sábado, 30 de agosto de 2014

Facebook disponibiliza na lista de amigos sugeridos de uma pessoa, aqueles que a expulsaram ou recusaram

Uma coisa eu descobri ontem ao criar um perfil paralelo para divulgação de sites e memes relacionados: as pessoas que me recusaram ou me expulsaram da lista de "amigos" aparecem entre os "amigos" sugeridos. Não sei dizer se os que recusei ou expulsei também aparecem. Mas pessoas que me quiseram fora da lista de "amigos" do Facebook apareceram entre os sugeridos.

Vários expulsantes estavam na lista de sugeridos. Até mesmo a paixão da minha vida, a Senhora "A", que no último dia 14/03 completou 30 anos de quando a conheci e que vive recusando os meus pedidos de adicionar, estava entre as sugestões. Não sei explicar porque o Facebook permite isso, mas é desagradável ver nesta lista gente que não vai com a minha cara. mesmo eu sendo tão cordial e altruísta com as pessoas.

Estas pessoas, ao me recusarem, certamente não gostariam de continuar vinculadas a mim. Então porque o Facebook não toma uma atitude para que estas pessoas sejam completamente desvinculadas ao me recusar ou expulsar da lista de amigos? Seria um pouco mais educado eliminar este constrangimento, já que ninguém é obrigado a gostar de mim. 

Se nem Jesus, o espirito mais evoluído que passou pela terra, conseguiu a unanimidade, o que dirá de um reles cidadão nerd como eu?

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sofia Vergara é criticada por ato muito mais pueril que o praticado por vulgares respeitadas pela mídia e sociedade

Bode Expiatório é aquele que, participando ou não de algum ato, recebe a culpa sozinho como se fosse responsável por ele. Há um tipo de bode expiatório que nunca participa. A sociedade gosta muito de personalizar ideias, atribuindo responsabilidade ao que é feito, dito ou pensado. E um boda expiatório tem exatamente esta função de personalizar aquilo que aparece diante dos olhos das pessoas.

E foi a vez de Sofia Vergara, uma atriz colombiana conhecida pela sua sensualidade, fazer o papel de bode expiatório, sendo duramente criticada por um gesto pueril, inócuo e bem humorado, que poderia ter sido levado como uma sátira bem humorada a transformação da mulher em objeto. Aliás, eu percebi uma discreta dose de ironia na exibição.

Na festa de entrega dos prêmios do Emmy, o "Oscar" da televisão, Vergara subiu em um pedestal giratório, durante a fala de um dos apresentadores, e fez algumas poses leves, discretas, desprovidas de qualquer vulgaridade. Vergara inclusive estava bem graciosa e charmosa em cima do pedestal. Apesar disso, todo mundo caiu em cima. Choveram críticas ao ato.

O que é curioso é que a mesma sociedade que reprovou o ato de Vergara, costuma respeitar e até aplaudir coisas bem piores, com vulgaridade explícita. Clipes e apresentações musicais de hoje parecem cada vez mais com versões pornográficas dos teatros de revista. Cantoras cada vez menos vestidas fazendo coreografias que ultrapassam os limites do ridículo. Sob o pretexto de serem "sensuais", acabam mais é pagando mico mostrando algo que só deveria ter graça sob quatro paredes, nas intimidades de um casal.

Funqueiras são muito mais vulgares e sem nexo e são até admiradas por isso. Uma delas, que tem o hábito de esfregar a sua bunda na cara dos homens da plateia, foi transformada em "intelectual" (???!!!) por vários deslumbrados e hoje angaria um prestígio indestrutível que legitima toda a vulgaridade cometida por ela. Ou seja, para a sociedade, funqueiras como ela merecem muito mais respeito do que Sofia Vergara, fazendo coisas bem mais grotescas do que o ato feito pela famosa atriz do premiado seriado de comédia Modern Family.

Há uma tendência na atualidade - bastante estranha, contraditória e inversora de valores de criticar mulheres de classe que esbanjam pequenas situações de sensualidade moderada enquanto há o respeito e admiração por mulheres vulgares que não sabem o que fazer com seus corpos, preferindo exibi-los feito carne podre vendida na rua. Sobretudo naquela pose ridícula que procura empinar o traseiro feito um animal irracional no cio.

Acreditam as pessoas que essas musas vulgares são "gente do povo", portanto "amigas minhas" que "mereciam ser respeitadas", enquanto as mulheres de classe são "umas metidas" "que mereciam o desprezo". Em todos os casos, ignorando a personalidade, o comportamento e as intenções das mulheres envolvidas. Nunca fomos tão contraditórios. Com isso, a idiotice se consagra e cresce de maneira incontrolável.

Aqui está o vídeo. Nele, nada vi algo que pudesse ser motivo de reprovação.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

As gatas de Big Bang Theory

Nerds não costumam se dar bem com mulheres. Quando arruma uma, ou é carente ou é esquista. Mulheres normais com facilidade de arrumar homem raramente escolhem nerds por estes não corresponderem aos aspectos de masculinidade exigidas pela sociedade.

Aqui mostramos as gatas do seriado Big Bang Theory, que mostra muito bem a realidade nerd. Curioso que são todas comprometidas (Sara Gilbert é casada com mulher, pois é lésbica, em contraponto ao gay Jim Parsons, que faz o engraçadíssimo Sheldon, que aliás, vive brigando com a personagem de Gilbert), condição muito comum aos objetos de paixão dos nerds.

Os nomes das atrizes e suas personagens aparecem nos nomes dos arquivos.






sábado, 23 de agosto de 2014

Chloe Moretz: a garota mais desejada do mundo

Quem viu o filme nerd de ação Kick Ass, que deu ontem na TV paga já viu a cena: uma menina mascarada ágil e decidida mata sozinha um monte de vilões que queriam atacá-la. A cena é incrível e mostra a ótima atuação dessa gatinha que hoje completa 16 anos, que é uma espécie de pré-maturidade, onde ele passa a conquistar alguns direitos.

E é essa maturidade que dá diferencial a essa pequena beldade.  Nunca imaginem que seus admiradores estejam praticando pedofilia, por ela ainda não ter chegado a maturidade legal. Nada disso. Até porque ela não é admirada como criança, mas graças a seu potencial como musa do futuro. A sua maturidade pessoal e artística, somada a sua beleza quase amadurecida, mostram que Moretz merece ser admirada, com todo o respeito que uma garota inteligente e decidida merece ter.

Moretz tem sido bastante comentada e coleciona uma legião enorme de admiradores por todo o mundo. Mesmo ela sendo pouco conhecida no Brasil, pelo que pude comprovar em uma comunidade do quase inativo Orkut, uma grande quantidade de fãs, em número surpreendente à pouca divulgação da atriz em meios brasileiros e todos bem fascinados não somente pela beleza da atriz como pela personalidade também surpreendente. Em tempos de mulheres fúteis, é uma grata surpresa existir jovens musas nada fúteis como Dakota Fanning, Abigail Breslin, Hailee Steinfeld e a Chloe Moretz, todas com personalidade bem amadurecida.

Hoje, ficamos felizes com a chegada de Moretz aos 16 anos, que é a idade de debutante nos países de língua inglesa, uma espécie de ensaio para os 18 anos. A festa, antecipada anteontem, teve muita repercussão na internet. A partir de hoje, ela pode dirigir automóveis, namorar sem o consentimento de responsáveis e algumas regalias, conquistadas aos poucos, até chegar aos 21 anos, que é a independência plena, mas aos 18 ela a maior parte dos seus direitos serão conquistados. Incluindo o de ser admirada como mulher, o que realmente ela será.

Moretz merece toda a admiração que possui e toda a felicidade do mundo. Excelente atriz, linda gatinha e pessoa de personalidade decidida, simpática e inteligente. Moretz deu motivos de sobra para ser a garota mais desejada e admirada do mundo.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O estranho e misterioso celibato das "boazudas"

As mulheres que são criadas para serem mitos sexuais (diferentemente das que fazem outras coisas mas podem também admiradas como tal, como atrizes, jornalistas, top-models, etc.), conhecidas como "boazudas" ou no termo usado pelas próprias, "musas sensuais", daquelas que ganham dinheiro para aparecerem nuas ou de biquíni, salvo exceções, vivem sozinhas, sem nenhum relacionamento aparente, ou se envolvem com homens de pouco prestígio. 

As que tem relacionamento, muitas fingem solidão, escondendo seus cônjuges dos holofotes. Mas porque isso acontece com elas e não com as musas que não são "formatadas" para serem mitos sexuais?

Na verdade é um mistério que ainda ninguém se preocupou em explicar. Aliás, o verdadeiro motivo do celibato é ainda mais misterioso, pois não se sabe dizer se elas tem que parecer sozinhas por obrigação ou se estão sozinhas por serem consideradas vazias e vulgares para a maioria dos homens (e eu me incluo neste grupo de homens que acham mulheres desse tipo, vazias e vulgares).

Considerando a primeira hipótese, a do celibato compulsório, temos que lembrar que esse tipo de musa, por estar direcionada propositadamente para ser mito sexual, elas preferencialmente tem que estar sozinhas para que sejam "casadas com os fãs". Os empresários dessas musas e que são os responsáveis pela construção de sua mitologia, sabem muito bem que os fãs possam se afastar dessas musas ao perceberem que são comprometidas. Isso já acontece com os outros tipos de musas, as que não são mitos sexuais propositais.

Um exemplo real mostra o que esses empresários querem evitar. A atriz Dakota Fanning, elegante e culta (e extremo oposto das vulgares), sempre foi um dos tipos favoritos de mulher. Considero ela uma perfeição, como se tivesse sido criada para mim. Semana passada, ela apresentou ao mundo seu segundo namorado (o primeiro com intenções de estabilidade - o primeiro foi o jovem ator britânico Freddie Richmore, cujo relacionamento durou muito pouco). 

Com Richmore não me preocupei (Dakota ainda era adolescente), mas com esse, já que há intenções de se estabilizar, entrei em uma espécie de "luto", por ver alguém que para mim representou o paradigma de mulher perfeita sendo entregue a outro homem, seja lá qual for. Esse tipo de depressão faz com que me afastasse de qualquer notícia relativa a ela e isso poderia significar, no caso das boazudas, criadas intencionalmente para serem admiradas pelos homens, de prejuízo financeiro.

Como Dakota não foi criada para ser mito sexual, mesmo que tenha vocação para tal, ela pode ter a sua vida afetiva. As boazudas não, embora haja exceções como Gracianne Barbosa, conhecida como a esposa do pagodeiro Belo. Mesmo assim, nota-se que ela não é tão badalada assim como as que se assumem solteiras (mesmo sem ser como a mulher-silicone Valesca Popozuda, que deixou escapar alguns indícios de que é casada, embora insistisse em afirmar sua suposta solteirice), já que Barbosa não é casada "com os fãs" e sim com o famoso pagodeiro.

Outra hipótese da solteirice das boazudas é a rejeição sofrida pela maior parte dos homens. Noto que a maioria dos homens de bom senso, detestam musas desse tipo, por acharem que são vulgares ou simplesmente porque "perdeu a graça" já que elas se expõem em excesso. Isso faz com que musas desse tipo sejam direcionadas a um público masculino menos escolarizado e de trejeitos digamos, um pouco mais grotescos. 

Isso também justifica o porque delas, quando se envolvem com homens, se envolvem com os de profissões e reputação menos prestigiada, como estivadores, ídolos popularescos e até menores de idade. "Roberto Justus nuca se envolveria com uma mulher assim", disse uma candidata a rainha do bumbum sobre o famoso publicitário (uma profissão de prestígio, como a de advogados, engenheiros, médicos e empresários).

Pelo que parece ambas as situações ( a do celibato compulsório e a do encalhe por causa da má imagem) são reais e há exemplos disso que não cabe aqui ficar detalhando. O que se sabe é que esses mitos sexuais de proveta, cuja exibição de seus corpos é a sua razão de ser, estão em franca decadência, por representarem o objeto de admiração de um tipo de homem, excessivamente machista e grotesco, que a cada dia desaparece em uma sociedade que tenta se evoluir, com homens desejando cada vez mais mulheres que possam oferecer algo bem mais que um corpo siliconado. Até porque a personalidade é que faz durar relacionamentos e não bolsas de silicone.

Big Bang Theory faz referência a minha vida pessoal

Ontem fui assistir a dois episódios de Big Bang Theory, a minha série favorita da atualidade e que retrata com fidelidade o cotidiano - e as dificuldades - dos nerds na sociedade. Assisto esta série por me identificar com o universo retratado. Pois bem, a identificação é tanta, que acabei localizando três coisas muito bem relacionadas a minha vida pessoal. Ou seja, não só a série fala sobre nerds como eu, como também fala de mim mesmo.

Num deles, Leonard reclamou que estava sozinho após terminar com Penny e estava com inveja dos amigos que estavam com namoradas. Numa videoconferência com a namorada de Sheldon, Amy, ela disse que Leonard deveria ir a um bar, pois eram lugares onde a sociedade estipulou como lugares de paquera. Leonard recusou, dizendo que nestes ambientes, só se dá bem o macho estereotipado, alto, forte, durão e extrovertido, exatamente o que sempre acreditei. Eu particularmente acho anti-democrático exclusivizar os bares boates e afins como lugares de paquera. E quem não gosta desses ambientes, não tem direito à vida afetiva?

E nisso, aparece a sugestão para que Howard, um dos amigos, peça a sua namorada ajudar a arrumar uma para Leonard. Este hesita da ideia e diz que não gostaria de namorar uma mulher que não gostasse, que não se sentisse atraído. Ao ir ao encontro marcado pela namorada de Howard, Bernadette, Leonard é apresentado a uma mulher bonita, mas mal educada e grosseirona, se sentindo claramente constrangido, mesmo sem dizer que estava. Atrair mulheres não interessantes é a minha sina. Sou uma espécie de "galã" das mulheres carentes. Argh!

Já em outro episódio, onde Leonard finalmente arruma uma mulher interessante, Priya, a linda irmã de Raj, ao fazer de tudo para esconder a presença dela na casa de Sheldon, simula uma dermatite para justificar as marcas de batom feitas com os beijos de Priya, fazendo com que Sheldon, um hipocondríaco colecionador de remédios, oferecesse alguns de sua "coleção" feitos para dermatite. Detalhe: eu tenho dermatite e marquei um dermatologista para uma consulta em janeiro para ver se tenta resolver o que os dermatologistas que eu fui até agora não conseguiram resolver.

Big Bang Theory é uma autêntica série nerd. Os brasileiros ainda não entenderam o seriado por pensarem que ele é estereotipado, já que em nosso país, o conceito da palavra nerd é totalmente diferente do original (qualquer um que seja viciado em tecnologia e histórias em quadrinhos), o que faz com que qualquer atleta conquistador de mulher que fique mais de 6 horas em um computador, seja considerado um nerd para os brasileiros. Big Bang Theory inclusive fracassou na audiência na TV aberta, pela não aceitação do público brasileiro que não tem TV por assinatura.

Legal ver que o seriado fiel a minha "tribo" fale também de coisas presentes eu meu cotidiano. Me sinto incluído dentro das histórias presentes em Big Bang Theory.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O verdadeiro motivo da permanência da Revista Playboy tem muito a ver com a crise da Editora Abril

A crise em que se encontram as empresas do Grupo Abril, agravadas pela morte de seu patriarca, colocou várias cabeças a rolar. Demissões e fins de revistas e de sites tem se sucedido dentro da empresa. Já falei que a Abril se livrou da franquia da MTV, que agora será administrada pela sua dona verdadeira, a Viacom. Outras revistas como a Gloss e a Bravo já estão sendo degoladas.

E a crise não atingiu apenas as revistas nanicas. Havia rumores de que uma das mais famosas revistas publicadas pela editora (também em forma de franquia), a Playboy, dedicada ao público masculino, seria extinta. Uma comunicado escrito pelos editores-chefes da revista tranquilizou, de forma até descontraída, avisando que a revista não seria extinta. Pareceu que a decisão em manter a revista foi devido a importância da mesma e a tentativa de alegrar os compradores da mesma. Engano.

Na verdade, a revista Playboy está sendo mantida porque, para ser cancelada, a Abril teria que pagar uma multa de valores imensos, o que ajudaria a piorar ainda mais a situação. A Editora "optou" (na marra) por manter a revista, mas podem crer, ela irá cair e muito. Já estava caída há tempos.

A Playboy sempre foi ficada nos ensaios de nu feminino. Com a internet, os marmanjos que compravam a revista encontraram uma fartura de fotos muito maior do que a revista poderia oferecer, deixando da comprá-la. 

Com a crise, a revista antes marcadas por ter ensaios com as mulheres mais desejadas do país, acabou priorizando subcelebridades, desconhecidas e musas que só interessam aos homens de baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo, daquelas que povoam reality shows e programas de auditório e de humor popularescos. O que fez a revista cair ainda mais, pois por ser bem cara, quem poderia pagar não se interessava pela musa estampada e quem se interessava pela musa não tinha condições de pagar pela revista. A Playboy, com isso, conseguiu desagradas gregos e troianos.

Com esse motivo finalmente revelado, teremos uma Playboy cada vez mais decadente, com musas de verdade posando apenas uma vez por ano (se isso ocorrer), mas servindo de catapulta da fama para mulheres de mente vazia, de sensualidade artificialmente forçada  e corpos moldados cirurgicamente, todas interessadas em ganhar dinheiro as custas de homens ingênuos exclusivamente preocupados em satisfazer seus instintos mais básicos. A Playboy continua, mas vai morar na UTI.

Mas não precisamos dela. Em seus tempos áureos, fez muito a alegria de minha geração (e somos gratos por isso). Mas esse tempo já passou. Com a internet, procuramos e encontramos sessões com mulheres que realmente nos enchem de real prazer, na hora que queremos e pagando bem menos.

sábado, 16 de agosto de 2014

Grande mídia cria "nerds" para evitar a "vingança" dos nerds brasileiros

OBS: Brasileiro entende tudo errado. Quando recebe uma ideologia estrangeira, trata logo de inserir enxertos contraditórios, criando muitas vezes um estereótipo que vai contra a filosofia original. foi assim com a cultura rock, com o Espiritismo e agora com a cultura nerd. Os brasileiros, com isso acabaram construindo uma cultura nerd que vai contra os nerds, o que soa estranho, mas é real.

Para se ter uma ideia, se Jean Claude Van Damme ficar mais de 5 horas na frente de um computador, no Brasil, ele já pode ser considerado um autêntico nerd. E nerd gosta de futebol (como disse Spohr em uma entrevista)? Isso é forçar a barra num país onde gostar de futebol é considerado uma obrigação cívica e social. Quem não gosta de futebol no Brasil é automaticamente excluído do convívio social, todos sabem disso!

É muito pretensiosismo, senhor Eduardo Spohr! Você pensa que é o quê, hein, caricatura de nerd bastardo? deixa a gente em paz, porra e vai cuidar do teu timinho de futebol e seus milionários e analfabetos jogadores com cara e mentalidade de favelados inertes (extremamente o oposto da atitude legítima dos nerds)!

Se encontraram uma maneira mais eficiente de praticar bullying anti-nerd, finalmente encontraram. Pois não há nada melhor para impedir a vitória de um perdedor crônico do que tomar o lugar desse perdedor crônico, fingindo ser um perdedor crônico. Cá para nós, uma forma ainda mais cruel de bullying.

Grande mídia cria "nerds" para evitar a "vingança" dos nerds brasileiros

Por Alexandre Figueiredo - Mingau de Aço

"Vamos virar nerds antes que os nerds os sejam". É esse o mandamento da grande mídia e do mercado brasileiros, e mais uma vez um pretenso "nerd" dá as caras usando e abusando do termo, aproveitando-se do modismo lançado mundialmente por eventos tipo Comic Con.

Depois da Editora Abril, através da revista Info Exame, ter dito que o "humorista" Rafinha Bastos é "nerd", é a vez de O Globo vir com o "nerd assumido" Eduardo Spohr, autor do blogue Jovem Nerd e escritor de livros, em entrevista publicada anteontem.

O texto começa infeliz, pois, querendo "fugir dos estereótipos" nerds, investe num estereótipo pior ainda, já definido na citação de um depoimento do autor: "Se um cara sabe tudo sobre o Flamengo, por exemplo, sabe a escalação do time em 1937 e todos os gols jamais feitos pela equipe, ele é um nerd".

Spohr se afirma, e insiste em ser reconhecido como um "nerd autêntico". Mas, observando o perfil dele e do tipo de nerd que ele deseja difundir, um estereótipo "livre de estereótipos" que encaixa bem numa sociedade de uma intelectualidade cultural "sem preconceitos" mas muito preconceituosa, dá para perceber que Eduardo Spohr é tão nerd quanto Eike Batista é um trotskista.

O "nerd" sonhado por Eduardo Spohr, diferente dos "estereótipos" difundidos por filmes como Vingança dos Nerds e o seriado Big Bang Theory, na verdade possui caraterísticas que soam muito estranhas para o verdadeiro nerd, e se encaixam mais em fraternidades de atletas fortões que praticam bullying.

Mais próximo do perfil de rapaz "desajeitado" (mas nada nerd) de filmes como Se Beber Não Case e de comerciais de cervejas Nova Schin e Skol, o "nerd brasileiro" é fanático por futebol, por filmes de pancadaria e seu sucesso com as mulheres chega a ser demasiado positivo para a realidade de um nerd médio, principalmente no Brasil.

Se fosse personagem de Vingança dos Nerds, Eduardo Spohr seria seguramente um membro da fraternidade Alfa-Beta, a dos atletas valentões, até porque ele demonstrou ser fanático por esportes, filmes violentos, e tudo o mais, como deixou claro em várias postagens do Jovem Nerd.

A única coisa que une esses pretensos nerds e os nerds verdadeiros é a fixação por informática e histórias em quadrinhos. Mas isso é insuficiente para definir os pretensos nerds "cervejão" como autênticos. Seria como se classificássemos um neoliberal como "guevariano" só porque ele urina num banheiro público.

Há uma obsessão nos brasileiros em serem o que não são, de serem até o oposto do que realmente são. Metade dos jovens neoliberais brasileiros se dizem "de esquerda". Em São Paulo, uma "rádio rock" na verdade não passa de uma emissora pop como qualquer outra, mas cheia de pretensões. As mulheres-objetos que servem à mídia machista se autoproclamam "feministas" e por aí vai.

A grande mídia festeja com exemplos tipo Eduardo Spohr - que nada tem a ver com o tipo de nerd clássico nem de nerd flexível, ele na verdade é um pseudo-nerd - , com obsessão com o termo nerd mas com o interesse de desvirtuar os conceitos originais da palavra, porque desse modo os verdadeiros nerds (aqueles que têm mais a ver com Lewis Skolnick e Leonard Holfstadter) acabam perdendo seu espaço.

No fim, os pretensos nerds acabam fazendo bullying nos nerds verdadeiros. Vai que os nerds verdadeiros são "premiados" pelos pretensos nerds brasileiros a virarem gandulas de futebol, a ganharem trotes de valentões ou a namorar boazudas descerebradas de corpos siliconados.

Entendemos, através da sociologia, que, assim como a essência do falso é se passar por verdadeiro e acusar o autêntico de ser uma "fraude", os falsos nerds, estereotipados pela mídia, é que chamam os verdadeiros nerds de "estereotipados". Sheldon Cooper não iria com a cara de Eduardo Spohr.

Houve um tempo em que nerd tinha um sentido pejorativo. Hoje virou modismo, com as tais "novas tonalidades", dentro de um Brasil que constrói o novo em bases velhas, e iria construir mesmo a "cultura nerd" através de valores deixados pelos valentões do bullying.

Hoje pretensos nerds querem tomar o lugar dos autênticos, só porque gostam de quadrinhos e informática. Mas qualquer um gosta de quadrinhos e informática, qual é a diferença? Daqui a pouco vão dizer que até Reinaldo Azevedo é nerd. Aí vai virar bagunça.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Não é errado gostar de algo considerado ruim. Errado é achar que isso vai evoluir a cultura

Meses atrás, eu tive a oportunidade de assistir a comédia juvenil Fired Up (e legendado, graças a teclas de legenda e de voz disponíveis pela operadora de TV). Gostei do filme, assim como a maior parte de comédias juvenis. Muita gente detesta, mas eu gosto de comédias juvenis. A descontração presente nelas e as situações mostradas geram uma certa identificação com meu jeito jovial.

Mas alto lá! O fato de eu gostar dessas comédias não significa que eu discorde com boa parte da critica negativa feita a filmes desse tipo. O fato de eu ter gostado não significa que eu considere uma "obra de qualidade". Comédias juvenis são entretenimento puro, assim como muitos filmes elogiados que muita gente pensa ser "de arte", mas para quem tem o discernimento e o conhecimento do processo de produção dos filmes, não passa de pura diversão.

O problema não é gostar de filmes desse tipo, assim como não é problema gostar de música ruim. Você até pode "descer até o chão" ao som do mais rasteiro "funk" proibidão, desde que pare de inventar que isso é uma evolução cultural. As pessoas confundem gosto pessoal com valor cultural e é nessa confusão que surgem os atritos e os mal entendimentos.

O próprio sentido original de "cultura" desapareceu há muito tempo. Hoje, "cultura", para a maioria das pessoas significa uma diversão mais "elaborada". Uma diversão que "educa", se é que se pode entender desta forma. O sentido de cultura como gerador de conhecimento já não existe mais, embora ainda permaneça no discurso de defesa de algumas pessoas. Mas como gerar conhecimento sem conhecimento?

Divertir faz parte do instinto humano. É sadio divertir. E é algo pessoal, você pode se divertir da maneira que quiser. Cultura não. Cultura exige sabedoria, exige uma qualificação maior, além da obrigação de gerar aprendizado e produzir algo que possa desenvolver o intelecto da sociedade. Essa é a principal diferença entre cultura e diversão, palavras hoje tão comumente confundidas.

Não tenho medo de dizer que gostei de Fired Up. Gostei mesmo e me diverti vendo situações cômicas de dois nerds metidos a atletas que resolvem desistir de tudo para passar alguns dias numa escola de cheerleaders cheia das mais lindas gatas. O filme também teve a presença de algumas atrizes conhecidas que admiro, em destaque para a lindíssima Margo Harshman, que interpretou a auxiliar de Sheldon (Jim Parsons) em um episódio de Big Bang Theory, essa sim, uma obra de qualidade comprovada.

Mas eu tenho a consciência de que essa e outras comédias juvenis não passam de pura diversão, algo para não se levar a sério e muito menos ficar na história. Se eu já não levo a sério as fantasias bem boladas de um diretor caprichado mas mercenário, Steven Spielberg, imagine comédias juvenis sem pretensões.

As pessoas deveriam aprender de uma vez por todas a separar diversão de cultura, continuando a curtir suas bobagens numa boa, mas sem levar a sério. Muitas polêmicas poderiam ser evitadas se as coisas fossem colocadas em seus devidos lugares.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O que Robin Williams quis nos dizer com seu falecimento

Ontem uma triste notícia abateu os fãs do bom cinema e das boas atuações: Robin Williams o simpático e talentoso ator foi encontrado morto em sua casa. Indícios mostraram que se tratou de suicídio. Fontes ainda acrescentaram que o ator sofria de depressão. Como a depressão é algo comum em minha vida, sei justamente o que se passa na cabeça de alguém assim.

Uma pena William ter morrido. Poderia ter evitado o suicídio. Eu mesmo pensei muitas vezes em me matar, embora nunca tivesse tentado. Hoje o suicídio não faz parte dos meus objetivos. O mundo está cada vez pior, as pessoas cada vez mais emburrecidas e inertes e os problemas nunca terminam. Mas eu preferi me amadurecer e suportar tudo. 

Corro atrás de alternativas, para fugir da avalanche de inércia social. Por exemplo, durante a copa, preferi ficar bem longe da histeria futebolísticas e assisti a boas comédias na TV paga. Uma boa maneira de suportar os erros crônicos de nossa sociedade teimosa e hipócrita, interessada apenas a se divertir e imitar os trejeitos da maioria.

Williams ainda estava no auge da carreira

Williams não era "a maioria". Era um talento único. Sua morte lembra a de José Wilker - que morreu porque fumava muito - um suicídio involuntário - pois como o ator cearense, interpretava com estilo que nenhum outro ator possuía. Literalmente, era um ator insubstituível, e isso não é papo de pieguismo, do contrário que se vê na maioria das declarações de fãs desesperados pela morte de ídolos medíocres. Seu falecimento foi realmente uma notícia muito triste.

Ele estava até voltando ao sucesso por meio de um seriado novo, onde interpretava o pai da personagem de Sarah Michelle Gellar (esta voltando de um longo período de ostracismo): The Crazy Ones, uma criativa série de comédia, infelizmente cancelada. Virou moda cancelar boas ideias e manter as medianas ou ruins. Perfeito para um talento como Williams. Cancelaram a toa.

Quem vive para nos fazer rir geralmente é triste em sua vida particular

Robin Williams era um ator polivalente. Dava show até em papéis dramáticos. Mas a maior parte de suas atuações memoráveis eram na comédia, embora seus papéis no drama também nos inspiravam a viver mais alegres. 

Isso lembra bastante o mito de que os palhaços costumam ser interpretados por pessoas tristes e solitárias em seu cotidiano. E é um dos poucos mitos que se confirma  na maioria dos casos. E Williams era um. Ríamos de seus personagens, sem saber que desligados os holofotes, lágrimas escorriam feito cascata no rosto do carismático ator.

Quando eu era criança, meus pais me levaram para assistir a versão em live-action (com atores interpretando personagens animados) da estória do marinheiro Popeye, dirigido por outro saudoso, Robert Altman (especialista em dirigir filmes com muitas tramas simultâneas e muitos atores importantes no mesmo filme). William fazia o Popeye bem fiel ao do desenho. O locutor de Bom Dia, Vietnam e o Patch Adams estão também entre outros personagens memoráveis do ator.

Mas a sua atuação que fica na memória é a do professor subversivo de Sociedade dos Poetas Mortos, um dos filmes que mais gostei de assistir em minha vida. E é um filme que me fez pensar muito sobre a vida (o cinema americano, mesmo comercial, ainda dá espaço a questionamentos em alguns filmes), até porque eu também sou uma pessoa meio subversiva, que não concorda com a maioria das leis impostas. Até por saber que as leis são criadas por gente falha, algumas vezes sem noção sobre coisas básicas e muitas vezes sem o mínimo senso de altruísmo.

Williams vai deixar saudades

Agora, Williams se foi. Mais uma vez perdemos um mestre. No mundinho de mediocridade em que vivemos, precisávamos cada vez mais de pessoas geniais que pudessem nos convencer a desistir de nossa teimosia em permanecermos nas inertes zonas de conforto. Alguém que nos estimulasse a irmos cada vez mais além, e mais além, e mais além.

Com absoluta certeza e objetivamente falando, Robin Williams não terá substitutos. Gente como ele não é produzida em série (como ocorre com a maioria dos babacas que aos montes, todos iguais uns aos outros, infestam a telinha televisiva que vicia a maioria das pessoas).

Sobre o que ele quis dizer com o seu falecimento? Não sabemos exatamente. Acho que cada um pode tirar a sua própria lição do episódio. A lição que posso tirar do falecimento do mestre da atuação é: ame mais a vida. Viva mais e ame mais: ame você, ame as pessoas e ame a vida. Lição que pego resumindo todas as diferentes lições sugeridas pelos ainda mais diferentes personagens interpretados por Williams nas obras que tive as felizes oportunidades de assistir.

O cinema perdeu um dos seus maiores talentos e hoje se encontra em profunda tristeza. Hoje não teremos comédia.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O Orkut era melhor "cupido" que o Facebook

Em minha experiência nas redes sociais, noto que o Orkut (que está com a sua morte anunciada para este ano), apesar de ainda falho nesta função, era melhor "cupido" que o Facebook. O sistema criado por Orkut Buyukkokten e comprado pelo Google, tinha muito mais recursos que facilitavam a interação social que o Facebook, este limitado a um desfile de cartazes no feed de notícias.

O Orkut era uma excelente ideia, hoje descartada por causa de um apego a modismos que se tornou tradicional nas pessoas. Hoje as pessoas não querem qualidade e sim seguir a maioria ou indivíduos prestigiados. O que estes indicarem como "correto" é imediatamente seguido pelas massas.

O Orkut era forte enquanto estava na moda. Apesar de hoje ser estigmatizado como "Facebook de pobre", ele é (acredite, ainda existe, apesar da falta de prestígio do site) mais sofisticado que o sistema criado e ainda administrado por Mark Zuckerberg. O Orkut era a união de três tipos primários de redes sociais: os fóruns, os grupos de discussão e sites de relacionamentos. As características do Orkut, permitiam uma imediata identificação do perfil de uma pessoa, do contrário que o Facebook.

Outra desvantagem do Facebook é que ele só permite que adicionem os amigos dos amigos dos amigos. Para quem quer conhecer pessoas realmente inéditas, ele não é recomendável, já que o sistema bloqueia a adição de amigos que aparentemente não façam parte de nenhuma rede social do usuário, por acreditar que uma adição deste tipo possa servir de estímulo ao envio de spams (mensagens não solicitadas e/ou indesejáveis).

E por isso mesmo, o Facebook é um péssimo "cupido". Quem pretende usar esse site como forma de conhecer alguém para um relacionamento, tem poucas chances de êxito, já que além de não reconhecer o perfil das pessoas que deseja conhecer, esta terá que ser indicada por um conhecido ou fazer parte dos lugares relacionados pelo usuário em seu perfil, que normalmente possui poucos dados.

A internet tem demonstrado cada vez mais um lugar difícil para se resolver a vida afetiva, embora quase todos digam o contrário. Além das redes sociais não facilitarem nada, os sites de namoro são agora pagos e os que ainda são gratuitos são utilizados apenas por pessoas com carência afetiva, normalmente portadoras de perfis onde há referenciais que não agradam a quem procura uma companhia para a vida toda.

Ou seja, continuamos como há anos atrás, onde apenas os extrovertidos, as pessoas que tem o perfil valorizado pela mídia e regras sociais, ou vão a festas, noitadas, bares e afins, têm melhores chances de sair da solidão.

A internet, que segundo dizem , surgiu para facilitar as coisas, não está ajudando nada.

sábado, 9 de agosto de 2014

A silenciosa dor afetiva dos homens

As mulheres muitas vezes adoram reclamar da falta de homens, mesmo que esta falta não aconteça. A mulher, educada para posar de coitada, para atrair proteção alheia tem esta atitude como forma de se manter incluída socialmente. Já os homens, pelo contrário, não possuem esse direito, mesmo quando estão na pior.

Ainda mais quando o assunto é vida afetiva, a coisa piora. Segundo as regras sociais, um homem assumir publicamente que tem dificuldades afetivas serve de atestado de incapacidade, mesmo que os defeitos presumidos não existam de fato. É como um homem dizer para a sociedade: "eu não presto, não me queiram para namorado". Isso é mau porque os homens que tem real dificuldade para conquistar mulheres ficam privados de qualquer ajuda.

Todos conhecem aquele ditado "Homem não chora". Significa que os homens tem que passar a imagem de bem sucedidos 24 horas por dia, nem que em suas vidas tudo esteja errado e que tenham que se virar sozinhos para resolver seus problemas. O que acaba por estagnar esses problemas, já que muitos destes não são resolvidos sem ajuda alheia.

Mas porquê a sociedade ainda insiste em reprovar as reclamações masculinas? Quando posto alguma coisa sobre as minhas dificuldades afetivas no Facebook, sinto um silencioso clima de reprovação. Como se eu de repente tivesse cometido um crime. É crime pedir ajuda para resolver problemas afetivos? Talvez seja.

Mas porque sofrer calado? Isso tem demonstrado um grave erro há séculos. A experiência mostra que ao ter reprimido o seu direito de reclamar, o homem parte para a ignorância, cometendo os mais variados tipos de violência, gerando danos e até mortes. Não seria melhor chorar em um canto e depois pedir ajuda? Bom para ele e para toda a sociedade.

Sobre a sociedade, ela faz uma ideia errada dos homens que tem dificuldades afetivas. Vamos reconhecer, vivemos em uma sociedade burocrática, que cria regras e exigências para que alguém possa obter benefícios. Quem se dá bem é aquele que cumpre as regras e a satisfação dessas exigências. E quem não se adapta, como fica?

Tenham paciência com quem tem dificuldade. Ao invés de reclamar ou de acusar de defeitos que não se sabe se tem ou não, porque não ajudar o homem com dificuldades. Tenho absoluta certeza que um homem que é compreendido em sua dor e recebe ajuda, será uma pessoa bastante útil para a sociedade ao querer retribuir a ajuda recebida, nem que seja apenas com a simpatia ou com a gratidão.

É errado querem condenar um homem porque ele não é "forte" nem "bem sucedido". Todos nós temos ganhos e perdas durante toda a vida. O que deve ser feito é livrar das perdas. E a primeira atitude a fazer para isso é admitir que as perdas existem.

Um homem que pose de infalível com certeza está mentindo. E poderá agredir quem o conteste, caso ele não assuma seus problemas e procure ajuda.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Quer passar o tempo? Sudoku é a melhor opção

Uma coisa que tem me ajudado muito a passar o tempo é um joguinho conhecido como Sudoku. Quando eu não estou fazendo nada de importante, acabo resolvendo probleminhas de Sudoku, que além de ser uma ótima distração, ajuda a "amortecer" o cérebro, melhorando o raciocínio e talvez, a memória. Sou meio ruim em memória, razão que explica o meu fracasso nos concursos públicos. Como é a única maneira de arrumar um emprego com a minha idade e com as minhas parcas posses financeiras, o jeito é aprender a melhorar a memória.

O Sudoku consiste em 9 casas com 9 quadrados cada. Deve-se preencher espaços vazios com números de 1 a 9, sem repetir nas casa ou nas linhas horizontais e verticais. Esse é o desafio: evitar a repetição. O que também ajuda a resolver, já que se só existe uma chance de um número ocupar uma casa, é tal número que ocupa e facilita o preenchimento.

Recomendo as pessoas a jogarem Sudoku. Vão perceber o tempo passando rápido e sentirão mais facilidade de resolver os problemas do dia-a-dia, além de entender questões complexas do tipo "como é que existem pessoas que não curtem futebol em nosso país?".

Melhorar o raciocínio evita que sejamos submissos a alguém que quer se beneficiar de nossa submissão. Desenvolvendo a mente, não há quem nos obrigue a nada.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Os falsos conselheiros amorosos

Existem nas redes sociais várias comunidades que ensinam o homem a conquistar uma mulher. Antes de falar sobre isso, quero esclarecer que já namorei várias vezes, mas com garotas que já estavam a fim de mim, que demonstraram isso. Geralmente não eram muito bonitas e tinham personalidade duvidosa, que causou o fim dos relacionamentos (todos os namoros, que foram bem curtos - ninguém aguenta uma chata por muito tempo - , que eu tive, fui eu que encerrei). Mesmo não sabendo conquistar uma mulher, eu já tenho uma larga (e infeliz) experiência afetiva. Agora voltemos ao tema.

Nestas comunidades, ilude-se quem pensa que terá ótimos e infalíveis conselhos para conquistar uma mulher que nunca demonstra que está a fim. os conselhos nunca vão além do "vá as festas noturnas e puxe um papo". Não há detalhes de como se deve iniciar esse papo, o comportamento que as mulheres esperam vir de um homem, que tipo de assunto abordar, etc.. Os conselhos se limitam a isso: vá para as noitadas e puxe o papo com alguém, algo que pode ser traduzido como "se vira!".

E também os conselheiros não conhecem a diversidade de pensamentos e gostos. Para eles, todo mundo vai a noitadas. E quem não vai? Como eles não conseguem imaginar uma diversidade de estilos de vida, achando que todo mundo é igual (ainda mais no Brasil, onde muitos se incomodam e não respeitam as diferenças). Desse jeito os conselhos dados vão parecer fórmula pronta, coisa de preguiçoso.

Mas porque os moderadores ou os "Don Juans" de meia tigela que aparecem na comunidade nunca dão conselhos que prestem. Pode ser porque...

- Eles não sabem porque. Conquistam pela sorte, mas para não ficar com a fama de que "não sabem conquistar" dão esses conselhos vazios para que ninguém pense que eles são incapazes.

- Eles sabem, sim. Mas não se deve divulgar um segredo a concorrentes. Então se enrola os possíveis adversários e eles ficam na deles, deixando os "Don Juans" sossegados com seu privilégio.

Na verdade quem deveria ensinar os homens a conquistar uma mulher são as mulheres. Só elas podem realmente dizer o que querem de um homem e outros segredos mais. Os homens que se dão bem nas conquistas, na verdade, são os que tem muitas amizades do sexo feminino (além de conselheiras, as amigas podem ser uma boa propaganda para outras mulheres - é uma espécie de "atestado de qualidade"). Nada como uma mulher para dizer para uma outra mulher se um homem presta ou não.

Comunidades como as que prometem ensinar homens a conquistar são um engodo que só vai aumentar a solidão dos já solitários visitantes. Fuja dessa "fórmula mágica" de "vá as noitadas e puxe um papo". O casamento que virá disso poderá ser o mais chato do mundo.

domingo, 3 de agosto de 2014

Facebook é cada vez menos usado. Qual será a rede social da vez?

Venho notando uma queda no uso do Facebook pelos brasileiros. Os números de postagem vem reduzindo, pedidos de "amizade" reduzem mais ainda e em muitos grupos, se observa uma inércia quase absoluta em vários dias. Sabendo que brasileiros amam redes sociais, é estranho que isso aconteça.

Um dos motivos que o Facebook pode estar afugentando usuários é que o mesmo permite que postagens alheias sejam lidas por qualquer um, o que significa o trânsito  de ideias que podem não agradar a pessoas conservador (para quem não sabe, conservador é aquele que quer que o sistema de poderes, leis e cotidiano permaneça como está, admitindo apenas poucas mudanças insignificantes, como a tecnológica). Os conservadores podem estar se revoltando com a ideias que surgem para tirá-los da zona de conforto em que se encontram.

Mas o hábito de se sociabilizar, tão inerente ao nosso povo, que tornou os brasileiros no maior público de redes sociais da face da Terra, deve ter migrado para outro tipo de rede social, ou para pelo menos mensagens de SMS em celulares, tablets e smartphones. Fala-se muito em Whatsapp (rede social para celulares que foi comprado pelo Facebook), mas ainda desconheço a repercussão desta como rede social mais utilizada, embora ouça muito falar dela.

De qualquer forma, como aconteceu com o Orkut (estranhamente mantido pelo Google, apesar de inerte e do fato do Google ter outra rede social, o Google Plus), o Facebook dá sinais de que poderá ficar inerte também e possivelmente obsoleto, quando outra rede ou outra forma de comunicação possa satisfazer a população brasileira na sua ânsia de ficar conectado com outras pessoas através da tecnologia. Quem viver, verá.

Marcadores

Administração dos Blogues (6) Álbuns (9) Alcoolismo (1) Alienação (114) Almoço (1) Alternativo (7) Altruísmo (11) Ambiguidades (1) Animação e Quadrinhos (6) Aniversário (1) Aniversários (14) Anos 60 (6) Anos 70 (3) Anos 80 (2) Ansiedade e Depressão (3) Anti-cabecismo (18) Anti-esquerdismo (6) Anti-humanismo (11) Aplicativos (1) Aplicativos de Namoro (1) Apocalipse e Distopia (6) Apologia da Pobreza (21) Armações Musicais (8) Arqueologia (4) Arquitetura (2) Arrogância (11) Arte (11) Assistencialismo (2) Astronomia (2) Astronomia e Física (3) Ateísmo (1) Autismo (1) Autocrítica (1) Automobilismo (2) Autoritarismo (3) Ava Cantrell (1) Bailee Madion (1) Baixaria (12) Beleza feminina (33) Bichos Fofos (1) Biologia (3) Biologia Marinha (5) Bizarrices (21) Boas ideias descartadas (12) Bom senso (1) Brasilidade (6) Brec Bassinger (1) Brega-popularesco (48) brinquedos (1) Bullying (15) Burocracia (15) busca (1) Camila Mendes (1) Caos Urbano (2) Capitalismo (38) Caráter (3) Carnaval (4) Catástrofes e pandemias (1) Causas Identitárias (2) Causas Trabalhistas (1) Celebridades (70) Censura (3) Chloe Grace Moretz (2) Choque Cultural (7) Cidades (1) Cidades e Localidades (13) Ciência (5) Cinema (14) Cinema Alternativo (2) Civismo (2) Coincidências (6) Comparações (8) Competitividade (4) Comportamento (59) Confiança Cega (4) Confiança nas Instituições (2) Conflito de classes (15) Conflito de Gerações (4) Conformismo (17) Consciência Social (1) Conservadorismo de esquerda (15) Consumismo (16) Contracultura (5) Contradições (8) Convicções Políticas (13) Corrupção (2) Costumes Antiquados (81) Crenças e Seitas (2) Crimes e delitos (1) Crise Financeira (1) Crônicas (1) Culinária (2) Cultura (59) Cultura Alternativa (13) Cultura de Mercado (86) Cultura de protesto (5) Cultura Nerd (49) Cultura Rock (29) Cultura Ruim (47) Curiosidades (27) Decepções (16) Declarações sensatas (13) Democracia (13) Depressão e decepção (6) Desabafos (3) Desconfiança (2) Desejo de mudança social (6) Desenhos Animados (3) Desfiles e Eventos de Moda (4) Desigualdade Social (5) Desprezo a talentos (3) Desrespeito ao Bom Senso (32) Dicas (1) Diplomacia Internacional (1) Direitos Humanos (7) Documentários Científicos (3) Drogas (1) Ecologia (2) Economia (8) Educação (9) Efemérides (31) Egoísmo e Egocentrismo (4) Egoísmo e ganância (1) Egoísmo e Individualismo (6) Eliana Michaelichen (1) Elitismo (4) Emma Myers (1) Emmy Rossum (1) Emprego (2) Entretenimento (20) Entrevistas (1) Erros Culturais (109) Erros de Identificação (3) Escassez (1) Espetáculos (1) Espírito de Manada (2) Esporte (15) Esquerda Caviar (8) Esquerda Cirandeira (3) Esquerda Namastê (6) Esquerdismo Alienado (26) Estatísticas (1) Estereótipos (71) Estilo de vida (3) Estudos e profissões (1) Eventos (5) Exclusão Social (6) Expectativas (1) Exposições e Eventos (1) Fake News (3) Falecimentos (22) Falsa prosperidade (1) Falsa Rebeldia (1) Falta de amor (13) Falta de Conhecimento (3) Família e parentesco (4) Fanatismo (4) Farra e diversão irresponsável (5) Fascismo (7) Feminismo (25) Férias (1) Fernanda Young (1) Festas e danças (5) Festivais de Música (14) Filosofia (1) Fora da Lei (1) Fotografias (1) Fracasso (1) Fuga da Realidade (6) futebol (1) Futebostilidade (3) Gafes (5) Gafes e Declarações Cretinas (2) Ganância e Mercenarismo (13) Gastronomia e Alimentação (4) Gênios incompreendidos (22) Gente Metida (7) Geologia (1) Giovanna Antonelli (1) Gírias e Expressões Idiomáticas (1) Glamorização da Pobreza (22) Grandes encontros (1) Gravadoras e Editoras (5) Hailee Steinfeld (1) Higiene (1) Hipocrisia (29) História (4) Hobbies (2) Humor (32) Ideias Progressistas (1) Identitarismo (2) Ilusões (1) Imaturidade (6) Infância (4) Informações Distorcidas (8) Informática (13) Infra-estrutura (2) Injustiças (17) Instintos (1) Intelectuais (1) Intelectualidade (15) Internet (17) Intervalo (3) Intolerância (3) Inversão de valores (8) Isabelle Drummond (1) Isolamento (4) Jessica Simpson (1) Jogos e Brinquedos (1) Jogos e Passatempos (1) Jovialidade (1) Karen Fukuhara (1) Kathryn Newton (2) Kiernan Shipka (1) Larissa Manoela (1) Legislação (2) Lembranças do Passado (6) Letras de Música (1) Lições de Vida (33) Lily Collins (1) Linguagem (1) Linguística (1) Literatura (2) Livrarias e Bibliotecas (1) Livros (1) Lizzy Greene (2) Lojas e Shoppings (1) Loucura e manicômios (1) Luta por Direitos (1) Machismo (37) Mainstream (11) Maisa Silva (1) Maisie Williams (1) Manifestos populares (7) Manipulação ideológica (18) Maniqueísmo (1) Manutenção (1) Marcas e Grifes (1) Margot Robbie (1) Mariana Ximenes (2) Masculinismo (4) Mau exemplo (6) Mckenna Grace (3) Mecanismos de Busca (1) Medicina e Saúde (11) Mediocridade Cultural (64) Meiguice (1) Meritocracia (1) Mídia (57) Mídia Alternativa (1) Mídia Corporativa (3) Mídia Impressa (1) Mikey Madison (1) Millennials (1) Millie Bobby Brown (1) Miranda Cosgrove (1) Mistérios Resolvidos (1) Mitos desmentidos (38) Mitos e lendas (17) Modelismo (1) Modismo (34) Modismos e Tradições (50) Momento Sedentário Diário (1) Monica Iozzi (1) Monique Alfradique (1) Monotonia & Tédio (2) Monumentos Culturais (1) Moralidade (2) Moralismo (3) Mudanças (2) Mulheres (10) Mundinho Pantanoso dos Famosos (5) Música (40) Música Comercial (16) Música eletrônica (2) Música Erudita (2) Música Eterna (26) Música para os olhos (1) Música Popular Brasileira (6) Música Romântica (2) Namoro e Matrimônios (14) Natureza (1) Neo-conservadorismo (25) Nivelamento por Baixo (1) Nostalgia (1) Notícias ruins (4) Notícias Surpreendentes (41) Novidades (1) Novo Normal (2) Obras-primas (6) Olimpíadas (4) Olivia Holt (1) Onda de ódio (5) Opinião Pública (2) Oportunidades (1) Orgulho Humano (1) Otimismo Exagerado (4) Padronização (1) Patriotada (6) Pausa (3) Pedantismo (1) Pensamento Único (6) Personalidades (5) Perspectivas (18) Pesquisas (4) Peyton Roi List (2) Polêmicas (9) Polêmicas inúteis (6) Política (27) Pop Adolescente (2) Pós-verdade (1) Postagens Íntimas (20) Preconceito (6) Preços Abusivos (1) Preços Exorbitantes (1) Premiações (6) Problemas cotidianos (4) Projetos Caça-níqueis (3) Promiscuidade e Excessos (4) Propaganda Enganosa (19) Proteção aos animais (1) Psicologia (1) Publicidade e propaganda (2) Quadrinhos (3) Qualidade de Vida (9) Quarentena (2) Quebra de Estereótipos (16) Química (1) Rachel Sheherazade (1) Racismo (4) Radialismo (6) Reality Shows (3) Rebeca Andrade (1) Recursos (1) Redes Sociais (39) Reedição de Textos (3) Reflexões (4) Regras Sociais (116) Relacionamentos fajutos (5) Relacionamentos por Conveniência (11) Relacionamentos Secretos (3) Religiosidade (10) Relíquias (1) Resenhas de álbuns (6) Resenhas de músicas (4) Respeito (1) Respeito às Diferenças (2) Retorno (1) Retrocesso (2) Retrospectiva (9) Retrospectivas (12) Revivals e Rebbots (1) Rituais (1) Rock Ruim (9) Romantismo (10) Roupas e Vestuário (1) Ryan Whitney Newman (1) Sabotagem (2) Sandy Lima (1) Seletividade (1) Seriados e Novelas (7) Séries (2) Sessões sensuais (2) Sexualidade (11) Simplicidade (2) Sociabilização (8) Sociedade de Classes (6) Solidão (19) Sósias Semelhantes e Similares (3) Soul & Black Music (1) Subjetividade (4) Submissão (1) Sugestões (1) Surpresas (9) Sydney Sweeney (1) Tabus (1) Tatá Werneck (1) Tecnologia (19) Teimosia (11) Televisão (23) Teorias Conspiratórias (1) Textos alheios (41) Totens e Falsos Mestres (8) Tragédias (2) Transportes (1) Transtornos (1) Tribos e classes sociais (4) Trocadilhos (1) Turismo (3) Ufanismo (2) Ufologia (5) Urbanismo (2) Vaidade e Presunção (1) Vestuário (1) Victoria Justice (1) Vida Afetiva (83) Vida Privada (14) Violência (2) Vitaminada (2) Vitimismo (1) Votações (1) Xenofobia (1) Z-detele (8) Zonas de Conforto (3)