domingo, 28 de abril de 2013

No Brasil, lazer serve mais como instrumento de socialização

Pelo que eu sempre observei, para a maior parte dos brasileiros, as atividades ligadas ao lazer não servem exatamente para extrair prazer, mas como forma de fazer e manter amigos ou contatos.

No grau de evolução que se encontram os brasileiros, ainda com a prioridade na satisfação dos instintos - as coisas que fazem sucesso mostram isso - dá para perceber que a luta pela sobrevivência não se resume apenas no trabalho. No lazer isso também é observado.

Todos sabem que o contato com outras pessoas favorece muito a aquisição de benefícios, já que muitas coisas são conseguidas pela decisão alheia. Imitar a maioria, pelo menos na sociedade brasileira, é uma ótima forma de angariar simpatia e confiança e consequentemente esses benefícios, sobretudo quanso se fala em emprego e vida afetiva.

Gostos iguais à maioria favorecem em prego e vida afetiva

Hoje em dia, as qualidades pessoais ainda não são valorizadas. Normalmente o que faz uma pessoa interessante para as outras é agir conforme o esperado. Por isso ter os mesmos gostos, ideias e costumes facilita muito, já que agindo como a maioria, age-se como o esperado, sem surpresas e por isso, sem possíveis decepções.

Uma pessoa que age e pensa diferente da maioria, pelo contrário, desperta desconfiança, já que os outros não conseguem compreender como age alguém que não corresponde ao esperado. Essa pessoa que tem gostos, ideias e hábitos diferentes da maioria tem maior dificuldade de conquistar a confiança alheia e sem essa confiança, fica difícil adquirir os benefícios necessários à vida. Para quem é "estranho", a luta pela sobrevivência é mais árdua.

A Cultura Alternativa sempre fracassa no Brasil

Pelo lazer ser uma forma de socialização, até para quem se julga ser alternativo, há o medo de ser diferente. Aqueles que não querem ir com a correnteza das grandes massa, não  recusa as pequenas correntezas, curtindo coisas que se não são curtidas pela maioria, pelo menos não chegam a ser tão estranhas.

Por exemplo: uma pessoa que não curta o Restart, pode querer curtir os Los Hermanos, que mesmo não sendo tão popular como o Restart, tem uma grande quantidade de fãs. Mas vai ficar receoso de curtir algo como o Fellini, que é considerado "difícil" pela maior parte do público.

Por isso mesmo, a Cultura Alternativa se torna um fracasso no Brasil, já que os verdadeiros alternativos não despertam a confiança da grande maioria, sendo rotulados com os piores nomes e jogados para a exclusão social.

Melhor ser enganado pela mídia do que passar fome

A socialização do lazer faz com que os modismos pegam com muita facilidade na sociedade brasileira. Todos querem parecer legais perante os outros e para isso, vale até abrir mão do prazer para adquirir a confiança e a simpatia das outras pessoas.

Por isso todos seguem a risca qualquer exigência social, desde a bebida que vão beber, a roupa que vão vestir, a música que vão ouvir e até a pessoa com quem vai namorar, para satisfazer o que a sociedade quer, em troca de algum benefício.

Todos sabem que é muito mais fácil obter emprego e namoro quando se age como a maioria. Contestadores nunca angariam simpatias em uma sociedade modista como a nossa. Para a maioria, é melhor ser enganado pela mídia, desde que isto não atrapalhe na conquista dos direitos básicos, evitando a todo custo a miséria e a solidão.

A ordem hoje é ser "povão"

Hoje, a ordem é ser cafona, é ser povão. Se nos assuntos relativos a trabalho, leis e dinheiro os ricos formados em nível superior ainda ditam as regras, no lazer, quem se tornou influente são os pobres sub-alfabetizados. Até mesmo os ricos, nos dias de hoje, preferem se divertir feito pobres, acreditando assim estar fazendo alguma justiça social. Como se ter o mesmo gosto dos pobres compensassem o fato de não terem o mesmo nível de renda.

E aí da-lhe vida desregrada, bebedeiras, futebol, música brega, gírias toscas, gosto pelo grotesco, pornografia, palavrões e outras coisas que antes caracterizavam as pessoas de baixa escolaridade e quem agora recebe a adesão dos mais abastados playboys dos bairros mais nobres. É uma espécie de troca. os ricos dão o emprego que os pobres necessitam. Em contrapartida, os pobres constroem uma imagem positiva da elite, fazendo com que as injustiças e a má distribuição de renda permaneçam, mas tirando a mascara de vilões das pessoas mais ricas.

A sociedade brasileira vai se evoluir assim?

Num cenário onde todos os lobos tem que fazer acordo para não serem comidos uns pelos outros, resta saber se este cenário em que existe uma democracia de maioria, ao invés da democracia de todos, que deveria existir, vai durar para sempre. Creio que não.

A sociedade aos poucos vai reconhecendo algumas diferenças. O racismo já é visto como uma coisa negativa. A homofobia já começa a ser vista como nociva. Há uma relativa tolerância religiosa por parte da maioria das crenças. Mas há muito a ser feito.

Nem todos são obrigados a gostar de uma coisa. Não há uma lei que obrigue alguém a se divertir como a maioria, embora as autoridades, na hora de oferecer lazer a população, só pense nessa maioria, deixando os "esquisitos" sem opção. 

Temos que lembrar que uma democracia ideal é aquela que satisfaz a todos e não apenas uma minoria. Respeitar quem não pensa como a maioria é entender que a diversidade é a vocação de nosso país, imenso, com lugares diferentes e com uma variedade de etnias que não vemos em nenhum outro país.

Até porque não há graça nenhuma em ser totalmente igual ao outro, só para arrumar emprego e namoro. Há muitos "esquisitos" que são excelentes profissionais e excelentes namorados. É só aprender a aceitar as diferenças e confiar mais naquele cara legal que não gosta daquilo que nós gostamos.

sábado, 27 de abril de 2013

Padronização é o oposto de democracia

O Brasil se caracteriza pela padronização de ideias e costumes. Adora imitar os outros. Modismos propagam na sociedade brasileira com muita facilidade. Além disso, o brasileiro não tolera diferenças e se aparece alguém que se recuse a fazer algo que a maioria esmagadora tem o hábito de fazer, muitas vezes é tratado como um ser estranho, um monstro e em muitos casos, um mau-caráter, por mais bondoso que seja.

A copa do mundo mostrou que o povo adora ser padronizado, todos gostando de futebol (muitos - sem perceber - por obrigação), vestindo suas camisetas amarelas e torcendo pela vitória da "seleção" sem saber qual a verdadeira importância desta vitória (inútil para o cotidiano de nosso país). Para a maioria dos brasileiros, ter um time favorito é tão importante quanto ter um R.G. ou um número de CPF.

Agora vem o prefeito do Rio, Eduardo Paes e sua tão sonhada (por ele - of course) padronização de pinturas dos ônibus, acabando de vez com o maior atrativo do sistema de ônibus da capital fluminense, a diversidade de pinturas, que estimulava a criatividade de designers e a admiração de todos, sobretudo busólogos.

Em nosso cotidiano, observamos muitas tentativas de padronização. Eu, como adulto, sou obrigado a gostar de bebidas alcoólicas, sobretudo cerveja (que tem o gosto ruim). O não-consumo, segundo as regras sociais, só está liberado por motivos religiosos ou de saude. Mas não beber por puro gosto (o que é o meu caso) é visto com estranheza e até como ofensa, transformando alguém em um inimigo e criando situações danosas a quem se recuse a se embriagar.

Na vida afetiva, outro problema. A mídia criou um ideal de "beleza masculina" para favorecer apenas a certos tipos a terem facilidades na conquista de mulheres. Antigamente o padrão era o halterofilista (tipo Stallone). Mas como halterofilistas ficaram muito associados ao universo gay, que a sociedade teve que criar outro padrão, inspirado nos jogadores de volei e basquete, como tipo masculino ideal. Não precisam ter rosto bonito, é claro, mas um cabelo liso, rosto quadrado, altura de 1,75 no mínimo (tenho 1,64 - um anão, segundo o estereótipo imposto) e tronco esticado com ausência de barriga. Além de uma profissão bem prestigiada, o que ajuda muito.

Não significa que homens como eu não possam arrumar namorada. Mas significa que há um aumento de esforço, ter que batalhar mais para arrumar companhia, além de perder o direito de escolha (normalmente só consigo atrair quem não me atrai). Mais um problema gerado por padronização. E olha que não tenho preferência feminina: me interesso por tipos bem diversos, sem estar preso a padrões (eu faço a minha parte). Só para ter uma ideia, cheguei a me apaixonar, em 1992, quando morava em Salvador, por uma garota intelectualizada popularmente tida como feia. Pena que ela não me quis.

Vemos padronização em muitas coisas em nosso cotidiano. Quando ficamos adultos, queremos fazer tudo o que os outros fazem. O que a maioria faz dá a ilusão de ser correto, de representar a suposta felicidade. Muitos acreditam até que o que a maioria faz é biológico (o que favorece ainda mais os preconceitos contra os que não se encontram no padrão imposto) Se fulano casa, eu caso. Sicrano tem filho? Vou ter também! Beltrano tem carro? Já vou correndo comprar o meu. E normalmente estas atitudes são feitas instintivamente, sem medir consequências. Será que tenho condições de comprar carro, de criar um filho? Se a mulher com quem estou me casando tem afinidades comigo? Será que gosto realmente dela? Ela não vai me prejudicar? Ninguém pensa nisso.

Até a música e o cinema de entretenimento são padronizados. O padrão segue as regras do momento, impostas pela mídia e pela indústria do entretenimento. Quem quer fugir de padronização deve ir direto à cultura alternativa e ao cinema de arte. Mas quando eu falo em alternativo, não é aquilo que as pessoas chamam de "alternativo". Se as massas chamam algo de alternativo, é porque esse algo não é alternativo, já que o verdadeiro alternativo não chega ao conhecimento das massas.

Detesto padronização em excesso. Ela só deve existir quando necessária, para ajudar a identificação. Meus diferentes blogues costumam se igualar em logotipos, para criar uma associação. Mas padronizar com finalidades excludentes ou para mascarar irregularidades e matar estéticas, como é a proposta do sr. Paes, é inaceitável.

Porque padronizar em excesso é anti-democrático. Vai contra a liberdade, vai contra os direitos básicos, contra a melhoria de qualidade de vida.

Porque igualar pela aparência é na verdade segregar pela essência. Um mundo onde só os padronizados podem ser felizes não pode ser um mundo justo. Nunca.

(Escrito por Marcos Pereira, publicado originalmente no Planeta Laranja, em 19/09/2010).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Homens gostam de conquista difícil porque... é mais fácil!

Não. Eu não enlouqueci e nem escrevi errado. Foi justamente esse título que você leu. Os homens, em sua maioria preferem que o processo de conquista de uma mulher seja difícil, por ser mais fácil. Mais fácil por ser difícil? Como assim? 

Simples. Parece antítese mas não é. Mas antes de explicar isto, quero lembrar que a dificuldade na conquista faz parte do dogma machista e dá origem ao ódio que eles - e a sociedade também - tem ao que eles chamam de "mulher fácil". 

Outra coisa é o estranho masoquismo que os machistas preferem ter, já que transformando a conquista num jogo, rende estresse e a incerteza do alcance do objetivo. Mas eles não ligam, já que em muitos casos, depois da conquista, preferem ou largar a mulher ou viver num casamento de aparências, para agradar a sociedade e posar de vitoriosos com o "troféu" adquirido.

Porque é simples criar dificuldade na conquista? Porque diminuem a concorrência, eliminando aqueles que não são capazes de enfrentar as tais "dificuldades" desse jogo de conquista. Os mais "fracos", e os incapazes de satisfazer as regras exigidas no processo e de enfrentar os obstáculos colocados, já são descartados logo de início, deixando o caminho livre para os "fortes" ou qualquer um que satisfaça as exigências, sozinhos nesta "batalha" pela conquista da "fêmea". E é aí que mora a facilidade de impor dificuldades.

Resultado: para os menos capazes, ficam reservadas as "fêmeas" menos interessantes, geralmente carentes e com fortes defeitos, enquanto os outros, "vencedores", exibem os belos troféus de suas "suadas" conquistas. É assim no mundo animal, foi assim na minha vida e é assim neste sistema machista. 

Até quando a humanidade vai evoluir e parar de exigir joguinho para que alguém possa ter uma companheira, eu não sei. Mas essa injustiça toda está muito longe de acabar. Infelizmente.

Only The Strong Survive, não é o que dizem?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Astronauta celebridade fala com William Shatner

O astronauta canadense Chris Hadfield é famoso por mostrar como coisas comuns do cotidiano são completamente afetadas pela falta de gravidade, além de cantar e tocar violão nas horas vagas. Hadfield trabalha na Estação Espacial e de lá envia os seus famosos vídeos.

Ele conversou com o ídolo dos nerds, o ator William Shatner, o eterno Capitão Kirk da série Star Trek e que vem chamando a atenção em outros papéis, sobretudo cômicos, dando um show de interpretação. Veja a conversa no vídeo abaixo.

Quem quiser ver mais vídeos interessantes do astronauta Hadfield, visite o canal o YouTube da agência espacial canadense, clicando neste link.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Gosto Musical não é Valor Cultural

Muita gente confunde um cantor que grave uma música que soa agradável aos ouvidos de um fã com um cantor que tenha importância para o desenvolvimento de uma cultura musical. Por isso muitos fãs de cantores sem valor artístico ou cultural ficam com raiva ao ouvirem que tal ídolo não tem valor cultural.

Tenho como provar que gostar de um cantor não é o mesmo que dar valor artístico e vice-versa. E eu mesmo me colocarei como cobaia aqui para provar isso.

Gosto das músicas da Madonna, embora não me considere fã. mas vejo nela nada além de uma mera hit-maker, uma ultra-famosa cantora de dance-music, de música comercial, para vender e que nada tem de artístico, cultural e intelectual e é prioritariamente visual .

E não curto muito Leonard Cohen. A maioria de suas músicas soam chatas, monótonas no meu ouvido, parecendo música de velho. Mas reconheço o valor cultural. Ele realmente fez algo pela evolução da música. O que ele canta lembra a chanson française vertida para a cultura canadense(Canadá é o país do cantor). Ele é um reconhecido letrista, embora suas letras, de inquestionável qualidade, falam de temas alheios ao meu cotidiano.

Por isso, lembrem, valor cultural é uma coisa, gosto pessoal é outra totalmente diferente.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Congresso em SC vai reunir "abduzidos" e testemunhas de ETs

OBS: Legal, um evento desse, tipicamente de interesse (não exclusivamente) nerd ocorrendo em minha cidade-natal! E é um evento interessante, pois testemunhas e abduzidos darão seus testemunhos, o que poderá mostrar o lado prático dos contatos com seres de outros planetas e dimensões.

Congresso em SC vai reunir "abduzidos" e testemunhas de ETs

Fabricio Escandiuzzi,  Direto de Florianópolis - Portal Terra

Florianópolis vai receber “abduzidos” e testemunhas de existência de ETs em um congresso marcado para o próximo mês de junho.

O Fórum Internacional dos Contatados, primeiro do gênero realizado no Brasil e promovido pela revista UFO, reunirá pessoas que afirmam ter mantido contato com seres extraterrestres, bem como pesquisadores que investigam o tema, de 14 a 16 de junho no Hotel Sesc Cacupé.

Entre os convidados, destaca-se o americano Travis Walton, um dos exemplos mais divulgados sobre contatos com ETs. Ele ficou conhecido na década de 70, quando teria sido abduzido por um óvni na Floresta Nacional de Apache-Sitgreaves, no Estado do Arizona. O caso foi testemunhado por colegas de trabalho. Por cinco dias, ele teria permanecido em companhia dos extraterrestres. Em Florianópolis, Walton vai contar como foi a experiência de estar ao lado de alienígenas. O relato de Walton foi adaptado ao cinema no filme Fogo no Céu.

De acordo com o professor Ademar José Gevaerd, um dos organizadores do fórum, outro destaque será o italiano Antonio Urzi, responsável por várias filmages de óvnis. Residente em Milão, ele supostamente registraria os discos voadores a partir do terraço de sua residência.

"O evento é das três categorias de pessoas: contatados, testemunhas e abduzidos, além de pesquisadores, e entre estes eu destacaria o também norte-americano David Jacobs", afirma Gevaerd ressaltando a importância de um encontro dessa natureza para a ufologia brasileira.

"Vamos iniciar uma série de eventos com um formato inédito no Brasil, em que contatados, testemunhas e abduzidos falarão abertamente de suas experiências ao público, sendo amparados neste processo pela presença dos pesquisadores que investigaram os seus e outros casos semelhantes. Ou seja, teremos os testemunhos de quem esteve frente a frente com ETs e UFOs e a comprovação dos casos pela investigação."

As inscrições para o evento já estão abertas no site www.contatados.com.br

domingo, 21 de abril de 2013

Brasil, quintal do mundo

Estamos carecas de saber que o Brasil, país onde vivemos, é uma nação subdesenvolvida e cheia de problemas. Que tem uma elite gananciosa, mas paternalista, que tenta parecer boazinha resolvendo as carências da população com paliativos.

Todos nós gostaríamos de ver um país como o nosso, com imenso território e cheio de recursos se desenvolver e tornar-se uma potência. Mas isso é difícil, pois nações fortes, sobretudo os Estados Unidos, não querem que nos desenvolvamos. Toda vez que o país tentava evoluir em alguma parte do setor econômico, o governo ianque chiava.

Mas nos últimos tempos, o nosso país tem tido muito destaque mundialmente. Só que não é aquele destaque esperado por nós, algo que possa acabar os seculares problemas de nosso país. Cada vez mais, o nosso país ganha destaque no setor de entretenimento, diversão.

O Brasil é estigmatizado por ser uma país lúdico, uma espécie de quintal, um parque de diversões do mundo. Carnaval, sexo, futebol, turismo e até a estigmatizada (mas nem sempre verdadeira) alegria de nosso povo, são marcas registradas de nossa nação. Parece que o Brasil só serve para entreter as pessoas. Um bobo da corte mundial.

Vários eventos estrangeiros terão suas versões nacionais. Teremos a volta do Rock in Rio (eu pretendo assistir alguns shows) e obviamente a copa de 2014 e a olimpíada de 2016.

Não era uma boa época para se fazer esses eventos, o que mostra que o entretenimento é prioridade absoluta para as autoridades brasileiras. Há quem diga que faltará verba para setores essenciais (eu creio fortemente nisso).

Mas com a desculpa de que "é bom para o turismo", autoridades resolvem priorizar as atividades lúdicas. Mas é bom saber que o retorno nem sempre é garantido, apesar (talvez por isso mesmo) da manipulação midiática para "estimular" (na verdade, obrigar) as pessoas a aderirem a tal atividade. É um trabalho que leva anos e explica porque muita futilidade hoje em dia é supervalorizada. Como se empinar o traseiro e cantar coisas tolas como "caia nessa dança" pudessem significar algo importante para a sociedade.

Divertir é bom, mas não é importante. Se o Brasil fosse uma casa, seria como se o dono dela adiasse as arrumações em coisas essenciais, e realizasse várias festas. E depois de cada festa, você sabe, aumenta a sujeira e os danos em objetos na casa.

Isso também reforça ainda mais a imagem estereotipada que temos lá fora de "povo tolo", infantilizado e que dá excessiva importância a coisas fúteis (a copa de 2010 confirmou isso: que morra todo mundo de fome, mantenha as injustiças, desde que traga o "caneco" da "seleção" para casa). Gente, isso é imaturidade! Ou quer dizer que criancice coletiva é maturidade?

E é desta forma que continuamos assim. Injustiças, desigualdades, violência, má qualidade de vida e um punhado de ricaços puxando o saco da população como vampiros disfarçados de cavalheiros, enganando a população com paliativos que na verdade ajudam ainda mais a manter as desigualdades e o poderio dos ricos em nosso país.

Com certeza não será uma empinada de bunda ou a entrada de uma bola numa rede que irá mudar isso.

sábado, 20 de abril de 2013

A verdadeira gata de Big Bang Theory

Apesar de Kaley Cuoco ser considerada  a mocinha de Big Bang Theory, a verdadeira gata, de fato, do seriado é a atriz que faz a Bernadette, Melissa Rauch, de beleza bem mais marcante que a intérprete de Penny e tão deliciosa quanto. Como a vozinha chata da personagem é só falsete, a gente nem liga. Também com uma estampa dessas, quem não se derreteria por ela?





quinta-feira, 18 de abril de 2013

Darth Vader realmente é um ser muito maligno

Olhem só. Essa perfeição da natureza conhecida como Rachel Bilson, que ainda por cima é uma mulher linda por dentro, inteligente, romântica e sensata, ainda continua com a versão pós adolescente do Darth Vader. Como um cara desses foi pegar justamente uma mulher que é feita sob medida para mim?







quarta-feira, 17 de abril de 2013

Solidariedade masculina é o cacete!

Um dos dogmas machistas é a chamada "solidariedade masculina", em que diz que "todo homem é amigo e deve ser respeitado". Amigo? Nem a pau!

Não sou amigo de concorrente. Se um homem é legal, humilde tem qualidades, aí sim. Mas esse negócio de que todo homem é amigo, é o fim da picada. nem todo homem merece ser amigo (aliás, só uma minoria merece). Ainda mais se os sortudos, cafajestes, pilantras, egoístas e arrogantes tomam as mulheres que deveriam ser suas.

Ora, imagine... Um cara se casa com uma mulher que me atrai, enquanto isso sou obrigado a me casar com uma jeca meio feia. O infeliz diz que eu é que sou o sortudo e a feiosa que está comigo é "gata" enquanto o mesmo cara diz que a mulher que está com ele é que "não é tão bonita assim". Ah, é? vamos trocar? Eu fico com a "feiosa" e o cara fica com a "gata".

Vivemos num mundo competitivo, selvagemente competitivo. os privilegiados conseguem o benefício primeiro, baseados em vantagens que satisfazem exigências prévias das regras sociais (que não são escritas, mas são cobradas com a mesma rigidez de como se estivessem na Constituição Federal). Aqueles que não satisfazem as exigências cruéis que se encolham e se contentem com as migalhas.

Por isso não sou amigo de concorrente. Só sou amigo de cara legal (quando dá para ver pela personalidade que é humilde, honesto e franco). Quem é meu amigo, não é meu concorrente. Assim como não sou amigo de concorrente, não sou concorrente de amigo. E concorrente bom é concorrente morto.

Mas que tem muito cafajeste se fingindo de amigo, há tem. E o pior: trepando com as mulheres de seus sonhos...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Paul McCartney não virou "funqueiro"

Uma polêmica tem aparecido nos últimos dias envolvendo o ex-beatle Paul McCartney. Um comentário dele foi mal interpretado por brasileiros nesta semana. Aliás, propositadamente mal interpretado.

Foi o seguinte: em uma conversa com Mark Ronson, famosos DJ e ex-cunhado da atriz-problema Lindsay Lohan, McCartney, perguntando sobre a banda brasileira (de Curitiba) Bonde do Rolê, queria saber onde consegue a energia que o grupo solta em seus shows bem animados. Aí, na base do "quem conta um conto, aumenta um ponto", na hora de divulgar a conversa, a confusão começou.

Para entender o que aconteceu, é bom lembrar que há um interesse enorme (e enrustido, pasmem!) da mídia oficial em torno do chamado "funk" carioca, o ritmo musical mais desprezível da atualidade e caracterizado por um trogloditismo explícito, mas que todos fingem não existir. 

Como o citado ritmo faz parte do pacote de glamourização da pobreza que fez surgir a chamada "nova classe média", defender o "funk" passou a ser sinônimo de defender a "melhoria" dos pobres (se é que há "melhoria" mantendo-os na pobreza crônica) e virou o carro-chefe desta suposta elevação sócio-econômica, que melhora a aparência mas não altera em nada na essência, mantendo todos os problemas do jeito que estiveram, apenas abrindo as portas do consumismo as classes mais baixas.

Com a comoção de ver pobres sorrindo alegremente, mesmo sendo uma alegria falsa e acomodada, praticamente toda a elite midiática brasileira ficou a favor do "funk" carioca, por considerar o ritmo uma forma de "emancipação" dos pobres. E tudo é feito, sob a orientação de intelectuais pagos por empresas americanas, protegidos por grandes magnatas da mídia brasileira, para que o "funk" (assim como outros ritmos "de povão") se torne hegemônico, como se isso representasse (de fato não representa) a chegada dos pobres ao poder.

E para isso, nenhum esforço é medido. Qualquer estrangeiro que venha ao Brasil é "catequizado" para "aderir" ao "funk" carioca, na desesperada busca de um atestado para o malfadado gênero. E interpretar mal a conversa com McCartney foi importante para que o povo pobre (eternamente ignorante - se não fosse, contestava o "funk", toda a ridicularidade inerente a ele e toda o forçamento de barra publicitário feito para promovê-lo) pudesse "se orgulhar" do gênero que supostamente os representa.

E não foi nada disso, embora se saiba que as celebridades estrangeiras sempre procuram ser simpáticas aos brasileiros, levando na brincadeira esse tipo de coisa ("funk" carioca é visto como uma piada em sociedades mais evoluídas), na tentativa de agradar ao público brasileiro. É essa mesma tentativa de parecer simpático que faz com que muitos artistas - inclusive os que odeiam futebol - vistam a camisa da "seleção", acreditando ser uma forma de carinho para o povo brasileiro.

Mesmo que na conversa tenha havido alguma referência ao "funk" carioca, McCartney certamente quis ser simpático aos brasileiros, embora ele, com seu vasto conhecimento musical e experiência no rock, perceba que o "funk" não passa de uma simples espécie de dance music brasileira, tola e efêmera, feita apenas para servir de fonte de renda para os seus envolvidos, pobres que se recusam a estiva e outros trabalhos braçais, que além de cansativos, são muito mal remunerados.

E sinceramente, todos aqueles que acreditaram na conversa de que o ex-beatle virou "funqueiro", sem exceção, não passam de otários mal informados, forçando a barra para favorecer e tentar perpetuar um mero e tolo modismo feito e curtido por analfabetos funcionais.

Tudo que eu puder fazer para acabar com o "funk" carioca, eu farei



Mas antes, vou provar que o "funk" carioca é ridículo, tosco, imoral e ignorante.

E não tenho medo. Quem não se respeita não merece respeito.

domingo, 14 de abril de 2013

Rede social é uma ilusão

Com a presença da internet em nosso cotidiano, surge com ela o que se chama de redes sociais. As redes sociais são sites (como o Orkut, o Facebook, etc.) que, por meio de contas protegidas por senha, o usuário entra em contato com pessoas para manter a comunicação mesmo nos momentos em que não estão presentes no mesmo lugar. Foi para compensar distâncias que as redes sociais foram criadas, além de servir para oportunidade para conhecer novos contatos.

Mas o que está acontecendo é que a função das redes sociais está sendo superestimada. Em muitos casos está substituindo o contato presencial. E para piorar se torna também uma ilusão para pessoas com dificuldades de sociabilização, seja por timidez, ou por não concordar com os hábitos e gostos da maioria em determinados aspectos. Para estas, as redes sociais se tornam uma falsa compensação para a vida social que não possuem na realidade.

"Amigo" não é amigo, é seguidor

Uma das ilusões das redes sociais é a denominação da lista de seguidores usando a palavra "amigos". Sinceramente, não dá para chamar de amigo um cara que está na sua lista e que você não tem a oportunidade sequer de um pequeno papo, descartando toda e qualquer forma de afeto que caracterizaria uma verdadeira amizade. Proponho a mudança do nome desta lista para "seguidores". nem a palavra "contatos" serve, já que muitos não escrevem bulhufas. Nem mesmo para descer o cacete no dono da lista.

A televisão ainda é a grande "professora" da sociedade brasileira

Nos meus 7 anos de participação em redes sociais, tive muito mais decepções do que boas impressões. As redes sociais mostraram um Brasil bastante atrasado em matéria de mentalidade humana, mostrando que a evolução tecnológica pode estar criando uma estagnação na evolução intelectual e moral da sociedade. Não são todos, mas uma gigantesca maioria dos freqüentadores das redes sociais são pessoas de senso moral atrofiado, de verdadeiros ignorantes, pessoas sem referencias culturais (e que por isso acabam entendendo tudo errado, e pasmem: com os aplausos da grande mídia) e de pessoas que defendem valores ou retrógrados, ou que prejudiquem alguém ou algum grupo.

Noto que a internet, para os brasileiro, ainda não serviu para mostrar-lhes novas ideias e novos modos de pensar, se divertir e interagir com outras pessoas. A internet só está servindo , e isso é evidente nas redes sociais, para que as pessoas mostrem, como se fosse um troféu, os valores que aprenderam em outros meios de comunicação, sobretudo a televisão que, embora todos neguem, ainda é o meio mais influente para a sociedade brasileira. Prova disso é que ninguém - exceto eu - abre mão de ter a sua "máquina de fabricar doido" no meio da sala de estar, chegando a passar fome para comprar uma.

E esse desperdício das redes sociais é mais uma prova de que as mesmas não passam de uma ilusão, de uma nova forma de brincar que só serve para passar alguns momentos, na infeliz iniciativa de querer ser melhor que o outro, mesmo provando ao contrário, através da defesa de coisas que não ajudam em nada a evoluir nem a mente nem o coração.

As redes sociais se tornaram as pátrias dos robôs, sem cérebro, sem coração e que só começam a funcionar acionado por algum dispositivo que lhes diga o que deve ser feito - no caso a televisão. 

Para piorar, temos o óbvio fato de que as redes sociais nunca substituem nem substituirão o necessário e até instintivo contato humano, algo que nenhuma tecnologia conseguirá compensar.

Porque o legal é o convívio pessoal. Legal é saber que o Brasil é um país imenso, diversificado e que impor a mesmice de ideias, além não respeitar quem pensa diferente da maioria é um grande erro que nossa sociedade ainda não aprendeu a extirpar e algo que não combina em nada com a nossa vocação para a diversidade. Milhões de robôs pensando em uma só coisa (como acontece, por exemplo, no futebol durante as copas), não é algo tipicamente humano.

A má utilização das redes sociais é uma prova de que as mesmas estão sendo inúteis no seu papel de virtual parquinho de diversões da garotada que insiste em não amadurecer.

sábado, 13 de abril de 2013

Joguinhos amorosos não servem para quem busca confiança nas conquistas

No Brasil, as regras sociais, apesar de não escritas na Constituição Federal, são rigidamente cobradas como se estivessem na Carta Magna da nação. Quem não as segue é imediatamente punido com a negação dos benefícios que só a vida social pode dar. Até mesmo nos direitos mais básicos como o de emprego e a vida afetiva, já que a sociabilização favorece muito a aquisição desses direitos. E para se sociabilizar, é preciso seguir rigorosamente determinadas regras, legisladas e reguladas pela mídia, que trabalha incessantemente pela manutenção dos costumes sociais mais corriqueiros.

Uma dessas regras sugere que as conquistas afetivas tenham que surgir de maneira mais lúdica possível. Apesar de acabarem em relacionamentos sérios, a sociedade entendeu que - contraditoriamente - esses relacionamentos tem que iniciar de maneira "descontraída" e através de "brincadeiras" conhecidas como "jogos amorosos".

Eu sempre detestei jogos amorosos. As intenções dos envolvidos nunca são claras, pois há muita ironia, mistério e contradição em suas regras. Para mim esses jogos só servem para quem não quer levar as relações a sério. Mas para quem está procurando uma relação estável e com confiança, esses jogos acabam prejudicando mais do que ajudando. 

Até desconfio que esses jogos existem para filtrar concorrentes, fazendo com que apenas os que entendem as regras tenham direito a uma vida afetiva, eliminando da concorrência aqueles que não se adaptam ou não concordam com as regras do jogo.

E o que a lógica comprova é que boa parte dos relacionamentos surgidos através de joguinhos se tornam fracassados, sem amor ou até não levados a sério. Principalmente para os homens, ducados socialmente a não levar nenhum relacionamento a sério, agindo feito crianças por quase toda a vida. Isso tem feito com que a maioria dos relacionamentos chegasse a falência ou na melhor das hipóteses, numa estabilizada relação sem amor, mantida forçadamente para agradar a sociedade e/ou para manter interesses sobretudo financeiros.

Aquele tipo de conquista gerado pelo carinho e por conversas sadias tem estado muito fora de costume. As pessoas, talvez por terem desaprendido a amar ou por submissão as regras sociais ("as coisas são porque tem que ser assim", não é o que pensam?), preferem agir desta forma, através de joguinhos "descontraídos" que na verdade servem para acrescentar uma falsa descontração a algo que terminará ainda de forma mais triste, pois o bom senso mostra que falsas alegrias nunca substituem as verdadeiras alegrias. Se uma emoção não vem do coração, é inútil esperar que venha de uma brincadeirinha fútil.

Continuo detestando joguinhos. Não vou me submeter a uma regra social absurda. A Constituição me dá o direito de fazer o que a lei não proíbe. E não sou obrigado a aderir a uma brincadeira que eu não concordo.

Posso até sair prejudicado em desobedecer a tão rígida regra social - aliás, como tem sido, visto que ainda não pude entrar em um relacionamento estável. Mas tenho a consciência de que para que algo aconteça, deve estar de acordo com a minha personalidade, com a minha vontade e minhas aptidões. E se exijo confiança em um relacionamento, é preciso que o processo de conquista permita que eu crie uma confiança na pessoa a ser conquistada. 

E joguinho, cá para nós, é uma brincadeira fantasiosa, onde rodam mais mentiras que desviam os relacionamentos da confiança tão desejada. Até porque não dá para se confiar em alguém se ela enrola sobre seus verdadeiros objetivos. Se quer confiança, esqueçam joguinhos. Eles só servem para quem quer se divertir com as emoções alheias.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Se os chiquistas assumirem que o que eles creem não é Espíritismo, a gente deixa eles em paz

O brasileiro entende muito mal as informações que recebe. Não acostumado a analisar, aceita automaticamente e coloca um rótulo, achando que se relaciona com aquilo que entende como tal. Acontece muito em vários setores da sociedade. E também conteceu no Espiritismo.

Há mais de 70 anos, a doutrina vem sido deturpada com enxertos e distorções completamente em desacordo com o que foi proposto originalmente por Allan Kardec. O não estudo das obras da codificação contribuíram muito para esta deturpação, entendida pelos defensores como uma "complementação" ou "atualização". Ué, distorcer é "atualizar"? Isso é um absurdo.

E graças a isso, o Espiritismo, no Brasil acabou se tornando algo muito diferente, uma seita igrejista, piegas, praticante da fé cega (que os seguidores chamam criminosamente de "fé raciocinada", embora não usem raciocínio) e com muitas contradições, fantasias e enxertos sobretudo do Catolicismo, de onde vieram os fundadores da FEB e boa parte dos supostos seguidores brasileiros da dourina. Tudo isso com o apoio de espíritos católicos, que escondem a intenção de criar um neocatolicismo, o que de fato se tornou a doutrina no Brasil.

Que tal assumir que isso não é Espiritismo? Para de usar o nome de Kardec para servir de carimbo para tudo isso que está aí! Não seria legal os supostos "espíritas" brasileiros se esquecerem que são espíritas e encontrar outro nome para aquilo que seguem? Sei que rótulos são besteiras na maioria dos casos, mas não neste, já que muitos valores defendidos por Kardec estão em jogo, distorcidos por uma cambada de seguidores que não conseguiu entendê-lo.

Se os "espíritas" brasileiros assumissem outra filosofia, os verdadeiros espíritas ficariam tranquilos, já que as ideias de Kardec permaneceriam em seu lugar, como ciência espiritual, sem o festival de próteses ideológicas que andam embutindo na doutrina.

Assumindo seguir uma doutrina própria, os "espíritas" brasileiros ficariam tranquilos em suas crenças, idolatrando os seus médiuns e palestrantes favoritos e defendendo o eu está nos livros que creem, já que no Brasil, a "doutrina" possui não uma, mas várias obras para fazer o papel da Bíblia.

Assumam outro nome e esqueçam o nome de Kardec, porque a filosofia dele, vocês já esqueceram há muito tempo. O que vocês acreditam não é Espiritismo (não basta acreditar em reencarnação e comunicação com os mortos para ser considerado espírita - várias religiões orientais defendem estes dogmas) e sim uma nova doutrina, chiquista (de Chico Xavier) e sem qualquer compromisso com a lógica e com a ciência.

É uma outra religião que se fosse analisada pelo Livro dos Médiuns seriam completamente invalidada, pois o conhecido livro da codificação tem as instruções para invalidar estas crenças como "fé raciocinada".

Se deixarem Kardec e sua filosofia em paz, deixaremos vocês em paz. enquanto vocês falarem em nome de uma doutrina totalmente diferente a que vocês seguem, nós encheremos o saco para esclarecer que isso daí não foi o que Kardec pesquisou, analisou e codificou.

Assumam que vocês seguem outra coisa que a paz reinará entre nós. Pois só assim teremos a tolerância religiosa de respeitar o diferente como diferente, cada um em seu lugar. O chato é uns quererem tomar o lugar de quem nada tem a ver. Basta de tanta deturpação!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Tenho vergonha da minha geração

 Pertenço à uma geração nascida entre 1968 e 1977. Não consegui as conquistas profissionais e afetivas dos indivíduos dessa faixa etária, mas também não cometi os seus erros.

A geração 1968-1977 chegou à vida adulta meio apressada. Queriam casar logo, trabalhar logo e ter filhos logo. Costumam se divertir em bares (álcool, destruidos de células cerebrais, é a bebida sagrada deles, sobretudo a cerveja, que é bastante popular, embora tenha gosto ruim. Tá na cara que eles bebem como obrigação social), costumam ser submissos a regras sociais e nada fazem para melhorar as suas vidas e a da sociedade, pois desprezam a existência de injustiças e erros de todos os tipos. No lazer só se divertem acompanhados. Só gostam de coisas populares, tanto no esporte, na música e nas atividades de lazer. Se não conhecem alguém que goste de determinada coisa, logo descartam esta coisa.

São egoístas. Ou melhor, egocêntricos. "Eu estou bem, pra que me preocupar com os outros?" é o lema deles. Também são interesseiros. Amigos, só aqueles que conhecem há muitos anos e/ou aqueles que possam oferecer um ganho material. Colocam a culpa de não firmarem contato com os amigos no emprego. Quem mandou aceitar a estressante carga horária de 8 horas por dia (o ideal deveria ser no máximo 5 horas diárias), outro consagrado erro da vida adulta? Se há estresse no trabalho, é porque algo está errado. Ao invés de reivindicar a redução da jornada (sem prejuízo no salário), preferem aceitar de cara zangada o que o sistema impôs de errado, sem contestar. "Faz parte da vida adulta", dizem, comodamente.

Odeiam ouvir críticas (muitos vão querer me matar depois de lerem esse texto) e são muito arrogantes, a ponto de mutos homens medíocres se esconderem em empregos prestigiados, sobretudo os que usam terno-e-gravata como uniforme, para compensar a falta de personalidade e de caráter. As mulheres querem casar, ter filhos, casar, ter filhos * e só se casam com um banal que possa dar dinheiro e carro, sabe-se-lá pra quê.

Quando casam é uma infelicidade. cada um para o seu canto. Os homens só conseguindo fazer duas coisas: assistir futebol e tomar cerveja, as duas coisas juntas ou separadas. As mulheres torrando dinheiro (de seus maridos) em compras inúteis, sobretudo de roupas (elas querem melhorar visualmente o que não conseguem melhorar em suas personalidades) e vivem mudando de penteado o tempo todo. Não seria melhor mudar de marido? Quando se separam, o que é muito difícil, o relacionamento seguinte quase sempre é com um homem com os mesmos defeitos do anterior. E da-lhe futebol e cerveja e só.

Essa geração infeliz está chegando aos 40 anos, início do envelhecimento físico. Doenças atacando, rugas aparecendo, graças às caras amarradas resultantes de muitos erros cometidos numa péssima entrada na vida adulta. Muitos morrerão cedo, graças ao culto teimoso às bebidas e à má vida em bares, "templos" onde os infelizes se encontram para tentar fugir (e não conseguir) da realidade mais infeliz ainda. Até porque gente com coerência é algo que não se encontra em nenhum bar. Mais fácil encontrar pessoas legais em bibliotecas.

Essa geração com certeza vai ser de velhos ranzinzas e infantilizados ao mesmo tempo, tentando ser felizes com a infelicidade que escolheram, graças a sua falta de humildade e bom-senso.

Algo que não vai acontecer comigo. Rebeldemente, não segui as suas regras sociais, algo que no início pareceu um erro, pois me prejudiquei afetivamente e profissionalmente. Mas agora vejo que foi melhor assim, pois não estava preparado psicologicamente para taís "conquistas".

Era melhor que as outras pessoas tivessem, como eu, retardado suas conquistas. Seriam pessoas melhores agora e as regras sociais (todos acham certo aquilo que a maioria defende) seriam outras, mais flexíveis, mais justas, pois, adiando suas conquistas, eles seriam menos exigentes com a velocidade do tempo. É uma provade que a "pressa é inimiga da perfeição", como diz o ditado popular.

Hoje, me sinto mais preparado para a vida adulta. menos vulnerável aos erros que o estilo de vida da minha faixa etária vive cometendo e induzindo todos a cometer. Devemos sempre ter coerência e desobedecer certas regras quando elas parecem erradas. Até porque nenhuma das regras sociais estão escritas na Constituição Federal.

Foi uma desobediência que me levou ao acerto. Sei que os meus colegas de geração, ainda submissos às regras socais, sobretudo as erradas, não irão entender esse texto. Talvez irão, quando as forças físicas e a aparência enrrugada cobrarem o preço de seus erros cometidos no início da vida adulta. Aí, eu, que chorei no início, por não estabilizado "na hora certa" a vida afetiva e a vida profissional, darei a minha mais gostosa gargalhada, por não ter compactuado com a decadente vida adulta imposta e seguida pela geração 1968-1977.

"Ri melhor quem ri por último", dizem os sábios. E, colegas de geração, um recado: descansem em paz. Se continuarem assim, vocês não vão durar muito.

*Repetição proposital.

domingo, 7 de abril de 2013

As três maiores zonas de conforto do brasileiro

Brasileiro parece criança. Nas horas livres em que não está trabalhando, prefere se iludir e obedecer cegamente as regras sociais. Pudera, já que com uma carga de trabalho altíssima (oito horas diárias) recebendo ordens, que acaba criando um mau costume e acaba querendo obedecer ordens também nas horas de lazer. A liberdade é um benefício muito mal aproveitado pelos brasileiros.

O legal (para eles) que os maiores anseios do brasileiro, religião, futebol e bebidas alcoólicas, por mais diferentes que sejam, fazem o mesmo efeito na hora de fugir da realidade cheia de problemas que a população brasileira se recusa a resolver, por medo, preguiça ou simplesmente por acomodação. Até porque a maioria dos brasileiros entende que a inteligência só serve para ser utilizada nas horas de trabalho e de estudo, atrofiando o precioso cperebro nas horas livres.

Isso é bom para a manutenção dos interesses que regem o sistema e seus líderes, já que a alienação, a incapacidade de decidir as coisas após análise e contestação, entregando a capacidade de raciocínio a terceiros, tem mantido a sociedade brasileira numa essência que dura mais de 80 anos. Neste período, mudamos muito pouco, somente a tecnologia e um e outro costume. De resto ainda somos os mesmos.

E esta estagnação garantida pelas crenças religiosas, pelo fanatismo futebolístico e pelo consumo de álcool, todas, sem exceção, ilusões que servem para desviar grandes populações da realidade, como verdadeiros ópios, tem impedido que poderosos caiam e que problemas sejam resolvidos. Já repararam que somos incapazes de resolver os problemas cotidianos? Mesmo sabendo que sendo uma gigantesca multidão, poderemos derrubar líderes, políticos e Grandes Empresários, todos os maiores interessados que tudo fique como está?

Mas é este o medo. Somos muitos. Talvez o medo de uma imensurável massa de insatisfeitos possa derrubar sedes do poder político e econômico tenha levado aos poderosos se aliarem a mídia e criarem um meio de regular as regras sociais para que essa imensa massa fique imobilizada, não se una e não se rebele contra os problemas insolúveis que fazem a alegria de poderosos. 

Por isso mesmo que a mídia hoje, não é só a difusora de costumes, como é também a sua reguladora, controlando a maneira de agir da sociedade, impondo costumes, gostos, ideias e opiniões. E com ela, o papel alucinante da religião, do futebol e do álcool se tornaram definitivos para que a população nunca tente se rebelar contra os donos do poder. E como isso funciona.

 A religião, transformando a fé em qualidade, força a crença em fatos e seres fictícios, além de dar uma definição distorcida de moral, forçando a humanidade a acreditar que seres sem existência comprovada resolvam os problemas que não querem resolver. A religião estimula o medo de Deus, ficticiosamente transformado em um legislador rígido e cruel, que deve ser idolatrado e que sem essa crença e nos absurdos e contradições das religiões, não se pode haver moral. Qualé? Moral nada tem a ver com religião! tem a ver com a consciência de que vivemos em um mesmo planeta e que devemos lutar pelo bem estar de todos e não de alguns. mas isso as religiões não falam, não é, já que querem apenas o bem estar dos seguidores de religião X, outros a de religião Y e por aí vai.

Se o futebol fosse visto como uma mera forma de lazer e nada além disso, seria salutar. Mas não é isso que acontece, pois o mesmo é excessivamente levado a sério. O futebol, além de no Brasil ser considerado dever cívico e social, glamoriza a competitividade, transformando em virtude o desejo de impedir o bem estar alheio. A transformação de uma simples forma de lazer em obrigação também tem um objetivo de desviar o foco, já que crendo que o futebol é "importante" para a nação, coisas realmente importantes são deixadas de lado. E o mais incrível: tem gente que acha mais eficiente melhorar o país se unindo em prol de um simples resultado de um jogo do que, por exemplo, invadir o congresso e tirar de lá os caras que nos traíram. Quanta  ignorância!

E o álcool? Quem entende do mal que algumas substâncias fazem ao organismo, sabe muito bem que o álcool, além de tirar a pessoa de seu controle absoluto durante alguns momentos, é capaz de matar neurônios, deixando o bebedor assíduo com a capacidade de discernimento diminuída e o senso crítico danificado. Qualquer tipo de bebida alcoólica é um excelente meio de imobilização social e isso tem feito com que as regras sociais consagrassem tipos de bebidas alcoólicas para cada evento social, de maneira obrigatória. Como o futebol, beber álcool é considerado um dever social, com a diferença que seu consumo é liberado em casos de doença ou por algumas religiões. Mas quem se recusa de maneira voluntária, é socialmente advertido e em muitos casos, excluído da sociedade, perdendo os benefícios que só se pode ser conseguidos coletivamente, com a ajuda de outras pessoas.

Interessante que nos três casos, além de serem de fato formas de desviar a sociedade da realidade, em todos há o caráter de obrigação social, impondo ao convívio salutar com outras pessoas a adesão a essas ilusões que nada tem feito de positivo para a evolução das pessoas, além de manter a sociedade intelectualmente atrofiada, acomodada com os problemas que estamos cansados de ver e que continuam a toda velocidade torrando a nossa paciência e arruinando as nossas vidas. 

Vidas incapazes de serem consertadas pelas ilusões das religiões, do futebol e das bebidas alcoólicas, que na prática só servem como fuga da realidade: que sempre volta feia, triste e cruel para nos impedir de sermos realmente felizes.

Enquanto não nos livrarmos dessas zonas de conforto, fugas típicas de nossa imaturidade enrustida, não nos amadureceremos e ficaremos aí esperando que a felicidade permaneça em apenas alguns minutos de ilusão para que depois a realidade sempre volte até nós para nos lembrar da insistente existência dos problemas nunca resolvidos.

terça-feira, 2 de abril de 2013

TV britânica exibirá cenas de homem de 45 anos perdendo a virgindade

OBS: Ih! Que medo! Será que vou continuar assim até lá? Do jeito que as mulheres hoje não querem nada, só dinheiro, acho que vou ultrapassar a idade desse cara aí. Pelo menos terei chances de entrar para o Guiness e ganhar um prêmiozinho.

TV britânica exibirá cenas de homem de 45 anos perdendo a virgindade

Portal Terra

A rede de televisão brtiânica Channel 4 anunciou para as 21h desta quinta-feira no horário local (18h pelo horário de Brasília) a exibição do documentário 40 Year Old Virgins (Virgens de 40 Anos em tradução livre), que mostrará imagens de um homem de 45 anos perdendo a virgindade com uma mulher de 68.

Na atração, Clive, um técnico de informática que conta jamais ter se relacionado com mulheres por conta da timidez, é encaminhado para duas semanas de terapia sexual nos Estados Unidos.

Após uma série de atividades, ele tem sua primeira vez em frente às câmeras com Cheryl Cohen Greene, de 68 anos, uma especialista em exercícios de consciência corporal que inspirou o papel da atriz Helen Hunt no filme As Sessões. Ela diz que já dormiu com mais de 850 homens, entre parceiros e pacientes.

"A cena de sexo é parte do tratamento e foi filmada com bom gosto e respeito", declarou o canal em nota, após gerar polêmica na imprensa inglesa.

O mesmo documentário também conta a história da jovem Rosie, de 29 anos, que sonha em ter um filho mas afirma não conseguir se aproximar de homens por sentir que são "nojentos".

Ela se diz determinada a perder a virgindade e faz sessões com o especialista Gary, de 55 anos. As terapias, porém, não incluem sexo entre os dois, segundo o jornal Daily Star.

Niterói, futura cidade dos homens solitários

É um dogma machista, mas aceito pelas mulheres, sejam feministas ou não, de que o número de mulheres é sempre maior do que o de homens. Consideradas "objetos", as mulheres devem sempre ser em maior número para que nenhum "sujeito" possa ser privado de ter uma. Mas não é isso o que acontece.

Um país pacífico como o Brasil, morrem poucos homens. O número deles é bem alto. O censo dos anos 60 já considerou que os homens são maioria. Mas o turismo sexual fortalecido nas décadas seguintes forçou as entidades de pesquisa a esconderem o grande contingente feminino, para satisfazer interesses machistas, já que o Brasil, visto lá fora como paraíso sexual, lança o suposto excesso de mulheres solteiras como isca para atrair investidores e mãos de obra, quase sempre masculinas.

Outra coisa. As dificuldades de encontrar homens dispostos a responder questionários do censo (sejam porque estão viajando, sejam por que moram em lugares de difícil acesso), reforçaram essa não contagem. 

De fato, esteja o censo certo ou não, a maioria de moradores em todo o país é de fato, masculina nas faixas etárias inferiores aos 60 anos. Apenas acima disso é que se nota uma evidente maioria feminina, certamente o grosso da contagem pelo censo. 

E a cada censo o número de homens parece aumentar. Embora ninguém goste de admitir, nem mesmo o IBGE, a  citada entidade teve que reconhecer que houve um empate técnico entre o número de homens e de mulheres, com cerca de 0,96 homem para cada mulher. Como não existe 0,96 indivíduo, fiquemos com o empate. Mas fatos mostram que na prática a maioria é masculina, já que é extremamente impossível contar o número exato de pessoas em um país tão grande e cheio de ruas e casas.

E andando nas ruas da cidade onde eu moro, observo um fenômeno interessante, mas preocupante (pelo menos para os homens): a maioria das crianças niteroienses é de meninos. Para se ter uma ideia, a cada dez crianças vistas em cada saída minha pela cidade, sete são do sexo masculino.

Reconhecimento da maioria masculina pode mudar os costumes sociais

Fico pensando como será a vida afetiva desse grande contingente masculino quando chegar a vida adulta. Haverá mulheres para todos? Certamente que não, já que é evidente a maioria masculina e com considerável diferença. Na dança das cadeiras, alguém terá que "dançar" e ficar de fora.

Isso poderá revolucionar os costumes e convicções que estamos acostumados a aceitar. As regras sociais sempre foram construídas levando em conta o mito da maioria feminina. Mesmo que desde os anos 60 a maioria tenha sido sempre masculina, sempre houve o esforço de instituições e da mídia em esconder essa maioria, para que a aplicação das regras sociais não fosse prejudicada.

Mas com essa maioria cada vez mais crescente de pessoas do sexo masculino, ficará impossível de esconder essa maioria, sendo obrigado a todos a admitir a existência de um contingente de solitários. As comunidades de namoro em redes sociais  já possuem maioria masculina. E a coisa pode ainda piorar.

Se esquecendo da possibilidade de que muitos homens se tornem gays, temos que admitir que Niterói poderá se transformar em uma cidade dos homens solitários. Para que todos tenham acesso a vida afetiva, terão que repartir as poucas mulheres que existirão, o que caracteriza a poligamia, reprovável pela sociedade. O que resta aos homens heterossexuais que sobrarem será a solidão, aceitando que alguns poucos possam usufruir do direito de ter uma companheira, um artigo de luxo para a geração vindoura.

E levando em conta isso, o que deve aumentar ainda mais a dificuldade de conquista das mulheres, já que o excedente masculino, gerando uma facilidade maior para as mulheres, as farão "filtrar" a excessiva demanda através de exigências cada vez maiores e em muitos casos, mais absurdas. Trocando em miúdos: ficará ainda mais difícil conquistar uma mulher em Niterói. Se já está sendo, imagine se piorar.

Não sabemos descrever o cenário futuro. O que se sabe é que muitos homens solitários perderão a oportunidade de conquistar suas amadas, já "adquiridas" pelos homens que chegaram primeiro. A competitividade afetiva estará ainda maior e torçamos muito para que isso não se transforme numa grande  onda de violência, onde na disputa pelo coração de uma mulher, homens se matem para que o vencedor possa alcançar o tão dificultado objetivo.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Brasil, o país da mentira

A tradição consagrou o dia de hoje como o dia da mentira. Então nada melhor do que hoje para falarmos sobre a mania tão tradicional do brasileiro: em mentir e acreditar em mentiras. 

Costumo dizer que as mentiras são o motor que faz o Brasil andar. De fato, muitas ideias consagradas pelos brasileiros não passam de meras mentiras. Não vou ficar aqui enumerando-as porque não é o propósito desta postagem e também porque preencheria muito espaço, desviando o foco para quem já não gosta de textos longos. Mas é fato incontestável a transformação de certas mentiras em "verdades absolutas" defendidas pelos brasileiros.

E transformar uma mentira em verdade tradicional nem é muito difícil. Basta que ela seja amplamente difundida, de maneira repetida e por instituições ou pessoas que gozem de certo prestígio. É como aquela falácia de que "funk" carioca é cultura. Se analisarmos bem, isso é uma baita mentira, pois as características do "funk" carioca e do universo que o rodeia anulam qualquer definição do que seja realmente cultura. Mas a difusão de órgãos e pessoas considerados respeitáveis transformou a mentira em verdade e, somada a incapacidade de discernimento do povo brasileiro, acabou ganhando força, se arraigando.

Aliás, a incapacidade do brasileiro de discernir e a recusa em analisar, seja por preguiça, seja por burrice ou até mesmo aversão, tem facilitado muito para que qualquer mentira se consagre como verdade. A consagração dessas mentiras tem feito com que a sociedade tomasse atitudes erradas e vivesse de forma cada vez mais alienada e acomodada, se acostumando com tudo de ruim que nos rodeia.

As mentiras que se consagram como verdades

Claro que não me refiro à pequenas mentiras ou a mentiras necessárias para proteger interesses. Muitas vezes temos que mentir para que pessoas mal intencionadas não se insurjam contra nós. Até porque ninguém é obrigado a saber tudo sobre o outro.

Falo das mentiras que são transformadas em verdades, aquelas difundidas pela mídia, consagradas pelas regras sociais e que nos dão o entendimento errado da realidade, mantendo tudo isso que aí está. Essas são as mentiras mais perigosas.

As mentiras confortantes, os falsos elogios, os desvios de funções (exemplo: coisas fúteis consideradas sérias e importantes e vice-versa), entre outros tipos de mentiras consagradas como verdades, tem feito um grande estrago na sociedade. E nem a crença nelas traz algum benefício, já que o bem estar de uma ilusão é momentâneo e depois toda a infelicidade de que se pretendia fugir através da doce mentira volta, nos deixando ainda mais infelizes.

Desconfiança, discernimento e análise: as armas contra a mentira

O que devemos fazer para acabarmos com as mentiras? Simples: usemos mais o nossos cérebros e raciocinemos melhor, desconfiando até mesmo de pessoas e instituições prestigiadas e analisando o que elas nos mostram, para vermos se as "verdades" ditas são de fato mentiras criadas para satisfazer os interesses desses prestigiados. 

Muitas mentiras existem para satisfazer os interesses de quem as difunde, já que esconder as coisas é uma atitude muito comum de quem tem o objetivo de vencer usando a derrota alheia.

Pensemos mais e veremos que muitas "verdades" consagradas não passam de doces mentiras criadas para nos enganar e nos fazer escravos de uma minoria de pessoas que não sabe vencer sem prejudicar os interesses e o bem estar de outras pessoas.

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