domingo, 30 de novembro de 2014

As mais gatas de 2014

Aqui estão as três gatas que se destacaram em 2014, pelo seu charme, pela frequência de aparições e claro, pela capacidade de nos seduzir. Com vocês, as melhores musas do ano:

Musa do ano: Emmy Rossum:



Musa brasileira do ano: Giovanna Antonelli:



Musa revelação: Maisie Williams:



Domingo, na opinião de um verdadeiro nerd

Para a maioria das pessoas que tem a vida social intensa, o domingo é o melhor dia da semana, longe do trabalho e com o tempo livre para se fazer o que quer. Mas tudo fica fechado, ruas desertas, serviços parados. Para quem não tem uma vida social constante, os domingos representam dias vazios, tristonhos e solitários, já que este vazio nunca é preenchido por aqueles que não tem ombros amigos para consolar.

Duas músicas que mostram essa visão de domingo, escritas e gravadas por veradadeiros nerds da música, Biquini Cavadão e Morrissey. São canções que mostram como nem sempre o domingo representa um dia feliz e ensolarado, que é o que a maioria (socialmente abastada) considera.



MORRISSEY - Menestrel dos solitários

MORRISSEY - Menestrel dos solitários

Lá no exterior também o tema não é tão frequente, embora seja muito mais frequente que aqui. Os paises germânicos também atribui papéis machistas ao homem, mas não com o rigor que existe nos países latinos. Em países como Inglaterra e Estados Unidos, os homens sensíveis e tímidos, se não são os preferidos pelas mulheres, pelo menos encontram alguém decente que os aceite.

Mas mesmo assim, o tema é bem mais frequente nas músicas e em filmes também. Embora em filmes, o tímido costuma se dar bem no final, bem diferente da realidade brasileira. Aliás, o tema também é tabu nos filmes brasileiros, onde o tímido é estereotipado como gay, ou como retardado ou às vezes como psicopata.

Mas um compositor britânico que passou toda a adolescência de sua vida real tentando conquistar mulheres sem ser correspondido, resolveu escrever sobre o tema em inúmeras letras, ganhando a alcunha de "Menestrel dos Solitários". É Stephen Morrissey (com dois "s" mesmo), ex-líder da banda The Smiths, responsável pelos momentos mais criativos e melodiosos da década de 80, década em que o hit-parade era uma porcaria, mas o alternativo era bem sublime, com muitas bendas de alto-quilate como os próprios Smiths, New OrderThe CureSimple MindsO.M.D.Echo & The Bunnymen, da Grã-Bretanha e R.E.M.Husker Du e Wall of Voodoo, dos EUA.

Morrissey hoje vive solitário por vontade própria, já que com a decepção, não confia mais nas mulheres (tema já presente em algumas de suas composições). O machismo brasileiro o define como ícone gay, sem mesmo saber que Morrissey é homofóbico (o que a gente não aprova). O motivo desse equívoco deve ser o dogma machista, tipicamente brasileiro, de que não existe carência afetiva para machos.

Morrissey escreveu muitas letras relacionadas com carência afetiva, mas vou destacar a que tem a letra mais explícita, How Soon is Now?, gravada pelos Smiths em 1983 e faixa do álbum Hatful of Hollow. Cliquem no link para lerem a tradução da letra em português.


E torcendo para que esta sociedade, ao invés de criticar os homens solitários colocando rótulos equivocados, possa fazer algo para tirar os mesmos da solidão. Solidão que esta mesma sociedade impôs aos homens tímidos.

sábado, 29 de novembro de 2014

Profissionais prestigiados se dão melhor na vida afetiva

Vamos amadurecer e reconhecer: o amor ainda não é desse mundo. O amor, para a maioria, virou uma palavra bonita que todos sentem prazer em pronunciar. Já o sentimento em si, ah, como está tão ausente...

Casais ainda se unem por interesses. Não só financeiros como sociais, já que solitários, mesmo quando voluntários, não costumam ser bem vistos. É preciso estar casado para agradar a uma sociedade que colocou na sua inerte cabecinha que "estar casado" é sinônimo de "ser valorizado", quando a lógica mostra que nem sempre isso é verdade.

E quanto mais prestígio social se tem, mas forte é a obrigação de estar sob um matrimônio. Há cobrança, mas há facilidades também, já que pessoas prestigiadas tem obstáculos à vida afetiva arrancados de seu caminho.

Os homens que são profissionais prestigiados que o digam. Profissionais liberais (advogados, engenheiros, médicos e similares), diretores de diversos tipos, empresários, executivos, etc., sempre se deram melhor socialmente e sobretudo, afetivamente. Classicamente são profissionais prestigiados que possuem o direito, para eles irrecusável, de escolherem as mulheres com quem vão se envolver. Normalmente pegam as melhores, as mais intelectualizadas, elegantes e, claro, lindas e de bom gosto. As outras ficam para o restos dos homens, menos prestigiados.

E sinceramente, nunca ouvi falar de profissional prestigiado que viva chorando rotineiramente porque não consegue conquistar uma mulher. Porque se ele é um profissional prestigiado ele CONSEGUE, SIM! Ao menos que a religião dele proíba de se casar ou que ele seja gay. Se bem que, no Brasil, há muitos gays enrustidos que acabam se casando com mulherões, só para agradar a sociedade, fazer o quê?

E graças a isso, observa-se duas coisas: profissionais prestigiados que não conseguem ficar sozinhos e profissionais comuns que tem que se contentar com as mulheres que aparecem.

Mas que tanta magia os profissionais prestigiados exercem nas mulheres? Se lembrarmos que vivemos numa humanidade atrasada, ainda bastante instintiva, perceberemos o fato de que as fêmeas ainda procuram um protetor/provedor. E ninguém melhor que um profissional prestigiado para exercer essa função.

A vida afetiva numa sociedade injusta, tem que ser igualmente injusta. Não importa se há homens apaixonados. Importa é que hajam homens dispostos a proteger e sustentar as suas mulheres, como nos velhos tempos de irracionalidade animal. Dispostos como os profissionais prestigiados, excelentes profissionais, seres humanos medíocres e maridos da pior qualidade.

Ainda temos que aprender muito. Até lá, continuaremos batendo cabeça por aí. Inclusive na vida afetiva.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Porque núcleos pobres de novelas têm que ser alegres?

Já repararam que em todas as novelas o núcleo pobre sempre tem que ser bem humorado? Porque não transformar os problemas de uma classe tradicionalmente problemática em um drama choroso sem fim? Ajudaria muito a conscientizar a população sobre o sofrimento desta classe.

Que nada! Bom mesmo é fazer as classes mais abastadas pensarem que os pobres são felizes. Já mencionei várias vezes que a mídia está com uma intensa, mas discreta campanha de defesa do suposto "Orgulho de Ser Pobre", onde a classe dominada se sente feliz em sua humilhante condição de ter pouco dinheiro, baixo nível cultural e muitos problemas, se tornando acomodada e com isso, não incomodando as classes superiores, que continuam mantendo toda a injustiça social intacta, onde ricos ficam mais ricos e pobres cada vez mais pobres.

Essa glamourização da pobreza, já consagrada pelo cinema brasileiro, aparece desta forma em novelas, mostrando pobres sorridentes e engraçados.

Como se fosse bom viver quase sem dinheiro e com problemas que não param de crescer.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Seções de ciência em jornais estão em extinção

OBS: Acredito que isso aconteça pela redução de interesse da população por ciência. O texto não assume, mas vivemos numa época de aversão intelectual quase doentia. É o que o Arnaldo Bloch, descendente da famosa família que administrou o excelente e saudoso grupo de comunicação Manchete, chama de "anti-cabecismo". 

Essa aversão a tudo que é intelectual, estimulado pela mídia e pelas religiões e reforçado pelos costumes sociais, tem feito com que as pessoas relaxassem seus cérebros nos momentos em que não estão trabalhando e estudando, aceitando tudo o que lhe empurram, sem contestar, além de considerar a intelectualidade como um defeito.

Pena, pois cada vez mais precisamos da ciência e felizmente aparecem cada vez mais e melhores cientistas, principalmente no Brasil, que desprezados por autoridades e população, se mudam para outros países, onde são mais prestigiados e podem ter recursos e dedicação maior para as suas úteis pesquisas.

Seções de ciência estão em extinção

Observatório da Imprensa

Os desafios enfrentados pelos jornalistas especializados em ciência – pessoas comuns com a tarefa de comunicar ideias extraordinariamente complexas para uma audiência de massa – estão sendo particularmente exigentes. Poucos jornais têm seções destinadas à ciência atualmente, mesmo com o jornalismo científico tornando-se mais valioso do que nunca.

Em 1989, existiam nos EUA 95 jornais com seções semanais de ciência. Hoje, são apenas 19, segundo o Columbia Journalism Review. Trata-se de uma grande queda, mesmo para uma das indústrias de declínio mais rápido no país. Dados do Departamento de Trabalho dos EUA indicam que a indústria jornalística como um todo encolheu 40% ao longo da última década. As empresas jornalísticas têm, então, escolhas difíceis a fazer no que se refere a seções a serem eliminadas. Poucos concordam sobre o que deve ser cortado.

Como o jornalismo de arte e cultura, escrever sobre ciência é uma especialidade e, quanto mais especializado o campo, mais habilidades o jornalista tem que ter. Por essa razão, executivos de jornais algumas vezes chegam à conclusão de que suas seções de ciência deveriam ser sacrificadas para dar lugar a uma reportagem mais generalista. “Acredito que editores de jornais consideram, erroneamente, que leitores não entendem ciência ou não estão interessadas nela”, afirmou Ron Winslow, subchefe da seção de ciência e saúde do Wall Street Journal. “É um gasto grande. A ciência terá um impacto grande nas nossas vidas nos próximos 30 anos, mesmo mais do que no passado. Os leitores querem informações sobre ciência”.

Mais escritores
Winslow, que também é presidente da Associação Nacional de Escritores de Ciência, disse que o fato de que jornais estejam cortando mais seções de ciência tem mais a ver como economia do que com qualquer outro fator. Após o boom dos PCs nos anos 80, o jornalismo científico desfrutou de uma euforia, em parte estimulado pelas empresas de computadores com dinheiro para gastar em anúncios nos jornais. Por anos, esses anúncios financiavam seções de ciência robustas nos jornais nacionais. Nos anos 90, na medida em que a receita publicitária migrou do impresso para a web, empresas de jornais começaram a focar seus recursos em seções mais abrangentes.

Ao longo dos anos, muitas seções de ciência transformaram-se em seções que incluem temas como saúde, medicina e bem-estar – todos com uma base maior do que física ou astronomia. As ramificações dessa mudança implicam que repórteres mais velhos, treinados em áreas científicas sofram pressão para aceitar demissão voluntária de jornias que buscam reduzir suas equipes. Cristine Russell, presidente do Conselho para o Avanço da Reportagem Científica, preocupa-se que o jornalismo científico acabe sendo feito por repórteres sem um background sólido em ciência.

Cristine escreve sobre ciência, saúde e meio ambiente por mais do que três décadas, começando no Washington Star e Washington Post. Segundo ela, enquanto as seções de ciência estão em menor número do que antigamente, há mais escritores de ciência do que nunca. Há mais jovens cientistas interessados em jornalismo e em comunicar suas ideias para uma audiência mais ampla – e que estão sendo aproveitados por publicações especializadas, como Wired, ou blogs de ciência. Essa tendência deve continuar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Evidências da maioria masculina que os brasileiros insistem em negar

O machismo, somado ao capitalismo, ambos bem fortes em nosso país, fazem as pessoas acreditarem que a nossa sociedade é composta por uma maioria feminina. Claro, para o sistema é interessante que a quantidade de "produtos" seja imensamente maior que a demanda de "consumidores".

Mas o que se vê na prática é a confirmação literal de que vivemos num país varonil: a maioria da população é masculina. O mito da maioria feminina, apesar de confortável a todos, machistas e feministas, é falso.

Algumas evidências, incluindo o comportamento que as mulheres assumem durante as paqueras indicam justamente isso. Uma tranquilidade por parte das mulheres, que apesar de posarem de coitadinhas carentes - é uma tática feminina para angariar simpatias e consequentemente favores: as mulheres costumam vencer na vida desta forma - , sabem muito bem que não vão conseguir permanecer sozinhas por muito tempo, tendo a garantia de um relacionamento. Afinal, além delas não terem que tomar iniciativa, não precisam oferecer além da simpatia, da beleza - e agora, da inteligência e bom gosto - para arrumarem homens. Estes é que tem que satisfazer uma penca de exigências, sobretudo financeiras, se quiserem desencalhar.

Vale lembrar que meu irmão teve uma conversa com um recenseador do último Censo, que confirmou que no mínimo 100.000 homens não são contados no Brasil. Eu trabalhei no IBGE como supervisor e sei como funciona a coisa.

Vou listar alguns fatos que provam que o nosso país é de maioria masculina, além de claro da presença maioral dos homens nas ruas nos finais de semana (Censo não funciona domingo? Deveria funcionar, para parar de fingir que homens não existem). Se fosse de maioria feminina, estas coisas não aconteceriam.

A maior parte das mulheres entre 17 e 45 anos estão comprometidas - Não tem como fugir. Nesta faixa etária, a maior parte das mulheres está comprometida, com muitas casadas. Quanto mais os anos passam fica difícil achar uma sozinha, disponível. É o que dizem: a partir dos 30, não se escolhe amor, fica com quem sobre. Essa é a regra, o que garante mais relacionamentos infelizes ao lado de quem no se gosta.

Mulher não toma iniciativa em qualquer lugar, somente nos lugares "feitos para paqueras" -  Nota-se que nas ruas ou em lugares mais comuns, como ônibus, praças, bibliotecas, as mulheres não conseguem sequer dar um sorrisinho. Preferem dar mole em lugares onde tenha muita bebedeira, barulho e futilidade. Segundo argumentos, é por uma questão de confiança (?!). Só que aparece uma pergunta que não quer calar: um bêbado é mais confiável para namorar do que um cara que esteja lendo um livro em uma biblioteca? Nem Buñuel teria condições de responder essa.

 A extensa lista de exigências na hora de escolher um namorado/marido - Pelo perfil dos caras que se dão bem com a mulherada, nota-se que nos aspectos relacionados a sustento e proteção, o nível de exigência é bem alto. Isso se dá com relação a aspectos relacionados com a função provedor/protetor, pois com os outros aspectos, acontece justamente o contrário, havendo uma dispensa quase total com as exigência, sobretudo no caráter, no bom gosto e na inteligência, além da tradicionalmente desejável, mas dispensável beleza facial. Se houvesse falta de homens, as mulheres relaxariam mais nas exigências de proteção e sustento, não se importando a ocupação profissional dos seus pretendentes.

Só esses fatores já são suficientes para provar que o Brasil é realmente um país varonil. Varonil de "macho", com um excesso de homens.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

"Escreva, mas não leia": a ditadura midiática disfarçada de democracia

Tive nesta semana uma descoberta. As elites, assessoradas pela grande mídia e por um punhado de pseudo-intelectuais que defendem a decadência cultural (mas com o verniz de "avanço"), descobriram um bom modo de domesticar a juventude, fazendo ela crer que está tendo liberdade de expressão, mas sem tê-la de fato: o estímulo a criação e publicação de ideias, mas sem a leitura de outras.

Funciona da seguinte maneira: estimula-se o jovem a criar, escrever, compor, gravar, falar, mas afastando o mesmo de qualquer referencial que possa ajudar a desenvolver o discernimento e o senso crítico. Coloca-se "tutores" e líderes (podem ser ídolos, celebridades, religiosos, esportistas, amigos, etc.) para que estes sirvam de "referências", dizendo o que deve ser pensado e dito, desde que não abale as estruturas de poder e a organização social existente. 

E pronto: o jovem coloca em seus blogues, redes sociais ou grava seus discos, filmes, ideias que nada mudam de fato a sociedade, mantendo intactas todas as relações de poder e os valores arcaicos que insistem em se manter na sociedade, incluindo os problemas que conhecemos e as injustiças que tanto prejudicam quem não deve ser prejudicado.

Por isso mesmo que quando alguém de mente mais evoluída, que sabe usar melhor o discernimento e usa o seu senso crítico, ele nunca é lido ou se é lido é solenemente ignorado, pois quem lê foi educado a manter tudo do jeito que está. Em compensação se alguém posta algo sobre valores estabelecidos, é solenemente celebrado, curtido, seguido, amado.

Essa onda de escrever e não ler dá uma noção errada de democracia, que é facilmente assimilada por quem não tem o discernimento e é beneficiado por tudo isso que está aí. Claro que se o jovem quiser ler algo e usar como influência pode, desde que indicada pelo seu "líder". Ninguém vai ler aquilo que é reprovado por gente como Luciano Huck. Se ele aprova, ótimo, vamos seguí-lo.

Isso impede que a juventude tenha acesso a textos e ideias que possam ajudar a desenvolver o discernimento e questionar os erros que estão aí há séculos. Sem ler textos considerados subversivos pelo sistema, o que resta é assimilar as ideias indicadas por este sistema, já que não estimulam a contestação e consequentemente o bom senso, perpetuando tudo isso que o sistema aprova e aplaude. 

E assim se manipula a juventude, fazendo-a pensar que está sendo livre e decidida. E mais uma forma de manipulação silenciosa e discreta entra em ação para que as coisas permaneçam como estão, já que a maior arma do ser humano para destruir os poderosos é o discernimento, cuja utilização é cada vez menos estimulada.

Deixemos a poeira e as teias de aranha em nossos cérebros inertes e curtamos essa pseudo-liberdade. As elites vão ficar muito felizes com isso.

Para entender a diversidade cultural

Para quem ficou feliz, achando que vivemos em tempos de diversidade cultural, digo que não. Esse popularesco chato (axé, pagode, "funk", "sertanejo", brega) não passa de uma única gororoba que recebe um rótulo diferente a cada tempero que é colocado.

Diversidade não é ter vários rótulos. Diversidade é ter uma variedade de coisas. Diversidade mesmo teve foi nos anos 80, apesar de reunidos sob um único rótulo: rock nacional.

Para vocês entenderem uma comparação:

Peguem um bife e façam picadinho dele. Agora leiam:

Com este bife dá para se fazer um strogonoff, um dos pratos que eu mais gosto (quer me agradar? faça um strogonoff), misturando com cogumelos e creme de leite. Ele terá o seu sabor próprio. Agora, façam, outro strogonoff com frango no lugar das lascas de bife. ele terá outro sabor, mas é strogonoff. Façam outros com salsicha, peixe e até carne de soja para o gosto dos vegetarianos. cada variação terá o seu sabor e suas proteínas próprias, mas se reúnem sob o mesmo nome: strogonoff. É o que aconteceu com o rock nacional, em que, embora sob um rótulo , havia bandas com sonoridades muitíssimo diversas umas das outras. Agora, voltemos ao bife.

Somando ao bife, cogumelos e creme de leite, teremos strogonoff, certo? E se ao invés de creme de leite e cogumelos, colocarmos legumes? Teremos uma jardineira, certo? Mas o bife está lá, com seu sabor e suas proteínas. Se ao invés dessa salada, colocarmos uma farinha torrada? Teremos um tira gosto, certo? Com o mesmo bife, com seu sabor e toda a sua essência. Mantendo o bife inteiro e salpicando farinha de trigo, teremos o bife a milanesa: mesmo sabor e proteínas do bife. O mesmo se dará se trocamos molhos e acompanhamentos para o bife. O gosto do bife sempre será sentido, apesar  dos nomes diferentes dados aos pratos resultantes. É o que acontece com o popularesco, que na verdade são tipos de música que se parecem na sua essência e que variam apenas nas batidas ou em um e outro aspecto. mas que na prática é uma coisa só, o mesmo prato vendido com nomes diferentes.

Espero que tenham entendido essa comparação e compreendido que vivemos em tempos em que a diversidade cultural existe só na teoria e que na prática a monotonia musical continua cada vez mais forte, para o prejuizo de todo o acervo cultural de nosso país.

Lobo Medroso, Alba prestes a virar solteira e o que vier

LOBO MEDROSO - Após garantir que iria sair do país se Dilma fosse eleita, o cantor e neo-reaça Lobão decidiu ficar em favor dos fãs e anunciou que não quer a volta da ditadura. Quem conhece o passado do cantor, sabe porque ele desistiu da ideia de devolver o poder aos milicos.

JESSICA ALBA PERTO DA SOLTEIRICE? - Fontes seguras garantem que a cobiçadíssima atriz, uma das mulheres mais lindas do mundo e seu douchebag com nome de dinheiro, só vivem brigando. É que o Senhor Dinheiro não está gostando nada da independência profissional de Alba, o que está irritando muito o agente e produtor cinematográfico casado há anos com a atriz, uma das mais desejadas do show-business. Algumas fontes garantem que apesar da briga, o casal não irá se separar, mas ao ver o andar da carruagem, poderemos ter nova solteira deliciosa soltinha por aí.

ROTULA DO ABACAXI IRRECONHECÍVEL - A chamada Rótula do Abacaxi, cruzamento importante de Salvador, capital baiana, que liga o bairro do Cabula ao centro, à BR e ao Iguatemi, está completamente irreconhecível. Fiz uma viagem rápida para lá e notei que abriram muitas vias e viadutos na tal rótula, para servir a um novo shopping inaugurado na área. Que conhece Salvador e ficou muito tempo longe, vai estranhar.

PADRONIZAÇÃO DE SALVADOR SEGUE CRITÉRIO DE EMPRESAS - Foi apresentado o ônibus  com a pintura do novo sistema de ônibus de Salvador, chamado Integra. Apesar de não mostrar a identificação de empresas em sua pintura, foi respeitado o critério de empresas na distribuição dos consórcios, sendo cada um formado por grupos empresariais. Ou seja, empresas de mesmo dono em cada consórcio. Legal, é como se tivesse três JCA (1001, Cometa, Catarinense, etc.) rodando na capital baiana.

MALTA É REALMENTE MUITO RUIM - Tive a infelicidade de ouvir o álbum de estreia da banda Malta, tida como "nova revelação do rock brasileiro". Caramba, é muito ruim! Imagine uma banda sem melodia, que toca guitarras pesadas colocadas aleatoriamente, com letrinhas de amor que pareciam ter sido escritas pelo Fabio Jr? Bola fora.

POUPANÇUDO DA PETROBRÁS - Um diretor da Petrobrás, envolvido em corrupção, precisa urgentemente usar o dinheiro que ganhou para fazer uma plástica. Ele tem grave deformidade facial e detesto ter que olhar para ele, pois tenho pavor de deformidades faciais, razão principal de meus pesadelos de infância. Ele está sendo motivo de chacota - há quem o chame de Quasimodo, que teve o mesmo tipo de deformidade - e chamado de "poupançudo da Petrobrás". Para quem não sabe, os poupançudos são monstros deformados que alegram os comerciais infantis da Caixa econômica. Será que a Petrobras quis ter o seu poupançudo?

RENOVAÇÃO RÁPIDA NA BAIXADA FLUMINENSE - Muitos modelos de carrocerias de ônibus mal foram lançados e já estão rodando normalmente em várias cidades da Baixada Fluminense. Sinal de que felizmente, a  tradição de intensa renovação de frota na região mais pobre do Rio de Janeiro, foi mantida. Muitos tem ar condicionado e todos vem com poltronas urbanas confortáveis, em uma região onde o vandalismo é alto e há muita queima de ônibus. Lição para os secretários de transporte de Salvador, que inventaram a esfarrapada desculpa de "vandalismo" para não colocar ar condicionado e poltronas nos ônibus de lá.

FÃS SUSPEITAM DE HOMOSSEXUALIDADE DE JOVEM ATRIZ - Uma jovem atriz, próxima a alcançar a maturidade legal, está despertando suspeitas sobre suposta homossexualidade ao ser vista constantemente com insinuações com outras atrizes além de ter estado bem carinhosa com uma outra jovem atriz de um seriado. A tal jovem atriz ainda não falou nada sobre o assunto, mas coleciona motivos que fazem suspeitar de que gosta de meninas. É aguardar para ver se a atriz confirma ou desmente.

sábado, 22 de novembro de 2014

A praga das dublagens

Numa época em que tudo era para se evoluir, acontece o contrário, tudo regride. Na cultura e no lazer estamos vivendo um inacreditável retrocesso que só decepciona em quem esperava alguma evolução mental do ser humano.

Uma das coisas que caracterizam essa mediocridade que se tornou epidêmica na sociedade atual, sobretudo na brasileira, é a praga de obras dubladas, atribuída ao crescimento econômico - mas não intelectual - da classe tida como "média"*

A praga já virou hegemônica nas TVs por assinatura, que há um bom tempo está priorizando uma programação mais popularesca, se transformando numa extensão paga da TV aberta. E em muitas emissoras pagas, a programação dublada se monopolizou, fazendo com que os fãs de artistas desconheçam completamente a voz original deles, se contentando com vozes de outras pessoas. Nada contra dubladores, mas deveriam pelo menos deixar alguma opção para quem quer ouvir a voz do ator, não a de um mero cidadão que a gente nem conhece a cara.

E a epidêmica dublagem já chegou aos cinemas, antes redutos exclusivos de obras legendadas. Somente filmes infantis eram dublados (e porque não legendá-los também, pois as crianças de hoje já sabem ler desde cedo - só faltando aprender a pensar - ?). Mas agora até filmes para adultos são exclusivamente dublados em várias salas. Dinheiro jogado fora.

Exigência de conhecimento do segundo idioma, somente para o mercado de trabalho, já no lazer...

O que aumenta ainda mais a minha revolta é uma contradição que noto neste sistema. Brasileiros adoram contradições, é verdade, mas quem defende contradição é inimigo da lógica e do bom senso e não tem o discernimento entre suas qualidades.

Será que ninguém ainda perguntou porque no lazer há uma grande preocupação em poupar o cidadão de tentar entender inglês se no mercado de trabalho acontece o contrário. Até em empregos em que não há contato com estrangeiros, em muitos casos, o conhecimento do idioma inglês é exigido. Provavelmente o mercado entende que quem fala "How are you" para um caipira analfabeto de Cabrobó do Pirijipe, trabalha melhor.

Se exigem tanto o inglês para o emprego, porque a mesmíssima sociedade libera o conhecimento de inglês no lazer? Porque não estimulam a verificação de muitas mentiras ditas pela mídia brasileira, em sites estrangeiros. O conhecimento de inglês, também no lazer, pode ser uma poderosa arma de defesa. Aí perceberíamos que o "estrondoso sucesso internacional" do Michel Teló, por exemplo, não passa de papo furado de uma dúzia de brasileiros que mora fora do Brasil, já que quase não há menção a isso na maioria dos sites estrangeiros.

Soa hipócrita essa contradição de ter que dispensar a exigência do segundo idioma no lazer ao mesmo tempo que exige no mercado de trabalho. Os patrões ainda não entenderam que uma pessoa já habituada a usar o inglês em seu cotidiano, tem a melhor capacidade de usá-lo também no trabalho?

Acho melhor essa praga de filmes, seriados e documentários dublado se limitar a um modismo passageiro, sumindo o mais cedo possível. Para garantir o emprego de dubladores, poderia limitar a dublagem a opção para DVDs ou para emissoras de TV que tenham um público menos exigente.

Temos o direito de ouvirmos o som original das obras, pois foi com esse original que elas foram criadas.

Imaginem se na música acontecesse a mesma coisa? Com Ivete Sangalo fazendo todas as vozes da Madonna no seu mais recente álbum. Como ficaria Girls Gone Wild? "Garotas se tornam piriguetes"? Patético.
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*NOTA: Legal, pelo jeito eu subi de classe, passando a integrar a classe "B", já que a classe "C" mencionada pelos meios de comunicação tem características típicas de povão semi-analfabeto, que apesar de ganhar acesso a bens de consumo, ainda não possuem a verdadeira qualidade de vida e ainda continuam tão burros feitos umas antas, ainda preguiçosos na hora de correrem atrás de verdadeiras informações do que acontecem ao seu redor, mantendo a confiança cega naquilo que é lançado pela mercenária e mentirosa mídia oficial. Com absoluta certeza, eu não faço parte dessa acéfala classe "C" que tanto dizem por aí.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Vida de loser

OBS: Essa eu encontrei no Orkut. Um cara postou detalhes de sua vida numa comunidade do Orkut. Vou omitir a identidade em respeito ao cara, mas vou colocar aqui porque parece uma crônica. Os dados que possam identificá-lo foram alterados por mim. Daria para um filme de tão hilária que é. Vejam se ele não é o típico "loser"?

Olhem a Minha Vida

Por autor não identificado - Extraído do Orkut

Alguém aqui estuda em biblioteca? Moro com minha avó, hiper ultra controladora, chata pra caralho, 85 anos sem ter contribuído em nada pra humanidade e estúpida até a alma. Vim morar com ela pq minha namorada me mandou pra casa do KCT depois que desligaram a luz por falta de pagamento e ficamos no escuro (isso tem 4 dias). Minha mãe tem problemas mentais e apesar de ela morar num lugar bacana, morar com ela é assinar a sentença de morte ou de suicídio. Meu pai mora com uma imbecil que só pensa em limpar pó e dobrar cueca em forma de rocambole e espiã da privacidade alheia também e só fala merda e acha que tá certa. Eu morava com minha namorada e seu filho marmanjo de 18 ânus e que se acha homem, sua mãezinha é vendedora de loja e ganha mal e não contribui com os gastos do lar.

Até Janeiro eu trabalhava com meu pai esquisito (empresário razoavelmente bem sucedido do ramo de engenharia que em alguns anos trabalhando com ele nunca assinou a minha carteira e tratava seus peôes muito melhor do que a mim, me dava uma gorjeta de R$ 500,00 por mês onde batia uma crise existencial forte em mim quando eu contava as poucas cédulas. Meu trabalho era ir a rua, carregar tralhas no meu carro que ele me deu qd eu já tinha 26 anos (hoje tenho 31) e com objetivo de carregar os tubos e conexões dele, tanto é que ele me deu uma pick up. Sei que to parecendo uma bicha chorona mas tá batendo um desespero, uma vontade de viver, de ser feliz.

Decidi estudar pra concurso em Dezembro de 2009, fiz o da Petrobrás, não passei, fiz esse agora e to mais pra lá do que pra cá. Peguei o programa da UFF e BB, mas aqui com minha avó a condição pra se concentrar é zero. A velha é chata demais, privacidade -100. Punheta... Não toco mais pq a porta do banheiro não fecha por causa do tapete ela não admite portas fechadas em seu castelo. Agora mesmo tava em pé atrás de mim perguntando o que eu estava escrevendo e tive que minimizar a tela. Quem aguenta isso? Se eu tomar chumbinho vou morrer rapido ou é uma morte lenta... kkk brincadeira...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Vespa parasita imobiliza besouro para obter proteção

Uma espécie de vespa, a Dinocampus coccinellae, parasita um inseto para obter proteção para o filhote que vai nascer. A tal vespa injeta uma larva no interior do corpo de um besouro do tipo joaninha, que permanecerá no interior desse inseto, se alimentando dos tecidos deste.

Enquanto está com a larva dentro do abdômen e atá a fase de casulo, a joaninha é parcialmente paralisada e se comporta como uma espécie de "guarda-costas zumbi", sem autonomia de comportamento, estando, a partir da saída da larva e a conversão desta em casulo, completamente sob controle da larva que, através de um veneno, cria espasmos no inseto para que este espante os predadores com esta atitude.

Para sustentar o hospedeiro, a vespa tem que produzir menos ovos. Mesmo assim, a joaninha é completamente submetida ao parasita que obriga o inseto a ficar agarrado ao casulo, se contorcendo em intervalos periódicos.

E isso deve ser bem ruim para a joaninha, pois, segundo as pesquisas apenas 1 entre quatro joaninhas se recuperaram após a traumática experiência parasitária.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Falha de segurança no Skype permite "sequestrar" conta

OBS: Está cada vez mais comum programas virem com erros, alguns deles de alta gravidade. Com o preço caríssimo que cobram por muitos programas, todo cuidado ainda é muito pouco.

Em tempo: Será que terei que instalar o Skype (recém adquirido pela Microsoft) para conversar no MSN? isso não vai deixar ainda mais lento o já lerdérrimo computador que eu tenho?

Falha de segurança no Skype permite sequestrar conta

Tecnologia - portal Terra

Hackers russos descobriram uma falha de segurança na ferramente de recuperação de senha do Skype, que permite que qualquer pessoa mal intencionada tenha acesso à sua conta. Com apenas o nome de usuário e o endereço de e-mail do registro, os hackers conseguem acessar a conta e alterar a senha. As informações são do site The Next Web, que testou a falha em diversas contas e avisou à companhia.

Em nota, o Skype afirmou que desativou preventivamente a ferramenta de redefinição de senha até que a vulnerabilidade seja investigada e corrigida. "Pedimos desculpas pelo inconveniente, mas a experiência do usuário e a segurança é a nossa prioridade", diz o texto.

A partir do ano que vem, o Messenger, serviço de mensagens instantâneas da Microsoft, será desativado e integrado ao Skype. A união dos serviços começou a ser implantada há algumas semanas com o lançamento do Skype 6.0, que permite entrar no serviço de comunicação usando dados de acesso de uma conta Microsoft.

Falha de segurança no Skype permite "sequestrar" conta

OBS: Está cada vez mais comum programas virem com erros, alguns deles de alta gravidade. Com o preço caríssimo que cobram por muitos programas, todo cuidado ainda é muito pouco.

Em tempo: Será que terei que instalar o Skype (recém adquirido pela Microsoft) para conversar no MSN? isso não vai deixar ainda mais lento o já lerdérrimo computador que eu tenho?

Falha de segurança no Skype permite sequestrar conta

Tecnologia - portal Terra

Hackers russos descobriram uma falha de segurança na ferramente de recuperação de senha do Skype, que permite que qualquer pessoa mal intencionada tenha acesso à sua conta. Com apenas o nome de usuário e o endereço de e-mail do registro, os hackers conseguem acessar a conta e alterar a senha. As informações são do site The Next Web, que testou a falha em diversas contas e avisou à companhia.

Em nota, o Skype afirmou que desativou preventivamente a ferramenta de redefinição de senha até que a vulnerabilidade seja investigada e corrigida. "Pedimos desculpas pelo inconveniente, mas a experiência do usuário e a segurança é a nossa prioridade", diz o texto.

A partir do ano que vem, o Messenger, serviço de mensagens instantâneas da Microsoft, será desativado e integrado ao Skype. A união dos serviços começou a ser implantada há algumas semanas com o lançamento do Skype 6.0, que permite entrar no serviço de comunicação usando dados de acesso de uma conta Microsoft.

domingo, 16 de novembro de 2014

Quando elas só te querem como amiguinho

Nada mais triste para um homem sensível do que ser tratado apenas como amiguinho pelas melhores gatas que consegue encontrar. Eu sei, é doloroso para mim também, pois me encontro nesta situação, mas é uma realidade triste e que tem muito a ver com as convicções sociais do mundo atual, principalmente numa sociedade modista como a brasileira.

Como eu havia postado antes, caráter e gentileza masculina, por incrível que pareça, nunca são critérios que coloquem os homens em vantagem perante os outros na disputa pela conquista feminina.

Numa sociedade como a brasileira, que ainda não se evoluiu e se encontra numa infindável crise financeira que mantem a mesma numa baixa autoestima, é normal, embora não aceitável, que as mulheres sejam interesseiras, pois ainda se encontram presas ao instintivo costuma puramente animal de escolher os machos pela capacidade de proteção e sustento. Isso é o que - ainda - interessa para elas. Realmente não evoluímos nada diante dos trogloditas. Há muito o que aprender para sermos realmente humanos.

Em sociedades mais desenvolvidas como a do norte europeu, as mulheres já superaram isso. Independentes, já escolhem os homens pela personalidade, pelo que eles podem oferecer de bom no cotidiano. Ao invés de procurarem um protetor/provedor como as brasileiras, procuram um companheiro.

As brasileiras, apesar de independentes financeiramente, ainda escolhem os homens pelo aspecto de proteção e sustento. Até porque além de quererem ser defendidas das possíveis investidas de outros homens, sempre é bom acumular lucros financeiros junto aos que elas já ganham em suas profissões. Afinal, ser dona de casa não traz prestígio social e é esse motivo que faz com que as ainda dependentes mulheres se tornem "independentes".

Com isso, a personalidade do homem se torna um aspecto supérfluo na conquista, a não ser quando está relacionado diretamente a função de protetor/provedor. Mesmo que um cara seja gentil, se a mulher sentir que não se satisfaz como ele nos aspectos de proteção e sustento, ele não chega a ser exatamente descartado pela mulher, mas ganha o prêmio de consolação de ser um mero amiguinho dela. Como se ela realmente valorizasse as qualidades dele, apesar de reconhecer que elas são insuficientes para a função de namorado ou marido, posto que exige a perfeita satisfação do aspecto de proteção e sustento, que a maioria esmagadora das mulheres não consegue abrir mão.

Aliás é muito comum ver homens sem qualidades pessoais que se dão bem na vida afetiva, se casando com as melhores mulheres que encontram pela frente. Muitos caras até tentam entender porque certos caras se dão bem na vida afetiva sem possuírem nenhuma qualidade marcante como seres humanos. A explicação se encontra na satisfação plena dos aspectos de proteção e sustento. Mesmo não sendo um ser humano exemplar, consegue oferecer segurança física e financeira a sua mulher, que não está nem aí se o marido delas é bondoso ou não.

É uma das aberrações que caracterizam a nossa atrasada sociedade brasileira, que pensa que está na dianteira mundial, quer ser "exemplo" de civilidade para o resto do mundo mesmo não possuindo a verdadeira civilidade. Somos ainda trogloditas que, só por saber fazer plec-plec no computador, nos achamos os mais avançados do mundo. E ainda conquistamos as mulheres como os velhos gorilas dos tempos das cavernas! Até quando isso vai parar?

Não sabemos. Ainda continuaremos aguentando por muitos anos, ver belas e doces donzelas trocando os futuristas cavalheiros por um bando de trogloditas engravatados que pensam que ser gentil é obedecer rigorosamente regras de etiqueta, que nunca substituem a personalidade firme e subestimada de quem realmente consegue entender a alma feminina, apesar de serem desprezados com constância.

Com isso tudo, quem perde são as mulheres, que não cansam de reclamar que nunca estão sendo compreendidas pelos maridos. A razão do problema só pode estar dentro delas mesmas, que nunca sabem escolher marido. Dedo podre contamina.

sábado, 15 de novembro de 2014

Fãs não se incomodam em ver um velho de 70 anos interpretando Indiana Jones


Está dando o maior chabu a declaração da Disney/Lucasfilms de substituir o setentão Harrison Ford pelo trintão Bradley Cooper no papel de Indiana Jones. Se muita gente não gostou, nós adoramos.

Primeiro por que Cooper é bom ator, é simpático aos nerds (embora tenha perfil físico forte e viril que não o define como tal) e tem o perfil exato para ser um ator especializado em filmes de aventura (não confundir com filmes de ação - Cooper parece bom moço demais para filmes do tipo "Rambo").

Segundo, porque Harrison Ford está velho demais para o papel. Num mundo machista em que vivemos, todo mundo reclama quando uma mulher acima dos 50 (20 a menos que Ford, bom lembrar) faz papel de mocinha, mas ninguém estranha ao ver um homem idoso fazer papel de garotão. Harrison Ford fazendo Indiana Jones pode muito bem, mas a Jane Fonda de hoje fazendo Barbarella, nem pensar! Não é, machistas?

A gente aqui apóia a escolha de Bradley Cooper. Deixe Ford para papeis mais adequados a sua idade (como o instrutor de Ender's Game, estava perfeito - um papel que exige alguém veterano) e aguardemos como ficará a aventura do arqueólogo mais famoso do mundo.

Mas somente o machismo para explicar porque quase todo mundo gosta de ver velho bancando um garotão quando uma mulher na meia idade não pode interpretar uma mocinha.

Pra quê tanto feriado?

Brasileiro é um povo interessante. Adora feriado e quer ainda mais, ao invés de reduzir a carga horária daquilo que eles chamam de trabalho (que na verdade é emprego - trabalho é qualquer atividade que produza algo), onde passam a maior parte da semana se dedicando a satisfazer chefe e clientela. O ideal que trabalhemos em nossos empregos apenas um turno por dia, com outra pessoa completando o mesmo serviço em outro turno.

Mas como brasileiro detesta lutar pelos seus direitos, sendo ao mesmo tempo um povo submisso, medroso e preguiçoso, aceitam de bom grado a carga excessiva que lhe impõem e preferem escolher que alguns dias fiquem o dia inteiro sem fazer nada de importante (se ao menos se dedicassem os feriados a algo que lhes pudesse desenvolver suas qualidades até seria bom, mas nem isso). Esses dias onde o cidadão se dedica para fazer porra nenhuma se chama "feriados".

E brasileiro adora feriado. Povo infantil, que se recusa a melhorar seu intelecto (embora adore ser chamado de "inteligente": elogios falsos são o "ouro de tolo" dos brasileiros), quer brincar e muito. Mesmo que sejam brincadeiras de adulto. Tudo bem que ninguém pode ser sério sempre, mas para não ser sério precisa ser idiota?

Everything is silent and grey

Eu detesto domingos e feriados. Aliás detesto qualquer coisa que lembre o vazio, o nada. Tenho mais medo do nada do que da morte. Em casa sempre procuro preencher as coisas, evitando qualquer vácuo. E o feriado é o "Dia do Vazio". Ruas vazias, comércio fechado, serviços parados e nada, absolutamente nada para se fazer. É um dia bom para quem quer passar dormindo. E é um dia muito triste pelo tédio e pela solidão tradicionais em feriados, domingos e dias parecidos.

Por isso mesmo o pior dia da semana para mim é o domingo. O que é um domingo senão um feriado obrigatório que temos que encarar a cada semana?

Feriados são bons para quem tem uma vida social intensa, pois os amigos  - incluído uma bela mulher que algum sortudo tenha o direito - fazem o pepel de "brinquedo", oferecendo emoções baratas (cheap thrills) o preguiçoso cidadão, que prefere pausas esparsas do que lutar para trabalhar menos todos os dias.

O ruim dos feriados é que você tem tempo livre para fazer algo importante, mas não pode porque está tudo fechado. Não posso ir a uma biblioteca* ler um bom livro, porque ela não funciona. Não posso comprar o que eu quero por que a loja que tem este produto está fechada. 

Os feriados e domingos são na verdade os dias que escolhi para atualizar blogues, pois nem para ler notícias na internet dá, pois boa parte dos sites diminui drasticamente suas postagens nesses dias. Como nada tenho mais a fazer, estou a escrever estas coisas que vocês muitas vezes se recusam a ler, já que os brasileiros só gostam de ideias estabelecidas, que sejam defendidas ou por uma maioria, ou por pessoas de prestígio, não de um Zé Ninguém como eu. E cultuar feriados como algo salutar, é uma dessas ideias estabelecidas.

Vou levando essa vida assim, pois não tenho o poder de mudar as coisas, embora tenha o discernimento que os poderosos e seus seguidores não tem e não querem ter. Enquanto utilizamos nosso tempo livre para bobagens, continuamos cada vez mais submissos aos "líderes" que nos escravizam para as suas vontades particulares, pois eles lucram e muito com a nossa inércia e o nosso fascínio pelo fútil e inútil.

De qualquer forma um bom feriado a todos. E que aprendam  a utilizá-lo de forma mais produtiva possível.

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* NOTA: Brasileiro odeia livros. E a mídia e as autoridades se aproveitam desta característica para estimularem ainda mais isso, sabendo que povo burro é mais submisso. A prática mostra que está tática está sendo bem sucedida. Livros caros, bibliotecas e livrarias que além de serem escassas em cada cidade - interessante, em cada cidade há poucas livrarias e bibliotecas, mas muitas igrejas e muitos bares - que só funcionam quando todos estão trabalhando, entre outras medidas, servem para afastar cada vez mais o povo de uma leitura saudável que possa lhes abrir a mente. E com isso tudo fica como está, estagnando nosso desenvolvimento e mantendo as injustiças e os problemas intactos que vão sendo passados como se fossem uma bomba prestes a explodir.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Liberdade, mas com o rigor das Regras Sociais

Tanto a Letícia Sabatella quanto seus defensores falaram bastante em liberdade quando argumentaram a defesa da embriaguez da bela atriz. Mas se esqueceram que esta bebedeira nada tem a ver com liberdade. É na verdade outro tipo de escravidão: uma escrevidão alegre, festiva e aparentemente voluntária: a escravidão das regras sociais.

O povo brasileiro é muito rígido em relação às regras sociais. Por valorizar excessivamente a vida em grupo, cria um conjunto de exigências e conduta que obrigam a pessoa a se comportar de maneira "adequada" diante de muitas pessoas. O consumo de álcool faz parte dessas regras, liberado apenas para religiosos e para portadores de problemas de saúde. Fora essas situações, o consumo é praticamente obrigatório. E quem recusar, caso não esteja nas exceções citadas, é solenemente humilhado ou tem que carregar rótulos desagradáveis.

Interessante que todos falem em liberdade e uma sociedade que não é livre, como a brasileira. Somos obrigados a tudo. Nossos gostos, nossas opiniões, nossas convicções são todas condicionadas. Há a obrigação de gostar de futebol e ter uma religião (recusar esses dois é falta quase ofensiva e punida com rótulos pejorativos e exclusão do grupo). A mídia, reguladora das regras sociais, nos direciona até mesmo ao que vamos comprar e ao que vamos fazer em nosso cotidiano.

Não, não somos livres. Pensamos que somos livres. Mas como vivemos para agradar aos outros, abrimos mão da liberdade verdadeira e a trocamos pela "liberdade" de obedecermos a vontade alheia, seja de nosso grupo social, seja da mídia televisiva.

E vocês acham que no caso, Sabatella foi livre? Não, nem ela foi livre. A própria justificativa dada por ela sobre seu ato equivocado, deixa subentendida uma falta de liberdade. Ela agiu para parecer "gente como a gente". Ela preferiu agir como o que ela achava que a plebe agia. Ela não queria ser a Sabatella e sim a "gantalha" a quem ela pensava agradar. 

Os alucinados aplaudiram. Até porque ela estava cumprindo uma regra social, de encher a cara em uma festa. Sobreviver a uma embriaguez é ato de "heroísmo" para grande parta da população, segundo relatos que tive a infelicidade de ouvir pessoalmente. Mais regra social. Somos livres?

Que liberdade é essa que tenho que agir como a maioria, para me sentir incluído socialmente? Que liberdade é essa que se eu fizer algo por decisão própria, sou humilhado, desprezado, recebo rótulos pejorativos e no fim, sou excluído da sociedade, sem direito a benefícios sociais? Somos livres?

É uma liberdade estranha. A "liberdade" de não ser livre. A "liberdade" de obedecer aos outros, de seguir "tradições" de se comportar de maneira "adequada", mesmo que seja errada. "Liberdade" de perder o controle da mente, de cair no chão, passar vergonha e justificar isso de forma arrogante e antipática, só porque um representante da elite agiu dessa forma. Somos livres?

Não, não somos livres. Pelo jeito, o único tipo de liberdade que temos é a de nos libertarmos do bom senso, da coerência, da lógica. Brasileiros são famosos por serem contraditórios. Aqui na Terra Brasilis, as coisas são e não são ao mesmo tempo. 

Algo que normalmente incrimina bandidos durante julgamentos está virando nosso maior direito: o direito à contradição. O direito de sermos corretos, errando. De sermos inteligentes, defendendo asneiras. De sermos bondosos, prejudicando os outros. De sermos livres, presos a regras que não ajudam a melhorar nada.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Rainha errou? Vamos aplaudir!!!!

Hoje, não damos bola às ideias, a não ser que sejam lançadas por alguém com fama e prestígio. Uma ideia só ganha aceitação se for defendida por "aquele fulano" que todos respeitam e admiram. Mesmo que esta ideia seja a asneira mais imbecil.

As ideias e fatos passam a não ter mais valor por causa de sua coerência, mas pela autoria. Se um Zé Ninguém for mais coerente que um desses grandões da mídia, o que vai valer não será a ideia coerente, mas o que o grandão defender. E com a influência que tem, a asneira defendida pelo grandão, se consagra e se transforma em acerto, se convertendo rapidamente em regra social aceita e seguida por uma gigantesca parcela da sociedade.

E foi exatamente isso que aconteceu com Letícia Sabatella, atriz consagrada, considerada por muitos a mulher mais linda do Brasil (eu discordo pois para mim Isabelle Drummond é a brasileira mais linda, mas, opinião é opinião) e ativista política e social, que foi pega embriagada em uma festa. Até aí nada anormal, até que os comentários dela e de seus simpatizantes enxergassem nesse episódio mais um ato de "ativismo social" da agora polêmica atriz.

Mas porque quase todos se deram de defender um ato tão repugnante como ficar embriagado? Primeiro: seus defensores são ratos de festas, frequentadores assíduos de bebedeiras cada vez mais irresponsáveis. Segundo: quem se embriagou não foi uma Zé Ninguém ou uma celebridade detestada: foi a "deusa" Letícia Sabatella, ativista de todos!

O prestígio de uma mulher considerada inteligente, culta e de bom gosto (embora ela tenha dito meses antes que adorava "funk" carioca, num prenúncio de sua decadência intelectual) favoreceu com que um ato como esse, normalmente reprovável, fosse aplaudido com empolgação por boa parte da sociedade. 

A "Rainha" desceu do trono e foi "bebericar com a ralé". Pelo jeito, para Sabatella e seus simpatizantes, a "ralé" (gente como eu e você" só vive enchendo a cara, como se fosse a única coisa que é capaz de fazer quem não pertence a admirada nobreza da qual pertence a bela atriz.

Mal sabe a atriz metida a ativista que o povo não vive embriagado o tempo todo. Só alguns realmente o fazem, e por erro. E que isso é muito mais comum na sua nobreza, cara Rainha, e por isso mesmo gente nobre como você, aplaudiu sua atitude de perder o controle de sua própria mente, eliminando de vez o bom senso, o auto-respeito e a simpatia, esta última a qualidade com que você foi consagrada antes desse episódio.

Por ser integrante da nobreza tirando um sarro da "gente como a gente", como se a plebe fosse formada por um bando de alcoólatras, a atitude de Sabatella foi "louvável". Lula (oriundo da "gente como a gente", foi muito criticado por beber de vez em quando (ele não é alcoólatra e não há relatos de embriaguez por parte do ex-presidente), mas Aécio, representante da mesma nobreza real que pertence Sabatella, foi filmado embriagado e não resultou em repercussão. Parece que para a nobreza, o ato que ela atribui a "ralé" é muito mais comum dentro dos mais ostentosos castelos e mansões, pátrias das orgias de sexo, bebidas e drogas.

Mas a elite é sempre respeitável. Ninguém imagina aquele sisudo empresário "responsável" dando um dinheiro a um moleque adolescente para enfiar seu órgão genital no traseiro do jovem rapaz. Ninguém imagina o elenco de uma novela trancafiado em uma mansão em uma orgia digna do mais chulo filme pornográfico. Ninguém imagina aquela galã elegante cheirando um pó branco para elevar a baixa auto estima. Isso tudo acontece, mas todos fingem ser absurdo. Aos olhos de todos, a nobre elite parece sempre correta e feliz.

Tão correta, que mesmo errando, graças ao seu prestígio inabalável, tem o poder de transformar qualquer atrocidade em atitude respeitável e por consequência, regra social. Muitos de nossos costumes errados originam de atitudes consagradas por pessoas famosas e prestigiadas. Se alguém da nobreza erra, está correto. Vamos todos imitar o que os nobres fazem, seja certo ou seja errado.

Citei essas coisas meio fortes para provar que o que Sabatella fez é muito normal na elite. Não, ela não foi "gente como a gente". Ela agiu igualzinho a gentalha que fica trancafiada em sua caríssimas mansões de luxo ou de solitários castelos, desesperada pela falta de privacidade e pelo desejo mórbido de querer ser melhor que os outros. 

A nobreza sabe muito bem perder a classe na hora que bem entende. E os seus súditos adoram.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Homens, parabéns pelas mulheres que vocês conquistaram!

Homens do mundo, principalmente os brasileiros! Quero lhes dar os parabéns! Parabéns pelo bom gosto na hora de escolher suas mulheres e por conseguir a tão rara e valiosa oportunidade de conquistá-las. Meus parabéns!

Minhas congratulações por representarem a masculinidade como um todo na conquista de tão honrado objetivo! Homens felizes que galgam essa grande responsabilidade que nem todos estão fadados a ter.

Vocês são a "nata" da sociedade masculina, ao se tornarem os grandes escolhidos de belas mulheres de personalidade honrada, obtendo um privilégio invejado por todos e que os fazem melhores que a maioria dos seus congêneres. Representantes da felicidade masculina não alcançada por muitos!

Meus parabéns pelo bom gosto de escolher para si as melhores mulheres, simultaneamente em aparência e personalidade. Parabéns por saber escolher o melhor para si, como troféus conquistados pela bravura e pela luta masculina!

Parabéns por terem conseguido ultrapassar a grande maioria de homens na aquisição deste privilégio! Não é nada fácil conquistar uma mulher hoje em dia, em tempos de desamor e desconfiança. Os conquistadores são sempre os legítimos heróis!

Homens felizes, regojizai-vos pelo grande privilégio que possuem! Se uniram com o que havia de melhor na feminidade! Grandes guerreiros, usufruam com destreza este exclusivo benefício!

Parabéns mesmo por deixarem tristes um monte de "perdedores" que tem que se contentar com mulheres medíocres ou com a solidão, esta a grande amiga desses homens privados do tal privilégio. 

Pelo menos a solidão não faz filho, não vai a noitada e nem torra cartão de crédito.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O excesso de mulheres comprometidas

No Brasil, existe um mito, raramente contestado, que diz que a maioria das mulheres são solitárias e correspondem as melhores que existem. Que os homens podem escolher à vontade e que elas são fáceis de conquistar. Isso é tão verdadeiro quanto Papai Noel ou coelhinho da páscoa.

Na verdade, a maioria das mulheres são comprometidas. E para piorar as coisas, são justamente as melhores, mais bonitas, mais cultas, femininas, refinadas, que estão comprometidas. No mínimo namorando firme. E estão comprometidas geralmente com machos com a sensibilidade de uma rocha, a ternura de um gorila e o altruísmo de um ladrão, além da maturidade de um bebê de 2 anos de vida. Esses tipos se adaptam melhor às (equivocadas) exigências sociais do que deve ser um macho, exigências cobradas pelas mulheres para o início de um relacionamento. Pelo perfil da maioria dos maridos, dá para confirmar esta tese.

E as mulheres que sobram? Bom, não é assunto para este tópico. Me limito a falar que os homens solitários perdem o direito de escolherem suas companheiras. Tem que se contentar com o que aparece. Quem chega primeiro, leva as melhores, merecendo ou (principalmente) não merecendo. Quem sobra fica de mãos abanando.

Como as regras de conquista são injustas e confusas, quem não tem capacidade de segui-las ou concorda com elas (estou no segundo caso), está condenado a solidão perpétua, já que ninguém está disposto a abrir mão dessas regras, já que essas mesmas regras é que separam os "capazes" dos "incapazes" (conceito considerado lindo e "justo" num mundo competitivo como o nosso). Only the strong survive, é o que dizem.

Mas como os melhores conquistadores dão piores maridos (eles só querem conquistar mais e mais: quando uma"ovelha" é "morta", largam a primeira e partem para "matar" outra), casamentos infelizes acabam sendo o resultado da utilização de regras tão equivocadas, injustas e pré-históricas, já que os critérios e táticas de conquistas exigidos pelas mulheres são os mesmos de zilhões de anos atrás. Algo tem que mudar.

O interessante é que os prejudicados por essas regras são homens, como eu, que dariam ótimos maridos, pois são inteligentes, bem-humorados, gentis, fiéis, companheiros. Nunca ouvi falar de brutamontes reclamando de falta de mulher. Mulheres acham que os brutamontes dão ótimos maridos e que só precisa moldar para ficarem melhores. Aí, não conseguem moldar essas criaturas teimosas e a infelicidade se instala definitivamente no casamento. Ô, mulheres burras...

Enquanto isso, homens legais como eu ficam sozinhos, chorando pelos cantos, sem saber como arrumar uma companheira, pois não se adéqua a nenhuma das exigências de aparência/comportamento/situação financeira impostas pelas mulheres nessa burocracia afetiva injusta que só beneficia os cafajestes truculentos que não amam nem a si próprios, que dirá uma esposa.

E nessa injustiça afetiva, todos vivem infelizes para sempre, os solitários, as mulheres e seus maridos. Se as regras não mudarem, com certeza a situação nunca mudará.

O que significa "Lucky Bastard"

Vários tablóides estrangeiros em sua versão para a internet já usaram esta expressão "Lucky Bastard". Sabem o que significa?

Bom, a expressão, semanticamente traduzida fica "cafajeste sortudo" (bastard é pouco usado com o significado de "bastardo" - é mais comum ver a expressão associada á idéia de cafajeste).

Esta expressão é utilizada para se referir a homens sortudos que se casam com os objetos das paixões de terceiros e que se casam com essas  mulheres não porque elas são o ideal para eles, mas porque houve oportunidade para o casório . Normalmente são esses terceiros que utilizam o termo.

No Brasil existem muitos tipinhos desses. caras que se casam com as melhores mulheres do mundo, mas para eles, elas não passam de garotas bonitinhas. isso faz com que eles arrumem "outras paixões" pelo caminho, como mulheres vulgares, emprego e futebol (como os bastards flamenguistas devem estar chorando pela saída de sua "musa maior", a Imperatriz Adriano...).

Enquanto isso os caras legais, que gostam e entendem de mulher, ao verem suas paixões, que parecem ter sido feitas sob medida para esses caras legais, casadas com esses pilantras sortudos, têm que escolher entre a solidão ou mulheres de beleza e caráter medíocres. Para fazer o mesmo que os bastards fazem com as deusas: traí-las. Só que com computadores, livros e animais de estimação.

Esses lucky bastards são piores que cupins: você não sabe de onde saíram e quando você vê, lá estão eles aos montes, silenciosamente "roendo" os nossos sonhos.

Preciso urgentemente comprar um cãozinho para me fazer companhia...

sábado, 1 de novembro de 2014

Homens com perfis convencionais conquistam mulheres com maior facilidade

Mulheres vivem dizendo que gostam que homens as surpreendam durante as conquistas. Bem, surpreender não é o caso. Na verdade, há uma má interpretação em relação a isso.

Na verdade, as mulheres quando dizem isso, querem dizer que querem um homem que satisfaça os anseios de conquista delas, fazendo algo que muitos não fazem. Mas é algo desejado, algo que elas desejam e sonhem, alguma atitude que a maioria não faça. Algo desejado, imaginado, é bom destacar. Como um homem dar flores a uma mulher numa situação que nenhum outro a faça. É algo desejado e imaginado, mesmo que pareça "surpresa" na ocasião.

Porque falo sobre isso? Porque noto que homens com gostos, hábitos e ideias que diferem daquilo que a mulher espera de um homem, mesmo que sejam agradáveis, não são bem aceitos pelas mulheres. Além disso, é fácil perceber que a maioria dos homens que se dão bem na vida afetiva, podem até "surpreender" durante o processo de conquista, mas no cotidiano, são iguais à maioria. Como se fossem robôs programados pelo sistema, através da mídia e das regras sociais.

Homens sem ideias renovadoras, que não tenham um bom gosto musical, que adorem futebol, bebam cerveja, sejam infiéis, que passem os finais de semana com as bundas grudada nos sofás diante de uma modorrenta televisão com uma programação bem ruim, é o tipo esperado pelas mulheres. Ah, que tenham estabilidade nos empregos, bom dizer isso. Homens com este perfil nunca ficam sozinhos, a não ser que sejam extremamente tímidos ou autistas (loucos não, pois até malucos, capazes de berrar durante a madrugada, acordando a vizinhança, conseguem conquistá-las).

Algo que segue um padrão esperado sempre dá uma sensação de segurança, mesmo falsa às pessoas. E é por isso que os convencionais se tornam mais confiáveis para a sociedade, por agir de modo esperado pelas pessoas.

Agora, se você demonstra algo que não é esperado pelas mulheres, aí "fedeu". Um cara que, por exemplo, não curta futebol (algo que as mulheres esperam de um homem é a adoração deste pela famosa modalidade esportiva), é tratado como um estranho, um alienígena. Para as mulheres, não se sabe o que esperar de um homem deste tipo, mesmo que ele não ofereça perigo para ninguém. O mesmo para quem detesta alcool (algo compreensível apenas para religiosos e pessoas com problema de saúde), é fiel ou recuse algum estereótipo masculino. Elas sempre vão preferir o estereotipado.

E porque preferir o estereotipado? Porque é mais "seguro", dá para prever a consequência de seus atos. É melhor levar chifrada de alguém que adore futebol do que ter um marido fiel que deteste o famoso esporte, pois não se sabe do que um anti-boleiro é capaz de fazer, do contrário do caso estereotipado, onde se conhece prefeitamente o comportamento, mesmo danoso.

Venho notado um certo desprezo pelas mulheres em redes sociais pelo fato de eu fugir completamente do estereotipo de "macho", imposto pelas tradições sociais. Parece que elas enxergam num homem diferente um extraterrestre, ou um gay, ou alguém que soe ameaçador (normalmente psicopatas costumam fugir de estereótipos sociais para "pegar suas presas". Mas não vou pagar pelo erro de uns doidos que só vivem para prejudicar os outros), pois estranhos são tidos como "débeis mentais", num mundo em que ser "normal" é imitar a maioria.

Muitos casamentos que nascem fracassados vão se arrastando por essa preferência por homens convencionais, fazendo com que muitas mulheres se acomodem com os defeitos de seus maridos, pensando se tratar de "atributos da masculinidade". E assim, a sociedade nunca se evoluí, além de manter verdadeiros homens, que serviriam para excelentes maridos, na solidão crônica ou no casamentos igualmente fracassados com mulheres convencionais, submissas a regras sociais, que se negam a evoluir suas personalidades, achando que morreriam solitárias se"tivessem personalidade e ideias próprias).

Mundo doido esse. Ainda não apareceu alguém com poder e capacidade para consertar isto.

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