É tradicional para o brasileiro copiar coisas ruins ou inúteis dos países mais evoluídos. Como um povo imaturo que prioriza a futilidade, o brasileiro sente atraído por bobagens que não levam a nada de positivamente concreto.E desde o final da década de 80, perincipalmente por influência dos cursos de língua inglesa (que acharam relevante importar esse tipo de coisa para distrair a jovem massa), temos que comemorar todo 31 de outubro, esse tal de Halloween, o Dia das Bruxas. Uma forma descontraída de cultuar o universo dos filmes de terror.
O que chateia não tem nada a ver com medo. É porque Halloween é sem graça mesmo, uma coisa panaca e sem utilidade, que só combina com crianças metidas a corajosas (quando eu era criança era ultra-medrosa, graças aos pesadelos quase diários com deformidades que eu tinha). Além de ser uma coisa importada, que nada tem a ver com o nosso cotidiano.
Há quem veja importância cultural em ficar adorando monstros e fantasmas. Como se cultuar coisas aterrorizantes pudesse tornar um ser humano mais sábio e mais caridoso. Como se ajudasse a sociedade a se evoluir.
Numa época em que há muita confusão entre o que é uma simples diversão e o que representa a expressão de uma sociedade, é coerente que se coloque essas bobagens, a importância que deveria ser dada a coisas bem mais relevantes, que façam a humanidade se evoluir.
Me convençam: monstros e assombrações fazem evoluir a sociedade? Francamente...
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