sexta-feira, 31 de julho de 2015

Caos carioca: uma cidade fora dos trilhos

Três enguiçando ou atropelando, e autoridades perdendo o rumo numa cidade fora dos trilhos que é o Rio de Janeiro.

A Supervia havia autorizado ontem que um trem que atropelou um cidadão passasse em cima dele porque "tinha a altura necessária" para passar em cima "sem atingir o corpo".

No entanto, o trem passou e esmagou o corpo e o cidadão, Adílio Cabral dos Santos, foi enterrado hoje à tarde.

Claro, as autoridades do Transporte no Rio de Janeiro não sabem o que é povo, não sabem o que são certos problemas e transtornos e a impressão que se tem é que seus técnicos ficam brincando com WhatsApp ou fazendo urbanismo de joguinhos eletrônicos.

Por isso deixaram um passageiro ser atropelado por um trem e depois ser esmagado por outro. E esses técnicos ainda se acham os maiorais, pasmem...

Charrete parada há muito tempo no caminho

Um homem viu uma charrete antiga parada no caminho. A essas alturas, o burrico que a carregava já faleceu e a charrete está tão antiga que até a cadeira está com o estofado mofado e um pouco saindo de seu lugar.

- Moço, me conta um pouco dessa charrete. É verdade que ela ficou parada no meio do caminho? - disse um homem a um caipira que descansava numa proximidade.

- Ah, sim, ficou parada, sim, senhor! - disse o caipira, com seu sotaque típico. - O burrico é que empacou, depois levaram ele e a charrete ficou sei lá por quê.

- E o burrico, o que ocorreu? - perguntou o forasteiro.

- Ih, meu amigo, ele já morreu faz tempo. Nem sei como, só sei de uns terceiros. Acho que morreu de doente, deve ter comido fruta ruim. - disse o caipira.

Os dois ficaram em silêncio. O forasteiro olhava a charrete, com curiosidade, embora não houvesse aspecto diferente que lhe chamasse a atenção. Na verdade, o forasteiro estava refletindo nos tempos em que a charrete era mais nova e funcionava para os passeios e transportes de gente de um lugar para outro na roça.

Desta vez, foi o caipira que, depois de ficar olhando para o céu - na verdade, estava pensando também em alguma coisa, sabe-se lá o que é - , passou a perguntar.

- Na sua roça, moço, as charretes também costumam parar no meio do caminho?

"Roça, o Rio de Janeiro?", pensou o forasteiro, tentando controlar o riso.

- Ah, sim. Na minha roça as charretes param, sim. Antigamente tinha um monte de percurso longo, da Penha para Praça Seca, da Cascadura para a Gávea, de Bananal, na Ilha do Governador, para Madureira, da Penha para o Méier, e hoje o coronel da roça, quer dizer, o "prefeito", com seu secretário de Transportes, decidiu que os percursos parariam no meio do caminho por causa de um cartão eletrônico.

- Nossa, os percursos agora param no meio por causa do tal cartão eletrônico? Por que que isso ocorre, senhor?

- É porque criaram umas tais de "linhas alimentadoras", que agora se dividiram em duas. As linhas de cá param no meio do caminho e as linhas de lá também. Isso porque você terá que pegar, no tal meio do caminho, uma espécie de trenzinho, igual àqueles dos parques de diversões, só que sem trilhos, são todos cobertos e têm um ventilador que solta ar gelado por dentro. E parecem foguetes de desenho animado, sabe? Chamam isso de BRT.

- Sim, sim, continue. - disse o caipira, curioso. - Agora essa de chamar de "alimentadora" um troço desses é que dá bicho na cabeça. Linha alimentadora para mim é barbante comestível e vitaminado.  Mas deixa isso pra lá. Continue.

- Aí você paga o tal cartão eletrônico. É como numa quermesse. Você paga a roda gigante e a Montanha Russa com uma só tarifa. É assim que funciona, mais ou menos. E, como no parque de diversões, você tem limite de horário, se estiver dentro daquele horário, você vai da Penha para Madureira e depois pega o percurso Madureira para o Méier ou para a Praça Seca.

- E por que tem limite de horário? - perguntou o caipira.

- É, porque, assim como no parque, a promoção vale por uma noite, o passeio de charrete pelos percursos que param no meio do caminho só permitem o uso do cartão eletrônico, que chamam de Bilhete Único, durante cerca de duas horas. O problema é que tem muita carroça nas vias carroçáveis da roça, né, e aí, você sabe, se o trânsito empacar o cartão eletrônico perde a validade. E aí você tem que pagar duas contas, entende bem?

- Acho que eu entendo, sim. Mas como a sua roça é muito complicada. O coronel de lá não deve ser homem de visão mesmo. Deve pensar muito pequeno para cuidar de uma cidadezinha com a sua e deixar os problemas crescerem. - concluiu o caipira.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

"Burrito" empaca e a "manada" tem que desembarcar fora do ponto

O BRT (Burrito Retarded Transit), uma das maiores invenções dos coronéis e xerifes das mais caipiras roças brasileiras, fez o que seus testes, por falta de certos procedimentos preventivos, não conseguiu prever: EMPACOU.

Pois essa espécie de pau-de-arara coberto e com uma espécie de caixinha inserida, que solta um vento gelado nos bóias-frias que se servem desse transporte de gado, teve um desses veículos enguiçados quando chegou a uma espécie de curral que atendia pelo nome de "Terminal Alvorada".

Quem pôde chegar a esse curral saltou e foi fazer sua andança para pegar outras carroças, principalmente para pegar aquelas linhas que agora param no meio do caminho, como verdadeiros trajetos de roça feitos para empacar, e que os políticos, com mania de parecerem urbanos para os gringos chamam de "linhas alimentadoras".

Os intervalos nos dois corredores tornaram-se irregulares, os recintos do galpão - que os coronéis que comandam essa roça chamada Rio de Janeiro chamam de "plataformas" - ficaram superlotados e os passageiros que vinham de fora, saindo dos comboios que se acumulavam pela estrada - uma via carroçável que atende pelo nome oficial de "Av. das Américas" - estavam desorientados na hora de entrar pelo curral.

Capatazes rurais que oficialmente são conhecidos como "equipe operacional do BRT Rio" tentaram guiar a "manada" para entrar no curral sem problemas, mas quem se recusava a levar essa "vida de gado, de povo marcado e gente feliz" alegava que a coisa estava mais confusa do que uma tropa de cavalos no cio correndo pela relva.

Pessoas ainda tentavam atravessar a via carroçável tentando o máximo de cuidado para não serem atropeladas pelas charretes que disparam feito cavalo em hipódromo que diariamente percorrem esse caminho da roça.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Parece cidade do interior

Junte-se os elementos desse dramalhão. Um bando de fanáticos por uma modalidade esportiva esperam para comprar ingressos para uma partida a ocorrer numa famosa arena.

De repente, os organizadores alegaram não haver ingressos suficientes para os torcedores rubro-negros, já que o Clube de Regatas Flamengo é um dos times mais populares do Rio de Janeiro e justamente era o time da casa, a enfrentar o Santos Futebol Clube, no próximo domingo.

Irritado, um grupo de vândalos decidiu derrubar as grades que delimitavam as filas, a incendiar as bilheterias e derrubar os computadores e outros objetos existentes. As bilheterias tiveram que ser fechadas.

Parece cidade do interior, com venda de ingressos que mais parece de rodeio do interior. Não arrumaram ingressos que incluíssem justamente os da superpopulosa torcida do Flamengo. Paciência, a Rede Globo e a Confederação Brasileira de Futebol mandam no Rio de Janeiro, promovem o futebol como se fosse a maior religião do universo e assim os times cariocas têm um número descomunal de torcedores. 

Além do mais, com uma tradição de escolas em greve - parece efeméride anual, mas é protesto anual contra falta de recursos para a Educação - e uma mídia "popular" que "educa" os cidadãos através da truculência de programas policialescos, logicamente aparecem vândalos fazendo quebra-quebra que é a única forma que suas ignorâncias permitem para protestar contra alguma coisa.

De um lado, um estoque de ingressos com quantidade para rodeios de cidades interioranas. De outro, vândalos que só protestam contra certos problemas através da destruição de bens e na agressão a pessoas que odeiam. Como o Rio de Janeiro virou roça!

Teto do Madureira Shopping caiu ontem à tarde

O teto do Madureira Shopping, que, pelo nome, fica em Madureira, é claro, caiu ontem à tarde, assustando a freguesia, mas sem deixar feridos.

Com toda a certeza, é falta de manutenção constante e preventiva que causou essa quase tragédia.

Mas também essa omissão é fruto de outro desastre maior, que é a visão provinciana e caipira da sociedade carioca. Só um xopingue com mentalidade de cidade do interior permite que um teto caia em dia de expressivo movimento.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Os Reis do Nhem-Nhem-Nhem vêm com uma Festa de Arromba


Eles já estão há um bom tempo fazendo uma Festa de Arromba, mas agora pretendem ir mais longe. O Grupo The Bestas, formados pelos quatro rapazes fabulosos do PMDB carioca - Eduardo Cunha, Eduardo Paes Luiz Fernando Pezão e Carlos Roberto Osório - já fazem um grande barulho na política do Rio de Janeiro e até do Brasil.

Com agressividade olímpica eles fazem com a Constituição Federal o que o The Who fez com seus instrumentos durante suas primeiras apresentações. Mas até as leis são jogadas na fogueira, tal qual Jimi Hendrix fez com sua guitarra uma vez.

Atraindo multidões a fazer protestos (contra) eles na Av. Pres. Vargas, no Largo da Carioca - para não dizer o faroeste que rola nos complexos do Alemão e da Maré - os quatro rapazes do Livre Mercado abandonaram o público, quando perceberam que a barulheira os impedia de conhecer suas ambições pessoais.

Aí eles se isolaram no estúdio, para promover seus grandes projetos pessoais. Criaram o álbum Sargento Olimpo e o Clube dos Atletas Solitários, com ambições olímpicas. Prestaram tributo a Sérgio Cabral Filho, o "quinto besta", "morto" pelos escândalos políticos divulgados na imprensa. Os parceiros ainda têm esperança de uma "ressurreição" que reponha Cabralzinho de novo na estrada.

Depois, criaram o disco Magical BRT Tour, em que a criatividade do Carlos Roberto Osório, que, considerado o mais brincalhão do grupo, depois participaria, como ator, do filme 200 UPPs, projeto do grupo Zé Beltrame and The Mothers of Intervention.

Osório, seguindo a escola de Alexandre Sansão, dos tempos do Silver Bestas, despejou pintura padronizada nos ônibus executivos e lançou um estilo que permitiu que linhas de ônibus fossem partidas ao meio para gerar "alimentadores" e ainda faz seus discursos tentando explicar por que trens e metrôs volta e meia se desviam dos trilhos.

Se Osório é o humorista do grupo, podemos definir Eduardo Paes como o mais irônico, Eduardo Cunha como o mais romântico (vide seu amor a Deus e à Bíblia) e Luiz Fernando Pezão, com aquele jeito de guru esotérico, o mais místico dos quatro.

O problema é que a Festa de Arromba não tem fim anunciado. Seu Let It Bosta é lançado como um começo de uma nova fase. A carreira-solo de Eduardo Cunha em Brasília, liderando a "banda de música" oposicionista da Câmara dos Deputados, é apenas um trabalho paralelo. O cenário do PMDB carioca ainda prepara novos voos de Ícaro. Abaixemos nossas cabeças, serão voos rasantes!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Caubóis do faroeste dos EUA estão irritados com as UPPs

Os caubóis do faroeste dos EUA estão bastante furiosos. Eles querem pegar o grupo político de Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão.

Eles estão reclamando da concorrência, já que eram os caubóis os homens fora-da-lei, os bandoleiros destemidos e os únicos que abrem fogo contra seus inimigos.

Eles agora estão irritados porque as áreas "pacificadas" (?!) pelas UPPs viraram agora zonas sem-lei, com bandoleiros (traficantes) atirando a esmo, eliminando até inocentes que se encontram no meio do caminho.

Os caubóis sabem muito bem que o Rio de Janeiro virou uma grande roça, tomado de um provincianismo doentio, e as áreas das UPPs acabaram virando arremedos de faroeste à carioca, com suas favelas que, por suas casas degradadas, parecem virem do tempo de Buffalo Bill.

domingo, 26 de julho de 2015

Dois pesos, duas medidas

No hoje caótico, ditatorial e corrupto sistema de ônibus do Grande Rio, nota-se que existem dois pesos e duas medidas quando o assunto são irregularidades nas empresas de ônibus.

A Turismo Trans1000, ligada a "peixes grandes" da política e do Judiciário da Baixada Fluminense, levou seis anos para ser cassada, e, mesmo assim, depois de intensa pressão das associações de moradores das cidades atendidas.

Um sócio foi assassinado, a empresa não renovava frotas, só comprava carros de segunda mão e mantinha-se de pé, mesmo quando vários acidentes aconteceram, um com morte que mal foi divulgado na mídia.

A Transportes Paranapuan, empresa "rebelde" de um consórcio, cujo dono não parece ter muito destaque no ramo, era contra a pintura padronizada, se desentendia com outros empresários do consórcio Internorte, e teve dois trágicos acidentes num prazo de dois anos. Perdeu oito linhas.

A Paranapuan ainda teve a linha 910 Bananal / Madureira, uma das mais rentáveis e tradicionais da empresa, esquartejada por causa dessa bobagem chamada Bilhete Único. A linha foi substituída por um trajeto que já é coberto por uma zaralhada de empresas.

Que a empresa tem irregularidades, é verdade. Mas outras também tem. A Verdun, Matias, Acari, Madureira Candelária, Pavunense, Rubanil, Real, Braso Lisboa etc etc etc. A Pavunense foi substituir a Madureira Candelária em uma linha e já rodou com um carro semi-novo com remendos numa das janelas que perigava cair.

Quanto à Transmil, é muito estranho essa disparidade de reações. Ela já sofria acidentes diversos e graves desde 2009, e nada era feito contra ela. Apenas o setor Japeri - Queimados saiu de suas mãos, mas manteve outros setores (Nova Iguaçu, Nilópolis e Mesquita) que as autoridades durante um tempo fingiam ignorar as irregularidades.

A Transmil tinha até blindagem de busólogos pelegos, que se irritavam com os protestos contra a empresa, até o ponto em que tais manifestações se tornaram mais intensas e chegavam a repercutir no Poder Legislativo das cidades da Baixada. 

Aí, tiveram que engolir seco. Não fosse a pressão do povo, a Transmil continuaria circulando até hoje com a mesma tosca "renovação" de frota comprando carros velhos, sempre vivendo dos restos que as empresas cariocas despejam (e olha que os ônibus cariocas estão quase todos sucateados, até os da Zona Sul).

Já a Paranapuan, foi rápido. Oito linhas lhe foram tiradas das mãos, enquanto antes uma lhe foi esquartejada de forma "positiva". por causa do sistema BRT (Bullshit Ridiculous Transit), as latas de sardinha king size dos ônibus cariocas. 

É certo que a Paranapuan anda muito deficitária, mas a intervenção só se deu porque a empresa não tinha "peixes grandes" amigos das autoridades, como a Transmil, que parecia receber tratamento vip do poder político e posava de vítima quando denunciada por irregularidades.

Já existe uma ameaça de cassação da empresa, o que fará a festa da politicagem de uns grupos empresariais que devoram feito urubus comendo carniça linhas que já foram de empresas deficitárias, como Translitorânea, Andorinha, Rio Rotas e outras, sem que se leve o critério de área de bairros ou de proximidade de garagem.

sábado, 25 de julho de 2015

Alexandre Nero critica invasão de privacidade no seu casamento

Alexandre Nero, ator de muitos trabalhos e, mais recentemente, tendo sido protagonista da novela Império, da Rede Globo, reclamou da exploração da imprensa sobre os preparativos e a cerimônia de casamento do ator com a namorada Karen Brusttolin, com quem espera uma filha.

Ele não queria ser fotografado na rua, enquanto se preparava para a cerimônia, e queria que as núpcias tivessem sido mantidas em segredo, para o bem da privacidade do casal.

Nos EUA, os atores Ashton Kutcher e Mila Kunis, que haviam sido colegas de elenco do seriado De Volta aos Anos 70 (That 70's Show), que já têm uma filha, Wyatt, se casaram em uma cerimônia íntima que só teve amigos e parentes, sendo a imprensa mantida à distância.

"Era para ser segredo, e algo extremamente íntimo e particular, mas como não deixam que isso aconteça nem na marra, então vamos esclarecer as coisas. Se exigem rótulos, nomes e significados preferimos 'celebração de amor', pois o festejo é pelo Noá, que já está a caminho", queixou o ator no Instagram.

Apoiamos completamente Alexandre Nero. Afinal, famosos também precisam de privacidade. Eles são, acima de tudo, seres humanos que necessitam e merecem sossego. Além disso, a imprensa brasileira do entretenimento deveria parar de agir como se estivéssemos na roça, onde se pode entrar em qualquer quermesse e pegar até pedaços de doces e salgados escondido.

Mas como o Rio de Janeiro está uma roça, fica difícil explicar para a mídia local a respeito disso, ainda mais num contexto em que sub-celebridades como as "boazudas" e os ex-BBBs querem fama a qualquer preço. Daí o apetite descomunal dos paparazzi brasileiros, mais afoitos em relação aos dos EUA.

Parar para mobilizar

Ontem os taxistas protestaram contra um tal aplicativo Uber que, de maneira duvidosa e "livre", estabelece contato pelos smartphones entre motoristas e passageiros. É ao mesmo tempo uma elitização e uma liberalização, porque carros particulares podem participar. Além do mais, tecnologia demais na chamada mobilidade urbana soa como a esmola excessiva para um santo...

Pelo menos, na manhã de ontem, pessoas puderam parar para mobilizar. Por algumas horas vimos que os cariocas não aceitam as coisas que vêm "de cima", como uma "novidade tecnológica"...

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Prateleira de frios e de laticínios está vazia

O desabastecimento anda solto de vez em quando nos supermercados do Grande Rio.

É porque o Rio de Janeiro anda muito provinciano, mais parecendo roça do interior.

Isso porque o Rio de Janeiro está dentro de uma zona central de grandes fornecedores e de uma diversidade de fabricantes e distribuidores de produtos.

Só que, de vez em quando, muitos produtos acabam faltando nas prateleiras, já que a boa demanda dos mesmos não faz nossos gerentes terem a logística necessária para repor regularmente os produtos.

E, no caso dos laticínios, muita coisa falta para a alimentação básica das pessoas, sobretudo no café da manhã.

Das bebidas lácteas, só sobram aquelas básicas de morango que não chegam a ter um litro mas têm um preço que daria mais para três litros.

Mas os cariocas "mais bovinos" nem se preocupam com isso.

Para eles, basta que cerveja não falte, e até agora não lhes faltou. E olha que eles gostam de cerveja com sabor qualquer nota: uma espécie de mistura espumada de urina com remédio de dipirona.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cariocas vivem em função do futebol


É sabido que brasileiros são fanáticos por futebol. São tão fanáticos que tratam aquilo que deveria ser apenas uma forma de diversão como obrigação cívica e social. isso acontece em quase todo o país mas é intensificado no Rio de Janeiro, terra dos times mais famosos e mais bem sucedidos do país.

Aqui no Rio de Janeiro, gostar de futebol é regra de etiqueta. A sociedade tratou de se dividir em quatro grandes grupos baseados nos quatro times mais bem sucedidos: Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Obrigatoriamente, os cariocas devem pertencer a um desses quatro grupos. Quem se recusa a fazer parte de um desses quatro, sofre preconceito. Se assumir que não curte futebol a coisa piora, semelhante ao que acontece com ateus em uma nação altamente religiosa.

Se os torcedores do Bangu e do América recebem chacota, mesmo gostando de futebol, por torcerem por times fadados ao fracasso e consequentemente à impopularidade, para os que assumem passar longe de qualquer gramado ou televisores com telas esverdeadas é reservado o pior: preconceito.

Como eu falei, assumir que não curte futebol é tratado como uma heresia, como os ateus são tratados em sociedades altamente religiosas. Não gostar de futebol no Rio de Janeiro é considerado uma ofensa. É como se uma pessoa te convida para ir a uma festa ruim organizada pelo próprio anfitrião e você dizer na cara dele que não gostou da festa. Cariocas entendem que o futebol é  melhor que tem a oferecer e você tem que gostar ou pelo menos tentar fazer parte da festa, mesmo sentado quieto.

Os não-torcedores reclamam de muito preconceito sofrido pela não adesão ao maior ópio do carioca depois da religiosidade (cariocas são altamente religiosos). Há relatos de gente que perdeu emprego por não gostar de futebol ("não teve 'espírito de equipe' nas atividades extra-trabalho") e outros relatos falam em perda de amigos ou até mesmo surgimento de inimizades por isso.

É grave, pois não há lei na Constituição que obrigue uma pessoa a gostar de futebol. Se há uma lei social ela é informal e cobrada de forma livre pelos próprios cidadãos que sonham em ver o seu lazer favorito se transformar em uma unanimidade, dando a ilusão de que o gosto pelo futebol seria biológico (o que é uma asneira sem tamanho).

O ideal que o preconceito acabasse e que as pessoas assumissem que nem todos gostam de futebol. Será que os cariocas gostariam que alguém os obrigasse a gostar, por exemplo, de basebol? Pensem nisso e não transformem o prazer por uma forma de diversão em fonte de injustiças e de inimizades.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Morreu Luiz Paulo Conde, o "pai" das linhas de ônibus esquartejadas

Você que trabalha ou estuda na Gávea e mora em Madureira, que é obrigado a pegar um ônibus para a Barra da Tijuca e daí pegar um BRT lotado para o referido subúrbio.

Você que mora na Ilha do Governador e quer tem que pegar um ônibus para o fundão e daí pegar o BRT superlotado para Madureira. 

Você que mora na Penha e, para ir para a Praça Seca, precisa ir primeiro para Madureira e daí pegar um "alimentador" para o destino final, pode "agradecer" a Luiz Paulo Conde, que pensou em tudo isso que você é obrigado a aguentar no sistema de ônibus carioca.

Ele queria copiar o paranaense Jaime Lerner, filhote da ditadura que foi se passar por "urbanista progressista". Encomendou um bando de acadêmicos incoppetentes para bolar um sistema de ônibus com linhas esquartejadas, padronização visual nas empresas, eliminação de terminais no Centro (haja caminhada) e redução de ônibus em circulação nas ruas (haja espera...).

O plano, anunciado em 1998, quando Conde era prefeito desse Alabama à brasileira que é a Cidade do Rio de Janeiro, não foi implantado e os tecnocratas ainda foram arrogantes. Acharam que era um "plano genial", espernearam na imprensa e choraram feito criancinha teimosa quando a mãe lhe nega a compra de um brinquedinho. Aí tinha técnico tal e político qual falando como se tivessem "descoberto a origem do universo" quando queriam apenas implantar um sistema de ônibus no qual o passageiro seria o maior prejudicado.

Mas, para alívio dessa gente enclausurada e autista nos seus escritórios e colegiados, que pensam a cidadania através de programas como Photoshop e Power Point, para não dizer o joguinho The Sims ou Second Life, o projetinho dele está sendo implantado pelo autoritário PMDB carioca, o mesmo do aspirante a ditador Eduardo Cunha, mas através de seus amiguinhos festivos ligados ao xará Eduardo Paes.

Com isso, as pessoas pegam ônibus errado, têm que saltar no meio do caminho, pegam BRTs superlotados (sim, BRTs ficam superlotados) e ainda têm que esperar até uma hora para pegar certas linhas de ônibus ("calma", as autoridades garantem que TODOS os cariocas terão muito mais tempo para esperar um ônibus, até para ter tempo de ver coisas "importantes" no WhatsApp, como cachorrinho abanando rabo e bebê dublando Louis Armstrong).

Isso se deu a partir do "sonho" do arquiteto Luiz Paulo Conde, tão especialista em ônibus quanto Tiririca é de física quântica. Hoje o PMDB carioca está de luto, enquanto o povo carioca continua lutando contra todos os transtornos para tentar, de forma olímpica, pegar um ônibus sem sofrer danos sociais (para não dizer profissionais) diversos.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mulheres que brigam por um bebê recorrem ao Rei Salomão

Duas mulheres brigam por causa de um bebê, já que qualquer uma delas reivindica a maternidade e, portanto, o direito de cuidar da criança.

Elas, não podendo resolver sozinhas a discussão, recorreram ao Rei Salomão, expondo o problema. O rei as ouviu pacientemente, escutando quieto o relato de cada uma.

Depois que ouviu as duas partes, o rei deu uma solução para as duas mulheres.

- Vocês podem resolver a questão através do par ou ímpar. - disse então Salomão.

- Mas, Majestade - perguntou uma das mulheres - , a solução não seria cortar o bebê em dois, como um desafio para nossa tão intransigente briga?

- Não, minhas caras. - disse o rei. - Quem sugere cortar o único bebê em dois é a Prefeitura do Rio de Janeiro.

- Mas, como assim? - disseram as duas mulheres.

- É que cortar uma coisa em duas é especialidade da prefeitura carioca. Assim, se o bebê for cortado em dois, gerarão dois bebês "alimentadores", enquanto será elaborado um Bebê Rapid Transit para integração através da Maternidade Única.

domingo, 19 de julho de 2015

SMTR quer tirar filmes Velocidade Máxima 1 e 2 de circulação

FILMES SERÃO CORTADOS PELA METADE E VIRARÃO "ALIMENTADORES".

A Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura do Rio de Janeiro quer tirar os filmes Velocidade Máxima 1 e 2 (Speed 1 e 2) de circulação para relançá-los em novas produções em que os enredos estejam pela metade.

Dessa forma, os técnicos da SMTR pretendem cortar a segunda metade do primeiro filme e a primeira metade do segundo filme, de forma a relançá-los como blockbusters "alimentadores", para garantir assim o sucesso da Bilheteria Única para a compra dos DVDs.

A medida tem como objetivo lançar um outro filme, Mobilidade Máxima (BRT Speed), um episódio único que adapta os trechos cortados dos dois filmes para o contexto carioca, deixando as partes cortadas originais para o esquecimento ou o usufruto dos ianques.

Aviso: em vez de "A Namorada", de Carlinhos Brown (cortada do segundo filme "alimentador"), os produtores de Mobilidade Máxima pretendem escolher uma música de Naldo Benny, Nego do Borel, Ferrugem (não o do antigo comercial do Ortopé, mas um ídolo novo que está aí), Péricles ou, para quem quer "sertanejo", o João Gabriel, espécie de sósia do Caio Castro.

Quanto à atriz, Sandrinha não vai poder participar, primeiro, porque os tecnocratas acham ela "velha" - coisa de machista, ainda mais porque Sandra Bullock mantém a aparência de gatinha que a consagrou - e eles vão tentar escolher Anitta para fazer o papel. Ou, pelo menos, a MC Lexa.

sábado, 18 de julho de 2015

Isso é que dá eleger um cara desses


Isso é que dá votar em Eduardo Cunha.

Ele tornou-se presidente da Câmara dos Deputados e segundo suplente da Presidência da República - ou seja, na ausência de Dilma Rousseff e Michel Temer, é Cunha que vai governar o país - e adotou medidas bastante autoritárias e antipopulares.

Agora se assumiu de oposição ao próprio governo do qual poderá herdar o poder por alguma eventualidade e prepara uma reforma política para tentar ser primeiro-ministro ou, pelo menos, pavimentar seu caminho para o Planalto.

E tudo isso provocando um grande estrago ao país com suas ideias que prejudicam brasileiros dos oito aos oitenta, com pobres meninos indo para a cadeia e velhinhos trabalhando demais da conta, além de adultos fazendo bico com baixos salários e sem qualquer garantia social.

É, muitos cariocas estão dando mau exemplo para o país, elegendo um sujeito desses. Depois eles não gostam quando se fala que o Rio de Janeiro ficou matuto que só.

Uma roda soltou de um ônibus e matou um passageiro


Uma roda se soltou de um ônibus da Transportes Paranapuan e atingiu um passageiro, que morreu dias depois.

Isso se deve porque, há cinco anos atrás, parafusos se soltaram das mentes de alguns políticos que achavam que entendiam de transporte coletivo e atingiram a população, causando sérios prejuízos.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Paulistas fazem o que os cariocas não tiveram coragem de fazer

Talvez os cariocas estivessem esperando um paulista como Luciano Huck, para não dizer o craque Neymar, para se mobilizarem para alguma coisa.

Eles esperam que pessoas com um máximo de visibilidade possam lhes dizer o que se deve fazer ou o que contestar. Como os paulistas da revista Veja, que, pelo jeito, só não decai de vez por causa dos leitores cariocas.

Pois devem esperar que paulistas lhe digam que, entre outras coisas, a pintura padronizada nos ônibus é uma medida nociva e antipopular, e que o grupo político que decidiu essa barbaridade tem como um dos membros o ultra-autoritário presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que, entre outras coisas, quer que o trabalhador brasileiro ganhe menos e não tenha garantias sociais.

Claro que São Paulo está uma roça, como todo o Sul e Sudeste tomados da violenta e contagiosa epidemia do narcisismo provincianista. Mas, pelo menos em Sampa, há gente com coragem de se mexer contra alguma arbitrariedade.


Banda de pop-rock vai brincar de ser indie em gravadora das Organizações Globo

A banda Scalene tem como grande virtude fazer boas fotos imitando o Weezer com um quê de Queens of The Stone Age.

Brincam de fazer rock alternativo e de ter atitude independente, dão declarações "muito bacanas" sobre suas carreiras e se acham "muito, muito autênticos".

A "galera" que ouve muito "sertanejo" até tenta definir o Scalene como a vanguarda da vanguarda da vanguarda do underground mundial e muitos acreditam até que o toca-CD tocar as primeiras músicas.

Aí percebe-se que o Scalene não passa de mais uma banda fazendo aquele som do "rock brasileiro" dos anos 90, profissionalizado até a medula, mas sem um pingo de criatividade. É aquele mesmo pop-rock radiofônico em que o vocalista tem aquela mesma voz de garotão de escola de ensino médio.

Além disso, como levar a sério uma atitude indie e alternativa, se o grupo optou por participar de um reality show musical, uma reles competição. Nada MENOS alternativo. E, além disso, o Scalene arrumou um contrato com a Som Livre, a gravadora das Organizações Globo, que relançará seus álbuns "independentes" como aquecimento para a brincadeira de ser indie.

Para um país que mal acabou de chorar a morte do "sertanejo" Cristiano Araújo (há quem achasse "poesia inigualável" o refrão de "Bara Berê"), o Scalene parece "rock alternativo sério". Mas é tudo pose. Mas pelo menos seus integrantes sabem muito bem posar para fotos "iradas".

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Trem supervazio, BRT superlotado

Esse trem de Bangladesh, país considerado um dos mais atrasados do mundo - deve servir de modelo para o "nosso" Rio de Janeiro - , está, na verdade, sublotado.

Não, não estamos comparando com os trens do Rio de Janeiro, que até estão superlotados, mas o pessoal já sabe da má fama dos trens do Grande Rio que prefere ir de ônibus.

Estes, sim, é que estão superlotados, sobretudo em Madureira, quando veem as linhas esquartejadas que são conhecidas como "alimentadoras". Ainda vamos falar dessa subnutrição sobre rodas.

Pois graças a essas linhas esquartejadas, que racham um percurso em dois para testar sua paciência, os ônibus ficam superlotados, porque os BRTs são os "micrões" dos trens, daí que são verdadeiras latas de sardinhas sobre rodas.

A superlotação dos BRTs é tão terrível que o ar condicionado, mesmo funcionando, não funciona. Porque, com tanta gente suada na correria do dia a dia, não há como sentir algum frescor com tanta gente espremida.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Gado sobre rodas

Diferentes empresas de ônibus com uma mesma pintura. 

Sistema de "consórcios", espécie de grupos empresariais politicamente formados. 

Ênfase no logotipo da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O que é isso, afinal? A vanguarda da modernidade urbana?

NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!!!

É a retaguarda do "coronelismo" aplicado ao sistema de ônibus.

Empresas de ônibus usando a mesma pintura padronizada, feito gado bovino que parece tudo igualzinho, como se pudesse tratar as diferentes concessionárias como se fossem bois de uma mesma espécie, tudo igualzinho.

Empresas de ônibus "amarradas" na camisa-de-força dos consórcios, como se fossem bois amarrados a um mesmo curral.

O logotipo da Prefeitura do Rio de Janeiro sendo colocado como se fosse o carimbo da fazenda, como se estivesse afirmando o poder do "coronel", seu dono.

E o "coronel" então é o Secretário de Transportes de plantão, um homem que não se contenta em fiscalizar, quer mandar com mãos de ferro, como se confundisse, num condomínio, um porteiro com um síndico.

E o "coronel" da SMTR quer ser o "xerife", bem no estilo de faroeste, de roça, de província, quando muito cheirando a República Velha, só para citar uma referência mais "urbana".

E ainda temos que engolir esse modelo de transporte coletivo que tem mais a ver com o tempo das diligências.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cariocas são hipócritas em comemorar "Dia do Rock" preparando monocultura do "funk/sertanejo"

Para os brasileiros e somente para os brasileiros, hoje e considerado o Dia do Rock. Não aquele rock conscientizador, mas o estereótipo do rock. Linguinha para fora, sinal do diabo com as mãos, gírias tolas e aquela rebeldia sem causa que faz os jovens se rebelarem pelo fato de não terem motivo para se rebelar. Uma gracinha.

Mas no Rio de Janeiro, que teve a ideia tola de ressuscitar uma rádio fake de rock justamente numa fase em que o gênero ainda em baixa, cada vez mais impopular, soa hipocrisia comemorar esta data. Até porque sabemos que está sendo arquitetada uma monocultura planejada por integrantes de entre dois gêneros, digamos, musicais: "funk" e "sertanejo", um forasteiro majoritariamente paulista/goiano, mas com o primeiro na liderança.

Lembrando que hoje também é o dia do "sertanejo"e embora a data tivesse surgida para homenagear os caipiras autênticos, sabemos muito bem que os oportunistas de meia tigela irão cobrar as homenagens. Não merecidas, é claro.

Mas o "funk", ritmo patrocinado pelos "profissionais" "gente boa" que "alimentam" a jovem elite brasileira e que contam com o apoio explícito (!!!) do governo do estado, é que ditará as regras dessa monocultura, armados até os dentes de AR-15 e outras armas muito mais potentes.

Até porque o som mais barulhento que vai ser ouvido no Rio de Janeiro a partir de agora não será os de estridentes guitarras Fender Stratocaster ligadas a potentes amplificadores. 

Mesmo assim, será a maior pauleira. Literalmente falando.

Prova definitiva de que "roqueiro" carioca é provinciano


Uma prova definitiva de que "roqueiro" carioca é provinciano e matuto é que eles não querem o mundo, só querem a Cidade.

Se bem que a emissora deveria chamar Bairro FM ou talvez Umbigo FM, porque eles julgam a "cultura rock" de acordo com seus próprios umbigos e presos nos "sucessos comerciais" de sempre.

Matutos, se irritam quando alguém lhes mostra a realidade do rock nacional e internacional, muito distante do "mundo da fantasia" que a FM jeca dos 102,9 mhz e seus locutores engraçadinhos transmite para seus fanáticos e ranzinzas ouvintes

Estes ouvintes, aliás, pelo seu mau humor e fácil irritabilidade, parecem competir, por tal comportamento, com o movimento Revoltados On Line ou com os articulistas da revista Veja, em São Paulo.

Daí que essa irritação está muito mais para matuto de porta de latifúndio do que de jovens modernos e cosmpolitas.

"Dia 'Mundial' do Rock" é uma farsa

Sempre achei estranho um dia dedicado ao rock ser definido por causa de um festival filantrópico de música onde tinha interpretes de quase todos os gêneros musicais. 

Baseados no estereótipo de que qualquer um que cante em inglês para jovens seja definido como "roqueiro", independente do tipo de música que cante, todos acharam conveniente usar o festival de música Live Aid como parâmetro para a data, embora o festival tenha sido muito mais relevante para a filantropia mundial do que para acultura rock em si. Talvez um dia da filantropia inspirada no festival fosse mais coerente.

Mas eu pensei que este erro de cria o Dia do Rock se inspirando no festival  já fosse decidido la fora, já que até estrangeiros também costuma errar na hora de decidir quem é ou não roqueiro.

Mas ontem eu descobri que o Dia "Mundial" do Rock, apesar do nome, foi decidido no Brasil, inspirado no festival (e não no surgimento dos Rolling Stones na mesma data, o que seria mais coerente), graças a duas rádios paulistas que não passavam de meros vitrolões do gênero. Se a equipe da Fluminense FM tivesse tido a responsabilidade de escolher a data, nunca iria se inspirar num festival multi-gênero.

Tinha que ser criação de brasileiro mesmo, um povo que não consegue entender nada sobre coisa nenhuma. Escolher o Dia do Rock usando o Live Aid é comparável como escolher o Dia do Samba se baseando nos festivais de Record. E que relevância o Live Aid teve para a cultura rock? Nada. O Live Aid serviu como forma de caridade exemplar, mas musicalmente pouco ou nada influiu para o desenvolvimento da cultura. Até porque o que os presentes ao evento tinham que fazer para enriquecer a cultura, eles haviam feito bem antes do citado festival.

Poderiam ter escolhido outra data para comemorar. Os estrangeiros, muito mais educados e consequentemente bem mais informados que os brasileiros, não comemoram esta data. Aliás, oficialmente o rock na tem data para ser comemorada em outros países. Nos EUA (que inventou o rock) e na Inglaterra (que aperfeiçoou o gênero) não há comemorações para o gênero. Eu não sabia deste fato e fico de certa forma aliviado em saber que uma data tão equivocada não tenha sido escolhida pelos povos desses países.

Portanto não há o que comemorar. O "Dia Mundial do Rock" é uma farsa. Estranho um país onde o rock é cada vez mais impopular comemore a data com tanto empenho. Deve ser uma forma dos carneirinhos obedientes ao sistema fingirem que são "rebeldes" durante um dia. 

Incrível o gênero mais rebelde da cultura mundial ter sua data escolhida de maneira mais carneirinha possível, com base em esterótipos e erros de informação. Blah! 

domingo, 12 de julho de 2015

Rio de Janeiro já vive clima de faroeste


Na última sexta-feira, ao meio-dia, os cariocas se assustaram com o assassinato, na estação do metrô de Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro, de um homem, Era um motoboy de 46 anos, Alexandre Oliveira, que foi rendido por bandidos que suspeita-se "estudavam" o percurso do rapaz no horário.

Três covardes bandidos que, pelo jeito, são tão provincianos e matutos que devem achar que estão vivendo numa cidade de faroeste, tal o clima de "terra sem lei" que o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, que não conseguiu evitar que as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) virassem "zonas do medo", deixou ocorrer.

Um internauta lembrou que, enquanto policiais fiscalizavam o comércio da Uruguaiana e arredores, os ladrões faziam das suas "debaixo do nariz" da Polícia. A ocorrência aumentou ainda mais o clima de insegurança no Rio, não bastasse o outro lado da Baía da Guanabara, dias atrás, quando um jovem foi assassinado em Niterói no começo da tarde, próximo ao Plaza Shopping.

Assim os cariocas nem precisarão comprar os DVDs de faroeste vendidos no comércio da Uruguaiana. O bangue-bangue já acontece ao vivo no Rio.

Diogo Mainardi disse que o nordestino é "bovino"


Coitado. Diogo Mainardi não teve ter viajado para o Rio de Janeiro há muito tempo.

As pessoas só entendem algo danoso se for direto. Se esquecem que problemas resultam de cadeias de fatores


Quando você reclama de uma pessoa que segue religião, toma cerveja e gosta de futebol e a chama de alienada e burra, ela geralmente não gosta, acusa de ofensor e bate no peito dizendo que "tem o direito de  fazer o que quer e porque gosta" se recusando a aceitar os rótulos de burra e alienada e ainda alegando que "faz alguma coisa em prol da sociedade". Só se ela estiver se referindo a seu emprego, o que nada ajuda na transformação social, representando mais um ato de submissão a lideranças em troca de um mero salário.

Os que se revoltam com críticas de alienação na verdade ignoram que estar "no mundo da lua" curtindo, é de fato alienação e representa a fuga de problemas. Futebol não conscientiza, cerveja não faz ninguém mas inteligente e alegre e jogar para divindades a responsabilidade de resolver problemas e um sinal de preguiça de quem acredita nessas divindades. Isso citado as maiores ilusões dos brasileiros, pois vemos em muitas outras situações sinais de alienação e irresponsabilidade explícita.

Para muitos é fácil posar de cidadão e entregar a políticos e divindades a responsabilidade que deveria ser sua. Sabem que excesso de carros atrapalha o trânsito e excesso de filhos gera mais gente para consumir e para entrar no mercado de trabalho. Mas continuam comprando carros e fazendo filhos. Sabem que cervejas e qualquer tipo de bebida alcoólica ou drogas, lícitas ou não, além de estragar a saúde física e mental, atrapalham o raciocínio cerebral, mas continuam consumindo mais e mais drogas, mesmo diante das evidências que comprovam seus danos.

Outra coisa a observar é que a estagnação gerada pela ideia que "a responsabilidade é exclusiva dos políticos"faz com que estes políticos não ajam.  Se imagine no lugar desses políticos que podem pensar desta forma: "bom a população não reclama, não age, então ela está satisfeita. Não tem problema para resolve. Então vou ficar aqui só comemorando o sucesso de me governo".

Isso é que se passa na cabeça dos políticos quando a população se cala e prefere fugir dos problemas, se escondendo nas igrejas, nos bares e boates e nos estádios de futebol para se iludirem. O povo age como aquelas crianças que se recusam a fazer a tarefa de casa preferindo ir brincar, fazendo birras histéricas quando são convidadas a largar suas brincadeiras para fazerem os deveres que ajudarão a aprender melhor as lições que os tornarão um pouco mais inteligentes. Posar de ofendido é fácil, não exige esforço, descarrega raivas e faz muito bem para o ego.

Sem qualquer tipo de ofensa, o povo é realmente alienado em sua grande maioria. A curtição virou meta exclusiva e os problemas são colocados para debaixo d tapete para nunca serem resolvidos. E é por isso que temos os mesmos problemas por muitas décadas e estamos cada vez mais incapazes de resolver.

Não gosta de ser chamado de alienado e se acha inteligente? Se você fosse inteligente estaria dando sua contribuição para tentar resolver algum problema social. Se não consegue resolver, assuma a sua burrice, vá para a sua curtição e pare de fingir que é um cidadão conscientizado, coisa que segundo o que os fatos comprovam, você não é mesmo.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Monica Iozzi enfrenta a fúria dos breganejos

Num país onde as pessoas preferem defender o supérfluo do que o necessário, a futilidade do que a intelectualidade, os fãs breganejos se tornaram, junto com os fãs funqueiros, verdadeiros cães de guarda de seus ídolos postiços. Rottweillers agressivos que não hesitam em lançar sua baba de raiva contra pessoas que lutam para tentar melhorar a sucateada cultura de nosso país.

E depois de Zeca Camargo, agora é a vez de Monica Iozzi, apresentadora do Video Show, encarar as bestas-feras. E foi ma declaração simples, sem qualquer teor de ofensa ou calúnia.

"Quem não conhece o Cazuza, o pessoal mais novinho, vá ouvir Cazuza, gente. Vamos deixar um pouquinho o sertanejo universitário de lado, vamos ouvir um pouquinho mais de Cazuza para a gente ter um mundo melhor"

A turba se enfureceu. A juventude se sentiu ofendida, pois aprendeu erroneamente uma ridícula fórmula que foi criada justamente para estagnar a cultura nacional, prendendo-a na mediocrização crônica, mas gerando renda para produtores e ignorância para os consumidores:  

música de qualidade = elite   / música ruim = povo, juventude, humanidade

Esta fórmula justifica a ira sanguinária desta gente acéfala que quer mostrar o seu supervalor. 

O que essa gente não entendeu é que não precisa largar seu ritmozinho narcotizante. O que ela quis dizer é que as musicas de Cazuza tem letras que ajudam as pessoas a ficarem mais realistas e mais dispostas a melhorar o mundo. 

Ou será que os fas de breganejo são tão tolos a ponto de achar que letras como "Berê Bará", "Tchu Tcha", "Vou beber até cair" e "Ela tá pirada" são mais inteligentes que as letras escritas por Cazuza, um cara que sabia escrever músicas pensantes, com palavras bem escolhidas e que trazem além da descrição detalhada da realidade cotidiana, muitas lições de vida.

Como s jovens criticados se acham inteligentes na teoria, mesmo demonstrando clara burrice prática, posar de ofendido foi a reação automática. Pois eles não possuem auto-crítica pensando serem melhores, mais sábios do que qualquer sábio.

Aviso a essa juventude metida a sábia: aprendam a ter auto-crítica. Assumam erros e corrijam. Ouçam breganejo sim, mas sabendo que é musica de festa e que só servem para momentos de farra, não servindo para enriquecer culturas e nem trazer lições de vida.

E não adianta uma cantorazinha xará da apresentadora (que inclusive beijou a "ídala" máxima dessa juventude fútil, a superestimada Ivete Sangalo) e mais uma representante do breganejo dizer "se os seus ídolos morreram de overdose, os meus morreram na estrada" porque não é a morte e fulano ou sicrano que vai resolver alguma coisa. O espírito de Cristiano Araújo que o diga.

Aprendam de uma vez por todas: cultura se define pelo conteúdo inteligente e pela capacidade de transformação social. Não por dancinhas bestas, gírias idiotas e roupinhas transadas. Estamos fartos de ver tolices sendo vendidas como se fossem sabedoria em portas de bares, boates e igrejas.

domingo, 5 de julho de 2015

Mulheres atraentes não sabem escolher homens, mas as carentes sabem

Um fenômeno curioso se nota na sociedade: o fato de que mulheres atraentes não sabem escolher homens. Apesar de não assumirem publicamente isso, além de criar uma avalanche de regras e exigências na tentativa (frequentemente fracassada) de acertar nas escolhas, muitas mulheres consideradas bonitas e inteligentes acabam se casando com homens sem qualidades marcantes, com hábitos convencionais e repetitivos e sem ideias que possam oferecer um diferencial. 

Normalmente os homens que conseguem conquistar as mais atraentes são homens que preferem agir como a maioria, cumprindo estereótipos de masculinidade que só agrada a eles mesmos. A tradição prova que os melhores conquistadores geralmente dão os piores maridos. Conquistar é com eles mesmos, mas conviver que é bom, nem sempre, quase nunca.

Sempre se soube que mulheres não sabem escolher homens. Isso chega a ser motivo de chacota em determinados momentos e também motivo para divórcios ou para casamentos que se arrastam sem amor, transformados em uma solidão a dois. Mas isso se observa com mulheres que tem facilidade de conquistar homens. E as que não tem?

Geralmente entre as mulheres carentes, com dificuldades de conquistar homens acontece o contrário. Talvez a solidão crônica tem dado oportunidade de autoconhecimento e melhorado o critério de escolha, pois costumam se interessar por homens mais inteligentes, mais criativos e mais altruístas e quando conseguem desencalhar, mulheres carentes normalmente se unem a homens com melhor personalidade.

Porque será que mulheres atraentes se casam com homens sem diferencial e as carentes não? A hipótese mais provável é que as atraentes, tendo consciência de que conseguem conquistar homens com relativa facilidade, usam isso para obter favores. Sabem que são bonitas e para elas isso é uma moeda que merece ser trocada por algo. 

E assim, quando escolhem um homem, observam aspectos relacionados com proteção e sustento, desprezando os critérios de caráter, inteligência e bondade. As carentes por supostamente não ter algo para oferecer, nada exige, prestando mais atenção naquilo que realmente possa ser útil para um bom convívio. Isso explica porque as mulheres carentes se casam com os melhores homens e as mulheres atraentes com os piores.

Claro que há exceções. Há carentes que se afobam e se jogam para o primeiros homens que aparece. E também mulheres atraentes que têm personalidade e que não estão dispostas a se unir com quaisquer galãs endinheirados que aparecem em seus caminhos.

Mas de qualquer forma a regra, infelizmente, é a de mulheres atraentes ficarem com homens sem atrativos de personalidade e carentes com homens mais legais. Muitas vezes o sucesso na vida estimula a estagnação, o conformismo e o desejo de vencer sem esforço. Além de resultar em relacionamentos fracassados que se arrastam só para satisfazer a mesquinharia e a superficialidade das aparências de um amor que só existe no nome.

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