Brasileiro tem má fama lá fora. Conhecido por ser um povo fútil, alienado e submisso, que coloca supérfluas formas de diversão acima de tudo e que só gosta de festa, sexo, cerveja e futebol, tem a sua fama gerada por contribuição própria, pois age sempre de acordo com os estereótipos de que lhe são atribuídos. A população nada faz para perder esta fama.
E quase ia fazendo, com os protestos de junho, mas foram devidamente amansados por políticos (sobretudo os lulistas) e reunidos sobre o rótulo de "black blocs" (não há nada melhor que rotular para amansar rebeldes, o mesmo que colocar uma coleira). Voltamos a ser os alienados que estamos acostumados a ser há décadas.
E os organizadores de entretenimento, muito mais interessados em lucrar com algum modismo do que ajudar a evoluir a cultura com nomes relevantes teve a "brilhante" ideia de trazer o fedelho Justin Bieber para fazer show no Brasil. Os alienados fizeram a festa, pois para eles o "maior nome da música" (sic) na atualidade iria fazer seu primeiro espetáculo em nossas plagas.
E finalmente o fedelho veio. E foi um showzão? Que nada! Playback, excesso de dançarinos e duração reduzida por causa de um suposto objeto tacado no palco. Para mim, Bieber é que pediu para arrumar um jeito de encerrar o show e partir para o que ele realmente queria fazer: farra da mais fútil.
E ele aprontou de tudo. Contratou prostitutas, ofendeu pessoas, desprezou fãs, bebeu, cheirou, foi a boates de baixaria , pichou muros e se pudesse fazia mais. Com certeza ele deve ter feito tudo isso (só o que se sabe - fora o que não foi relatado: lembrando que ele é drogado, apesar da fama de "certinho") por pensar que a sociedade brasileira é muito permissiva.
E vocês pensam que ele estava errado? Errado em abusar de atitudes nocivas, estava. Mas não estava errado em pensar que os brasileiros são permissivos, pois a população aqui dá a cara para ser batida. Brasileiros adoram ser fúteis e realmente consideram o lazer como mais importante do que assuntos sérios.
E estou mentindo? Se perguntarem para qualquer brasileiro o que ele acha se a "seleção" tivesse que perder uma copa de futebol, sobretudo a de 2014 feita "em casa", para garantir qualidade de vida para toda a população, certamente e sem hesitar, ia preferir a copa. Que morra toda a população, mas que morra nos braços da "seleção".
É triste dizer isso, mas é verdade. Stallone e o ator Robin Williams (não confundir com o cantor inglês Robbie Williams, que apesar deter vindo de "boy band", universo de Bieber, resolveu elevar a sua carreira musical solo e se deu bem, sendo uma espécie de novo Elton John pela boa qualidade musical) já haviam feito piadas bastante críticas sobre os estereótipos da sociedade brasileira. Ninguém gostou. Até porque ninguém gosta da verdade. Se falam assim, é porque realmente existem coisas. Onde há fumaça, há fogo...

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