do texto final. O tema foi pauta até do discurso da secretária de Estado americana Hillary Clinton, uma das personalidades mais aguardados do evento. "As mulheres precisam ser empoderadas para decidir quando querem ter filhos. Os Estados Unidos vão continuar trabalhando para que esse direito seja respeitado nos acordos internacionais", afirmou ao endossar a crítica das feministas à pressão exercida pelo Vaticano e por países com forte influência religiosa.

Para o diretor do Greenpeace, tudo o que foi feito no Rio de Janeiro na última semana não passa de um discurso vazio. "Se a gente estivesse há 20 anos, quando nem se tinha um diagnóstico bom da situação ambiental, até valeria isso. Mas estamos fazendo a lição de casa a todo esse tempo. Não podemos chegar aqui e apresentar um novo processo burocrático. Isso é muito pouco, a sociedade, não estou falando da sociedade civil organizada, mas da população que sofre os efeitos do desastre ambiental, esperava muito mais", completou.

Contudo, conforme destaca Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon, a definição da Rio+20 como um fracasso dependerá muito das ações de cada um de nós a partir de já.

domingo, 24 de junho de 2012

Para que servem as festas juninas?

Eu não canso de dizer que o brasileiro é um povo, obediente, submisso, crédulo e que só faz as coisas se a maioria das pessoas fizer. Isso é fato e tem como vantagem angariar contatos sociais, já que os principais benefícios que se pode conseguir na vida, emprego e namoro, se consegue angariando simpatia alheia.

Mas mesmo assim, tem gente que leva isso ao extremo e acaba por perder a noção do ridículo. Se bem que quando muitos fazem algo ridículo, a sensação de gafe desaparece, já que quem comete uma gafe não vai rir da cara de outro que cometa a mesma gafe. Desta forma a nossa sociedade vai se mediocrizando cada vez mais.

E porque estou escrevendo isto? Hoje é o dia de São João, considerado o mais importante dos festejos juninos.E nestes festejos, muitas escolas começam a vestir crianças e jovens da zona urbana, com a fantasia estereotipada de caipira. Zona urbana, vale destacar.

Mas porque fazem isto? Dizem que é para "preservar a cultura". Interessante que essa justificativa geralmente é usada por quem justamente está pouco interessado em conservar qualquer cultura. Mas como virou hábito no Brasil usar argumentos nobres para justificar atitudes fúteis, vale tudo.

Mas porque não assumir de vez que os festejos juninos servem apenas para se divertir? Será que não é para os urbanos tirarem sarro dos caipiras? Talvez não por dois motivos: 1) Vivemos num mundo politicamente correto onde não se deve fazer humilhações, pelo menos ostensivamente; 2) Com a bregalização cultural da sociedade brasileira, principalmente entre a juventude, vocês acham que há motivo para rir dos caipiras?

E que tipo de cultura a sociedade pretende preservar? Porque tudo que aparece nos festejos juninos não faz parte do cotidiano das pessoas das zonas urbanas - e nem das rurais, já que o agronegócio mudou a cara da vida rural - , que andam de carro, se vestem como personagens de seriado americano e passam horas em frente ao computador. 

Ouvindo a letra de várias músicas desse tipo de festejo, quem tem o mínimo deinteligência vai perceber a incoerência. Uma das músicas mais tocadas nestes festejos é Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Leia o trecho inicial da letra e veja se está de acordo com a realidade das pessoas que vivem na zona urbana e declaram "importante" manter a "cultura" dos festejos juninos:

Quando "oiei" a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de "prantação"
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

E aí, burgueses e simpatizantes: há terra ardendo dentro de seus condomínios fechados? Vocês ainda usam braseiro, fornalha? Pé de plantação? Aonde? Alazão é quem? A picape enorme guardada na garagem? Picape morre de sede? E falta água todos os dias em condomínios de luxo?

Não sei porque justificar a manutenção dos festejos juninos com motivos "culturais", se a cultura das letras, danças, roupas, comidas e outras coisas típicas de festejos juninas nada diz a respeito do cotidiano das zonas urbanas. Na boa, festa junina é pura diversão apenas, sem esse negócio de cultura ou outros argumentos "sofisticados".

Temos que parar de justificar hábitos tolos com justificativas nobres. Até porque hoje em dia, valorizar a cultura saiu de moda. O que interessa mesmo para a maioria e passar o tempo, espairecer e fugir da rotina. E é para isso que serve os festejos juninos: para quebrar a rotina urbana se fingindo de caipira falso, bem estereotipado, daqueles caipiras que nem os caipiras de ontem e muito mensos os de hoje conhecem. Um tipo de caipira que só existe nos livros e nas comédias de Mazzaropi.

As festas devem existir, mas como pura diversão, sem o propósito de conservar uma cultura que já não é real, nem para o contexto da época, muito menos para o contexto de lugar.

Diversão é diversão. É farra pura. Na maior parte dos casos, nada tem a ver com cultura, que é a transmissão de conhecimento. A diversão sempre é válida, desde que não se arrume funções "edificantes" para ela, travestindo de falsa cultura. Essa confusão irrita.

Já basta a ausência da verdadeira cultura, morrendo aos poucos nestes últimos anos.

sábado, 23 de junho de 2012

Incoerência na vida afetiva

Esta semana eu vi um casal se agarrando em plena Rua Pereira da Silva, em Icaraí.

Não é moralismo, não. É só um respeito que deve existir para com quem passa pela rua.

Pô, quer dizer que para arrumar namorada existe lugar fixo, mas, depois da conquista, agarramento pode ser em qualquer lugar?

Ô incoerência!!!

sábado, 16 de junho de 2012

Estão de palhaçada com o Tiririca

OBS: Brilhante texto escrito pelo "provocador" Marco Araújo em seu blog. Resume a realidade do país, cheinho de analfabetos funcionais (que se acham o primor da inteligência, saibam disso), pois Tiririca é a cara do povo brasileiro, ignorante e cheio de mau gosto. O povo, infelizmente, merece os políticos que tem.

Estão de palhaçada com o Tiririca

Por Marco Antonio Araujo - Blog do Provocador - 2010

Se cassarem o registro da candidatura do Tiririca, assistiremos ao maior estelionato da história da República. Não se joga no lixo 1.353.820 votos. Isso, sim, seria um crime eleitoral.

Os juízes tiveram meses para impedir que o nome do palhaço chegasse às urnas. Não fossem tão lerdos, evitaríamos estar discutindo essa palhaçada e não haveria prejuízo nenhum.

Nossa Justiça tarda. E falha. Para complicar, tem uma forte tendência a ser preconceituosa e elitista. Negros, pobres e nordestinos que o digam. Escreveu, não leu? O pau come mesmo.

Em nosso país, educação é literalmente um artigo de luxo. O analfabetismo funcional é a regra para estimados 30 milhões de brasileiros. Isso em números oficiais.

Parlamentares são eleitos exatamente para representar o povo. E, lamento informar, Tiririca é a cara desse Brasil. Além de não ser mais ignorante do que muitos dos seus colegas de Brasília.

Se fossemos outra nação, esse pobre homem não receberia um voto sequer. Mas o fato é que ele atingiu seu mandato de maneira expressiva e soberana. Ninguém deveria ter o poder de lhe tirar essa conquista. É roubo.

O Congresso tem 513 deputados federais. Tiririca provavelmente será apenas um entre eles. Duvido que venha a ser o pior.

Vão cuidar dos fichas-sujas, senhores juízes. Deixem o circo para quem entende.

Defensores de decadência musical apelam para "intelectualismo" para defender seus pontos de vista

Há exatamente 2 anos, eu recebi um texto "intelectual" de um cara que defendeu tanto o popularesco quanto o pop comercial americano. É um texto muito bem redigido, mas que não vou colocar aqui porque apaguei por falta de paciência. Como é que pode alguém usar um texto "intelectual" para defender coisas burras, curtidas por burros?

Hoje em dia as pessoas perderam a noção do que é qualidade musical e usa a popularidade e a aparência como termômetros de qualidade para determinados nomes da música.

Infelizmente a qualidade de nossa música vai caindo e temos que engolir essa decadência como "avanço", "evolução"?

Não quero que a música comercial deixe de existir. Quem não está preparado para ouvir uma música elaborada deve ter a sua própria música. Nos anos 80 tentaram jogar música de qualidade para os ignorantes, que acabaram não entendendo nada.

Cultura vem da educação. Educação ruim, ou feita por profissionais mal preparados, matérias inúteis ou da total negligência de pais e responsáveis, só geram cultura de má qualidade. Ou seja, burro, só é capaz de fazer burrice. Mesmo que lhe dê veriiz de "intelectualdade" a essa burrice.

A música comercial deve existir. Mas não deve substituir a música de qualidade nem servir de parâmetro para a "evolução cultural" de nosso país. A música comercial foi feita APENAS PARA DIVERSÃO e nunca deve ser levada à sério, ficando restrita ao meio para o qual ela foi criada.

Que os defensores entendam que respeitamos o gosto deles. É um direito. Mas o que não respeitamos é a cara-de-pau dos ídolos desses pseudo-intelectuais de tentarem se auto rotular de "a nova cultura". Até porque gostar de alguma coisa não é sinônimo de dar valor cultural.

Gente, é musiquinha para festinha, para dançar somente. Nenhuma lição de vida vamos tirar dos popularescos (axé, pagode "funk" "sertanejo" e brega) e do pop comercial americano. A única coisa é uma alegre diversão, uma sacolejada de esqueleto e a ressaca de ter que ficar pulando ao som de algo que nada tem a dizer. Depois volta tudo como era antes.

Parece que virou mania entre todos de tentar levar a sério diversões tão fúteis e inúteis, como se elas tivessem algo a dizer e fazer pela humanidade. Os fanáticos pela copa do mundo de futebol que o digam.

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COMENTÁRIO: Este blog não foi criado para satisfazer a opinião de ninguém. Se eles não gostam do que é escrito aqui, que não vejam este blog e se tranquem nas suas festinhas de bebedeira, ora. Para eles que as tendências do popularesco e do hit-parade americano foram feitas . Até porque só com a cara cheia para aguentar as besteiras que esses nomes cantam.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Produtor diz que música de Lady Gaga é planejada para ser "eterna"

O produtor que trabalha para a Lady Gaga, cujo nome não interessa dizer, declarou em uma entrevista que as músicas da Lady Gaga são planejadas para serem "atemporais" ou seja, "eternas". O tal produtor quer que a sua pupila seja lembrada daqui a muitos anos e chegou a compará-la com Beatles. Como ele ousou comparar a mediocridade mesquinha da cantora estadunidense com a genialidade da melhor banda de todos os tempos, a britânica Beatles, respeitada até no meio da música erudita?

Das duas uma: ou esse produtor vive em órbita ou os planos dele são maléficos mesmo. Nos últimos anos, a música comercial, feita para vender discos, frequentar paradas de sucessos e gerar muito, mas muito dinheiro, está sendo muito pretensiosa.

Os responsáveis se esquecem que a música comercial é descartável, feita para se pular durante três minutos e isso nada tem de mal. O próprio público que gosta de música comercial, geralmente com neurônios a menos na cabeça, é o primeiro a descartar o ídolo quando ele some da mídia. Sabe que a existência de um ídolo descartável coincide com as aparições na TV e no rádio.

Outra coisa que esse produtor não se lembrou. A música, para ser eterna, tem que ser espontânea. Realmente espontânea, não a "espontaneidade" planejada pelos ídolos mercenários. O povo, público nada exigente, pode ser responsável pelo estouro de um artista, mas o público intelectualizado é que tem condições de perpetuar o valor de um artista, já que é mais exigente e a capacidade de criar obras próprias, sem "ajuda" de produtores e intenções mesquinhas está incluída nessas exigências.

Esse produtor foi bem pretensioso e cara-de-pau. Mas ele não me engana. Dance-music (sim, Lady Gaga faz dance-music, ouçam com os ouvidos e irão perceber) não foi feita para ser eterna e sim para a duração das festas. Quando a festa acabar, Lady Gaga vai ter que procurar ganhar dinheiro de outra forma.

Não é à toa que muitos nomes comerciais estão virando empresários (comprando ou criando firmas). Não dá para confiar em um público acéfalo que troca de ídolos a cada verão.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Estão superestimando o filme Tropa de Elite

Parece que até agora ninguém se deu conta de que o cinema comercial chegou ao Brasil. Um cinema padronizado, mercantil, com finalidades claras de gerar lucros, nem que tenha que abrir mão da espontaneidade e do amor à arte. Aliás nem dá para falar em arte no Brasil, já que com o cinema comercial e com o popularesco, podemos afirmar que o casamento do cinema e da música com o dinheiro é algo bastante real e sólido, doa a quem doer.

Recentemente foi lançado a segunda parte de Tropa de Elite. Sabem o que é o filme Tropa de Elite? Nada menos que um daqueles filmes de ação adaptados à realidade brasileira. Desses que costumam ser protagonizados pelo Jason Statham, para não dizer o Stallone. Pau puro!

Como é que para a mídia brasileira, o filme está sendo tratado como se fosse um filme de Godard, de Antonioni, de Fellini? Filme de arte o cacete! Todas as características de Tropa de Elite deixam claro o fato de ser um filme de entretenimento-porrada, por mais realista que seja.

Parar piorar, há o dedo da hegemônica produtora Globo Filmes (sempre ela...), garantindo o caráter mercantil das películas. Tudo bem que ninguém é obrigado a passar fome. Mas na cultura comercial, dinheiro não é consequência, é objetivo. Numa obra comercial, tudo é manobrado para que os lucros sejam certos, inevitáveis. por isso que toda obra comercial tem a sua espontaneidade, espontaneamente amputada (gostaram do trocadilho?).

O filme pode até ter seus méritos, mas como filme comercial, de entretenimento. Mas daí a tratar como obra de arte, é coisa de gente totalmente leiga em cinema.

Com a morte de muitos dos grandes cineastas-autores, o cinema comercial (que é também conhecido como cinema-de-produtor, em oposição ao quase finado cinema-de-autor)vem expandindo seus podres tentáculos e impedindo a criatividade e o bom senso. Já não se fazem mais obras para se pensar e sim para masturbar, no sentido figurado (e não figurado também!).

É uma pena ver o cinema brasileiro ir rumo a decadência de ter que usar obras de puro entretenimento para substituir (descaradamente) os filmes de arte que não consegue produzir.

Com vendas fracas, MGMT terá menos liberdade da gravadora

OBS: E assim, a arte vai desaparecendo cada vez mais. O MGMT era uma das boas promessas da música, que veio depois da renascença musical iniciada pelos Strokes e pelo Kaiser Chiefs, fazendo uma interessante mistura de new age eletrônico e rock psicodélico sessentista.

Agora essa mistura irá por água abaixo e não vai me surpreender se eles passasem a tocar o emo vagabundo de um Panic (penico?) at the Disco ou chamar algum rapper para falar em cima de suas músicas. Ou ainda encher o palco de dançarinos em seus shows, como bem sabem fazer os "artistas" de escasso talento artistico.

Para muita gente não parece óbvio, mas as gravadoras e rádios de hoje em dia são controladas por gente que não entende nem de música e nem de arte, tratando as como se fossem umas abóboras à venda em uma quitanda.

Como bem disse Geraldo Vandré em sua entrevista de 2010, "não há mais arte, somente cultura de massa". Certíssimo, Sr. Vandré.

Abaixo, cliquem na imagem para conhecer a boa sonoridade da banda, antes da vindoura colocação da mordaça.

Com vendas fracas, MGMT terá menos liberdade da gravadora

Agência Internacional - Site Terra

Depois de explodir em seu álbum de estreia com diversos hits, como a grudenta faixa Kids, o MGMT apostou em sua liberdade criativa no disco posterior, chamado Congratulations. No entanto, o álbum foi um fracasso de vendas. Em entrevista ao Daily Record, a dupla afirmou que eles terão "menos liberdade" da gravadora em seu terceiro álbum.

Andrew Van-Wyngarden disse que o MGMT mudou de mentalidade para o próximo disco. O músico afirmou que eles foram obrigados a "rever seu relacionamento" com a gravadora e que eles estarão bem mais envolvidos para não dar tanta liberdade para eles. O vocalista ainda disse que em seu novo disco eles estarão "menos ansiosos".

terça-feira, 12 de junho de 2012

O amor é uma ilusão

Ninguém sabe exatamente o que é amor. É apenas uma palavra linda que todos ainda insistem em pronunciar, como a palavra "paz", que carrega uma semântica poderosa de valor positivo, mas que não possui um significado exato para toda essa gente.

Esse negócio de justificar qualquer formação de casais usando o amor, é na verdade uma ilusão, como outras quaisquer. No Brasil, principalmente, as pessoas convencionaram em associar a sua felicidade a ilusões. A incapacidade de resolver os problemas cotidianos, seja voluntariamente ou não, as obriga a sair a procura de fugas, criando um mundo a parte, irreal, onde tudo é bom e todos são perfeitos e felizes. É aí que o romantismo besta começa a aflorar.

Mas na realidade, no caso dos relacionamentos afetivos, nota-se que esse romantismo é falso e ilusório. Acreditar na suposta força de amor traz conforto as pessoas, mas a realidade mostra o contrário, relacionamentos que começam por interesses materiais (sejam financeiros ou não) ou simplesmente a necessidade de agradar a sociedade, com o objetivo de angariar outros benefícios materiais. De qualquer forma, a palavra "amor", é usada em vão, só para dar um caráter nobre aos relacionamentos que começaram de maneira bem mesquinha.

É claro que sim o amor. Mas são poucos os capazes de sentir. Normalmente ele é mais notado entre os solitários e carentes. Como se a falta de companhia pudesse ajudar a desenvolver melhor a sensibilidade. Como se a solidão, favorecendo o tempo livre para o auto-conhecimento, pudesse dar a oportunidade de uma pessoa desenvolver a sensibilidade, algo quase impossível para quem vive ocupado com relacionamentos atrás de relacionamentos.

A sociedade atual no seu todo ainda não se encontra em condições de entender o verdadeiro amor. Por enquanto, ela pega o nome emprestado e classifica as outras sensações que ainda conseguem sentir. Mas ainda vai demorar bastante para que possamos ver os anúncios publicitários de Dia dos Namorados pararem de fazer propaganda enganosa com um sentimento nobre, de que a sociedade só conhece o nome.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Praias urbanas no Brasil podem desaparecer, diz especialista

OBS: A minha praia favorita, a de Piratininga, aparece citada no texto abaixo. Hoje mesmo o jornal O Fluminense fala sobre o mesmo assunto, relativo à outra praia de Niterói, a Praia das Flechas, no bairro do Ingá.

Algo precisa ser feito, pois essas praias são patrimônios. Ao invés de queimar dinheiro com copas e olimpíadas, poderia gastar na recuperação dessas praias, verdadeiras áreas de lazer naturais e principal isca para turistas visitarem as nossas cidades.

Praias urbanas no Brasil podem desaparecer, diz especialista

14 de agosto de 2010 • 15h31 • atualizado às 15h45 - Agência Brasil- do portal Terra

A escassez progressiva da areia pode fazer com que algumas praias do litoral brasileiro desapareçam do mapa, principalmente em cidades. A afirmação é do geólogo e geógrafo Dieter Muehe, para quem os maiores vilões deste fenômeno são o aquecimento global e as ações nocivas do homem ao meio ambiente.

Muehe explicou que as mudanças climáticas estão provocando elevações do nível do mar e tempestades em ritmo acelerado tornando vulneráveis as faixas de areia de muitas praias no país.

"As regiões urbanas são as que correm mais risco, pois geralmente a perda de areia não é reposta naturalmente e a orla sofre maior erosão. Isso já ocorre em várias praias do Rio de Janeiro, como Piratininga, Ipanema e Cabo Frio", afirmou o especialista.

O estudo foi apresentado na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 25 a 30 de julho, em Natal. Embora preocupante, a situação pode ser revertida, explicou o geólogo. "As areias retiradas precisam ser repostas por meio de dragagens com areias idênticas às da praia ou mais grossas".

Outra solução, segundo o especialista, é a exploração de depósitos arenosos na zona submarina, embora seja uma alternativa cara, por já serem usadas pela construção civil ou pela proibição de sua exploração por questões ambientais.

Ele alertou que é fundamental investir em estudos sobre as fontes de sedimentos, com depósito de areia adequado, "além de saber como tirar para não afetar a biologia da área".

De acordo com Muehe, as medidas a serem tomadas precisam seguir o tradicional ditado de que é melhor prevenir do que remediar. "O certo seria adotar faixas de não edificação, conforme previsto por lei, que variam de 50 a 200 metros e assim teremos a um espaço de ajustamento da linha de costa".

O pesquisador lamentou que este procedimento seja praticamente impossível em áreas urbanizadas. "No Leblon e em Copacabana, por exemplo, não tem jeito. Neste caso compensa o investimento na manutenção de praia de forma artificial. Tem lugares do mundo em que se repõe areia a cada ano em algumas praias, estas precisam ser intensificadas e coordenadas de forma mais eficiente", encerrou.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O modismo da crítica

Estou careca de saber que o brasileiro além de modista, detesta pensar. Pensar exige esforço e muita gente prefere aderir a crenças e convicções duvidosas do que checá-las. E quando a maioria faz isso, soa como consagração, como atestado de que está certo, mesmo que não esteja.

Até mesmo na hora de criticar, os brasileiros fazem mais por modismo e para posar de "conscientizado"do que para alertar para os defeitos evidentes. Nem checam se uma tendência é errada ou não e são capazes até mesmo de criticar algo que é muito semelhante a outro que eles aprovam, numa verdadeira "aula" de como ser incoerente.

E é esse o caso de Rebecca Black. Ela virou a "judas" da vez. Sábado passado, muita gente deve ter feito boneco com a cara - linda - dela. Mas será que as críticas a ela, algumas até histéricas e sem análise, serão mesmo verdadeiras ou realmente virou moda descer o cacete na coitada? prefiro a segunda alternativa.

Não que ela seja boa. É mais um engodo para engordar a enorme lista de mediocridades que infectam o hit-parade mundial. Só que há um certo exagero nas críticas a ela porque ela não fez nada que difere o que se ouve nas rádios nos últimos anos.

Sei que vão querer me matar, mas Friday, musica que Rebecca gravou e que foi composta pelos seus produtores (mais um motivo para poupá-la do linchamento virtual), adultos "responsáveis", não é melhor e nem pior do que a música Single Ladies, gravada pela Beyoncé e que deu tanta dor de cabeça a muita gente carente por música de qualidade, graças ao refrão chatérrimo e repetitivo. E olha que Single Ladies é elogiada por muitos e tratada como obra prima, sendo uma musiquinha com ritmo de basquetebol falando sobre mulheres solteiras - isso cantada por uma ex-cantora de grupo de "menudas", casadíssima (com um rapper metido a "gênio" - mais um), um festival de incoerências.

Está na cara que Rebecca está sofrendo críticas porque virou moda criticá-la. Mas quem deu aula de coerência foi a Lady Gaga, a única a elogiar a cantora adolescente. Coerente porque ela sabe que canta o mesmo tipo de musica. Ou acham que dizer que uma pessoa tem "cara de pôquer" é mais sábio do que dizer que sexta-feira vem depois da quinta-feira?

Independente da qualidade musical, enxergando não a "artista" mas o ser humano Rebecca Black, fiquei com pena dela. Ela parece simpática, além de ser uma garota muito bonita. E ela estava apenas querendo o lugar ao sol, nem que seja como um mero produto musical.

Talvez Black queira apenas se divertir tendo alguma visibilidade. cabe a ela não levar a sério as críticas e tirar proveito dessa fama repentina nem que seja apenas para faturar uns trocados. Ela deve mais é dar risada dessa cena toda e se divertir com toda essa história.

Porque eu tenho a certeza que boa parte dos que descem o pau em Rebecca Black não são mais inteligentes do que ela e poderiam até fazer coisas piores, estando no lugar dela

Choques podem transformar batata em "superalimento"

OBS: Quem vai gostar dessa é o meu irmão Alexandre, do blog O Kylocyclo. Ele adora batatas de todas as formas, motivo que me fez apelidar meu irmão de "Batata". Realmente batata é uma delicia e combina com qualquer prato.

Estudo: choques podem transformar batata em "superalimento"

29 de agosto de 2010 • 13h41 - do portal Terra

De acordo com pesquisadores do Japão, batatas "torturadas" são muito mais nutritivas

Pesquisadores da Universidade Obihiro, no Japão, descobriram que batatas ficam mais nutritivas e com mais antioxidantes quando recebem choques. As batatas "torturadas" podem inclusive ajudar a combater doenças do coração e câncer. As informações são do site do jornal britânico Daily Telegraph.

De acordo com a reportagem, os pesquisadores acreditam inclusive que a técnica poderá até transformar as batatas em um dos chamados "superalimentos". A descoberta foi apresentada no Encontro da Sociedade Americana de Química, em Boston, nos Estados Unidos, no último domingo.

"Antioxidantes encontrados em frutas e vegetais são considerados importantes na prevenção de doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares e neurológicas", diz à reportagem o pesquisador Kazunori Hironaka.

De acordo com os cientistas, a batata, que é o quinto vegetal mais consumido no mundo, já é uma boa fonte de antioxidantes, inclusive vitamina C e polifenóis.

Câmara de torturas
Durante o estudo, a equipe preparou o laboratório com máquinas de choque e de altas frequências de ultrassom - praticamente uma "câmara de torturas". As batatas então foram imersas em água e "atacadas" com alta frequência de ultrassom por um período entre cinco e 10 minutos. Outras batatas foram imersas em uma solução com sal e receberam choque de 15 volts por períodos de 10, 20 e 30 minutos.

O tratamento com choque aumentou a quantidade de antioxidantes em 60% (sendo que alguns tipos de antioxidantes aumentaram em 70%), enquanto o ultrassom aumentou a mesma em 50%.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Irmão desconhece irmão

Na premiação do Multishow (que não serve como atestado de qualidade artística e sim como atestado de popularidade e retorno financeiro), os fãs do Fresno e do NX Zero, representantes do emo preto-e-branco, vaiaram os representantes do emo colorido representado pelas bandas Cine e Restart.

Pô, que incoerência é essa? Como diferir essas duas duplas de bandas se elas fazem ABSOLUTAMENTE O MESMO SOM? Só porque o Fresno veste preto e o Restart veste colorido não quer dizer que as bandas sejam diferentes. Eu ouvi o som de ambas e não vi diferença alguma. Até o jeito de cantar é igualzinho. Eu até me confundo.

As pessoas tem que parar com essa mania de rotular musicas baseando-se no visual. Musica deve ser medida na audição, usando o ouvido e não no visual, usando os olhos. Por causa disso que os artistas ruins estão em alta, graças ao "banho de loja" que disfarça a incompetência musical.

Para mim, Fresno e Restart, NX Zero e Cine são tudo farinha podre do mesmo saco, uma merda só, e todos vão sumir quando a juventude se intelectualizar e exigir bandas com qualidade musical bem superior.

Que todos vão chorar nos ombros do pirralho breganemo Luan Santana que é melhor.

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