segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Porque o Guns 'n' Roses é tão respeitado e admirado

Quem conhece a verdadeira música de qualidade como eu sabe muito bem que o chamado poser-metal é um ramo fajuto e mal-feito do rock pesado e que se caracteriza por membros com intenções mercenárias, visual exagerado e cara (só cara) de malvado, tocando um roquinho muito vagabundo e pobre em qualidade melódica e com letras machistas.

Mas porque dois representantes do "gênero" passaram a ser respeitados nos dias de hoje se antes eles eram motivo de piada? É muito estranho. O Bon Jovi deu um trato no visual e escapou das chacotas justamente porque vivemos em um momento em que a música é erroneamente rotulada pelo visual e não pela sonoridade. Mas Bon Jovi não é tão perigoso que o Guns 'n' Roses, esse, sim, segudo por uma gigantesca legião de fanáticos violentos que acham que a essência do rock está nas caretas feita em fotos e vídeos.

O G'n'R, como também é conhecido, simboliza bem a imagem do roqueiro estereotipado. Talvez esse seja o verdadeiro motivo da consagração do G'n'R, pois todos os sintomas do roqueiro estereotipado estão presentes na carreira do grupo:

- Pose agressiva sem motivo aparente;
- Guitarras pesadas e som agressivo
- Envolvimento com drogas
- Prisões e encrencas causadas pela vida desregrada
- Machismo assumido

Mas tudo que é estereotipado é falso e ridículo. A sonoridade do Guns é uma ultra imitação de clichês do rock dos anos 70. E o visual também, fazendo do G'n'R um poço de cópias. A anotar:

- Voz que imita o Brian Johnson do AC/DC;
- Shortinho com bandeira que imita a do Bruce Dinckinson, do Iron Maiden;
- Atitude que imita a do Led Zeppelin;

E outras "referências" (leia-se plágios) que quando me lembrar, colocarei nos comentários. Essas referências são obviamente colocadas para disfarçar a ruindade da banda da Axl Rose (já que AC/DC, Iron Maiden e Led Zeppelin possuem indiscutível qualidade musical), favorecendo mais lucros financeiros (G'n'R é claramente mercenário, sabiam? Canta por dinheiro) e ludibriando roqueiros ignorantes que acham que fazer careta e cuspir na cara dos outros é tudo que um roqueiro de verdade deve fazer.

Crianças, vamos ler e aprender mais sobre o que é rock. Conhecer bandas mais antigas (fãs costumam achar o G'n'R mais antigo do que realmente é e desdenhar bandas mais antigas que a de Axl) e saber mais sobre atrajetória do gênero. Rock é acima de tudo música e música bem feita. Picaretas sem talento nunca mereceram ser ouvidos.

Apesar da teimosia de seus fanáticos fãs, o Guns 'n' Roses já tem o seu lugar na história do rock: o esquecimento, lugar sempre reservado aos picaretas que não sabem fazer música e que querem lucrar com o sucesso fácil e calculado.

As caras feias de Axl & CIA não me assustam. Não tenho medo de maricas.

Popularesco quer se promover à custa de rótulos sem sentido

Vocês já devem ter ouvido falar em "Sertanejo Universitário", "Brega de Raiz", "Pagode de Protesto", "Axé disso", "Funk daquilo", etc.. Aí falam mil maravilhas sobre essas variações e quando você ouve o som é a mesma merda, sem nenhuma mudança. A mesma tosqueira e precariedade existente sem o rótulo pomposo continua permanecendo.

Me parece que esses rótulos forma criados para que os trouxas pensem que aquilo que chamamos de popularesco (e que seus defensores chamam de "pop" brasileiro) está "se evoluindo", mesmo sem mexer uma palha. Parece que essas variações são "melhores" que as outras vertentes dos mesmos gêneros. Pura enganação.

Nós não somos trouxas e não aceitamos esses rótulos bobos. Que os popularescos assumam sua ruindade e aceitem o seu perecimento. Não são rótulos que fazem as pessoas mais inteligentes e mais criativas. São as idéias. Idéias que os popularescos sub-alfabetizados não conseguem entender.

sábado, 14 de novembro de 2009

Porque homem idoso pode ser galã?

A sociedade mesquinha explica:

- Homem não é considerado objeto e sim, sujeito. E sujeito não tem prazo de validade.

- Homem não precisa ser bonito. Pode ficar todo pelancudo que ainda vão achá-lo um gatinho.

- Se o homem velho é doente ou fraco, basta pagar outros homens para fazer o que se exige força.

- Pode continuar fazendo filhos por toda a vida. Criar, não precisa.

- Sua experiência de vida garante mais esperteza e capacidade de resolver problemas alheios.

- Basta dar dinheiro aos outros para ser admirado.

E as mulheres de meia-idade? Só resta a elas ficar rezando na igreja ou fazendo ginástica num parquinho?

Odeio machismo. Direitos iguais. Deveres também iguais.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Wanessa Camargo diz que não gosta de Breganejo

A cantora Wanessa, que agora assina sem o seu sobrenome, quer se dissociar da imagem de "filha do Zezé di Camargo" e recentemente deu a declaração que não gosta de breganejo, não se identifica e nem ouve.

Então Wanessa é classuda? Por isso que ela está casada, muito bem casada (com o feioso empresário Marcus Buaiz). Pois, se ela gostasse de breganejo estaria sentada na calçada chorando por falta de homem.

As jecas e vulgares estão cada vez mais encalhadas, embora sejam consideradas pela mídia como "as mais desejadas".

Sabiam que o primeiro álbum dela é até legalzinho? É comercial, piegas, mas legalzinho.

Papai Zezé deve ter ficado furioso...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PC & MC: Juntos pela degradação da cultura brasileira

Esses são o historiador baiano Paulo César Araújo e sua alma-gêmea MC Leonardo. Juntos, com apoio de "intelectuais" ludibriados, trabalham em prol da destruição total da cultura brasileira, representada pelo brega "de raiz" de PC Araújo e pelo "funk" carioca de MC Leonardo. Cada um usa de argumentos pseudo-esquerdistas e pose de vítima para defenderem suas porcarias.

Mas o tempo, juiz justo, sabe o que fazer com canalhas como esses dois aí, verdadeiros vândalos culturais, que terão suas vozes caladas, muito bem caladas quando a humanidade se evoluir e a cultura se divorciar da promíscua associação com o comercialismo mercenário.

PC & MC, um recado: parem de prostituir a música brasileira. E desapareçam daqui!

sábado, 7 de novembro de 2009

Aline: a Cultura Alternativa invade a Mídia Gorda

A Rede Globo cometeu uma ousadia. Depois de abrir espaço para as loucuras de Fernanda Young (leia abaixo) através de seus seriados, a rede aberta lança o seriado Aline, uma livre adaptação dos quadrinhos do gaúcho Adão Iturrusgarai, conhecidas por mim através do jornal Folha de São Paulo.

O seriado é bem fiel ao estado de espírito dos quadrinhos, embora a aparência física dos personagens é muito diferente. Mas as loucuras que aconteciam nos quadrinhos estão todas lá.

A trilha e as referências culturais são por cortesia de Branco Melo, consultor musical do seriado e conhecidérrimo como integrante da seminal banda Os Titãs (Outro Titã, Paulo Miklos, participou de um episódio como o pai de Pedro, o saxofonista interpretado por Pedro Neschling, filho da atriz Lucélia Santos e do maestro John Neschling (que inovou e deu prestígio internacional a Orquestra Sinfônica da São Paulo). As referências culturais foram extraídas do universo alternativo e semi-alternativo.

A linguagem do seriado é super criativa e a atuação dos atores no mínimo soberba, principalmente da protagonista interpretada pela bela e charmosa Maria Flor, que parece que nasceu para o papel. Ela materializou com absoluta perfeição o espírito de protagonista Aline.

Não creio que irá durar muito porque o Zé-poveco não gosta de criatividade e referências inteligentes. É um seriado muito estranho para passar na TV aberta. Mas mostra que é possível incluir obras realmente de qualidade na TV aberta.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Verbete sobre rock na Wikipedia prima pela coerência.



Quando se fala sobre rock, o comum é sempre aparecer algum cometário incoerente, que despreza o histórico do gênero e subestima os estereótipos frequentemente associados a quem toca ou curte o gênero. Mas na minha vida, somente duas vezes pude ver informações coerentes a respeito do rock. primeiro, no livro Rock, o Grito e o Mito, de Roberto Muggiati, que além de trazer um histórico sobre o que acontece no gênero, trata com dignidade e seriedade e passa muito longe de qualquer estereótipo relacionado ao gênero, evitando inclusive rotulações erradas.

Outra é o verbete Rock, do Wikipedia, em português mesmo, que é bem objetivo, mostra realmente quem pertence ao gênero e não dá espaço para asneiras como "Madonna e Michael Jackson são os maiores roqueiros do mundo", "Tina Turner é a rainha do rock", "Menudos são a reencarnação da Beatlemania" "disco-music é subdivisão do rock" e por aí vai. A descrição contida no verbete é clara, objetiva e serve como um bom guia para quem quer realmente entender o gênero e suas inúmeras e tão díspares sub-divisões.

Em tempos de ignorância musical é bom ver que alguém leva a sério um gênero que foi bastante importante para cultura mundial. Convém lembrar que classificar alguém como rock ou não nada tem a ver com qualidade musical*. Rock é um gênero com determinadas características e público e isso deve ser levado em conta. O papo de que "rock é atitude" é uma besteira inventada porquem não entende de música.

Vamos ler mais e nos informar mais. Música é cultura e cultura é sabedoria, conhecimento, acima de tudo.

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* Nota: Muitos se irritaram quando eu disse que Michael Jackson era soulman ao invés de roqueiro, por desconhecer o gênero soul-music, talvez achando que associar Jackson ao rock serviria como "atestado de qualidade". Mal sabem que a soul-music é igualmente importante e ainda mais elaborada que o rock, embora mais aceito comercialmente. Jackson foi educado artisticamente pela gravadora Motown, templo da soul-music e foi o um dos maiores representantes do funk, vertente mais suingada da soul-music.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bee Gees assumem que não são roqueiros

Meu pai, que gosta do trio australiano formado por três irmãos nascidos na Ilha de Man, mas naturalizado americano, Bee Gees, estava assistindo o DVD Live by Request, onde mostra um show gravado para um especial na TV americana. Eu passei pela sala e como fui fazer um lanche (a mesa fica na sala) assisti a um pedaço.

Num momento, o apresentador do programa lembra que o trio formado pelos irmãos Gibb (Brother Gibb, B. G.'s, Bee Gees, sacou?) foi agraciado com homenagens no Rock 'n' Roll Hall of Fame e pelo Songwriters Hall of Fame (não estou certo do nome deste último) e perguntou o que acharam disto. Robin (que teve carreira solo mais bem sucedida), disse que agradeceu as homenagens, mas não se sentem muito felizes com a do Rock 'n'Roll Hall of Fame porque nunca se consideraram roqueiros e que ficaram felizes com a outra homenagem, pois, segundo Robin, "acima de tudo somos compositores".

Bom saber que eles assumem o que são. Nos anos 60, os irmãos Gibb tocavam músicas românticas; nos 70, disco-music e nos 80 em diante, um pop aguado típico de paradas-de sucesso (entenderam, Jackson-fans?). Assumir como rótulo aquilo que não faz além de confundir não é nada honesto. E os Bee Gees mostraram que são humildes e honestos, mesmo fazendo música por dinheiro.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

A volta da destruidora da música norte-americana

Depois de passar maus bocados com drogas e com um marido que é uma droga (Bobby Brown, que cantava no clone de Jackson-5, New Edition), a cantora Whitney Houston (filha da cantora de disco-music Cissy Houston e sobrinha da cantora soul Dionne Warwick), resolve retomar a carreira.

E não devia. Houston é a responsável pela queda vertiginosa da qualidade da música black americana que era ótima eté a primeira metade da década de 80.

Graças a Whitney Houston temos as chatas Celine Dion e Mariah Carey (essa pelo menos é gostosa) e todas as suas discípulas. Houston ensinou errado (principalmente aos brasileiros) o conceito de música "de qualidade". Ainda bem que lá nos EUA todos sabem que diva ela não é. Nem suas herdeiras musicais são divas.

Graças a Houston temos esses calouros de meia tigela que insistem em levar o que eles cantam em seus chuveiros para os palcos, graças a programecos como o Fama, o Ídolos e similares.

A música black americana de hoje é chata, não tem melodia e os cantores tem que berrar para mostrarem que "têm sentimento". Ainda usam aquela voz tremida (conhecida como vibrato) que é o recurso dos maus cantores para fingirem que cantam bem. Aquele som melódico que existia antes dela surgir foi para os ares. Até o rap piorou graças a "renovação da black music" se tornando o ritmo hegemônico dos EUA angariando até simpatias da comunidade hispânica de lá (a sempre medíocre Shakira, que finge que é "cabeça", por exemplo, aderiu ao rap-de-besta americano).

Portanto recomendo a população que esqueça Houston e similares e vão nas origens. Ouçam as divas do jazz (Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Billie Holliday), as divas do soul (Aretha Franklin, por exemplo) e outras cantoras de qualidade (Laura Nyro, Tori Amos, Patti Smith, Joni Mitchell) e fujam dessa verdadeira fraude iniciada por esta distinta senhora que emporcalhou toda a cultura norte-americana desde então.

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