As mulheres que são criadas para serem mitos sexuais (diferentemente das que fazem outras coisas mas podem também admiradas como tal, como atrizes, jornalistas, top-models, etc.), conhecidas como "boazudas" ou no termo usado pelas próprias, "musas sensuais", daquelas que ganham dinheiro para aparecerem nuas ou de biquíni, salvo exceções, vivem sozinhas, sem nenhum relacionamento aparente, ou se envolvem com homens de pouco prestígio.
As que tem relacionamento, muitas fingem solidão, escondendo seus cônjuges dos holofotes. Mas porque isso acontece com elas e não com as musas que não são "formatadas" para serem mitos sexuais?
Na verdade é um mistério que ainda ninguém se preocupou em explicar. Aliás, o verdadeiro motivo do celibato é ainda mais misterioso, pois não se sabe dizer se elas tem que parecer sozinhas por obrigação ou se estão sozinhas por serem consideradas vazias e vulgares para a maioria dos homens (e eu me incluo neste grupo de homens que acham mulheres desse tipo, vazias e vulgares).
Considerando a primeira hipótese, a do celibato compulsório, temos que lembrar que esse tipo de musa, por estar direcionada propositadamente para ser mito sexual, elas preferencialmente tem que estar sozinhas para que sejam "casadas com os fãs". Os empresários dessas musas e que são os responsáveis pela construção de sua mitologia, sabem muito bem que os fãs possam se afastar dessas musas ao perceberem que são comprometidas. Isso já acontece com os outros tipos de musas, as que não são mitos sexuais propositais.
Um exemplo real mostra o que esses empresários querem evitar. A atriz Dakota Fanning, elegante e culta (e extremo oposto das vulgares), sempre foi um dos tipos favoritos de mulher. Considero ela uma perfeição, como se tivesse sido criada para mim. Semana passada, ela apresentou ao mundo seu segundo namorado (o primeiro com intenções de estabilidade - o primeiro foi o jovem ator britânico Freddie Richmore, cujo relacionamento durou muito pouco).
Com Richmore não me preocupei (Dakota ainda era adolescente), mas com esse, já que há intenções de se estabilizar, entrei em uma espécie de "luto", por ver alguém que para mim representou o paradigma de mulher perfeita sendo entregue a outro homem, seja lá qual for. Esse tipo de depressão faz com que me afastasse de qualquer notícia relativa a ela e isso poderia significar, no caso das boazudas, criadas intencionalmente para serem admiradas pelos homens, de prejuízo financeiro.
Como Dakota não foi criada para ser mito sexual, mesmo que tenha vocação para tal, ela pode ter a sua vida afetiva. As boazudas não, embora haja exceções como Gracianne Barbosa, conhecida como a esposa do pagodeiro Belo. Mesmo assim, nota-se que ela não é tão badalada assim como as que se assumem solteiras (mesmo sem ser como a mulher-silicone Valesca Popozuda, que deixou escapar alguns indícios de que é casada, embora insistisse em afirmar sua suposta solteirice), já que Barbosa não é casada "com os fãs" e sim com o famoso pagodeiro.
Outra hipótese da solteirice das boazudas é a rejeição sofrida pela maior parte dos homens. Noto que a maioria dos homens de bom senso, detestam musas desse tipo, por acharem que são vulgares ou simplesmente porque "perdeu a graça" já que elas se expõem em excesso. Isso faz com que musas desse tipo sejam direcionadas a um público masculino menos escolarizado e de trejeitos digamos, um pouco mais grotescos.
Isso também justifica o porque delas, quando se envolvem com homens, se envolvem com os de profissões e reputação menos prestigiada, como estivadores, ídolos popularescos e até menores de idade. "Roberto Justus nuca se envolveria com uma mulher assim", disse uma candidata a rainha do bumbum sobre o famoso publicitário (uma profissão de prestígio, como a de advogados, engenheiros, médicos e empresários).
Pelo que parece ambas as situações ( a do celibato compulsório e a do encalhe por causa da má imagem) são reais e há exemplos disso que não cabe aqui ficar detalhando. O que se sabe é que esses mitos sexuais de proveta, cuja exibição de seus corpos é a sua razão de ser, estão em franca decadência, por representarem o objeto de admiração de um tipo de homem, excessivamente machista e grotesco, que a cada dia desaparece em uma sociedade que tenta se evoluir, com homens desejando cada vez mais mulheres que possam oferecer algo bem mais que um corpo siliconado. Até porque a personalidade é que faz durar relacionamentos e não bolsas de silicone.