Não é fácil criticar uma pessoa ignorante. Ainda mais se ela tiver diploma de nível superior, um título frequentemente usado por pessoas desse tipo para s proteger da acusação de que são ignorantes. mas o nosso sistema prova que não e impossível haver um burro com diploma.
Por incrível que pareça, é relativamente fácil para qualquer pessoa entrar e sair de uma faculdade, basta:
- Para entrar: ter uma excelente memória;
- Para sair, saber se sociabilizar.
Memória é o que interessa
Nosso sistema educacional é totalmente construído com base na supervalorização da memória. E nunca sabemos disso, pois aquilo que chamamos de inteligência na verdade é a memória de longo prazo. Nos acostumamos a chamar de memória apenas a de curto prazo ou quando nos referimos a uma lembrança bem antiga que não volta mais. Mas usamos muito mais a memória do que a inteligência e nosso cotidiano, porque o sistema exige que ajamos assim. E por confundirmos memória com inteligência, temos ilusão de que todos somos muito inteligentes, se ofendendo com facilidade quando alguém tenta nos provar que de fato não somos.
As provas que prestamos em todo o sistema educacional, em cerca de 99%, valorizam a memória. Nosso sistema não quer pessoas inteligentes, pois elas podem ser perigosas para as lideranças. Inteligentes têm a capacidade de detectar abusos e corrupção praticados pelas lideranças. Alguém um pouco burro, mas que saiba cumprir as exigências dessas lideranças parece o profissional perfeito. E tendo uma boa memória, ele se lembrará do que deve ser feito todos os dias.
Como estava falando, o sistema quer pessoas com boa memória. Todas as provas visam testar isso. Se algum organizador estipula a proibição de "colas" nas provas é porque quer que você se lembre do conteúdo. E se lembrar tem muito a ver com memória. As próprias questões de prova, salvo raras exceções, focam exclusivamente na medição da capacidade de memória.
Assim, uma pessoa que tenha excelente memória, sendo inteligente ou não, sempre se dará bem em provas. Para os que tem a memória eidética, que consegue se lembrar de detalhes, as oportunidades de se dar bem em provas se escancaram. O mundo abre seus braços e suas pernas para pessoas desse tipo, com gigantescas chances de crescimento profissional.
Provas feitas em grupos
Para sair das faculdades, a memória, apesar de anda necessária, já não e prioridade na exigência para o sucesso. Basta saber fazer amigos, ou no mínimo conquistar a confiança alheia.
A maioria dos professores de faculdades, por razões que preferimos não discutir aqui (poderia desviar o foco), não quer mais elaborar nem corrigir provas. Toma tempo e é cansativo. Preferem agora exigir uma espécie de trabalho em grupo, onde os próprios alunos se reunirão para dar uma aula no final do semestre, sendo avaliados desta forma pelo professor que assistirá a esta aula fazendo anotações.
Não é preciso ser muto inteligente para fazer trabalhos de grupo, desde que um dos membros seja capaz de satisfazer as exigências do professor. Praticamente os membros mais inteligentes do grupo, curiosamente com dificuldades de sociabilização fora do meio acadêmico, será o único responsável de fato pelo trabalho, assinado por odos os membros que nunca se reunirão para fazer o trabalho, preferindo combinar detalhes pelo telefone ou por e-mail. E bingo! Todos são aprovados, inclusive os que não mexeram uma palha, desde que usem a sua extroversão (interessante que os alunos mais preguiçosos geralmente são os mais sociáveis) para convencer o desavisado professor.
E assim, os burros conseguem o tão sonhado diploma e continuam contribuindo intelectualmente para a sociedade da mesma forma que um imbecil contribuiria, fazendo nada de relevante para que a sociedade se evolua, mantendo todos os erros, injustiças e problemas intactos, praticamente sem resolução. Lideranças corruptas e autoritárias agradecem.

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