domingo, 27 de março de 2011

Brasileira com solidão crônica, só em obra de ficção

Muitas obras de ficção colocam mulheres lindas que se encontram encalhadas, numa solidão crônica, alegando dificuldades de encontrar seus parceiros. Bom, obras de ficção.

É confortável para o mundo machista que haja a "fartura" do "objeto" que vai servir de "mercadoria". Como essa arcaica ideologia ainda se mantém forte na crendice popular, mesmo a urbana.

Porque a realidade é completamente oposta, com fartura de oportunidades para as mulheres desencalharem, sem ter que mover um dedo ou falar alguma besteira para conquistar os pretês. Mulheres sempre têm pretendentes e não precisam tomar iniciativa, já que os babacas se sentem na obrigação de puxar - tolos - assuntos.

Claro que de crônico mesmo, elas têm o "dedo podre", já que os melhores conquistadores quase sempre dão em piores maridos. Mas isso, as mulheres nunca aprendem. Mulheres normalmente tem peles macias e cabeças duras.

Solidão crônica mesmo é reservada aos rapazes que têm que enfrentar uma bateria de exigências feitas pelas mulheres nessa injusta burocracia afetiva.

Conheço muitos amigos nessa situação e não são bobocas, não. Batalham e perdem sempre.

Portanto, se a literatura brasileira quiser ser realista, é melhor trocar o gênero sexual do personagem encalhado. Enquanto as mulheres não afrouxarem as exigências e perceberem que marido exemplar não precisa ser rico, forte, alto e extrovertido.

Marido exemplar precisa apenas ter firmeza de caráter, maturidade e responsabilidade, coisas que tenho bem fartas em minha personalidade.

sábado, 26 de março de 2011

Autora de "Mentes Perigosas" fala sobre bullying no "Fantástico" e "Sem Censura"

OBS: Como ex-vitima de Bullying, me interesso pelo assunto e prometo falar mais dele neste blog, já que é uma constante na vida de nerds, legítimos. Aliás, na minha opinião, é o que mais caracteriza alguém como nerd.

Esse livro eu tive a oportunidade de ler e é muito bom. Resume bastante todo o conceito sobre o assunto.

Quando eu era adolescente, ninguém levava a sério o assunto - que eu dava nome de "implicância" - fazendo com que professores e diretores não levassem a sério, argumentando que era uma "brincadeira sadia".

Hoje vou controlando as sequelas disso e vou me superando aos poucos.

Autora de "Mentes Perigosas" fala sobre bullying no "Fantástico" e no "Sem Censura"

Folha de São Paulo - 25/03/2011 - 20h02

Neste domingo (27), Ana Beatriz Barbosa será entrevistada no programa "Fantástico", da Rede Globo, sobre bullying (agressões e abusos cada vez mais frequentes em escolas), tema que também abordará no "Sem Censura" (TV Brasil), na próxima segunda-feira (28).

A médica pós-graduada em psiquiatria é autora de "Mentes Perigosas", "Mentes Inquietas" e "Mentes Insaciáveis", resolveu analisar o bullying nas escolas.

No ano passado, Ana Beatriz lançou "Bullying - Mentes Perigosas na Escola", no qual apresenta uma avaliação séria e profunda sobre esse tipo comum de violência. Segundo a especialista, a prática pode resultar em consequências desastrosas para a autoestima da criança e do adolescente, de repetência e evasão escolar até suicídio e homicídio.

O assunto atrai cada vez mais a atenção da mídia devido principalmente à postagem de vídeos de bullying no YouTube, feitos a partir de telefone celular pelos estudantes.

Neste mês, um jovem australiano virou sensação na internet por causa do vídeo que mostra o garoto gordinho se defendendo de um colega magrelo na escola.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Popularesco reage contra a sua própria decadência

Como sabemos, os ritmos do chamado popularesco (axé, pagode, "sertanejo", "funk", brega e similares), que caracterizam a mediocridade em que se encontra a cultura brasileira, favorecendo muita gente sem vocação artística a se tornar "artista", já que cismaram que ser "artista" é uma necessidade básica como comer, dormir, mijar e cagar, estão entrando em decadência, já que a sua ridicularidade não está convencendo quem tem o senso crítico desenvolvido.

Mas o popularesco deu muito dinheiro a muita gente e continua dando, favorecendo os envolvidos num esquema tão corrupto que faria o congresso todo ficar envergonhado.

Por isso mesmo, os envolvidos já estão mexendo os pauzinhos para que os ritmos de qualidade duvidosa permaneçam eternos, como se fossem a nossa "verdadeira cultura", mantendo a burrice alienada de nossa população e lucrando com ela.

É colocar na MTV, mostrar para Obama, comprar espaço em jornais sérios, receber elogios de Caetano, entre outras medidas necessárias, para dar, na aparência, aos ritmos do poularesco a consistência que ela não possui em sua essência.

Mas mal sabem os defensores do popularesco que entramos em nova fase de evolução no planeta e que somente os portadores de elevada moral e inteligência é que terão espaço na humanidade e que a burrice e a ridicularização serão varridos sem dó.

E não adianta pagar intelectuais de araque para os defender. A lógica e o bom senso sabe que quem é ridículo não foi feito para ser levado a sério.

É bom gente como Ivete Sangalo, Chimbinha, Exaltasamba, Luan Santana, funqueiros e bregas e todos os intérpretes da "música de povão" que se assemelham, arrumarem outros empregos, senão eles vão passar o resto da vida cantando para as paredes.

terça-feira, 22 de março de 2011

Rebecca Black não faz mal a ninguém

Muita gente está perdendo tempo com uma preocupação inútil que não levará a nada. Estas pessoas têm classificado a música Friday, gravada por Rebecca Black - que aliás, é uma gracinha de garota - como a pior música da atualidade. Ouvi a música e vi o clipe e não achei nada demais pelo que se espera de algo comercial feito para as paradas de sucesso.

Já ouvi muitas coisas bem piores do que a tal musiquinha - composta pelos patrões, chefes de Black - e o clipe nem é tão tosco assim. Se lembrarmos que o clipe foi dirigido pela mãe da cantora, até que ficou razoável, dentro daquilo que estamos cansados de ver no YouTube, na MTV e em outros canais de vídeos musicais

Rebecca Black é apenas uma cantora teen. Não possui intenções artísticas, o seu valor cultural é absolutamente nulo e a proposta dela é ir para as paradas de sucesso, ganhar dinheiro e se divertir com isso. Nada mais. Esperar que venha algo melhor de Rebecca Black é que é uma tolice, que aliás está ajudando a garota a ter visibilidade e vender músicas.

Não vejo nenhum dos bregas, axezeiros e funqueiros brasileiros receberem críticas tão pesadas como as que Rebecca recebeu, embora merecessem. O popularesco (axé, pagode, "funk", "sertanejo" , brega e similares) possui em seu acervo, coisas muito piores que a música Friday. A letra de Friday, nada tem de ridícula, senso apenas bobinha, redundante, óbvia (algo que já é esperado de alguém como Rebecca Black). Ou alguém ainda tem a coragem de dizer que uma música para retardados como o Tchubirabiron - que é levada a sério na Bahia - é melhor que a cançãozinha cantada por Rebecca?

Vamos parar de perder tempo descendo o cacete na pobre coitada. Ela não tem obrigação nenhuma de fazer uma obra-prima. Se pararmos de levar a sério os Jacksons, Biebers, Gagas, Shakiras, Britneys e o escambau - que não fazem nada diferente da Rebecca Black - talvez a música em geral volte a melhorar.

Rebecca Black não vai mudar a música mundial. Ela só quer se divertir com isso.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Maldição!



Não deu para evitar...

O excesso de homens e as exigências abusivas das mulheres podem explicar isto.

sábado, 19 de março de 2011

Solteirice-relâmpago



As neo-solteiras Ashley Greene e Débora Falabella já não estão mais sozinhas.

Débora, que se separou do novo VJ da MTV Chuck Hipólito, começou a namorar o ator Daniel Alvim, ex-de Paula Burlamaqui.

Ashley Greene mal se separou de Joe Jonas, dos Jonas Brothers, já engatou namoro com um integrante do Kings of Leon (famosos por namorar belas mulheres) e até o levou para conhecer os pais - sinal de que o negócio é sério.

Mulher linda, de classe, inteligência e bom gosto só fica sozinha se quiser.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Exemplos práticos de mulheres interesseiras

Todos sabem que a maioria das mulheres é interesseira. O instrumento utilizado pelo macho humano para seduzir a fêmea da mesma espécie, é o sucesso financeiro e a força física.

Antigamente os homens davam presentes e pagavam as contas pelas mulheres como agrado e forma de manifestar o amor através do simples altruísmo. Mas o que antes era uma manifestação de gentileza se transformou numa obrigação e exigência feminina indispensável, do tipo sine qua non. Sem dinheiro, sem namoro.

As mulheres exigem apenas as qualidades relacionadas a sustento e proteção (o padrão protetor/provedor). As qualidades não relacionadas a estes aspectos (como beleza facial, caráter, inteligência) são consideradas dispensáveis, mesmo que desejadas. Nesta postagem vamos nos concentrar no aspecto do sucesso financeiro do homem.

Segundo a sabedoria popular, mulher não gosta de homem, gosta é de dinheiro. E somente os homossexuais gostam de homem. É exagero, mas tem alguma verdade se observarmos a maioria das mulheres.

Claro que em toda regra há exceção e muitas mulheres não fazem questão do sucesso financeiro do pretendente. Mas essas são mais evoluídas, não guardando o instinto interesseiro das fêmeas, que vem desde a condição animal. Mas, infelizmente, as interesseiras são maioria.

Há também mulheres interesseiras que acabam se apaixonando de verdade pelos maridos após anos de convívio. É uma transição da evolução do caráter. Mesmo assim, o sucesso financeiro continuou como critério de escolha do pretendente, algo que mesmo neste caso, ainda é uma exigência desumana.

Nesta postagem, vou citar alguns casos de interesseiras ou supostas interesseiras que testemunhei pessoalmente. Pouparei a identidade das "pistoleiras", para não criar problemas. Vamos aos casos.

O golpe da barriga: escutando uma conversa de meus pais, soube que uma jovem prima minha, bastante materialista, mas infeliz, se casou com um jovem rico e logo procurou engravidá-la dele na tentativa de estabilizar a relação. Ao descobrir os interesses dela, o dito jovem, se divorciou dela, se limitando a dar uma pensão a filha que ambos tiveram. A família dele não tem boas relações com a minha prima.

"Eu não amo ninguém": uma conhecida da família, de muitos anos se casou a alguns anos com um aspirante a advogado. Ela não o ama (aliás, segundo ela, não ama ninguém), mas vive uma relação boa com ele - tipo amor fraterno - e tiveram recentemente uma filha. O cara é meio chato e do tipo "Maria vai com as outras", pois não tem personalidade marcante e só faz o que os outros fazem. Mas o título de advogado normalmente soa como música para os ouvidos de qualquer mulher.

Até a minha amada está nessa: a mulher por quem sou apaixonado desde a adolescência, que me recuso a revelar a identidade, também foi beneficiada por um marido riquinho, se dando ao luco de largar um emprego estável na prefeitura de uma cidade do RJ para se limitar a ficar de bar em bar com o companheiro de aparência insossa e hábitos monótonos.

Deitando em colchões: Até a amada de meu irmão é outra "pistoleira": sem curso superior e sem emprego, ganhou do marido - empresário - uma pequena rede de lojas de colchões, o que salvou a sua vida profissional e serviu para estabilizar a relação com o marido, outro chato insosso.

O "amigo" dos bandidos: uma outra prima minha que mora em um estado ao sul, se formou em Direito trabalhista, mas se casou com o colega que faz Direito Penal, que a colocou para trabalhar como sua assistente, apesar da especialização dela não ser esta. O irmão dela, que reprova a relação, vive dizendo que além de virar "capacho" do marido, a minha prima está correndo riscos, pois o trabalho do marido é nada mais, nada menos que tentar soltar bandidos. Um casamento que seguirá infeliz.

Nem todos os que dizem "Senhor, Senhor", entrarão no reino dos céus: uma colega de faculdade, espírita, namorava um rapaz que foi morar nos EUA. Ela, trabalhando sem estabilidade, estava bem animada com isso e esperava concluir o curso para ir morar com ele por lá. Ela deve estar hoje usufruindo os privilégios em morar em um país como os EUA.

A sogra banca tudo: uma outra colega está construindo toda a sua perspectiva de vida baseada em um trabalho que conseguiu por meio de sua sogra, que é dona de uma pequena empresa. Ela não assume o interesse, mas quem tem a coragem de dizer que não é?

O playboyzinho metido: um colega de faculdade metido, não muito bonito (tinha até a boca grande e muito bochechudo), mas com cerca de 1,80 de altura, com quem eu falava bem pouco era muito popular entre as mulheres. Tocava violão, fazia piadinhas grotescas na sala e fingia de "socialista". Mas aí descobri quem ele era: um playboyzinho rico, que só andava de carro - ele tinha um utilitário - e além de atrair as colegas , ainda tinha uma namorada lindíssima. Vão dizer que conquistava as mulheres por caráter?

O vovô sarado: um casal de amigos idosos de uma tia minha - não conheço o tal casal, a não ser de vista - era muito estranho. Apesar de ainda viverem juntos, estavam divorciados e moravam com uma bela jovem, linda, mas de comportamento modesto. Filha? Não. Era a nova esposa do tal idoso, que mantinha uma relação cordial com a ex-esposa do idoso, formando uma estranhíssima família.

Pedofilia legalizada: a irmã de um ex-marido de uma prima minha, já na adolescência, se casou com um quarentão com cara de galã e muito rico. Acho que quanto a isso, não precisa comentários.

Engenheiro no chat: uma gata da faculdade onde eu estudava, que eu estava tentando conquistar através de e-mail e que reclamou da linguagem carinhosa que eu usava nas mensagens, foi vista dias depois por mim no laboratório de informática fazendo um chat animado e deu para perceber que ela estava empolgada com o fato do cara ser engenheiro. Ela estava do lado de uma amiga e comentou alegremente sobre isso. Realmente mensagens carinhosas não são uma boa tática nos dias de hoje. Apesar de eu gostar delas.

O "plebeu" e o "nobre": uma outra prima minha era casada com um namorado da adolescência. Mas como ele estava com dificuldades de concluir a faculdade e ainda por cima, trabalhava com guarda de trânsito - emprego sem status - o trocou por um filho de uma família rica que foi colega dela na faculdade de Direito - sempre o Direito - um cara até legal, de personalidade modesta, culto, com quem tenho uma boa amizade. Mas dá para perceber que por mais legal que fosse, o sucesso financeiro foi crucial na escolha dele como marido.

Marcelo, o que você está fazendo? : não foram poucas as mulheres que, no início de uma conversa, descaradamente perguntaram a mim qual era a minha profissão, o que eu estava fazendo de "profissional" no momento. Como nunca trabalhei num emprego prestigiado, dá para perceber que as conversas brocharam.

E todas essas mulheres e outras "pistoleiras" devem sair no carnaval, todas alegremente cantando a famosa marchinha: "ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí".

Publicado originalmente no dia 08 de março de 2011, no blog do Ynstituto Nerd Poly Rythmo de Cubango

domingo, 13 de março de 2011

O caso Adriano e o desprezo pela moral

Como todos devem saber - o assunto "futebol" está na atmosfera midiática, difícil escapar -, o jogador-encrenca, que atende pelo nome de Adriano, o Imperador, voltou ao Brasil, após uma fracassada temporada no Roma. Isso está levando a muitas especulações de contratos com clubes brasileiros. Os torcedores ficaram animados. Animados?

Como é que alguém pode estar animado em ver um mau elemento, de moral duvidosa, irresponsável, gaiateiro e infantil, além de semi-alcoólatra, viciado em festas e com amizades de caráter duvidoso? Um péssimo exemplo de ser humano que é idolatrado só porque consegue enfiar uma bola de futebol por dentro de uma trave?

Essa idolatria ao Adriano é apenas um exemplo de nossa falida sociedade, sem valores éticos, morais, intelectuais, estéticos e sentimentais, interesseira e de apetite descontrolado por bebedeiras em festas ou tudo que puder fugir ao controle. Uma sociedade assim, só poderia desprezar o caráter em prol da satisfação de seus medíocres e mesquinhos interesses.

Por isso que pessoas de valor muitas vezes são desprezadas, sem emprego, sem amigos, namoradas e até benefícios, enquanto verdadeiros irresponsáveis, ou pessoas más, ou pessoas de vida desregrada, recebem todos os louros, são admirados por multidões e recebem muitos privilégios.

Pelo jeito, para a sociedade metida a "moderninha", quem vive numa vida responsável, inteligente, valorizando a beleza, o altruísmo, é considerado um careta, um imbecil. Como se a responsabilidade, a inteligência e a ética fossem consideradas como "loucura" pela sociedade. Para a sociedade atual, "normal" é quem vive sem o controle de si mesmo.

E é essa a nossa sociedade que dá valor a um traste como Adriano, um cara que merece com justiça, a solidão absoluta e a miséria financeira, por não estar preparado para o convívio social, devendo inclusive ser interditado, entre a tutela de outro adulo mais responsável.

Mas infelizmente, sociedade desgovernada, gosta de gente desgovernada. Fazer o quê?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando as pessoas confundem esforço com inteligência

OBS: É um dos graves erros de nossa sociedade. Muitas vezes aquele que tira as maiores notas não é o mais inteligente. Superdotados normalmente tiram notas médias, raramente tira as altas, já que não se adaptam a um sistema de ensino totalmente construído em base na errada ideia de que inteligência é acúmulo de conhecimento.

Os CDFs, que tiram as maiores notas, são apenas fazedores de provas, aqueles que conseguem se adaptar facilmente aquilo que a escola exige (nem sempre corretamente, vale a pane alertar). São bastante esforçados nas tarefas, mas medíocres - não exatamente ruins - em inteligência e criatividade.

Conversei com vários CDFs e noto que a maioria esmagadora deles não demonstra muita inteligência. Normalmente os CDFs não possuem boas referências culturais, são modistas, não possuem ideias brilhantes e estão pouco ou nada interessados em melhorar a sociedade. São os robôs que o mercado de trabalho injusto e ganancioso tanto precisa. Como cidadãos, uma bosta.

É melhor revisarmos nosso conceito sobre inteligência, pois a melhor compreensão do que é ser inteligente é que dará condições de melhorar o sistema de ensino e aproveitar melhor as capacidades que cada pessoa possui para dar o melhor de si, não só para o mercado de trabalho, mas para toda a sociedade.

Quando as pessoas confundem esforço com inteligência

quarta-feira, 2 de março de 2011 - Carlos Sales Blog do Concurseiro

No final do ano passado fui à festa de formatura da minha irmã, na mesma escola pública onde terminei o meu colegial. Procurei pela minha família e assim que a localizei me dirigi àquela mesa. Além dos meus familiares estava sentado lá um sobrinho do meu padrasto com uma pessoa ao qual eu não conhecia.
Então esse sobrinho, ao me apresentar para sua companhia, fez o seguinte comentário:

- Ele chegou! Esse cara ai é “superdotado”. Ele passa em todos os concursos...

Esse comentário me deixou chateado. Porque será que as pessoas confundem inteligência com esforço?

Sou uma pessoa normal que estabeleceu uma meta de passar em um concurso público. Graças às escolhas que fiz consegui ser aprovado e, não considerar todo o esforço que tive que fazer para obter minha aprovação é, no mínimo, injusto pelos seguintes motivos:

1- Enquanto as pessoas estavam no cinema, eu estava assistindo vídeo-aula;

2- Enquanto as pessoas estavam indo para a praia, eu estava estudando Raciocínio Lógico;

3- Enquanto ficavam no MSN jogando conversa fora, eu usava a internet para tirar uma dúvida;

4- Enquanto as pessoas dormiam, lá estava eu fazendo exercícios, ao meu modo;

5- Enquanto as pessoas assistiam a novela das 8 eu analisava um edital e calculava o tempo de prova por questão.
Resumindo, enquanto as pessoas não faziam nada para serem aprovadas em um concurso, eu fazia tudo que estava ao meu alcance para conseguir a aprovação.

Enquanto não somos aprovados somos considerados “os chatos” por não sair para os lugares ou não participarmos de certos encontros, mas quando passamos somos os “superdotados”. Não é muito Injusto?

Como diz a minha esposa: “Dizer que somos superdotados tira todo o nosso mérito por estudar com um objetivo e joga a culpa (mérito) na genética como se esse fosse o único motivo, razão ou circunstância de termos conseguido passar.

Resumo da Ópera - Muitas vezes não somos reconhecidos pelos esforços que fizemos para atingir nossos objetivos.

sábado, 5 de março de 2011

Nerd se impressiona com perfeição de Francia Raisa



A atriz Francia Raisa, conhecida lá fora por seriados juvenis é considerada uma das mulheres mais perfeitas do mundo, dos pés a cabeça.

Sua beleza meio árabe, meio latina, é de fascinar qualquer homem. E as curvas derrapantes são de fazer a testosterona disparar.

Neste flagra pego do site Just Jared, vemos um cara que parece ser um nerd fazendo uma cara engraçada de boboca diante da formosura da deusa Francia.

Realmente ela é de deixar qualquer nerd de água na boca.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Falta de unanimidade incomoda muita gente

Nesta semana a marca de cerveja Devassa, sabe-se lá porquê, contratou a cantora de "sertanejo universitário" Sandy Leah como garota-propaganda. Ao experimentar o produto, Sandy, famosa pela carolice, não gostou, após beber meio sem jeito. Ela disse em entrevista posterior que não gostou do sabor, nem se não fosse alcoólica e que não gosta de se embriagar para não perder o controle. Eu não bebo álcool pelos mesmos motivos.

Sandy virou objeto de chacota por parte de jornais popularescos e sites de humor, justamente por esse episódio, que não agrada à sociedade que cultua tanto a cerveja, uma bebida tratada como um ritual, como uma obrigação, quase uma etiqueta social. A coisa é tão levada a sério, que os brasileiros só são dispensados de tomar cerveja se for por motivos religiosos ou por saúde.

E somente a obrigação social pode justificar o fato de uma bebida de sabor tão ruim ser a mais popular no país. Eu até tentei beber uma latinha, em 2009, no Festival de Verão de Salvador. Rapaz, além de não ter sentido prazer (gosto de dipirona com pão), entrei numa depressão incontrolável. Eu me achei antipático. Uma experiência que não vale a pena ser repetida.

Dona Canô, mãe de Caetano também reclamou do sabor da cerveja em outra oportunidade. Ninguém é obrigado por lei a tomar esse troço. Obrigar alguém a gostar de cerveja é anti-democrático.

As pessoas gostam de acreditar que as ideias e gostos que elas defendem são unanimes porque dá um falso caráter de "biológico" a essas ideias e gostos, como se fizessem parte da natureza humana, como se estivessem "no sangue" das pessoas. Por isso que pessoas que possuem ideias, gostos, hábitos diferentes são tidas como "loucas", como se "algo errado" estivesse no cérebro das pessoas que não aderem a esses modismos e tradições. Talvez a escolha de Sandy, uma pessoa normalmente associada a aversão à cerveja, seja a maneira de forçar essa unanimidade, na tentativa de atrair novos consumidores para a cerveja.

Parece que em tempos de neo-direitismo, neo-conservadorismo e com surgimento de novos fascistas, parece que o Brasil está se tornando uma democracia de fachada, onde vale o que a maioria pensa e onde as pessoas com ideias novas, gostos e hábitos diferentes são humilhadas até o limite, sem dó. Ou no mínimo desprezadas, por causa da "loucura" atribuída a elas.

Para mim, Sandy está meio errada, meio certa. Errada porque aceitou ser garota-propaganda de algo que pessoalmente não gosta. Mas certa por não ter aderido em seu cotidiano a algo que é hipnoticamente imposto a toda a sociedade, um passaporte para a falsa felicidade, um "elixir" conquistador de falsos amigos, rumo a um sucesso fácil e efêmero, que poderá terminar cedo num túmulo, ou na melhor das hipóteses, virar uma demência por AVC, uma cirrose ou doenças cerebrais de tudo quanto é tipo.

Mas como a cerveja é a bebida dos burros, ninguém está aí para os danos. Até porque se eles não tem cérebro para cuidar, para quê cuidar?

terça-feira, 1 de março de 2011

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