
Estava procurando textos alheios para colocar (com autoria devidamente creditada, of course) no Futebosta, quando eu me deparei com uma pergunta feita no Yahoo Respostas.
Parecia ser um desses mauricinhos que costuma sair à noite, e demonstrava estar visivelmente revoltado. Ele perguntou porque muitos consideram entretenimento como alienação. Algumas pessoas responderam enrolando dizendo que não tem nada a ver, mas sem explicar nada. Outros aproveitaram o espaço para descer o pau na mídia e na alienação estimulada pela mesma. Mas nenhum escreveu algo de realmente objetivo e claro. A melhor resposta escolhida pelo questionador foi uma que só confirmava os valores que ele dizia acreditar quando lançou a pergunta.
Pena que a pergunta foi fechada. Eu iria escrever um bom texto explicando. Pois todos, a favor ou não ao questionador, não disseram nada de relevante, apenas confirmando preconceitos já existentes. Preconceitos que existem nos dois lados.
Não há nada errado no entretenimento. Se divertir é uma necessidade. Devemos sempre fazer algum tipo de atividade enquanto descansamos. O erro é dar uma importância exagerada às atividades ligadas ao entretenimento, algo muito comum hoje em dia.
Hit-parade, noitadas, rodeios, Carnaval, Futebol, celebridades, tudo vira totem absoluto e inquestionável. Dão uma excessiva importância a ponto de matar ou morrer para defender. Acham que tudo isso é cultura, que educa e que vão aprender algo mais ao fazer isso. Balela! A única coisa que vão conseguir com isso é curtição, nada mais.
O entretenimento não foi feito para ser levado a sério. É apenas para divertir. levando algo banal muito a sério pode acarretar estes conflitos entre intelectualizados versus alienados, que acabam por sujar os fóruns de sites de relacionamento e provocar inimizades.
Se bem que , para quem está envolvido com a produção de um evento de entretenimento, quer mais é que a sua importância seja aumentada. Rótulos ligados a valores intelectualizantes são bons porque causam perpetuação. É um meio para os empresários do entretenimento continuarem lucrando por um bom tempo. As pessoas que se utilizam disso é que devem estar com os olhos abertos.
Com o fim da ditadura militar e a derrubada do Muro de Berlin, os grandes empresários se sentiram livres para lucrar e impor regras para o convivemnto social. A democracia em que vivemos é apenas teórica, já que o empresáriado utiliza a mídia e regras sociais para impor suas idéias e manter a massa obediente. E o entretenimento tem demonstrado um ótima forma de dominar a população.
Lembrando o que sempre foi dito, que "cultura fraca gera povo fraco", a burguesia, desde os anos 90, tratou logo de enfraquecer a cultura, com ídolos postiços, supervalorização das bebidas alcoólicas (entendidas pela maioria da população como sinônimo de liberdade - uma liberdade imposta por propagandas e costumes sociais?), obrigatoriedade de eventos como as noitadas e os jogos de futebol. Em anos de copa, como neste ano (2010), a manipulação ideológica pró-futebol, toma proporções assustadoras. Para fugir, só saindo do país ou se isolando numa caverna sem qualquer meio de comunicação.
Se divertir é muito bom. Mas precisamos nos educar, observar os trâmites da mídia e da sociedade (numa sociedade competitiva, as regras sociais são meio de definir quem vai ou não se dar bem) e, acima de tudo, não obedecer cegamente ao que a mídia, sobretudo a televisão, mostra como verdadeiro. A visão é o sentido mais apurado no ser humano e tem sido objeto de manipulação. Pois, se não usarmos nosso discernimento, fica muito fácil de ser manipulado por belas imagens.
Vamos nos divertir, mas sabendo que diversão é só diversão, que ídolos não são intelectuais e que os eventos de diversão não foram feitos para serem levados a sério. Tudo é brincadeira e tudo que devemos fazer é pular, dançar, gritar e sorrir. E nada mais.
Parecia ser um desses mauricinhos que costuma sair à noite, e demonstrava estar visivelmente revoltado. Ele perguntou porque muitos consideram entretenimento como alienação. Algumas pessoas responderam enrolando dizendo que não tem nada a ver, mas sem explicar nada. Outros aproveitaram o espaço para descer o pau na mídia e na alienação estimulada pela mesma. Mas nenhum escreveu algo de realmente objetivo e claro. A melhor resposta escolhida pelo questionador foi uma que só confirmava os valores que ele dizia acreditar quando lançou a pergunta.
Pena que a pergunta foi fechada. Eu iria escrever um bom texto explicando. Pois todos, a favor ou não ao questionador, não disseram nada de relevante, apenas confirmando preconceitos já existentes. Preconceitos que existem nos dois lados.
Não há nada errado no entretenimento. Se divertir é uma necessidade. Devemos sempre fazer algum tipo de atividade enquanto descansamos. O erro é dar uma importância exagerada às atividades ligadas ao entretenimento, algo muito comum hoje em dia.
Hit-parade, noitadas, rodeios, Carnaval, Futebol, celebridades, tudo vira totem absoluto e inquestionável. Dão uma excessiva importância a ponto de matar ou morrer para defender. Acham que tudo isso é cultura, que educa e que vão aprender algo mais ao fazer isso. Balela! A única coisa que vão conseguir com isso é curtição, nada mais.
O entretenimento não foi feito para ser levado a sério. É apenas para divertir. levando algo banal muito a sério pode acarretar estes conflitos entre intelectualizados versus alienados, que acabam por sujar os fóruns de sites de relacionamento e provocar inimizades.
Se bem que , para quem está envolvido com a produção de um evento de entretenimento, quer mais é que a sua importância seja aumentada. Rótulos ligados a valores intelectualizantes são bons porque causam perpetuação. É um meio para os empresários do entretenimento continuarem lucrando por um bom tempo. As pessoas que se utilizam disso é que devem estar com os olhos abertos.
Com o fim da ditadura militar e a derrubada do Muro de Berlin, os grandes empresários se sentiram livres para lucrar e impor regras para o convivemnto social. A democracia em que vivemos é apenas teórica, já que o empresáriado utiliza a mídia e regras sociais para impor suas idéias e manter a massa obediente. E o entretenimento tem demonstrado um ótima forma de dominar a população.
Lembrando o que sempre foi dito, que "cultura fraca gera povo fraco", a burguesia, desde os anos 90, tratou logo de enfraquecer a cultura, com ídolos postiços, supervalorização das bebidas alcoólicas (entendidas pela maioria da população como sinônimo de liberdade - uma liberdade imposta por propagandas e costumes sociais?), obrigatoriedade de eventos como as noitadas e os jogos de futebol. Em anos de copa, como neste ano (2010), a manipulação ideológica pró-futebol, toma proporções assustadoras. Para fugir, só saindo do país ou se isolando numa caverna sem qualquer meio de comunicação.
Se divertir é muito bom. Mas precisamos nos educar, observar os trâmites da mídia e da sociedade (numa sociedade competitiva, as regras sociais são meio de definir quem vai ou não se dar bem) e, acima de tudo, não obedecer cegamente ao que a mídia, sobretudo a televisão, mostra como verdadeiro. A visão é o sentido mais apurado no ser humano e tem sido objeto de manipulação. Pois, se não usarmos nosso discernimento, fica muito fácil de ser manipulado por belas imagens.
Vamos nos divertir, mas sabendo que diversão é só diversão, que ídolos não são intelectuais e que os eventos de diversão não foram feitos para serem levados a sério. Tudo é brincadeira e tudo que devemos fazer é pular, dançar, gritar e sorrir. E nada mais.
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