"Novidades" na Rádio Cidade. A emissora agora está "mais rock" - no sentido que Victor & Léo e Luan Santana também estão "mais rock" - , agora voltada para o mercado turístico, já que as mudanças no repertório (a programação continua o mesmo nhem-nhem-nhem de sempre) foram feitas apenas para turista inglês ver.
O repertório musical "melhorou consideravelmente", no sentido em que qualquer coisa que não seja boys bands, funqueiros, DJs alucinados, "pagodeiros" e "sertanejos" é "sempre melhor". Assim, dá para ouvir músicas menos conhecidas de Bloodhound Gang, Sugar Ray ou coisas parecidas.
Mas a ênfase nos grandes sucessos do hit-parade continua. Espera-se, por exemplo, que os Beatles só apareçam com "Twist and Shout" que, com toda a produtividade autoral de John, Paul, George e Ringo, é cover de soul music, portanto, composição de outros autores.
A locução permanece a mesma, só que está "mais pausada". Os locutores continuam engraçadinhos, fofinhos e muito bonitinhos, com aquela fala emboiolada de quem parece falar com pré-adolescentes, com as mesmas gírias tipo "galera", "balada", "véio", "detonar" e outras baboseiras que fazem parte do dicionário básico de Luciano Huck, mais adorado pelos ouvintes da Cidade do que todos os músicos de rock juntos.
A rádio continuará com a mesma falta de criatividade de antes, mas agora está mais preparada para copiar os formatos dos outros. Daí o fim da Kiss FM, em que parte de seu repertório foi "chupada" pelo programa Clássicos do Rock, que promete reproduzir, daqui a dois anos, o mesmo cardápio musical que o Cafofo do LAM, de Luiz Antônio Mello, lançará este ano na Cult FM.
A Rádio Cidade, ambiciosa, ainda levantou a bandeira do "Rock de Verdade". Mas como "verdade", no Brasil, não tem o sentido tradicional de ideias coerentes e verídicas, mas tão somente uma interpretação fantasiosa de caráter publicitário, então já dá para perceber como essa palavra anda fazendo crescer os narizes de muitos pinóquios...
O repertório musical "melhorou consideravelmente", no sentido em que qualquer coisa que não seja boys bands, funqueiros, DJs alucinados, "pagodeiros" e "sertanejos" é "sempre melhor". Assim, dá para ouvir músicas menos conhecidas de Bloodhound Gang, Sugar Ray ou coisas parecidas.
Mas a ênfase nos grandes sucessos do hit-parade continua. Espera-se, por exemplo, que os Beatles só apareçam com "Twist and Shout" que, com toda a produtividade autoral de John, Paul, George e Ringo, é cover de soul music, portanto, composição de outros autores.
A locução permanece a mesma, só que está "mais pausada". Os locutores continuam engraçadinhos, fofinhos e muito bonitinhos, com aquela fala emboiolada de quem parece falar com pré-adolescentes, com as mesmas gírias tipo "galera", "balada", "véio", "detonar" e outras baboseiras que fazem parte do dicionário básico de Luciano Huck, mais adorado pelos ouvintes da Cidade do que todos os músicos de rock juntos.
A rádio continuará com a mesma falta de criatividade de antes, mas agora está mais preparada para copiar os formatos dos outros. Daí o fim da Kiss FM, em que parte de seu repertório foi "chupada" pelo programa Clássicos do Rock, que promete reproduzir, daqui a dois anos, o mesmo cardápio musical que o Cafofo do LAM, de Luiz Antônio Mello, lançará este ano na Cult FM.
A Rádio Cidade, ambiciosa, ainda levantou a bandeira do "Rock de Verdade". Mas como "verdade", no Brasil, não tem o sentido tradicional de ideias coerentes e verídicas, mas tão somente uma interpretação fantasiosa de caráter publicitário, então já dá para perceber como essa palavra anda fazendo crescer os narizes de muitos pinóquios...

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