quarta-feira, 30 de abril de 2014

A praga das dublagens

Numa época em que tudo era para se evoluir, acontece o contrário, tudo regride. Na cultura e no lazer estamos vivendo um inacreditável retrocesso que só decepciona em quem esperava alguma evolução mental do ser humano.

Uma das coisas que caracterizam essa mediocridade que se tornou epidêmica na sociedade atual, sobretudo na brasileira, é a praga de obras dubladas, atribuída ao crescimento econômico - mas não intelectual - da classe tida como "média"*

A praga já virou hegemônica nas TVs por assinatura, que há um bom tempo está priorizando uma programação mais popularesca, se transformando numa extensão paga da TV aberta. E em muitas emissoras pagas, a programação dublada se monopolizou, fazendo com que os fãs de artistas desconheçam completamente a voz original deles, se contentando com vozes de outras pessoas. Nada contra dubladores, mas deveriam pelo menos deixar alguma opção para quem quer ouvir a voz do ator, não a de um mero cidadão que a gente nem conhece a cara.

E a epidêmica dublagem já chegou aos cinemas, antes redutos exclusivos de obras legendadas. Somente filmes infantis eram dublados (e porque não legendá-los também, pois as crianças de hoje já sabem ler desde cedo - só faltando aprender a pensar - ?). Mas agora até filmes para adultos são exclusivamente dublados em várias salas. Dinheiro jogado fora.

Exigência de conhecimento do segundo idioma, somente para o mercado de trabalho, já no lazer...

O que aumenta ainda mais a minha revolta é uma contradição que noto neste sistema. Brasileiros adoram contradições, é verdade, mas quem defende contradição é inimigo da lógica e do bom senso e não tem o discernimento entre suas qualidades.

Será que ninguém ainda perguntou porque no lazer há uma grande preocupação em poupar o cidadão de tentar entender inglês se no mercado de trabalho acontece o contrário. Até em empregos em que não há contato com estrangeiros, em muitos casos, o conhecimento do idioma inglês é exigido. Provavelmente o mercado entende que quem fala "How are you" para um caipira analfabeto de Cabrobó do Pirijipe, trabalha melhor.

Se exigem tanto o inglês para o emprego, porque a mesmíssima sociedade libera o conhecimento de inglês no lazer? Porque não estimulam a verificação de muitas mentiras ditas pela mídia brasileira, em sites estrangeiros. O conhecimento de inglês, também no lazer, pode ser uma poderosa arma de defesa. Aí perceberíamos que o "estrondoso sucesso internacional" do Michel Teló, por exemplo, não passa de papo furado de uma dúzia de brasileiros que mora fora do Brasil, já que quase não há menção a isso na maioria dos sites estrangeiros.

Soa hipócrita essa contradição de ter que dispensar a exigência do segundo idioma no lazer ao mesmo tempo que exige no mercado de trabalho. Os patrões ainda não entenderam que uma pessoa já habituada a usar o inglês em seu cotidiano, tem a melhor capacidade de usá-lo também no trabalho?

Acho melhor essa praga de filmes, seriados e documentários dublado se limitar a um modismo passageiro, sumindo o mais cedo possível. Para garantir o emprego de dubladores, poderia limitar a dublagem a opção para DVDs ou para emissoras de TV que tenham um público menos exigente.

Temos o direito de ouvirmos o som original das obras, pois foi com esse original que elas foram criadas.

Imaginem se na música acontecesse a mesma coisa? Com Ivete Sangalo fazendo todas as vozes da Madonna no seu mais recente álbum. Como ficaria Girls Gone Wild? "Garotas se tornam piriguetes"? Patético.
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*NOTA: Legal, pelo jeito eu subi de classe, passando a integrar a classe "B", já que a classe "C" mencionada pelos meios de comunicação tem características típicas de povão semi-analfabeto, que apesar de ganhar acesso a bens de consumo, ainda não possuem a verdadeira qualidade de vida e ainda continuam tão burros feitos umas antas, ainda preguiçosos na hora de correrem atrás de verdadeiras informações do que acontecem ao seu redor, mantendo a confiança cega naquilo que é lançado pela mercenária e mentirosa mídia oficial. Com absoluta certeza, eu não faço parte dessa acéfala classe "C" que tanto dizem por aí.

O Fascismo Carioca

A Elite e seus puxa-sacos, irritados (de maneira justa - até aí eu concordo) com os erros dos governos petistas, ao invés de tentar corrigir e cobrar um Socialismo mais justo ou uma ideologia que fosse mais justa com a sociedade, decidiram exaltar o Capitalismo e todas as suas atitudes excludentes, pregando a permanência desse apartheid sócio-cultural  que erros dos governos petistas contribuíram para deixar assim.

Visitando o Facebook, noto que boa parte dos cariocas (moradores do Rio Capital e de cidades vizinhas, como Niterói, onde eu moro), resolveu assumir esta atitude, por achar que os erros petistas são erros do Socialismo. Não são e só a ausência de uma boa informação a respeito, além de puro preconceito elitista, para admitir que os erros petistas são por causa do Socialismo, que de fato, nunca foi posto em prática, nem na antiga URSS, onde vigoraram versões deturpadas, mas infelizmente assimiladas como tais pelos simpatizantes do Capitalismo.

Carioca, esse povinho arrogante...

O Rio de Janeiro, pelo que todo mundo sabe, é o centro cultural do Brasil. Aqui é que temos os costumes, o sotaque e as ideias que são consideradas prestigiadas pelo resto do país. Aqui, tudo vira lei a ser seguida pelos outros estados. Isso dá uma certa vaidade a população local, que a faz , por tradição, a ser arrogante, insensível, preconceituosa e excludente.

O fato de cariocas serem tradicionalmente insensíveis, favoreceu muito para que este sentimento que poderemos considerar um tanto fascista, pudesse nascer nos corações de chumbo dos cariocas de classes média-alta e alta.

Alguns detalhes que estes simpatizantes cariocas do Capitalismo insistem em ignorar:
- A Constituição Federal obriga, por lei, que o Brasil tenha como sistema, o Capitalismo;
- Os governos petistas são claramente capitalistas;
- Os projetos petistas são prorrogações dos projetos criados pelo governo FHC, este idolatrado pelos simpatizantes do Capitalismo;
- Os pobres não deveriam ser ignorantes. O sistema é que os estimula a serem como tais;
- Capitalismo tem defeitos e estes não são menos ruins que os defeitos dos governos petistas, atribuídos erroneamente ao Socialismo.

Revolta anti-socialista é subjetiva e passional

Tenho absoluta certeza que esta revolta que beira ao Fascismo em suas atitudes (não vou detalhar o que ando lendo a respeito - mas é algo bem desumano), sinaliza não um desejo por um governo mais justo e sim uma revolta puramente passional e subjetiva contra os governos petistas. Como se Lula e sua patota, tivessem feito, não um governo ruim e sim algo bem pessoal que gerou danos íntimos a essa elite incomodada. Até porque para esta elite, governos, sejam de que ideologia forem, sempre governam bem, já que a política atual existe para favorecer a essas elites.

Gostaria de saber se instalando o Capitalismo assumido (o enrustido, está aí, com o PT), teremos justiça social, pagando salário de fome a trabalhadores, concentrando (muita) renda nas mãos de uns poucos metidos e mantendo esse sistema hierárquico que dá poder a um bando de ignorantes com diploma que pensam serem melhores do que o resto da sociedade, lhes dando o direito de decidir por assuntos de  interesse alheio.

Triste ver que há pessoas que querem resolver os problemas modernos com soluções arcaicas, podres e sem serventia para os dias atuais. Tudo deverá ficar na mesma, como as elites querem.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vamos respeitar a banana!

Para os futebosteiros, aquela gente alienada que quer mostrar o valor da sua burrice, encanou de transformar a banana em simbolo de racismo. Se não bastasse o racismo fora do futebol, o preconceito contra quem não curte futebol, agora temos que engolir o preconceito contra a banana, esse maravilhosos alimento altamente nutritivo, de fácil acesso e consumo prático. Talvez o mais perfeito alimento rápido que a natureza pode oferecer.

Acabemos com esse preconceito contra essa maravilhosa fruta que além de possuir  muitos nutrientes indispensáveis, é a maior fonte de potássio, que favorece muito a circulação sanguínea.

Nunca rejeite a banana. Ela não pode ser culpada pelo preconceito que ela não tem.


O anti-comunismo doentio e a onda neofascista do Facebook

O Facebook brasileiro está se tornando um antro de direitistas, fascistas e até caçadores de comunistas. A insatisfação das classes mais abastadas com os governos petistas (que são capitalistas), tem agravado esta forma de ódio que clama por um conservadorismo irresponsável que poderá limitar ainda mais os limitados direitos dos cidadãos.

Concordo que os petistas não são flor que se cheire e eu percebi isto muito antes do primeiro governo do Lula. Mas usar a decepção com os governos do PT como impulso para atitudes retrógradas, é querer que a sociedade brasileira se trave.

Os capitalistas e qualquer defensor de ideologias de direita, não são humanistas. Interpretando para a espécie humana, mas de forma distorcida, as teorias de Darwin (os "fortes" sobrevivem mais), acreditam que a elite é na verdade um conjunto de "vencedores naturais" que estão no topo por que souberam lutar pelo seu espaço. Uma tese meio "Os fins justificam os meios".

O que significa que para estes direitistas, o legal é essa elite estar bem. O resto que se dane. E como essa elite não está se sentindo bem com os governos petistas, ela ruge bravamente, esperando que algum dono do capital venha salvá-la.

Muitas postagens e comentários anti-comunistas tem aparecido no Facebook, usando os governos petistas como "exemplo" de Comunismo ou Socialismo, coisa que eles nunca foram. Governos petistas tem sido claramente capitalistas, tem ouvido "conselhos" de Grandes Empresários e adotando medidas que, apesar de supostamente melhorarem as vidas dos pobres, os mantém presos nas classes sociais mais carentes, sem evoluir na escala social.

Esse ódio a tudo que é de esquerda só deverá parar com algum tucano na presidência. Até que esse mesmo tucano possa decepcionar a todos a extrapolar as duras regras do Capitalismo, que permite que apenas alguns afortunados tenham o verdadeiro acesso ao bem estar pleno, que por lei deveria ser direito de todos os cidadãos.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A rivalidade entre PT e PSDB é uma farsa

É aquela história: dois caras vivem brigando, escrevem textos trocando insultos, vivem fazendo acusações recíprocas e xingam os simpatizantes um do outro. Mas nos bastidores, as escondidas, são muito amigos e até combinam os atos de suposta rivalidade que devem expor para a opinião pública, tudo calculado. Ofensas, sim, mas com uma fidelidade ideológica intacta, embora bem escondida.

Na verdade, o PT de hoje é totalmente construído ideologicamente dos cacos do PSDB. Os projetos assistenciais utilizados nos governos petistas, começaram no governo FHC. Somente a falta de memória é capaz de aceitar que as bolsas-isso e bolsas-aquilo são invenções dos governos de Luís Inácio da Silva, o Lula.

A economia dos governos petistas são gerenciadas por um pensamento tipicamente capitalista, por gestores educados nas ideologias de direita, privilegiando o interesse de empresários - algo típico do neoliberalismo supostamente negado pelos petistas e tão absorvido na ideologia tucana. O presidente do Banco Central dos governos de Lula, inclusive era um tucano, Henrique Meirelles, filiado ao PSDB. Estranho ninguém reparar isto.

No âmbito cultural, petistas e simpatizantes adotam a Teoria da Dependência (cujo principal defensor e difusor é o tucano FHC), aquela que diz que os pobres e mal-escolarizados, mesmo que evoluam socialmente, não devem nunca deixar de ser pobres e mal escolarizados, impondo a mediocrização intelectual e a posição sócio econômica que sempre possuíram. 

A supervalorização de uma cultura de péssima qualidade, da favela como nova forma de arquitetura e a subida de classificação (nova classe média, ou nova classe c), de forma gratuita e sem mudar suas características, mostram o pensamento claramente capitalista de manter a sociedade de classes, mantendo os pobres, onde sempre estiveram. Mesmo com essa suposta prosperidade. Um apartheid econômico e intelectual.

E isso tudo mostra que os petistas a cada dia que passa, ficam mais parecidos com os tucanos. Nem adianta dizer que não. nem adianta acusar não-petistas de tucanos e vice-versa. A realidade prática mostra que são tudo farinha do mesmo saco. Que o que pretendem fazer com a sociedade se reduz a um só objetivo. Que mesmo que variem na metodologia, seu pensamento e a consequência de seus atos é absolutamente a mesma. Petistas e tucanos são sósias ideológicos e tolo é quem não percebe isto, seja de que lado for.

E o pior que outros esquerdistas e direitistas seguem a mesma ideologia, com pouquíssimas variações de aparecia. Na essência, tudo exatamente igual. Somos todos reféns de um só pensamento e não percebemos isto.

Enquanto não houver uma outra via ideológica que fuja dessas duas formas de pensamento que na verdade são uma só, nunca iremos usufruir de uma real democracia que em tese - o que diz a Constituição Federal - temos o direito de possuir.

Água-viva de 30 m se tornou "guardiã do mar", diz estudo

OBS: Estava assistindo a um desenho do Bob Esponja, onde ele e Patrick, a estrela do mar que é o seu melhor amigo, convidavam, sem sucesso, o ranzinza Lula Molusco para ir caçar águas-vivas - como se caça borboletas, com uma rede - se arriscando a tomar choques das mesmas.

Ao ir, forçado pelos amigos, Lula acaba se deparando com uma água-viva gigante, como esta da foto e se dá muito mal. acabando, ferido de tanta queimadura, tendo que ficar imóvel e enfaixado em uma cama de rodinhas. Realmente a água-viva do desenho realmente existe.

Nooossa! Já pensou se eu tivesse que encarar esse verdadeiro "monstro" bem de pertinho? Estava ferrado! Pois além de enoooorme ele é venenoso! Ugh!

Água-viva de 30 m se tornou "guardiã do mar", diz estudo

01 de setembro de 2010 • 14h45 • Foto: Getty Images - site Terra

Uma gigantesca água-viva venenosa e com tentáculos que podem alcançar o mesmo comprimento de uma baleia azul (30 m) pode ter se tornado em um inesperado defensor do oceano. Um recente estudo indica que a água-viva juba de leão (Cyanea capillata) se tornou uma boa predadora do ctenóforo Mnemiopsis leidyi, um animal transparente e voraz invasor de diversos mares. As informações são do site da revista New Scientist.

A água-viva juba de leão pode chegar a 2,5 m de largura, mas é um dos animais mais compridos de todos os tempos. O estudo do Instituto de Pesquisa Marinha, em Bergen, na Noruega, e da Universidade de Gothenburg, na Suécia, indica que o ctenóforo - que é nativo do oeste do Atlântico - já pode ser encontrado no Mar do Norte e no Báltico.

Esse animal se alimenta de plâncton e devasta suas populações nas regiões invadidas, o que diminui drasticamente a quantidade de peixes que comem o plâncton. Como qualquer espécie invasora, o Mnemiopsis leidyi parecia não ter predadores, até agora.

Os tentáculos da água-viva são cobertos com pequenas células com perigosas toxinas que podem paralisar a vítima e que ainda causaram paradas cardíacas em testes em ratos de laboratório. Humanos geralmente têm reações menos intensas, a não ser que sejam alérgicos ou recebam muita toxina. Teoricamente, uma grande quantidade de protetor solar já ajuda a evitar maiores danos.

Mas a grande vantagem está no tamanho dos tentáculos, que conseguem pegar pequenos peixes e até outras  águas-vivas de grande porte. Com essa capacidade, o "monstro" acabou se tornando um protetor dos mares ao caçar o ctenóforo invasor. Contudo, o estudo indica que esses animais conseguem escapar 90% das vezes do predador, mas sofrem danos no processo e sucumbem a repetidos ataques.

domingo, 27 de abril de 2014

O rei vegetariano da carne bovina e o rei do jabá


Irmãos camaradas, amigos de fé. Isso é que é amor perfeito. O "vegetariano" Roberto Carlos em comercial de carne Friboi e Michael Sullivan, o "Rei do Jabá", promovido a filé mignon da MPB, Música Para Burguês (ouvir). E para boi dormir, também, é claro, bicho!!

O que passou, passou, então vem. Seja com Friboi, seja com Jabá.

Cerveja sem álcool? Para quem?

As indústrias de cerveja lançaram recentemente versões sem álcool da bebida mais popular em nossa sociedade: a cerveja. Com que objetivo lançaram essa versão não se sabe, pois tirar álcool da cerveja é como tirar o motor de um carro. Não dá certo.

A cerveja é uma bebida peculiar. Ninguém toma por gosto ou para matar a sede. Ela tem um gosto horrível e embora todos finjam que ela é deliciosa, é um fato de que sua amargura incomoda. Mas porque uma bebida de gosto tão ruim é tão popular? Simples: eu falei que ela é uma bebida peculiar. E vou dizer a sua peculiaridade.

Cerveja é bebida feita para rituais sociais

A cerveja é na verdade uma bebida social. Ela é feita para rituais sociais. Tanto é que cada país tem a sua cerveja típica. A cerveja, na verdade foi feita para descontrair as pessoas, já que o álcool, de início, traz uma sensação de extroversão e de relaxamento. Mas só no início, pois a partir de determinada dosagem (que varia de pessoa para pessoa), ela age como dopante, nocauteando literalmente que a bebe.

As pessoas tomam cerveja mais pelo efeito que ela dá e pela obrigação social (é antipático se recusar a beber - obrigação liberada apenas para doentes e para religiosos - o que leva a crer que os segundos são o público alvo da cerveja sem álcool, para que não se sintam socialmente excluídos). 

Existe uma variedade de bebidas muito mais deliciosas, nutritivas - e sem os efeitos nocivos - do que a cerveja. Mas o poder socializante da cerveja é muito forte em nossa cultura. Um amigo meu, que não vou dizer quem é, entrou no Facebook para postar inúmeros memes sobre cerveja, num verdadeiro culto quase religioso (como se a cerveja fosse uma religião). Ninguém vai tomar, por exemplo suco de groselha para se socializar, para aparecer para os amigos.

Álcool mata neurônios, mesmo em quantidades moderadas

Mas a cerveja tem o seu lado ruim. Ela danifica o sistema nervoso, matando neurônios e atrofiando a partes cerebrais que atuam no discernimento e na atenção. O dano é bem sutil. Mesmo pessoas inteligentes poderiam ser ainda mais inteligentes se não consumissem cerveja.

Além do dano cerebral, a cerveja acelera o envelhecimento físico e destrói o fígado. As pessoas que tem o hábito de beber com mais frequência, normalmente chegam aos 40 bastante envelhecidos, parecendo vinte anos a mais do que a idade que realmente possuem. Como acham natural chegar acabados aos 40, eles não se importam e continuam se auto-destruindo, pois manter um suposto compromisso social é mais interessante.

Eu tentei tomar cerveja em uma edição do Festival de Verão, em Salvador. Foi só uma latinha, tomada lentamente. Mas foi uma das piores experiências de minha vida. Entrei numa depressão incontrolável, pior do que a mais tristonha que passei sobriamente. Fiquei antipático e não conseguia sorrir nem um pouquinho. Uma reação que é bem oposta a esperada pela maioria das pessoas. Hoje eu não tomo álcool e elejo caldo de cana e mate como minhas bebidas favoritas.

Para quem é direcionada a cerveja sem álcool?

Boa pergunta. Se o atrativo da cerveja está no efeito que o álcool causa, para quem então é direcionada a cerveja sem álcool? Difícil imaginar.

Seria para evangélicos? Bom, tive a oportunidade de conhecer (em ocasiões diferentes) duas garotas evangélicas que não se recusaram a tomar "todas". Uma delas ficou bêbada em uma festa e narrou esta experiência como se fosse um ato de heroísmo. Como se fosse ótimo estar embriagada.

Seria para os doentes? Pode ser. Mas é meio difícil acreditar que alguém iria tomar uma bebida de gosto ruim sem o tão desejado efeito de "amimação" que o álcool traz.

Então para quem? Para crianças irem treinando para quando crescerem (não muito, adolescentes driblam a lei para iniciar lá mesmo o seu irritante vício) seguirem direitinho os mandos e desmandos dessa sociedade hipócrita? Parece que só isso mesmo, embora acredite que até mesmo crianças, estimuladas pelos pais que bebem diante delas, prefiram a versão com álcool.

O que significa que a cerveja sem álcool pode se tornar um verdadeiro fracasso, a desagradar gregos e troianos. É como eu disse, tirar o motor de um carro para que ele não rode. Pois ninguém toma algo de gosto tão ruim como dipirona se não for para ficar "doidão" e se dar bem nessa sociedade a cada dia mais fútil, vulgar, hipócrita, ignorante e extremamente submissa em relação às regras sociais.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Explicando o fascínio das mulheres pelos empresários

Um dos poucos mitos que podem ser provados com fatos é de que a maioria das mulheres é interesseira. Quem contesta este fato não sabe exatamente o que significa "mulher interesseira", se prendendo ao estereótipo da loura burra e jovem de seios grandes que se casa com um octogenário rico. Nada disso. Até as que casam com jovens bonitos são interesseiras, desde que eles tenham um empregão.

O que caracteriza a mulher como interesseira não é o fato dela não trabalhar. Muitas trabalham. O que se deve perceber é a ênfase que elas dão ao nível profissional dos homens que elas querem se relacionar. Perguntar pelo emprego do pretendente no primeiro encontro já é um bom sinal para classificar uma mulher como interesseira. Quando o assunto é sexo, elas são cheias de pudores, mas quando o assunto é dinheiro, até mesmo o menor senso de ética some como mágica.

E quanto mais prestigiada for a profissão do pretendente, mais ele é desejado. Ilude-se quem acredita que o homem atrai pela beleza. Isso é falso. Homem atrai pela capacidade de proteção e sustento. Homens que ocupam posições de liderança são ainda mais desejados, por representarem a versão humana do "macho alfa", o que significa que o mercenarismo afetivo das mulheres é na verdade um resquício dos mais primitivos instintos animais.

E ninguém melhor para personificar a versão humana que um empresário. Sem alguém hierarquicamente superior para dar ordens ou estabelecer limites, além de ser o único responsável a decidir o que fazer com os lucros que recebe, ele goza de uma liberdade sem igual, que o faz ser o mais prestigiado profissional na sociedade. Isso se pudéssemos definir como profissional, pois há aspectos que fazem com que a atividade de empresário não possa ser considerada um trabalho, como outros que existem. Mas ser tratado como um trabalhador como outro qualquer é um sinal de pseudo-humildade que angaria simpatias sociais, mesmo tendo privilégios que trabalhadores comuns nunca terão.

E um desses privilégios é o direito de escolher com quem quer se relacionar. Empresários não conquistam mulheres. Empresários COMPRAM mulheres. Esposas são um item a mais em seus imensos patrimônios. E por isso, eles as mantém não por amor, mas pelo mesmo zelo que eles tem com, por exemplo, um automóvel caro. Mas sabem que a utilidade desses "objetos" é bem diferente das utilidades de outros itens de seus patrimônios.

E eles tem muita facilidade de arrumar este item. Dinheiro, além de ser um item indispensável na sociedade em que vivemos, é um excelente trampolim sócio-econômico. Mulheres, mesmo que trabalhem (a maioria trabalha), continuam interesseiras, já que querem aumentar ainda mais a quantidade de dinheiro e bens que conseguem com emprego próprio. O que prova que é uma ingenuidade infantil acreditar que mulher que trabalha não é interesseira.

Você já ouviu falar de algum empresário chorando porque não consegue mulher? Eu nunca ouvi falar. É mais fácil nascer proco com tromba do que haver empresário solitário e se houver um, pode crer, tem alguma coisa gravemente errada com ele. Lembrando que mulheres se casam com homens cheios de defeitos (ais uma prova de que mulher só quer proteção e sustento, nada mais), verdadeiros boçais que só pensam em poder, futebol e cerveja e ostentam comportamento típico de homens chatos, não é qualquer defeitinho que faça com que algum homem bem sucedido seja rejeitado.

E por serem a versão humana do "macho alfa", são dispensados de terem qualidades. Ter dinheiro e poder é a sua qualidade. Por isso verdadeiras múmias humanas cheias de pelancas e reumatismo nunca são recusadas. Mas claro que empresários jovens e lindos podem ser incluídos neste caso pois se esses mesmos jovens e bonitos fossem pobres, sem poder social, certamente perderiam direito de escolher suas pretendentes, além de terem que suar muito para tentar conquistas as que estão ao acesso deles. Muito provavelmente não estariam com as mulheres com quem se casaram.

Acredito que tenha explicado tudo aqui. Estamos muito longe de considerar os relacionamentos por interesse como imorais, anti-éticos ou até criminosos. E isso só poderá acontecer quando nos livrarmos de vez dos instintos que ainda nos igualam as mais atrasadas espécies de animais.

Joguinhos amorosos não servem para quem busca confiança nas conquistas

No Brasil, as regras sociais, apesar de não escritas na Constituição  Federal, são rigidamente cobradas como se estivessem na Carta Magna da nação. Quem não as segue é imediatamente punido com a negação dos benefícios que só a vida social pode dar. Até mesmo nos direitos mais básicos como o de emprego e a vida afetiva, já que a sociabilização favorece muito a aquisição desses direitos. E para se sociabilizar, é preciso seguir rigorosamente determinadas regras, legisladas e reguladas pela mídia, que trabalha incessantemente pela manutenção dos costumes sociais mais corriqueiros.

Uma dessas regras sugere que as conquistas afetivas tenham que surgir de maneira mais lúdica possível. Apesar de acabarem em relacionamentos sérios, a sociedade entendeu que - contraditoriamente - esses relacionamentos tem que iniciar de maneira "descontraída" e através de "brincadeiras" conhecidas como "jogos amorosos".

Eu sempre detestei jogos amorosos. As intenções dos envolvidos nunca são claras, pois há muita ironia, mistério e contradição em suas regras. Para mim esses jogos só servem para quem não quer levar as relações a sério. Mas para quem está procurando uma relação estável e com confiança, esses jogos acabam prejudicando mais do que ajudando. 

Até desconfio que esses jogos existem para filtrar concorrentes, fazendo com que apenas os que entendem as regras tenham direito a uma vida afetiva, eliminando da concorrência aqueles que não se adaptam ou não concordam com as regras do jogo.

E o que a lógica comprova é que boa parte dos relacionamentos surgidos através de joguinhos se tornam fracassados, sem amor ou até não levados a sério. Principalmente para os homens, ducados socialmente a não levar nenhum relacionamento a sério, agindo feito crianças por quase toda a vida. Isso tem feito com que a maioria dos relacionamentos chegasse a falência ou na melhor das hipóteses, numa estabilizada relação sem amor, mantida forçadamente para agradar a sociedade e/ou para manter interesses sobretudo financeiros.

Aquele tipo de conquista gerado pelo carinho e por conversas sadias tem estado muito fora de costume. As pessoas, talvez por terem desaprendido a amar ou por submissão as regras sociais ("as coisas são porque tem que ser assim", não é o que pensam?), preferem agir desta forma, através de joguinhos "descontraídos" que na verdade servem para acrescentar uma falsa descontração a algo que terminará ainda de forma mais triste, pois o bom senso mostra que falsas alegrias nunca substituem as verdadeiras alegrias. Se uma emoção não vem do coração, é inútil esperar que venha de uma brincadeirinha fútil.

Continuo detestando joguinhos. Não vou me submeter a uma regra social absurda. A Constituição me dá o direito de fazer o que a lei não proíbe. E não sou obrigado a aderir a uma brincadeira que eu não concordo.

Posso até sair prejudicado em desobedecer a tão rígida regra social - aliás, como tem sido, visto que ainda não pude entrar em um relacionamento estável. Mas tenho a consciência de que para que algo aconteça, deve estar de acordo com a minha personalidade, com a minha vontade e minhas aptidões. E se exijo confiança em um relacionamento, é preciso que o processo de conquista permita que eu crie uma confiança na pessoa a ser conquistada. 

E joguinho, cá para nós, é uma brincadeira fantasiosa, onde rodam mais mentiras que desviam os relacionamentos da confiança tão desejada. Até porque não dá para se confiar em alguém se ela enrola sobre seus verdadeiros objetivos. Se quer confiança, esqueçam joguinhos. Eles só servem para quem quer se divertir com as emoções alheias.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Brasil e seus jovens cientistas: SOCORROOOOO!!!!

OBS: Este texto mostra como anda a nossa ciência. Se o projeto é sério, não recebe verba. Para receber, tem que ser o mais fútil possível. Como sabemos que quem paga a pesquisa brasileira são órgãos ligados a CIA, interessados na manutenção de nossa ignorância, eles preferem patrocinar projetos que impeçam o desenvolvimento do senso crítico. E o pior que os estudantes brasileiros acham tudo natural. Brasileiro é tão bonzinho...

Brasil e seus jovens cientistas: SOCORROOOOO!!!!

André - Ceticismo.net

Eu sou masoquista. Só pode ser isso! Todos sabemos como o Brasil ama a Ciência (SQN), e como o Governo Federal tem um apreço (HUAHSUHAHAHAHAHA) muito especial para com o desenvolvimento científico e tecnológico. Eu fico esperando por novos talentos nas áreas de Ciência e Tecnologia, mas os eventos sobre isso são sofríveis, como o prêmio Jovem Cientista e o FEBRACE.

Sério, gente, vendo os projetos, nenhuma imprecação na língua dos químicos, engenheiros, físicos, biólogos e matemáticos seria suficiente para dizer: FACEFUCKINGPALM!!

No prêmio Jovem Cientista de 2012, um estudante provou que o ritmo da música influencia no ritmo de exercícios dos atletas. Sua brilhante descoberta é mais ou menos assim: quando toca Unforgettable você dança de maneira lenta, mas se toca Flashdance, você pensa que é a Jennifer Beals e fica no agito. Como eu nunca pensei nisso?

Na categoria Ensino Superior, a vencedora criou um revestimento têxtil para tecido termorregulador de roupas de atletas. Eu chamaria de tecido rendado, mas não é chique.

Já em 2013, houve genuínas pérolas. Senão, vejamos:

- Um doutorando em Engenharia Mecânica ganhou o primeiro lugar com "Microregião em sistemas de abastecimento de água" (tudo a ver com Engenharia Mecânica)

- Uma mestranda (aka, uma graduanda com um ego inflado) em Genética com: "Reduzindo drasticamente nossa dependência de água na agricultura através da anidrobiose".

- Estudante de Agronomia com:"Mistura de águas salinas como alternativa para a irrigação e produção de forragem no semiárido nordestino". (boa sorte com a osmose, filho)

- Estudante de Engenharia Mecânica.com: "Desempenho do dessalinizador térmico com estágios de recuperação de calor, formado por uma unidade de produção torre com canais metálicos e perfis termoplásticos e uma unidade de aquecimento, coletor solar de tubo evacuado". (este soa melhorzinho)

A coisa não anda nada boa. Mas e o FEBRACE? A Feira Brasileira de Ciência e Engenharia? Dando uma olhada na região Sudeste, vemos:

@GENDA ONLINE: FACILITANDO A ORGANIZAÇÃO DAS ATIVIDADES ACADÊMICAS DE DISCENTES E DOCENTES (reinvenção do Google Agenda )

COLETE SALVA-VIDAS COM GPS (nhé. Agora FEBREACE virou clubinho de inventores?)
ATIVIDADE BIOLÓGICA DA PLANTA BATATA YACON (SMALLANTHUS SONCHIFOLIUS) E SUA APLICAÇÃO QUÍMICA EM UMA POMADA ANTI-INFLAMATÓRIA (se eu soubesse que emplastros concorriam no FEBRACE, teria inscrito minha avó, tias, mãe etc.)

AVALIAÇÃO DE CRESCIMENTO DE GRAMAS ESMERALDA. (afinal, a população brasileira precisa de alimento)

INFLUÊNCIA DA MORINGA NA PURIFICAÇÃO DA ÁGUA (no comments)
MESA TOUCHSCREEN (depois da Microsoft, claro)

MONITORES NO ENSINO MÉDIO E TÉCNICO DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TRIÂNGULO MINEIRO CAMPUS ITUIUTABA: SEUS OBJETIVOS, SEU PAPEL E SEUS RESULTADOS EM UMA DISCUSSÃO À LUZ DA TEORIA EDUCACIONAL E DA LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL VIGENTE (parece ideia de orientadora pedagógica)

OS BASTIDORES DOS JOGOS NO MINEIRÃO: FÍSICA, QUÍMICA E BIOLOGIA DENTRO E FORA DO CAMPO (isso explica o lixo de nossa programação na TV)

"PORTAL TRANSPARÊNCIA: UM IMPORTANTE INSTRUMENTO PARA O EXERCÍCIO DA CIDADANIA" (versão FEBRACE da Semana do Presidente)

TERMOQUÍMICA NO TRATAMENTO DE LESÕES DO ESPORTE (reinvenção da bolsa de água quente. Faço isso com solução supersaturada de acetato de sódio desde os tempos da faculdade, e já vão mais de 20 anos nisso)

DISPOSITIVO AUDIO INFORMATIVO (BOA! Os alunos inventaram uma coisa muito legal. Pena que Marconi chegou primeiro)

A Elaine me trouxe esta pérola do Mato Grosso do Sul: Utilização de onda eletromagnética Wi-Fi para repelência do caruncho. Como deve ser? Pega o roteador e esmaga os lazarentos?

Entendam, eu não estou falando de projetar um acelerador de partículas. Estou falando de criar um sensor pode detectar câncer de pâncreas ou simplesmente construir um satélite. Mas não! Temos um monte de pedagogos (desculpem a má palavra) que se intrometem nisso, haja vista a boçalidade de alguns projetos de cunho "social". Outras invenções parecem sair de uma reescrita do que existe. E não vi melhora. Onde estão nossos cientistas? Estão sendo tolhidos para ramos idiotas e colégios têm que dar atenção aos lentinhos, pois os mais inteligentes são nerds e é injusto que eles se destaquem mais do que aqueles que nem sabem a diferença entre "mas" e "mais".

Depois que eu já falei da pseudociência nas instituições de ensino, não se pode esperar muito. Somos um país de iletrados, apedeutas ridículos que escolhem governantes idiotas e que odeiam o que fez dos seres humanos serem seres humanos: a Ciência. Aqui é a terra da bunda de fora e do futebol, com altíssimos índices de prostituição infantil e que se trata vacas com homeopatia.

Com projetos visando estudar "a mulher na música popular brasileira: o caso do sertanejo universitário e do funk", é complicado esperar algo.

domingo, 20 de abril de 2014

Alienígenas vistos em uma horta


Imagens incríveis com alienígenas vistos nitidamente em uma horta. Essas imagens coincidem com os crop circles formados na mesma horta, o que leva a crer que os discos dos tais alienígenas possam ter sido responsáveis pelo feito. Se é verdade ou não, no mínimo é incrível.


sábado, 19 de abril de 2014

Equipe de produção de Big Bang Theory surpreende elenco com coreografia


Durante a gravação de mais um episódio de minha séria favorita, a Big Bang Theory (a única que retrata o mundo nerd com fidelidade), a equipe de produção decidiu descontrair o elenco, fazendo uma surpresa: uma coreografia feita pela própria equipe de produção com a música da superfofa canadense Carly Rae Jepsen e sua musiquinha viciante. Ninguém resistiu e o elenco de desengonçados e sua equipe de produção cairam logo na dança.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Termos 'nerd' e 'geek' mudam de sentido e despertam orgulho

OBS: Já não temos direito a vida social agora nem a rótulo temos mais. Agora todo mundo é "nerd" ou "geek". Vamos ter que procurar outro rótulo para nos definir, já que qualquer ébrio de propaganda de cerveja que fique mais de 2 horas na frente de um computador, já tem condições de ser considerado um "nerd" pela sociedade.

Termos 'nerd' e 'geek' mudam de sentido e despertam orgulho

19 de Novembro de 2012 às 08h36 - Kathryn Westcott  - Portal Terra

Ativistas suecos estão em campanha para mudar, em seus dicionários, a definição do termo nerd. Será mais um indício de que o termo - bem como a palavra-irmã geek - perdeu sua conotação negativa?

Em 1984, o filme A Vingança dos Nerds mostrava que ser nerd significava ser antissocial, ou mesmo socialmente inferior. Mas as coisas parecem ter mudado.

Em 2010, A Rede Social, contando a história do Facebook, encontrou um ambiente diferente. Atualmente, os termos geek e nerd são associados a pessoas bem-sucedidas como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg.

O blogueiro e estatístico geek Nate Silver, do New York Times, tem sido aclamado por ter feito uma previsão correta das eleições presidenciais dos EUA. "Um recado a quem quer ser presidente: contrate geeks, não eruditos", diz reportagem da revista New Scientist.

Até alguns atletas começaram a se declarar nerds. O jogador de futebol americano Chris Kluwe se disse surpreso ao receber o título de "mais sexy do ano", argumentando que é um "jogador de videogame nerd".

Programas de entretenimento também transformaram geeks em heróis, como o personagem Sheldon Cooper, do seriado The Big Bang Theory. Em Operação Skyfall, o personagem Q, guru dos "gadgets" de James Bond, é retratado como um esperto geek da informática.

Novo sentido

Tem havido uma mudança no sentido atribuído a geeks e nerds. Acredita-se que a primeira descrição de um nerd seja a de um personagem peludo criado nos anos 1950 pelo autor e ilustrador de livros infantis Dr Seuss. Em 1951, a definição foi publicada na revista Newsweek: "Em Detroit (EUA), alguém que antes seria chamado de quadrado é agora, lamentavelmente, um nerd".


Nos anos 1970, com o crescimento da indústria da informática, criou-se a noção do nerd como alguém "crânio", antissocial e ligado ao mundo da tecnologia. O sentido da palavra, porém, acabou ficando mais "neutro" nos anos 2000, opina o editor-associado do dicionário Merriam-Webster, Kory Stamper.

No caso de geek, o uso remonta ao início do século 20, para se referir a um carnavalesco, e virou sinônimo de "tolo". Atualmente, Stamper acredita que nerd caracterize alguém que tenha um conhecimento aprofundado de uma determinada área, e geek ganhou o sentido mais técnico antes atribuído a nerd. "Algumas pessoas usam a palavra geek com orgulho, para falar dos melhores", opina.

Em geral, geek vem acompanhada de outra descrição, como "geek da física", "geek da história" ou mesmo "geek de drinques".

O que se perdeu?

Na Suécia, uma petição online para mudar a definição de nerd no dicionário - "uma pessoa motivo de risadas" - ganhou quase 4 mil assinaturas. Há relatos de que a Academia de Letras Sueca aceitaria mudar a definição para algo mais neutro.

O autor britânico Neil Gaiman se diz fascinado pela rapidez com que as duas palavras ganharam um novo sentido na Grã-Bretanha desde os anos 1980. "(Nerd) é um desses termos que originalmente eram ofensas, mas foram incorporados pelos 'ofendidos' como uma honra."

Sendo assim, mais e mais pessoas viraram entusiastas dessas palavras e de interesses associados a elas - revistas em quadrinhos, Jornada nas Estrelas, animes e videogames.

Mas será que algo se perdeu com essas mudanças de sentido? Alguns que se autodenominam nerds e geeks sentem saudades dos dias em que eram vistos como rebeldes, afirma Benjamin Nugent, autor de American Nerd: The Story of My People (Nerd Americano: A História do Meu Povo, em tradução livre). "Isso só ocorreu com os personagens de Hollywood, de hackers derrubando corporações nefastas", opina.

Alguns rejeitam o atual uso tão abrangente das palavras. Em um fórum na internet, um usuário disse acreditar que "um nerd é alguém apaixonado por algo (e muito bom nisso) - seja matemática, literatura, botânica, qualquer coisa. Em algum momento, isso mudou para (descrever) alguém que é parte de uma cultura, que assiste a um determinado programa de TV e usa um tipo de roupa."

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Em busca desesperada por um herói

Noto uma não assumida e desesperada busca da população brasileira por alguém que faça o papel de herói ou de santo. Brasileiro é um povo infantilizado e como tal, vive em busca de alguém para segurar nas mãos. Como crianças perdidas a procura de um adulto para cuidar delas.

Os brasileiros por não saberem agir por conta própria, e pensar menos ainda, necessitam de alguém com visibilidade e poder para lhes dizer o que deve ser feito e/ou simplesmente servir de exemplo de sucesso a ser seguido. Em muitas situações observo essa verdadeira busca desesperada por um herói, alguém que sirva de babá da humanidade brasileira.

A morte de Chorão foi mais um exemplo dessa carência. Um simples cantorzinho, cujas letras narcisistas não traziam nenhuma lição, cuja vida desregrada acabou da forma como foi, foi ovacionado com gigantesca histeria, nunca vista em um enterro de qualquer benfeitor. Um cara que era um péssimo exemplo para a sociedade tratado como uma espécie de mártir, um herói para ser cultuado como santo. Um bom sintoma do desespero que caracteriza a sociedade brasileira.

Não foi o primeiro caso e nem o último. E não ocorre somente com mortos. Há vivos que são blindados das críticas, tomados como heróis de uma sociedade sem autoestima, infantil e incapaz de pensar com o próprio cérebro. 

Apenas a visibilidade é o suficiente para forjar heroísmo

E não precisa ter feito grandes atos para que possa ser considerado como tal. Basta ter visibilidade (misto de fama e credibilidade). Dois bons exemplos são o publicitário-celebridade Roberto Justus e o jogador Neymar.

O primeiro, um veterano publicitário de visual cafona e postura conservadora que decidiu virar celebridade após muitos namoros com jovens atrizes (com idade das filhas dele), onde acabou casando com a filha de Helô Pinheiro (para "variar" bem mais nova que ele). Sinônimo de sucesso masculino, principalmente entre os jovens  neomachistas, o publicitário, que nada fez de relevante para justificar (sem trocadilho) a sua imagem mitológica de herói bem sucedido, foi "agraciado" pelo nascimento de uma filha deficiente que é, infelizmente, usada como "escudo" para as críticas contra o publicitário neo-celebridade. Até mesmo a fama de papa-anjo foi esquecida pela coletividade - mesmo que ele esteja casado com um dos "anjos", já que só o fato de ter uma filha com limitações já o transforma gratuitamente em "benfeitor da humanidade".

O segundo, um jogador relativamente novato, com imagem heroica construída pela mídia, satisfazendo a tradicional mania do brasileiro em levar a sério o futebol, tratado e nosso país não como uma simples forma de lazer, mas um misto de dever cívico e regra social. E como "vencer no futebol" é considerado qualidade de vida por muitos, nada como um jogador de futebol, simples e ignorante, para fazer o papel do herói que a população vive à procura. Um modelo perfeito para a sociedade infantilizada, iludida em achar que uma mera diversão é "importante" para o país.

Outro exemplo seria o Luciano Huck e sua forjada fama de bom moço sem ser. Mas suspeitas de associação com forças políticas conservadoras, além dos secretos objetivos de entrar para a política, tiraram o direito do famoso apresentador narigudo de se tornar uma "unanimidade". pelo menos, nem todo mundo espera heroísmo por parte dele.

Ah! Huck e justus também são empresários. E os profissionais dessa classe se tornaram "heróis incontestáveis", ainda mais numa época onde o neodireitismo surge criando novos simpatizantes e devotos do Capitalismo, um sistema que nada tem de heroico e muito menos ainda de humano.

O herói-santo dos espiritólicos

Para coroar essa mania de eleger alguém como tutor, babá, santo ou herói, nada como um simples médium católico como Chico Xavier, morto em 2002 e considerado por muitos o "homem mais bondoso do planeta Terra". A carência por um tutor também foi usada pela FEB (Federação Roustainguista Brasileira) para construir o mito em torno do médium, um homem simples e honesto que não era melhor que qualquer mortal, mas foi alçado a condição de semideus reforçada pela grande vendagem de seus livros, todos fantasiosos, cuja renda engordou os cofres da FEB, que inventou que os lucros iriam para a caridade.

Xavier foi muito bem manobrado pelos dirigentes da entidade roustainguista e agiu conquistando a credibilidade perante muitas pessoas tão ingênuas quanto o médium, que acreditam que ele tenha sido um enviado privilegiado a "guiar" a humanidade. 

As religiões adoram criar santos. São uma espécie de "heróis" para os fiéis, tutores de mentes frágeis que não conseguem pensar por conta própria, acreditando em tudo o que dizem, sem analisar ou confirmar fatos, confiando cegamente na credibilidade muitas vezes falsa de quem diz.

E justamente nas religiões, esse desespero na busca por um tutor é levada ao extremo. Isso está estimulando a atrofia intelectual e a dependência de um "líder" que seja capaz de raciocinar pela população que não está a fim de pensar e que cegamente aceitará as decisões muitas vezes equivocadas do líder aclamado.

Mas não é somente na religião, como foi visto nesta postagem. Mas graças a ela é que a população aprendeu a aposentar o seu cérebro entregando a outros o direito de pensar, esperando que alguma coisa de "nobre" venha deles. Alienação significa entregar ao outro o direito que é seu. E esperar que heróis e santos pensem por nós é a grande prova de que ainda somos uma sociedade totalmente alienada.

Chega de heróis. Só funcionam na ficção. Eles nunca lutarão por nós na vida real.

Um aviso: os nomes citados aqui são apenas exemplos. Nada há de pessoal contra eles, a não ser o fato de que todos não servem para o papel de heróis da sociedade brasileira. Outros exemplos de heróis e santos forjados existem, e são inúmeros, o que mostra que esta mania (que está muito longe de acabar) já é tradicionalmente secular entre os brasileiros.

Nenhum homem quer ajudar outros homans a conquistar mulher

A maioria dos homens solitários e tímidos são tolos. Se contentam com os conselhos superficiais e nada eficientes que os homens bem sucedidos dão para quem quer aprender a conquistar uma mulher. Três coisas os carentes rapazes se esquecem nessas horas:

- Concorrente não ajuda concorrente
- Nem mesmo os homens bem sucedidos saber porque conquistaram as mulheres
- Somente elas sabem o que elas querem

Não adianta tentar confiar nos conselhos de outros homens, pois de qualquer forma, não ajudarão nada se você não se esforçar e tentar desenvolver as qualidades que as mulheres esperam que você tenha. Você vai ter que tomar iniciativa de qualquer maneira, driblando a timidez e satisfazendo o que a mulher quiser. 

Os conselhos dados pelos homens são superficiais porque eles não querem aumentar a concorrência e sim eliminá-la. Enganar os trouxas fingindo que está ajudando é uma boa tática, já que os "conselheiros" acabam vistos como "boas pessoas" e nada é percebido, até a hora de por os conselhos em prática. Aí a sorte faz o resto. Eu falei sorte.

Descobri recentemente que a maioria dos homens adora mulher difícil porque somente os "capazes" estão aptos a conquistá-las, eliminando drasticamente a concorrência. Caminho livre, tudo fica mais fácil, até para quem está preparado para o difícil. Os "incapazes" são eliminados automaticamente, antes mesmo da competição.

Na verdade, a vida afetiva é um assunto muito pessoal e cada um só deve contar consigo mesmo. O que é necessário é haver uma educação desde a infância para que as pessoas parem de transformar o processo de conquista em uma brincadeira, já que o objetivo final é sempre sério: uma vida a dois, que inclui muita responsabilidade e desafios.

Querer que os relacionamentos deem certo partindo de uma brincadeira infantil é desdenhar a importância do convívio a dois, que na verdade é uma excelente oportunidade - quiçá a melhor - para o crescimento pessoal dos envolvidos. Nesse início infantil pode estar o segredo do fracasso de muitos casamentos, já que os membros esperam que o matrimônio contraído repita o prazer dos mais tenros tempos de namoro, o que é uma utopia.

O conselho é: torça para encontrar alguém que esteja a procura das características naturais que você possuí. Sendo você mesmo, sem se preocupar com regras e estereótipos, pelo menos não enganará a ninguém. É difícil, mas em caso positivo, as chances de sucesso serão bem maiores. Justamente pela naturalidade.

E os conselheiros? Esses só entendem do que é bom para eles. E não vão revelar nenhum segredo para não estragar as chances deles, limitando a revelar o superficial e ineficiente.

domingo, 13 de abril de 2014

Para governo, só as mulheres precisam de ajuda

OBS: O gênero masculino virou o vilão da sociedade. As mulheres, mesmo que lutem justamente pelos seus direitos, começaram a abusar, transformando o feminismo numa forma de domínio onde a mulher é supostamente superior ao homem, como se ser uma "vítima" fosse uma vocação das mulheres. Como se o feminismo fosse uma vingança ao machismo. Não tolero o machismo (de fato um sinal de ignorância masculina), mas acho que o feminismo vai longe demais, prejudicando justamente os homens que não são machistas. Eu me defino como humanista.

Como governos só agem a favor de ideias socialmente consagradas (vemos isso nas religiões e no futebol, onde cidadãos avessos a essas duas coisas são solenemente desprezados por autoridades), o governo brasileiro tomou carona no feminismo (ainda mais com uma mulher como presidente), criando projetos onde somente as mulheres seriam beneficiadas, após encher os cargos de mulheres que na prática continuam cometendo os mesmos erros dos homens que ocupavam anteriormente os mesmos cargos.

Quando é que vamos admitir que a única diferença entre os sexos está na reprodução de filhos e que os cérebros de ambos pouco diferem na forma e em nada diferem na prática?

Cultura Imposta? Doutrinação Social?

Blog Masculinismo e Direitos Iguais (MDI

O governo federal lançou mais um programa que reforça a cultura de que o gênero feminino é discriminado. Não basta tal fato já estar exageradamente presente em quase todas as políticas públicas e na mídia em geral, agora o governo pretende aprofundar esse mito e mais que isso, direcionar esforços e recursos em prol de algo desnecessário.

São projetos artísticos direcionados a temas definidos e público alvo a ser beneficiado, o gênero feminino, claro. Os projetos podem ser inscritos nos gêneros ficção, documentário e animação, com temática abordando a construção da igualdade entre a mulher e o homem, os direitos femininos e cidadania.

A expressão construção aí pode ser entendida como os esforços governamentais para mudar você e toda a sociedade, construir por meio de mídias, nesse caso, uma nova realidade social, uma nova cultura (doutrinação).

Obviamente, em se tratando de filmes de ficção nem sempre o roteiro terá de ser condizente com a realidade, eis que a possibilidade de expor algo por meio ficção abre todas as brechas e possibilita infinitos roteiros distorcidos, inclusive com a possibilidade de se dissociar totalmente de direitos e ser extremamente injusto e discriminatório com o gênero masculino, ser absurdo, sem que isso importe responsabilidade a quem quer que seja, afinal será mera ficção.

O governo não admitiria tal exagero ou abertura se ofendesse o gênero feminino, nem mesmo se meramente pudesse ofender ou discriminar, mas diante do gênero masculino nada preocupa o estado.

Também não vejo como igualdade, já que o projeto só objetiva tratar de direitos femininos e cidadania, como se em nossa sociedade semianalfabeta, ou analfabeta-funcional e despolitizada, não houvesse também uma multidão de homens que pouco conhecem seus direitos e sua cidadania.

De fato, o mesmo esforço que se quer direcionar em prol de uma política para o gênero feminino não ocorre a favor do gênero masculino, muito menos no campo da conscientização. É como se os homens fossem empurrados para a ignorância, o que contribui para serem desligados do objetivo de sair em busca de direitos ou de novos direitos, o que os faz abandonados de receber proteção do estado na hora de fazer leis ou políticas públicas.

Isso também reflete na cultura, inclusive com essa iniciativa dá para notar como a cultura é artificialmente modificada, mas isso vale para todas as mídias, desde um filme como trata esta política pública, até o enfoque de uma novela ou de uma campanha publicitária ou artigos em revistas e jornais, influindo também com emprego dessa e outras técnicas nas abordagens de gênero nos livros escolares ou diretrizes de formação dos docentes ou das leis do país.

A escolha pela produção de filmes (curta e média metragem) tem um toque estratégico, pois o que for produzido levará uma visão a um grande público (milhares ou mesmo milhões de brasileiros e brasileiras), formando a opinião pública, por vezes influindo a multidão sem esta notar. Acaba sendo uma programação da sociedade (a PNL – Programação Neurolinguística – pode explicar isso melhor).

Focando de outro modo, se não importasse mudança da visão social, qual utilidade teria exigir a produção dessa temática relacionada a gênero? Bastaria incentivar mulheres a dirigir filmes para propiciar o incentivo da mulher no mercado de trabalho (embora disso não se precise mais, pois elas já ganham igual aos homens quando querem desempenhar o mesmo serviço).

Claro que a partir da visão propiciada por tais produções uma parte do expressivo público receptor absorverá algo para incluir de algum modo (crítico, reflexivo, permissivo ou negatório) na sua visão geral, para assim encarar o mundo, ou algumas questões do mundo, refletindo na sua visão uma influência de tais premissas ou enfoques dessas produções, mesmo que totalmente equivocadas.

No segmento audiovisual serão selecionadas 16 obras (10 curtas e 6 médias). Para maior incentivo prêmios serão distribuídos. Já os projetos com diferentes linguagens artísticas vão selecionar 10 projetos.

Não importa quantos serão os premiados nem o valor do prêmio, mas sim de onde sairá esse dinheiro. Mesmo que fosse um só o premiado já seria muito dinheiro público, caso de algum modo onere o dinheiro que deveria ir para hospitais e escolas, ainda mais para  investir num projeto que coloca o gênero masculino como ser esquecido ou até pode colocá-lo como opressor, pois esse tem sido o enredo preferido de muitas políticas feministas.

Essa pecha de opressor deveria ser incansavelmente combatida pelo governo (princípios da dignidade da pessoa humana e de que ninguém é culpado sem ser condenado, é o que diz inutilmente a Constituição). Entretanto, o governo vai no embalo e nada faz para a verdade prevalecer e ecoar: o gênero masculino é tão agredido pela violência, falta de saúde pública, falta de habitação, excessivas vezes ou até mais que o feminino, e ainda pela cultura da culpa.

O governo reiteradamente se omite de colocar o gênero masculino como ser humano também valorizado e protegido pelas politicas públicas, como ora está a fazer com o feminino, aliás, assim incansavelmente age.

Tanto faz se tratamos de cinema, habitação, saúde, segurança, trabalho, aposentadoria, violência, transporte, todo o esforço governamental coloca o gênero masculino, desde criança até a velhice, em segundo plano.

Até os gays ficam em segundo plano se comparados às lésbicas ou mesmo às mulheres héteros. A questão não é de preferência sexual, é de gênero. Nasceu macho (gênero masculino) já basta para ser colocado pelo estado em segundo plano, independente da opção sexual. Simples e direto, assim. Se duvidam olhem o SUMÁRIO ou todo o plano do Manual das Políticas do Governo (Plano Nacional de Políticas para as mulheres – 2013-2015): http://spm.gov.br/pnpm/publicacoes/plano-nacional-de-politicas-para-as-mulheres-2013

Para saber mais sobre a política pública criticada neste artigo (OS FILMES), leia uma matéria em:  http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-02/aberta-selecao-de-projetos-de-artes-visuais-e-cinema-feitos-por-mulheres

sábado, 12 de abril de 2014

Pesca altera proporção de machos em populações de peixes

OBS: Com os seres humanos, acontece algo meio parecido. Muitos machos, ao receberem os recenseadores do IBGE se transformam em fêmeas, para enganar as estatísticas e manter o "salutar" mito machista do "excesso de mulheres", enganando mais ainda a sociedade e mantendo nerds tímidos e pobres fora da competição afetiva.

Depois que os recenseadores vão embora, os indíviduos voltam a ser machos, até o próximo recenseamento.

"8 mulheres para cada homem..." Humpf! Ainda continuo esperando...

Pesca altera proporção de machos em populações de peixes

DA NEW SCIENTIST 23/07/2010 - 16h35

Quedas bruscas na população de muitas espécies de peixes de corais podem estar ligadas a um excesso de machos, o que seria consequência direta da pesca. Além disso, a imposição de cotas pode não resolver o problema.

Em muitas espécies, particularmente aquelas em que indivíduos podem mudar de sexo, cada peixe produz menos espécimes jovens à medida que a densidade populacional cai.

"É estranho porque, à medida que a densidade populacional cai, mais recursos deveriam estar disponíveis, e populações deveriam crescer", diz Stefan Walker da Universidade James Cook, em Queensland, Austrália.

Para descobrir por que isso acontece, Walker marcou 232 peixes da espécie Parapercis cylindrica em uma lagoa na Grande Barreira de Corais, na Austrália, e seguiu seus movimentos e comportamento reprodutivo.

Parapercis cylindrica nascem fêmeas, mas se transformam em machos alguns anos depois, com haréns de 2 a 10 fêmeas.

Walker observou mais mudanças de sexo em regiões onde as populações de peixes eram pequenas. Isso levou mais machos a cortejar menos fêmeas e a uma queda no número de ovos postos por metro quadrado de lagoa.

A descoberta, descrita na revista "The American Naturalist", é aplicável para pelo menos 70 outras espécies de peixes de coral que mudam de sexo, incluindo muitas espécies normalmente capturadas por pescadores, diz Walker.

O estudo sugere que áreas de proteção marinha são uma estratégia melhor do que cotas para conservar populações de peixes. Áreas protegidas mantêm a densidade populacional enquanto que cotas permitem que as populações sejam reduzidas, aumentando a taxa de mudança de sexo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Brasil e a crise de valores

Quem está por dentro de tudo que acontece ao nosso redor, sabe muito bem disso. Infelizmente, o Brasil é um país em decadência, que prefere fugir para as ilusões e criar uma realidade paralela do que resolver os problemas. Enquanto não aparece ninguém disposto a melhorar o país e se livrar dos problemas e das confortantes ilusões, o diagnostico social será este aqui, doa a quem doer.


A provinha da Dona Valesca e sua repercussão

Hoje parece que todo mundo quer virar celebridade. Aparecer na mídia, segundo a maioria, virou "direito básico" como comer, dormir e cagar (sobretudo cagar). E quando a mídia consagra, por mais idiota que pareça, ele vira um totem, um líder, alguém com credibilidade e poder de persuasão que possui um exército de defensores a sua volta a lhe oferecer a blindagem necessária para que o tal totem, como um vaso ruim, nunca quebre.

A nossa cultura tem estado numa gradual queda rumo ao precipício. Já está se espatifando, cheia de ferimentos e arranhões. Ainda não morreu, mas pelo jeito não vai demorar para isso acontecer. Até porque os verdadeiros intelectuais morreram e já estão morrendo. A maior parte está em idade elevada. No final só vão sobrar os bundões para entupirem a nossa cultura com obras que parecem ter sido retiradas do mais fundo esgoto. Coisas que nem o mais anencéfalo asno consegue criar.

E eis que um ingênuo professor de filosofia, provavelmente excitado pelo silicone de uma fulana que é conhecida com o nome de "Valesca Popozuda", porta voz dos trogloditas que representa, resolveu colocar um trecho de uma... digamos... "música" em uma prova, chamando-a de "pensadora contemporânea". Pensadora contemporânea? Se hoje é preciso ser ignorante e grosseiro para ser "pensador contemporâneo", para mim é uma novidade. Pelo jeito, o "burro" aqui sou eu.

E mesmo que as reações fossem de reprovação a atitude do professor que resolveu puxar o saco da rainha dos trogloditas, muita gente acabou gostando. Hoje, ser ambíguo e confuso soa muito mais legal do que ser claro, racional. Cada dia que passa as pessoas acabam achando que essa massa de cor cinza que existe dentro de nossas cabeças, só serve para colocar peso nela. As religiões (ainda bem fortes hoje em dia, pensando como a 2000 anos atrás) já estimulavam o não-raciocínio há tempos. Agora é a vez da mídia e de professores como essezinho daí, fazerem o mesmo.

A aceitação cega de totens é sintomática de povos carentes e idiotizados. Sempre queremos que alguém nos guie, não importa quem seja. Se não nos prejudica em nossos interesses particulares, já nos serve como "guia" e "tutor". A troglodete metida a cantora e agora também metida a intelectual, deve ter adorado a polêmica, que serviu para consagrá-la como tutora da humanidade.

Se uma musiquinha tola sobre amor (como a do Black Eyes Peas, definido como "engajada" em um espacial no canal Multishow) e um "funk" conformista como Rap da Felicidade são tidas como "intelectuais" é porque estamos cada vez mais medíocres, abrindo mão de qualquer exigência para aceitar tudo que aparece na mídia como "cerebral" e "revolucionário". Revolucionário de quê, se ao invés de revolucionar, só piora as coisas, tornando a sociedade cada vez mais atrasada?

Para quem gostou da polêmica, um aviso: tudo que está aí de errado existe e resiste graças a mentalidades como essas que ainda não conseguem resolver os problemas cotidianos que duram décadas e mais décadas sem perspectiva de melhoras. Pessoas que querem a cultura cada vez mais idiotizada são os mesmos que são a favor da corrupção, das desigualdades e dos problemas cotidianos como violência, engarrafamentos, falência de hospitais, etc. As favelas, defendidas pela mediocridade em geral, são o palco perfeito para problemas de todos os tipos. Muito ilustrativo lembrar desse detalhe.

O professorzinho agora virou uma celebridade, graças a uma besteira. A Popozuda ganhou mais um canal de divulgação para as suas asneiras. E o povo, perdido que nem cego no meio de tiroteio, sem saber o que é ou não intelectual, aplaude sem entender nada, pensando que o simples fato de alguém ser "muderno" possa lhes dar um novo sentido para o termo "revolução". Uma revolução que nada muda. Uma revolução que nos devolve aos tempos das cavernas, para muitos o nosso verdadeiro ponto de recomeço. Um retrocesso metido a futurista.

Além do veneno: exposição mostra o 'outro lado' de águas-vivas

OBS: Apesar de alguns tipos terem veneno, uma coisa boa poderemos ver nas águas-vivas: a beleza na sua variedade de formas e de cores, que até despertam a curiosidade de muita gente, muitas vezes atraindo para a fatalidade. Esses belos seres só atacam para se defender e merecem o nosso respeito, sendo admiradas de longe.

O interessante texto abaixo, publicado no New York Times e traduzido pela equipe do site Terra, mostra em linguagem quase em forma de uma crônica, algumas curiosidades sobre esses belos e estranhos bichos.

Além do veneno: exposição mostra o 'outro lado' de águas-vivas

Natalie Angier - The New York Times

Até conhecer Doug Allen, o magro aquarista veterano com rabo de cavalo que me conduziu pela exposição extremamente popular de águas-vivas (também conhecidas como medusas ou alforrecas) no Aquário Nacional, minha experiência pessoal com elas se resumia basicamente a usá-las como desculpa para não ir nadar: "Uma água-viva pode me queimar!" Não foi isso o que aconteceu com 1,8 mil pessoas na costa da Flórida semana passada? Então, quando Allen parou de repente, trepou numa escada até o topo de um dos tanques e perguntou se eu queria segurar uma medusa-da-lua, meu primeiro impulso foi derrubar alguns alunos que estavam na frente enquanto eu disparava para a porta. Meu segundo impulso...

Tarde demais. Uma medusa-da-lua com 7 cm de diâmetro havia sido largada em minhas mãos e meu medo logo se dissolveu em fascinação. A água-viva cintilava e brilhava. Com os tentáculos recolhidos, ela lembrava um sabonete de glicerina redondo, quem sabe um diafragma transparente, e parecia ao mesmo tempo firme, balançante e viscosa, como uma fatia de fígado envolta em ovo cru. E com todo o vigor de meus carinhos, não detectei ardência.

"O veneno da medusa-da-lua comum é muito fraco", disse Anders Garm, que estuda águas-vivas na Universidade de Copenhague. "Seria preciso beijá-la para sentir". Não havia risco disso, mas quando nos separamos, ela havia deixado um beijo na palma da minha mão, um filme grudento surpreendentemente difícil de tirar. Obrigada, minha pequena lua de mel.

Entre o grande inventário de criaturas multicelulares da natureza, a água-viva parece o outro definitivo, o mais alienígena possível que seres móveis podem ser em relação a nós dentro do reino animal. Onde fica a cabeça, o coração, as costas, a frente, os conjuntos idênticos de partes e órgãos? Onde está a simetria bilateral? Ainda assim, se alguma dinastia taxonômica está destinada a receber o título de mais original, da designação de animal terráqueo genuinamente emblemático, e também para marcar o resto de nós, alienígenas arrivistas, esse posto cabe à água-viva. Um grupo diversificado de milhares de espécies de invertebrados pegajosos em formato de saco encontrado pelo mundo inteiro, a água-viva é um animal absurdamente antigo, datando de 600 milhões a 700 milhões de anos atrás ou mais. É praticamente o dobro da idade dos primeiros peixes ósseos e insetos, três vezes mais velhos do que os primeiros dinossauros.

"É o animal com múltiplos órgãos mais antigo da Terra", disse David J. Albert, especialista em água-viva do Laboratório Biológico Marinho Roscoe Bay, Vancouver, Colúmbia Britânica.

Mesmo com toda sua nobre antiguidade, a água-viva tem sido há muito tempo ignorada ou mal compreendida pelas principais correntes científicas, rejeitadas como um protoplasma estúpido com boca. Agora, numa série de novos estudos, pesquisadores descobriram que existe uma complexidade muito maior e sutileza nas medusas do que podemos ver. Na edição de 10 de maio de Current Biology, Garm e seus colegas descrevem o surpreendente sistema visual do cubozoário no qual um conjunto interativo de 24 olhos de quatro tipos distintos - dois dos quais muito parecidos com os nossos - permite que essa água-viva navegue feito um marinheiro experimentado pelos manguezais onde habita.

Em The Journal of Experimental Biology, Richard A. Satterlie, biólogo marinho da Universidade da Carolina do Norte, campus de Wilmington, recentemente contestou o senso comum de que a água-viva não tem qualquer semelhança com o sistema nervoso central de que nós, vertebrados mais evoluídos, nos orgulhamos tanto. A distribuição das células nervosas da água-viva pode ser comparativamente mais espalhada do que num animal com cérebro e medula espinhal óbvios, afirmou Satterlie, mas a disposição está longe de ser confusa. Investigações detalhadas recentes da arquitetura neural e sua atividade revelaram evidências de 'condensação neuronal', lugares onde os neurônios se aglutinam para formar estruturas distintas que atuam como centros integradores - recebendo a informação sensorial e a traduzindo na resposta apropriada.

"No fim das contas, a água-viva faz muito mais do que as pessoas pensam e quando os livros escolares dizem que elas não têm sistemas nervosos centralizados, isso está completamente errado".

Albert dá um passo além, insistindo ser justo declarar que a água-viva tem cérebro. Ele passou anos estudando a população residente de medusa-da-lua em Roscoe Bay, começando pela simples questão: como pode haver uma população residente? A maré enche e esvazia a baía todos os dias. As águas-vivas deveriam ser como o plâncton, à mercê das marés. Então por que não são simplesmente levadas pela maré para o mar aberto, somente com um boa-noite da lua? Albert descobriu que as águas-vivas não são flutuadoras passivas. Quando a maré começa a vazar, elas pegam a onda até atingirem uma barra de cascalho, quando então mergulham atrás de águas tranquilas. Elas permanecem nesse oásis calmo até a maré começar a encher, quando sobem e são levadas para a baía. Ele também descobriu que as águas-vivas têm medidores de salinidade e, no verão, evitam a água doce lançada na baía pelo degelo das montanhas, voltando

a mergulhar até encontrarem um nível de sal agradável. Elas gostam de se agregar em bandos e, por meio de assinaturas moleculares na parte externa dos sinos, podem distinguir entre medusas amigas e espécies predatórias de água-viva que podem comê-las.

"Se uma medusa-da-lua é tocada por uma água-viva predadora, ela se vira e nada para cima", disse Albert. "Mas quando bate em outra espécie benigna de água-viva, como costuma fazer, não acontece nada".

O registro de atividade da água-viva cresceu demais para ser ignorado.

"Examinando todos esses comportamentos, é preciso se perguntar o que seria necessário para organizá-los e executá-los", ele argumentou durante uma entrevista telefônica. "Não são simples reflexos; são comportamentos organizados". Albert concluiu que ela precisa ter algum tipo de cérebro. "Um cérebro controla comportamentos".

Escrevendo no começo do ano para Neuroscience and Biobehavioral Reviews, ele sumarizou suas observações comportamentais sob o título "O que uma água-viva tem na cabeça?" Ao que ele respondeu: "Muita coisa". Cérebro, beleza e também cafonice. Entre as medusas em exibição em Baltimore estavam as que pareciam corações pulsantes, outras, cogumelos malhados, também havia algumas como guarda-sóis com babados demais, e esta aqui daria um chapéu elegante para um casamento real.

"É um abajur estilo 'lâmpada de lava' vivo", disse Jack Cover, curador-chefe do aquário. Segundo Allen, os visitantes ficam tão hipnotizados por elas que "as águas-vivas têm uma popularidade próxima da dos golfinhos". O que é uma coisa boa, considerando que a infraestrutura necessária para manter saudáveis as sílfides de carne mole pode custar milhões. "Manter águas-vivas é uma arte refinada", disse Vicky Poole, gerente da exposição. "É quase como manter muco".

Todavia, elas não têm problemas para sobreviverem na natureza e são encontradas em alto-mar, regiões costeiras, lagunas e algumas se viram na água doce. Com uma exigência modesta de oxigênio, as águas-vivas podem viver em "zonas mortas" depois das algas e outras águas poluídas impraticáveis para a maioria da vida marinha - nada surpreendente para um grupo que sobreviveu a cinco extinções em massa.

Águas-vivas adultas variam em tamanho desde a australiana irukandji, do tamanho de uma unha, à medusa-juba-de-leão, que tem um sino de 2,5 a 3 m de diâmetro e tentáculos arrastando-se por 30 m ou mais.

Uma característica das águas-vivas é a simetria radial, um plano corporal concêntrico mais comumente associado a flores do que animais e que lhes permite nadar ou flutuar em linhas retas. Todas elas são carnívoras, alimentando-se de plâncton, crustáceos, ovas de peixe, pequenos peixes e outras medusas, ingerindo e expelindo pelo mesmo buraco conveniente no meio do sino.

Elas não caçam de forma ativa e usam os tentáculos como redes flutuantes. Se um peixe tocar nas extensões muitas vezes invisíveis, a pressão aciona as células do tentáculo responsáveis pela ferroada a lançar arpões minúsculos com neurotoxinas. Nas espécies mais venenosas, as toxinas agem rápida e inequivocamente, para impedir qualquer dano ao delicado tecido do predador.

"Se uma água-viva fosse engolir um pitu que não estivesse completamente morto", explicou Garm, "ele furaria seu estômago". Alguns desses venenos infalíveis terminam tendo potência suficiente para matar animais muito maiores que a medusa não tem intenção de comer, como humanos. O mais famoso é a medusa australiana vespa-do-mar, cujo ferrão pode matar um homem adulto em questão de segundos ou minutos. Contudo, como os arpões são rasos, os australianos descobriram que podem se proteger enquanto nadam em águas com vespas-do-mar simplesmente cobrindo a pele exposta com uma meia-calça.

As medusas da classe Cubozoa parecem levar muitas coisas a extremos. Num novo relatório sobre cubozoários, Garm e seus colegas buscaram entender por que as criaturas desenvolveram uma bateria de olhos tão complexa. Alguns dos tipos de olhos servem apenas para medir a luz e a sombra, como em outras águas-vivas. A equipe se concentrou num tipo de olho refinado só encontrado em cubozoários. Os olhos têm córnea, cristalino e retina, como os de humanos, e ficam suspensos em pedúnculos com cristais pesados numa ponta, uma espécie de giroscópio para garantir que eles estão sempre apontados para cima. "O cristal funciona como peso", disse Garm. "Não importa como a água-viva se reorienta, o pedúnculo dobra e os olhos são virados para cima".

Por que olhar fixamente para o céu? Os pesquisadores determinaram que ela olha para cima buscando orientação navegacional. Os animais vivem e se alimentam entre as raízes subaquáticas das árvores de manguezais sombrios.

De noite, são levadas das árvores e afundam no leito lodoso da laguna aberta. De manhã, precisam voltar às raízes ou passar fome. Elas rumam à superfície e os olhos voltados para cima vasculham o céu, até encontrar a copa das árvores do mangue, quando começam a nadar para casa.

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