Protesto que é protesto tem que incomodar., irritar e se possível, gerar dano ao alvo das contestações. O objetivo é mostrar que o alvo do protesto está errado e precisa mudar.
Só que acontece que os alvos dos protestos são políticos e Grandes Empresários, gente sempre gananciosa e mentirosa que existe apenas para ganhar muito dinheiro e poder (para ganhar ainda mais dinheiro e poder) e viver somente para se afirmar como "melhor" do que as outras pessoas.
Os protestos ocorridos nos últimos dias em nosso país, mostra que a população não está mais disposta a ser enganada, numa atitude totalmente diferente do modismo do "fora Collor", de 1992, que na verdade não passou de um estímulo da mídia para um carnaval fora de época onde muitos estudantes aproveitaram para "matar" aula. Os protestos deste ano são muito mais sinceros e surgiram através de mensagens difundidas por cidadãos comuns através da internet.
Mas o apoio declarado de autoridades e celebridades às manifestações solta um cheirinho de fracasso, já que os alvos das críticas são eles, responsáveis para que tudo isso aí continue como está. Como alguém como, por exemplo, Luciano Huck, declara apoio às manifestações? Seus amigos mais íntimos, Eike Batista, Sérgio Cabral Filho, Aécio Neves, entre outros, são os principais alvos das críticas. Será que não sobraria também algo contra oi narigudo apresentador, famoso por sua hipocrisia e por puxar o saco da população?
Ah, mas aí vem a opinião pública dizer que tem que ser pacífico. Tá. Mas lembremos que os protestos do passado, tão celebrados nos feriados cívicos, não foram pacíficos. Claro que não vamos fazer vandalismo gratuito, depredando tudo que se encontra pela frente e fazendo saques. Mas é preciso gerar dano aos responsáveis pelo verdadeiro dano social, já que para políticos, empresários e celebridades, somente o dano material os sensibiliza, já que rico só se preocupa com bens financeiros, ignorando todo o resto.
Se fizermos um protesto pacífico demais, nada acontecerá, já que os ricos estarão muito bem tranquilos em saber que seus bens estão intactos. Nada mudará e tudo voltará como antes. A não ser que continuemos fazer protestos e mais protestos.
Um bom protesto é a greve geral, pois com tudo parado, os ricos não lucram e aí sentem a dor em suas contas financeiras, percebendo nitidamente o erro social. Mas deveria ser uma greve por tempo indeterminado. Esse tipo de protesto evita vandalismo, mas gera dano financeiro, sensibilizando os mais ricos que ficarão chateados em ver seus bens diminuírem à força e consequentemente seu poder político (empresários também são políticos, a maneira privada) e de influência.
Como querer que protestos sejam pacíficos? Um exemplo pode responder essa pergunta. O Dois de Julho, estranhamente comemorado em Salvador, com a presença de autoridades, não foi um protesto pacífico. Se o Dois de Julho tivesse que se repetir nos dias de hoje, da emaneira que ocorreu, essas autoridades, que alegremente participam dos festejos é que seriam os alvos dos protestos, com direito a graves danos materiais e quiçá, de segurança física.
Não acreditemos quando autoridades e celebridades apoiem nossos protestos. É um sinal de que algo está errado, de que os protestos não estão fazendo efeito. Quando o alvo de nossas críticas está gostando é porque ele não está sendo atingido e assim, tudo permanece na mesma, já que o alvo não se sente ameaçado.
Alguma coisa deve ser feita, nem que tenhamos que intensificar o protesto como está sendo feito. Mesmo que ocorra sem vandalismo, devemos apimentar com um pouco de agressividade e tentar gerar algum dano aos poderosos, para que estes, os alvos de nossas críticas, se sintam de fato derrotados, capazes de mudar de atitude e parar com o suave vandalismo enrustido que fazem com a nossa população todos os dias.
Os ricos são os verdadeiro vândalos de nosso país, pois a sua ganância tem o poder de destruir os direitos mínimos que a lei, em tese, nos garante de obter.

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