Nossa sociedade é imatura. Como a vaidade feminina foi considerada mais importante que a saúde de uma personagem? Graças a protestos na internet, a personagem que a atriz Marina Ruy Barbosa faz na novela Amor a Vida e que é portadora de um tipo de câncer (a quimioterapia provoca queda de cabelo e para isso a atriz teria que raspar) vai manter a vasta cabeleira intacta.
Segundo o autor da novela, Walcyr Carrasco, ao aceitar a sinopse e fazer a personagem, a atriz se comprometeu a raspar os cabelos. Mas o público da novela, normalmente alienado e modista, bateu o pé para que a atriz não livrasse de um dos símbolos da vaidade feminina: os cabelos.
É uma tola discussão que mostra que o público de novelas é muito alienado, querendo evitar na ficção o que normalmente aceita na vida real. E o que que tem a atriz ficar momentaneamente careca? Atrizes realmente lindas continuam lindas com a cabeça raspada, como por exemplo sempre linda Natalie Portman, que aceitou numa boa ficar careca e continuou arrancando muitos suspiros masculinos nas premieres onde aparecia o couro cabeludo à mostra.
E pelo que sei, Marina Ruy Barbosa é lindíssima e não será a ausência de cabelo que irá estragar sua beleza. Depois de algum tempo, ela teria todas as condições - e o dinheiro necessário, pois atores destacados ganham muito bem - para recuperar a mesma tão admirada vasta cabeleira.
Foi uma discussão tola a respeito de um pequeno problema que poderia ser superado numa boa.

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