domingo, 30 de janeiro de 2011

A sabedoria de dona Canô



É isso aí, dona Canô! Até agora não entendo porque um troço de sabor tão ruim, além de alienante e dopante, pode ser a bebida mais popular do país.

Deve ser porque a Rede Globo mandou todo o povo-carneirinho beber. Como eu não sou carneirinho submisso, me afasto desse troço.

Povo que, além de submisso, tem mau-gosto, é a pior coisa do mundo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Não tem jeito, virou tradição



Virou tradição haver um casal idoso/novinha (com no mínimo, longínquos 30 anos de distância etária) no horário das 21 horas. Parece que isso nunca vai acabar!

A FAVORITA:


CAMINHO DAS ÍNDIAS:


VIVER A VIDA:


PASSIONE:


INSENSATO CORAÇÃO:


Com certeza, alguém com as mesmas perversões de Michel Temer deve estar trabalhando na criação dos personagens em novelas das 21 horas, há um bom tempo.

Enquanto isso, mulheres de meia idade fazem sozinhas ginásticas nas praças.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Porquê Maicon? Porque não Maiquel?

É estranha a mania de muitas pessoas aportuguesarem o nome Michael, equivalente do idioma inglês ao nosso Miguel, pronunciado Maicon, sem saber que o som original do nome, Maiquel, existe em nosso idioma.

É coisa de quem, não sabendo falar um idioma estrangeiro, tenta arriscar, pensando que sabe e se dá mal. Pior que são muitos os Maicons existentes no país. É um caso de ignorância que se multiplica feito vírus.

E isso acaba criando um estigma negativo ao nome, que se torna "nome de pobre", graças a ridicularidade gerada pela grafia e sonoridade erradas. Má consequência para quem acreditava que dando um nome desses ao filho elevaria seu status social.

Gente, vamos prestar atenção nas coisas. Valorizar o nosso idioma (porque não chamar de Miguel? Esse é um nome bonito) e aprender melhor a pronuncia correta do idioma inglês, para não cometer micos como esse.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Problemão de Lógica (que problemão!)



Olhem bem para esta foto. Ela mostra seis brasileiras lindas de beleza sofisticada e mentalidade culta, de bom gosto, na faixa dos 30 anos e aparência de mulheres de classe média alta e de nível de escolaridade superior.

Pergunta: quantos homens "aparecem" na foto?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Cenas de um Casamento Infeliz

Essa é a estória de um casal comum, sem opiniões e hábitos surpreendentes. Ele, formado em Administração, um executivo de uma empresa. Ela, uma bela advogada. Conheceram no cursinho de Vestibular, e se casaram após a formatura.

Ambos são bonitos, ela uma morena de pele alva com cara de princesa europeia e físico de cheerleader. Ele, branco com porte físico de jogador de vôlei, bem mais alto que a esposa e com tronco bem esticado. Têm uma filha, no momento com 7 anos de idade.

Tinham muitos amigos, alguns estáveis. Ele, bastante extrovertido, ela mais discreta. Só se viam durante as noites e em finais de semana. Mas era comum ficarem se se ver por muito tempo, devido às viagens de trabalho do marido, que era fiel, já que sua rígida dedicação ao trabalho - e interesse exclusivo, pois sua auto-estima estava ligada a sua profissão prestigiada - não permitia que se divertisse durante as viagens.

Tinham uma vida confortável. A esposa nunca ficava sozinha, já que tinham três empregadas. Ela sempre teve seu carro próprio, usado para ir ao trabalho e levar a filha à escola.

Quando se divertiam juntos, normalmente iam com amigos a bares para conversar sobre banalidades regadas a muito álcool. Podia ser nas tardes de sábado ou domingo ou às noites dos mesmos dias e de sextas. Quando estavam juntos, o "happy hour" era considerado obrigatório.

Não tinham gostos nem opiniões surpreendentes. Ele era de direita, ela não tinha interesse por política. Se divertiam apenas para manter a sociabilização, pois no fundo não gostavam de nada.

Até mesmo o senso de romantismo deles era bem limitado, não indo além a beijos e abraços. De 15 em 15 dias tinham relações sexuais satisfatórias: o marido, fiel e rígido seguidor das regras sociais, nunca brochava. Gostavam da filha, mas não participavam muito da educação dela, responsabilidade entregue a humilde e bondosa babá, que por sua honestidade e boa índole, ficava muitas vezes a sós na casa com a filha do casal.

Hoje esta filha está na adolescência, namorando algum atletinha rico e drogado com físico de jogador de vôlei. É boa aluna, apesar de não gostar de estudar. Deverá ser uma advogada, tão medíocre quanto a mãe e casar com um marido tão insípido quanto o pai.

E o casamento desta família se arrasta nessa mesmice sem tamanho, mantendo a falsa aparência e colocando sentimentos vazios no lugar do ausente amor, essencial na vida de qualquer casal, mas substituído solenemente por sentimentos mais mesquinhos que acabam ganhando o mesmo nome.

Como o casal citado, muitos arrastam seus relacionamentos equivocados, para o mal de todos. Que acabam vivendo infelizes para sempre...

Amar é financiar



O padre pergunta à noiva:

- Você aceita fulano como seu legítimo esposo?

Aí ela pensa um pouco e segundos depois, ao invés de responder, se vira em direção ao noivo e cantarola:

- Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Alguém pode me dizer porque os homens se casam?

Não há nada que combine menos com o machismo do que a vida de casado. Pacata, responsável, a vida de casado exige fidelidade e sensibilidade, além de aguentar uma rotina que inclui ajudar a esposa nos afazeres e cuidar e educar uma criança que poderá vir da maneira que os pais não gostam (doenças, personalidade e até defeitos e deformidades), tudo que o machão imaturo, programado para uma vida de riscos e curtições sem limites não gostaria de ter. Mas porquê então, a maioria dos homens se casam?

É uma pergunta que parece sem resposta. Um dos maiores segredos da humanidade. Nem os próprios homens sabem responder a essa pergunta. Os alienados irão arriscar: "é por amor", sem saber realmente o que significa a palavra "amor". Mas ninguém mesmo sabe o verdadeiro motivo.

Seria por sexo? Homem não precisa se casar para obter sexo (boa parte das fornicações já acontece antes do matrimônio). Por dinheiro não, pois na sociedade em que vivemos, o papel do provedor é addo justamente ao homemm (que por incrivel que pareça sente um enorme prazer e orgulho em torrar todo o seu dinheiro para satisfazer qualquer pistoleira). Por que será?

Há hipóteses. A minha é que os homens se casam como auto-afirmação da vida adulta. Adulto é para estar casado e no Brasil, país dos Marias-vão-com-as-outras, se a maioria se casa "eu também tenho que me casar". Não casar ganha significado de "fracasso". Num mundo de casados, os solteiros sofrem danos na auto-estima. Deve ser por isso que a maioria dos homens, sobretudo os menos sensíveis, acredite, abrem mão de toda a sua liberdade machista para se casar, acreditando que um solteirão vai certamente ser motivo de humilhação e até de privações, fracassando inclusive no sucesso profissional.

O outro lado da moeda

Enquanto machistas e homens insensíveis se casam, muitos homens sensíveis, que gostariam de ter uma companheira do lado, 24 horas por dia e que são mais preparados para uma rotina marital, vivem lamentando a dificuldade de conseguirem uma companheira, seja porque não consegue satisfazer as (exageradas) exigências das mulheres, seja na dificuldade de encontrar mulheres interessantes disponíveis*

Interessante que nunca ouvi falar de homem insensível com dificuldade de arrumar mulher. Todos os casos de solitários crônicos são compostos de homens sensíveis. Deve ser por que a sensibilidade masculina ainda seja um tabu, mantendo a crença infeliz de que homem sensível é sinônimo de homem inseguro, um banana que irá deixar a sua amada na mão. Um estereótipo que começa a mostrar o seu engano, embora a maioria das mulheres ainda não tenha percebido isto.

Uma prova de que existe sim, injustiça na vida afetiva. Seria incoerente que, num mundo onde vemos injustiças em todos os setores da sociedade, não houvesse injustiças na hora de arrumar uma namorada. Infelizmente, o ditado que diz que "Deus dá asas a quem não sabe voar"**, num mundo onde os incapazes fazem mais sucesso que os competentes, ainda faz muito sentido.

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* NOTAS: O tema desta postagem explica isso, já que muitos objetos de paixão dos homens sensíveis acaba se casando com homens insensíveis. A sensibilidade masculina é uma qualidade desejável, mas dispensável para a maioria das mulheres - as qualidades indispensáveis são aquelas relacionadas com as características de PROVEDOR e PROTETOR.

Para muitas mulheres, os insensíveis são os mais desejados, pois elas tem a burra, mas teimosa crença de que o sensível é "medroso" e "abobalhado", algo baseado em crenças em estereótipos equivocados. cada dia que passa vemos que os mais medrosos são justamente os que se escondem na capa de "valentes". Mas as mulheres, muito mais presas as regras sociais que os homens, ainda não perceberam isto.

E enquanto os valores decadentes e a satisfação de instintos puramente animalescos não acabam, homens sensíveis que não satisfaçam as condições de proteção e sustento, têm muito mais dificuldade de conquistar uma mulher considerada atraente.

** As melhores oportunidades são dadas a quem não sabe ou não quer aproveitá-las.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A liberdade de não beber álcool

O que eu vou escrever aqui poderá enfurecer muita gente, muita mesmo. Mas é preciso mostrar para todo mundo o que é realmente lógico ou o que é apenas uma ideia fantasiosa, mas arraigada, passada de gerações a gerações.

Convém lembrar que nada tenho contra bebidas alcoólicas, embora tenha a certeza de que elas não fazem muito bem à saúde e sobretudo ao cérebro. Especialistas dizem que além de prejudicar o sistema digestivo e o coração, o álcool mata células cerebrais. Mesmo em quantidades moderadas, o álcool afeta a atenção e dá sonolência.

No começo do ano passado, esperando o humorístico A Grande Família (o qual eu não sou fã - vejo às vezes, quando a trama é interessante), tive que assistir ao último bloco da novela das 8 que começa às 9, Viver a Vida. Nela aparece uma família jantando. Um dos personagens oferece uma bebida alcoólica para o visitante, que recusa. O que ofereceu fica indignado e começa a ironizar, citando o exemplo de Jesus (se bem que o personagem não sabia que o vinho oferecido por Jesus não era alcoólico. O processo de fermentação que conhecemos surgiu séculos depois).

É um habito muito comum das pessoas acharem que se um cara não bebe álcool, é por religião ou por saúde, embora o exemplo de Jesus seja muito utilizado para "legitimar" o costume de "encher a cara". As pessoas fanáticas pelo consumo do álcool (95% da sociedade, acreditem), não conseguem imaginar que existam pessoas que não bebam álcool por opção.

Eu não costumo beber álcool por dois motivos: primeiro por gosto, já que eu acho ruim o gosto e o odor do álcool, pois pra mim parece que estou bebendo gasolina. Segundo, porque não quero ficar bêbado. Uma das coisas que mais temo é perder o controle de meu cérebro. Meu cérebro é meu maior patrimônio e faço de tudo para preservá-lo.

Eu acho a cerveja, a bebida alcoólica mais popular do país, muito ruim em sabor. Tem gosto de pão misturado com dipirona. Tá na cara que a maioria bebe por obrigação social.

Portanto, peço a imensa multidão brasileira que repense seus conceitos e reflitam se eles realmente estão a favor da liberdade. Será que não perceberam que obrigar os outros a beber álcool é também abrir mão da liberdade? Beber "socialmente" significa beber por obrigação, para agradar os outros, sabiam? Que tipo de democracia vivemos?

Impôr as coisas por meio de leis sociais é tão ruim quanto impôr as coisas através de religião, política ou o que quer que fosse. Até porque eu não li nenhum artigo ou item escrito na Constituição que obrigasse profanos (alheios a religiões) a beberem álcool.

Estou muito feliz em viver como eu vivo, tendo absoluto controle sobre mim mesmo. Não preciso beber para me sentir alegre, já que a alegria vem de dentro de mim. Normalmente quem tem que beber para se sentir feliz é porque não consegue ser feliz naturalmente, não tendo a alegria interior. Pessoas desse tipo dependem de fatores externos para se sentirem alegres.

E vou parando por aqui, pois me deu uma vontade enorme de tomar um suco de uva purinho e geladinho...

Publicado originalmente em 04/01/11.

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