O sambrega sempre força a barra para fazer sucesso. Auto-rotulado de "samba-pop", esse tipo de samba de má qualidade surgiu na década de 90 com o grupo Raça Negra e foi se ampliando a ponto de se tornar hegemônico. Muitos canastrões surgiram desde então para embarcar na onda e fazer dinheiro sem ter qualquer vocação musical.
Felizmente não conseguiu soterrar o verdadeiro samba, pois existem jovens como Diogo Nogueira, Casuarina, Família Roitman e Dudu Nobre, além da persistência de veteranos como Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola, e do apoio da Velha Guarda, que se esforçam para manter a chama do verdadeiro samba sempre acesa.
Mas claro que os picaretas do samba contam com muito apoio comercial, presença fácil na mídia e muita popularidade facilitada pelo baixo nível intelectual de seu público, já que a educação de nosso país é de péssima qualidade, pois o governo só está interessado em aplicar provas e mais provas com siglas como nome.
Mas aos poucos está ficando ate para este público aceitar a ridiculosidade do sambrega. Thiaguinho, ex-integrante de um dos mais famosos grupos de sambrega, o Exaltasamba, e que não passa de uma cópia cuspida e escarrada de Alexandre Pires, outro canastrão, insiste com sua carreira fingindo renovar o samba quando na prática o destrói.
Ele lançou o ultra-pretensioso Hey, Mundo! (que poderia ser trocadilho com Raimundo, sabe-se lá por quê), cujo título mostra que ele, insatisfeito em enganar os brasileiros, quer também enganar os estrangeiros com seu sambinha malfeito com letras sem pé nem cabeça.
Mas ei que as vendas de seu álbum "cosmopolita" não agradam nem aos tupis, fazendo com que encalhasse nas prateleiras. Mas eis que a Som Livre, gravadora responsável pelo lançamento do disco, e braço das Organizações Globo, que estão em séria crise (que não e relacionada com a crise governamental em que vivemos e sim com a concorrência com a internet), a ponto de demitir uma gigantesca quantidade de profissionais, decide distribuir de graça o álbum, numa edição "especial" com uma mini embalagem que lembra as capas de disco de vinil.
Claro que de graça, até injeção na testa e com isso, as pessoas vão aceitando. Mas quem teve a oportunidade de ouvir Hey, Mundo! (as Lojas Americanas tocaram adoidado, para desespero dos funcionários, obrigados a ouvir) o álbum é o qe se pode chamar uma verdadeira porcaria. Um verdadeiro sintoma de que a nossa cultura está indo direto para o despenhadeiro.
Thiaguinho tem todo o direito de ter uma profissão, de viver bem, ser feliz e até de sustentar a bela atriz com quem se casou. Mas ele deveria procurar uma outra vocação profissional e parar de querer "revolucionar" o samba despejando lixo sonoro em cima dele.

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