Desde a madrugada do último sábado para domingo, vi na internet uma rajada de postagens de diversos sites falando da morte do ator Paul Walker, conhecido por atuar no filme de ação Velozes e Furiosos e que tinha 40 anos, embora parecesse bem menos. Ironicamente, morreu por causa de um acidente automobilístico.
Como nunca vi nenhum episódio desta série de filmes sobre pegas de automóveis, até então nunca tinha ouvido falar do ator. Mas após o ocorrido aconteceu uma saraivada de mensagens lamentando a morte do ator que, pelo que eu sei, não era assim tão famoso. Então porque esta enxurradas de lamentos? Modismo? Grande chances de ser apenas isso.
Não tenho como avaliar quem tenha sido o ator. Eu não o conhecia. Mas pelo que sei, não havia um motivo concreto que justificasse tamanha comoção. Bom ator? Talvez. Mas uma obra como uma série de filmes violentos sobre pegas de automóveis certamente não seria a melhor forma de testar o talento dramático de qualquer ator. Ainda mais se notarmos que boa parte dos espectadores assistiu a tal série com dublagem. Ou dá para avaliar a qualidade de atuação de um ator com a voz de uma outra pessoa?
A comoção pode realmente ter sido mero modismo, numa tentativa dos fãs parecerem "boas pessoas" por estarem solidarizadas com a morte de alguém. Mas era alguém que boa parte desses supostos fãs nem conhecia, o que torna estranha esta maciça comoção, raramente vista com essa intensidade em mortes de celebridades muito mais conhecidas.
Claro que é lamentável que uma pessoa relativamente jovem ter morrido. Mas o que estranho é que como um ator quase desconhecido - mesmo atuado em um blockbuster - fosse gerar tanta comoção, a ponto de haverem muitas postagens, a ponto de praticamente ser o único assunto a ser falado em blogues e em redes sociais no último domingo?
Essa nem mesmo o próprio Paul Walker deve estar entendendo.

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