sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cambada de emos destrói rock oitentista para trilha de novela juvenil

Foi lançada a enésima trilha da novela que talvez seja a mais longa da história da humanidade: a novela infanto-juvenil Malhação.

A trilha da atual temporada traz uma novidade que soa bem amarga para quem, como eu, tem mais de 35 anos e passou a juventude embalado pelas excelentes músicas da saudosa e saudável geração "anos 80" do rock brasileiro. Eu particularmente gosto bastante do chamado B-Rock dos tempos de adolescência e sempre que posso compro algum CD de alguma banda do gênero.

E as versões são o que poderemos (e devemos) classificar como risíveis. Não vou detalhar nenhuma. Só posso dizer que o protagonista, um cara que atende pelo estranho nome de Fiuk, teve o direito de incluir uma gravação da banda que ele faz parte, a emo Hóri, regravando uma música de Vinicius Cantuária, que seu pai, o brega Fábio Júnior, hava roubado pra si. Os nomes das bandas são ainda mais ridículos. Vejam a seleção. Para infelicidade minha, um texto sobre o álbum, produzido pelo produtor brega Rick Bonádio, responsável por várias armações, como o descartado Rouge, fala que são os "melhores" do cenário pop-rock atual. Melhores? Eca!

Não era melhor ter organizado a trilha com as versões originais? Talvez fosse até mais barato (direitos autorias, sabe como é). Se tivesse as versões originais até eu compraria. Os "velhinhos" dão de Zil a zero nessa petizada imbecil.

Recado para os emos: Cresçam primeiro, depois apareçam! Se não crescerem, desapareçam!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Celebridades internacionais tratam brasileiros como súditos

OBS: essas celebridades arrogantes chegam aqui com seus egos de arranha-céu fazendo os brasileiros de trouxas e comendo e bebendo do melhor (e do pior também) e vão embora do mesmo jeito que chegaram, esnobando qualquer um que não seja eles mesmos.

Aí vem os fãs otários escrever para este blog espinafrando e tratando essas celebridades como se fossem santos e como se o que eles fazem (de fútil) fosse importante para o desenvolvimento da humanidade. Ora fãs-trouxas, vão se catar!

Publico aqui na íntegra o excelente texto que li no Blog do provocador, de Marco Antônio Araújo. Feliz sensatez se incorporou dele na hora de escrever esse texto. Leiam:

Celebridades internacionais tratam brasileiros como súditos

Por Marco Antonio Araújo

Que brasileiro é o rei da hospitalidade, o mundo todo sabe. Os primeiros foram os índios com os portugueses. Deixaram entrar e deu no que deu.

Após séculos de treino, atingimos mais um grau negativo na escala do capachismo. O nível de servidão com as celebridades estrangeiras que vieram ao Brasil na última semana poderia ser caso de segurança nacional.

Devemos ser uma nação com carência afetiva. Tudo bem que é legal receber na nossa casa gente como Beyoncé, Mariah Carey, Madonna e, hum, vá lá, Paris Hilton. Mas não precisamos nos humilhar. Serve um cafezinho com bolo de fubá que está de bom tamanho.

Não é à toa que a gringaiada sai daqui falando bem do país. Lotamos nossos estádios para assistir aos shows que muitos deles só fazem em fim de carreira. O povão canta em coro suas letras em inglês, espanhol, sânscrito, o que for preciso.

É uma clara inversão: a plateia que faz de tudo para agradar. Só pode ser complexo de inferioridade.

Mas o que vimos neste carnaval é o fim da picada. A Madonna veio aqui em novembro de 2009 e levou US$ 7 milhões do Eike Batista (que jamais doaria esse dinheiro para o Corpo de Bombeiros, por exemplo).

Até chorou de emoção, a coitadinha. Leia aqui. Aí voltou.

Com uma recepção dessas, até eu voltaria. Pois ela desembarcou, a convite, para curtir os camarotes hipervips do sambódromo. Ela e a patota dela. Foi tratada como rainha. E nos tratou como súditos, é claro.

Carregou seus seguranças para todo lado, foi cortejada pela elite política, invadiu a avenida durante um desfile, fez a muvuca que bem entendeu. Até beijou na boca um amigo do Jesus. Só pode ter sido o Judas.

A culpa não é dela. Nem da Paris Hilton, a patricinha milionária cujo único talento é trocar de namorados. Andou pra lá e pra cá, se esbaldou, foi bajulada, comeu e bebeu de graça. Por quê? Ainda não entendi.

Lembram daquela modelo fuinha que catou um monte de ricaços brasileiros? Isso, Naomi Campbell! Essa foi a pioneira em se divertir assim, às nossas custas. Ela deve ter contado para as amigas como funciona o esquema. Agora fazem fila para entrar aqui. Ou melhor, furam a fila.

Creio que está na hora de mudar esses papéis. Querem vir para cá? Sejam muito bem-vindas, as celebridades internacionais e seus milhares de dólares. Vamos tratá-las de forma especial, é nosso jeito. Somos um povo gentil e educado.

Mas espera lá, né? Respeito é bom, todo mundo gosta. Limpem os sapatos antes de entrar. Usem os capachos do lado de fora.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Censurar propaganda não inibe consumo de cerveja

O órgão Conar, que regula a publicidade no Brasil, quer proibir a propaganda da cerveja Devassa, da Schincariol, estrelada pela "sei lá o quê" e herdeira da mega-rede de hotéis Hilton, Paris Hilton. O órgão faz diversas alegações, uma delas é que a propaganda incentiva muito o consumo de cerveja. Será?

Não adianta nada censurar propaganda de cerveja para inibir o consumo. Já tentaram lançar essa ideia antes, mas acabou só no papel. Não são as propagandas que incentivam as pessoas a consumirem bebidas alcoólicas. São as tradicionais regras sociais.

Bebidas alcoólicas representam aquilo que podemos chamar de "bebidas rituais". A função dessas bebidas não é matar sede, refrescar ou dar um gostinho bom na boca. Nada disso. A função é auto-afirmar o caráter adulto de quem bebe. Trocando em miúdos, quem bebe está na verdade dizendo "eu sou adulto e estou incluído na sociedade". A importância das bebidas alcoólicas na sociabilização é tanta que cada país tem a sua bebida típica, sempre alcoólica.

Somente isso explica a gigantesca popularidade de uma bebida com gosto de pão dormido e que dopa, ao invés de alegrar (a euforia é apenas no começo - quem bebe com a intenção de alegrar não sabe o que está dizendo).

O consumo de bebidas alcoólicas é um fato arraigado pela sociedade e nenhuma propaganda tem condições de incentivar ou desincentivar esse consumo. O que poderá mesmo fazer com que as pessoas não bebam tanto é educação, somada a uma revisão dos valores sociais.

E nem adianta dizer que o não-consumo tem a ver com religião. As religiões impõem o não-consumo, mais por compromissos dogmáticos e moralistas (é feio beber) do que por motivos de saúde, o que é verdadeiro.

O que me intriga é que os defensores do consumo de bebidas alcoólicas falam em liberdade, que quem bebe é um ser livre e quem não bebe só faz por submissão religiosa ou por causa de doença que impeça o consumo. Mas o consumo não é imposto pelas regras sociais? Chamar quem não bebe de "submisso religioso" também não é uma forma de censura. Xingar quem não bebe não seria uma forma de preconceito? Vivemos numa democracia (em tese) e não beber também deveria ser visto como um direito que deveria ser respeitado. Afinal a quantidade de bebidas não-alcoólicas é muito maior que as alcoólicas.

O Conar, ao invés de censurar propagandas (muitos anúncios de cerveja são até criativos e muito divertidos), deveria estimular um projeto educacional em que possa ser feito uma revisão das regras sociais e acabar com a obrigatoriedade do consumo de bebidas alcoólicas na sociabilização dos adultos.

Porque o álcool dopa, entristece, deixa preguiçoso e pode gerar muitos danos, inclusive o temido AVC, que transforma qualquer um em um retardado mental.

Deixemos que a alegria venha de dentro de nossos corações, não em um copo com um líquido amarelo, espumoso e de gosto ruim.

Alegria de verdade é a que vem de nosso interior. Quem depende de outra coisa, sobretudo bebida, para se sentir feliz, com certeza, está numa imensa fossa, tristonho demais. Cuidado para não se matar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Hilary Duff ganha anel de noivado de 1 mi e "retribui" com boquete

Hayden Panettiere deve estar fazendo escola. Mais uma outrora classuda que se une a um brutamontes e adere às baixarias impostas pelo caráter duvidoso do troglodita. Deve ser por isso que Panettiere e Duff estavam ausentem na lista da Askmen.

Hilary Duff, que desde a adolescência, não sabe o que é solidão e é dona de um dos corpos mais perfeitos entre as famosas e de um sorriso dos mais lindos, ficou noiva de um famoso (lá) jogador de hockey (20 milhões em ação...) e ganhou dele um anel de 1 milhão de dólares. Eu disse 1 milhão de dólares. E resolveu agradecer da maneira mais suja possível: com um boquete (por isso que as baixinhas preferem os homens muito altos, para a boca delas - olha o cacófato! - ficar da altura do... deles).

Ele pode ficar tranquilo para não dar carinho e traí-la à vontade. Até bater nela e estuprá-la já está permitido. Esse anel compensa qualquer atrocidade. Por isso que as mais gatas estão casando com caras cada vez mais babacas. E com eles elas aprendem a ser babacas também.

Pode acontecer qualquer coisa desagradavel em uma relação "amorosa" hoje em dia. Nada que um presentinho bem caro não resolva.

Enquanto que para um nerd pobreta como eu só sobre as jecas acéfalas, mas "boazinhas".

E tdodos vivem infelizes para sempre...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mulheres só tomam iniciativa no Carnaval



Sempre assim, no Carnaval, as mulheres começam a fazer o que passam o ano inteirinho tentando evitar: tomar iniciativa para arrumar homem. Em Recife, Salvador, Niterói ou no Raio que Os Parta, sempre é assim.

Gostaria muito de ver esta disposição das mulheres em tomar iniciativa em qualquer lugar, o ano inteiro. Será que as mulheres acham que tomar iniciativa é um ato insano que só combina em eventos desse tipo? Aí, se uma gata dessas corresse atrás de mim, nos domingos em que corro no calçadão de Icaraí. Como seria bom...

Acaba o Carnaval, tudo volta como antes, as mulheres voltam com sua sisudez e seu ar de "difíceis" e quem não curte Carnaval continua encalhado, como sempre esteve. Até que comece o próximo Carnaval e a abóbora volte a virar carruagem.

Axezeiros "hasbeen" cospem no prato que comeram

Quando um axezeiro sai de moda e sai da mira dos holofotes, começa assumir um comportamento ingrato com a mídia que o criou, cuspindo no mesmo prato em que fizeram suas fartas refeições. Em declarações recentes, Sara Jane e Ricardo Chaves, reclamaram da mídia e posam agora de "gênios incompreendidos". De genial a axé-music não tem nada.

É uma musica de carnaval, feita apenas para dar uns pulinhos, apenas. Não é obra de arte, não traz conhecimento, não ajuda pessoas a se evoluirem e muito menos tem uma lição para passar ás pessoas. É puro entretenimento, feito apenas para divertir, passar o tempo. E no entretenimento, ídolos devem ser descartáveis, já que eles, sem compromisso com a intelectualidade, nada dizem de realmente importante.

Eles, e muitos outros esquecidos axezeiros do passado, que estavam envolvidos com os bastidores do show business, não conheciam o esquema? Não sabiam das falcatruas publicitárias que transformam um Zé Mané sem vocação musical num deus para as multidões?

Parem de reclamar e aceitem a situação. Num tipo de música que valoriza excessivamente o visual e a juventude vive da reciclagem de seus ídolos. Vocês já fizeram muito trouxa pular. Agora é a vez de novos picaretas enganarem a massa.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Samba do Nerd

O meu xará humorista, Marcelo Adnet, como é um nerd de verdade, assim como eu também, sabe realmente as dificuldades e interesses de um nerd e compôs o Samba do Nerd para animar nosso carnaval.

Ladies and Gentleman, the lyrics:

SAMBA DO NERD

Composição: Marcelo Adnet/ Gustavo Pereira/ João Cavalcante/ Gabriel Azevedo

Eu sou nerd / Eu sou nerd
No caminho da cama pro computador ninguém se perde

Passei meleca na camisa do He-Man
Entrei no MSN e no Orkut também
Tenho espinha, óculos fundos e aparelho nos dentes
Zerar os jogos é o que me deixa contente / Zerar os jogos é o que me deixa contente

Não gosto de futebol
Só como fast-food
A minha vida é Twitter e Youtube / A minha vida é Twitter e Youtube

Não vou pra academia pra não ganhar músculo
Eu prefiro os vampiros do Crepúsculo / Eu prefiro os vampiros do Crepúsculo

Mas eu só fico em casa
De sair eu sempre deixo
Gosto mais de Naruto e Playstation

Fazer amor deve ser bom
Mas só conheço o amor.com

Não pego ninguém, não faço esporte
Não acordo de manhã
Só não sou virgem pela webcam

Entretenimento e Alienação


Estava procurando textos alheios para colocar (com autoria devidamente creditada, of course) no Futebosta, quando eu me deparei com uma pergunta feita no Yahoo Respostas.

Parecia ser um desses mauricinhos que costuma sair à noite, e demonstrava estar visivelmente revoltado. Ele perguntou porque muitos consideram entretenimento como alienação. Algumas pessoas responderam enrolando dizendo que não tem nada a ver, mas sem explicar nada. Outros aproveitaram o espaço para descer o pau na mídia e na alienação estimulada pela mesma. Mas nenhum escreveu algo de realmente objetivo e claro. A melhor resposta escolhida pelo questionador foi uma que só confirmava os valores que ele dizia acreditar quando lançou a pergunta.

Pena que a pergunta foi fechada. Eu iria escrever um bom texto explicando. Pois todos, a favor ou não ao questionador, não disseram nada de relevante, apenas confirmando preconceitos já existentes. Preconceitos que existem nos dois lados.

Não há nada errado no entretenimento. Se divertir é uma necessidade. Devemos sempre fazer algum tipo de atividade enquanto descansamos. O erro é dar uma importância exagerada às atividades ligadas ao entretenimento, algo muito comum hoje em dia.

Hit-parade, noitadas, rodeios, Carnaval, Futebol, celebridades, tudo vira totem absoluto e inquestionável. Dão uma excessiva importância a ponto de matar ou morrer para defender. Acham que tudo isso é cultura, que educa e que vão aprender algo mais ao fazer isso. Balela! A única coisa que vão conseguir com isso é curtição, nada mais.

O entretenimento não foi feito para ser levado a sério. É apenas para divertir. levando algo banal muito a sério pode acarretar estes conflitos entre intelectualizados versus alienados, que acabam por sujar os fóruns de sites de relacionamento e provocar inimizades.

Se bem que , para quem está envolvido com a produção de um evento de entretenimento, quer mais é que a sua importância seja aumentada. Rótulos ligados a valores intelectualizantes são bons porque causam perpetuação. É um meio para os empresários do entretenimento continuarem lucrando por um bom tempo. As pessoas que se utilizam disso é que devem estar com os olhos abertos.

Com o fim da ditadura militar e a derrubada do Muro de Berlin, os grandes empresários se sentiram livres para lucrar e impor regras para o convivemnto social. A democracia em que vivemos é apenas teórica, já que o empresáriado utiliza a mídia e regras sociais para impor suas idéias e manter a massa obediente. E o entretenimento tem demonstrado um ótima forma de dominar a população.

Lembrando o que sempre foi dito, que "cultura fraca gera povo fraco", a burguesia, desde os anos 90, tratou logo de enfraquecer a cultura, com ídolos postiços, supervalorização das bebidas alcoólicas (entendidas pela maioria da população como sinônimo de liberdade - uma liberdade imposta por propagandas e costumes sociais?), obrigatoriedade de eventos como as noitadas e os jogos de futebol. Em anos de copa, como neste ano (2010), a manipulação ideológica pró-futebol, toma proporções assustadoras. Para fugir, só saindo do país ou se isolando numa caverna sem qualquer meio de comunicação.

Se divertir é muito bom. Mas precisamos nos educar, observar os trâmites da mídia e da sociedade (numa sociedade competitiva, as regras sociais são meio de definir quem vai ou não se dar bem) e, acima de tudo, não obedecer cegamente ao que a mídia, sobretudo a televisão, mostra como verdadeiro. A visão é o sentido mais apurado no ser humano e tem sido objeto de manipulação. Pois, se não usarmos nosso discernimento, fica muito fácil de ser manipulado por belas imagens.

Vamos nos divertir, mas sabendo que diversão é só diversão, que ídolos não são intelectuais e que os eventos de diversão não foram feitos para serem levados a sério. Tudo é brincadeira e tudo que devemos fazer é pular, dançar, gritar e sorrir. E nada mais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Noite Preta" pode despejar lixo na programação normal da MPB FM

O programa apresentado pela filha de Gilberto Gil, Preta, já está causando estragos na MPB FM, colocando o pior do popularesco para rolar nas ondas da rádio. O mau gosto musical dela é tão famoso quanto o seu desejo de aparecer aos holofotes.

Uma rádio que surgiu com o compromisso de respeitar o ouvinte, que não tocava Ivete Sangalo, (que rolava na concorrente Nova Brasil FM), depois de infectar a programação com os veteranos do brega, agora vai despejar lixo nos ouvidos dos ouvintes.

Pode acontecer que, do mesmo modo que acontecia com o programa Novas Tendencias, na Flu-FM, em que as músicas eram testadas para entrar na programação normal, o programa Noite Preta pode servir para emporcalhar a já duvidosa programação da rádio.

É um desrespeito com a música brasileira e com quem gosta do que é feito de bom na cultura de nosso país Preta, nosssos ouvidos não são aterro sanitário! Gilberto Gil deveria dar umas boas palmadas nela.

E o tema do programa, cantada por Vange Leonel, não diz "Calada a Noite Preta", no refrão? Calada, Noite Preta!

Cuidado com os falsos nerds!

Parece que está surgindo uma espécie de culto modista aos nerds. Com a evolução tecnológica, o nerd passou a ser valorizado por justamente estar associado à modernização que a tecnologia oferece.

Só que no Brasil, a cultura nerd não está muito bem compreendida e sabemos da tradicional fobia dos brasileiros a rapazes tímidos e desajeitados. Como cultuar os nerds se eles representam algo de tão desagradável para o imaginário popular brasileiro. Simples: cria-se um falso nerd.

O falso nerd ficaria desassociado dessa marca negativa des sua personalidade. Seria alguém que gosta de informática, quadrinhos, cultura alternativa, mas não seria tão avesso a vida social como o nerd legítimo. E nem tão desajeitado assim. Ele teria que ter conhecimento básico de etiqueta, ter alguma introversão, mas tímidez, nunca. Quanto a aparência, foi decidido que o nerd brasileiro seria uma espécie de neo-hippie: barbudo, cabelo meio desarrumado, camisetas envelhecidas, jeans surrado e óculos. Uns poderiam ser gordos e outros bem magricelas.

Mas seriam mais sociais, consumindo bebidas alcoólicas e frequentando noitadas, coisas meio em desacordo com a imagem do nerd legítimo. Ah! Teriam namoradas, já que, como não são considerados asquerosos como os nerds de verdade, acabariam atraindo mulheres. Isolamento é uma palavra do verbete nerd que é eliminada no vocabulário dos falsos.

Mas eles podem ser tudo, menos nerds de verdade. E eles poderão prejudicar os nerds legítimos, pois numa sociedade politicamente correta e que queira agradar "losers", vai acabar agradando "losers" que não sejam perdedores, gente que satisfaça o mínimo que uma sociedade excludente e preconceituosa, exige de um profissional ou namorado.

Portanto, procurem conhecer melhor os nerds. Não esses aí que aparecem nas ruas fingindo que são coitados, mas que colecionam vitórias como qualquer esportista sarado. Mas o nerd que vive tristonho nos pátios das escolas, que apanham dos caras mais fortes, que levam fora de garotas interessantes, que se matam para arrumar um emprego, que são humilhados ou desprezados pela sociedade.

Porque nerd é acima de tudo um loser, um perdedor. E a vitória de um nerd só vai ser conquistada se a sociedade abrir as portas das oportunidades a ele.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Música ruim exige cantora com corpão

Estão preocupados com a forma física que a hitmaker Britney Spears voltou a mostrar. Ela engordou de novo!

Se a música dela fosse de qualidade, ninguém estaria preocupado com esse detalhe. Mas como ela é "cantora" de dance-music, com voz fraca e repertório sofrível, precisa do corpo para ser admirada e vender seus discos, e essa preocupação passa a ser necessária.

E depois vem algum fanático aqui defender cegamente a "diva". Tadinhos, devem ser surdos. Devem ouvir as músicas com os olhos.

Aliás, música? Que música?

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