Mas isso acabou há tempos. Os mecanismos de busca estão cada vez mais limitados, tanto na qualidade como na quantidade de resultados. Os resultados agora priorizam a popularidade - até para preservar o pensamento único, servindo de "solução" para o medo da burguesia de que a população passaria a ser esclarecida com a não limitação da internet.
Hoje, não se encontra exatamente tudo. Há assuntos cujos resultados são bem limitados. Sites e informações mais antigas são escondidas pelos mecanismos de busca, que nunca vão além de poucas páginas de resultados. E claro, a mencionada preferência por resultados populares.
Mas não é só. Dependendo das palavras chaves, os resultados podem levar aquilo que a pessoa não estava procurando. Você procura uma coisa e encontra outra que nada tem a ver. Não raramente os resultados tem um viés ideológico a favor dos próprios magnatas de Big Tech, que são modernos na aparência e comportamento, mas bastante retrógrados nos interesses e ideias.
Mas como os magnatas de Big Tech querem exclusividade para seus produtos, além de tentar impedir a conscientização da humanidade, trataram logo de demonizar a Deep Web (que no fundo é o conjunto de sites ignorados pelos mecanismos de busca oficiais), confundidos com Deep Web (parte da internet onde há sites suspeitos, fora-da-lei e espalhadores de vírus e ameaças virtuais e reais).
Sabe-se que os mecanismos de busca oficiais atualmente só conseguem achar cerca de 1% do que existe na internet. Quem quer uma pesquisa plena e isenta e tem receio de procurar a Deep Web acaba se contentando com os escassos resultados de sua busca limitada.
Isso foi o meio encontrado pelos os magnatas de Big Tech para que seus interesses e os de outros magnatas não pudessem ser ameaçados com o esclarecimento intelectual que uma internet ilimitada poderia dar a população. Isso explica porque, mesmo com a internet, estamos cada vez mais burros, insensíveis e teimosos. Cada vez piores como seres humanos.

