segunda-feira, 30 de novembro de 2015

´Mais cinco inocentes mortos pela violência policial

Cinco jovens estudantes e trabalhadores foram comemorar suas conquistas animadamente, mas, na volta, foram confundidos com bandidos, mortos sob rajada de tiros e ainda os policiais que os mataram criaram falsos vestígios de que eles "teriam reagido" à ação policial.

Isso foi no último domingo, em Costa Barros, na região que inclui Irajá, Jardim América, Pavuna e Acari. Cinco simpáticos rapazes que só queriam fazer suas vidas honestamente, como cidadãos honrados em busca de qualidade de vida. Os policiais envolvidos foram expulsos da corporação e o chefe deles, exonerado.

As autoridades cariocas "lamentam" o ocorrido, mas elas é que permitiram que se admitisse para o trabalho na Polícia Militar gente despreparada que confunde gente pobre e honesta com bandidos. Não é essa a única violência contra inocentes. Teve até mulher que morreu arrastada por conta de um abuso policial...

Esse é o outro lado do "sonho carioca" e é bom que a "boa sociedade" se acostume, em vez de partir para o refrão "São apenas problemas normais da cidade moderna / Vamos esquecer / Vamos procurar glamour até nos vídeos engraçados do YouTube...", que mais parece disco riscado. O pesadelo carioca está aí para ninguém ficar driblando com vãs fantasias...

Há trinta e cinco anos, morria Cartola, um dos grandes sambistas do Brasil

ESPREMENDO A LARANJA: Cartola é um dos maiores compositores que o Brasil já teve, não só no samba, mas em toda a música brasileira. Suas músicas são de uma beleza e inteligência exclusivas, incrivelmente vindas de um homem humilde e de pouca escolaridade. Ele, sim é uma prova definitiva de extrema inteligência natural, que os popularescos dizem ter e na prática não possuem. Cartola deve estar vivendo em planos superiores, pois seu espírito tem qualidades para isto.

Cartola é um exemplo para nós, de simplicidade tanto como pessoa como artista legítimo que foi, um nome ainda sem substituto e infelizmente ignorado pela geração de mexedores de pezinho que dizem "exaltar o samba" mas na verdade envergonham o gênero com sua incompetência, mercenarismo e falta de talento. E abaixo, coloco um texto publicado há cinco anos atrás, quando se comemorou os 30 anos da ausência do mestre do samba melodioso.

Cartola, ainda estamos com saudades de você.

Há trinta anos, morria Cartola, um dos grandes sambistas do Brasil

30 de novembro de 2010 • 16h44 - Site Terra

Em 30 de novembro de 1980 o Brasil perdia o compositor Angenor de Oliveira, o Cartola. Considerado por muitos críticos o maior sambista da história da música brasileira, Cartola teve uma vida a altura das letras tristes de seus sambas, como Alvorada, Disfarça e Chora e As Rosas não Falam.

Origens

Angenor de Oliveira nasceu em 11 de outubro de 1908 no Rio de Janeiro. Deveria se chamar Agenor, mas um erro do cartório adicionou uma letra a mais no nome. O pai Sebastião era funcionário do Palácio do Catete, e sua infância, passada nos bairros do Catete e Laranjeiras foi humilde, mas não pobre, e ele teve acesso à escola, algo raro na época. Mas dificuldades financeiras levaram a família a se mudar para o morro da Mangueira, na zona norte do Rio, onde então havia uma pequena favela, quando ele tinha onze anos.

O jovem Angenor aprendeu com o pai a tocar violão e cavaquinho e cedo se apaixonou pelo samba. Na adolescência se tornou protegido do lendário malandro e sambista Carlos Cachaça, e juntos eles formaram o Bloco dos Arengueiros, o embrião da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, fundada em 1928. Aos quinze anos ele largou os estudos e começou a trabalhar como pedreiro. Seu hábito de usar um chapéu coco para proteger a cabeça do cimento gerou o apelido Cartola.

Sua mãe morreu quando ele tinha 17 anos, e as constantes brigas com o pai devido à sua vida boêmia o levaram a sair de casa. Ele vive uma vida de malandragem, bebendo, freqüentando prostíbulos e dormindo em trens, até ser "salvo" por uma vizinha mais velha, Deolinda, que se apaixonou e levou Cartola para morar com ela. A casa era freqüentada por malandros e sambistas como Noel Rosa. Após fundar o bloco dos Arengueiros e a Estação Primeira de Mangueira, Cartola começou a ficar conhecido fora da comunidade, e na década de 30 teve sambas gravados por grandes cantores da época, como Mário Reis, Francisco Alves, Silvio Caldas e Carmen Miranda.

Esquecimento

A consagração maior veio em 1940, quando Carola foi convidado pelo compositor erudito Heitor Villa-Lobos para uma gravação de ritmos folclóricos brasileiros encomendada pelo maestro americano Leopold Stokowski, realizada em um navio ancorado no porto do Rio. No mesmo ano ele estreou o programa A Voz do Morro, na rádio Cruzeiro do Sul. Mas na década de 40 começaram os problemas. Uma nova diretoria da Mangueira começou a boicotá-lo, e ele acabou deixando o morro. Ele contraiu meningite e a mulher Deolinda morreu devido a um ataque cardíaco.

Trabalhou em subempregos, como vigia e lavador de carros, e se entregou à bebida, com diversos problemas de saúde, como a infecção no nariz. Foi "salvo" novamente por uma mulher, dona Zica, antiga admiradora, com quem viveu até sua morte. Foi redescoberto artisticamente pelo jornalista Sérgio Porto, lavando carros no bairro de Ipanema. Voltou a se apresentar no rádio e em bares e restaurantes, e na década de 60 abriu, com dona Zica, o famoso restaurante Zicartola, que virou ponto de encontro dos maiores sambistas e músicos ligados à bossa nova, como Nara Leão, Paulinho da Viola e Nelson Cavaquinho. O Zicartola não durou muito, mas entrou para a história da boemia carioca.

Consagração

Em 1965, o disco Opinião, de Zé Keti, João do Vale e Nara Leão, trazia a faixa O Sol Nascerá, de Cartola. Ele participou de discos de Clementina de Jesus e Elizeth Cardoso, e em 1968 participou em duas faixas do LP Fala Mangueira. Na década de 70 veio a consagração final, que começou com uma série de shows organizada pela UNE (União Nacional dos Estudantes). Nomes como Paulinho da Viola, Clara Nunes e Elza Soares gravaram seus sambas. E, em 1974, aos 66 anos, ele lançou seu primeiro LP, produzido de forma independente por Marcus Pereira, onde cantou, acompanhado por instrumentistas de primeira linha, sambas belíssimos como Tive Sim, Alvorada, Corra e Olhe o Céu e Quem Me Vê Sorrindo, entre outros. Outro disco, de 1976, trazia As Rosas Não Falam e O Mundo é um Moinho, além de versões de Preciso me Econtrar, de Candeia, e Senhora Tentação, de Silas de Oliveira.

O sucesso dos dois discos levou à uma consagração final, e ao morrer, em 30 de novembro de 1980, vítima de câncer, Cartola já era considerado um dos nomes mais importantes da história da música brasileira. O poeta Carlos Drummond de Andrade dedicou a ele uma crônica publicada no Jornal do Brasil, e seu velório foi acompanhado por praticamente todos os grandes nomes do samba e da MPB.



Talvez o traço mais característico da obra de Cartola seja a sofisticação e o uso impecável da língua portuguesa em suas letras, aliadas aos arranjos ao mesmo tempo singelos e sofisticados. Em 2007 foi lançado o filme Cartola: Música Para os Olhos, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, e no ano seguinte seu centenário foi comemorado com uma série de discos e shows especiais. E hoje, nos trinta anos de sua morte, Cartola é homenageado pelas novas gerações. A palavra "Cartola" chegou ao topo dos "trending topics", lista de assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

Eurico Miranda está investindo pesado no Brasileirão

No jogo de ontem contra o Santos, em São Januário, o Vasco da Gama teve uma vitória "fácil" por 1 a 0. Um time como o Santos ficou sem marcar gols numa trajetória fácil demais para o time carioca.

Desde que Eurico Miranda voltou a presidir o Vasco, tudo virou um mar de rosas. A maioria dos jogos com empates ou vitórias, e um retorno fácil demais da Série B para a Série A. Times grandes são facilmente derrotados ou sofrem empates muito, muito estranhos.

Eurico Miranda pode não ir com a cara do rival Ricardo Teixeira, mas as lições deste foram aproveitadas. A Seleção Brasileira de Futebol, longe da melhor fase, venceu eliminatórias para a Copa de 2002, obteve o Penta, tudo de maneira fácil, com times grandes estranhamente derrotados.

A imprensa, deslumbrada, diz que o Vasco "respira". Preferimos dizer que o Vasco respira com a ajuda de aparelhos. Com a ajuda da máquina financeira do "titio" Eurico, que faz com que um time que chegou a ser comparado ao Íbis seja, da noite para o dia, detentor de vitórias fáceis na maioria dos jogos do Brasileirão.

domingo, 29 de novembro de 2015

Revolução de quê, Mano Brown?

Estamos vivendo a era da mediocridade, onde tudo piora, seja para cortar custos financeiros, seja para evitar o esforço intelectual. Tudo piora a olhos vistos e estamos perdendo a noção do que significa "coisas de qualidade", aceitando essas ruindades que se apresentam diante de nossos olhos como exemplos de "coisa boa".

E estamos perdendo o senso do ridículo. Se algo ridículo te aceitação maciça da população ou é defendida por algum figurão com poder de influência, deixa de ser ridículo, ganhando status de "melhoria" após intensas campanhas de publicidade (Né? Goebbels!)

Muitas celebridades que eram sérias deram de defender essa palhaçada chamada "funk", uma tolice que usa o nome de outro gênero musical bem diferente e que se caracteriza pelos arranjos malfeitos, letras idiotas e dancinhas ridículas e que quer se impor na marra, enfiando goela abaixo mesmo, como sendo a "maior novidade na cultura brasileira", como se tivesse algo a dizer. Nos bastidores sabemos que muita grana rola e muita gente boa tem recebido fortunas para elogiar esta descartável tosqueira pseudo-cultural.

O mais recente membro do clubinho dos iludidos pró-"funk" é o rapper brasileiro Mano Brown, dos Racionais MC's. O rap brasileiro é melhor que o rap americano feito nos últimos anos (gangsta rap é bem ridículo. Parece o "funk" de lá) e os Racionais era o grupo mais popular do gênero, geralmente lançando mão de letras politizadas.

Mas Brown, seja por ter levado uma pancada na cabeça ou uma bolada de dinheiro no bolso, deu uma declaração infeliz que elogiou o "funk" brasileiro, definindo-o como "revolução". Revolução de quê, caro Brown? Revolução sugere progresso intenso e o que se vê no "funk" é um baita retrocesso que nos devolve aos mais primórdios tempos dos trogloditas. Além de estarmos desaprendendo a sermos humanos, estamos desaprendendo a fazer cultura.

Prefiro não levar a sério a opinião de Mano Brown e aceitar como uma opinião pessoal dele e não como um diagnóstico. O que é uma pena, conhecendo a ótima trajetória de Brown e de seus Racionais. Cabe aceitar o fato de que Mano Brown surtou de vez, assim como muitos outros que encanaram de defender algo claramente tão ruim. Embora reconheçamos que a declaração dada irá facilitar a inclusão dos Racionais Mc's no mercado competitivo de festivais musicais pelo país.

Sabe-se que o que é ridículo e sem consistência vai desaparecer com o tempo. E que os defensores do "funk" saibam que esfregar a bunda na cara dos outros não tem a capacidade de melhorar a sociedade. Esse tipo de revolução não passa de involução.

Eles gostam de futebol, sim. Até demais!

Na última quinta-feira, 26, no horário da noite, uma briga ocorreu no conhecido trecho entre a Av. Sete de Setembro e a Rua Gavião Peixoto, no bairro de Icaraí, Niterói, próximo a Av. Ari Parreiras.

Torcedores do Vasco da Gama e do Flamengo se enfrentaram com paus e outros objetos por puro ato de violência, aliás, de puro trogloditismo. Uma pessoa chegou a ser baleada, mas sobreviveu. E a "boa sociedade" do Grande Rio acreditando que a região metropolitana que envolve a ex-Cidade Maravilhosa mantém o glamour intato. Vá ver...

A mídia esportiva adora definir esses episódios como atos de "quem não gosta de futebol". Isso é um grande equívoco e pura falta de lógica. Afinal, se alguém não gosta de futebol, ele não iria perder tempo brigando e agredindo os outros, não é mesmo? Ele ficaria em casa, com outras coisas para fazer.

Portanto, esses brutamontes que se enfrentaram em Icaraí gostam muito de futebol. E gostam mesmo. Só que gostam até demais, a ponto de dizer que só o seu time de coração presta. E, juntando isso ao espírito de intolerância que contagia uma parcela de cariocas e fluminenses, dá nesses atos de pura violência e extrema brutalidade.

Futebol é martelada, mas cariocas adoram...

A cabeça dos torcedores cariocas pode até ser oca, mas é revestida do mais sólido chumbo. Porque, sinceramente, como é que eles aguentam uma coisa martelada com insistência, falada em todos os cantos, todos os dias, 24 horas por dia, 365 dias ao ano?

Como pessoas normais conseguem aguentar pessoas falando só sobre futebol, apenas sobre futebol e cada vez mais em futebol? Um monopólio que é metralhado à exaustão!

Futebol, futebol e futebol. Até parece que não existe outra coisa a fazer na vida! Até parece que futebol desenvolve o Rio de Janeiro! Todos se esquecem que foi por causa de futebol que esta crise no país se agravou e ainda querem mais futebol! Querem mais futebol? Então tomem mais crise! Crise de montão para nunca acabar!

Mídia insiste, políticos insistem, sociedade insiste! Todos insistem com o supérfluo e inútil futebol. Fútil até no nome!! 

Amigos? Futebol! Namoradas e esposas? Futebol! Emprego? Futebol! Favores? Futebol! Dinheiro? Futebol! Futebol está em todas e em até onde ele não deveria ser chamado. Futebol é o nome da doença crônica que arrasa os cariocas! E uma doença irritante!

E a pergunta que não quer calar: será que esta maçante e massiva ladainha não cansa? Praticamente 100 anos falando sempre na mesma coisa, na mesma enfadonha modalidade esportiva e NINGUÉM ENJOA? O que faz os cariocas não enjoarem de uma rajada lançada aos montes sobre o Rio? Uma coisa repetida como uma piada velha que não provoca mais risos?

Como gostar de algo repetitivo, repetido ad nauseam sem despertar uma gotinha de vômito? Como aguentar uma martelada como essa? Será que não enche o saco? Fala-se tanto em futebol e NINGUÉM ENJOA? Qualé?!

O futebol e um monopólio irritante que não consegue dar náuseas aos cariocas. Pelo jeito a cabeça é oca, mas está muito bem protegida contra marteladas repetitivas.

sábado, 28 de novembro de 2015

Vida de loser

OBS: Essa eu encontrei no Orkut. Um cara postou detalhes de sua vida numa comunidade do Orkut. Vou omitir a identidade em respeito ao cara, mas vou colocar aqui porque parece uma crônica. Os dados que possam identificá-lo foram alterados por mim. Daria para um filme de tão hilária que é. Vejam se ele não é o típico "loser"?

Olhem a Minha Vida

Por autor não identificado - Extraído do Orkut

Alguém aqui estuda em biblioteca? Moro com minha avó, hiper ultra controladora, chata pra caralho, 85 anos sem ter contribuído em nada pra humanidade e estúpida até a alma. Vim morar com ela pq minha namorada me mandou pra casa do KCT depois que desligaram a luz por falta de pagamento e ficamos no escuro (isso tem 4 dias). Minha mãe tem problemas mentais e apesar de ela morar num lugar bacana, morar com ela é assinar a sentença de morte ou de suicídio. Meu pai mora com uma imbecil que só pensa em limpar pó e dobrar cueca em forma de rocambole e espiã da privacidade alheia também e só fala merda e acha que tá certa. Eu morava com minha namorada e seu filho marmanjo de 18 ânus e que se acha homem, sua mãezinha é vendedora de loja e ganha mal e não contribui com os gastos do lar.

Até Janeiro eu trabalhava com meu pai esquisito (empresário razoavelmente bem sucedido do ramo de engenharia que em alguns anos trabalhando com ele nunca assinou a minha carteira e tratava seus peôes muito melhor do que a mim, me dava uma gorjeta de R$ 500,00 por mês onde batia uma crise existencial forte em mim quando eu contava as poucas cédulas. Meu trabalho era ir a rua, carregar tralhas no meu carro que ele me deu qd eu já tinha 26 anos (hoje tenho 31) e com objetivo de carregar os tubos e conexões dele, tanto é que ele me deu uma pick up. Sei que to parecendo uma bicha chorona mas tá batendo um desespero, uma vontade de viver, de ser feliz.

Decidi estudar pra concurso em Dezembro de 2009, fiz o da Petrobrás, não passei, fiz esse agora e to mais pra lá do que pra cá. Peguei o programa da UFF e BB, mas aqui com minha avó a condição pra se concentrar é zero. A velha é chata demais, privacidade -100. Punheta... Não toco mais pq a porta do banheiro não fecha por causa do tapete ela não admite portas fechadas em seu castelo. Agora mesmo tava em pé atrás de mim perguntando o que eu estava escrevendo e tive que minimizar a tela. Quem aguenta isso? Se eu tomar chumbinho vou morrer rapido ou é uma morte lenta... kkk brincadeira...

A visão oficial dos fatos sempre será a da mídia tradicional

Você deve ter ouvido falar em "teorias conspiratórias". Apesar de insistentemente divulgadas como sinônimos de "mentiras", nem sempre elas correspondem a boatos e lendas. Cabe ao bom senso separar qual a teoria que e verdadeira ou não. Até porque o verdadeiro significado do termo é "tese lançada que vai contra a visão oficial dos fatos". E a visão oficial nem sempre é verdadeira.

A visão dos fatos, que é o que a coletividade acredita como "verdade" é o que é difundido pelos meios de comunicação tradicionais. Mídia tradicional é a mídia controlada pelos donos dos meios de produção, basicamente rádios, revistas, jornais e sobretudo a televisão, este ainda o meio de comunicação mais influente (mesmo que não seja o mais utilizado) e que regula e consagra o pensamento coletivo da sociedade.

Vamos falar sobre a televisão, que é a que consagra definitivamente os valores e informações que fazem as pessoas acreditarem como "verdades absolutas". Ela é controlada por grandes empresários que possuem o interesse em transformar seus pontos de vista e interesses pessoais em convicções coletivas. 

Como esses empresários gozam de absoluta credibilidade, por passar uma nem sempre verdadeira imagem de responsabilidade, o que é vinculado nas TVs ganha contornos de verdade confiável. Não raramente, o que é divulgado na TV é imediatamente aceito pela sociedade e espalhado feito vírus. E está construído o repertório de crenças coletivas a ser consagrada pelos costumes cotidianos.

O que se chama de "teoria conspiratória" na verdade é a tentativa de buscar uma versão que fugisse à visão oficial divulgada pela mídia. Claro que nem tudo que é vinculado pela mídia e nem toda a teoria conspiratória e verdadeira. Em ambos os casos, há verdades e mentiras. Cabe ao bom senso e a análise detalhada saber se uma teoria conspiratória está falando a verdade ou não. Sei de várias teorias conspiratórias que são comprovadamente verdadeiras, mas não vou citá-las para não desviar o foco desta postagem. 

Mas como a nossa sociedade despreza a lógica, preferindo a fé cega e a confiança "em quem diz" e não no que é dito, muitas mentiras são largamente difundidas pela mídia e tratadas como verdades inquestionáveis, excluindo da sociedade as pessoas que se dispusessem a prová-las como irreais.

E por isso mesmo que vemos muitas pessoas cometendo erros de opinião e pensamento, se baseando nos estereótipos consagrados, pois a versão oficial sempre será a da grade mídia, reguladora das regras sociais. 

Pois para a maioria das pessoas, que não sabe o que fazer com seus cérebros, o melhor mesmo é confiar cegamente nas lideranças que difundem tais ideias. Infelizmente o prestígio que uma pessoa ou instituição possui, mesmo falso, ainda é a única garantia para a maioria das pessoas para que o que seja dito seja verdadeiro ou não. Enquanto isso acontecer, a mídia ficará coma visão oficial dos fatos e toda teoria contrária será vista como mentira.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Rio de Janeiro virou província, mesmo!!

O jornal O Dia se comportou feito um jornaleco de cidade do interior, dessas que são controladas por grandes fazendeiros.

Reagindo a uma série de reportagens do Jornal da Record, o periódico carioca, que se inclina a apoiar o grupo político de Eduardo Paes, se indignou quando a série, intitulada "O Rio de Janeiro na Lama", revela que os políticos cariocas estão deixando o Rio de Janeiro falido e se enriquecem às custas do sofrimento do povo e dos interesses combinados com empreiteiros.

Uma das reportagens da série mostra que moradores de uma área de Jacarepaguá foram expulsos, mediante baixa indenização (insuficiente para obter o aluguel de uma casa), de suas residências, para a construção de um complexo olímpico pela empreiteira favorecida.

Graças a interesses de empreiteiros, até áreas ambientais e bens do patrimônio histórico estão sendo destruídos para obras olímpicas ou corredores de BRT, cujo trabalho das empreiteiras resultará em lucros exorbitantes e vantagens político-econômicas das mais elevadas.

A série de reportagens denuncia gente querida dos editores e donos de O Dia, como a família Picciani - o presidente da ALERJ, Jorge Picciani, e seus filhos Leonardo Picciani, deputado federal, e Rafael Picciani, secretário de Transportes da prefeitura carioca - , Carlos Roberto Osório e os próprios Eduardo Paes, prefeito carioca, e Luiz Fernando Pezão, governador fluminense. O grupo político estabelece parcerias com empreiteiras denunciadas pela Operação Lava-Jato.

Daí que O Dia, com a rabugice de um jornaleco de latifúndio, acusa as reportagens de serem "propaganda" do "bispo" Marcelo Crivella, um dos braços-direitos de Edir Macedo na Rede Record. Só que um detalhe o jornaleco carioca não percebeu.

Os jornalistas da Record que realizam a reportagem são sérios, e através deles vieram muitas e muitas denúncias envolvendo o império midiático da Rede Globo, a corrupção dos políticos do PSDB e a roubalheira dos dirigentes esportivos brasileiros, denúncias comprovadas pela Justiça, como a sonegação fiscal da Globo, as "empresas fantasmas" de Ricardo Teixeira e as contas em "paraísos fiscais" de Fernando Henrique Cardoso, José Serra e seus amigos e parentes.

Estes jornalistas até são funcionários de Edir Macedo, mas até este sabe que os profissionais têm que manter sua autonomia profissional, e por isso o trabalho destes é respeitado e, neste sentido, mostra um trabalho investigativo consistente e arrojado.

Mas muitos cariocas "formadores de opinião", acomodados nas elites que predominam nas mídias sociais, preferem o "sonho" da fantasia de O Dia, com suas matérias elogiosas a Eduardo Paes e companhia ou, quando muito, a "denúncias" mais amenas, do que encarar o pesadelo da realidade mostrada pelo Jornal da Record, mas que também ocorre fora da mídia, no cotidiano das pessoas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Sonhos de Morpheus, 26/11/2015


Depois de um longo tempo de pausa, sempre é bom ver o que está acontecendo ao nosso redor. Vamos dar mais um giro e ver as novas loucuras desse mundo cada dia mais doido.

1. Todos gostariam de encontrar uma sereia como essa em uma praia bem próxima. Link

2. Não sou só eu que está de saco cheio de Niterói. Link

3. Devemos orar por Paris? Talvez seja melhor que não oremos. Link

4. Álbum da vez: coletânea da série Icon (Universal Music), com o subestimado beatle Ringo Starr. Link

5. Receita de Casquinha de Siri a moda sergipana. Nunca experimentei mas quem comeu garante que é uma delícia. Link

6. Crítica especializada aprova carreira musical de Hailee Steinfeld. Nós também! Link

7. Este era o terminal de ônibus que me servia quando eu estive em Aracaju. Link

8. O tempo passa rápido: o garotinho de ICarly já é um senhor casado! Link

9. A lindíssima Ashley Benson quer deixar os homens doidos. Link

10. Quando eu digo que sair a noite é um perigo, ninguém acredita. Link

11. Sidney Rezende saiu da Globo de cabeça erguida e com dignidade. E ainda nos brinda com um brilhante texto. Link

12. Deus atendeu os apelos dos terroristas. Porque não atendeu os das pessoas de bem? Link

13. Vinte gambiarras que facilitam o cotidiano. Link

14. Os coxinhas choram: oficial militar garante que não haverá intervenção. Link

15. Você confia em médiuns? Eu não e este vídeo vai dizer porque você não deve confiar. Link

16. Para os cariocas, o século XXI ainda não chegou. E nem sabe se vai chegar. Link

17. Vamos chorar por Paris, mas Mariana de Minas Gerais também quer que choremos por ela. Link

18. Inteligente, charmosa, talentosa, bem-humorada, meiga, linda e também gostosona: porque Emmy Rossum é uma das mulheres mais maravilhosas do universo? Link

19. O maior ídolo do esporte que mais favorece a vida social é portador de um mal que dificulta muito a vida social. Link

20. Eleições na Argentina: muito similar ao que poderá acontecer no Brasil. Link

Para Rádio Cidade, Pink Floyd só tem duas músicas e Syd Barrett nunca existiu

Vergonha a tal rádio do "Rock de Verdade". E ainda tem roqueiro autêntico, que não parece apoiar a Rádio Cidade, incomodado com as críticas a essa rádio. Roqueiro virou carneiro?

Pois, no caso de uma das bandas mais seminais do rock clássico, o grupo britânico Pink Floyd, só comparece nos 102,9 mhz com duas músicas: "Time" e "Another Brick in the Wall Part 2", insuficiente para entender a carreira da banda, que durou de 1965 a 2014.

Fora as duas canções, nada mais aparece do Pink Floyd. Syd Barrett. o saudoso membro-fundador da banda, simplesmente nunca existiu. A fase inicial do PF, que gravou seu primeiro LP, Piper At The Gates Of Dawn, na mesma época e no mesmo edifício Abbey Road onde os Beatles gravaram Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (não pergunta para o pessoal da Cidade sobre esse disco, que eles não conhecem), em 1967, simplesmente nem de longe chega a ser cogitada pela equipe poperó que comanda os 102,9 mhz do Grande Rio.

Só isso é um grande desrespeito, porque a Rádio Cidade pode ter como lema o "Rock de Verdade" porque ela decidiu assim. Mas não é por isso que ela vai ser rádio de rock de verdade. Até porque rádio de rock de verdade, de verdade mesmo, iria tocar até o Lado B do Pink Floyd. 

Mas, fazer o quê, a Rádio Cidade é uma bobagem até no nome! Imagine uma rádio de rock séria com esta bosta de nome de Rádio Cidade? Seria como uma banda chamada Mulher Fruta e as Balas Juquinha.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A sensível mensagem de Joey King para os franceses

A atriz Joey King é uma de nossas musas favoritas. Linda e talentosa, ela é conhecida pelo seu bom humor na vida real, observado em muitas postagens nas redes sociais em que participa.

Mas Joey King também sabe falar sério nas horas apropriadas e após o infeliz desastre que vitimou inocentes em Paris no último dia 13, a atriz publicou uma sensível mensagem que surpreende pela maturidade, já que a atriz sequer tem 18 anos ainda (ela ainda tem 16).

É uma mensagem sensata que serve de ponto de partida para várias reflexões. E fica aqui o nosso agradecimento à Joey King, linda por fora e também por dentro, que teve a iniciativa de nos fazer pensar mais sobre mais um episódio triste que envergonha a humanidade e mostra que ainda não estamos avançando. Mas Joey King faz a sua parte para evoluir e nos tranquiliza saber que há jovens como ela a querer melhorar a sociedade.

Reproduzimos a declaração da atriz, em tradução feita para o nosso blog. Antes uma imagem que ela postou para ilustrar a sua postagem, mostrando um pequeno texto da poetisa inglesa de origem africana, Warsan Shire. Leiam e reflitam:

"Eu só tenho que ter um segundo para dizer que mesmo pensando sobre esta tragédia faz-me sentir fisicamente doente. Isso me faz perceber o quão pequeno eu sou e como certas pequenas coisas realmente não importam. Meu coração é tão pesado e eu estou tão impressionada e com tristeza pelo fato de que isso aconteceu e eu estou com medo. Eu estou aterrorizada. O mundo é um lugar tão bonito, mas é apenas horrível saber que existem tantas almas odiosas. Eu te amo Paris. Não há um minuto que passa que eu não esteja pensando em você e eu quase desejo que eu seria um ser humano ignorante porque todos nós temos ouvido dizer que a ignorância dizendo é bem-aventurança. Isso é qualquer coisa, menos bem-aventurança. Respeito a todas as pessoas inocentes que foram mortas durante este desastre e respeito às suas famílias. Estou com tanto medo por toda a humanidade. Com o coração pesado que eu digo que eu te amo, Paris. Estou tão devastada. Por favor, esteja segura. #PrayForTheWorld" (Joey King)

Valeu, Joey. Você é uma garota admirável, em todos os sentidos. Faço das suas palavras as minhas.

Empresários brasileiros são escravocratas

Em tese, a escravidão acabou. Mas na prática ela continua, ganhando apenas contornos mais suaves. Se a escravidão como era antes não voltou é por causa das leis que a impedem e não do "bom mocismo" dos excludentes donos dos meios de produção. Para grande maioria dos empresários brasileiros (há escassas exceções), a escravidão é coisa boa sim!

A maioria dos empresários brasileiros e digo grande maioria, é a favor da escravidão, que permite que se pague menos - ou nem pague - pela mão de obra que acaba saindo bem barata. O Brasil é um dos países com mão de obra mais barata do mundo, só perdendo para países subdesenvolvidos. Esta é a principal razão que estimula a instalação em massa de muitas empresas estrangeiras que criam suas filiais em terras brasileiras.

Um fato que pode comprovar o interesse escravista do empresariado brasileiro é o salário pago às funções mais básicas. Estas funções são remuneradas com o salário mínimo, que na realidade está muito aquém do que o bom senso define como dignidade humana. Receber como salário um valor inferior ao digno já é por si só uma escravidão remunerada.

Para se ter uma ideia, o salário mínimo atual não permite que uma pessoa possa ter direito a moradia. O aluguel mais barato consome cerca de 90% do salário mínimo, na melhor das hipóteses, o que significa que o trabalhador teria que sacrificar as outras necessidades para se estabilizar embaixo de um teto. 

Houve um relato de um funcionário de uma empresa da baixada que morava na rua porque não tinha condições de ter um imóvel alugado, por menor que seja. Mesmo morando na rua, chegava assiduamente e pontualmente ao trabalho após tomar banho em um bar próximo da marquise onde dormia. Mas me digam se isso pode ser classificado como "dignidade".

Para o empresariado, sempre é bom ganhar mais gastando menos. Para os donos do meios de produção, funcionários não são pessoas e sim equipamentos a serem adquiridos. Quanto mais barato, melhor. Se pudessem adquirir de graça esse esquipamento, melhor ainda. Só não o fazem porque a lei impede. Mesmo assim, há empresários mais ousados a desafiar as leis e contratar sem remuneração, de forma clandestina.

Mas boa parte prefere mesmo é pagar o salário mínimo. Na verdade, o salário mínimo deveria ser apenas uma base de cálculos e não a remuneração mínima. O salário minimo deveria na verdade ser QUATRO vezes maior que o salário mínimo na sua forma LÍQUIDA (o que chega como dinheiro vivo nas mãos do trabalhador). Graças ao salário BRUTO (encargos + dinheiro), há casos em que o trabalhador tem que se virar em um mês inteiro com apenas 20 reais em dinheiro vivo nas suas mãos. Cruel, não acham?

Argumentam os empresários que não possuem condições de pagar salário digno a seus funcionários. Então, meus amigos, porque vocês abrem uma empresa? Vocês não gostam de funcionários incompetentes, porque vocês continuam agindo como EMPRESÁRIOS INCOMPETENTES? Se não têm condições de pagar melhor seus funcionários, eu digo a vocês a mesma frase que vocês dizem aos seus sub-alternos: SE VIREM!

Em épocas de direitismo explícito e transformação do empresariado em "classe heroica e altruísta", é bom revelarmos o lado triste do sistema Capitalista. Se depender da vontade do empresariado, as leis anti-escravidão acabam e os donos dos meios de produção poderão lucrar muito praticamente sem pagar nada, o que seria bom para aumentar o padrão de vida deles. Afinal, funcionários são somente máquinas. Se não servir, joga-se fora (demissão).

Se "Garota de Ipanema" fosse composta hoje, SMTR exigiria mudança na letra

A julgar pelas mudanças nos ônibus da Zona Norte e da Zona Sul no Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) simplesmente teria vetado a parceria de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes nas zonas boêmias de Ipanema. Portanto, "Garota de Ipanema" não teria existido, se fosse feita hoje.

Se fosse hoje, Tom Jobim, por ser tijucano, teria que combinar o encontro com o ilustre parceiro em algum bar da Av. Pres. Vargas, porque a ligação entre Tijuca e Ipanema agora é só com a incômoda baldeação de ônibus superlotados.

Os tecnocratas da SMTR até sugeririam que a dupla compusesse "Garota do Castelo", citando o Palácio Gustavo Capanema, mas para ir da Candelária, onde param as linhas de ônibus da Zona Norte, para o referido prédio histórico, são muitos quarteirões, praticamente uma peregrinação para os padrões de artistas boêmios cariocas.

Eles teriam feito, portanto, "Garota da Candelária", para tentar resolver a situação, e imaginamos que a letra seria justamente assim:

Garota da Candelária

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
Na avenida (1) a andar.

Moça do corpo dourado
Do Centro em problemas
O seu balançado é o único poema
Que vindo da Central eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a violência que existe
A Zona Sul não é só minha
A integração (2) sempre passa cheinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O Centro do Rio se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor.

(1) Av. Pres. Vargas.
(2) Linhas de ônibus integradas Centro X Zona Sul.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tempestade causou transtornos no Rio de Janeiro

No último sábado, uma violenta tempestade, incluindo raios e muitíssima chuva, alagou a cidade do Rio de Janeiro e deixou vários bairros em atenção.

Houve queda de árvores, acidentes com carros, muito congestionamento - nada se comparar com os causados pelas atuais mudanças nas linhas de ônibus - , além de muitos lugares alagados.

A situação chegou ao ponto de técnicos do Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro anunciarem estado de atenção.

Mas, pelo jeito, os cariocas estão muito, muito tranquilos. O clube Botafogo de Futebol e Regatas venceu por antecipação a série B do Campeonato Brasileiro 2015 e já havia garantido antes a volta à série A. Para esses cariocas, o sol sempre brilha no Rio de Janeiro.

sábado, 21 de novembro de 2015

Rock de Verdade? Menos, menos!

Queen, Legião Urbana, AC/DC, Nirvana, Iron Maiden. Esses nomes ilustram os cartazes espalhados por transdoors, outdoors e bâneres que divulgam a propaganda da Rádio Cidade carioca, usando o lema "Rock de Verdade".

Tudo muito bonito, parecendo arrojado, chamando a atenção do desavisado que, geralmente, acha que a Rádio Cidade é "uma baita rádio de rock" porque andou ouvindo "sertanejo universitário" e "funk" demais.

Pois esse "Rock de Verdade" não é o que a emissora mais toca. Quem sintoniza a Rádio Cidade, não bastassem aqueles enjoados locutores de vozes afetadas de timbres afinados (ou efeminados?) que parecem estar falando com os fãs do Justin Bieber, sabe que boa parte do "rock de verdade" que rola não passa de grandes porcarias pós-grunge produzidas nos últimos 25 anos.

Dessas porcarias pós-grunge, boa parte delas mais parece música para boi e ovelha negra dormir, canções de ninar grunge cujos vocalistas cantam com vozes de sono. Tudo adocicado, tudo bonitinho, e tudo "só sucesso", afinal, se não aparecer na Billboard e nos listões similares, não conta. Se, no Brasil, o roqueirinho de ocasião não ameaçar Luan Santana nos listões em geral, nem de joelhos se conseguirá alguma divulgação nas ondas da Rádio Cidade.

Aliás, o tal "rock de verdade" só aparece nas ondas dos 102,9 mhz ou nos sinais digitais do Spotify e companhia - tem até o TuneIn para celular - só é tocado através dos grandes hits, até porque os produtores ranzinzas (eles sofrem do mesmo mau humor da equipe da revista Veja) e os locutores engraçadinhos da Rádio Cidade sentem fobia pelo que não está nas paradas de sucesso. Quem quer "lado B", canções obscuras e outras alternativices autênticas que vá para o MP3 ou YouTube.

A rebeldia sem causa de Miley Cyrus

Alguém precisa avisar Miley Cyrus que ser promíscua não é sinônimo de ser madura. Infelizmente hoje, as pessoas entendem a promiscuidade como forma de liberdade transformando em problema de moralismo o que na verdade é um problema de saúde, principalmente mental. E a eterna Hannah Montana virou a porta voz da promiscuidade libertadora, que defende sexo irresponsável e o consumo de drogas nocivas à saude.

E ser promíscuo nada tem de bom e gera danos. É um tipo de irresponsabilidade. Mas parece que para a sociedade, ao atingirmos os 18 anos, passamos a ter direito de sermos irresponsáveis, a fazer tudo sem pensar nas consequências. Havendo qualquer polêmica, é só acusar os mais sensatos de estarem sendo  "moralistas", que está tudo tranquilo. Se alguém morrer por causa de excesso, inventa-se que "estava na hora dele ir embora", que já convence a sociedade incauta.

Cyrus, filha do cantor country Billy Ray Cyrus (que aparentemente faz vista grossa para as maluquices da filha), pelo jeito quis se livrar de maneira radical do mito de estrela infantil e entendeu que a promiscuidade seria a forma mais fácil de se libertar da personagem que a consagrou. E fingindo sensualidade, se esquece que não tem corpo nem charme de uma musa realmente sensual, sendo vista por muitos como uma magrela de peito pequeno quereno aparecer com a sua nudez.

A eterna Hannah Montana não conseguiu melhorar o mundo ate agora e seu ativismo se limitou a ter um único lado bom: de servir para aumentar a auto-estima da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Mas campanhas de ativismo pró-LGBT já estão sendo feitas por outros ativistas. O que já dispensa Miley desse tipo de ativismo.

Toda forma de amor vale a pena e uma pessoa não pode ser condenada porque não se encaixa naquilo que se conhecia como única definição de "família". Muitos relacionamentos homo-afetivos têm mais respeito e amor sinceros do que muitas relações héteros, sobretudo entre homens ricos e jovens lindas.

Mas Miley não precisava de lançar não da promiscuidade para defender os direitos do povo LGBT. Poderia ter feito isso de maneira mais sóbria e elegante. E nos outros setores, Miley erra feio no seu ativismo, com atitudes que não conseguem melhorar o sistema como um todo.  

Ainda bem que temos outros ativistas jovens que tomam iniciativas bem mais eficientes. Não precisamos de Miley Cyrus. Ela é apenas uma garotinha querendo aparecer. Ela quer mostrar que cresceu na aparência, mas ainda preserva boa parte da ingenuidade de sua personagem. Mesmo assim, gostávamos mais dela quando ela era a Hannah Montana. Hannah também não mudou o mundo, mas pelo menos assumia que era incapaz de mudar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Rio de Janeiro se encontra em situação perfeita para ser alvo de ataque terrorista

Um alerta feito por especialistas sobre as Olimpíadas de 2016: há condições perfeitas para que o Rio de Janeiro se tornar alvo de um sério ataque terrorista praticado pelo grupo Estado Islâmico. O grupo terrorista pode estar secretamente organizando um plano para atacar durante as olimpíadas no eio do ano que vem. Convém lembrar que Munique, cidade alemã que organizou as Olimpíadas de 1972 foi alvo de um ataque terrorista bem famoso.

Especialistas alertam que o Brasil não tem tradição de combater este tipo de ataque e citam que o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro, tem características perfeitas para uma vítima desse tipo de ataque:
- O símbolo do RJ é o Cristo Redentor, referência ao Cristianismo;
- A cidade cultua festas com certo fanatismo e é uma das cidades que mais apoia o homossexualismo;
- As autoridades ainda não conseguiram combater os terroristas locais, que são os traficantes e milicianos não dá sinais de que irá combater. Algumas autoridades parecem estar compactuadas com os bandidos;
- Políticos que governam o país, o estado e a cidade estão desacreditados. A falta de credibilidade e a fragilidade política favorecem a vulnerabilidade;
- Apesar de cada vez mais intolerante e odiosa, a sociedade que não confia nos governantes ainda confia nas elites e em seus ícones, além de estarem indispostos a levar a sério os alertas sobre terrorismo;
- A fama dos brasileiros que os brasileiros tem lá fora como povo bobo e que prioriza a diversão.

Ainda não houve nenhum comunicado oficial sobre os possíveis atentados, mas as autoridades alertam sobre os fatores presentes na sociedade que facilitam a vulnerabilidade. Os especialistas aconselham as autoridades a se preocuparem com isso e treinar melhor polícia e forças armadas para agirem diante a possibilidade de ataques extremos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

É até ofensivo esperar a Rádio Cidade tocar Morrissey e Smiths

A Rádio Cidade é só uma rádio de hits, tá ligado? Hit-parade, "só sucesso", paradão, falou? Esse papo de "rock de verdade" é só para a emissora passar uma rasteira nas rádios pop concorrentes porque até os locutores seguem a linha do pop mais convencional, hoje simbolizado pelos Justin Bieber e Beyoncé da vida.

Portanto, é até ofensivo esperar que uma emissora canastrona como a Rádio Cidade - que nem comendo muito feijão com arroz chegará a ter 1% da competência de uma Fluminense FM - toque uma banda como Smiths ou a carreira solo do ex-vocalista do grupo inglês, Morrissey.

O cantor - que se apresentará no Rio, no próximo dia 24 - , mal consegue ser conhecido pela única música que os programadores das "rádios roque" costumam tocar, "Suedehead". Quando muito, ainda tem espaço para "Everyday is Like Sunday" no fim de noite.

Já em relação à banda, uma emissora como a Rádio Cidade mal consegue tocar uma meia-dúzia das maravilhosas canções de Morrissey e Johnny Marr (que está em excelente carreira-solo, mas as "rádios roque" praticamente ignoram), a saber, em ordem de importância:

1) "The Boy With The Thorn In His Side";
2) "This Charming Man";
3) "Ask";
4) "Bigmouth Strikes Again";
5) "Heaven Knows I'm Miserable Now".

Fora essas, só algum outro sucesso tipo "How Soon is Now?" e "Panic" para o fim de noite ou só para agradar aqueles jornalistas musicais descolados que fingem acreditar que as "rádios roque" são grande coisa só por conta de dois ou três programinhas mais conceituados (paciência: jornalista musical só sintoniza essas rádios depois de 21h30).

Os fãs dos Smiths nem recorrem a essas rádios, por acharem que lá só chove no molhado. Eles preferem MP3, discos importados e outras exclusividades. E se eles estão descobrindo o "disco perdido" de 1984, produzido por Troy Tate, por que eles vão sintonizar uma rádio que só toca alguns sucessos mais manjados? Alternativos têm o pé no chão.

Terrorismo e ideais de direita: tudo a ver

Frequentemente os simpatizantes das ideias de direita acusam os esquerdistas de serem genocidas, sanguinários, violentos, enfim, de tudo de ruim ou que não seja visto pelos capitalistas como "correto". Mas esquecem todos que os ideais de esquerda é que são humanistas, fazendo com que as acusações de anti-humanismo sejam, além de injustas, jogadas ao lado oposto. A direita sim, é que tem vocação para o sadismo, autoritarismo e desprezo pelo bem estar alheio.

Falamos que Stalin, o estereótipo de esquerdista utilizado pelos direitistas, na verdade foi um deturpador e que ele não era de esquerda coisa nenhuma, utilizando os nomes do Comunismo e do Socialismo para se promover. Não há nada nessas ideologias que permita atrocidades como as cometidas por Stalin e seus discípulos.

Capitalismo não quer o bem coletivo

Quanto ao Capitalismo, o "mocinho" da vez, tem tudo para se tornar uma ideologia terrorista, sanguinária. Basicamente é uma ideologia excludente. Não valoriza o bem estar coletivo e sim o individual. Vê a luta pela sobrevivência não como um direito e sim como uma competição. Enxerga os ricos como "vencedores" dessa competição.

O Capitalismo favorece a corrupção pois envolve dinheiro em todos os seus assuntos. Como o nome diz, se preocupa com o bem estar das finanças e para que os lucros sejam sempre altos, não raramente é permitido abrir mão da ética e do respeito humano.

É de uma ingenuidade sem tamanho imaginar que capitalistas sejam "do bem". Se fossem do bem, na seriam capitalistas. Capitalistas não querem o bem estar humano. Querem o bem estar do dinheiro. O nome diz tudo. Enquanto os supostamente sanguinários "Comunismo (comunidade) e Socialismo (sociedade), tem na felicidade de todos a sua real meta.

Bom lembrar que capitalistas tratam trabalhadores como se fossem equipamentos. Ignoram que trabalhadores sejam seres humanos e a menor crise, a primeira coisa a fazer é demitir trabalhadores. Muito melhor para os empresários do que abrir mão dos seus bens supérfluos que favorecem o seu indomável poderio.

Se capitalistas falam em "bem estar", com absoluta certeza se referem ao consumismo, a possibilidade de se enganar pagando por supérfluos. É a única noção de humanidade que existe nas cabeças dos capitalistas.

Os capitalistas e as armas

E outra coisa: muitos capitalistas são defensores do armamento. Argumentam que é para a defesa, mas paranoicos por natureza, se esquecem que nos momentos de estresse e raiva, qualquer "homem de bem" pode se transformar em um terrorista, já que é mais do que provável que emoções fortes eliminam a capacidade de raciocínio. E as asneiras ditas por direitistas provam cada vez mais que o raciocínio dos capitalistas só servem para gerar renda. Nos assuntos em que o dinheiro não entra, o cérebro capitalista simplesmente trava. E com uma arma na mão, hein? Estrago na certa!

Nos EUA vários capitalistas assumidos são militantes pró-armas. O desespero em defender os supérfluos excessivos que possuem, fazem dos ricos as primeiras pessoas a lutarem pelo direito de matar os outros para supostamente "se defender". Mas é natural que defensores de ideais tão anti-humanos sejam sádicos e explosivos. Não é exagero classificar um capitalista de uma bomba prestes a estourar. 

Mas o que me dá medo é ver armas nas mãos de gente que costuma ser arrogante e estressada, gente que ama mais seus bens do que a si mesmos. É plausível o alerta de que capitalistas possam se tornar os terroristas do futuro. A tradicional obsessão do país mais capitalista do mundo, os EUA, de querer fazer guerras, é uma grade amostra do que os capitalistas irão fazer. Coerentemente, direitistas brasileiros desejam a volta da ditadura, agora rebatizada com o pomposo nome de "Intervenção Militar". Quem odeia seres humanos, como os capitalistas, é natural que pensem assim.

Portando a foto que ilustra esta postagem, mostrando o líder estudantil de direita, Kim Kataguiri, segurando uma arma, é preocupante. E ele tem o ódio como pavio para acender sua fúria e matar quem impeça o seu caminho. Mesmo que isso seja apenas uma trolagem para meter medo, é bom levarmos a sério esta foto. Se Kim não matar, seguidores matarão em nome dele e de todos os capitalistas. 

Capitalistas são gente que gostaria que houvessem menos seres humanos para que todos os bens do planeta possam estar apenas em mãos capitalistas. Nada mais normal que direitistas desejassem o fim de todos os seres humanos que discordam com eles.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Cariocas vivem atrasados no tempo

Na madrugada do último domingo, uma briga de um vendedor de gelo contra um grupo que fazia um luau resultou no linchamento que matou o suposto agressor.

Foi na altura de Ipanema. O luau acontecia na Praia do Arpoador (entre Copacabana e Ipanema) e a agressão se deu na Rua Gomes Carneiro, próximo a um supermercado. O vendedor acabou sendo morto por um grupo de cerca de dez pessoas.

A versão oficial é que o vendedor deu em cima numa mulher, outros membros protestaram, incluindo o marido da assediada, o vendedor brigou com uma mulher, depois pegou uma barra de ferro e aí o grupo chamou outras pessoas para lincharem o rapaz até a morte. A polícia investiga o caso.

A julgar por episódios assim, os cariocas vivem atrasados no tempo. Se os internautas, em boa parte carioca (o resto era paulista), que fizeram trolagem com Taís Araújo, pareciam ainda viver nos tempos dos engenhos do Segundo Império (século XIX), os envolvidos na discussão pararam em algum momento da pré-história.

Depois a gente divulga que o Rio de Janeiro passa por grandes retrocessos e ninguém gosta.

sábado, 14 de novembro de 2015

Niterói poderá virar uma cidade fantasma

A fusão que aconteceu há cerca de 40 anos no Estado do Rio de Janeiro reduziu drasticamente o status e consequentemente a qualidade de vida de Niterói. Embora nos últimos anos a cidade fosse considerada de "alta qualidade de vida" com base em critérios misteriosos (pois quem vive em Niterói percebe que a cidade é puro desleixo), o cotidiano mostra que esse negócio de "IDH alto" é uma farsa criada para estimular a predatória e parasitária especulação imobiliária.

Especulação que acabou por encarecer demais os valores dos imóveis chegando a propor cerca de R$ 1.500,00 por aluguel (um preço que eu consideraria justo para COMPRA de um imóvel simples, em uma sociedade decente, ainda irreal), favorecendo com que um fenômeno acontecesse na ex-capital fluminense: o fenômeno dos imóveis fechados.

É o abandono em que a cidade começa a se encontrar. O número de lojas fechadas é alto e crescente. Prédios novos que sequer foram inaugurados. Lojas tradicionais que se fecham após anos e anos de consagração e bons serviços. Áreas valorizadas sem um serviço comercial. E apartamentos sem moradores, com donos esperando que trabalhadores comuns peguem fortunas, naquela mania tola de querer ganhar muito vendendo pouco.

Mal sabem os donos de imóveis que ganhariam muito mais se oferecessem pelo menos R$ 500,00 pelo aluguel. Querem ganhar zero reais oferecendo mil pelo aluguel. E pelo que sei, zero é menor que 500. O que significa que enquanto eles veem R$ 0,00 entrar nos caixas por um aluguel de R$ 1.500,00, veriam R$ 500,00 e muito mais se cobrassem esse valor pelos aluguéis, o que ajudariam muito a abrir os estabelecimentos fechados, criando movimento nas localidades do município.

Há uma suspeita de que esse abandono aconteça imposto por autoridades do outro lado da Baía da Guanabara, transformando Niterói uma cidade sem infra-estrutura para obrigar niteroienses a utilizar os serviços do Rio, fazendo com que autoridades da capital fluminense lucrem financeiramente com os supostamente abastados niteroienses. Convém lembrar que pesquisas mostram que Niterói é a cidade com maior número de ricos por metro quadrado no país. O que justifica alguns preconceitos defendidos pela cultura niteroiense, de orientação elitista.

Mas a escassez de serviços caracterizados pela imensa quantidade de estabelecimentos fechados pode fazer com que aos poucos os niteroienses abandonem a cidade transformando-a em uma cidade fantasma. mesmo habitada, a cidade já se comporta como tal devido a fata de opções de lazer e comércio que obrigam os habitantes da cidade a se conformarem com as opções oferecidas. 

Enquanto isso, o prefeito de Niterói constrói praças e mais praças para ficarem abandonadas e servirem de habitação a mendigos e usuários de drogas. Praças são tipo de edificação inútil que não é bem vista pela população da cidade que em seu lugar pede edificações com mais serviços e comércio.

Se a coisa continuar assim, poderemos ver a desertificação de Niterói ocorrer rapidamente e sem freio, transformando a velha capital numa cidade fantasma modorrenta onde nem as aranhas gostariam de tecer suas teias.

Abaixo uma seleção de fotos com algumas edificações fechadas clicadas recentemente, entre elas uma ex-locadora (primeira foto) e uma ex-padaria (ultima foto), ambas tradicionais enquanto funcionavam. Todas as fotos foram clicadas pela nossa equipe nesta semana em vários lugares na Zona Sul de Niterói.






sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Acusam o Socialismo, inclusivo e altruísta, de ser genocida. E o excludente Capitalismo?

As decepções com governos petistas tem dado origem a um festival de boatos, lendas e mitos que se espalham através de fofocas e infelizmente se arraigam na sociedade graças ao aval de pessoas com alto poder de influência. Isso tem feito ressurgir o fantasma do anti-comunismo, que deturpa muitos conceitos e cria um festival de confusões que transforma heróis em vilões e vilões em heróis.

As ideias e personalidades de esquerda estão sendo endemoniadas simplesmente porque os petistas (que NÃO são comunistas, apesar de corresponderem ao falso estereótipo) foram responsáveis por gestões ao mesmo tempo incompetentes e corruptas. mas não é porque o PT errou que vamos lá no século XIX e estrangular Karl Marx. Ele nada tem a ver com isso.

O festival de boatos que inventam sobre a situação política do Brasil e de outros países da América do Sul sugerem que os governos estejam planejando secretamente um ato de genocídio, o que seria um cruel exagero, clamando para que empresários tirem estes supostos "tiranos" do poder e tomem o seu luga. Um erro que pode fazer com que o tiro saia pela culatra.

O Socialismo e ideias de esquerda são altruístas. Originalmente propunham o fim da sociedade de classes (daí  nome, derivado da palavra "social") e o fim do controle do empresariado. Pelo menos era a ideia original, de fato nunca posta em prática. 

Ela foi mal compreendida e deturpada o que resultou no aparecimento de genocidas como Josef Stalin, que falava em nome do Socialismo fazendo justamente o contrário do que a ideologia pregava. Influenciados por Stalin, os EUA criara o mito de que o Comunismo era do mal e isso se consagrou. Mas na verdade, o Capitalismo é que possui a vocação real para o genocídio.

O Capitalismo é sistema excludente e quem exclui pode matar

O Capitalismo, o falso mocinho reivindicado pelos brasileiros mais abastados e descontentes com os governos petistas, é um sistema egocêntrico e excludente, que prioriza o bem estar individual em detrimento do bem estar coletivo. Trata a vida como se fosse uma competição e a sobrevivência como um prêmio, não como um direito. Acha justo que alguns possam ter um excesso de supérfluos enquanto outros sequer tem o necessário.

Por razões óbvias a defesa de ideias capitalistas tem sido feita por setores da elite - com o aval de muitos pobres ingênuos e submissos - que se sentiu prejudicada com a possibilidade dos petistas se transformarem numa espécie de Robin Hood tupiniquim, eliminando seus supérfluos privilégios, transferindo bens e direitos aos mais necessitados. 

A elite tratou logo de abraçar com força o excessivo patrimônio que possui e tratou logo de rotular os petistas com algum rótulo que pudesse consagrar os integrantes do partido e seus supostos parceiros ideológicos como vilões oficiais do Brasil atual. Desejosos por uma nova caça às bruxas, era necessário que alguém fosse escolhido para fazer o papel dessa bruxa.

Mas se esquecem os que apoiam as elites nessa luta contra os erros petistas (que NÃO são erros do Socialismo, pois nunca o PT esteve tão capitalista desde que Lula sentou no trono pela primeira vez) que o Capitalismo é que possui vocação para genocídio, por ser claramente um sistema excludente. Se muitos empresários não saem matando todo mundo que encontra pela frente, é porque a lei na deixa. Pois se deixasse...

O Capitalismo mata de forma diferente do estereótipo do genocida. Apesar de matarem também de forma tradicional, quando há oportunidade e pretexto para isso. A morte capitalista é uma morte silenciosa e gerada por fatores indiretos. O Capitalismo pode em si não matar diretamente, mas cria condições para que muitas pessoas morram, pois é de interesse do Capitalismo diminuir a quantidade de pessoas para que sobre um excesso de bens para uma minoria de privilegiados. 

Soa contraditório acusar o Socialismo de genocida e o Capitalismo de altruísta. A base do Socialismo é a igualdade entre as pessoas e a do Capitalismo o acúmulo de bens e o domínio do forte sobre o fraco. O estereótipo que está se construindo a respeito das duas ideologias, inverte as intenções para as quais foram criadas. 

É insano acusar uma ideologia altruísta de "genocida" e uma ideologia excludente de "benfeitora". Os direitistas se esquecem que a defesa do Capitalismo não é gratuita (assim como nada é gratuito no Capitalismo) e eles podem pagar um preço bem caro, mesmo literalmente, quando os capitalistas assumidos voltarem ao poder.

Sinceramente essa paranoia que permite essa troca de sentidos entre as duas ideologias é um mais um sintoma da epidêmica burrice que contagia muitos brasileiros como consequência da péssima educação recebida e pela submissão à mídia e a personalidades falsas, mas com poder de influência a transformar os cidadãos em robôs ideológicos, escravos de suas vontades e zumbis da teimosia estabilizada. Infelizmente o Brasil vai demorar no minimo mais 500 anos para virar uma nação de verdade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Para rádio do "rock de verdade", Pearl Jam só lançou 'Ten' e uns poucos hits

Quem tem a coragem de sintonizar a Rádio Cidade, que é uma espécie de Rádio Disney com guitarras - dá dó os cariocas ficarem zoando dos Jonas Brothers, até eles são mais rock do que essa FM ridícula - , sabe que o Pearl Jam só aparece através dos sucessos do primeiro álbum, Ten, de 1991, e um punhadinho de hits dos discos posteriores.

E olha que estamos falando de um medalhão do rock contemporâneo, que em tese tem acesso amplo e fácil numa rádio comercial que se passa por "roqueira" mas só toca os "grandes sucessos".

O grupo, que inicia turnê no Brasil, é bem mais respeitável do que se possa parecer e há muito não é mais uma simples banda grunge, mas um grupo de classic rock que cruza influências de Neil Young com Led Zeppelin, de maneira peculiar. O Pearl Jam, pelo som que faz hoje, poderia até ter surgido duas décadas antes da trajetória original que não faria feio na antologia do rock clássico.

O problema é que, sintonizando uma emissora FM com nome bobo - como rádio de rock, o nome "Rádio Cidade" é tão idiota quando uma banda de rock com nome de Chapeuzinho Vermelho & Os Três Porquinhos - , o Pearl Jam nunca vai além da imagem de mísera bandinha grunge, nivelada a bobagens como Creed e Nickelback, dando a falsa impressão de que Eddie Vedder canta como se estivesse fazendo força para alguma coisa.

Não. Eddie Vedder é um grande cantor. Ele e seus parceiros são grandes músicos. Eles seguem com muita honra o legado do rock clássico com discos cada vez mais viscerais e cujos grandes clássicos não aparecerão nos 102,9 mhz, a não ser que apareça em trilha sonora de blockbusters de Hollywood.

Na Rádio Cidade, a música, para ser tocada, não pode ter apenas guitarra, baixo e bateria. Precisa ter videoclipe e, acima de tudo, estar nos listões das paradas de sucesso, de preferência em colocações acima de nomes como Justin Bieber e Beyoncé. Se não, nada feito. Se contente com seu MP3.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Linha Vermelha virou "ponto turístico" do RJ

Do jeito que estão ocorrendo tiroteios na Linha Vermelha, viaduto que liga o centro carioca à Baixada Fluminense, parte da Zona Norte municipal e a Ilha do Governador, uma nova "atração turística" surgiu na cidade.

Trata-se do bangue-bangue. As pessoas estão dispensadas de ver filmes de faroeste ou irem para parques temáticos dos EUA, porque a "terra sem lei" está logo ali, no entorno do Caju, Galeão, Jardim América, Pavuna, Baixada e o que tiver.

Ontem houve tiroteio num trecho da Linha Amarela porque bandidos renderam um caminhão e seguranças reagiram.

O problema é que os motoristas que estão no lugar tinham que deitar e se abaixar, para não serem alvo dos atiradores dos dois lados. Esta não é uma peça do Living Theatre ou de Zé Celso Martines Correa, mas quem está na "plateia" corre o risco de fazer parte do "espetáculo".

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Eurico Miranda derrotou o Palmeiras no último domingo

Fala sério. Alguém realmente acredita que o Vasco da Gama, jogando fora de casa, realmente vendeu o Palmeiras por 2 a 0 no último domingo?

Na boa, o "cartola" Eurico Miranda, que "comprou" o passe do time na Série A do Brasileirão, injetou uma grana preta para o Palmeiras não golear e tirar o Vasco da situação de "degola" que o colocaria de volta à Série B, de onde nem deveria ter saído.

Quem entende de futebol sabe que o Vasco da Gama está em campanha muito pior do que o Palmeiras e que o Brasileirão está nas mãos de paulistas e mineiros. Além disso, se o Vasco realmente fosse vencer o Palmeiras num jogo em São Paulo, seria, quando muito, por um magro placar de 3 a 2. Dois a zero é marmelada pura. Rolou "bolada" por fora.

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