Edward Snowden, da mesma forma que o australiano Julian Assange, tem incomodado muito os poderosos, mostrando ao mundo do que os donos do poder são capazes de fazer para manter os seus interesses. Após o australiano deixar vazar muitos segredos de governos através de seu Wikileaks, agora Snowden denuncia que a CIA, a autarquia ianque que investiga se o comportamento de americanos e pessoas do mundo todo não está afetando os interesses de poderosos nos EUA.
Segundo Snowden, a CIA ouve conversas e lê textos de pessoas não somente nos EUA, mas também fora dela. Mas o que ele não falou e será descoberto através das investigações, é que a CIA tem uma metodologia muito discreta e até surpreendente para manter o seu domínio.
Cultura e Educação no Brasil: reféns da CIA
Não vou falar sobre outros países pois desconheço a forma como a CIA atua neles. Vou falar sobre o Brasil, país onde eu vivo. Espero que a publicação desta postagem não gere danos a minha vida pessoal, pois o que vou falar, apesar de já ter sido denunciado em oportunidades avulsas, é um fato que preocupa: o uso do domínio cultural e educacional pela CIA para impedir o surgimento da subversão em nossa sociedade.
Alguns nomes famosos já haviam alertado, sem provar nada, mas de maneira bem coerente, a influência discreta da CIA na decadência de nossa cultura. Infelizmente, eles não foram levados a sério e seus comentários foram tratados como meros boatos. Há o agravante de, pelo fato de todos serem idosos, serem acusados de criticar as "novas formas de cultura" naquele ponto de vista típico do conflito de gerações, algo que na minha opinião já deveria estar superado, pois a qualidade de uma cultura não está na sua idade e sim nas suas características.
O domínio cultural da CIA começa na educação, pois ela, através de diversas organizações como a Fundação Ford, a Open Society, entre outras, patrocina projetos de pós-graduação cujos temas possam estimular a estagnação intelectual das populações carentes, através da supervalorização dos costumes e do entretenimento consumido pelas classes mais pobres.
Dominação cultural é mais bem sucedida que a dominação política
A CIA sabe muito bem que o domínio através da cultura é a mais bem sucedida forma de domínio porque não desperta a desconfiança da maioria das pessoas. Os EUA já tentaram dominar o Brasil e outros países de outras formas, mas no fundo, mesmo duradouras, foram um fiasco, impossíveis de serem reimplantadas com aprovação social.
Como cultura fraca gera povo fraco, já que na verdade a cultura é a parte prática da educação (e se a cultura está ruim é porque a educação também está) e enfraquecê-la é uma ótima forma de imobilização muito mais eficiente do que a mordaça, a CIA não mede nenhum esforço para este tipo de dominação que, até o exato momento, tem dado muito certo, gerando desconfiança apenas de pessoas com discernimento desenvolvido.
Para isso, é investido muito dinheiro, aplicado das mais diversas formas. Quase tudo no entretenimento da periferia é alvo dos investimentos da CIA. A influência da organização ianque é ainda mais forte no "funk", já que por ser uma tendência explicitamente tosca e ridícula, necessita de um gigantesco apelo publicitário para agregar valor. Só mesmo a persuasão dos meios publicitários para que uma tosqueira como "funk" se transforme em "cultura elevada", a ser respeitada por todos. E isso necessita de uma imensurável quantia de dinheiro, vindo de todos os cantos, mas majoritariamente da CIA.
Para isso, é investido muito dinheiro, aplicado das mais diversas formas. Quase tudo no entretenimento da periferia é alvo dos investimentos da CIA. A influência da organização ianque é ainda mais forte no "funk", já que por ser uma tendência explicitamente tosca e ridícula, necessita de um gigantesco apelo publicitário para agregar valor. Só mesmo a persuasão dos meios publicitários para que uma tosqueira como "funk" se transforme em "cultura elevada", a ser respeitada por todos. E isso necessita de uma imensurável quantia de dinheiro, vindo de todos os cantos, mas majoritariamente da CIA.
O enfraquecimento cultural do Brasil interessa muito aos EUA porque o Brasil, tendo características muito semelhantes, sobretudo geográficas e de estrutura política, é um concorrente em potencial a terra de Tio Sam. Acredito que a longo prazo, ocorra uma guerra, no mínimo fria (sem armas) entre os EUA e o Brasil, se os brasileiros não aceitarem mais ser subordinados aos poderosos dos EUA.
Essa dominação cultural é necessária para que a estima do brasileiro não cresça. Existe um pensamento, muito defendido por muitos intelectuais de direita (e estranhamente também por intelectuais que apoiam a decadência cultural, assumidamente de esquerda) de que os países em desenvolvimento devem respeitar os limites de seu crescimento, para que não se tornem competitivos diante das nações mais evoluídas.
Como um complexo de vira-lata, a vocação do brasileiro está em se inferiorizar diante dos países desenvolvidos, freando o seu desenvolvimento intelectual e assumindo uma atitude conformista e, em certos casos, alienada.
A inferioridade dos pobres os isola da sociedade
Como no microcosmo costuma acontecer da mesma forma que no macrocosmo, esse mesmo pensamento de inferioridade serve para criar um apartheid cultural no Brasil, algo que reforça e muito a satisfação dos interesses da CIA no país.
A população pobre, subversiva em potencial por não ter acesso a qualidade de vida das classes que se situam acima dela economicamente, é desestimulada a desenvolver seu intelecto, para que consequentemente, sem entender de fato o que acontece ao seu redor, se manter na acomodação, aceitando a sua condição inferior como se fizesse parte de sua "cultura".
Mas é preciso não deixar as coisas aparentes, pois dar a aparência de democracia diversificada é essencial para que o plano da CIA dê certo. Como ser acomodado carrega um estigma negativo, o que se faz é confundir a grosseria típica de pessoas de intelecto atrofiado com "rebeldia", como se o grotesco substituísse a verdadeira rebeldia intelectualizada que era tão comum nos anos 60. O discurso inclusive força a barra inventando a associação dos dois fatos, para que todos pensem que os grotescos sejam os novos rebeldes.
E assim, o plano de domínio cultural se solidifica, dando a impressão que as classes dominadas, educadas pela mídia tradicional, agem por conta própria, pensando que o que eles aprenderam via TV, por exemplo, surgiu de suas próprias mentes (a Psicologia prova que este tipo de manipulação ideológica, onde o manobrado pensa que raciocina por conta própria, é possível).
Do contrário do que se possa imaginar, isso isola ainda mais as classes pobres que, impedidas de terem a sabedoria e o bom senso das classes superiores, acaba por defender valores duvidosos que caracterizam uma forma de "cultura" ridícula, superficial e desprovida de conhecimento útil que possa acrescentar algo de positivo à sociedade.
Intelectuais contratados para "vitaminar" o entretenimento das periferias
Para reforçar a autenticidade da decadência cultural, intelectuais são contratados para que em seu discurso rebuscado e prolixo possam embutir valores nobres e referências intelectuais ao entretenimento das periferias, na tentativa de aumentar o seu valor e criar uma solidez. em essas referências, o entretenimento das periiferias será visto como mero modismo, o que fará com que se torne perecível, estragando o processo de dominação.
Intelectuais como Ronaldo Lemos, Hermano Vianna, Paulo César Araújo e muitos, mas muitos outros, além de instuições como o Fora do Eixo, são secretamente remunerados - mesmo indiretamente - pela CIA (eles são ligados às organizações patrocinadoras afiliadas ao órgão ianque) para que possam embutir próteses de cultura avançada àquilo que nasce naturalmente sem o mínimo de conhecimento cultural, possuindo apenas referências mais fúteis difundidas pela grande mídia. Esses intelectuais fazem com a decadência cultural aquilo que os pobres, com escassa escolaridade não conseguem fazer por conta própria (por causa de seu paupérrimo repertório de referências), legitimando assim, tendências de gosto e de valor duvidosos como "sabedoria superior" e "cultura avançada".
Eles sabem que o povo pobre, por sua escolaridade mal formada (culpa não do próprio povo, mas do sistema educacional e do contexto social em que vivem), não possui uma adequada informação cultural, desconhecendo fatos e personagens da historiografia cultural. Essa falha inviabiliza o entretenimento das periferias a ser considerado cultura, já que para ser uma cultura de verdade é necessário haver informação e discernimento.
Para que o que é produzido nas periferias tenha o embasamento necessário para ser levado a sério, é preciso que estes intelectuais se intrometam para que eles, conhecedores das referências desconhecidas pelo povo pobre, coloquem, como próteses, os referenciais que irão dar autenticidade ao entretenimento produzido nas periferias que a partir disso, possam ser respeitados como "cultura elevada", mesmo sem ser de fato.
Eles sabem que o povo pobre, por sua escolaridade mal formada (culpa não do próprio povo, mas do sistema educacional e do contexto social em que vivem), não possui uma adequada informação cultural, desconhecendo fatos e personagens da historiografia cultural. Essa falha inviabiliza o entretenimento das periferias a ser considerado cultura, já que para ser uma cultura de verdade é necessário haver informação e discernimento.
Para que o que é produzido nas periferias tenha o embasamento necessário para ser levado a sério, é preciso que estes intelectuais se intrometam para que eles, conhecedores das referências desconhecidas pelo povo pobre, coloquem, como próteses, os referenciais que irão dar autenticidade ao entretenimento produzido nas periferias que a partir disso, possam ser respeitados como "cultura elevada", mesmo sem ser de fato.
Ou seja, é preciso que se dê uma aparência de "cultura avançada" às ridículas formas de "cultura" produzidas por quem está nessa só para ganhar dinheiro e se divertir, e é essa a missão desses intelectuais que, publicamente não assumem seus reais objetivos, fingindo apoiar baseados naquele papo de que se "emocionam" ao ver um pobre sorrindo.
Concluindo...
O domínio de CIA se dá desta forma. Muita gente ainda não sabe, mas a CIA controla a cultura brasileira e é capaz de destruí-la. Se ela tem condições de investigar telefones e e-mails, ela também tem condições de manobrar as mentes humanas para que a auto-estima do brasileiro permaneça baixa e desestimule o seu desenvolvimento intelectual, defendendo valores decadentes que já não mais cabem em uma época de tecnologia tão avançada como a atual.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.