Havia escrito em outra postagem sobre uma jovem atriz não muito famosa, de jeito simples e estilo de vida modesto, que demonstrou ter bom gosto cultural. Lá fora, em outros países, tem aparecido várias e muitas delas com estilo de vida simples e amigável. Claro, sociedades bem educadas estimulam a valorização da cultura e o desenvolvimento da intelectualidade.
Mas aqui no Brasil, pátria do Complexo de Vira-lata (quando as pessoas assumem uma falsa vocação para o fracasso), ter bom gosto é sinônimo de elitismo. Gostar de coisas mais bem feitas e/ou mais intelectualizadas é visto erroneamente como desejo de se afastar da humanidade, um sinal de "preconceito" e"antipatia". Para ser simpático e humanista, temos que gostar do que a nossa "cultura" (ou seja lá qual nome ele tiver) produz de pior.
Trocando em miúdos, ter bom gosto é considerado elitista, pois para muitos, apreciar uma boa cultura é "se isolar das outras pessoas". Esse pensamento é ruim, pois estimula a estagnação intelectual da população, já que o normal para os "vira-latas" que habitam o Brasil é ser burro e de mau gosto e tentar se evoluir intelectualmente e eticamente é "se afastar da humanidade". Humanidade que continuará aprisionada na sua burrice e imbecilidade crônicas.
Falei isso porque ajuda a explicar orque no Brasil, as mulheres de bom gosto cultural quase sempre são interesseiras, enquanto as mulheres mais acessíveis costumam ter péssimos referenciais de cultura.
Cultura de qualidade é cara no Brasil
Claro que consumir cultura de verdade é mais caro. Bem mas caro. O comércio brasileiro, naturalmente explorador, costuma cobrar mais pelo melhor. É fácil encontrar um disco de um fanqueiro X a 10 ou até a 5 reais. Mas CDs dos Beatles não saem por menos de 36 reais, mesmo colocados cada um em uma reles e frágil embalagem de cartolina, sem a caixa de plástico protetora.
Mas mesmo assim é um exagero as mulheres de bons referenciais de cultura serem interesseiras. Só se casam com profissionais liberais ou que trabalham em cargos de comando (diretores, empresários, executivos). Mas como assumir ser interesseira pega mal - e muito mal - argumentam elas que têm que se casar com homens dos mesmos níveis culturais dos delas. ALTO LÁ! Algo precisa ser explicado.
Liderança masculina não é sinônimo de evolução cultural
Isso e desculpa esfarrapada. Primeiro, porque mulher não escolhe homem pelo nível cultural. Mulheres brasileiras, sejam de que classe econômica forem, são todas educadas a priorizar aspectos de proteção e sustento. As que fogem dessa "educação" fazem por decisão própria, por adquirirem senso de ética e de respeito humano.
Segundo: quem disse que homens profissionalmente privilegiados tem boas referências de cultura. Um e outro podem até ter, vai lá. Mas a maioria, por incrível que pareça, não está nem aí para cultura. Para eles, "musica" é o tilintar das caixas registradoras. "Cinema" para eles é ver subalternos ajoelhados diante deles. Ou ainda melhor: "Cinema" só o pornô feito dentro dos seus luxuosos quartos, protagonizados pelos mesmos "respeitáveis" líderes dos homens, ao lado de suas mulheres, cobiçadas pela maioria dos pobres mortais.
Ou seja: líderes e profissionais liberais não gostam de cultura. Vivem e morrem pela profissão que lhes dá stats e chega a substituir o caráter nulo de suas personalidades. Fingem que gostam de cultura para não pegar mal (eles necessitam de prestígio social para obter poder e comandar). Para eles cultura é ter poder, dinheiro,, mandar em tudo, comprar tudo e comprar todos e ter belíssimas e inteligentes mulheres (tratadas como objetos integrantes de seus patrimônios) para poder exibir aos sócios (líderes não possuem amigos), pois homens solteiros nunca são bem vistos, consequentemente perdendo poder por causa disso.
Alguns privilegiados, quando se interessam por lazer, agem como a maioria dos homens, se limitando a bebidas alcoólicas e a futebol, ouvindo musicas de péssima qualidade e assistindo filmes sisudos.
O que elimina o mito de que as mulheres de boa cultura escolham homens pelo seu nível cultural. Elas nem estão aí para isso. Elas querem é alguém que possa levá-las a lugares mais caros, de "alta cultura" (nome pejorativo que a ralé e seus simpatizantes chamam a cultura de boa qualidade), pois sabem que no Brasil, consumir boa cultura costuma ser mas caro.
No Brasil, interesse por boa cultura é mais elitismo do que desejo de evolução intelectual
Infelizmente, no Brasil, homens de bom nível cultural e pouca grana não conseguem conquistar mulheres com boas referências culturais. Muitos têm que tolerar mulheres meio burraldas para não ficarem sozinhos. Mas na hora de usufruírem de uma boa cultura, acabam por ter que fazer sozinhos, longe de suas mulheres.
Voltando às mulheres de bom nível cultural, o que me surpreende, é que no Brasil, as mulheres não se interessam por boa cultura para se evoluírem como seres humanos, mas para serem elitistas mesmo. A intenção delas é fingir que são melhores que o resto da humanidade, usando o gosto cultural como "prova" de que esta tese absurda é verdadeira.
E reparem que elas não dão sinais de que querem melhorar a si mesmas e o mundo ao redor. O fato de serem elitistas e interesseiras, casando por antipáticos e arrogantes homens de negócio que não costumam se afeiçoar por boa cultura, já prova que evolução de caráter não é com elas. Na verdade, são burras de elite, tão burras quanto as outras (apenas mais oportunistas) querendo se passar por "sábias".
Pena que no Brasil, ter uma boa cultura não ajuda a desenvolver o intelecto. Fiquemos entre as burras de elite e as burras da ralé. Homens, escolham a sua opção favorita.