Virou um mantra constantemente repetido quando celebridades teen chegam a maioridade dizer que seus trabalhos estão "mais maduros". Mesmo admitindo que biologicamente e legalmente os astros teen tenham atingido a maioridade, isso não significa que atingiram a maturidade. Até porque, desde a década de 90 a música tem ficado cada vez menos madura, visando lucro fácil e a conquista de um público cada vez menos intelectualizado.
A definição de maturidade se deve a confusão que muitos tem entre arte e entretenimento. Os astros teen fazem entretenimento, músicas somente para diversão, com foco priorizando a dança e a sexualidade. A enorme quantidade de supérfluos dançarinos nos palcos dos shows desses jovens cantores deixa claro isso.
Quase não há alguma lição de vida entre as letras de música jovem há mais de 20 anos. O mais próximo de alguma lição de vida está Love Myself, de Hailee Steinfeld, que mesmo assim, fala sobre amor, uma realidade conhecida pelos adolescentes mais futilizados. Love Myself está um pouco acima da música produzida atualmente por astros teen, mas deixa muito a desejar se comparada ao que era produzido em 1967, auge da melhor produção musical de todos os tempos.
Aventuras amorosas são o monotema dessas musicas juvenis. Quase não se fala sobre outra coisa. E apesar de rotuladas de "maduras" há uma arraigada infantilidade no ponto de vista dessas letras, pois muitas delas não passam de "lavagem de roupa suja" entre o que acontece nas vidas particulares desses astros, que apesar de muito ricos, nada tem de classudos.
Uma coisa a observar é a influência de gírias danças e costumes do povo de baixa escolaridade, o que sinaliza ainda mais a imaturidade desses astros, que evidentemente preferem cantar para quem pensa menos. O que soa uma hipocrisia, pois sendo ricos agindo como pobres, poderiam muito bem pagar fortunas aos donos das gírias que adotam, para tentar eliminar o sofrimento que somente o povo das ruas conhece em seu cotidiano.
A música estando mais emburrecida faz com que as pessoas mais racionais, ainda continuem esperando por uma música produzida a partir dos anos 90 que lhes diga algo consistente, como era na segunda metade dos anos 60, onde letras realmente amadurecidas eram produzidas em série para um público interessado em se intelectualizar.
A música estando mais emburrecida faz com que as pessoas mais racionais, ainda continuem esperando por uma música produzida a partir dos anos 90 que lhes diga algo consistente, como era na segunda metade dos anos 60, onde letras realmente amadurecidas eram produzidas em série para um público interessado em se intelectualizar.
Essas letrinhas de hoje, sinceramente, nada tem de amadurecidas. Não esperemos que Selena Gomez substitua Laura Nyro, que Demi Lovato (agora sexualizada) seja a nova Joni Mitchell, que Justin Bieber seja o novo Nick Drake, o One Direction o novo Pink Floyd e que a associação de Miley Cyrus com os falsos-alternativos do Flaming Lips digam algo de relevante à humanidade.
Se os recém ressuscitados Backstreet Boys e Spice Girls, hoje quarentões, nunca fizeram música amadurecida, o que esperar de relevante vindo dessa galerinha de 20 e poucos anos? Nada.
Antes, crianças poderiam ouvir músicas feitas para adultos. Hoje, os adultos ouvem músicas que parecem feitas para crianças, só que sexualizadas. E sexualidade, embora permitida apenas para maiores, não é sinal de maturidade, pois sendo exclusivamente instintiva, não exige nenhum preparo intelectual. Imaturos podem sexualizar perfeitamente, se tiverem permissão para isso.
Sem essa de maturidade musical. Há muitos anos ela está se divorciou da música, que hoje segue cada vez mais abilolada.

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