segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Rádio Cidade lança novo logotipo e fala em "Rock de Verdade". Então tá!

"Novidades" na Rádio Cidade. A emissora agora está "mais rock" - no sentido que Victor & Léo e Luan Santana também estão "mais rock" - , agora voltada para o mercado turístico, já que as mudanças no repertório (a programação continua o mesmo nhem-nhem-nhem de sempre) foram feitas apenas para turista inglês ver.

O repertório musical "melhorou consideravelmente", no sentido em que qualquer coisa que não seja boys bands, funqueiros, DJs alucinados, "pagodeiros" e "sertanejos" é "sempre melhor". Assim, dá para ouvir músicas menos conhecidas de Bloodhound Gang, Sugar Ray ou coisas parecidas.

Mas a ênfase nos grandes sucessos do hit-parade continua. Espera-se, por exemplo, que os Beatles só apareçam com "Twist and Shout" que, com toda a produtividade autoral de John, Paul, George e Ringo, é cover de soul music, portanto, composição de outros autores.

A locução permanece a mesma, só que está "mais pausada". Os locutores continuam engraçadinhos, fofinhos e muito bonitinhos, com aquela fala emboiolada de quem parece falar com pré-adolescentes, com as mesmas gírias tipo "galera", "balada", "véio", "detonar" e outras baboseiras que fazem parte do dicionário básico de Luciano Huck, mais adorado pelos ouvintes da Cidade do que todos os músicos de rock juntos.

A rádio continuará com a mesma falta de criatividade de antes, mas agora está mais preparada para copiar os formatos dos outros. Daí o fim da Kiss FM, em que parte de seu repertório foi "chupada" pelo programa Clássicos do Rock, que promete reproduzir, daqui a dois anos, o mesmo cardápio musical que o Cafofo do LAM, de Luiz Antônio Mello, lançará este ano na Cult FM.

A Rádio Cidade, ambiciosa, ainda levantou a bandeira do "Rock de Verdade". Mas como "verdade", no Brasil, não tem o sentido tradicional de ideias coerentes e verídicas, mas tão somente uma interpretação fantasiosa de caráter publicitário, então já dá para perceber como essa palavra anda fazendo crescer os narizes de muitos pinóquios...

domingo, 30 de agosto de 2015

Zorra melhorou mas sofre com antigo estigma

Diz o ditado que a primeira impressão é a que vale. Sempre é bom mostrarmos competência desde o início, pois se formos incompetentes por muito tempo e consagrarmos essa incompetência, ficaremos tachados de ruins pela eternidade, sem atrair qualquer credibilidade.

Eu tenho assistido o Zorra desde que ele mudou de perfil. Mudou radicalmente, trocando um humor radiofônico (ele surgiu para competir com a Praça é Nossa, especialista neste tipo de humor arcaico com base em bordões), mais ao agrado do povão, por um humor mas inteligente, inspirado em programas como o Cilada, o A TV na TV e o Porta dos Fundos.

Mas ainda leio muitas críticas ao programa como se nada tivesse mudado. Temerosos do estigma consagrado pela fase ruim, muita gente ainda não assistiu o novo Zorra, naquela onda de "não vi, não gostei", Enquanto isso programas como Pânico e CQC, representantes do novo humor de povão, só pioram e chovem elogios e audiência. Sabe-se lá porquê.

Acho que falta um pouco de coerência para as pessoas. Brasileiros se guiam por estigmas e estereótipos aprovando e reprovando muitas vezes sem justiça, o que faz com que incompetentes vivam tomando o lugar de competentes todos os dias.

Futebol, "moeda" para "comprar" amigos

Todos sabemos, mesmo sem admitir declaradamente, que no Brasil o futebol é uma obrigação social. No Rio de Janeiro, a modalidade esportiva é mais do que isso: é uma regra de etiqueta. assumir publicamente que não curte futebol é considerado uma ofensa para os cariocas, já que o futebol é assunto obrigatório nas rodas de amigos. 

Além disso, cariocas costumam dividir a sociedade em quatro grupos, baseados nos quatro times mais populares no estado. Estar fora desta classificação é o mesmo que estar fora da sociedade carioca.

Mesmo que em outros estados do Brasil exista o fanatismo do futebol, mas nada é tão rígido quanto o que acontece no Rio de Janeiro, terra dos times mais bem sucedidos nos principais campeonatos brasileiros, o que reforça a rígida exigência social.

E por ser uma exigência social, o futebol se torna uma importante "moeda" para "comprar" amigos, pois muitos cariocas não perguntam se alguém gosta ou não de futebol. Muitas vezes nem se preocupam em perguntar seu nome, preferindo perguntar logo o seu time favorito para usar como rótulo a ser colocado no lugar do seu nome. Recusar isso, para os cariocas, é sinal de antipatia e de desrespeito com a sociedade.

Para quem não curte futebol, viver no Rio é um sufoco. Além da acusação de ofensa, há o preconceito sofrido que pode limitar a vida de quem não curte, que pode perder direitos importantes só porque entrou em atrito com alguém que considera o gosto pelo futebol uma obrigação irrecusável.

Resta ao não-torcedor sair do Rio de Janeiro e se mudar para algum estado onde o futebol não é tão popular. E assim o Rio de Janeiro pode perder pessoas que poderiam ser úteis para o desenvolvimento social e econômico do estado.

sábado, 29 de agosto de 2015

Sonhos de Morpehus, 29/08/2015


Mais uma edição da coletânea de links interessantes que informa e diverte todo mundo!

1. A conhecida Galo Branco é a primeira empresa fluminense a adquirir o novo Marcopolo Ideale reformulado. E ficou lindo. Veja. Link

2. A Chloe Grace Moretz tem as pernas mais incríveis que uma mulher é capaz de ter. Não acredita? Veja! Nunca houve mulher como ela! Link

3. Se você está lendo esta postagem, é porque não seguiu o conselho dado por este texto. Link

4. Hailee Steinfeld de cara limpa é ainda mais linda. Confira. Link

5. Comer sapo significa se ferrar. Quero dizer, comer sapo literalmente. Link

6. Flamengo 0 x Apartheid 10. Link

7. A eterna Hermione é muito gostosa. E não é fantasia não, é fato! Link

8. A Mattel não se toucou que deveria lançar a ainda excelente remessa de carrinhos Matchbox no Brasil e não essa porcaria de Hot Wheels, esta cada vez pior. Link

9. Três motivos para Zuckerberg sorrir e um para ele chorar. Link

10. A líder religiosa mais linda e gostosa do mundo é uma atriz conhecida nossa. Amém? Link

11. Lula entrega põe a sua própria cabeça na guilhotina e dá mais motivos para coxinhas pensarem que estão com a razão. Link

12. Álbum da vez: a lindíssima e charmosa Aimée Duff e sua sofisticada soul music made in EnglandLink

13. O mito de caridade de Madre Teresa de Calcutá era uma farsa. Link

14. Comil lança novo modelo de ônibus para driblar a crise. Link

15. Jesus não era cristão. E porque deveria ser? Link

16. A garota mais aplaudida na semana pela sua lição de maturidade, sensatez e boa informação, Rowan Blanchard, lança novo filme. Link

17. Estranho OVNI que pode ser um drone foi filmado por garoto que alega ter sido perseguido pelo objeto. Link

18. Deixem a Susana Vieira namorar em paz, ora! Se os velhotes caidaços podem posar de galãs, porque não uma cougar enxuta?  Link

19. Armadilha para capturar safado: perfis de mulheres no site de traição Ashley Madison eram falsos. Os homens-galinhas piram. Có-có-có! Trouxas! Link

20. Além de Miley Cyrus ter confundido vulgaridade com maturidade, ela é uma destrambelhada que não sabe o que quer, embora pense que sabe. Link

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Zimbio dá sua visão de BRT da Zona Sul para outubro

O portal Zimbio, dos EUA, antecipou o plano de Alexandre Sansão para o sistema de ônibus da Zona Sul e mostra em primeira mão a foto de um ônibus BRT que servirá o Centro para a Zona Sul.

Lembremos que os cidadãos de bem, gente trabalhadora ou mesmo desempregada mas em busca de melhorias de vida, vindos da Zona Norte carioca, será cada vez menos estimulada a pegar a baldeação por ônibus no esquema que será implantado a partir de outubro.

As pessoas não aguentarão pegar ônibus superlotados, sobretudo as empregadas domésticas que trabalham na Zona Sul e que simplesmente correriam o risco de sofrerem assédios sexuais de tarados desocupados que percorrerão esses ônibus. 

Enquanto a gente do bem que vem das comunidades pobres e das populosas favelas terá dificuldades para fazer a baldeação, a minoria "da pesada" que comete assaltos, vandalismo, arrastões e outros delitos não terão o menor problema.

Para eles, tanto faz pegar ônibus com ou sem baldeação, superlotados ou vazios. Eles vão de qualquer jeito, qualquer "parada" para eles é ganho. Se os ônibus estão vazios, eles rendem os passageiros e dão a "limpa" da forma que podem, levando até brinquedo de criança (que eles revenderão no comércio ilegal misturado com as "muambas"). Se eles estão lotados, eles furtam carteiras de quem está em pé e saem de fininho.

A Prefeitura do Rio de Janeiro queria "disciplinar" o acesso das periferias à Zona Sul, mas acaba complicando mais as coisas. No fundo, é de propósito, já que Eduardo Paes, com experiência de subprefeito de bairros ricos, governa como se fosse síndico de prédio de luxo. 

O que ele quer é ver as praias da Zona Sul povoadas apenas de "galegos", só que o projeto de seu protegido Alexandre Sansão é um tiro no pé. Os bandidos e desordeiros, que nunca tiveram medo de fazer rondas em bairros nobres, serão os menos intimidados por esse esquema complicado de mobilidade urbana, que mais parece desmobilidade. Para eles, baldeação não é problema, e eles sabem agir quietinhos para "dar o bote" no momento certo. Até com policiamento. Vide os assaltos que ocorrem com mais frequência sob a sombra de delegacias e UPPs.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Internautas que defendem Rádio Cidade veem rock como uma piada

PARA MEMBROS DE UMA COMUNIDADE SOBRE RÁDIO CARIOCA, ESSE É O MAIOR ROQUEIRO DO BRASIL, DANILO GENTILI.

A Rádio Cidade é mesmo uma grande piada. Numa comunidade dedicada a discutir o rádio no Rio de Janeiro, a emissora conta com uma "panela" de fanáticos que se combinam para escrever constantemente na lista de comentários, a ponto de, quando a emissora for questionada por alguém, essa "panela" reaja como se fosse um apoio unânime à rádio.

Esses carinhas, que tempos atrás choravam a morte de Wando, dizendo que a "música brasileira morreu com ele" e são fanáticos por Chaves (não o falecido presidente venezuelano, mas o personagem de um falecido comediante mexicano), agora juram de pés juntos que só ouviram um único estilo musical por toda a vida: rock.

Só que os carinhas, em vez de mostrarem qualquer conhecimento aprofundado sobre rock - fala sério, a "maior banda de rock" para eles ou é Mamonas Assassinas, no âmbito nacional, e Guns N'Roses, no âmbito internacional - , preferem comentar sobre humorísticos como Hora dos Perdidos e Rock Bola.

Esses caras podem entender de antena de transmissão, fazer diagnóstico de como estão as torres no Sumaré, e saber o tipo de equipamento adequado para montar um bom estúdio de rádio. Mas, sinceramente, eles não sabem a diferença entre um solo de guitarra e o som de uma furadeira elétrica. Nem sempre se pode entender tudo.

Se esses caras se acham "roqueiros" por gostar de programinhas de piadas, então acredita-se que o maior roqueiro para eles, no fundo, é o Danilo Gentili. E não é porque ele está acompanhado da banda Ultraje a Rigor, que toca em seu talk show, mas por ele mesmo oferecer aquilo que os "sábios" internautas entendem sobre o que é rock: uma grande piada.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Autoridades do RJ não querem limpar Baía da Guanabara, mas querem "limpar" praias da Zona Sul

As autoridades cariocas ficam cheias de dedo quando o assunto é limpar a Baía da Guanabara e acabar com a corrupção. Mas quando se trata de "limpar" as praias da Zona Sul elas se prontificam.

Pois é isso que está por trás o projeto de linhas da Zona Sul do subsecretário de Planejamento, Alexandre Sansão, que quer cortar trajetos e forçar o uso do Bilhete Único e dos BRTs superlotados.

Pouco após o anúncio da medida, que obrigará o povo da Zona Norte a pegar ônibus até o Centro do Rio e daí um BRT para a Zona Sul, a polícia militar já experimentou um "sistema integrado" e jogou um grupo de adolescentes pobres, apenas estudantes ou trabalhadores, que vinham de ônibus da Zona Norte para curtirem as praias da Zona Sul, só porque estavam sem documentos. Botaram todo mundo num ônibus...um micro da Polícia Militar!

Quase todos negros, apenas querendo aproveitar o calor do dia. Cariocas, não podem curtir as próprias praias do Rio de Janeiro. Porque são negros e pobres. E terão em breve que se contentar com a baldeação do BRT, pagando mais uma passagem, porque, se eles tiverem a chance de ter o Bilhete Único (se é que poderão pagar para tê-lo), ele enguiça em pouco tempo nessa cidade congestionada.

Imagine o povo pobre tendo que pagar R$ 13,60 por dia só para se deslocar dos subúrbios para a Zona Sul. Se contar apenas os fins de semana de praia, serão R$ 108,80 por mês. Sendo famílias numerosas, isso dará em R$ 1.088,00. E ninguém ganha salário para ter esses gastos, que "comem" as finanças nas famílias das periferias, que já têm muitos gastos a fazer!

Rádio que pensa ser roqueira "consola" órfãos da Kiss FM por TEMPO LIMITADO

Promoção de temporada! A Rádio Cidade, que se consagrou tocando disco music e agora pensa que é roqueira, lançou uma promoção por tempo limitado para os ouvintes que não tem mais a afiliada da Kiss FM no RJ, cujo prefixo de 91,9 mhz foi arrendado por uma seita evangélica.

No programa Classic Rock, a emissora passou a tocar bandas mais "difíceis", como UFO e Humble Pie, que as rádios comerciais "de rock" não tocam de jeito algum, nem se os headbangers e punks presentearem os locutores animadinhos dessas emissoras com maçazinhas do amor. A ideia é capitalizar, por algumas semanas, com o fim da Kiss FM, que em sua fase experimental tocava essas bandas e as mesmas músicas. 

E ainda assim as bandas "difíceis" não são liberadas para a programação normal, a qualquer hora, só têm acesso em programas específicos, perdidos em algum horário mais "fechado", geralmente de noite. Assim fica fácil. Qualquer rádio comercial toca banda "lados B" de noite ou de madrugada, só para fazer marketing e se jogar para a plateia num horário de baixa audiência.

A promoção vale até o fim do Rock In Rio, quando virão turistas do mundo inteiro e a Rádio Cidade precisa trabalhar uma falsa imagem de "rádio de rock séria" para gringo ver. Algo como Luciano Huck fazendo falso ativismo social na TV para ganhar fama de "intelectual militante".

Aproveitem, porque depois não terá mais e a "nação roqueira" terá que aguentar ouvir "November Rain" dos Guns N'Roses, "Your Love" do Outfield e "Tue Heat is On" de Glenn Frey anunciadas como se fossem "o lado B do lado B do lado B do lado B" do rock.

Ouvir UFO ou Humble Pie novamente na Rádio Cidade, nem rezando!! Só se aparecer em trilha sonora do novo filme da franquia Velozes e Furiosos (Fast and Furious), e de preferência com remix de algum DJ da moda e o acréscimo de um rap de Jay Z ou Kanye West. Isso quando os clássicos não são regravados por um nominho do poser ou do nu metal. Se não, nada feito.

Ônibus do Intersul enguiçados e acidentados. "Não" se preocupe, eles continuarão após outubro

 Os transtornos do decadente sistema de ônibus do Rio de Janeiro continuam e prometem continuar após outubro, quando o subsecretário Alexandre Sansão, o "Eduardo Cunha da mobilidade urbana" (não, não estamos falando de um respeitável busólogo com esse nome, mas do prepotente e arrogante presidente da Câmara dos Deputados), fará uma "limpa" nas linhas da Zona Sul.

E dois dos três acidentes nas últimas horas, entre a noite de ontem e a manhã de hoje, envolvem ônibus do consórcio Intersul, a ser afetado pelo esquartejamento de trajetos do "sapiente" tecnocrata que vê a realidade das ruas do Rio de Janeiro através de joguinhos do TheSims.

Um dos acidentes ocorreu na Av. Dom Hélder Câmara, no bairro de Benfica. Um ônibus da Braso Lisboa bateu em um carro, na noite de ontem e feriu três pessoas. Uma moça de 21 anos chegou a ser arremessada para fora do veículo. Os três foram internados e até o momento seus estados de saúde não foram divulgados. O acidente causou congestionamento no lugar.

Já na Av. Nossa Senora de Copacabana, um ônibus da Real Auto Ônibus que começava a fazer seu trajeto de volta para o Centro do Rio enguiçou no meio da pista, obrigando os passageiros que nele estavam a saírem e atravessarem a rua, com o próprio motorista fazendo sinalização para o tráfego.

Observa-se que o trânsito estava tranquilo na ocasião, o que não costuma acontecer na tumultuada Av. Pres. Vargas. Se a linha tivesse como destino não a Zona Sul mas a Candelária, ele teria enguiçado diante de um trânsito mais problemático.

Fazer o quê! Alexandre Sansão vê a realidade de dentro de seu escritório e através de programas de computador!!!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Maroon 5 em Salvador: acabou a monocultura do axé?

Quando eu morava em Salvador, havia o monopólio "cultural" (o que é cultura afinal?) conhecido como axé-music. Era uma jeremiada cantando musicas com letras sem sentido que basicamente faziam elogiosa a cidade, puxava o saco da negritude e fazia apologias meio infantiloides ao sexo. Uma verdadeira bobagem, tratada como "patrimônio cultural".

Como era algo de gosto duvidoso, para se manter ele teve que impor um domínio que resultou numa monocultura. Para evitar comparações com rudo que fosse mais consistente, o que poderia deixar claros os defeitos da axé music e de ritmos relacionados, foi imposta uma espécie de censura a tudo que fosse estranho ao meio. 

Grupos de rock nacional até poderiam tocar, desde que na condição de coadjuvantes, fazendo curtos shows de abertura para axezeiros. Estrangeiros, quando muito, só hasbeens (nomes fora de moda, esquecidos pelo público em geral). Popstars do momento seriam vetados, mesmo fazendo música comercial de tantã. Se fizer música intelectual? Xiiiii...

Mas com a decadência da axé-music, que se limitou nos últimos 10 anos a correr atrás da própria bunda, o mercado teve que abrir. A capital brasileira da diversidade se lembrou de sua vocação e deu um estridente "NÃO!" para a monocultura, exigindo a diversidade cultural. pelo jeito foram atendidos, já que não fazia mais sentido impor um embargo para favorecer um gênero musical em evidente processo de deterioração, como um cadáver apodrecido e fedorento.

Maroon 5: um nome em alta chega aos palcos baianos

Eis que é anunciado para março do ano que vem a turnê brasileira da banda de soul-rock Maroon 5. A banda incluiu salvador entre as cidades onde irá tocar. Uma banda altamente popular, que faz musica comercial de qualidade e cujo vocalista, Adam Levine considerado o galã do momento na música e casado com uma das mais caras modelos do mundo, além de ser jurado do show de calouros mais popular da atualidade, o The Voice.

Um show de uma banda assim em terras baianas, sem o mico do playback da fraca A-Ha, cerca de 20 anos atrás, é um bom sinal de mudanças. Claro que as últimas edições do Festival de Verão, após anos de edições só com gringos hasbeen, se esforçou em levar para a capital baiana alguns nomes relativamente populares com a Kesha. Mas o Maroon 5 tem gigantesca popularidade e visibilidade na mídia e ainda por cima faz boa música, mesmo radiofônica.

É um grande salto no mercado de shows em Salvador, que aos poucos se livra dos entulhos da modorrenta axé-music, uma invenção tosca do governo baiano que serviu para imobilizar o criativo povo após  fim da ditadura, evitando que uma nova cena cultural intelectualmente forte como a que houve nos anos 50 e 60 ressurgisse e impedisse os poderosos de manobrar as massas.

Sinal de novos tempos na cultura baiana? Espero que sim. Que cheguem shows de nomes ainda melhores para Salvador. Maroon 5 já é um bom começo.

Kiss FM definitivamente não tem mais afiliada no RJ

A Kiss FM de São Paulo anunciou que não terá mais afiliada no Rio de Janeiro. Nos 91,9 mhz, entrará uma rádio religiosa chamada Plenitude FM.

Embora a Kiss FM esteja muito longe de ser a Rádio Fluminense FM nos tempos áureos, ela era uma opção de rádio de rock com uma linguagem e mentalidade mais apropriada para o gênero. 

Ela era uma emissora esforçada - como é a webradio Cult FM - e seus locutores falavam como gente, sem aquelas gracinhas de locutores poperó metidos a roqueiros. Seu repertório procurava ser abrangente, embora tivesse sua cota de poser metal (argh!), como Bon Jovi, Mötley Crüe e sobretudo Guns N'Roses (eeecaaaaaa!).

Infelizmente, o rock está em baixa, seus clichês estão todos representados por "sertanejos universitários" e, em parte, por funqueiros, e o que resta de "rádio rock" no dial do RJ é uma clone de Rádio Disney metida a "alternativa" que rola nos 102,9 mhz. O Rock In Rio, no próximo mês, mais parecerá um baile à fantasia, com não-roqueiros fingindo serem "roqueirões de carteirinha".

Só que, felizmente, essa rádio nem de longe é ouvida por roqueiros de verdade. Essa emissora apenas está roubando ouvintes da Mix FM e FM O Dia que ficam "se achando", como a própria rádio, cujos locutores masculinos falam como se fossem versões deprê do Emílio Surita.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Alexandre Sansão inaugura Sistema Integrado

Pelo grau de autoritarismo de suas decisões, pelo nível de retrocessos que propõe e pela falta de visão da realidade vivida pelo povo, o subsecretário de Planejamento da Prefeitura do Rio de Janeiro, Alexandre Sansão, deixou uma grande certeza.

Ele prova ter inaugurado por definitivo o seu Sistema Integrado. O tecnocrata, que havia sido secretário de Transporte do mesmo prefeito Eduardo Paes, agora está integrado com o autoritarismo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Não tem como escapar. A forma de governar, de defender interesses e impor decisões é literalmente a mesma. Alexandre Sansão está perfeitamente integrado com a linha mandona de Eduardo Cunha, também integrante do mesmo PMDB carioca de Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão, Carlos Roberto Osório e companhia. Tudo integrado.

domingo, 23 de agosto de 2015

Se depender de Alexandre Sansão, Bossa Nova seria no Castelo

Se dependesse do subsecretário de Planejamento da Prefeitura do Rio de Janeiro, Alexandre Sansão, a Bossa Nova nunca teria acontecido na Zona Sul carioca.

Sabe-se que o movimento, em que pesem várias origens controversas, se fundamentou na parceria de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes para a peça Orfeu da Conceição, sendo a canção "Se Todos Fossem Iguais a Você" um dos primeiros clássicos bossanovistas.

Tom Jobim nasceu na Tijuca e Vinícius, na Gávea, portanto, seu ponto de encontro nunca deveria ter sido, segundo Alexandre Sansão, o bairro de Ipanema, e sim o do Castelo, isso para não dizer algum boteco da Av. Pres. Vargas. Um gaveano e um tijucano nunca se encontrariam na Zona Sul, pois seu ponto de integração seria no Centro.

Tom não poderia ir direto da Tijuca para Ipanema, sendo obrigado a se situar no Castelo. Ele que se contentasse com os passeios culturais no Palácio Gustavo Capanema, o antigo prédio do Ministério da Educação e Saúde.

Vinícius é que tivesse que ir encontrar o parceiro indo da Gávea para o Centro, e os dois escrevendo clássicos em algum boteco do Castelo ou da Central. Teriam até que mudar o nome de "Garota de Ipanema" para "Garota da Lapa", para condizer melhor à realidade sansônica.

Sonhos de Morpheus, 23/08/2015


Domingo de monotonia na internet? Vamos dar um jeito nisso! Mais links para vocês se divertirem e se informarem!

1. É mais que lógico que esse negócio de levar pessoas comuns para marte não iria dar certo. Link

2. Fim de linhas de ônibus que ligam Zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro podem gerar apartheid social. Link

3. A melhor definição que eu já li sobre as manifestações recentes anti-governo. Link

4, Esta propaganda de ônibus canadense seria impossível no sistema de transporte do Brasil de hoje. Link

5. O que os brasileiros chamam de "Espiritismo" é uma farsa confusa e contraditória. Link

6. As jornalistas são as mulheres mais desejadas do país. Fatos comprovam. Link

7. As estonteantes morenas Maia Mitchell e Lucy Hale juntas? Yes, PleaseLink

8. Álbum da vez: Human Racing, do subestimado gênio Nik Kershaw, lançado em 1984. Estou ouvindo sem parar nos últimos dias. Recomendável. Link

9. Jesus de Nazaré não era Cristão. Essa você não sabia, não é? Link

10. Nos anos 90 só se falava em Paula Abdul, cantora de sucesso nas rádios e coreógrafa de muitos filmes juvenis. Acreditem, ela ainda existe, está ativa e ainda e a maior gata! Link

11. Tempestade causa perda de danos no Google da Bélgica. Já pensou se fosse aqui? Link

12. O PMDB e a catastrófica decadência do Rio de Janeiro. Link

13. Há cerca de 15 anos atrás, uma das mulheres mais lindas e cultas da atualidade começava a se mostrar para o mundo. Link

14. Acreditem, sair da Globo foi a melhor coisa que aconteceu com a Xuxa. Link

15. Depois do chilique coxinha de domingo, na quinta foi a vez da verdadeira manifestação popular, pedindo respeito a democracia. Link

16. A talentosa Jennifer Lawrence não precisa disso, mas sabe que se unir aos Jenners/Kardashians é um meio de ter aparição garantida e constante na mídia. Link

17. Sites importantes foram invadidos e infectados com malware. Fiquem de olho! Link

18. Hailee Steinfeld continua angariando experiência musical, fazendo parceria com outros cantores. Desta vez é com o cantor e ator juvenil Husdon Thames. A versão instrumental foi divulgada, enquanto a definitiva já está a venda. Link

19. Falando em Hailee, ela pode estar disputando o coração do fedelho Justin Bieber com a belíssima modelo Xenia Deli. No próximo VMA isso será revelado. Xiii... Link

20. Gigantesca água viva, com quatro tentáculos bem grossos que parecem feitos de plástico, foi filmada em oportunidade única. Eu nunca tinha visto algo parecido. Link

Uma incoerência chamada cerveja

A cerveja é uma bebida peculiar. Seu sabor é horrível mas é altamente popular. Seu consumo é estimulado. Pessoas costumam tirar fotos fazendo apologias ao hábito de tomá-la, como se isso pudesse gerar aprovação social. E gera. É uma das bebidas que você toma não para matar a sede ou obter prazer, mas para obter aprovação social. Você bebe cerveja para que os outros possam gostar de você.

A cerveja é o que se pode chamar de bebida-ritual, um ingrediente das regras sociais que surgem para tentar melhorar o convívio com outras pessoas. Melhorar, em termos. A cerveja não é estimulante e sim uma bebida dopante. Só nas preliminares do consumo é que estimula a descontração. Depois só o sono e inércia mental. Mas a cerveja é altamente viciante e gera danos, alguns permanentes.

Você já conversou com alguma pessoa que tem o hábito regular de tomar cerveja? Já reparou que aquelas que têm esse habito mantido com regularidade são meio burras? Mesmo que o senso crítico, o discernimento e a criatividade não desapareçam totalmente de suas mentes, nota-se uma nítida queda de qualidade na manifestação dessas faculdades cerebrais. Mesmo as pessoas inteligentes que bebem dão sinais claros de que poderiam ser mais inteligentes se não bebessem.

É comprovado que o senso de responsabilidade e o reflexo ficam comprometidos durante o consumo e na fase imediatamente após. Não vou falar dos danos a outras partes do organismo porque preferimos dar ênfase aos danos cerebrais, pois é notável que o consumo maciço de bebidas alcoólicas por uma imensa quantidade de pessoas interfere na queda da qualidade de vida de toda a coletividade de uma localidade, mesmo indiretamente.

Aliás, porque uma bebida tão supérflua (ninguém morre ou sofre danos se abandonar o consumo de cerveja) é tao tratada como artigo de necessidade, chegando a comprometer o orçamento de muito adultos? Bom a cerveja é supérflua, mas o prestígio social que ela dá não é.

Sendo a bebida oficial de consagração da vida adulta (associe as ideias: vida adulta/perfeição, cerveja/vida adulta, logo, cerveja/perfeição), ela se tornou importante instrumento de sociabilização. Por isso que muita gente tira fotos mostrando o consumo. E porque não fazem com leite e suco de caju? Porque leite e suco de caju não são bebidas rituais. É até uma gafe tentar fazer o mesmo com bebidas que não sejam alcoólicas. Vai virar chacota e pude perceber isso pessoalmente observando o que aconteceu com um amigo que postou foto ostentando o consumo de chá.

E a cerveja é cobrada rigorosamente pela sociedade. Seu consumo só é liberado por motivos religiosos ou de saúde. Recusar cerveja porque não gosta ou porque o gosto é ruim chaga a ser considerado uma ofensa ou sinal de que o recusante é idiota ou carola. Soa sinal de esperteza e respeito às regras sociais aceitar tomar cerveja. Só os corajosos como eu enfrentam essa burocracia, aceitando as consequências de desobedecer uma regra social tão valiosa.

Mas um dia, remotamente, quando as pessoas não precisarem mais de estereótipos (se você tem que beber para ser considerado adulto, você está aderindo a um estereótipo), a cerveja cairá em desuso e este bebida de gosto ruim e nociva ao corpo humano terá o seu consumo drasticamente reduzido, favorecendo o desenvolvimento da inteligência coletiva da sociedade e falindo empresas de cerveja que, poucos sabem, são parceiras de governos na "missão" de alienar e imobilizar a sociedade, mantendo todos os problemas que garante a permanência dos privilégios de poderosos.

Para refletir: Aldoux Husxley previa que as sociedades seriam dominadas pelo consumo de um troço estranho conhecido como "soma". Seria a cerveja a confirmação dessa profecia, a "soma" moderna?

sábado, 22 de agosto de 2015

Insensibilidade afetiva do carioca é resultante da facilidade em conquistar pessoas

Os mais sábios costumam dizer que o segredo para se aprender a amar é não ser amado. Quando se e desprezado, a gente entende o que é magoa e compreendemos o outro lado, desenvolvendo a capacidade de afeto em nossa personalidade que resultará no altruísmo.

Quando tudo é fácil, não costumamos dar bola. Imagine uma região onde a maioria das pessoas são estigmatizadas como bonitas e onde existem muitas pessoas com posses,ostentando uma vida que senão luxuosa, parece ser bem confortável.

Esse é o povo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Um povo que de certa forma é acostumado com facilidades e que parece simpático - desde que cumpra os deveres e exigências sociais - conquistando amigos e lideranças com relativa facilidade.

Por ser fácil, os cariocas se acostumaram a ser insensíveis. O romantismo no Rio de Janeiro está em baixa e quando supostamente aparece, não vai além de algo estereotipado, meramente aparente. Cariocas são pessoas difíceis de serem conquistadas na contramão de poderem conquistarem os outros com considerável facilidade. 

O elitismo (defesa dos interesses dos mais ricos), somado a essa facilidade, transformou os cariocas em amigos desconfiados e altamente burocráticos. São muito exigentes na hora de fazer novas amizades e fazem questão que as regras sociais sejam rigorosamente cumpridas. Pessoas que divergem dos cariocas em algum ponto, mesmo tendo razão, sofrem preconceito e correm grande risco de serem excluídas do convívio social e dos benefícios que este convívio poderia oferecer.

Cariocas são muito chatos para se conquistar. Você tem que ter algum ponto em comum para fazer um amigo aqui, pois cariocas não valorizam as pessoas por afeto e sim pelos interesses, sejam financeiros ou não.  Gostar das mesmas coisas é um dos fatores que favorecem as amizades no Rio de Janeiro.

Mas a explicação é essa mesmo: facilidades relativas na vida. Com muitas pessoas relativamente prósperas em dinheiro e em amizades, as mesmas não possuem a noção de dificuldades reais e por isso mesmo acabam não se sensibilizando com a dificuldade alheia, sendo atamante burocrático na vida social.

Se você pretende fazer uma nova amizade com algum carioca, eu já vou te avisando: se prepare para enfrentar uma sinuosa corrida de obstáculos, com muitas etapas para enfrentar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Quando o mestre não está aí para o mau aluno

LUIZ ANTÔNIO MELLO, EM FOTO NA ÉPOCA DA FLUMIMENSE FM, CONTINUA MANDANDO BEM COM SEUS PROGRAMAS NA RÁDIO CULT FM.

"Tínhamos uma verdadeira fobia de que uma Rádio Cidade, de repente, despejasse, com seus milhares de quilowatts, rock sobre o Rio. Estaríamos ferrados". Essa frase, hoje, parece de algum internauta invocado com os "novos tempos", mas foi escrita por Luiz Antônio Mello no livro A Onda Maldita.

Diretor artístico da Fluminense FM de Niterói, que marcou história com o perfil rock (que não se reduzia a um mero vitrolão, rádio de rock era rádio com mentalidade rock, e não as rádios pop que "só tocam rock" de hoje), LAM segue firme com seus programas Cafofo do Lam e Expresso da Madrugada. na rádio digital Cult FM.

Embora Luiz Antônio hoje não queira mais polemizar com o caso Rádio Cidade - que hoje encanou em ser uma espécie de genérico grunge da Rádio Disney, depois de, apavorada, tentar apagar os vestígios de Jovem (Klu Klux) Pan de sua trajetória - , nota-se que ele nem de longe passou a aprovar a psicótica emissora dos 102,9 mhz.

Alguns comentários dão uma senha de como o mestre Luiz Antônio - que suou para caramba, com poucos recursos financeiros, para fazer uma rádio de rock com personalidade e criatividade, não só um reles vitrolão "roqueiro" de FM - não está aí para endossar as lições de um mau aluno.

No texto "O dia em que John Lennon morreu", LAM fala da Rádio Cidade como se fosse uma rádio do passado que não existe mais (o que faz sentido, porque o que resta é apenas uma junkie em FM que só usa o nome): "Eu era o único jornalista naquela adorável e muito saudosa emissora (grifo nosso), onde fiz amigos como Fernando Mansur, Romilson Luiz, Eládio Sandoval, etc".

Claro, um profissional que formatou a linguagem e a mentalidade de uma rádio de rock não iria definir como "muito saudosa emissora" uma FM que, teoricamente, adota o rock como sua atual e "definitiva" linha de programação. Ele faria um comentário totalmente diferente, usando expressões como "continua firme" ou "herdou a linha da Flu FM" etc. Ele nunca fez isso.

Já no texto "Implacável, a Internet enterra as rádios em FM", Luiz Antônio Mello dá outra senha sobre seu desprezo à Rádio Cidade: "Em FM só ouço a CBN e a Bandnews, mesmo assim via internet. Não tenho mais receptor de rádio em casa, nem no carro. Eu e milhões de outros brasileiros".

Antes desse comentário, ele ainda deu esse parecer: "Com o avanço das webradios (...), as FMs minguam. Pìor: em vez de tentarem reagir indo para frente, para cima, ousando, buscando o novo, as chamadas emissoras do 'público jovem' e adulto contemporâneo preferem optar pelo atraso, velhas e manjadas fórmulas que ouvinte nenhum aguenta mais".

Mercadologicamente, a Rádio Cidade se define como "dedicada ao público jovem". Embora tente evitar comparações com a Mix FM, por exemplo, a Cidade FM segue rigorosamente o mesmo nicho. Queiram ou não queiram seus profissionais, ouvintes e seguidores.

Aliás, a "programação rock" da Rádio Cidade é extremamente ruim, só para dizer uma definição mais educada. Seus locutores falam como se estivessem apresentando programas especiais sobre o One Direction, com aquelas vozes enjoadas. A Cidade pensa que está atraindo o público roqueiro geral, quando só está dando certo porque rouba ouvintes da Mix e da FM O Dia.

E se aparentemente Luiz Antônio Mello não quer criar polêmicas com a Rádio Cidade, isso não quer dizer que ela foi aprovada. Nem em sonhos. Se a Cidade hoje "despeja" rock sobre o Rio - se bem que é um rock quase sempre pasteurizado e clichê - , é nos canais que percorrem a Barra da Tijuca ao sabor da "gente bonita" que tem coragem de ouvir uma rádio dessas.

Na verdade, é como vemos na escola. Se o mau aluno é desprezado pelo seu professor, isso soa tecnicamente como uma reprovação, até porque com essa atitude o professor simplesmente declara que o aluno não existe. E, não existindo, não pode ser aprovado. Na prática, a Rádio Cidade levou um ZERO do mestre LAM.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Windsurfista adoece após cair na Baía da Guanabara

É, os cariocas, tão felizes brincando com seu WhatsApp, comprando livros para colorir, falando bobagens (inclusive futebol) com os amigos nas praias e nos bares, alegres porque lhes disseram que as águas da Baía da Guanabara estão limpas. Para quem acredita que o "funk" iria trazer de volta o borogodó perdido em algum momento de 1958, isso faz sentido.

Pois o windsurfista sulcoreano Wonwoo Cho, enquanto fazia um evento-teste de competição na Baía da Guanabara, caiu em suas águas "límpidas" e, pouco depois, sentiu-se muito mal, tendo que ser socorrido imediatamente para o hospital.

Ele sentiu desidratação, dores de cabeça, tontura e ainda vomitou. Teve que ficar de cama por causa do problema de saúde. Seu treinador afirmou que o esportista contraiu uma virose por causa do estado das águas da Baía da Guanabara. 

Isso é que dá em confiar em Eduardo Paes e companhia...

Porquê as "mais desejadas" do país não são tão desejadas

Nosso país é cheio de absurdos e contradições. De uma sociedade que acha que uma vitória em um campeonato de futebol é mais importante do que qualidade de vida, se pode esperar tudo.

Existe um tipo de mulher programado propositadamente para virar musa. Ou seja, elas são criadas com a finalidade de serem "símbolos sexuais". Elas não são símbolos sexuais porque possuem qualidades para tanto. Elas são símbolos sexuais porque elas são criadas para isso. Podemos chamá-las de "símbolos sexuais de proveta".

Também conhecidas como "popozudas" ou simplesmente "boazudas", elas nada fazem além do que é proposto: estimular a excitação masculina. Como exemplos desse tipo temos as dançarinas de "funk" e "pagode", BBBs e ex-BBBs, paniquetes, "ring girls" e outras que só vivem de mostrar seus corpos. É claro que para despistar, é criado todo um aparato para parecer que elas estão sendo valorizadas "por acaso", como se elas não tivessem sido criadas para serem "símbolos sexuais".

A estranha solidão das "boazudas"

O que é estranho neste tipo de mulher é que a maioria esmagadora delas admitem estar "solteiras". Como as mulheres"mais desejadas do país" estão sozinhas, curtindo uma solidão crônica? Há várias hipóteses para isso.

A mais plausível é que, por serem símbolos sexuais programados - e elas ganham salários para tal - elas são obrigadas a permanecerem sozinhas. Há exceções, como a Gracyanne Barbosa, que assumiu publicamente o romance com o pagodeiro Belo (normalmente quando assumem um namoro, sempre é com um homem com pinta de "peão", mesmo que tenha enriquecido posteriormente), mas no geral, tem que assumir publicamente que estão sozinhas. Por contrato, elas tem que estar "casadas com os fãs".

É muito chato para os fãs de mulheres saber que a sua musa é comprometida. Isso prejudica vendagens e lucros em geral. Uma paniquete, ao ser descoberta casada, teve que ser demitida (e depois readmitida, ao ser descoberta a manobra - pegou mal). Estranhamente, várias musas dão a entender que são casadas, tem filhos e tudo, mas escondem os maridos para não prejudicarem suas carreiras.

Há outra hipótese, menos provável, já que ainda existe muito machismo por aí (elas são musas perfeitas para machistas), é que elas estão realmente encalhadas porque sua vulgaridade espanta dos homens. É até possível que aconteça em alguns casos, mas não é uma regra geral. Para quase todas estarem numa mesma situação, deveria haver um número quase zero de machistas. Além disso, o motivo que faz com que homens "de classe" (principalmente executivos e profissionais liberais) recusem essas mulheres pode não ser a vulgaridade e sim a facilidade desse tipo de musa de cometer gafes por causa desta vulgaridade. Sem falar que a maioria dessas boazudas vem das classes pobres, fazendo a rejeição dos executivos ser praticamente automática.

O que se sabe é que este tipo de musa está começando a entrar em decadência, agravada por essa pseudo-solidão forçada. Muitos homens já não se interessam por essas musas sem conteúdo e começam a eleger símbolos sexuais mais naturais, que não sejam criadas só para isso. Mulheres que além da beleza física possam mostrar outras qualidades, além de servirem para um relacionamento mais duradouro, o que não é o caso das boazudas, feitas apenas para algumas trepadas, para serem descartadas logo em seguida.

Rádio que pensa que é roqueira trata fãs do Iron Maiden como "bestas"

Foi ontem, por volta de 16h45. Uma rádio FM, com aquele locutor tipo mauricinho, que fala como se fosse animador de festas infantis, falava, sob um fundo musical alucinado tocado por um sintetizador, algumas informações sobre um evento ligado a Raul Seixas. E ainda despejou uma gíria nada roqueira chamada "show de bola". Bola fora.

Parecia rádio Mix FM, porque era um fundo musical de tecno alucinado e um locutor mauriçola com aquela vozinha enjoada, embora mais "tranquila". Mas nada que nenhum locutor da Mix ou Jovem Pan ou Rádio Disney ou FM O Dia não façam, sobretudo no horário noturno.

Aí vem uma vinheta eletrônica, bem no estilo Jovem Pan, com uma voz sintetizada anunciando "Cidade". E sabe o que vem em seguida: "The Number of The Beast", do Iron Maiden, um rock radical despejado numa rádio com QI de rádio poperó das mais debiloides.

É claro que os fãs do Iron Maiden - os fãs de verdade, não os fãs de "funk", "sertanejo" e "pagode" que fingem serem "roqueiros da pesada" para impressionar as pessoas e conquistar a mulherada (há muitos desses caras assim nas redes sociais) - não vão perder tempo ouvindo FM de locutores mauricinhos que só tocam "sucessos" sejam eles de qualquer gênero.

Bruce Dickinson já passou por um tratamento contra o câncer, ele trabalha o novo disco de sua banda e os fãs perdendo tempo ouvindo um hit que eles já tocam nos seus CDs? E isso depois de ouvirem locutor mauricinho que parece "sobra" da Mix FM ou da Transamérica, e vinhetinhas eletrônicas que mais parecem de rádio dance mais bocó.

A Rádio Cidade quer se passar por "rádio de rock séria" com suas vinhetinhas tolas e seus locutores animadinhos. Tentou tratar os fãs do Iron Maiden como "bestas", como se eles aceitassem ouvir uns sucessinhos em troca de nada. Mas fã de Iron Maiden não é de brincadeira e a última coisa que eles pensam em fazer na vida é ouvir uma rádio pasteurizada como essa. Eles têm muito mais o que fazer.

"Espiritismo" brasileiro é uma farsa confusa e contraditória

Todo mundo já deve ter ouvido falar em Espiritismo. Mas sinto dizer que quase ninguém sabe o que realmente é. Para muitos é esta seita construída com moralismo religioso acrescido da crença em espíritos e em vida pós morte. Mas definir Espiritismo desta maneira é muito simplório.

Na verdade, o que os brasileiros entendem como "Espiritismo" é na verdade uma farra resultante na má interpretação da doutrina lançada por Allan Kardec na frança do século XXI. Uma doutrina que era para ser uma ciência que estuda tudo aquilo que vai além do que conhecemos como matéria e que ao chagar aqui foi totalmente deturpada, transformada numa  seita igrejista cheia de enxertos, em sua maioria copiados do Catolicismo.

Na verdade, a deturpação se deu não somente por falta de um estudo detalhado das obras de Kardec, um cientista que pesquisou incansavelmente para depois tudo ficar nesta fantasia toda porque depois de morrer, sua ideologia foi completamente abandonada e trocada por outra.

Sim, porque já na França, um advogado de Bordéus, de nome Jean Baptiste Roustaing, cujo nome é desconhecido dos brasileiro, mas cujas ideias são plenamente seguidas pelo que os brasileiros entendem como "Doutrina Espírita", tratou de alterar radicalmente a doutrina para preservar religiosismo que tato acreditava. Como religiosidade é instinto e não exige esforço, do contrario do raciocínio, as ideias de Roustaing foram facilmente assimiladas por aqui, trazidas por dissidentes católicos (dentre eles, o famoso Bezerra de Menezes, roustainguista convicto) que acreditavam em vida pós morte e fundaram a FEB.

Mas como Roustaing não tinha carisma e ninguém sabe sequer a aparência dele, apesar de suas ideias, publicadas numa obra estranha chamada Os Quatro Evangelhos, serem bem convenientes, os brasileiros, já afeitos a confundir as coisas, logo trataram de criar um jeitinho: uniram a ideologia sem autor com o autor sem ideologia e foram logo atribuindo às ideias de Roustaing a autoria de Kardec. Ou seja, assimilavam a ideologia roustainguista como se ela fosse responsabilidade de Allan Kardec.

Até porque as ideias de Kardec soam maçantes para quem espera uma inerte igreja de paz e amor. Kardec era cientista e brasileiros nunca gostaram e ainda nem gostam de ciência. Mas Kardec tinha carisma, tinha imagem e mesmo um pouco complicado ara os seus seguidores, seu nome tinha que ser citado. Roustaing foi apagado da memoria dos brasileiros, embora o conteúdo de sua obra tivesse se solidificado na versão brasileira da doutrina.

As ideias de Roustaing, que para os brasileiros soa "kardecista", consistem basicamente de adaptar os mitos católicos a ideia de vida pós morte, reencarnação e comunicação com os mortos. As pesquisas são interrompidas para dar lugar a um cantochão de moralismo frouxo, caridade paliativa e exaltações à família e a grupos, já que o "Espiritismo" brasileiro despreza a individualidade referindo cultuar "falanges" (famílias espirituais).

Muito do que se vê no "Espiritismo" brasileiro são na verdade enxertos católicos, onde os nomes são devidamente trocados. Só alguns exemplos disso:


Lembrando que estes enxertos estão em total desacordo com a doutrina de Kardec, mais representando uma espécie de atualização do Catolicismo do que uma nova doutrina.

Aliás é importante enfatizar os enxertos católicos até pelo fato da versão brasileira não só ter sido fundada (e afundada) por dissidentes católicos que na prática nunca abandonaram suas crenças particulares, como atraiu mais católicos à mesma, entre médiuns, espíritos e seguidores. Todos esperando um novo Catolicismo que admitisse a vida após a morte.

E por isso mesmo a maior liderança brasileira tinha que ficar nas mãos de um católico convicto, o ultra-estimado Chico Xavier, que nunca estudou a doutrina, preferindo reforçar anda mais e consagrar definitivamente o repertório de enxertos como se fizesse parte da doutrina. Ah, nunca se esqueça que Chico Xavier era católico praticante e nunca abandonou sua crença, que foi completamente nociva para a compreensão doutrinária.

Por sua influência gigantesca - Chico Xavier tem um poder de sedução monstruosamente assustador - a doutrina brasileira virou uma bagunça. Além dos enxertos, há uma circulação bem movimentada de boatos, especulações e palpites que se contradizem e que contradizem a doutrina original. A fé cega volta sob nova roupagem (fé "raciocinada") e todo  trabalho sério de Allan Kardec jogado literalmente no lixo trocado por uma religiosidade irresponsável e contagiosa.

Esqueçam  "Espiritismo" brasileiro. Não é Kardecismo. Kardecismo nada tem a ver com esta bagunça igrejista que os dissidentes católicos fizeram com ela. Se estudar seriamente as obras de Kardec, vai perceber isso. 

Alexandre Sansão deve ter brincado demais com computador para "replanejar" linhas

Só mesmo brincando com jogos eletrônicos e vendo a realidade através de TheSims, Second Life e outros artifícios, raciocinando a mobilidade urbana com perspectivas do mundo virtual, para replanejar o sistema de ônibus do Rio de Janeiro da forma que se planeja.

Várias linhas funcionais já foram para o espaço - leia-se lembranças saudosas de arqueobusólogos que lembram dos tempos em que sistema de ônibus era realmente visto como transporte público - , como 465 Cascadura / Gávea, 676 Méier / Penha e 910 Bananal / Madureira, substituídas pelas linhas mutiladas cujos percursos se encerram no meio do caminho.

Infelizmente, desde 2010 o sistema de ônibus deixou de ser transporte público para ser um transporte que serve aos interesses particulares de políticos e tecnocratas que, delirantes, pensam a vida como se fossem nos ambientes virtuais de jogos eletrônicos ou de programas como Adobe Photoshop e Microsoft Power Point.

Pois o ex-secretário de Transportes e hoje subsecretário de Planejamento da (autoritária) gestão de Eduardo Paes na Prefeitura do Rio de Janeiro, Alexandre Sansão, com seu jeito de vilão de ficção científica, quer eliminar 33 linhas de ônibus da Zona Sul, achando que isso vai racionalizar o trânsito do Rio de Janeiro.

A ideia é encurtar e extinguir linhas de ônibus e substituir por troncais, alguns ligando a Zona Sul à Barra da Tijuca, outras ligando a Zona Sul para o Centro. O objetivo é forçar a baldeação usando o Bilhete Único.

Sansão, vivendo de joguinhos eletrônicos, deve imaginar que cortando 33 linhas de ônibus e reduzindo percursos irá tornar as ruas mais fluentes para o trânsito. Grande engano. Ele fará, isso, sim, com que se multipliquem ainda mais os automóveis nas ruas. Com mais carros, mais congestionamento. Com mais congestionamento, mais atrasos.

Portanto, pode juntar dinheiro e fazer suas economias porque a baldeação, numa cidade de trânsito cada vez mais parado como o Rio de Janeiro, causará muitos atrasos e não é qualquer patrão que vai engolir a desculpa do trânsito, aproveitando a situação para cortar mais postos de trabalho, da mesma maneira que a Prefeitura do Rio de Janeiro ceifa trajetos de ônibus.

Podem pensando em enfrentar filas do seguro-desemprego, cariocas...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Como fingir gostar de futebol no Rio de Janeiro

O brasileiro é fanático por futebol, porque foi educado para isso. Em todo o país, o gosto pelo futebol é obrigação social, é verdade. Mas no Rio de Janeiro, é muito mais do que isso. Gostar de futebol e regra de etiqueta. Para o carioca, seu RG e seu CPF não interessam. O que interessa é o seu time de futebol favorito. Isso é o que conta para definir uma pessoa como simpática e agradável.

Assumir para um carioca que não gosta de futebol é o mesmo que assumir ateísmo para um crente neo-pentecostal. O carioca vai vê-lo como ameaça social e inventar defeitos na tentativa de se livrar de você. Ou na melhor das hipóteses vai te tolerar, mas colocando um estigma negativo pelo fato de você não "entrar na brincadeira de todos".

Mas há um meio de não queimar seu filme perante os cariocas: fingir que gosta de futebol. Mas para isso tem umas regras a ser seguidas para que você não seja desmascarado e seja vítima de preconceito social.

- A primeira coisa é não escolher nenhum dos quatro times mais famosos do estado. Se escolher um deles, a cobrança nas conversas será alta e vai exigir mais detalhes e você vai acabar sendo obrigado a assistir aos jogos e se informar mais sobre os históricos dos times. Descarte qualquer um dos quatro times mais famosos (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo).

- Escolha um time menos popular. América, Bangu ou qualquer um de uma cidade do interior fluminense são boas pedidas. Os torcedores do "quarteto fantástico" não vão se interessar pelo que acontece com estes times e você terá maior liberdade para fugir de detalhes e até poderá mentir à vontade.

- Sobre estes times menos populares, basta saber a situação de cada time (isso você pega fácil em portais de notícias esportivas) e os nomes dos atacantes e do goleiro da formação atual. Isso é o suficiente para as conversas com os torcedores dos outros times.

- Não precisa assistir aos jogos e muito menos comprar objetos relacionados aos times impopulares que você escolheu. Não corra para comprar a camisa, isso é desnecessário! Papéis de parede no computador e no celular com o logotipo do time já é o suficiente para demonstrar afeto.

- Nas conversas, é bom defender o seu time impopular das críticas e elogiá-lo bastante. Dará a impressão de que você realmente gosta de futebol e do time escolhido.

- Quanto a "seleção" brasileira (a do Neymar & CIA), basta dizer que você prefere o seu time estadual. Para cariocas, os times estaduais e principalmente o "quarteto fantástico" sempre foram mais interessantes que a "seleção". Isso permite que você possa fingir desprezo pela "seleção" por achar que ela não é "tão competente" assim.

- Caso seja obrigado a falar sobre a "seleção", basta repetir o que jornais e portais da internet dizem. Quando a "seleção" entra em campo, não há quem não fale sobre o assunto.

- Nas copas, faça de tudo para não assistir aos jogos. Caso seja obrigado, basta fingir atenção (olhe fixo para a tela de TV) e repita os gestos dos outros (quando eles gritarem, grite junto, quando eles pularem, pule junto, etc..). E saia imediatamente após o jogo, fingindo concordância com a maioria. 

O ideal é que você assumisse que não curte futebol. Mas como isso gera preconceitos graves que podem resultar em perda de direitos importantes, as dicas foram essas para fingir a curtição futebolística. Mas torçamos que um dia o futebol seja visto como uma mera diversão, abandonando de vez esse caráter pseudo-cívico que ainda é a sua marca estigmatizante.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Sonhos de Morpheus, 17/08/2015


Mais links da internet para vocês se divertirem.

1. Dez cartazes das manifestações anti-governo que você não vai acreditar. Link

2. A privatização da cultura preocupa e poucos sabem disso. Link

3. Divaldo Franco plagia humorista da Escolinha do Professor Raimundo. Link

4. Para busólogos cariocas, mais do mesmo é "novidade". Link

5. Interessante texto sobre patrimônios arquitetônicos. Link

6. Saiba o que Hailee Steinfeld estava fazendo nas rádios americanas antes de lançar sua estreia na música, a viciante Love Myself. Link

7. Há quem ache que os caras do One Direction são donos do Twitter pela frequência que comparecem nos Trend TopicsLink

8. Ou o PT se renova ou mediocriza de vez. Link

9. Os protestos no domingo não eram contra a corrupção. Link

10. Alyson Stoner, de Camp Rock, cresceu e está muito linda. Link

11. Álbum da vez: o mago que misturava jazz e rock progressivo Jean Luc Ponty e seu magnífico Individual Choice, de 1983, que eu tinha em vinil. Link

12. Estranho ver a veterana cantora de música folk de protesto Joan Baez participando de concerto de Taylor Swift, após esta abandonar a folk music, trocando por um hip-hop meio alienado. Mas aconteceu. Link

13. Chloe Moretz e uma coruja foi a coisa mais meiga que eu pude ver ontem. Link

14. Que exemplos teremos no Brasil do futuro? Link

15. Fotografado em Salvador, o primeiro ex-BTU com o novo nome BTM, que é a ressurreição da Vibemsa metropolitana, com as mesmas empresas do Salvador Norte reunidas. Link

16. Na Record, Xuxa vai poder falar sobre sexo, mas não sobre religião. Link

17. Nem todos os que saíram nas ruas eram de direita. Esquerdistas também foram se manifestar, para intimidar os coxinhas. Link

18. Dakota Fanning, Miss Bumbum? Yes, please!!! Link

19. Saoirse Ronan aparece de surpresa em evento e estava bem sexy, Uau! Link

20. Lá fora ainda há novidades com qualidade no rock e a Suécia está dando sua contribuição com o excelente Caesars (ou Caesars Palace para os íntimos). Recomendável. Link

Profissionais de evento-teste para Rio 2016 foram assaltados ontem de manhã

Enquanto ciclistas testavam um circuito de estrada entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, uma equipe de profissionais que cobriram o evento que era ligada à Prefeitura do Rio de Janeiro tiveram que testar a situação de insegurança que vive a ex-Cidade Maravilhosa.

Eles estavam num posto de gasolina na Barra da Tijuca quando dois ladrões armados os renderam e levaram telefones celulares e equipamentos. Uma câmera só não foi roubada porque um outro cinegrafista estava em outra rua no momento do incidente.

As vítimas prestaram depoimento na delegacia mais próxima, imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas e testemunhas estão sendo localizadas para dar maiores informações sobre os ladrões.

Enquanto isso, a violência no Rio de Janeiro cresce em dimensões olímpicas.

domingo, 16 de agosto de 2015

Calor em Copacabana e "coxinhas" quentinhos do forno

As elites "revoltadas" e a classe média "coxinha" foram para as ruas das cidades brasileiras na vã esperança de tirar a presidenta Dilma Rousseff do poder, no "grande protesto contra a corrupção" que, nesta roça chamada Rio de Janeiro, aconteceu em Copacabana. Calor na praia e "coxinhas" vindos quentinhos do forno.

O pretexto é revoltar contra a corrupção na Petrobras, enquanto se fica conivente quando a corrupção está fora dos círculos petistas. Em Belo Horizonte, Aécio Neves foi um dos porta-vozes da manifestação.

E como os cariocas não querem mexer nas "pratas da casa", o PMDB carioca não foi alvo da revolta. Eduardo Cunha não recebeu pedido de impeachment e o pessoal nem mostrou muita indignação contra Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão ou, no caso dos niteroienses, o prefeito e "chinelo do Pezão" Rodrigo Neves. Protestaram contra eles apenas na condição de aliados do PT, como se eles apenas fossem cúmplices de segunda ordem.

No dia seguinte, veremos esses mesmos manifestantes indo às suas mesmas rotinas, inalterados e bovinos, indiferentes a problemas piores do que aqueles que associam apenas ao Partido dos Trabalhadores e às pessoas de Dilma Rousseff e Luís Inácio Lula da Silva.

Pelo menos serão informados tardiamente da derrota que o Flamengo sofreu, enquanto seus torcedores protestaram contra o PT. É uma pequena quebra de rotina para a capital brasileira da mesmice.

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