No mundo medíocre em que vivemos, ser burro está na moda. Aliás, burros adoram modismos. Legal imitar os outros para se sentir incluído na sociedade. O problema é que na ânsia de imitar os outros, ninguém checa se algo é válido ou não.Algum demente enfiou nas cabecinhas avoadas da sociedade que a maior prova de amor é tatuar o nome da pessoa "amada" no corpo. A lógica prova que isso nada tem a ver com amor e é mais uma forma dos insensíveis e/ou interesseiros dizerem para a sociedade que amam, sem amar de verdade. Aliás, me parece que a ideia é essa mesmo, externar um amor que não existe.
Tatuagens já não são uma boa ideia. Corpo não foi feito para pinturas. Quer ficar bonito? mande fazer uma roupa impressa com a figura desejada, ora. Lojas de xerox imprimem camisetas com a estampa desejada pelo cliente. Não precisa pintar o corpo.
Tatuagens antigamente eram feitas apenas por maus caráter ou por gente bruta. Com o tempo, foi ganhando estigma de rebeldia. Como modismo, se tornou uma forma dos conservadores fingirem que são rebeldes, sem mudar a sua ideologia, garantindo a simpatia da sociedade. Pelo jeito, tatuagem deve ser coisa de fingido.
Nada contra quem faça, mas porque fazer? Não era melhor não fazer? Correr risco de saúde com uma agulha só por causa de um modismo? E quando deixar de ser modismo, vai encarar uma violenta cirurgia que pode deixar sequelas graves na pele? Quer ficar deformado?
A prova de amor tem que vir da alma
Pelo jeito as pessoas que não sabem desenvolver emoções, preferem pegá-las de fora, como se fossem próteses de amor, próteses de alegria. Já falei sobre o consumo de cerveja, uma das maiores formas de implantar alegria artificial no coração daqueles que não a tem. Agora há a tatuagem do nome do "amado" (aspas aparecem porque não considero forma de amor verdadeiro) como forma de implantar um amor postiço.
Ora, num mundo onde as pessoas não praticam o auto-conhecimento, não há como conhecer o outro. Fica difícil amar o outro e até a si mesmo. Por isso as pessoas preferem viver uma vida irresponsável de riscos e baixaria, dando a isso o nome de "liberdade".
E quem não se ama, não tem condições de amar ninguém. E não é uma tatuagem com algumas letrinhas que irá resolver isso.
Reflitam profundamente sobre a pessoa que escolheram como parceira e tentem desenvolver algum afeto por ela. Não confundam afeto com sentimento de posse. Isso é para objeto, não para pessoas. Amor inclui altruísmo e responsabilidade. Não um nome escrito na pele.
Quem quiser tatuar o nome, faça. Mas para de dizer que isso é uma prova de amor. isso só prova que quem faz isso é um modista e que poderá se arrepender mais tarde, com possíveis consequência desastrosas.
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