Paulo Francis, polêmico jornalista falecido há anos, havia dito que as mulheres nunca escolhem seus maridos usando o caráter como critério. Isso é fato e pode ser provado de uma maneira muito simples: boa parte dos homens que estão casados, se fossem observados pelo seu caráter, humor, inteligência e senso crítico, estariam completamente encalhados, esnobados não só pelas mulheres com quem se casaram, mas pela mulherada como um todo.
O que favorece o fato deles estarem casados é que as mulheres nunca prestam atenção na personalidade de seus pretendentes. Os únicos atributos analisados estão ligados a proteção e sustento. Os outros fatores são minimizados ou considerados supérfluos.
Os homens sabem disso e por este motivo muitos não se preocupam em desenvolver sua personalidade, apenas seguindo os padrões de comportamento exigidos pelas regras sociais ou pelas "leis" do machismo. Sabem que as mulheres querem um provedor/protetor e passam a maior parte do tempo desenvolvendo apenas atributos relacionados a esses aspectos, o que lhes tira o tempo para o auto-conhecimento. Mas isso não importa, já que não precisa auto-conhecimento para se adaptar aos padrões exigidos pela sociedade.
Muitos homens valorizadíssimos tem personalidade chata, conformista, de opiniões convencionais e em alguns casos, simpatizantes de opiniões vulgares. Muitos demonstram completa ignorância em assuntos alheios ao seu cotidiano do trabalho e se são bons maridos, agem apenas no que se espera deles, de acordo com o que a sociedade exige. São quase todos incapazes de ter gostos e opiniões originais, já que em uma sociedade que superestima a vida social como a brasileira, macaquear gostos e opiniões alheias é regra indispensável para quem quer obter amigos e favorecimento alheio.
Sorte desses homens que as mulheres não ligam para a personalidade masculina. Se ligassem, eles com certeza estariam encalhados, solitários e sem capacidade de cativar a menos exigente das mulheres. Enquanto isso, homens de personalidade mais marcante, opiniões e gostos próprios, hoje encalhados por não se adequarem às exigências sociais, seriam cobiçados e teriam maior facilidade de estarem casados.
Os homens convencionais e "Marias vão com as outras" são valorizados porque se adaptam facilmente às regras sociais, que priorizam pessoas com opinião e gostos que sejam coletivos (como gostar de futebol e de boates, por exemplos) e não pessoais. Se fosse o contrário, os "esquisitos" é que seriam mais valorizados. Mas como os "normais", imitadores da maioria, são os mais valorizados, estes assumem a dianteira nas conquistas afetivas.
Infelizmente, a personalidade masculina ainda é subestimada. Quem realmente merece ter uma companheira e sabe como tratá-la (não confundir com o "sabe como satisfazer suas manias" dos maridos atuais), acaba ou encalhado ou desejado por mulheres carentes e sem personalidade que na verdade são a versão feminina dos homens chatos que se casam com as mulheres legais, na tentativa de "comprovar" aquela tese absurda de que "os opostos se atraem" (responsável pela infelicidade da maioria dos relacionamentos). Se os chatos só se casassem com as chatas, os legais poderiam se casar com as legais e todos seriam felizes. Não seria melhor?

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.