quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Vida de loser

OBS: Essa eu encontrei no Orkut. Um cara postou detalhes de sua vida numa comunidade do Orkut. Vou omitir a identidade em respeito ao cara, mas vou colocar aqui porque parece uma crônica. Os dados que possam identificá-lo foram alterados por mim. Daria para um filme de tão hilária que é. Vejam se ele não é o típico "loser"?

Olhem a Minha Vida

Por autor não identificado - Extraído do Orkut

Alguém aqui estuda em biblioteca? Moro com minha avó, hiper ultra controladora, chata pra caralho, 85 anos sem ter contribuído em nada pra humanidade e estúpida até a alma. Vim morar com ela pq minha namorada me mandou pra casa do KCT depois que desligaram a luz por falta de pagamento e ficamos no escuro (isso tem 4 dias). Minha mãe tem problemas mentais e apesar de ela morar num lugar bacana, morar com ela é assinar a sentença de morte ou de suicídio. Meu pai mora com uma imbecil que só pensa em limpar pó e dobrar cueca em forma de rocambole e espiã da privacidade alheia também e só fala merda e acha que tá certa. Eu morava com minha namorada e seu filho marmanjo de 18 ânus e que se acha homem, sua mãezinha é vendedora de loja e ganha mal e não contribui com os gastos do lar.

Até Janeiro eu trabalhava com meu pai esquisito (empresário razoavelmente bem sucedido do ramo de engenharia que em alguns anos trabalhando com ele nunca assinou a minha carteira e tratava seus peôes muito melhor do que a mim, me dava uma gorjeta de R$ 500,00 por mês onde batia uma crise existencial forte em mim quando eu contava as poucas cédulas. Meu trabalho era ir a rua, carregar tralhas no meu carro que ele me deu qd eu já tinha 26 anos (hoje tenho 31) e com objetivo de carregar os tubos e conexões dele, tanto é que ele me deu uma pick up. Sei que to parecendo uma bicha chorona mas tá batendo um desespero, uma vontade de viver, de ser feliz.

Decidi estudar pra concurso em Dezembro de 2009, fiz o da Petrobrás, não passei, fiz esse agora e to mais pra lá do que pra cá. Peguei o programa da UFF e BB, mas aqui com minha avó a condição pra se concentrar é zero. A velha é chata demais, privacidade -100. Punheta... Não toco mais pq a porta do banheiro não fecha por causa do tapete ela não admite portas fechadas em seu castelo. Agora mesmo tava em pé atrás de mim perguntando o que eu estava escrevendo e tive que minimizar a tela. Quem aguenta isso? Se eu tomar chumbinho vou morrer rapido ou é uma morte lenta... kkk brincadeira...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

A praga das dublagens

 

Por Equipe Planeta Laranja

Numa época em que tudo era para se evoluir, acontece o contrário, tudo regride. Na cultura e no lazer estamos vivendo um inacreditável retrocesso que só decepciona em quem esperava alguma evolução mental do ser humano.

Uma das coisas que caracterizam essa mediocridade que se tornou epidêmica na sociedade atual, sobretudo na brasileira, é a praga de obras dubladas, atribuída ao crescimento econômico - mas não intelectual - da classe tida como "média"*

A praga já virou hegemônica nas TVs por assinatura, que há um bom tempo está priorizando uma programação mais popularesca, se transformando numa extensão paga da TV aberta. E em muitas emissoras pagas, a programação dublada se monopolizou, fazendo com que os fãs de artistas desconheçam completamente a voz original deles, se contentando com vozes de outras pessoas. Nada contra dubladores, mas deveriam pelo menos deixar alguma opção para quem quer ouvir a voz do ator, não a de um mero cidadão que a gente nem conhece a cara.

E a epidêmica dublagem já chegou aos cinemas, antes redutos exclusivos de obras legendadas. Somente filmes infantis eram dublados (e porque não legendá-los também, pois as crianças de hoje já sabem ler desde cedo - só faltando aprender a pensar - ?). Mas agora até filmes para adultos são exclusivamente dublados em várias salas. Dinheiro jogado fora.

Exigência de conhecimento do segundo idioma, somente para o mercado de trabalho, já no lazer...

O que aumenta ainda mais a minha revolta é uma contradição que noto neste sistema. Brasileiros adoram contradições, é verdade, mas quem defende contradição é inimigo da lógica e do bom senso e não tem o discernimento entre suas qualidades.

Será que ninguém ainda perguntou porque no lazer há uma grande preocupação em poupar o cidadão de tentar entender inglês se no mercado de trabalho acontece o contrário. Até em empregos em que não há contato com estrangeiros, em muitos casos, o conhecimento do idioma inglês é exigido. Provavelmente o mercado entende que quem fala "How are you" para um caipira analfabeto de Cabrobó do Pirijipe, trabalha melhor.

Se exigem tanto o inglês para o emprego, porque a mesmíssima sociedade libera o conhecimento de inglês no lazer? Porque não estimulam a verificação de muitas mentiras ditas pela mídia brasileira, em sites estrangeiros. O conhecimento de inglês, também no lazer, pode ser uma poderosa arma de defesa. Aí perceberíamos que o "estrondoso sucesso internacional" do Michel Teló, por exemplo, não passa de papo furado de uma dúzia de brasileiros que mora fora do Brasil, já que quase não há menção a isso na maioria dos sites estrangeiros.

Soa hipócrita essa contradição de ter que dispensar a exigência do segundo idioma no lazer ao mesmo tempo que exige no mercado de trabalho. Os patrões ainda não entenderam que uma pessoa já habituada a usar o inglês em seu cotidiano, tem a melhor capacidade de usá-lo também no trabalho?

Acho melhor essa praga de filmes, seriados e documentários dublado se limitar a um modismo passageiro, sumindo o mais cedo possível. Para garantir o emprego de dubladores, poderia limitar a dublagem a opção para DVDs ou para emissoras de TV que tenham um público menos exigente.

Temos o direito de ouvirmos o som original das obras, pois foi com esse original que elas foram criadas.

Imaginem se na música acontecesse a mesma coisa? Com Ivete Sangalo fazendo todas as vozes da Madonna no seu mais recente álbum. Como ficaria Girls Gone Wild? "Garotas se tornam piriguetes"? Patético.
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*NOTA: Legal, pelo jeito eu subi de classe, passando a integrar a classe "B", já que a classe "C" mencionada pelos meios de comunicação tem características típicas de povão semi-analfabeto, que apesar de ganhar acesso a bens de consumo, ainda não possuem a verdadeira qualidade de vida e ainda continuam tão burros feitos umas antas, ainda preguiçosos na hora de correrem atrás de verdadeiras informações do que acontecem ao seu redor, mantendo a confiança cega naquilo que é lançado pela mercenária e mentirosa mídia oficial. Com absoluta certeza, eu não faço parte dessa acéfala classe "C" que tanto dizem por aí.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Vespa parasita imobiliza besouro para obter proteção

Uma espécie de vespa, a Dinocampus coccinellae, parasita um inseto para obter proteção para o filhote que vai nascer. A tal vespa injeta uma larva no interior do corpo de um besouro do tipo joaninha, que permanecerá no interior desse inseto, se alimentando dos tecidos deste.

Enquanto está com a larva dentro do abdômen e atá a fase de casulo, a joaninha é parcialmente paralisada e se comporta como uma espécie de "guarda-costas zumbi", sem autonomia de comportamento, estando, a partir da saída da larva e a conversão desta em casulo, completamente sob controle da larva que, através de um veneno, cria espasmos no inseto para que este espante os predadores com esta atitude.

Para sustentar o hospedeiro, a vespa tem que produzir menos ovos. Mesmo assim, a joaninha é completamente submetida ao parasita que obriga o inseto a ficar agarrado ao casulo, se contorcendo em intervalos periódicos.

E isso deve ser bem ruim para a joaninha, pois, segundo as pesquisas apenas 1 entre quatro joaninhas se recuperaram após a traumática experiência parasitária.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Seções de ciência em jornais estão em extinção

 OBS: Acredito que isso aconteça pela redução de interesse da população por ciência. O texto não assume, mas vivemos numa época de aversão intelectual quase doentia. É o que o Arnaldo Bloch, descendente da famosa família que administrou o excelente e saudoso grupo de comunicação Manchete, chama de "anti-cabecismo". 


Essa aversão a tudo que é intelectual, estimulado pela mídia e pelas religiões e reforçado pelos costumes sociais, tem feito com que as pessoas relaxassem seus cérebros nos momentos em que não estão trabalhando e estudando, aceitando tudo o que lhe empurram, sem contestar, além de considerar a intelectualidade como um defeito.

Pena, pois cada vez mais precisamos da ciência e felizmente aparecem cada vez mais e melhores cientistas, principalmente no Brasil, que desprezados por autoridades e população, se mudam para outros países, onde são mais prestigiados e podem ter recursos e dedicação maior para as suas úteis pesquisas.

Seções de ciência estão em extinção

Observatório da Imprensa

Os desafios enfrentados pelos jornalistas especializados em ciência – pessoas comuns com a tarefa de comunicar ideias extraordinariamente complexas para uma audiência de massa – estão sendo particularmente exigentes. Poucos jornais têm seções destinadas à ciência atualmente, mesmo com o jornalismo científico tornando-se mais valioso do que nunca.

Em 1989, existiam nos EUA 95 jornais com seções semanais de ciência. Hoje, são apenas 19, segundo o Columbia Journalism Review. Trata-se de uma grande queda, mesmo para uma das indústrias de declínio mais rápido no país. Dados do Departamento de Trabalho dos EUA indicam que a indústria jornalística como um todo encolheu 40% ao longo da última década. As empresas jornalísticas têm, então, escolhas difíceis a fazer no que se refere a seções a serem eliminadas. Poucos concordam sobre o que deve ser cortado.

Como o jornalismo de arte e cultura, escrever sobre ciência é uma especialidade e, quanto mais especializado o campo, mais habilidades o jornalista tem que ter. Por essa razão, executivos de jornais algumas vezes chegam à conclusão de que suas seções de ciência deveriam ser sacrificadas para dar lugar a uma reportagem mais generalista. “Acredito que editores de jornais consideram, erroneamente, que leitores não entendem ciência ou não estão interessadas nela”, afirmou Ron Winslow, subchefe da seção de ciência e saúde do Wall Street Journal. “É um gasto grande. A ciência terá um impacto grande nas nossas vidas nos próximos 30 anos, mesmo mais do que no passado. Os leitores querem informações sobre ciência”.

Mais escritores 

Winslow, que também é presidente da Associação Nacional de Escritores de Ciência, disse que o fato de que jornais estejam cortando mais seções de ciência tem mais a ver como economia do que com qualquer outro fator. Após o boom dos PCs nos anos 80, o jornalismo científico desfrutou de uma euforia, em parte estimulado pelas empresas de computadores com dinheiro para gastar em anúncios nos jornais. Por anos, esses anúncios financiavam seções de ciência robustas nos jornais nacionais. Nos anos 90, na medida em que a receita publicitária migrou do impresso para a web, empresas de jornais começaram a focar seus recursos em seções mais abrangentes.

Ao longo dos anos, muitas seções de ciência transformaram-se em seções que incluem temas como saúde, medicina e bem-estar – todos com uma base maior do que física ou astronomia. As ramificações dessa mudança implicam que repórteres mais velhos, treinados em áreas científicas sofram pressão para aceitar demissão voluntária de jornias que buscam reduzir suas equipes. Cristine Russell, presidente do Conselho para o Avanço da Reportagem Científica, preocupa-se que o jornalismo científico acabe sendo feito por repórteres sem um background sólido em ciência.

Cristine escreve sobre ciência, saúde e meio ambiente por mais do que três décadas, começando no Washington Star e Washington Post. Segundo ela, enquanto as seções de ciência estão em menor número do que antigamente, há mais escritores de ciência do que nunca. Há mais jovens cientistas interessados em jornalismo e em comunicar suas ideias para uma audiência mais ampla – e que estão sendo aproveitados por publicações especializadas, como Wired, ou blogs de ciência. Essa tendência deve continuar. 

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