terça-feira, 30 de julho de 2013

Confirmado: MTV sai da Abril e fica somente na TV por assinatura

Agora é para valer: a MTV Brasil continua, mas sai do grupo Abril de Comunicação (a dona da Editora Abril) e deixa a TV aberta. A Viacom, sua dona original absorve a rede, que deixa de ser uma franquia para ser de fato uma filial da famosa rede de TV americana especializada em música.

Maiores detalhes ainda não foram informados, mas creio que a emissora manterá equipes e programação como tem sido nos últimos anos. Qualquer informação ainda deverá ser confirmada. A estreia da nova fase já tem data: 1º de outubro de 1993, no mesmo mês em que foi instalada no Brasil em 1990, no dia 20.

O que torcemos é que com o fim da franquia e o controle pelas mãos da própria dona, a programação possa dar uma melhorada. Nos últimos anos a MTV tem piorado muito a sua programação, dando maior ênfase a um público no começo da adolescência (dos 11 aos 15 anos), desprezando outras faixas etárias. Quem cresceu acompanhado a trajetória da emissora, como eu, ficava com as mãos abanando, vendo uma programação mais infantilizada e cada vez mais entediante.

Legal quando eu comecei a assistir em 1995 (a MTV Brasil surgiu em 1990, mas somente 5 anos depois tive a oportunidade de assistir), a MTV era excelente, inteligente, variada, informativa e com uma equipe de VJs fora de série. Nos últimos anos, nem um átomo disso existia.

De qualquer forma, o bom que a MTV não acabou. E como falei, com a administração da Viacom, sua proprietária, há uma esperança de melhorias e de contratação de gente que possa realmente transformar o canal em um canal mais especialista, honrando o "M" (de música) que ostenta em sua denominação.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

"The Carrie Diaries" tem muito a ver comigo

Tudo bem! Eu assisto ao seriado The Carrie Diaries!!! Claro que a isca para assisti-lo foi a bela protagonista, a atriz Annasophia Robb, de quem sou muito fã. Mas o seriado, na verdade um reboot (espécie de spin-off - obra derivada de outra - que conta a origem de um personagem ou de uma trama) de Sex & The City (que eu tive a oportunidade de assistir e achei legal, embora não veja com frequência), tem outros atrativos que me fazem vê-lo todas as segundas.

The Carrie Diaries fala sobre a adolescência da protagonista de Sex & The City (que foi interpretada pela Sarah Jessica Parker, em nada parecida com Annasophia) e por isso se passa nos anos 80. Sabe quem foi adolescente nos anos 80?: EU!!!

O seriado faz muitas referências ao universo cultural onde eu vivia. Já vi inclusive citações a bandas que gosto como uma das minhas favoritas New Order, além de Talk, Talk, Cure, Joy Division, entre outros. Até mesmo as situações passadas pela protagonista e seus amigos, se eu não passei por elas, tive a oportunidade de ver colegas fazendo o mesmo. O responsável pela trilha incidental de The Carrie Diaries, tem tudo a ver com o clima: Mark Mothersbaugh, o líder da banda tipicamente nerd Devo, no auge na época em que se passa o seriado. Mothersbaugh também foi responsável pela trilha de um dos mais divertidos programas de ciência para crianças, The Beakman's World.

The Carrie Diaries também é uma delícia de assistir, embora passe dublado no Brasil. Há a opção de ouvir o som original sem legendas, para que eu possa ouvir as vozes dos atores (e da minha adorada Annasophia), mas como não há legendas e o sotaque americano é mais difícil de entender, fica meio complicado de compreender a trama, mas com algum esforço dá para entender o que acontece em cada episódio.

Ele passa as segundas no Boomerang, canal adolescente da Warner, às 19 horas, com reprise a meia-noite (horário em que assisto). por isso, apelidei Annasophia como "a deusa das segundas-feiras". No mês que vem já entra na segunda temporada e já começa a mostrar as origens das tramas de Sex & The City, com a entrada da Samantha adolescente. Vamos ver como as coisas andam para os personagens do seriado.

sábado, 27 de julho de 2013

"Winnie Cooper" encontra a falsa punk

A atriz e cientista de Matemática Danica McKellar, a eterna "Winnie Cooper" do excelente seriado Wonder Years e uma das mulheres mais maravilhosas da face da Terra, foi convidada para participar de um clipe recente da cantora de rock comercial para adolescentes, Avril Lavigne, inspirado no universo da personagem de quadrinhos Tank Girl. 

McKellar adorou ter participado e disse que se divertiu muito. Bom, o clipe (que até o fechamento deste texto não estava disponível) valeu para que a nossa querida McKellar não sumisse dos holofotes, mostrando a sua beleza irretocável que a faz gostosa e ainda menina no explendor do seus 38 aninhos.




sexta-feira, 26 de julho de 2013

Pedra 70

Hoje é um dia feliz para a música de excelente qualidade. Dia 26 de julho, dia dos avós, é o dia de comemorarmos a sétima década do avô mais jovial do mundo, Sir Michael Phillip Jagger, Mick Jagger para os íntimos, o eterno líder dos Rolling Stones.

Nem é preciso falar muito sobre ele. Muito já foi escrito ou falado sobre este grande artista que foi um dos que colaboraram para a evolução da qualidade da música de todo o mundo. 

Jagger continua na estrada, sedo um grande exemplo não só de cultura, mas de vida, pois após longos anos de sofrimento através do uso de drogas bem pesadas, sobreviveu e continua firme e forte com a idade que tem, mostrando uma resistência física não só para a idade, mas também para alguém que passou pela experiência negativa pelo que ele passou.

Nossas felicitações ao grande Jagger e que ele viva mais 70 anos, sem deixar pedra sobre pedra e ensinando a todos que, enquanto houver vida, sempre há esperança. Valeu, Mick Jagger. "Pedras que rolam não criam limo". 

E que lições você não para de nos dar, hein?!

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Projeto de revitalização do centro de Niterói ignora adequação de infra-estrutura

A prefeitura de Niterói, cidade onde moro, está empenhada em fazer obras de revitalização do centro de Niterói, principalmente na parte norte, atualmente abandonada. Entre as mudanças planejadas para a revitalização está a instalação de uma grande quantidade de prédios altos (cerca de 40 andares), que tem gerado muita polêmica.

Além de propor a construção de um número muito grande de espigões (nome dado a prédios bem altos), a infraestrutura necessária para o bom funcionamento da área revitalizada não faz parte dos planos. Empresas e organizações que poderiam ser responsáveis pela infraestrutura alegam não ter sido notificadas sobre algum planejamento a respeito. O que significa que, se depender da prefeitura, tudo será feito no improviso, construindo por construir, sem observar se a área está pronta para receber toda a revitalização e se vai funcionar bem após as obras concuídas.

Pode ser que este projeto de revitalização, na verdade, não tem nenhuma intenção de melhorar a vida dos niteroienses e sim satisfazer a especulação imobiliária, ganhando muito dinheiro com a venda de terrenos, casas e de salas e apartamentos dos prédios construídos. Algo que tem sido muito comum aqui em Niterói, onde se derruba casinhas para construir grandes prédios, mas com estruturas de luz, água e de trânsito, etc., mais adequadas a casinha que existia antes.

O Ministério Público (sempre ele, a única instituição 100% confiável e que quase ia perder seu poder de ação - palmas para o MP!!!) entrou com ação para impedir o início das obras de revitalização do centro, exigindo um projeto que levasse em conta toda a infraestrutura necessária para tal. A prefeitura diz que a infraestrutura foi leva em conta para os projetos, mas as empresas responsáveis dizem que desconhecem isso. Estou do lado dessas empresas, pois está na cara que o projeto da prefeitura foi malfeito, visto os danos causados pela especulação imobiliária que está sendo feita em Icaraí e que posso ver todos os dias escancarado diante dos meus olhos.

Vamos ver como - e quando - esta novela termina. Tomara que as empresas responsáveis pela infraestrutura sejam ouvidas. Nelas trabalham técnicos especializados que conhecem os danos de obras mal planejadas e que sabem que se tudo for feito de maneira exagerada, ao invés de melhorar a qualidade de vida, como se propõe a prefeitura em seus argumentos, a coisa piore cada vez mais, estragando ainda mais a - falsa - fama de IDH alto que a cidade possui.

domingo, 21 de julho de 2013

Jota Quest: de boa banda de black music a péssima banda de rock

É comum muita gente negar a sua verdadeira vocação para fazer algo que não é adequado as suas qualidades. É aquela coisa de recusar ser o melhor dos ratos para ser o pior dos elefantes. Com a banda mineira Jota Quest não é diferente.

Surgida como J.Quest e mudado seu nome graças a um acordo com a Warner Bros  (dona da marca "Johnny Quest", relativa ao desenho produzido pela produtora Hanna Barbera, braço da Warner), a banda liderada por Rogério Flausino era uma competente banda de black music, como eu pude comprovar em um show que tive a oportunidade de ver na TV paga (o show é antigo, mas foi transmitido cerca de uns 10 anos atrás, quando eu pude ter TV paga), feito quando a banda ainda era novata.

A banda tinha potencial de se evoluir fazendo black music. Se quisesse se fixar no gênero poderia até fazer um novo movimento black, como uma espécie de discípulos de Tim Maia. Talvez essa palhaçada de "funk" carioca nem tivesse ganho essa força que o torna autoritariamente hegemônica (tipo: "gostem ou não, vocês tem que nos aceitar"). Mas algo aconteceu que tirou a banda Jota Quest do bom caminho.

Eis que entra o radialista e empresário musical Ricardo Chantilly, o cara que é conhecido por enfraquecer a fase final da Fluminense FM. Ele adotou o grupo como seu pupilo artístico e decidiu mudar tudo. Não só orientou a banda a mudar de som e de atitude, para algo mais roqueiro, como criou uma estranha campanha de martelada para associar forçadamente a banda a rótulo de rock. Toda a vez que a banda aparecia, a palavra "rock" tinha que ser pronunciada de maneira insistente, além da citação de qualquer referência que pudesse defini-la como "rock". Mas tudo de maneira forçada e claramente publicitária. Trocando em miúdos: "Jota Quest agora é rock".

Só que a sonoridade da banda piorou muito com a "guinada". O que era uma promissora banda de black music e soul-funk, virou uma medíocre banda de rock de atitude forçada e sonoridade fraca. Até as letras pioraram, o que rendeu muitas piadas e a fama de piores letras do pop nacional. O pior é que a mídia resolveu estigmatizá-la como "banda para trintões", mesmo fazendo uma sonoridade bastante infantil. Mas como não existe mais música de adulto e sim músicas infantis para adultos, tudo normal.

Infelizmente a banda tem se consagrado desta forma, perdendo a oportunidade de se evoluir fazendo o que sabia fazer com competência. Apesar de ter gostado bastante do show que eles fizeram na fase black, hoje nem quero mais saber da banda, que para mim se uniu a muitos outras que transformaram o rock nesse mingau pra neném que estamos cansados de ver e ouvir surgir todos os dias.

Fiquem com a excelente versão para o sucesso do soulman Hyldon, quando a banda Jota Quest tinha qualidade musical e nenhuma pose metida de falsos roqueiros.


sábado, 20 de julho de 2013

Hailee Steinfeld fazendo a alegria dos nerds

A minha mais que amada Hailee Steinfeld esteve no Comic Con, evento sobre quadrinhos e que é muito frequentado por nerds, apesar de não ser um evento exclusivamente direcionado à tribo, para divulgar o seu novo filme Ender's Game. Em outras edições, outras beldades favoritas de nosso blogue, como Saoirse Ronan e Kristin Kreuk estiveram presentes e deram palestras ou entrevistas.

O quê, ouvir Hailee Steinfeld falando? Para quem não sabe, Hailee é a dona da voz mais sexy da atualidade (fazendo um delicioso contraste com seu rostinho meigo), com uma voz de sex-symbol que a maioria das sex-symbols não consegue ter. Os nerds presentes devem ter ficados malucos ao ouvir a ninfa (que ainda tem um corpão escultural) falando.

Não sabemos em que data Ender's Game chegará aqui. O que sabemos é que foi muito bom ver a nosso amor em forma de pessoa aparecer em um evento tão divertido para os nerds como a Comic Con. Se nós já amávamos a eterna Mattie Ross, estamos amando agora muito mais.



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Um cabelo no meio do caminho de uma discussão que deveria ser séria

Nossa sociedade é imatura. Como a vaidade feminina foi considerada mais importante que a saúde de uma personagem? Graças a protestos na internet, a personagem que a atriz Marina Ruy Barbosa faz na novela Amor a Vida e que é portadora de um tipo de câncer (a quimioterapia provoca queda de cabelo e para isso a atriz teria que raspar) vai manter a vasta cabeleira intacta.

Segundo o autor da novela, Walcyr Carrasco, ao aceitar a sinopse e fazer a personagem, a atriz se comprometeu a raspar os cabelos. Mas o público da novela, normalmente alienado e modista, bateu o pé para que a atriz não livrasse de um dos símbolos da vaidade feminina: os cabelos.

É uma tola discussão que mostra que o público de novelas é muito alienado, querendo evitar na ficção o que normalmente aceita na vida real. E o que que tem a atriz ficar momentaneamente careca? Atrizes realmente lindas continuam lindas com a cabeça raspada, como por exemplo sempre linda Natalie Portman, que aceitou numa boa ficar careca e continuou arrancando muitos suspiros masculinos nas premieres onde aparecia o couro cabeludo à mostra.

E pelo que sei, Marina Ruy Barbosa é lindíssima e não será a ausência de cabelo que irá estragar sua beleza. Depois de algum tempo, ela teria todas as condições - e o dinheiro necessário, pois atores destacados ganham muito bem - para recuperar a mesma tão admirada vasta cabeleira.

Foi uma discussão tola a respeito de um pequeno problema que poderia ser superado numa boa.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Copa trará muito menos gente do que se imagina

Ô povinho alienado o brasileiro! Basta a mídia e regras sociais consagrarem uma ideia errada que todo mundo aceita numa boa sem contestar. É um cacoete que o brasileiro, mesmo após as históricas manifestações de semanas atrás, não consegue se livrar.

Todos os textos que falam sobre a copa de 2014 e as melhorias dão a entender que quem escreve tais textos, acredita que uma grande fatia da humanidade planetária chegará aqui para assistir aos jogos, talvez acreditando que o gosto pelo futebol seja biológico. Tolice de quem não tem o discernimento desenvolvido.

Somente virão para o Brasil, pessoas que gostam de futebol. E não pensem que lá fora o fanatismo é o mesmo que existe no Brasil. Por mais fanáticos que os ingleses, por exemplo, sejam, eles encaram isso como um hobby e não como dever cívico. E em vários momentos eles demonstraram um fanatismo ainda maior pela família real do que pelo futebol. Italianos também são fanáticos, mas fazem questão de separar futebol de patriotismo dando uma cor diferente da bandeira para a sua principal seleção.

O número de pessoas que virão ao Brasil é muito menor do que qualquer um possa imaginar. A copa da confederações mostrou isso. O número de turistas foi bem inferior ao que acontece durante o verão em nosso país. Quem acredita que o Brasil será o centro do mundo em 2014 vai se decepcionar.

E não precisávamos nada disso para desenvolver o nosso turismo. Foi um chilique de autoridades, já habituadas a terem chiliques para satisfazer interesses particulares, que elas alegam ser coletivos.

O Brasil tem atrações turísticas bem variadas, que não existem em nenhum outro país. Essas atrações são capazes de atrair um público mil vezes maior do que o que chegará atraído pela copa. Até porque a natureza e os monumentos culturais despertam o interesse maior das pessoas, não havendo quem não goste de apreciá-los.

Imagino que não exista alguém que não curta a bela vista que se tem do Rio quando se está na base do Cristo Redentor, uma das imagens mais lindas do mundo. Já a entrada de uma bolinha em uma rede pode despertar o desprezo de muita gente, embora a mídia, autoridades e o senso comum social ignorem isso.

Foi um verdadeiro ato de imaturidade e ignorância a aprovação do Brasil para a organização não só da copa, mas também dos jogos olímpicos. Tudo bem, mesmo através de trambiques, os organizadores sempre dão um jeitinho para que os eventos possam ser bem sucedidos, pois o legal para eles é alimentar a opinião pública dessas ilusões, mesmo que ao redor delas tudo esteja errado.

Quem vai organizar estes eventos não está interessado em nenhuma qualidade de vida e muito menos em algum valor nobre a ser defendido pela sociedade. Só se lembra dessas valores por motivos publicitários, para tentar aumentar a importância daquilo que investem (como no caso, o futebol). Mas os verdadeiro valores, deixa para lá: não rendem lucros financeiros.

A mídia e autoridades farão de tudo para enganar a população, hipnotizando-a para pensar que a copa é um evento indispensável e de qualidade de vida. Resta ver depois de encerrada a tal copa, se um simples troféu trancafiado em uma confederação esportiva vai compensar as verdadeiras qualidades de vida que não virão após o desligar dos holofotes.

Tudo isso poderia ter sido evitado, pois um país que tem as atrações que temos não precisa usar o futebol e outras futilidades para atrair gente. Todos irão se decepcionar com as consequências e a repercussão mundial da copa. Mas como burros com as vistas tapadas or viseiras, se contentarão com a festa medíocre, mas pomposa que a mídia irá oferecer.

Reality show quer escolher o representante dos nerds. Para garantir autenticidade, foram chamados dois integrantes da "Vingança dos Nerds"

Não curto reality shows. A maioria são chatos e só servem de celeiro para subcelebridades aparecerem e encherem o nosso saco. Mas esse reality show é diferente. Pelo jeito vai ser bem legal. Até porque tem muito a ver com a "tribo" do qual pertenço, os nerds.

O nome do reality é The King of The Nerds, e como o nome diz, a ideia é escolher um representante que possa ser considerado o rei dos nerds, através de várias atividades. Na verdade é mais uma gincana do que um reality show e considero gincanas como uma subdivisão do gênero de game show do que como reality show.

E não pensem que o show é daqueles que fingem ser nerd para angariar simpatia alheia. Para dar autenticidade ao programa, foram chamados para comandar a gincana ninguém menos que os já cinquentões Robert Carradine e Curtis Armstrong, respectivamente o Lewis Skolnick e o Bugger de A Vingança dos Nerds, filme de 1984 que apresentou essa gente desengonçada que quer mostrar seu valor. Nada melhor que os dois caras para garantir que os nerds concorrentes ao título são de verdade e não os playboys viciados em computador e metidos a coitados que existem aos montes no Brasil.

Como curiosidade, Carradine mandou um "espião" para representá-lo no seriado mais nerd da atualidade, The Big Bang Theory: seu irmão Keith, que faz o pai da Penny. Todo mundo em família, claro.

The King of the Nerds já estreou lá fora pelo canal TBS e passa no Brasil no canal da National Geographic, mas em horário que não posso assistir. Vamos ver se conseguem passar em outro horário melhor. Será legal ver meus colegas de tribo ralando para ter um título como esse.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Carta aberta aos colegas da Globo"

OBS: Marco Aurélio Melo, ex-jornalista da Rede Globo, revela a verdade do cotidiano jornalístico da emissora, longe do glamour e da camaradagem imaginada por todos ao assistirem aos telejornais da emissora. É um texto interessante, que mostra uma realidade triste e que pode desanimar muitos estudantes de jornalismo. 

Meu irmão Alexandre, jornalista formado, já se desanimou (ele conheceu relatos semelhantes enquanto estudava na faculdade) e nem passa na cabeça dele trabalhar para a famosa emissora, ou em qualquer outra similar (emissora de televisão = voz do dono), devido a falta de ética e de afinidade ideológica.

 "Carta aberta aos colegas da Globo"

Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:

Caros Colegas,

Conheço a maioria de vocês e dou meu testemunho da dureza que é trabalhar como jornalista na TV Globo. Já fui um de vocês por 12 anos, por isso falo de cátedra. Acordamos cedo, às vezes cedo demais, dormimos tarde, quase sempre tarde demais e passamos o dia todo conectados. Cobram de nós que tenhamos lido tudo e visto todos os programas da emissora, inclusive os de entretenimento.

 Muitos só conhecem a escala do dia seguinte na noite anterior. Muitos têm um rádio Nextel apitando em nossas orelhas dia e noite. E muitos mais ficam on line pelo exchange, mesmo estando em casa, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Parece propaganda de caixa eletrônico, não é?

Nossas famílias vivem em função da nossa escala e das nossas "conquistas". Somos mal remunerados, muito mal a propósito. Pagam para um repórter iniciante a aviltante quantia de R$ 3,5 mil brutos. Aos editores um pouco menos e os produtores, rádio-escutas, operadores e estagiários é melhor eu nem falar. Os chefes te dizem com a maior cara lavada que, para o seu posto de trabalho, tem 20 na porta esperando, sujeitos a ganhar a metade. Veja que triste efeito da Oligopolização.

Há uma pequena "casta", cada vez mais restrita, composta pelos figurões, que chegam a faturar uns R$ 50 mil cada, mas são poucos, muito poucos. Como levam vida de bacana, inspiram muitos a continuarem transpirando, na esperança de um dia alcançarem o Olimpo. A maior parte deles, infelizmente, é apenas uma representação simbólica daquilo que as pessoas acham que eles são, heróis, meio homens, meio deuses, portanto imortais. Como não existe almoço grátis, são todos pessoas jurídicas, ou seja, colegas do dono, já que também ostentam a condição de patrões.

A rotina é bem triste: a chefia de reportagem briga com as equipes, quando param na rua para tomar um café. As equipes acham a chefia tirana e a pauta ruim. Os produtores acham os repórteres preguiçosos e presunçosos. Já os repórteres acham os editores preguiçosos e presunçosos. Por seu turno, os editores acham os repórteres vaidosos, arrogantes e assoberbados. Esta carnificina acaba com a humanidade de qualquer um. O mantra é competição, produtividade e resultado. Não é jogo para amadores, costumam dizer os chefetes.

No entanto, todos somos cordiais uns com os outros e demonstramos um profissionalismo extremo em momentos de grande comoção, como nas tragédias, que de tempos em tempos abatem-se sobre todos nós. É quando a redação se supera e todas as diferenças são postas de lado, para uma corrida desenfreada pela notícia, pela melhor declaração, pelo melhor ângulo, pelo melhor resultado...

Por tudo isso, sei o quanto são guerreiros e o quanto são valiosos. Sei também quantos usam e abusam de drogas nas pias de mármore. Sei de quantas lágrimas verteram nos camarins e nos banheiros. Sei o quão dolorosa é essa vida de vocês, enquanto mantém a pose de grandes comunicadores, profissionais privilegiados e admirados na rua, valiosos e idealizados nas universidades.

Se, de fato, os colegas tivessem compromisso com a justiça social, o combate à pobreza e à desigualdade, em um mundo mais próspero e solidário, jamais aceitariam que seus patrões-colegas abusassem como abusam do poder que têm. No condicional, para fazer como aprendi com vocês, dizem que eles corrompem, subornam e desviam. Também dizem que eles manipulam, tramam e chantageiam. E, assim, deixam tudo como está, porque para eles está bom demais assim.

Entendo o momento que estão passando. As pessoas já não olham mais com a mesma admiração para vocês. Seus filhos e amigos os questionam sobre o que vêem na internet e há uma legião disposta a tirar a pele de vocês, não pelo que são, mas pelo que representa o cubo que carregam no microfone e o logotipo estampado no carro ( mais uma vez a representação simbólica... ).

Portanto, pensem se não é hora de dizer não. Perguntem aos colegas se não é o caso de procurar coletivamente a direção para negociarem um pacto. O que vocês precisam é fazer apenas o bom e velho jornalismo que sabem, sem ingerências, sem controle, sem manipulação. Afinal, vocês vendem a eles apenas sua força de trabalho, não aquilo em que vocês acreditam e que pode sim transformar o mundo num mundo melhor para todos.

Pensem nisso e contem comigo sempre que quiserem desmascarar seus algozes.

Marco Aurélio Mello, jornalista e blogueiro sujo, com muito orgulho.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Penny" não é a única mulher do Superman a estar no Big Bang Theory

Recentemente pude assistir a um episódio de Big Bang Theory onde Leonard (Johnny Galecki) conhece uma garota esquisita na loja de quadrinhos do Stuart (Kevin Sussman). Essa garota, de nome Alice, foi interpretada pela atriz Courtney Ford.

Acontece que Courtney Ford é casada com o ator Brandon Routh, que interpretou Superman em Superman Returns, aquele que tentava ser uma sequencia dos filmes com o saudoso Christopher Reeve, do contrário do novo filme Man of Steel, com Henry Cavill, o namorado de Kaley Cuoco, a Penny, onde a história do super herói mais famoso do mundo é contada de forma mais séria.

Isso tudo, se não bastasse que de vez em quando, em vários episódios do seriado, aparecer sempre alguém vestido com o famoso uniforme de Superman, dentre eles o próprio Sheldon (Jim Parsons). Supercoincidência!!!



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cavando fundo as denúncias sobre a CIA, chegaremos ao problema da decadência cultural e da intromissão nas universidades

Edward Snowden, da mesma forma que o australiano Julian Assange, tem incomodado muito os poderosos, mostrando ao mundo do que os donos do poder são capazes de fazer para manter os seus interesses. Após o australiano deixar vazar muitos segredos de governos através de seu Wikileaks, agora Snowden denuncia que a CIA, a autarquia ianque que investiga se o comportamento de americanos e pessoas do mundo todo não está afetando os interesses de poderosos nos EUA.

Segundo Snowden, a CIA ouve conversas e lê textos de pessoas não somente nos EUA, mas também fora dela. Mas o que ele não falou e será descoberto através das investigações, é que a CIA tem uma metodologia muito discreta e até surpreendente para manter o seu domínio.

Cultura e Educação no Brasil: reféns da CIA

Não vou falar sobre outros países pois desconheço a forma como a CIA atua neles. Vou falar sobre o Brasil, país onde eu vivo. Espero que a publicação desta postagem não gere danos a minha vida pessoal, pois o que vou falar, apesar de já ter sido denunciado em oportunidades avulsas, é um fato que preocupa: o uso do domínio cultural e educacional pela CIA para  impedir o surgimento da subversão em nossa sociedade.

Alguns nomes famosos já haviam alertado, sem provar nada, mas de maneira bem coerente, a influência discreta da CIA na decadência de nossa cultura. Infelizmente, eles não foram levados a sério e seus comentários foram tratados como meros boatos. Há o agravante de, pelo fato de todos serem idosos, serem acusados de criticar as "novas formas de cultura" naquele ponto de vista típico do conflito de gerações, algo que na minha opinião já deveria estar superado, pois a qualidade de uma cultura não está na sua idade e sim nas suas características.

O domínio cultural da CIA começa na educação, pois ela, através de diversas organizações como a Fundação Ford, a Open Society, entre outras, patrocina projetos de pós-graduação cujos temas possam estimular a estagnação intelectual das populações carentes, através da supervalorização dos costumes e do entretenimento consumido pelas classes mais pobres.

Dominação cultural é mais bem sucedida que a dominação política

A CIA sabe muito bem que o domínio através da cultura é a mais bem sucedida forma de domínio porque não desperta a desconfiança da maioria das pessoas. Os EUA já tentaram dominar o Brasil e outros países de outras formas, mas no fundo, mesmo duradouras, foram um fiasco, impossíveis de serem reimplantadas com aprovação social. 

Como cultura fraca gera povo fraco, já que na verdade a cultura é a parte prática da educação (e se a cultura está ruim é porque a educação também está) e enfraquecê-la é uma ótima forma de imobilização muito mais eficiente do que a mordaça, a CIA não mede nenhum esforço para este tipo de dominação que, até o exato momento, tem dado muito certo, gerando desconfiança apenas de pessoas com discernimento desenvolvido.

Para isso, é investido muito dinheiro, aplicado das mais diversas formas. Quase tudo no entretenimento da periferia é alvo dos investimentos da CIA. A influência da organização ianque é ainda mais forte no "funk", já que por ser uma tendência explicitamente tosca e ridícula, necessita de um gigantesco apelo publicitário para agregar valor. Só mesmo a persuasão dos meios publicitários para que uma tosqueira como "funk" se transforme em "cultura elevada", a ser respeitada por todos. E isso necessita de uma imensurável quantia de dinheiro, vindo de todos os cantos, mas majoritariamente da CIA.

O enfraquecimento cultural do Brasil interessa muito aos EUA porque o Brasil, tendo características muito semelhantes, sobretudo geográficas e de estrutura política, é um concorrente em potencial a terra de Tio Sam. Acredito que a longo prazo, ocorra uma guerra, no mínimo fria (sem armas) entre os EUA e o Brasil, se os brasileiros não aceitarem mais ser subordinados aos poderosos dos EUA.

Essa dominação cultural é necessária para que a estima do brasileiro não cresça. Existe um pensamento, muito defendido por muitos intelectuais de direita (e estranhamente também por intelectuais que apoiam a decadência cultural, assumidamente de esquerda) de que os países em desenvolvimento devem respeitar os limites de seu crescimento, para que não se tornem competitivos diante das nações mais evoluídas.

Como um complexo de vira-lata, a vocação do brasileiro está em se inferiorizar diante dos países desenvolvidos, freando o seu desenvolvimento intelectual e assumindo uma atitude conformista e, em certos casos, alienada.
A inferioridade dos pobres os isola da sociedade

Como no microcosmo costuma acontecer da mesma forma que no macrocosmo, esse mesmo pensamento de inferioridade serve para criar um apartheid cultural no Brasil, algo que reforça e muito a satisfação dos interesses da CIA no país. 

A população pobre, subversiva em potencial por não ter acesso a qualidade de vida das classes que se situam acima dela economicamente, é desestimulada a desenvolver seu intelecto, para que consequentemente, sem entender de fato o que acontece ao seu redor, se manter na acomodação, aceitando a sua condição inferior como se fizesse parte de sua "cultura".

Mas é preciso não deixar as coisas aparentes, pois dar a aparência de democracia diversificada é essencial para que o plano da CIA dê certo. Como ser acomodado carrega um estigma negativo, o que se faz é confundir a grosseria típica de pessoas de intelecto atrofiado com "rebeldia", como se o grotesco substituísse a verdadeira rebeldia intelectualizada que era tão comum nos anos 60. O discurso inclusive força a barra inventando a associação dos dois fatos, para que todos pensem que os grotescos sejam os novos rebeldes.

E assim, o plano de domínio cultural se solidifica, dando a impressão que as classes dominadas, educadas pela mídia tradicional, agem por conta própria, pensando que o que eles aprenderam via TV, por exemplo, surgiu de suas próprias mentes (a Psicologia prova que este tipo de manipulação ideológica, onde o manobrado pensa que raciocina por conta própria, é possível).

Do contrário do que se possa imaginar, isso isola ainda mais as classes pobres que, impedidas de terem a sabedoria e o bom senso das classes superiores, acaba por defender valores duvidosos que caracterizam uma forma de "cultura" ridícula, superficial e desprovida de conhecimento útil que possa acrescentar algo de positivo à sociedade.

Intelectuais contratados para "vitaminar" o entretenimento das periferias

Para reforçar a autenticidade da decadência cultural, intelectuais são contratados para que em seu discurso rebuscado e prolixo possam embutir valores nobres e referências intelectuais ao entretenimento das periferias, na tentativa de aumentar o seu valor e criar uma solidez. em essas referências, o entretenimento das periiferias será visto como mero modismo, o que fará com que se torne perecível, estragando o processo de dominação.

Intelectuais como Ronaldo Lemos, Hermano Vianna, Paulo César Araújo e muitos, mas muitos outros, além de instuições como o Fora do Eixo, são secretamente remunerados - mesmo indiretamente - pela CIA (eles são ligados às organizações patrocinadoras afiliadas ao órgão ianque) para que possam embutir próteses de cultura avançada àquilo que nasce naturalmente sem o mínimo de conhecimento cultural, possuindo apenas referências mais fúteis difundidas pela grande mídia. Esses intelectuais fazem com a decadência cultural aquilo que os pobres, com escassa escolaridade não conseguem fazer por conta própria (por causa de seu paupérrimo repertório de referências), legitimando assim, tendências de gosto e de valor duvidosos como "sabedoria superior" e "cultura avançada".

Eles sabem que o povo pobre, por sua escolaridade mal formada (culpa não do próprio povo, mas do sistema educacional e do contexto social em que vivem), não possui uma adequada informação cultural, desconhecendo fatos e personagens da historiografia cultural. Essa falha inviabiliza o entretenimento das periferias a ser considerado cultura, já que para ser uma cultura de verdade é necessário haver informação e discernimento.

Para que o que é produzido nas periferias tenha o embasamento necessário para ser levado a sério, é preciso que estes intelectuais se intrometam para que eles, conhecedores das referências desconhecidas pelo povo pobre, coloquem, como próteses, os referenciais que irão dar autenticidade ao entretenimento produzido nas periferias que a partir disso, possam ser respeitados como "cultura elevada", mesmo sem ser de fato.

Ou seja, é preciso que se dê uma aparência de "cultura avançada" às ridículas formas de "cultura" produzidas por quem está nessa só para ganhar dinheiro e se divertir, e é essa a missão desses intelectuais que, publicamente não assumem seus reais objetivos, fingindo apoiar baseados naquele papo de que se "emocionam" ao ver um pobre sorrindo.

Concluindo...

O domínio de CIA se dá desta forma. Muita gente ainda não sabe, mas a CIA controla a cultura brasileira e é capaz de destruí-la. Se ela tem condições de investigar telefones e e-mails, ela também tem condições de manobrar as mentes humanas para que a auto-estima do brasileiro permaneça baixa e desestimule o seu desenvolvimento intelectual, defendendo valores decadentes que já não mais cabem em uma época de tecnologia tão avançada como a atual.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Os 66 anos do caso Roswell

OBS: Um dos mais famosos casos de ufologia completa 66 anos ainda com mais perguntas do que respostas. Parece mitológico, mas não deixa de ser intrigante pelas características relatadas. Há muito o que se investigar sobre o caso, mas ainda distante de uma resposta exata, já que ambos os lados, os que defendem a queda do ovni ou os que defendem a tese do balão meteorológico, tem as suas razões para explicar a sua versão.

Caso Roswell: 66 anos de perguntas sem respostas

Escrito por M.F. Luder na domingo - huffingtonpost

Perto de completar 66 anos, a lenda do disco voador que caiu no Novo México fez a cidade ganhar, para sempre, um sinônimo de conspirações paranormais.

No início de julho 1947 – a data exata não é conhecida – algo caiu do céu e perto de um rancho em Roswell, deixando os restos dispersos.

Um capataz do rancho foi o primeiro a ver o material que reportou o caso ao xerife de Roswell, que, em seguida, alertou os militares da Army Air Field, que mantinham presença próximo a cidade.

Jesse Marcel, um major da inteligência, teve a tarefa inicial de ir ao campo de destroços para recolher parte do material, que foi descrito como destroços brilhantes, incluindo peças de borracha, papel, alumínio, pedaços de madeira super-resistentes e vigas de aspecto metálico e vigas.

Em uma palestra recente em Roswell, o filho do major Jesse Marcel Jr., que tinha 11 anos em 1947 e que, junto com sua mãe, pode ver as peças do OVNI com autorização de seu pai, afirmou ter observado símbolos e escritas incomum nos destroços.

"Havia essas vigas com cerca de 12 a 18 centímetros de comprimento, e a parte mais incomum eram símbolos e escrita na superfície interior", disse Marcel Jr. "Eu pensei que, num primeiro momento, era como hieróglifos egípcios, mas quando eu olhei mais de perto, parecia mais como símbolos geométricos de algum tipo muito estranho."

Em 8 de julho de 1947, a Base Aérea de Roswell emitiu um comunicado de imprensa, indicando que os militares haviam recuperado um disco voador acidentado. Tão rapidamente essa história surgiu, ela foi negada por um segundo comunicado de imprensa que alegava que os detritos eram, de fato, de um balão meteorológico.

A história cresceu ao longo dos anos, incluindo relatos de outras pessoas e a suposta recuperação dos corpos de alienígenas. Na década de 1990, a Força Aérea emitiu dois relatórios, concluindo que o material recuperado em 1947 era de Projeto Mogul, um programa secreto de balões atmosféricos usados para detectar testes nucleares soviéticos.

Os corpos de alienígenas foram oficialmente explicadas como erros de identificação dos bonecos de teste utilizados em experiências militares.

Leia mais em: http://arquivoufo.com.br/2013/07/07/caso-roswell-66-anos-de-perguntas-sem-respostas/

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Histeria para todo lado

Os protestos acontecidos no Brasil nas últimas semanas tem dividido a opinião de simpatizantes da esquerda e de simpatizantes da direita. Ao invés de tentarem entender os fatos e as reivindicações, políticos, aliados e simpatizantes preferiram trocar acusações, inconformados por não estarem participando das manifestações que lhes serviriam de um excelente palanque para as eleições de 2014.

Há muito os políticos e simpatizantes estão muito mais interessados em defender suas legendas do que defender o interesse da população. Para eles, os verdadeiros motivos dos protestos não lhes interessam e sim a oportunidade de angariar uma imensa quantidade de pessoas para lhes favorecer o acesso a um dos melhores empregos do país: a carreira política.

Como os manifestantes recusaram qualquer tipo de partidarização dos protestos, os políticos e seus simpatizantes entraram em desespero: "como perder uma oportunidade dessas para me eleger??!!", devem estar pensando cada político.

Para quem não se lembra, os protestos pedindo as Diretas Já, em 1984 foram altamente partidarizados. Os mesmos políticos que vemos aí (fora os que morreram) se aproveitaram da manifestação justa da população para se elegerem. O Fora Collor, altamente partidarizado transformou Lindbergh Farias e outros líderes estudantis em políticos, tão falíveis quanto a maioria da classe.

Os grêmios estudantis também são partidarizados. Participei do comitê neutro para o grêmio do colégio Central da Bahia, em 1992 e pude perceber os bastidores disso tudo. Infiltrados no movimento estudantil, os partidos tomam as rédeas e favorecem quem se alia a eles. Mesmo os partidos de "esquerda" trazem uma infeliz história por trás de seus bastidores, totalmente oposta a pose humanista que fazem questão de mostrar em público. São iguaizinhos aos partidos de direita, capazes de cometer os mesmos erros. Não é preciso dizer que o meu colega que se candidatou a chapa sem partido perdeu feio mas eleições para o grêmio.

E essa histeria pela anti-partidarização é resultante disso: da vontade de se intrometer nas causas populares e tirar delas a oportunidade para se elegerem e terem direito a maravilhosa vida de político que o sistema brasileiro infelizmente ainda pode oferecer.

Se esquecem todos que política não é emprego e que deveria se limitar a uma representação popular, já que é fisicamente impossível toda a população decidir pelas leis em Brasília, com espaço físico limitado a toda população do país. A carreira política não deveria ser remunerada e o interesse maior deveria ser a confecção de leis que possam melhorar o bem estar de quem elege o seu representante.

Mas como nada é assim, os políticos devem se afastar das causas populares. Eles não nos representam, além de arruinar a validade dos protestos por um mero desejo de se dar bem na vida. Políticos e simpatizantes, vão procurar outra coisa para fazer e deixem a população se manifestar!

sábado, 6 de julho de 2013

Para a maioria dos homens, faltou o silicone

Estranho. Pelo jeito, a maioria dos homens, não eu, gosta mais de silicone do que de mulher. Muitos reclamaram quando souberam que a deliciosa Kristen Bell (maldito Dax Shepard! Seu cara sortudo!) foi escolhida para protagonizar um filme sobre salva-vidas. 

Acostumados com as siliconadas de Baywatch, aquele seriado sobre salva-vidas protagonizado pela barangona ecologista Pamela Anderson (que os Cassetas chamavam de Pamela Lassie) e por aquele cara bebum da Super Máquina, acharam que Bell é "seca demais" para fazer o papel de uma salva-vidas. Se esquecem que é justamente o corpicho da eterna Veronica Mars (tem filme sobre ela vindo aí!) que tem mais flexibilidade para encarar as ondas do mar.

Não importa o que os outros homens (felizes com a "conquista" da "seleção Neymar") pensam. Cambada de bobões! Para mim, Kristen Bell é uma das mulheres mais fabulosas do mundo, uma das mais lindas e suficientemente gostosa (e após a gravidez, ela está ainda mais gostosa) para ativar meus sonhos molhados. E pelo jeito o comediante Dax Shepard também concorda. Ele não casou com a Pamela Anderson (embora devesse ter se casado).


quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Penny" pode estar namorando o "Super Homem"

Rumores indicam fortemente que a atriz Kaley Cuoco, a patricinha Penny de The Big Bang Theory, séria mais nerd do momento (e que virou a minha série favorita por haver muitas referências a minha vida pessoal), pode estar namorando o ator Henry Cavill, que interpretou o Superman no excelente filme Man of Steel, o primeiro a tratar o famoso super herói como super herói de fato.

Se confirmado este namoro, vale lembrar que no seriado, aconteceu em um episódio que os personagens foram a uma festa a fantasia no reveillon da loja de quadrinhos, todos vestidos de super heróis (a cena aparece na terceira foto) e ao ser convidado para a festa, o namorado de Penny na ocasião (a personagem teve muitos namorados, incluindo o protagonista Leonard) vestiu a roupa do citado herói. Profecia, sugestão ou simples coincidência?




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os Rolling Stones brilharam no Glastonbury

OBS: Assisti na TV a um show recente dos veteranos músicos e me junto ao coro dos que não querem que a banda acabe. A banda envelhece feito vinho, com os caras tocando cada vez melhor, Jagger, aos 70 anos com uma energia física que eu não consigo ter nos meus 42 anos e completa sintonia da banda com os tempos atuais, tanto em tecnologia (haviam guitarras sem fio) quanto em sonoridade (as músicas receberam novos arranjos ainda mais crus).

Jagger Richards, Wood e Watts provaram que tem fôlego para pelo menos mais 50 anos de carreira. E o jovial Glastonbury Festival, direcionado mais as bandas de garagem, devolveram ainda mais o espírito de juventude que a banda tinha no início de carreira. Pedra que rola não cria limo e os bons velhinhos sabem disso e são a verdadeira prova desse ditado popular.

Na foto, a banda aparece com a participação mais do que especial de seu ex-segundo guitarrista, Mick Taylor, presente na melhor fase da banda, antes de Ron Wood entrar. Uma foto de um encontro memorável clicada no citado festival.

Os Rolling Stones brilharam no Glastonbury

Alexandre Figueiredo - Blog da Kiss FM RJ


Os Rolling Stones preencheram a lacuna de não terem participado em outras edições do festival Glastonbury e, num festival que geralmente mostra atrações emergentes, os veteranos conseguiram mostrar seu renovado som com um repertório de antigos clássicos e canções mais recentes.


O grupo renovou até sua aparelhagem, já que os guitarristas Keith Richards e Ronnie Wood usam guitarras sem fio, ficando mais soltos no palco - embora Keith preferisse ficar mais quieto no seu canto - , e seus músicos, mesmo idosos e popularíssimos, mantém a energia e o vigor de uma jovem banda de garagem.

Nas apresentações da banda nos últimos anos, algumas canções são feitas com a participação de cantores convidados, mas isso nunca impediu que os músicos ingleses se impusessem como anfitriões de uma festa. E, no Glastonbury, eles mostravam a admirável segurança garantida por anos e anos tocando nos palcos.

A participação destacada foi a do guitarrista Mick Taylor, que havia substituído o demissionário Brian Jones, antigo membro-fundador, mas reduzido a nada (e à posterior morte) por conta do vício nas drogas, em 1969. 

Mick Taylor, que chegou a ter sido desafeto dos ex-colegas, andou emprestando sua guitarra em apresentações comemorativas da banda, e no festival somou-se, como guitarrista, a Keith e a Wood (que substituiu Taylor no posto de segundo guitarrista), nas músicas "Midnight Rambler" e "Satisfaction".

Mick Jagger, como sempre, esbanjando jovialidade, ele, que dá uma lição de astral juvenil não só para a juventude, mas para ingleses de sua geração como o sisudo empresário Charles Saatchi, de 70 anos, que por uma discussão boba, quase estrangulou a popular apresentadora Nigella Lawson.

Saatchi passou a vida trancado em escritórios e eventos de gala. Jagger manteve-se sintonizado com a juventude e até cometeu excessos, mas teve autocrítica suficiente para continuar sendo ele mesmo nas suas qualidades de ídolo juvenil, cantor de rock e figura pública do mundo inteiro.

E os Rolling Stones continuam surpreendendo porque suas músicas são boas, a banda continua impecável, fazendo o que realmente sabe: "apenas" rock'n'roll. E ver que no Brasil os ídolos brega-popularescos se invejam com a grandeza da banda britânica, os breguinhas tentando ter a mesma grandeza por nada.

Afinal, entre coletâneas e discos ao vivo, os Rolling Stones, além de suas grandes músicas, colocavam canções novas que não decepcionam diante das originais. E, dizem, Jagger e Richards já possuem músicas prontas para um novo álbum, só precisando de tempo para trabalhar os arranjos. 

E, pela disposição que têm, podem lançar até mesmo um novo clássico do rock, a exemplo que fizeram com "Start It Up", de 1981, e "You Got Me Rocking", de 1994. A banda segue em frente, dando uma lição de cultura rock nem sempre bem compreendida pela mídia, mas bastante apreciada por jovens e adultos, que mais uma vez saíram felizes depois de ver Jagger e cia. no palco. 

Parabéns, Rolling Stones, pelo seu curso intensivo de rock'n'roll!!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Anúncio de que "deixamos" o Sistema Solar pode ocorrer no Rio

OBS: Isso deve ser encarado como um marco na ciência mundial, pois poderemos conhecer mais o que está além do sistema solar. Se o anúncio for feito no Rio, isso não importa. O mais importante são os conhecimentos que virão da expansão da trajetória da Voyager.

Anúncio de que "deixamos" o Sistema Solar pode ocorrer no Rio

Deustche Welle - Ciência - Publicado no portal Terra

Expectativa é de que seja anunciado o rompimento, pela 1ª vez, da fronteira do Sistema Solar por objeto criado pelo homem. Com presença de Nobel, evento terá estudos que podem dar mais pistas sobre formação do universo.

Pela primeira vez na história, um objeto feito pelo homem vai romper a fronteira do Sistema Solar: a nave Voyager, lançada em 1977, já pode ter ultrapassado a zona de influência do campo magnético do Sol. E a expectativa é que esse anúncio, um novo marco para a ciência, seja feito nesta semana no Rio de Janeiro.

A cidade está recebendo cerca de mil pesquisadores da área de física de partículas, um campo muito específico da ciência, para um dos mais importantes encontros da área, a Conferência Internacional de Raios Cósmicos (ICRC), que pela primeira vez ocorre na América do Sul. Além desse anúncio, também são esperados os mais recentes resultados na pesquisa com neutrinos, partículas de energia que transitam milhões de quilômetros pelo universo.

A presença desses neutrinos, partículas que atravessam praticamente qualquer coisa, só foi confirmada com a montagem de um equipamento gigantesco enterrado no solo antártico. O chamado IceCube, cubo de gelo, em português, é um projeto internacional colaborativo que custou US$ 270 milhões.

São mais de 5 mil sensores esféricos de luz, ligados por cabo, formando 86 colares verticais sob o gelo do polo sul, a cerca de 1,5 quilômetro de profundidade. Essa espécie de cubo filamentoso consegue medir a energia dos neutrinos que a atravessam, descartar as incontáveis partículas que chegam a partir do Sol, e medir a energia daquelas que podem ter origem em estrelas de outros sistemas.

Aliás, se outras estrelas enviam partículas que chegam à Terra, chegou a hora de serem estudadas mais de perto. A Voyager vai ser o primeiro equipamento terrestre a medir o valor do campo magnético das estrelas mais próximas ao Sistema Solar ao entrar no espaço profundo. Isso porque, o campo magnético solar – a heliosfera – funciona como um escudo que protege os planetas do sistema do bombardeio de partículas cósmicas ultraenergéticas. Sem essa influência, a nave poderá captar dados completamente novos.

Um dos coordenadores da conferência, o pesquisador Ronald Cintra Shellard, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, lembra que a nave está em operação há 36 anos, com sistemas de computador da década de 70. Ela voa movida a baterias de plutônio, em uma região em que o Sol não passa de um ponto de luz no céu e onde os painéis fotovoltaicos não têm qualquer serventia.

Após percorrer cerca de 19 bilhões de quilômetros – quase 125 vezes a distância da Terra ao Sol – é difícil precisar se a nave já atravessou essa fronteira ou se navega pela zona limítrofe. A certeza quanto à posição e aos resultados mais recentes dessa viagem sem volta serão apresentados no Rio pelo pesquisador Ed Stone, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), que dedicou sua vida a acompanhar a jornada da Voayager.

Física no dia a dia

Se as aplicações imediatas desse tipo de pesquisa podem parecer distantes, Shellard explica que a história da física quase sempre foi assim. "Quando você está buscando coisas para as quais você não tem instrumentos, precisa desenvolver novos equipamentos para medir, para observar, para verificar. Precisa desenvolver tecnologias e elas sempre têm impactos que são completamente inesperados", explica. Ele cita a descoberta do laser como exemplo. "No começo, ninguém sabia para que serviria", compara.

Outra descoberta que garantiu efeitos muito práticos envolveu o trabalho de brasileiros no Observatório Pierre Auger, na Argentina. No centro de pesquisa, um dos berços da física brasileira de partículas desde a década de 50, uma espécie de plástico era usada para refletir a radiação de partículas cósmicas em um tanque de 12 toneladas de água. O material era importado dos Estados Unidos, e os pesquisadores buscavam um fornecedor no Brasil.

Em parceria com químicos, identificaram que o material absorvia luz e tinha sua refletividade melhorada com a adição de sulfato de bário. Na prática, o resultado não atingiu os níveis desejados para a substituição das peças importadas, mas a empresa que fez a pesquisa acabou adotando a nova mistura para colocar no mercado lonas para caminhões e toldos mais resistentes ao Sol.

O maior enigma do universo

"Trabalhar com ciência mexe sempre com essa coisa da curiosidade humana", avalia Shellard. Por isso mesmo, outros assuntos da agenda da conferência devem despertar a curiosidade até mesmo de quem não faz parte dessa comunidade tão específica.

Outro desses momentos deve ser a apresentação do físico Samuel Ting, prêmio Nobel de física em 1976. Ele lidera as pesquisas com o Espectrômetro Magnético Alfa (MAS, na sigal em inglês), um equipamento de US$ 2 bilhões instalado a bordo da Estação Espacial Internacional e que promete dar pistas na solução de um dos maiores enigmas do universo: a matéria escura.

O AMS já mediu bilhões de núcleos atômicos e partículas e pode ajudar a ampliar as fronteiras, uma vez que apenas 5% do universo têm sua constituição conhecida. Os físicos dividem os outros 95% em matéria escura (25%) e energia escura (70%). "Mesmo que os resultados não sejam conclusivos, a concepção do equipamento em si já é de um engenho tecnológico fantástico", enfatiza Shellard. Esta vai ser a primeira vez que o tema será tratado dentro da programação da ICRC.

Para englobar essas novas especificidades, um novo subtítulo foi adotado este ano: A Conferência da Física e de Astropartículas. A programação começa nesta terça-feira e segue até o dia 9 de junho com cerca de 300 palestras, apresentações de trabalhos, além da entrega de prêmios para pesquisas de destaque no campo das partículas. As atividades serão no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro.

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