Num país onde as pessoas preferem defender o supérfluo do que o necessário, a futilidade do que a intelectualidade, os fãs breganejos se tornaram, junto com os fãs funqueiros, verdadeiros cães de guarda de seus ídolos postiços. Rottweillers agressivos que não hesitam em lançar sua baba de raiva contra pessoas que lutam para tentar melhorar a sucateada cultura de nosso país.
E depois de Zeca Camargo, agora é a vez de Monica Iozzi, apresentadora do Video Show, encarar as bestas-feras. E foi ma declaração simples, sem qualquer teor de ofensa ou calúnia.
"Quem não conhece o Cazuza, o pessoal mais novinho, vá ouvir Cazuza, gente. Vamos deixar um pouquinho o sertanejo universitário de lado, vamos ouvir um pouquinho mais de Cazuza para a gente ter um mundo melhor"
A turba se enfureceu. A juventude se sentiu ofendida, pois aprendeu erroneamente uma ridícula fórmula que foi criada justamente para estagnar a cultura nacional, prendendo-a na mediocrização crônica, mas gerando renda para produtores e ignorância para os consumidores:
música de qualidade = elite / música ruim = povo, juventude, humanidade
Esta fórmula justifica a ira sanguinária desta gente acéfala que quer mostrar o seu supervalor.
O que essa gente não entendeu é que não precisa largar seu ritmozinho narcotizante. O que ela quis dizer é que as musicas de Cazuza tem letras que ajudam as pessoas a ficarem mais realistas e mais dispostas a melhorar o mundo.
Ou será que os fas de breganejo são tão tolos a ponto de achar que letras como "Berê Bará", "Tchu Tcha", "Vou beber até cair" e "Ela tá pirada" são mais inteligentes que as letras escritas por Cazuza, um cara que sabia escrever músicas pensantes, com palavras bem escolhidas e que trazem além da descrição detalhada da realidade cotidiana, muitas lições de vida.
Como s jovens criticados se acham inteligentes na teoria, mesmo demonstrando clara burrice prática, posar de ofendido foi a reação automática. Pois eles não possuem auto-crítica pensando serem melhores, mais sábios do que qualquer sábio.
Aviso a essa juventude metida a sábia: aprendam a ter auto-crítica. Assumam erros e corrijam. Ouçam breganejo sim, mas sabendo que é musica de festa e que só servem para momentos de farra, não servindo para enriquecer culturas e nem trazer lições de vida.
E não adianta uma cantorazinha xará da apresentadora (que inclusive beijou a "ídala" máxima dessa juventude fútil, a superestimada Ivete Sangalo) e mais uma representante do breganejo dizer "se os seus ídolos morreram de overdose, os meus morreram na estrada" porque não é a morte e fulano ou sicrano que vai resolver alguma coisa. O espírito de Cristiano Araújo que o diga.
Aprendam de uma vez por todas: cultura se define pelo conteúdo inteligente e pela capacidade de transformação social. Não por dancinhas bestas, gírias idiotas e roupinhas transadas. Estamos fartos de ver tolices sendo vendidas como se fossem sabedoria em portas de bares, boates e igrejas.

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