Isso ocorre como se os favelados fossem os "novos indígenas", transformando favelas em aldeias, barracos em ocas, "funk" na "dança da chuva", além de dizer que "como indígenas modernos", pobres "não precisam de dinheiro", bastando um salário baixo e algumas esmolas (Bolsa Família) para ter dignidade.
Eis que Lula, que finge lutar contra a miséria, mas aprisiona os pobres nas precárias e perigosas favelas, com serviços públicos ruins, moradias ruins e um isolamento social graças ao preconceito contra os estereótipos do comportamento do povo pobre que os lulistas fazem questão de preservar.
Se não bastasse toda a queda de qualidade de tudo que está ao alcance do povo pobre, os favelados ainda tem a precarização de sua cultura, já que o samba, antiga música dos morros , foi sequestrada pela classe média, a ponto de várias celebridades femininas, brancas e bem nascidas, aprendem a se mexer como passistas de escola de samba, na sutil esperança de tirar de negras pobres esta profissão.
Estigmatizando o irritante "funk" (não aquele de Earth Wind & Fire, LTD, Kool & The Gang, James Brown, etc., mas o derivado do aguado Miami Bass adotado no Brasil) como "cultura legítima das favelas" (apesar de ter sido assimilado através de meios de comunicação controlados pela burguesia), Lula decidiu criar um "Dia do Funk", escolhendo a data de 12 de Julho para a patética homenagem.
A data é curiosa. Além de ser o dia anterior ao dia 13, o fajuto "Dia Mundial (sic) do Rock"(que além de ser comemorado só no Brasil, foi motivado por um festival de música de inúmeros gêneros musicais), também o Dia da Música Sertaneja, o Dia 12 de Julho tem um significado muito triste para mim, sendo o dia em que a minha mãe faleceu. Chato!
Ao declarar seu apoio incondicional a um gênero musical tão controverso e que irrita quem está acostumado a melodias enriquecidas e letras inteligentes, Lula, que está decepcionando nesta 3ª gestão, medíocre e sem resultados práticos de melhoria no cotidiano (a não ser nos relatórios produzidos pelo próprio Lula e pelas instituições que o apoiam), reduz ainda mais a sua baixa popularidade.
Ao invés de se preocupar em fazer uma homenagem a um reles divertimento, que ainda mais é bastante controverso, Lula deveria observar que no Brasil de hoje, salários são baixos, desemprego cresce de forma monstruosa, os preços das mercadorias e serviços estão caros e as pessoas estão brigando muito entre si, por vários motivos, desde os mais fúteis a disputa pelos poucos benefícios que restam.
Lula dá o tiro no próprio pé e com isso põe em risco a sua reeleição. A sua popularidade está muito baixa, visto o número alto de reclamações, críticas e xingamentos ao presidente petista, nas redes sociais e no cotidiano das ruas. Se ele não fraudar as urnas, Lula certamente vai encerrar nesta a sua carreira política, pois está muito idoso e - pelo que se pode observar - muito gagá.




