Parece que a mania que o brasileiro tem de endeusar mortos através de muita histeria e puxa-saquismo não só não dá sinais de que vai acabar como cada vez mais se torna mais histérico e irracional.
O falecimento da mãe do s cantores Caetano Veloso e Maria Bethania, conhecida como Dona Canô, aos 105 anos (tinha mais que ir, não é? - ainda mais no país onde a expectativa de vida é cerca de 75 anos) foi tratado com um certo exagero pela a mídia e por muitas pessoas, mesmo sem ela fazer algo de relevante para o país. Ué, mas gerou Caetano. Mas e daí? Se for por esse raciocínio, vamos ter que cultuar as mães de todos os grandes homens que passaram pela Terra!
Se já não bastasse o culto à Nossa Senhora, cujas evidências mostram que ela não concordava com a missão honrada defendida pelo seu filho? Cultuar Maria de Nazaré porque? Porque ela gerou Jesus. Só por isso?
Reportagens longas foram feitas sobre a morte de Dona Canô, mas sem ter o que dizer, foi um poço de pieguice e sem noção. Como se Dona Canô fosse mãe de todos os brasileiros.
Nada contra ela. Pelo contrário, já que essa bajulação tem algo de alienada e um tanto histérica, um desrespeito a pobre senhora. Mas a importância de Canô se limita a sua cidade e as pessoas que a conheceram pessoalmente. Foi desnecessária a homenagem intensa e pomposa que fizeram a ela. Até por respeito a ela, a mídia deveria ter sido mais discreta.
Por causa do fanatismo religioso que transforma a "fé" em qualidade, colocando-a acima do discernimento, o fanatismo religioso e o desprezo à intelectualidade estão cada vez mais fortes. E por mais uma manifestação de alienação religiosa, encontraram alguém para fazer o papel de "Nossa Senhora " para os brasileiros. Mas uma diante de tantas que a igreja inventou para ludibriar as massas. Com a vantagem de que esta foi real.
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NOTA: Recebi um comentário de um católico que não gostou da comparação. O que posso dizer a ele é que religiões vivem de lendas e com o amadurecimento da sociedade e o desenvolvimento do discernimento, essas lendas vão aos poucos sendo deixados de lado, do mesmo modo que fazemos com os contos de fada que aprendemos na infância.
Os católicos têm o direito de crer nessas lendas, mas usá-las para confrontar com a realidade é um sinal que precisa ainda desenvolver mais o bom senso.
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NOTA: Recebi um comentário de um católico que não gostou da comparação. O que posso dizer a ele é que religiões vivem de lendas e com o amadurecimento da sociedade e o desenvolvimento do discernimento, essas lendas vão aos poucos sendo deixados de lado, do mesmo modo que fazemos com os contos de fada que aprendemos na infância.
Os católicos têm o direito de crer nessas lendas, mas usá-las para confrontar com a realidade é um sinal que precisa ainda desenvolver mais o bom senso.

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