terça-feira, 13 de setembro de 2016

As pessoas nas redes sociais me dão nojo!

Sou obrigado a reconhecer que a minha experiência nas redes sociais, iniciada em 2005, me trouxe mais aborrecimento que alegrias. Através das redes sociais eu descobri que a sociedade não está no mínimo interessada em se evoluir, preferindo em seu tempo livre ficar alimentando ilusões, seja se divertindo com futilidades, seja defendendo ideias equivocadas que deveriam ter sumido há muitas décadas atrás e seguem fortes em pleno século XXI. Evoluem as máquinas para os seres humanos ficarem na mesma de 100 anos atrás.

Chega a dar nojo toda a vez que entro no Facebook. Sempre há alguém lançando seu culto à imbecilização retrógrada. Pode ser música brega, ícones religiosos, ofensas a socialistas, apologia a drogas lícitas ou não, ridículas poses semi-eróticas em fotos, ou seja, todo tipo de barbaridade, mas barbaridade de qualquer jeito. Não vou dizer quais, mas cerca de 75% dos meus "amigos" do Facebook já postaram pelo menos uma vez a sua ode a imbecilização.

E nesta época de copa, a imbecilização encontrará o seu auge, já que ninguém quer ficar fora da hipnose coletiva comandada por Galvão Bueno e seu pupilo, o Neymar (keting), o primeiro jogador de proveta na história do futebol brasileiro, mas excessivamente bajulado como os ídolos de antes. Se já é um horror sem futebol, imagine com. Nada contra o esporte em si, mas sim contra a forma como ele é tratado. Estamos carecas de saber que no Brasil, futebol é pretexto para muita babaquice, digna do pior retardado (com respeito aos retardados, não aos torcedores).

Mas se vê de tudo nas redes sociais, se morre um intelectual, ele é solenemente ignorado, mas se morre um entertainer (famoso não-intelectual que trabalha apenas para divertir ou emocionar os outros)ele é bajulado até os confins da canonização. Até mesmo qualidades são inventadas para os falecidos na tentativa de exagerar sua importância (Michael Jackson, roqueiro? Hã?; Chico Xavier, espírito superior? Como é que é?; Roberto Marinho, comunista? Ora, tenha dó...). Só falta dizer que algum bandido morto em algum tiroteio era uma pessoa puramente bondosa. Cada louco que aparece nas redes sociais!

O que deveria ser uma excelente oportunidade de debate para tentar mudar as mentes das pessoas na verdade se transformou num desfile carnavalesco de defesa das próprias convicções, como se a opinião de cada um, mesmo equivocada, fosse um patrimônio a ser zelado. Não há quem esteja disposto a mudar a sua ideia (nem tente mudar a mente de alguém - internautas brasileiros mordem) e muitos preferem ser mortos do que mudar de opinião. Um horror.

Sinceramente, as redes sociais me dão nojo. Toda vez que entro no Facebook sempre tenho que aguentar alguma tolice. Mesmo os que não são tolos em um assunto, passam a ser em outro assunto. Ou seja, todo mundo quer defender sua tolice, mesmo que não concorde com todas as tolices do mundo. Na minha coragem em combater todas as tolices, sou um guerreiro solitário.

É... tenho que aguentar tudo. Não vou me livrar das redes sociais pois há momentos que elas são necessárias. Mas que o desânimo no uso das redes é inevitável, isso é. Lástima.

domingo, 11 de setembro de 2016

O Ocaso de uma Musa

Em 1992, tomei conhecimento de um seriado juvenil, então recente sobre uma família de interioranos que se muda para a Califórnia e se envolve com a elite local. O nome do seriado era Beverly Hills 90210 (o CEP de lá) e que ganhou o ridículo e sem sentido nome de "Barrados no Baile", coisa que nada tinha a ver com a trama do seriado que até começou alegre, mas com o tempo virou dramalhão mexicano. O seriado teve uma continuação (não remake, como andavam dizendo: personagens e trama eram outros), com elenco mais novo, anos depois.

O seriado me chamou atenção por causa de uma linda garota que se tornou musa na época e que protagonizava o seriado, Shannen Doherty. Ela nasceu algumas semanas depois de mim (tem 45 anos de idade) e na época fiquei vidrado pela sua beleza e charme. Graças ao sucesso, ela acabou sendo convidada para a melhor comédia juvenil dos anos 90, Mall Rats, de Kevin Smith (falamos dele em postagens atrás). A presença de Doherty (que não era a protagonista do filme) no elenco forçou  a mídia brasileira a traduzir o nome do filme como "Barrados no Shopping", embora este nome fizesse mais sentido para o filme, pois dois personagens eram realmente barrados em um pequeno shopping.

Doherty, na época, teve sérios desentendimentos com a produção do seriado. Foi falado em estrelismo, mas o fato era de que Doherty tinha uma personalidade difícil. Doherty foi demitida (ou pediu demissão - desconheço o que realmente aconteceu) e foi "substituída" por outra personagem, interpretada por Tiffany Thiessen, de Saved by The Bell. Isso se repetiu com Doherty em relação a equipe de produção de outro seriado que ela participou, Charmed, sobre um trio de jovens feiticeiras. Neste caso a "substituta" foi Rose McGowan, atriz de cinema.

Porque eu estou escrevendo sobre isto? Após ficar meio fora da mídia por vários anos, se limitando a trabalhos menos conhecidos e apresentação de documentários e reality shows, Doherty retornou aos holofotes por uma notícia triste: anunciou que estava com câncer de mama. Curioso que Doherty tinha seios lindos, como se observou em um ensaio de nu feito no auge da fama para a Playboy ianque. Outro fato é que a atriz já era portadora de outra doença crônica, o Mal de Crohn, que ataca o sistema digestivo.

Neste ano de 2016, Doherty anunciou que o câncer tinha se agravado, se espalhando por outras áreas próximas ao torax. Desde então, a atriz tem se dedicado exclusivamente ao tratamento e que isto fortaleceu a relação com seu atual marido, logo ela que sempre teve dificuldades de relacionamento, graças ao temperamento difícil, hoje controlado por causa da tristeza e da gerada pela doença e pelo foco em seu tratamento.

Me assustou um pouco a imagem que vi da atriz quando ela apareceu em um evento que angaria fundos para tratamento de câncer e sustento de pesquisas e estabelecimentos (hospitais, clínicas, postos, etc.) envolvidos com vários tipos de câncer. Donerty continua bem bonita, mas está muito envelhecida para alguém que é da mesma idade que eu e que em seu auge lembrava uma versão morena da Sabrina Carpenter, atriz e cantora da nova geração. A doença debilitou a "eterna Brenda Walsh". Nem mesmo pessoas dez anos mais velhas que Shannen têm a aparência que a atriz tem hoje.

Doherty falou que acredita que viverá no máximo mais 5 anos. Tomara que ela esteja errada, que consiga a cura, mesmo estando em estágio meio avançado, e possa viver mais e voltando a atuar. Vários tipos de câncer são curáveis. Mesmo tendo uma personalidade difícil ela sempre foi boa atriz e boa apresentadora. É bem provável que se curada, após esta experiência de vida bem complicada, ela se torne uma pessoa melhor e uma profissional mais dedicada. 

Se ela não puder ser tão bela quanto antes, pelo menos que ela volte a sorrir. Seu sorriso já basta para que possamos nos encantar de novo com a Shannen que aprendemos a admirar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Outra ditadura? Não acredito que estou vivendo isso...

Há um tempo uma pesquisa foi feita com pessoas de todos os países não-miseráveis, usando a compreensão da realidade como critério e o resultado foi que os brasileiros eram o terceiro povo mais ignorante do mundo.

A partir do que aconteceu ontem, já não é mais. Agora é primeiro lugar. Graças a seu analfabetismo político, que o impede de analisar a realidade de forma mais objetiva e menos passional, o brasileiro acaba de se tornar o povo mais ignorante do mundo.

E o que fez o povo brasileiro a conquistar a medalha de ouro da insensatez foi ter acreditado cegamente em uma mídia corrupta e manipuladora que conseguiu difundir conceitos errados dos ideais de esquerda, invertendo valores e consagrando equívocos. Heróis viraram vilões, vilões viraram heróis. A mídia, grande criadora de novelas, fez a sua melhor novela e de maior audiência, que se concluiu ontem, com final feliz para os vilões.

O resultado dessa irresponsabilidade é que estou tendo a oportunidade de presenciar mais uma ditadura. Uma ditadura aparentemente mais calma que a de 1964 (que pelo jeito, se apagou de muitas mentes coxinhas), mas não menos cruel. Nasci durante a pior fase da ditadura e pelo jeito muita gente que conheceu a ditadura, seja em qual fase, deve ir correndo tomar remédio para memória ou assumir que o Alzheimer finalmente chegou.

Eu estou triste. Sou humanista. Gostaria de ver um número maior de pessoas sendo beneficiada. Tenho a certeza de que isso virou utopia a partir de agora. Conheço o "novos" ocupantes do Planalto e sei que faz parte da índole deles prejudicar os outros, nem que seja apenas por negligência. Não há ativistas sociais no governo Temer, mas há quem queira criminalizar o ativismo social. O pior deve estar por vir. É só aguardar e não confiar.

Estou com vergonha de ser brasileiro. Não posso me orgulhar quando vejo a Constituição ser destruída por um bando de gananciosos a querer o poder de qualquer jeito. Uma Constituição que teve um parto muito difícil e que poderá morrer a qualquer momento.

Nação Brasileira, democrática, R.I.P., 1985-2016.

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