segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cientistas acham fóssil de criatura estranha

Foram encontrados recentemente no Marrocos, por cientistas americanos, fósseis de uma criatura nunca vista no mundo. Tem o aspecto de um crustáceo e mede cerca de 1 metro, maior que animais similares do mesmo período de quase 500 milhões de anos atrás.

O animal, que recebeu o nome de Anomalocaris, chama a atenção pelos dois membros que saiam de sua boca, cheios de espinhos e que provavelmente serviam para pegar alimentos. Tinham dentes afiados para romper carcaças duras de crustáceos menores que serviam de alimentos. Acredita-se que o corpo segmentado facilitava a sua respiração.

Esse fóssil levou aos cientistas a descoberta de que esse tipo de animal dominou os mares mais cedo do que se pensava.

domingo, 29 de maio de 2011

Tania Navarro-Swain: A busca do feminino sem a maternidade

OBS: Eu noto que a maioria das mulheres no Brasil tem como principal - e para muitas o único - sonho de ser mãe. A sociedade colocou na cabeça delas que é essa a missão de qualquer mulher e meio de inclusão social das mesmas. Depois que nascem os filhos, não sabem o que fazer com eles, jogando a responsabilidade de educar para as escolas que são preparadas apenas para formar profissionais. O que gera enormes e irreversíveis danos nas personalidades de nossos jovens.

Infelizmente essa mania de querer ser mãe a todo custo interfere até mesmo na escolha dos parceiros, ainda presa aos critérios provedor/protetor, levando para elas um marido chato e alienado, cuja única qualidade pessoal é ter o dinheiro necessário para sustentar a sua família.

Estamos muito longe de uma significativa mudança social. Mas avanços acontecem, a passos bem lentos. Leia a excelente entrevista sobre o assunto.

Tania Navarro-Swain: A busca do feminino sem a maternidade

por Anelise Zanoni, no IHU On-Line

A historiadora Tania Navarro-Swain acredita que a força das representações sociais incute nas mulheres a compulsão à maternidade e ao casamento como definição do feminino.

Com a chegada da revolução sexual feminina, principalmente com o lançamento da pílula anticoncepcional, começaram as grandes transformações nos cenários até então desenhados para as mulheres. O medicamento, mais seguro que os demais métodos existentes, permitiu a decisão sobre o próprio corpo. Entretanto, para a historiadora Tania Navarro-Swain algumas regras seguiram semelhantes: “O Estado, a medicina e a religião continuam a lutar por suas prerrogativas masculinas de decidir sobre os corpos das mulheres. A sociedade cobra das mulheres a reprodução e as que não têm uma consciência feminista sentem-se inferiorizadas, excluídas dos laços sociais”, afirma.

Em entrevista por e-mail para a IHU On-Line, a pesquisadora feminista considera que a maternidade é parte das possibilidades de uma mulher, não uma obrigação ou um elemento constitutivo como ser humano.

“Uma vez que as mulheres se desfaçam da obrigação incontornável de casar e ter filhos, como essência de ser-no-mundo, elas passam a decidir de seus afetos e de seus engajamentos”, diz. Além disso, para ela, a força das representações sociais que incute nas mulheres a compulsão à maternidade e ao casamento como definição do feminino é forte demais para que as estruturas familiares tradicionais sejam completamente rompidas e substituídas.

Pós-doutora em estudos femininos pela Universidade de Quebec, no Canadá, e em história na Universidade de Montreal, no mesmo país, Tania Navarro-Swain é professora da Universidade de Brasília – UnB e atua nas áreas de epistemologia feminista, sexualidade, gênero, história das mulheres, teoria e metodologia da história.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como podemos compreender os impactos da pílula anticoncepcional na liberação sexual das mulheres e, como consequência, na construção de uma mãe moderna?

Tânia Navarro-Swain – A pílula anticoncepcional foi um instrumento para que as mulheres se reapropriassem de seus corpos. De fato, na modernidade, as mulheres têm sido vinculadas a seus aparelhos genitais na definição do feminino. Desprovidas de razão, seu destino era o biológico, procriar e servir no domínio do privado, no âmbito do doméstico. A gravidez sucessiva é uma prática patriarcal para manter as mulheres fora do espaço público, um meio de mantê-las sob seu controle e determinar os limites de sua atuação. Neste sentido, a pílula permite às mulheres recuperar seus corpos sem renunciar à sexualidade ou sem sofrer as consequências do poder social conferido aos homens de exigir relações sexuais a seu bel prazer, com consentimento ou sem ele. Assim, este mesmo instrumento, mais seguro que outros existentes, permite que as mulheres decidam quando e se querem engravidar, quando e se querem ter e criar filhos. Mas se nos países ocidentais existe esta possibilidade, em muitíssimos países as mulheres só existem em função da reprodução e de preferência de meninos, como na China, na Índia e nos países muçulmanos.

De toda maneira, o acirramento patriarcal para impedir o aborto quando de uma gravidez indesejada – a pílula falhou ou não foi tomada – é a prova concreta de que a posse e o controle dos corpos das mulheres devem ficar em mãos masculinas. O Estado, a medicina e a religião continuam a lutar por suas prerrogativas masculinas de decidir sobre os corpos das mulheres.
IHU On-Line – Para algumas mulheres ser mãe ainda é uma obrigação social. Como você avalia esse pensamento?

Tânia Navarro-Swain - Como as mulheres foram definidas em relação à procriação, aquelas que não têm uma prole sentem-se fora do modelo da “verdadeira mulher”, esposa, mãe. Neste sentido, a sociedade cobra das mulheres a reprodução e as que não têm uma consciência feminista sentem-se inferiorizadas, excluídas dos laços sociais. Como feminista, considero que a maternidade é parte das possibilidades de uma mulher, não uma obrigação, nem um elemento constitutivo como ser humano.

IHU On-Line – Muitos pesquisadores afirmam que a falta de limites e a educação transgressora das crianças têm a ver com esse novo papel dos pais. Qual sua avaliação?

Tânia Navarro-Swain - Não vejo nenhum novo papel do pai. Ao contrário. Os pais, em grande número, estão ausentes da educação ou têm uma figura de punição e violência. Dos trabalhos domésticos, recusam-se a participar e dão um exemplo pernicioso aos meninos das famílias de uma divisão de trabalho desigual. Perpetuam assim, em casa, a hierarquia e a importância dada ao masculino. Se a educação das crianças tem sido considerada uma questão feminina – erroneamente –, hoje a mãe deve não só trabalhar fora, como assegurar um mínimo de higiene, alimentação e conforto nos lares.

De toda forma, esta tarefa deveria ser dividida igualmente, se as famílias fossem constituídas fora do esquema patriarcal de divisão de trabalho. Existe um sopro de violência que penetra em todas as esferas sociais: as escolas são um exemplo disto, a mídia, a TV, os filmes só falam de morte, sangue, drogas, polícia e bandidos. De fato, hoje, a escola e a mídia são os educadores e a permissividade é uma consequência disto.

Por outro lado, uma outra face da questão é que no Brasil há uma falta generalizada de educação das crianças para o convívio social: é permitido às crianças gritar, espernear, exigir, as famílias e a sociedade o aceitam; o convívio com crianças brasileiras é penoso, barulhento, quase incontrolável. Talvez a “nova atitude” dos pais (mãe e pai) seja a de uma permissividade, que faz crer às crianças que elas podem tudo, experimentar tudo, vivenciar tudo. Mas aí já estou saindo de minhas competências de análise.

IHU On-Line – As mudanças nos padrões de sexualidade são capazes de mudar a estrutura das famílias. E como fica a relação homem/mulher?

Tânia Navarro-Swain – Apenas mudanças nos padrões de sexualidade não mudam a estrutura das famílias se as representações sociais de feminino, demasculino, de hierarquia não forem transformadas igualmente. A relação homem/mulher ficou apenas um pouco mais livre. As teorias feministas apontam para uma “heterossexualidade compulsória” que obriga ou força a união entre mulheres e homens para que respondam às normas e às representações de feminino e masculino no sistema social. Ou seja, esta heterossexualidade institui os papéis sociais, de forma hierárquica, bem como as normas e comportamentos aceitáveis. É a base do patriarcado, com o controle e a apropriação social dos corpos e do trabalho das mulheres. Assim, uma vez que elas se desfaçam da obrigação incontornável de casar e ter filhos, como essência de ser-no-mundo, elas passam a decidir a respeito de seus afetos e de seus engajamentos; passam a decidir o que querem e pretendem fazer de seus corpos e suas vidas. A força das representações sociais que incute nas mulheres a compulsão à maternidade e casamento como definição do feminino é ainda forte demais para que as estruturas familiares tradicionais sejam completamente rompidas e substituídas por variáveis múltiplas. Entretanto, é cada vez maior o número de mulheres que formam famílias monoparentais. Isto é, mulheres que se recusam ou se ausentam de relações permanentes que se fundam em uma hierarquia familiar, onde o homem é depositário da autoridade. Assim, as relações passam a ter um caráter mais igualitário.
IHU On-Line – As constantes mudanças na estrutura social, principalmente dentro da família, podem influenciar atitudes de risco dos filhos, como o uso de drogas e o gosto por atividades perigosas?

Tânia Navarro-Swain – A incrível violência doméstica que se abate sobre as mulheres e crianças, e que hoje se torna cada vez mais visível – incita ao uso de drogas e à delinquência juvenil, a meu ver. A mudança mais significativa na estrutura familiar é a maior participação das mulheres no mercado formal do trabalho e sua independência econômica cada vez mais ampla. Os homens aceitam com dificuldade esta mudança e a violência contra as mulheres tem crescido de forma exponencial. É igualmente o crescente número de mulheres que são as provedoras únicas ou principais da sobrevivência familiar. Porém, no imaginário social o masculino é preponderante, e a representação social familiar básica é a ordem do pai. Assim, nada mudou, pois nas famílias os homens continuam a manter intacta a divisão de trabalho familiar, da qual se ausentam e cultivam seu papel de autoridade e poder, cujo eixo principal é a violência. De modo que há um desdobramento desta imagem, cada vez mais negativa entre a juventude, que sofre com a violência familiar e social e a reproduz.

Os discursos sociais que alegam uma desestruturação familiar por causa da crescente presença e participação das mulheres no mercado de trabalho não são mais uma artimanha do poder para culpá-las e trazê-las de volta ao “bom caminho” da “verdadeira mulher”: esposa e mãe. Esta é mais uma tentativa de fazer retroceder as conquistas das mulheres, pois a independência econômica é essencial para a autoestima, e sua afirmação enquanto sujeitos políticos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Negro não pode ser galã, mas velhinho pode?

Voltando aquele assunto discutido sobre uma postagem do site Terra, onde apareceram vários comentários ofensivos, protestando contra a promoção - para mim, justa - do ator Lázaro Ramos ao papel de galã.

Pior que os comentários foram postados numa notícia que nem sequer falava dele e sim do namoro entre um sessentão e uma trintona - trinta anos de diferença - que começava a surgir na mesma novela, Insensato Coração. Poucos comentários criticaram o relacionamento dos personagens, um idoso e uma mulher jovem.

Pelo jeito já virou obrigação haver casais entre homens idosos e mulheres jovens em novelas das 21 horas. De umas sete novelas para cá, sem interrupção, houve formação de casais desse tipo, sejam protagonistas ou não. É uma confirmação de que o machismo está ainda fortalecido e muito longe de acabar. Quase que Insensato Coração não teria casais do tipo, mas por causa da "tradição", os autores acabaram criando, não um, mas três casais do tipo. Deve ter alguém na Globo com fetiches sexuais entre relações de homens velhos e mulheres jovens.

Segundo as regras machistas - as feministas concordam com alguns aspectos disso - homem é sujeito e mulher, objeto. Mulher é tratada como uma coisa, um produto, uma mercadoria. Suas únicas qualidades são a beleza física e a capacidade de gerar filhos. E seu valor dura a medida que estes aspectos estejam em sua plenitude. Não satisfeitos os aspectos, ela é descartada e trocada por outra mais jovem, ainda em condições de exercer a sua função imposta.

Com o homem ocorre exatamente o contrário. Ele é sujeito. Valorizado pela capacidade de tomar decisões. Também tem função limitada na sociedade: a de protetor/provedor. Quanto maior a experiência de vida, mas facilidade em tomar decisões terá, pelo menos na teoria. Homem não perde valor. Para o machismo, o homem só envelhece se ele não conseguir mais se levantar da cama. Ah! Para o homem a beleza é completamente dispensável, embora desejável. Um homem bonito que não exerce com satisfação a função de protetor/provedor é automaticamente desprezado pela sociedade. E ninguém é imbecil para achar homem velho bonito, ainda mais sabendo que homem não costuma se cuidar, já que sabe que conquista seus interesses graças aos aspectos de proteção e provento.

Ramos tem o perfil certo para galã. Fagundes está fora do prazo

Fiz esse histórico do machismo para tentar entender porque a aprovação de um homem de sessenta anos, em pleno processo de decadência física, para o papel de galã, envolvendo com atrizes com idade para serem filhas dele, no lugar de um negro jovem, com todo o pique para exercer tal papel. Além do machismo citado acima, temos o racismo.

Fagundes é idoso, mas é branco. Ramos é negro. Isso explica a valorização do primeiro em detrimento do anterior. Para a sociedade, não importa um velhinho fazer papel de galã (desde que seja um velho rico), mas um negro, ainda estigmatizado como "pobre" e "inculto" (uma convicção errada e muito cruel), não tem esse direito.

Fiquei revoltado com os comentários que fizeram a respeito de Lázaro. Para mim, ele sempre teve todas as qualidade necessárias para ser galã e torcia para que isso acontecesse. Lázaro é excelente ator e tem boa pinta para papéis desse tipo. E está fazendo com no mínimo brilhantismo. Tanto é que o personagem dele nem é o protagonista, e já está ganhando destaque. Graças a competência do ator.

Nada tenho contra a felicidade de atores idosos. Mas para ser feliz, tem que exercer papel de galã? Para ser galã, tem que se ter um prazo, senão fica ridículo. E porque tem que fazer par romântico com jovens? Porque não uma mulher da idade dele? Porque as mulheres estão "passadas"? Ué, mas ele também não está? Será que ser grisalho e barrigudo não atrapalha a função de galã?

Além do mais, um galã velho já exerceu seu papel de galã no passado. Curtiu o que tinha que curtir. Com a velhice, o ex-galã passa a ter outros papéis, a ser valorizado de outra forma. Continua a ter valor, mas em outro contexto. Continuar fazendo o papel de galã em idade elevada é forçar a barra, não acham? É como querer chegar a adolescência usando chupeta.

Nada contra casais com diferença de idade. Mas o homem velho, para namorar uma jovem, tem que cuidar da aparência e do estilo de vida. Conhecer mais as ideias e gostos da jovem pretendente e fazer uma plástica - no mínimo pintar o cabelo - e usar roupas joviais. Mas namorar uma jovem mantendo a cara de velho é bem ridículo e deixa ainda mais evidente a diferença etária, que deveria ser disfarçada ou compensada. Um bom exemplo de homem que está sabendo envelhecer é Evandro Mesquita, que cuida da aparência e da mentalidade, conseguindo se entrosar com jovens sem parecer ridículo.

Mas é bom que os autores de novela acabem com essa tradição, senão vai virar regra e muitos rapazes jovens vão chorar, ao ver suas belas colegas de escola se casando com verdadeiros anciões que já eram adultos quando elas nasceram.

E um recado aos racistas: quem venham mais galãs (e mocinhas também!) negros! Black is beautiful!!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Especialista diz que lixo é matéria-prima reaproveitável

OBS: A reciclagem de lixo é uma prova de bom aproveitamento de material. Além de diminuir a poluição, a sua reutilização responsável barateia custos e dá emprego para muita gente, sobretudo aos catadores de lixo, que tiram o sustento do dinheiro que recebem com a venda de material às indústrias de reciclagem. Enfim, todos saem ganhando com a reciclagem.

Especialista diz que lixo é matéria-prima reaproveitável

08/05/2011 - 14h34 - Agência Brasil - Extraído do Portal Terra

A reciclagem de resíduos sólidos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Tudo que é descartado pode se transformar em matéria-prima para a indústria por meio de uma correta coleta seletiva do lixo. Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Genebaldo Freire, a coleta seletiva pressupõe um planejamento rigoroso e o contato com as cooperativas de catadores, para que todos saibam o que será aproveitado e qual será o encaminhamento adequado para vidros, pilhas, baterias, plástico e metal.

"Em muitos lugares o processo está acontecendo de uma forma natural, tanto que não usamos mais o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. Usamos resíduos sólidos, porque significa matéria-prima a ser reaproveitada. Lixo não existe."

O interesse pela reciclagem de pneus e eletroetrônicos tem aumentado no País. O tempo médio de utilização de computadores e impressoras, por exemplo, é cinco anos. Para as geladeiras e os fogões, algumas empresas já se especializam na coleta, desmotagem e encaminhamento para as usinas de reciclagem.

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro, diz que este é um dos pontos que está sendo discutido com os setores envolvidos. "Nós temos alguns programas voluntários, como o das operadoras de celulares. Estamos pensando em mecanismos de comunicação para o consumidor saber onde deve devolver os aparelhos e equipamentos."

Para Severino Lima Júnior, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, é possível ganhar dinheiro com o material reciclado embora existam alguns problemas. "As cooperativas bem organizadas conseguem um bom preço. No Nordeste, por exemplo, tem poucas indústrias e, por isso, a garrafa PET é vendida a R$ 0,80. Em São Paulo o preço é R$ 1,30."

Um estudo feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) mostra que o ganho médio do catador é 1,5 salário mínimo nas regiões Sudeste e Sul e um salário mínimo nas demais regiões.

Joel Carneiro é catador há 20 anos e trabalha no Aterro Sanitário de Brasília. Segundo ele, dá para viver de reciclagem. Carneiro também faz parte de uma cooperativa, o que tem facilitado e proporcionado parcerias com o empresariado.

Atualmente é possível transformar até o resíduo hospitalar. O Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná instalou um equipamento, o Newster 10, que trata os resíduos através de trituração e esterilização. Depois de meia hora em funcionamento, e de um resfriamento feito com a ajuda de água, os resíduos saem prontos para voltar à natureza sem comprometer o meio ambiente.

"Estamos facilitando a estrutura hospitalar", explica o médico José Lazarotto de Mello e Souza. A máquina transforma em lixo comum os materiais para diálise, como placas e tubos, e até mesmo os de laboratório, como caixas para cultura de micróbios.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A consagração do falso nerd pela mídia brasileira

Já falei diversas vezes que os brasileiros não entenderam a ideologia nerd difundida nos EUA. A ideologia chegou aqui e foi logo sendo distorcida, com características bastante diferentes e com aspectos inclusive opostos aos dos nerds ianques.

E não se trata de "adaptação à cultura brasileira", já que a visão brasileira do nerd nada tem de abrasileiramento, além de tomar como modelo um filme ianque: Hangover, conhecido aqui como "Se beber, não case", que nos EUA nada tem a ver com a ideologia nerd e sim com a retomada juvenil do machismo, em moda no cinema de lá.

A estigmatização do nerd no Brasil, acredita-se, se deve por alguns motivos:

- o nerd original é associado a tecnologia, dando uma força positiva ao rótulo; com isso todos querem ter o rótulo, para serem incluídos no "universo tecnológico";
- a sociedade brasileira, como em qualquer sociedade latina, reprova o macho fracote. Como o nerd ianque é fracote, houve a necessidade de criar outros estereótipos de nerd para tentar dissociar a ideia de fracote, fracassado e não-social.

Ninguém quer assumir um rótulo que está na moda se ele está ligado a fatores depreciantes. Com isso, no Brasil, apareceu a necessidade de criar um novo estereótipo do nerd que tenha eliminado os defeitos classicamente associados a ele, mas mantendo a fama de desleixado.

Então, saem os óculos e o aparelho dentário e entram as barbas (parece coisa de muçulmano - nerd agora tem que ter barba). Sai o rock alternativo e entra o metal-farofa. Sai as comédias juvenis e entra os filmes de pancadaria. sai o toddinho e entra a boa e velha cerveja (tradiocionalmente consumida pelos anti-nerds). Sai a solidão e entra o namoro bem sucedido com mulheres intelectualizadas.

Bingo! E aí surge o nerd brasileiro, "limpo de todo e qualquer defeito do nerd original. Um cara totalmente pronto para a vida social plena, que só difere do homem comum por ficar algumas horas a mais no computador. E só.

E com isso, mantem os verdadeiros nerds na exclusão social, sem direito sequer a ter um rótulo, já que isso poderia gerar união entre a citada classe de excluídos. Isso também ajuda os "nerds" brasileiros a passarem a perna nos nerds tradicionais, já que aproveitaram as situações em que era necessária a presença dos verdadeiro nerds, tomando o lugar destes.

Aproveito para criar o rótulo aos falsos nerds criados no Brasil, baseando-se em seu perfil: Judão Cervejão. O rótulo se dá por causa dos sites brasileiros que se auto-rotulam de nerd (como o Judão, o Jovem Nerd, etc.), difundindo uma imagem errada da tribo e das propagandas de cerveja imbecis, que mostram também supostos nerds.

E com isso a tradição excludente da sociedade brasileira se mantém, tranquila por ver os verdadeiros excluídos a margem da sociedade, ao mesmo tempo que mascara a justiça social dando benefícios a falsos excluídos de todos os tipos, dando a ilusão que o povo brasileiro é bom e justo.

domingo, 15 de maio de 2011

Hayden Panettiere: "Vladimir me fazia sentir protegida"

A era da mediocridade está sendo como uma tsunami que arrasa tudo que encontra pela frente. Graças a isso, muitos bons valores estão sendo jogados na sarjeta e referencias culturais solenemente ignoradas por uma multidão mal-formada pelas escolas e "educada" pela televisão, defendendo pontos de vistas duvidosos e satisfazendo os interesses de uma elite egoísta e anti-democrática.

E a vida afetiva não ficou de fora. O papel do macho na sociedade atual, sobretudo nos países latinos como o Brasil é nada ir além do dualismo Protetor/Provedor. As mulheres se baseiam nisso para escolher seus namorados/noivos/maridos. Se esquecem da função de "companheiro", reduzindo o valor do macho a um cruzamento de guarda-costas com banco 24 horas. Se satisfizer esses dois aspectos, já está mais-que-ótimo para qualquer mulher.

A atriz do seriado Heroes, Hayden Panettiere, recentemente se separou do boxeador russo Wladimir Klitschko. O namoro com ele sempre gerou controvérsias e desagradava aos fãs masculinos da atriz, já que ela é baixinha (1,57 m) e Klitschko tem 2 metros de altura. Além do fato dele ser boxeador, o que somada a altura, significava uma concorrência desleal na "licitação" pelo namoro com a bela e graciosa atriz.

A atriz, perguntada porque namorava um rapaz tão alto, que chegava a faz doer as colunas dela, respondeu que "se sentia protegida por ele". Então é isso? Todo o sacrifício é válido, por mais torturante que seja, para satisfazer o mesquinho desejo por um Protetor/Provedor? Protegida de quê? De uma manada de zebus que possa invadir um set de filmagem?

Sinceramente, não dá para acreditar que vivemos no século XXI, onde as mulheres demonstram as mesmas aspirações que as mulheres das cavernas ou de algumas espécies do Reino Animal. O Protetor/Provedor não é mais necessário nos dias de hoje, já que não temos mais guerrilheiros bárbaros aos montes e nem a necessidade das mulheres - hoje incluídas no mercado de trabalho - de serem sustentadas pelos maridos.

Querer o Protetor/Provedor como marido é um sinal de atraso e uma malandragem sem tamanho. Os casamentos, com o tempo mostram que escolher marido por esse critério leva a um fracasso que está trazendo a infelicidade a maioria das mulheres.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dia do azar não existe

Hoje é sexta-feira 13. Culturalmente, é considerados por muito como dia do azar, dia em que as coisas dão errado. Gozado, mas as piores coisas que aconteceram na minha vida, nunca aconteceram numa sexta-feira 13. Aliás todas as sextas-feiras 13 para mim foram no mínimo tranquilas.

É uma bobagem acreditar que algo vai dar errado neste dia. As coisas dão errado porque somos irresponsáveis e não pensamos antes de agir. Acreditamos em convicções estereotipadas e fazemos tudo seguindo a "orientação" destas convicções. Aí, o fracasso, resultado da relação causa/efeito de nossos atos, acaba acontecendo.

Portando hoje, vamos fazer deste dia o melhor possível, pensando antes de agir e vivendo com alegria, sendo simpático a tudo e a todos.

Pense no dia de hoje como dia da sorte e que as coisas vão dar certo. Se tomarmos uma atitude com responsabilidade e planejamento, com certeza nada de errado acontecerá.

E a má fama do número 13 desaparecerá da Terra.

Até porque 13, não passa de um mero número. E só.

Rio aprende com Salvador a fazer festival ruim de música

Os organizadores do Rock in Rio, depois de inspirarem o Festival de Verão que ocorre anualmente na capital baiana, resolveram ir na contramão e se inspiraram no festival baiano ao colocar atrações de medianas a ruins. Calamidades musicais são prioridade no Festival de Verão de Salvador.

O Rock in Rio colta a sua cidade de origem como um festival chinfrim em que as atrações não compensam co caríssimo preço do festival. Quem pensava que a família Medina criou esse festival por amor a juventude, se enganou redondamente.

Foi utilizado como critério na escolha das atrações, não a qualidade musical, mas a popularidade e a presença na mídia. Se bem que para a maioria dos brasileiros, a popularidade e a presença da mídia é que são o termômetro de qualidade musical.

Brasil não é Inglaterra. Lá os festivais são frequentes e sempre incluem bandas de grande qualidade musical. Mas lá, o nível educacional é bem melhor e os jovens bem menos alienados.

Eu não irei com certeza a esse festivalzinho de quinta, que é o Rock in Rio de 2011. Esses R$190,00 serão muito bem economizados, reservados para coisas bem mais importantes que ver num palco dançarinos andando pra lá e pra cá sem motivo aparente ou metal-farofeiros maquiados posando de "machão" , todos ao som de asneiras.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Julianne Trevisol disse que se casaria sem ser amada

Para os românticos de araque que acham que o amor está nas aparências e que basta um "sim" ao altar para o amor se instalar, a declaração de uma jovem atriz pode cair como uma bomba.

Julianne Trevisol disse em uma entrevista que não se importaria em se casar com um homem que não a amasse. Bingo! É justamente esta situação que acontece na maioria dos casamentos. Até porque se as mulheres pensam em dinheiro, homens só pensam em futebol.

Para a maioria dos machos, amor mesmo é o que sentem pelos seus times. Por isso, tenho absoluta certeza que muitos deles seriam muito mais felizes se pudessem trocar suas mulheres e se casarem com jogadores como o Neymar. Mas a sociedade conservadora não iria gostar.

Casamento não serve como atestado de amor. Deve se observar o cotidiano de um casal para saber realmente se o amor está lá ou não. E raramente está.

Amor é abstrato e invisível e não é qualquer ser humano que tem a capacidade de percebê-lo. Somente pessoas com alta elevação moral - nada a ver com moralismo e muito menos com religiosidade - pode sentir plenamente.

Normalmente o que as pessoas sentem e chamam de amor é a paixão, que é na verdade o aumento do desejo - material, mas não sexual - por alguém. Falando para leigos: é a vontade de transformar a pessoa amada em propriedade sua, apenas.

O amor é diferente, já que é uma forma de altruísmo e nada tem a ver com posse, embora envolva também atração - energética, espiritual.

Julianne foi coerente e realista (embora esteja errada em não exigir o amor de um potencial companheiro) : admitiu a existência de relacionamentos sem amor. Que é o que mais se vê por aí.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nem sempre acredite no que os outros dizem



Se tudo que dizem a respeito do comportamento das mulheres em relação à situação afetiva e às conquistas amorosas fosse verdade, elas sairiam correndo atrás de qualquer homem dando cantada na rua ou em qualquer situação.

Como isso não acontece, lamento dizer que as convicções sociais estão erradas e que as mulheres reclamam de barriga cheia, pois elas sabem direitinho como e onde arrumar homens.

Concluindo: mulher arruma homem com facilidade. Quem discordar, vive no mundo da lua.

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