
Só uma campanha intensa de massa para fazer uma multidão ir assistir um documentário. Ainda mais um documentário sobre um ensaio para uns concertos. Não há nada mais desinteressante que isso.
Michael Jackson, conhecido pelos tabloides de fofocas como Wacko Jacko, é endeusado pela mídia brasileira que não sabe diferir o que é arte do que é entretenimento. Jackson não fazia arte, mas ele era realmente o mestre do entretenimento. Eles acham que o fato de Thriller ter vendido zilhões tenha sido importante para a cultura mundial. Thriller pode até ter sido um bom álbum (e o melhor de Jackson, sem dúvida), mas o mérito é muito mais do produtor Quincy Jones (padrinho americano de New Order e de Ivan Lins) do que do astro. Uma prova é que quando Wacko Jacko se separou de Jones, a qualidade de seu trabalho caiu.
Mas com o Goebbels (patrono não-assumido da publicidade brasileira) dizia, "mentira multiplicada vira verdade", a mídia se encarregou de transformar o ídolo em deus. E aí a histeria coletiva, totalmente cega, descarta toda a verdadeira arte e põe Jackson acima até de muitos que são muito mais talentosos que ele. Claro, o povo, incauto e inculto, mede o talento pela quantidade de aparições na mídia.
Daí a histeria em torno desse documentário, que não mostra nada demais. É só um ensaio de um ídolo que colocou a dança e os clips para "temperar" sua música inócua. Se os brasileiros entendessem inglês e lessem as letras de Jackson, claramente saberiam que de gênio ele não tinha nada. Era apenas um cantor mediano fazendo seu trabalho com competência, dentro dos limites da música de mercado. Nada mais.
Mas o documentário pode servir para corrigir um grave erro: de que Jackson era "roqueiro". Só quem não entende de música classifica o ídolo como tal. Jackson era tão roqueiro quanto Paulinho da Viola e o maestro André Rieu. O tipo de som que ele cantava era totalmente diferente e dava prioridade à dança. Ele era a verdadeira dance-music. Os incautos costumam chamar de dance-music apenas aqueles intérpretes "sem-rosto" que trabalham para DJs-produtores. Mas quando o intérprete "ganha rosto" automaticamente vira "roqueiro" sem mexer uma palha do som que interpreta. Coisa de quem "ouve" a música com os olhos. Mas o excesso de dançarinos e de passos de dança no documentário, podem ajudar a corrigir o erro.
Vamos ler sobre música e parar de ser submissos a mídia obesa, que endeusa ídolos medianos em detrimento aos gênios de verdade (esses esquecidos pela mídia e público por serem considerados "chatos"). Jackson foi competente, mas dentro do que ele sabia fazer. Não vamos inventar qualidades para Jackson. E deixem ele (e nós, não-fãs, também) descansar em paz.
Michael Jackson, conhecido pelos tabloides de fofocas como Wacko Jacko, é endeusado pela mídia brasileira que não sabe diferir o que é arte do que é entretenimento. Jackson não fazia arte, mas ele era realmente o mestre do entretenimento. Eles acham que o fato de Thriller ter vendido zilhões tenha sido importante para a cultura mundial. Thriller pode até ter sido um bom álbum (e o melhor de Jackson, sem dúvida), mas o mérito é muito mais do produtor Quincy Jones (padrinho americano de New Order e de Ivan Lins) do que do astro. Uma prova é que quando Wacko Jacko se separou de Jones, a qualidade de seu trabalho caiu.
Mas com o Goebbels (patrono não-assumido da publicidade brasileira) dizia, "mentira multiplicada vira verdade", a mídia se encarregou de transformar o ídolo em deus. E aí a histeria coletiva, totalmente cega, descarta toda a verdadeira arte e põe Jackson acima até de muitos que são muito mais talentosos que ele. Claro, o povo, incauto e inculto, mede o talento pela quantidade de aparições na mídia.
Daí a histeria em torno desse documentário, que não mostra nada demais. É só um ensaio de um ídolo que colocou a dança e os clips para "temperar" sua música inócua. Se os brasileiros entendessem inglês e lessem as letras de Jackson, claramente saberiam que de gênio ele não tinha nada. Era apenas um cantor mediano fazendo seu trabalho com competência, dentro dos limites da música de mercado. Nada mais.
Mas o documentário pode servir para corrigir um grave erro: de que Jackson era "roqueiro". Só quem não entende de música classifica o ídolo como tal. Jackson era tão roqueiro quanto Paulinho da Viola e o maestro André Rieu. O tipo de som que ele cantava era totalmente diferente e dava prioridade à dança. Ele era a verdadeira dance-music. Os incautos costumam chamar de dance-music apenas aqueles intérpretes "sem-rosto" que trabalham para DJs-produtores. Mas quando o intérprete "ganha rosto" automaticamente vira "roqueiro" sem mexer uma palha do som que interpreta. Coisa de quem "ouve" a música com os olhos. Mas o excesso de dançarinos e de passos de dança no documentário, podem ajudar a corrigir o erro.
Vamos ler sobre música e parar de ser submissos a mídia obesa, que endeusa ídolos medianos em detrimento aos gênios de verdade (esses esquecidos pela mídia e público por serem considerados "chatos"). Jackson foi competente, mas dentro do que ele sabia fazer. Não vamos inventar qualidades para Jackson. E deixem ele (e nós, não-fãs, também) descansar em paz.
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