terça-feira, 24 de dezembro de 2019

A importância do Natal para minha pessoa

Depois de uma grave decepção com uma seita religiosa e após usar bastante a lógica e o bom senso, decidi que o melhor para mim foi me tornar ateu. Não preciso acreditar que um homenzinho que vive escondido governa o imenso e infinito universo. E crer nesse homenzinho não vai me fazer uma pessoa melhor do que já sou.

Mas apesar de ateu, não deixei de gostar do Natal. Acreditem, eu gosto do Natal. Mas para mim não é uma festa religiosa e muito menos a celebração do nascimento de alguém (a não ser da minha avó materna, que nasceu em 25/12; um beijo, vó, onde quer que esteja!), já que o Jesus histórico dá indícios de que nasceu no começo de abril.

O Natal para mim é uma época de reflexão e de confraternização. Uma forma de pensarmos no que fizemos durante o ano e o que faremos no próximo ano. É uma comemoração da esperança em mudanças, já que a virada do ano sempre representa o surgimento de novas oportunidades de sucesso.

É uma confraternização, quando saudamos as pessoas queridas e fazemos novas amizades por meio das saudações e presentes que damos aos outros. É também uma boa hora de praticarmos o altruísmo, dando presentes aos outros, principalmente aos mais necessitados. Torço para que os necessitados não passem o resto da vida dependendo de períodos natalinos para atingir o mínimo de dignidade, pois o ideal que a sua carência pudesse ser eliminada de uma vez por todas.

O Natal é uma festa bonita, onde ruas, lojas, casas e cômodos estão mais enfeitados. É uma festa cultural, onde contamos estórias e curtimos músicas e paisagens que não costumamos curtir no resto do ano. Tá, não curto músicas de Natal, mas elas representam uma quebra de rotina para quem gosta, o que torna para essas pessoas um motivo a mais para curtir o Natal.

Sempre passo o Natal com meus pais. Estamos vivendo em uma época de harmonia afetiva, embora estejamos em uma crise financeira pessoal (se não bastasse a - suposta - crise do país, que para mim é invenção da direita para voltar ao poder). Mas com certeza sera um belo Natal com amor e uma bela mesa de jantar, simples, mas saborosa.

Desejo um Feliz Natal a todos, creiam ou não nos dogmas natalinos e/ou religiosos. O que importa é aproveitarmos o período para sermos pessoas mais tolerantes (2015 foi o ano da intolerância, infelizmente) e altruístas, lembrando sempre da urgência de oferecer bem estar para o maior numero de pessoas. O ano de 2016 só vai ser um bom ano se tomarmos iniciativas para que seja.

Ah, e moderem na festa! Juizo, hein?

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Eu não gosto de músicas natalinas

Sinceramente, acho chatas as músicas natalinas. Aliás não só as músicas como o fato de fazê-las. Soa piegas e hipócrita. Aliás, insensíveis quando querem posar de sensíveis, apelam para a pieguice, já que não possuem vocação para serem sensíveis.

Gravar canções de Natal é sem sombra de dúvidas, um ato caça-níqueis. Nada tem a ver realmente com o sentimento natalino. O objetivo é usar a sensibilidade das pessoas para garantir trocados mais polpudos. Um verdadeiro ato de exploração da emoção alheia.

Sem contar que muitas músicas natalinas são tolas por excelência, sobretudo as mais antigas, que se prendem aos dogmas impostos pelos católicos e evangélicos, que preferem narrar o nascimento de Jesus como se fosse um conto de fadas, como se realmente tivesse acontecido de uma forma fabulosa. Ateus como eu, sabem - ou deveriam saber - que não foi assim.

De qualquer modo, posto aqui uma música de Natal diferente, graças ao grande mestre da música, Mr. Bob Dylan. Pelo menos Dylan, cara consciente, não iria entrar nessa com alguma pieguice. Preferiu entoar uma polka, ritmo normalmente utilizado em apresentações de palhaços em circos, o que significa se tratar de uma música cômica. Até o clipe é engraçado.

Pelo menos Dylan preferiu não nos enganar com mais uma musiquinha cretina, piegas e sebosa.

domingo, 15 de dezembro de 2019

As mais gatas de 2019

Como fazemos todos os anos, aqui vai a lista das três mais gatas do ano, as melhores de cada categoria, que se destacaram para nossa equipe neste ano:

Gata do Ano: OLIVIA HOLT



Gata Revelação do Ano: MILLIE BOBBY BROWN



Gata Brasileira do Ano: MONIQUE ALFRADIQUE


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Hoje é o aniversário da pioneira da programação de computador

OBS: Quem usa o computador e mais ainda quem cria os programas que o fazem funcionar, está em festa hoje. Ada Lovelace, filha do famoso escritor Lord Byron, e que é considerada a pioneira da criação de programas para o funcionamento de máquinas, faz  aniversário hoje, pios seu nascimento se deu há exatos 204 anos.

Lovelace se une a Madame Curie e muitas outras, na lista de mulheres que foram pioneiras em várias contribuições para a Ciência, motivo de orgulho para não-machistas como eu. A informática é grata a sua pessoa por essa grande colaboração em provar que máquinas são capazes de obedecer textos escritos em certa sequência, o que me permite fazer o que estou fazendo neste exato momento, publicando para este blogue. Somos todos gratos a ela.

Ada Lovelace, a primeira programadora da História

Enviado por Vanessa Fogaça Prateano - curta a página do blog no Facebook: http://www.facebook.com/BlogMulherio- Extraído de Gazeta do Povo - 10/10/2012

Quem ainda afirma (não sei se isso é possível em pleno 2012) que uma mulher não é capaz de se destacar e fazer carreira nas ciências exatas e tecnológicas deveria dar uma boa busca no Google e procurar saber quem foi Ada de Lovelace, a mulher homenageada de hoje aqui no blog.

Hoje comemora-se o dia dela, o Ada Lovelace Day, um tributo a esta inglesa nascida Ada Augusta Byron, uma mulher culta e de personalidade, filha do grande poeta inglês Lord Byron, reconhecida como a primeira programadora do mundo – não a primeira mulher, apenas, mas também a pessoa responsável pelo primeiro programa de algoritmos computacional da história da Ciência.

Tudo começou quando ela, aos 17 anos, conheceu Charles Babbage, um matemático que estava a desenvolver uma máquina analítica de cálculo geral. Ada passou a se corresponder com Babbage e a estudar seu projeto, e em 1843, programou a linguagem que permitiu dar início à grande revolução dos computadores, da qual tanto nos beneficiamos hoje.

Em sua homenagem, em 1980 os EUA batizaram uma linguagem de programação com seu nome, e em 2009, a jornalista Suw Charman-Anderson criou o Ada Lovelace Day, uma homenagem e também um protesto pelo fato de que havia poucas mulheres se destacando na área – em conferências promovidas pelas empresas do ramo, ela percebia que não havia palestrantes mulheres, embora ela conhecesse várias.

Ada, que foi chamada por Babbage de a “encantadora de números”, faria 197 anos este ano. Após tanto tempo, ainda é difícil para as mulheres seguir seu caminho. De fato, ainda são poucas as mulheres na área.

O motivo nada tem a ver com incapacidade, e sim com a falta de estímulo: dos pais, por exemplo, que acham que as filhas só possuem vocação para áreas das humanas e saúde. Que pouco estimulam suas filhas nas tarefas de matemática, não se interessam por pagar cursos na área e insistem para que a filha desista de uma profissão “masculina”. Ou das empresas, como citou a jornalista Suw.

Também é de responsabilidade das universidades esta lacuna. Há poucos programas que tenham como política institucional incentivar as universitárias a pesquisar na área, e o preconceito ainda grassa neste espaço – quem não se lembra do ex-reitor de Harvard, Lawrence Summers, que afirmou, que havia diferenças inatas entre os sexos que impediam a mulher de se dar bem nas exatas?

O lado bom desta história é que Ada foi reconhecida, e provou há mais de 100 anos que o preconceito não possui base científica. É fruto da forma como somos ensinados – uma educação que precisa mudar. Vale lembrar que, ao contrário de Ada, outras mulheres cientistas nunca foram reconhecidas, e isso ajudou a disseminar a ideia de que não somos preparadas para os números.

Descobertas fundamentais foram realizadas pelas mulheres. A cientista Lisa Meitner foi a real autora de cálculos que permitiram a descoberta da fusão nuclear, mas o homem que ganhou o Nobel pelo feito em 1944 jamais a mencionou.

Fato semelhante ocorreu com Rosalin Franklin, autora da fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA, e de Nettie Stevens, que descobriu em 1905 os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas. Jamais foram citadas como suas co-autoras na época em que os feitos foram alardeados. Até mesmo a primeira mulher de Albert Einstein, Mileva Maric, somente agora começa a ser reconhecida por seu papel nas descobertas do marido. Isso, só para ficar em alguns exemplos.

Que este dia sirva de inspiração para as mulheres e também como um recado para empresas, universidades e demais pessoas de que abraçar a bandeira do determinismo biológico, além de um preconceito – e um verdadeiro crime --, presta um grande desserviço à sociedade ao desperdiçar talentos.

Para finalizar, acho que faz muito sentido um poema escrito pelo pai de Ada, Lord Byron:

"Aqueles que se recusam a serem chamados à razão, são intolerantes;
Aqueles que não conseguem, são tolos;
E aqueles que não se atrevem, são escravos"

domingo, 8 de dezembro de 2019

CCXP e Campus Party não são eventos para nerds

Será que eu vou ter que escrever milhões de textos para falar sobre isso? Eventos como o CCXP e o Campus Party são eventos sobre quadrinhos, cinema juvenil, internet e tecnologia. Qualquer pessoa vai. Pessoas de todos os tipos, cores, gostos, raças, credos.

Mas a mídia e o senso comum estão arraigando a ideia equivocada de que é uma espécie de "Congresso Nerd", favorecendo inclusive a pseudo-nerds, gente normal, com vida social movimentada, que nunca foi vítima de bullying e só porque engordou um pouquinho, é míope e gosta de fazer "plec-plec" no computador, se acha o maior discípulo de Lewis Skolnick.

No Brasil, a definição de nerd é diferente dos EUA, onde o termo surgiu. Há a aceitação de alguns estereótipos do modelo original, mas os brasileiros acham ridículo o perfil mostrado no filme Vingança dos Nerds. Os brasileiros que se consideram nerds também detestam a imagem de "vitimas tradicionais de bullying" associadas à "tribo". Para mim, por mais que discordem, essa é a principal característica dos nerds, já que sendo estranhos (nerds não se parecem nem se divertem como a maioria das pessoas), o fato de se tornarem vítimas de humilhações é praticamente natural.

O modelo adotado pelos brasileiros, por incrível que pareça é totalmente diferente do modelo original, já que para o brasileiro, basta gostar de quadrinhos, computador e estar fora de forma para receber o rótulo. O modelo escolhido, pasmem, é o carinha comum das propagandas de cerveja, curiosamente defensores de um universo totalmente alheio ao do nerd original e com intensa vida social. Além disso, o modelo escolhido não é conhecido por sua inteligência e sim por sua esperteza. Mas o comportamento abobalhado dos cervejudos reforça o erro.

E essa má compreensão do que é o Campus Party ou o CCXP reforça ainda mais a imagem errada de nerd, que na minha opinião, foi criada para que os verdadeiros nerds continuem impedidos de ter acesso aos benefícios da vida (quem viu Vingança dos Nerds sabe do que estou falando), fazendo com que falsos-nerds, com menos "defeitos", por esse motivo mais aceitos pela sociedade tomem o lugar dos verdadeiros.

E nesse episódio, os verdadeiros nerds, como eu, ficamos sem direito até mesmo ao rótulo, assistindo "de camarote" a (in) justiça social sendo feita com quem já se beneficiava dela há muito tempo.

Pelo jeito os atletas "alfa-betas" descobriram que o melhor jeito de combater os nerds é se disfarçar como os mesmos e fazer carinha de coitadinho diante de uma webcam. É a versão tecnológica do "lobo em pele de cordeiro".

Para os verdadeiros nerds, um recado: a luta continua, companheiros.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Caras & Caretas

Ri pra cacete quando eu vi estas fotos. Gente linda e "de classe" também sabe ficar feia ou boboca nas fotos. Até a minha querida Natalie Portman, sempre linda nas fotos (exceto nesta), teve seu momento de "dôdja". Mas engraçado mesmo foi a cara de desenho animado da Britney. Impagável. Argh!

 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Por que eu odeio Futebol

OBS: Infelizmente, as pessoas não conseguem perceber que um reles lazer, caracterizado por uma reles bolinha a entrar em uma bola não tem motivos para ser tão popular. 

Toda a magia do futebol é artificial e não faz parte desta modalidade esportiva. Ou seja, o que faz o futebol tão sedutor não é o futebol e sim o valor pseudo-cívico construído em torno dele. 

Curioso que feijoada e samba são tão brasileiros e não existe este fanatismo todo em torno destas duas coisas, muito mais apreciativas que futebol.

Este texto, escrito há alguns anos mostra o relato de um intelectual que não curte futebol, mas mostra as suas razões além de explicar porque algo tão medíocre, simplório e sem graça atrai tanta gente a ponto delas cancelarem qualquer compromisso sério para berrar histericamente em prol da entrada de uma bolinha em uma rede.

Por que eu odeio Futebol

Por Vlad Snagov - Publicado em Reflito, Logo Escrevo

Quando eu era criança, eu não curtia futebol porque geralmente eu preferia outras atividades, como videogame, livros, histórias em quadrinhos e bonecos de ação. Mas não odiava. Até jogava de vez em quando, quando não tinha nada melhor para fazer.

Minha mãe dizia que eu era de um determinado time, mas eu não entendia muito bem a lógica disso. Por exemplo: eu sabia que era brasileiro, pois nasci no Brasil e em uma guerra eu deveria defender meu país ou, no mínimo torcer para que nosso exército vencesse. Assim, eu até entendia o conceito de torcer para o Brasil na Copa. Mas não entendia porque deveria torcer contra o time do meu colega de classe ou de bairro.

Conforme fui crescendo é que comecei a pegar raiva. "Você não gosta de futebol? Como assim? Não tem time? COMO ASSIM?"

Nunca fui de fazer algo só porque os outros faziam. Nunca tive comportamento de manada, de gado. E, portanto, a frase "como não tem time? Todo mundo tem" me irritava profundamente. Sempre achei idiota esse negócio de "todo mundo isso, todo mundo aquilo". Para mim era (e ainda penso assim) coisa de gente sem personalidade.

Até hoje não entendo o que leva uma pessoa a tripudiar sobre outra quando seu time ganha. Nenhum dos dois estava em campo. Nenhum dos dois ganhou ou perdeu absolutamente nada. Como uma pessoa pode depositar tanto em algo que depende de pessoas que nem se importam em ganhar ou perder, já que muitas vezes o resultado do jogo é acertado previamente, nos bastidores?

Isso porque nem estou citando o pai de família que muitas vezes deixa de comprar comida, para comprar camisas oficiais do clube para si e para seus esfomeados filhos.

Com o tempo, fui aprendendo muita coisa. E uma delas é que além dos meus motivos pessoais eu tenho outros bons motivos para não gostar de futebol.

Um pouco de História

O futebol era utilizado na Inglaterra da Revolução Industrial como uma ferramenta de controle dos operários e como uma válvula de escape para as tensões das longas jornadas de trabalho pesado. No Brasil ele foi introduzido por Charles Miller, filho do escocês John Miller, funcionário da São Paulo Railway Company, uma empresa inglesa. Depois de estudar na Inglaterra para gerir as empresas inglesas no Brasil, retornou ao país e ingressou no São Paulo Athletic Club em 1894, o time dos funcionários da São Paulo Railway.

A partir da década de 20 o futebol já contava com grande aprovação nas camadas populares, não só com sua proletarização na Inglaterra, mas também com a identificação e a fidelidade dos trabalhadores com os times que representam as várias associações das mais diferentes origens sociais (1). Durante o governo populista de Getúlio Vargas, os meios de comunicação começam a dar grande espaço ao futebol, que cresce cada vez mais no gosto popular. Afinal, é um esporte que só precisa de espaço e um bola, sendo assim bastante acessível à população das camadas mais pobres. Com o tempo, o futebol vai se tornando a "paixão nacional". E nem de longe esse foi o único ditador que usou o futebol. Mesmo Hitler usou esse "esporte das massas" como máquina de propaganda política e diplomática (2).

Mas por que o futebol emociona tanto?

O motivo de tanta comoção é a sensação de fazer parte de algo maior, transcendental... assim como todas as outras formas de anestesia intelectual, como a religião ou o fanatismo político, por exemplo. Gritar junto com milhares de pessoas te torna maior do que si mesmo. Te dá o anonimato da multidão, onde você deixa de ser responsável pelos seus atos e deixa de ter de pensar ou ter opinião própria sobre aquele assunto. Foi assim que a ditadura incutiu um falso patriotismo na mente do brasileiro. Em uma época de insatisfação popular, criaram o hino pseudo-patriótico "Noventa milhões em ação. Pra frente Brasil. Salve a seleção!".

Em momentos de jogo, quando a mídia usa todos os meios de comunicação para dar uma ênfase absurda ao futebol, até pessoas cultas e inteligentes começam a esbravejar provocações aos torcedores do time adversário. Até mesmo pessoas que estavam momentos antes preocupadas com os rumos da política nacional abandonam todas as preocupações e começam a gritar frases curtas e mal construídas para incentivar seu time (como se o time fosse ouvir). Se pessoas com acesso à educação se deixam alienar dessa forma, o que podemos dizer da grande massa de analfabetos funcionais e pessoas cuja cultura é ditada pela mídia televisiva? Os intelectuais até podem se permitir o "guilty pleasure" do futebol e depois retornar às suas reflexões, mas o povão jamais reflete justamente por ter tantas distrações fabricadas para colocá-lo em uma espécie de transe, onde a briga entre torcidas é justificável e a passeata pelos seus direitos não.

Portanto, meu ódio não é direcionado ao esporte em si, mas à cultura em torno dele que existe no Brasil. Brigas entre torcidas, depredações, discussões que não levam a lugar nenhum e, principalmente, desvio de energia que deveria ser focada em outro lugar.

Se as pessoas lutassem pelos seus direitos como lutam por seus times, as coisas estariam bem melhores. Mas é exatamente para evitar isso que se gasta tanto dinheiro com estádios e campeonatos. Para que as pessoas se dividam em times e nunca se juntem na indignação contra a opressão.

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